Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2470426 Português
CLARICE LISPECTOR: A TEIA SUTIL DE UMA POÉTICA FEMINISTA

Rita Terezinha Schmidt
(03 de janeiro de 2024)


        Assim como Clarice sempre resistiu a qualquer tentativa de enquadramento e manifestava publicamente sua falta de interesse em produzir “literatura” – termo ao qual atribuía o peso de uma instituição, um fardo que nunca cogitou carregar porque se considerava uma amadora, e não uma “profissional” –, também nunca mencionou o termo “feminista”, seja na sua vida pública, seja na sua produção ficcional. Talvez porque na época circulava o clichê de que feministas eram mulheres mal-amadas e desejavam se igualar aos homens, noções distorcidas e disseminadas por segmentos conservadores que não admitiam a agenda da luta por direitos, foco das reivindicações dos movimentos de mulheres que começaram a ganhar vulto a partir da década de 1950.
        Nesse período e nas décadas seguintes, o impacto da obra O segundo sexo (1949), de Simone de Beauvoir, foi explosivo, particularmente pela afirmação de que a mulher “feminina”, nos termos do binarismo de gênero na cultura patriarcal, é caracterizada pela passividade e que é nessa condição que ela se torna um ser para o outro, uma alteridade institucionalizada.
        Com vivências em países europeus e nos Estados Unidos, Clarice certamente tomou conhecimento das passeatas de mulheres que ganhavam, na época, ampla cobertura nos jornais e em noticiários na televisão. Também foi leitora de escritoras inglesas como Emily Brontë, Katherine Mansfield e Virginia Woolf, que abordaram questões relativas à condição feminina, definida como “o problema que não tem nome” por Betty Friedan, em seu A mística feminina (1963). Woolf, além de inovadora na prosa de ficção, em Um teto todo seu (1929) foi pioneira na denúncia da opressão econômica, intelectual e criativa das mulheres: ao tentar fazer uma pesquisa sobre o tema mulher e ficção na biblioteca de Oxbridge (nome fictício para as duas mais tradicionais universidades da Inglaterra, Cambridge e Oxford), teve sua entrada barrada por não estar acompanhada de um homem nem levar uma carta de apresentação. Ao retornar devidamente acompanhada, levantou informações que referendaram o que observara de forma empírica, isto é, que a tradição literária era pautada, exclusivamente, na genealogia pais/filhos.
        Em tempos de questionamentos e de transformações sociais, não surpreende que na singularidade composicional de suas obras Clarice articulasse um feminismo latente de outra genealogia, a de mãe/filhas, presente nos alinhamentos entre narradora, autora implícita e personagens femininas, tramados em diferentes graus de cumplicidade. Trata-se de uma teia na qual a relação da narradora com suas personagens conflui em fios de discurso/fios de pensamento que deslizam de uma obra a outra, produzindo ressonâncias e superposições na construção de elos intersubjetivos. Se o fio, no mito de Ariadne, é símbolo de salvação de um enredamento mortal, na obra de Clarice seu arquétipo tece um imaginário que fecunda subjetividades/identificações declinadas pelo pertencimento feminino e que entrelaçam vida e ficção numa economia de afetos que não deixa de evocar o lema feminista de nossa época, “o pessoal é político”.
        Talvez nenhuma outra escritora brasileira, ao longo de sua obra, tenha sido capaz de captar e sustentar com perspicácia e constância a problemática de personagens femininas, circunscritas por injunções de uma estrutura patriarcal que contamina o espaço familiar. Suas trajetórias oscilam em movimentos de resistência, de submissão e de transgressão, num aprendizado doloroso de autoconsciência e de percepção do mundo à sua volta. Isso não significa dizer que Clarice reduzia a literatura ao compromisso verossímil de um realismo ingênuo, mas, sim, que seu viés feminista estava presente na construção das experiências vividas por suas personagens e produzia, de forma subjacente, uma crítica social pertinente a seu tempo e lugar.
        A pergunta “quem sou eu?”, implícita ou explícita, que percorre os fios de sua teia ganha expressão em Joana, Ana, Lucrécia, Laura, Virgínia, G. H., Ângela, personagens que figuram a condição da mulher brasileira de classe média dos anos 1940 a 1960 – condição essa que transcende limites geográficos e temporais. Em diferentes graus de sensibilidade quanto à realidade, todas essas personagens passam por sensações de vazio e de impotência, um desconforto com um cotidiano regulado por rituais domésticos e padrões preestabelecidos que dão um falso equilíbrio às suas existências e distorcem as percepções de si próprias e da vida. Por isso, em momentos de devaneios, vertigens ou revelações, todas são assaltadas por certo mal-estar, um desejo confuso, pela falta de algo que não sabem definir o que é, mas que sentem ser necessário descobrir. Esse momento é o das horas perigosas, quando algo reprimido emerge à superfície para romper a normalidade das aparências e desestabilizar, mesmo que momentaneamente, a estrutura engessada de suas vidas. [...]
        As obras de Clarice são declinadas no feminino sob um viés feminista, não somente pelo protagonismo de suas personagens mulheres e pelos laços de cumplicidade entre elas e a narradora, mas pelo agenciamento da escritora que intervém, de forma eloquente, no sistema de representação da cultura patriarcal. Não por acaso, o último fio de sua teia culmina no caudal de Água viva, pura imersão na energia originária de um feminino cósmico que vem “das trevas de um passado remoto”. Assim, tecida por muitos fios, a poética feminista de Clarice inscreve seu posicionamento social e político no contexto da cultura de seu tempo e projeta uma ética da diferença, inscrita no potencial criativo e subversivo das mulheres, que se reinventam para poder se imaginar outras, e umas com as outras, na literatura e na vida. 

Texto publicado originalmente na Cult 264, de dezembro de 2020.
A autora do texto é doutora em literatura, professora titular de literatura e convidada do Programa de PósGraduação em Letras da UFRGS. Adaptado de https://revistacult.uol.com.br/home/cult-301-claricelispector/ , acesso em 21 de mar de 2024.

Quanto à classe de palavras e suas funções, assinale a alternativa que indica a classificação correta das palavras sublinhadas, respectivamente:
Alternativas
Q2469950 Português
Preço de medicamentos subirá até 4,5% a partir de domingo no Brasil





(https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2024/03/29/preco-demedicamentos-subira-ate-45-a-partir-de-domingo-no-brasil.htm. 29/03/2024)
O governo federal autorizou um reajuste de até 4,5% nos preços dos medicamentos para este ano, a partir deste domingo, dia 31. O aval para o aumento foi publicado nesta quinta-feira, 28 no Diário Oficial da União (DOU). (L.1-3)
No primeiro parágrafo, é usado três vezes o pronome demonstrativo “este”, como sublinhado no segmento acima. Isso significa dizer que:
Alternativas
Q2469803 Português

                     Jovem sofre bullying virtual e descobre que ataques virtuais vinham da mãe


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/12/25/mulher-e-acusada-porassedios-virtuais-anonimos-contra-sua-filha-nos-eua.htm – texto adaptado especialmente para esta prova)


Analise as assertivas abaixo sobre o texto:
I. A fala do promotor David Barberi (l. 19-21) pode ser considerada um intertexto.
II. A expressão “tinham sido escritas” (l. 06-07) retoma “mil páginas” (l. 03).
III. Em “Isso incluía o uso de gírias e abreviações associadas na comunicação por texto” (l. 20-21), a palavra sublinhada retoma a frase que a antecede, que versa sobre as ações de Kendra, nas palavras do promotor da cidade.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2469764 Português

Temos que lutar com todas as forças para deixarmos crianças longe das redes sociais






(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/04/temosque-lutar-com-todas-as-forcas-para-deixarmos-criancas-longe-das-redes-sociais.shtml.)

Ou todos nós tiramos as crianças dessa arapuca, ou a que ficar de fora será a esquisitona. (L.36-37)
O pronome sublinhado no período acima desempenha, no texto, papel:
Alternativas
Q2469712 Português
Produtos de limpeza: saiba como manusear e guardar de forma segura
Por UM®



(Disponível em: www.g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/especial-publicitario – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “__ criança ou animal pode se intoxicar ou até mesmo ingerir acidentalmente __ produto”, as palavras sublinhadas são, respectivamente:
Alternativas
Q2469538 Português
Mindfulness

                                                                                                                   Por Equipe Hospital Israelita Albert Einstein



(Disponível em: vidasaudavel.einstein.br/5-vantagens-do-mindfulness-e-um-passo-a-passo-para-pratica-lo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 31, o pronome “ela” refere-se a:
Alternativas
Q2469360 Português
Leia o texto a seguir:


5 problemas que atrapalham a comunicação escrita


A gestão e o engajamento são mediados pela linguagem o tempo todo, e isso exige senso de responsabilidade na hora de escrever



Mensagens surgem de todas as telas. Apps de mensagem, ferramentas de gestão remota, e-mails de trabalho, newsletters, e-books, posts nas redes sociais. Segundo uma pesquisa de 2018 da Adobe, profissionais de escritório nos EUA gastavam uma média de 3,1 horas por dia em e-mail de trabalho. Isso em 2018, imagine agora em 2022.


Diante de tantos textos,é natural que surjam mil e uma fórmulas para escrever textos de sucesso, centenas de dicas de como melhorar sua escrita. Muitas delas focadas em contextos específicos: conquistar ou fidelizar clientes, aumentar engajamento nas redes sociais, vender produtos e serviços, construir e consolidar marcas.


E, como observadora, aprendiz, pesquisadora e professora, sigo acompanhando as mudanças dos canais na linguagem e seus efeitos em profissionais nas mais diversas empresas. O que percebo é que gatilhos e fórmulas podem ser úteis em alguns contextos sim e, claro, gerar muitos negócios. Mas ainda temos uma longa caminhada para aprimorar os textos que circulam nas organizações, especialmente as mensagens rotineiras, que constroem ou corroem, dia a dia, a confiança e o engajamento nas equipes.


Ainda são incontáveis os textos prolixos, com linguagem inadequada e imprecisos; inúmeros “oks” que podem significar “aprovado”, “lido” ou “faz o que achar melhor”; recados no chat com apenas “oi, tudo bem”, que aguardam resposta para revelar o real motivo do contato; e-mails sem cordialidade, objetivo ou prazos.


Curioso é que há quem ainda acredite que os problemas dos textos cotidianos são erros ortográficos, problemas de regência e concordância. Antes fosse…


Os problemas, na realidade, decorrem de:



1. Pressa


2. Sobrecarga de trabalho


3. Automatismo ao escrever


4. Desconexão com as pessoas envolvidas na interação (mesmo que remota)


5. Desatenção ao impacto da comunicação nas relações e na reputação profissional e corporativa


Talvez não seja possível resolver esse cenário de infoxicação e sobrecarga. Mas uma mudança de mindset pode ser muito útil: encare os inúmeros textos cotidianos como parte integrante e determinante do trabalho. A liderança, a gestão de processos e o engajamento das equipes são mediados pela linguagem o tempo todo, por isso, ter esse senso de responsabilidade pelo que e como escrever muda bastante a perspectiva diante das mensagens.


Experimente investir um minuto a mais antes de começar uma mensagem e antes de apertar o botão enviar. Eu sei que parece ser perda de tempo ou até impossível achar um minuto que não existe na sua agenda. Só que o retorno sobre o investimento é grandioso. Menos retrabalho e conflitos desnecessários, mais precisão e assertividade.


Não é uma fórmula matemática, porque o contexto está sempre ali para nos surpreender e nosso olhar pode estar sempre mais atento a pequenos grandes detalhes no uso das palavras. Mas pode ser um passo e tanto para navegar pelo oceano de mensagens infindáveis que tanto dizem sobre quem somos, sobre como nos relacionamos e sobre a empresa que representamos.


Sigo observando, aprendendo, linguista e curiosa que sou. E você?



Vivian Rio Stella
Doutora em Linguística pela Unicamp



Fonte: https://vocerh.abril.com.br/coluna/vivan-rio-stella/5-problemas-queatrapalham-a-comunicacao-escrita. Acesso em: 16 jan. 2024.
A expressão “fidelizar clientes”, à luz da norma-padrão, poderia ser substituída por:
Alternativas
Q2469359 Português
Leia o texto a seguir:


5 problemas que atrapalham a comunicação escrita


A gestão e o engajamento são mediados pela linguagem o tempo todo, e isso exige senso de responsabilidade na hora de escrever



Mensagens surgem de todas as telas. Apps de mensagem, ferramentas de gestão remota, e-mails de trabalho, newsletters, e-books, posts nas redes sociais. Segundo uma pesquisa de 2018 da Adobe, profissionais de escritório nos EUA gastavam uma média de 3,1 horas por dia em e-mail de trabalho. Isso em 2018, imagine agora em 2022.


Diante de tantos textos,é natural que surjam mil e uma fórmulas para escrever textos de sucesso, centenas de dicas de como melhorar sua escrita. Muitas delas focadas em contextos específicos: conquistar ou fidelizar clientes, aumentar engajamento nas redes sociais, vender produtos e serviços, construir e consolidar marcas.


E, como observadora, aprendiz, pesquisadora e professora, sigo acompanhando as mudanças dos canais na linguagem e seus efeitos em profissionais nas mais diversas empresas. O que percebo é que gatilhos e fórmulas podem ser úteis em alguns contextos sim e, claro, gerar muitos negócios. Mas ainda temos uma longa caminhada para aprimorar os textos que circulam nas organizações, especialmente as mensagens rotineiras, que constroem ou corroem, dia a dia, a confiança e o engajamento nas equipes.


Ainda são incontáveis os textos prolixos, com linguagem inadequada e imprecisos; inúmeros “oks” que podem significar “aprovado”, “lido” ou “faz o que achar melhor”; recados no chat com apenas “oi, tudo bem”, que aguardam resposta para revelar o real motivo do contato; e-mails sem cordialidade, objetivo ou prazos.


Curioso é que há quem ainda acredite que os problemas dos textos cotidianos são erros ortográficos, problemas de regência e concordância. Antes fosse…


Os problemas, na realidade, decorrem de:



1. Pressa


2. Sobrecarga de trabalho


3. Automatismo ao escrever


4. Desconexão com as pessoas envolvidas na interação (mesmo que remota)


5. Desatenção ao impacto da comunicação nas relações e na reputação profissional e corporativa


Talvez não seja possível resolver esse cenário de infoxicação e sobrecarga. Mas uma mudança de mindset pode ser muito útil: encare os inúmeros textos cotidianos como parte integrante e determinante do trabalho. A liderança, a gestão de processos e o engajamento das equipes são mediados pela linguagem o tempo todo, por isso, ter esse senso de responsabilidade pelo que e como escrever muda bastante a perspectiva diante das mensagens.


Experimente investir um minuto a mais antes de começar uma mensagem e antes de apertar o botão enviar. Eu sei que parece ser perda de tempo ou até impossível achar um minuto que não existe na sua agenda. Só que o retorno sobre o investimento é grandioso. Menos retrabalho e conflitos desnecessários, mais precisão e assertividade.


Não é uma fórmula matemática, porque o contexto está sempre ali para nos surpreender e nosso olhar pode estar sempre mais atento a pequenos grandes detalhes no uso das palavras. Mas pode ser um passo e tanto para navegar pelo oceano de mensagens infindáveis que tanto dizem sobre quem somos, sobre como nos relacionamos e sobre a empresa que representamos.


Sigo observando, aprendendo, linguista e curiosa que sou. E você?



Vivian Rio Stella
Doutora em Linguística pela Unicamp



Fonte: https://vocerh.abril.com.br/coluna/vivan-rio-stella/5-problemas-queatrapalham-a-comunicacao-escrita. Acesso em: 16 jan. 2024.
Em “O que percebo é que gatilhos e fórmulas podem ser úteis em alguns contextos sim e, claro, gerar muitos negócios” (4º parágrafo), as palavras destacadas são respectivamente classificadas como:
Alternativas
Q2469091 Português
História de um átomo



Rodolfo Teófilo. Eternidade da matéria. 

Com relação a aspectos gerais do texto, julgue o item.


Em “m’encarnando” (linha 15), ocorre um pronome oblíquo de segunda pessoa. 

Alternativas
Q2467907 Português
Avalie as alternativas a seguir, assinalando a única que, considerando as regras de concordância nominal e verbal e o uso dos pronomes, conforme Cegalla, está correta.
Alternativas
Q2467742 Português
Acadêmica de educação física é
selecionada para estagiar no CPB




Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


O pronome “que” (linha 29) apresenta função sintática de objeto direto.

Alternativas
Q2467737 Português
Acadêmica de educação física é
selecionada para estagiar no CPB




Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


No início do segundo parágrafo, o pronome “Esta” está empregado corretamente como anafórico. 

Alternativas
Q2467735 Português
Acadêmica de educação física é
selecionada para estagiar no CPB




Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


O pronome “Isso”, que aparece logo depois da pergunta no início do primeiro parágrafo, apresenta uma ideia a ser colocada na sequência.

Alternativas
Q2467616 Português


Internet:<www.tirasnacionais.blogspot.com>  (com adaptações).

Acerca da tirinha acima, julgue o item.


No segundo quadrinho, a palavra “o” que antecede “que” é um pronome pessoal.

Alternativas
Q2467610 Português

32% dos professores de educação física usam o próprio

material por falta de recursos das escolas




Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


O pronome “que” (linha 18) atua como um sujeito na oração em que se insere.

Alternativas
Q2467609 Português

32% dos professores de educação física usam o próprio

material por falta de recursos das escolas




Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


O pronome demonstrativo “dessa” (linha 13) atua como elemento catafórico.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto Access Órgão: INT Provas: Instituto Access - 2024 - INT - Pesquisador - Catálise | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Júnior - Engenharia de Manutenção | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Júnior - Engenharia e Segurança do Trabalho | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Júnior - Gestão de Qualidade | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Avaliação de Produtos | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Biocatálise | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Biocorrosão e Biodegradação | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Certificação de Produtos | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Corrosão e Proteção | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Corrosão Sob Tensão | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Corrosão Pelo H2s e Co2 | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Engenharia de Materiais e Simulação Computacional | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Motores e Emissões | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Planejamento Tecnológico | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Química | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Tecnologia de Materiais Poliméricos | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Tecnologia da Informação e Comunicações | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno - Tecnologia Química Industrial | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno 1 - Engenharia de Avaliações | Instituto Access - 2024 - INT - Tecnologista Pleno 2 - Engenharia de Avaliações |
Q2467180 Português







(Elisa Martins. Valquiria Daher. https://cienciahoje.org.br/artigo/por-uma-ciencia-mais-pop-ediversa/. Abril 2024)

CH: Segundo a ministra Luciana Santos, em entrevista à CH, a cada quatro anos o MCTI encomenda uma pesquisa sobre a Percepção Pública da Ciência. A última foi em 2019. Será realizada nova pesquisa neste ano? Na de 2018, apesar de o nível de confiança na ciência ser bastante alto (73%), ficou evidente que a maioria dos brasileiros desconhece os pesquisadores, os laboratórios e as nossas unidades de pesquisas. Espera que esses ponteiros tenham se movido? (L.134-141)

Os pronomes sublinhados no segmento acima desempenham, no texto, papel, respectivamente,
Alternativas
Q2466228 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Q05_06.png (425×214)

A denominação morfológica do termo “todos” é:
Alternativas
Q2465995 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A fisiologia do corpo desempregado

Veny Santos

           Ao receber a notícia, colocou as mãos diante dos olhos, não tão próximas ao rosto, e esperou. Aos poucos, cobriu-se o corpo com a dormência da aurora no amanhecer de um dia já perdido. Estavam ambas petrificadas. As mãos, por anos encarregadas de trabalhar, agora eram observadas como se função não mais tivessem. Perderam o emprego. Anatomicamente as mesmas. Fisiologicamente desconhecidas.
         Quando passa muitos dos anos vividos em um trabalho, dedicando-se não apenas à sobrevivência mas também ao ofício que confere sentido às habilidades adquiridas, o corpo pode se confundir com o cargo. O conjunto de partes que monta o ser passa a estabelecer uma relação funcionalista com o cotidiano e seus vínculos empregatícios. Opera-se uma máquina, uma tecnologia, uma série de processos administrativos, um comércio, no intuito de sentir que ainda se está funcionando. Que ainda há alguma função. Que presta para algo —ou alguém— o funcionário.
         O desemprego vem, então, como a descaracterização do personagem trabalhador, aquele necessário de ser encenado todos os dias para que seja possível cultivar uma real vida fora da esfera profissional. Tal ruptura, para além das suas supostas bases técnicas e pragmáticas, como justificativas clichês para se dispensar alguém sem justa causa, quebra também o corpo, não só em partes, mas nas funções que cada uma delas parece ter para existir. Quebra-o por inteiro e o faz desconhecer a si enquanto capaz de manter o sustento no dia seguinte. Um corpo desconhecido. É o fim da sensação de utilidade e a causa de seu medo quase paralisante. Uma justa causa para tamanho temor, compreendemos.
        Começou ele pelas mãos, mas a tudo sentiu tremer. Os olhos tentavam enxergar saídas de emergência para a situação financeira. A boca seca não dizia, os ouvidos zuniam e voz nenhuma vinha para lhe confortar —o que ecoava em sua mente era a pergunta repetitiva, mania anunciada na mesma velocidade que o desligamento: "Como vou contar para a família e pagar as contas?". Peito mais subia que descia, e no descompasso do respiro, nenhum alívio. Crise disso, crise daquilo, ansiedade e angústia já não mais se distinguiam uma da outra. Acharam um ponto de convergência: a paúra. As pernas inquietas a balançar não sabiam para onde ir, por onde começar a procurar outro carreiro para recolocar o corpo nas trilhas de suas funções que garantiam o sustento.
       De que servia a língua agora? E os argumentos? De que servia sua realidade concreta, uma vez que era no abismo da abstração onde se findava o mais sólido dos fatos: sem dinheiro não se dura e duro não se vive. Ainda assim, é com a carne do pescoço rija que ele mira o nada e desenha no horizonte a imaginária linha reta que ilude ao promoter alguma direção e estabilidade. O zunido diminui. Passa a ganhar um ritmo lento, primeiro opressivo, depois desolador, triste. A cor escurecida de sua pele parece ser a única a não ter perdido a função junto com a demissão. Ao encobri-lo, cantou um blues.
       A depender das posições no tabuleiro do serviço, há quem jogue —por prazer ou horror— com os peões para não comprometer reis e rainhas. Pelas bordas, esmagam feito as torres, condenam como os bispos ou simplesmente saltam de oportunidade em oportunidade montados nos alazões a pisotear o que lhes obriga a fazer curva. Os peões, como se sabe, não jogam, de fato. Os peões são jogados.
        Em 2023, o Instituto Cactus lançou o iCASM (Índice Instituto Cactus — Atlas de Saúde Mental) no intuito de levantar dados sobre os diferentes aspectos da vida social que impactam na psique da população brasileira. Destacou-se um alerta sobre a condição das pessoas desempregadas. Estão elas entre as mais abaladas psicologicamente e, com isso, pode-se supor, suscetíveis às psicopatologias que crescem a cada ano no país.
      As mãos, ainda diante dos olhos, seguram-se. No toque, parecem lembrar para que servem. Recobram a função. As mãos servem para carregar o recomeço.

Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 08 mar. 2024

Leia o período a seguir, parte do terceiro parágrafo do texto.



Quebra-o por inteiro e o faz desconhecer a si enquanto capaz de manter o sustento no dia seguinte. 



Nesse período há, 

Alternativas
Q2465678 Português
O colágeno é uma proteína essencial encontrada no corpo humano, responsável pela resistência e elasticidade de diferentes tecidos, como pele, ossos e cartilagens.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g2e4xlq8do. Adaptado.)

Assinale a opção correta quanto à nomenclatura das classes de palavras de acordo com a frase. 
Alternativas
Respostas
3701: D
3702: A
3703: C
3704: E
3705: D
3706: A
3707: A
3708: C
3709: E
3710: C
3711: E
3712: E
3713: E
3714: E
3715: C
3716: E
3717: D
3718: D
3719: B
3720: E