Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Ano: 2024 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2024 - UFMG - Assistente em Administração |
Q3154206 Português
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base na leitura do Texto III.


Texto III

      A internet é a um só tempo espaço maravilhoso para facilitar ações positivas e tenebroso para viabilizar ações destrutivas. Invenções humanas para melhorar a qualidade de vida desviadas para prejudicar e até matar [automóveis, facas, aviões, etc.] não é um desafio novo. Nova é a sua natureza, pois trata-se de lidar com algo que sempre está presente na vida de todos: quem hoje fica a alguns metros ou a algumas horas distante do celular?


WILLIAMS. Comentário do leitor. Carta Capital, 19 set. 2024. nº 1329.
Considerando a classificação e os referentes dos pronomes “sua” e “quem” empregados no Texto III, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3153559 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da frase quanto à colocação pronominal:
Alternativas
Q3153554 Português
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão da prova.

“Bentinho sentou-se à mesa, com a cabeça nas mãos, e começou a chorar. A saudade de Capitu apertava-lhe o peito, e ele, que tanto a amava, não tinha mais coragem de olhar para a própria vida.”.

(Dom Casmurro, Machado de Assis).
Sobre o trecho “A saudade de Capitu apertava-lhe o peito”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3151744 Português
AS INSTITUIÇÕES E O PRÊMIO NOBEL





Luiz Carlos Bresser Pereira. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/11/as-instituicoes-e-o-premio-nobel.shtml. Acesso em: 6 nov. 2024. 

Nos dizem qual foi o peso do escravismo em cada sociedade. (L.20)

Assinale a alternativa que apresente comentário pertinente sobre a colocação pronominal no período acima.

Alternativas
Q3151739 Português
AS INSTITUIÇÕES E O PRÊMIO NOBEL





Luiz Carlos Bresser Pereira. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/11/as-instituicoes-e-o-premio-nobel.shtml. Acesso em: 6 nov. 2024. 

Não discutirei aqui esse trabalho. (L.5)

Em relação ao pronome destacado no período acima, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3151596 Português
Sons que confortam







MEDEIROS, M. Sons que confortam. In: Felicidade Crônica. Porto Alegre: L&PM, 2014.
A colocação pronominal é a posição ocupada pelos pronomes pessoais oblíquos átonos em relação ao verbo. A partir dessa definição, atente-se à posição do pronome destacado, no período entre aspas, a fim de assinalar a alternativa correta.
“[...] imaginei um sem-número de sons que nos confortam.” (linha 6)
Alternativas
Q3151588 Português
Sons que confortam







MEDEIROS, M. Sons que confortam. In: Felicidade Crônica. Porto Alegre: L&PM, 2014.
O uso de pronomes na referenciação faz parte do processo de organização coesiva de um texto.
“Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam.” (linhas 5 e 6)
Em relação à passagem apresentada, é correto afirmar que o
Alternativas
Q3150236 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/

" O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi,  sem dúvida, um grande feito. "

No contexto do fragmento entre aspas, o termo destacado tem função de

Alternativas
Q3150234 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/
"Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada."
O vocábulo em destaque apresenta função de
Alternativas
Q3150093 Português
Pronomes são palavras variáveis e são divididos em vários tipos. Os pessoais desempenham funções diferentes na sentença. A respeito das regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3149951 Português
Considerando-se a regência verbal e sua adequação quanto ao pronome relativo, assinale a alternativa que obedece à norma culta:
Alternativas
Q3149362 Português
Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796 
Analise o período que segue:
"O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha."
Com base nas regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta que analisa a posição do pronome oblíquo átono "se".
Alternativas
Q3149108 Português
Assinale a alternativa em que o termo em destaque seja um pronome possessivo.
Alternativas
Q3148207 Português
Nas sentenças a seguir, o elemento em destaque é um pronome demonstrativo apenas em:
Alternativas
Q3147720 Português
A colocação pronominal está correta apenas em qual alternativa?
Alternativas
Q3147374 Português
Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe
podre e custava seu peso em ouro


         A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.

       Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.

     Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.

      A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.

     Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.

     Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.

      Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.


LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-opigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-emouro/>


A palavra “qualquer”, em “Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza”, é um pronome: 
Alternativas
Q3147324 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro

    A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.    
    Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.  
    Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.
    A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.    
    Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.
    Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.
    Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.

LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-o-pigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-em-ouro/>

A palavra “qualquer”, em “Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza”, é um pronome: 

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Q3147156 Português

Leia o texto a seguir para responder à pergunta.



Este pigmento amado por artistas plásticos era feito com… múmias



Um pigmento amarronzado, translúcido e com textura única. Ótimo para fazer sombras e detalhes em pinturas a óleo ou aquarelas. Por alguns séculos, os pintores europeus consideravam que os únicos defeitos do marrom-múmia eram desbotar facilmente e rachar depois de seco – dando um visual craquelado para as obras.


Foi só em meados do século 19 que um detalhezinho começou a prejudicar o pigmento de tom terroso diante da opinião pública: o nome não estava no sentido figurado. Sua matéria-prima eram, literalmente, múmias egípcias moídas.


A história dessa tinta começou na Europa renascentista, quando múmias trazidas do Egito eram comercializadas sem nenhum apreço por seu valor histórico, principalmente para supostos fins medicinais.


Os europeus acreditavam, erroneamente, que a substância escura que envolvia os corpos das múmias era betume, uma mistura mineral usada na medicina persa tradicional. Quando eles descobriram tumbas com milhares de cadáveres, acharam que tinham encontrado uma solução para a escassez desse material, e passaram a usar a meleca como remédio para tudo: de dor de dente a infarto. Turistas, exploradores e a população pobre local faziam a festa nos sarcófagos, e os restos mortais eram vendidos por pechinchas: em 1625, era possível comprar três cabeças por meio dirrã, a moeda de prata que circulava no mundo árabe.


Sabendo que os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos, não é tão chocante descobrir que eles também pintavam com elas. O pigmento só parou de circular de vez no meio do século passado. O marrom-múmia caiu em desuso por causa de sua má reputação, da instabilidade na qualidade do pigmento e, óbvio, da dificuldade em se obter matéria-prima.


No seu auge, a demanda excedeu a oferta de múmias egípcias. E, apesar de ser “só” marrom, não era fácil replicar as propriedades do betume fake. Alguns fabricantes faziam versões falsificadas, usando cadáveres recentes de pessoas escravizadas ou criminosos.


É difícil saber quais quadros levaram o pigmento, porque o processo de análise é destrutivo. Mas sabemos que restos mortais de egípcios estão presentes em várias obras consagradas, como a famosa pintura iluminista A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix.


Você já deve ter visto: a pintura mostra uma mulher vigorosa, de peito nu, empunhando a bandeira da França e um rifle em meio à fumaça de canhões e corpos caídos no chão. Um clássico iluminista europeu, um símbolo da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Colorido pelos corpos traficados de egípcios de 5 mil anos.



LOBATO, B. Este pigmento amado por artistas plásticos era feito com… múmias. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/este-pigmento-amado- por-artistas-plasticos-que-era-feito-com-mumias>.

O vocábulo “si”, em [...] os europeus comiam, bebiam e esfregavam múmias em si mesmos [...]” é um pronome:

Alternativas
Q3146116 Português

Em relação à colocação pronominal, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Q3145932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como o cérebro humano se reconfigura a partir dos quarenta anos

À medida que envelhece, o corpo humano perde suas capacidades físicas de forma mais gradual.

Especialmente, entre os quarenta e os cinquenta anos, período chamado pelos médicos de quinta década, tem início, em vários órgãos do nosso corpo, um processo de deterioração. Perdemos massa muscular, a visão se torna menos aguçada e as articulações começam a falhar, por exemplo.

Mas, no cérebro, o processo é um pouco diferente. Mais do que um processo de deterioração progressiva, ocorre uma espécie de reconfiguração interna. O cérebro, embora represente apenas dois por cento do nosso corpo, consome vinte por cento da glicose que entra em nosso organismo. Mas, com a idade, ele perde a capacidade de absorver esse nutriente.

O cérebro configura uma espécie de reengenharia dos seus sistemas para aproveitar da melhor forma possível os nutrientes que, agora, pode absorver.

Segundo os cientistas, este processo é radical. E, como resultado, as diferentes redes de neurônios se tornam mais integradas nos anos seguintes, com efeitos sobre o processo cognitivo.

A principal conclusão é que o nosso cérebro é composto por uma complexa rede de unidades que, por sua vez, estão divididas em regiões, subregiões e, em alguns casos, neurônios individuais.

Com isso em mente, durante nosso crescimento e juventude, essa rede e suas unidades se encontram em processo de alta conectividade, o que é refletido, por exemplo, no aprendizado de temas específicos.

É por isso que, nessa idade, é mais fácil aprender esportes especializados e novos idiomas, além de desenvolver nossas habilidades em geral.

Segundo a análise realizada por uma equipe de cientistas, esses circuitos se alteram radicalmente quando chegamos à década dos quarenta anos. O resultado é um pensamento menos flexível, menor inibição de resposta e redução do raciocínio verbal e numérico.

Estas mudanças são observadas nas pessoas durante a chamada quinta década, o que coincide com as descobertas de que as mudanças de conectividade dessas redes atingem seu ponto máximo quando você passa dos quarenta para os cinquenta anos.

Isso ocorre porque os circuitos se conectam mais com as redes que dirigem os temas gerais e não específicos, como ocorre nos anos anteriores.

É como se, antes dos quarenta, os circuitos passassem pelas unidades do cérebro conectados a redes muito sofisticadas. Após essa idade, esses circuitos se conectam com todos os demais de forma generalizada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51z402jjz4o.adaptado.
À medida que envelhece, o corpo humano perde suas capacidades físicas de forma mais gradual.
A frase em questão possui um pronome:
Alternativas
Respostas
2821: A
2822: A
2823: D
2824: B
2825: C
2826: D
2827: A
2828: D
2829: B
2830: C
2831: B
2832: A
2833: D
2834: B
2835: E
2836: D
2837: D
2838: C
2839: E
2840: D