Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 14.565 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não é preciso procurar muito para encontrar algum conflito que coloca duas ou mais pessoas - ou grupos - em posições ideológicas opostas, especialmente quando o tema é política. Porém, há alguns anos, esse debate no Brasil e no mundo tem se tornado cada vez mais intenso e menos amigável. Com certeza, algum leitor que está aqui nessa matéria cortou contato com familiares ou deixou de tocar no assunto para não inflamar ainda mais o ambiente. Mas quando foi que a política começou a ficar tão dividida, a ponto de a que vivemos hoje ser considerada uma guerra ideológica?
Luiz Felipe Gonçalves de Carvalho, sociólogo, filósofo e escritor, acredita que é da natureza da política que ela seja mesmo dividida e acolha o dissenso. "Como diria o filósofo francês Jacques Rancière, caso contrário, não seria política, e sim polícia", argumenta. O problema, segundo ele, surge quando a polarização não consegue ser moderada como deveria e acaba fortalecendo os extremismos. "Isso acontece, em geral, em épocas de incertezas sociais extremas, como guerras, revoluções e crise de fome", exemplifica.
Revista Mente Afiada
− Ano 2, Nº 17
− agosto de 2024 (adaptado)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não é preciso procurar muito para encontrar algum conflito que coloca duas ou mais pessoas - ou grupos - em posições ideológicas opostas, especialmente quando o tema é política. Porém, há alguns anos, esse debate no Brasil e no mundo tem se tornado cada vez mais intenso e menos amigável. Com certeza, algum leitor que está aqui nessa matéria cortou contato com familiares ou deixou de tocar no assunto para não inflamar ainda mais o ambiente. Mas quando foi que a política começou a ficar tão dividida, a ponto de a que vivemos hoje ser considerada uma guerra ideológica?
Luiz Felipe Gonçalves de Carvalho, sociólogo, filósofo e escritor, acredita que é da natureza da política que ela seja mesmo dividida e acolha o dissenso. "Como diria o filósofo francês Jacques Rancière, caso contrário, não seria política, e sim polícia", argumenta. O problema, segundo ele, surge quando a polarização não consegue ser moderada como deveria e acaba fortalecendo os extremismos. "Isso acontece, em geral, em épocas de incertezas sociais extremas, como guerras, revoluções e crise de fome", exemplifica.
Revista Mente Afiada
− Ano 2, Nº 17
− agosto de 2024 (adaptado)
• Imaginou os filhos que aguardavam e já deviam estar acordados. Os filhos que ela odiava! (6º parágrafo)
• Tratava bem a lata. (10º parágrafo)
Quanto ao emprego de pronomes e à colocação pronominal, as reescritas das passagens atendem à norma-padrão em:
e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. (3º parágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a:
Leia o texto para responder à quetão.
Um vento engraçado
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Muitas vezes ele sai em silêncio, mas ainda assim o pum faz barulho. A flatulência é uma reação digestiva normal e democrática – reis e súditos soltam bufas – mas provoca a imaginação popular, quase sempre seguida de risos, desde tempos imemoriais. Porque ninguém sabe, mas, dos casos e piadas, vieram livros. O primeiro, De Flatibus, de 1582, escrito pelo médico Jean Fyens, seguido por De Peditu, do erudito alemão Gaspard Dornau, de 1628, e pelo mais escatológico de todos, de 1751, A Arte de Peidar, atribuído a Pierre-ThomasNicolas Hurtaud.
Antes que alguém levante suspeitas fedorentas, quero dizer que não sou especialista em gases. Nem nos nobres, muito menos nos plebeus. Mas, andando pelos corredores da Feira do Livro, plantada num estranho e feioso barraco na Esplanada dos Ministérios, fui atraído por um estande que expunha cordéis. E eis que, no meio daquelas miúdas e MAL / MAU impressas publicações, havia praticamente uma SEÇÃO / SESSÃO / CESSÃO dedicada aos traques: “O ABC do Peido”, “O Peido que Acabou com um Casamento”, “O Que o Peido pode Fazer”, “O Prazer que o Peido Dá”, “Antologia do Peido”, “As Consequência do Peido”, “O Que o Peido Pode Fazer”, e muitos outros títulos, de diversos autores e procedências. Fico pensando que tipo de inspiração bate na cabeça dos cordelistas para caprichar nas rimas e nos casos, mas certamente o público quer saber mais sobre o fute. Por quê? Qual a graça de uma ventosidade, barulhenta ou não, que cheira MAL / MAU e causa desconforto em quem produz e em quem recebe?
Há algum tempo, o cronista Danilo Gomes me enviou um exemplar de A Arte de Peidar, que se apresenta assim: “Ensaio teórico-físico e metódico para o uso das pessoas constipadas, das pessoas graves e austeras, das senhoras melancólicas e de todos que insistem em permanecer escravos do preconceito”. É um opúsculo que faria sucesso se adotado para discussão na quinta série do primeiro grau; tido como clássico da literatura cômica e pseudomédica, o texto começa mostrando as diferenças entre pum e arroto – mas não explica por que um é considerado tão engraçado enquanto o outro, também difícil de segurar, é tido como falta de educação mesmo. Há também a afirmação que são 62 os tipos de sons musicais que acompanham a lufada – incluindo o plenivocal-pleno, que seria o tom mais alto. No final, o autor relaciona tipos de ventosidades que seriam agradáveis, uma sucessão escatológica que nos leva aos cordéis nordestinos que elegem o cheiroso como tema e que também costuma mostrar as diferenças.
O mistério persiste. É uma espécie universal de piada, que causa frouxos (epa!) de riso em quem solta e em quem está próximo, mas, afinal, qual é a graça?
Em 2008 tentaram acabar com a farra. Os jornais publicaram a notícia de que uma empresa da Califórnia estava lançando um filtro para neutralizar o odor da flatulência a partir de carvão ativado e que deveria ser instalado na cueca. Uma embalagem com cinco filtros custaria US$ 9,95, mais ou menos uns R$ 50,00.
Eu prefiro distância. Preferi inclusive comprar outros cordéis, com temas de menor fedentina.
PESTANA, Paulo. Um vento engraçado. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/umvento-engracado/. Acesso em: 17 dez. 2023. Adaptado.
Glossário:
- escatológico: relativo a excrementos ou à excreção.
- opúsculo: livro pequeno sobre artes.
- fute: (brasileirismo) diabo, demônio.
I.Geralmente, a expressão De um lado vem seguida de Por outro lado , dando sequência às ideias e articulando-as de forma coesa. Apesar de os autores não explicitarem essa segunda expressão, no contexto fica claro que a progressão das ideias dá-se pelo trecho "Essa atitude era uma resposta à outra", em que o pronome demonstrativo essa faz referência ao que foi tratado a partir de De um lado , e o pronome indefinido outra assume o papel da expressão ausente Por outro lado , estabelecendo os sentidos para o leitor, sem prejuízos na progressão textual.
II.A expressão De um lado só tem sentido se, na sequência, os autores do texto complementarem o raciocínio, introduzindo a expressão Por outro lado . Ao não fazerem isso, os autores comprometeram a progressão do texto, deixando a primeira ideia incompleta e causando prejuízo nos sentidos pretendidos.
III.A palavra mas trata-se de uma conjunção adversativa e tem como função, na coesão textual do texto, de contrastar informação de maior peso, prestígio ou importância do que a da oração anterior. É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As redes sociais te afastam do que você realmente gosta
O excesso de tempo livre que você tem sem as redes sociais traz um confronto com a pergunta "Do que eu realmente gosto?" Para muitos, o primeiro passo natural seria retornar a hobbies antigos ou negligenciados — seja ler, ouvir música ou fazer trabalhos manuais. No entanto, ao revisitá-los, você pode perceber os efeitos mencionados de declínio cognitivo e aprendizado mais lento. Ou seja, esses hobbies podem não parecer tão fáceis ou gratificantes quanto antes.
Resultados de um estudo de 2016 da revista acadêmica Computers in Human Behavior ajudam a entender essa percepção. A anedonia — a perda de prazer em atividades ou hobbies que antes eram prazerosos — foi fortemente associada ao vício em internet e o tempo excessivo de tela.
É comum não perceber o quanto as redes sociais e a internet ativam o sistema de recompensa do cérebro. Elas fazem isso de maneira imediata e superficial: oferecem pequenas doses de prazer que não exige muito esforço ou envolvimento.
Se você tem um tempo excessivo de tela, a experiência com o detox digital pode mostrar o quanto você se tornou dependente da gratificação instantânea que as redes proporcionam. Com o tempo, essa dependência pode tornar outras atividades — especialmente as que exigem paciência e esforço — menos recompensadoras.
Ler um livro longo, tentar tocar músicas que você já sabia de cor ou trabalhar em um projeto manual pode parecer tedioso e chato. Após tentar esses hobbies, você pode instintivamente fazer uma pausa e pegar o celular — pois o que você costuma fazer online pode parecer mais recompensador do que seus hobbies antigos offline.
Isso não é um reflexo dos hobbies em si, nem de você. Quanto mais dependemos das atividades online para obter pequenas doses de dopamina, mais difícil se torna encontrar alegria nas experiências offline — mesmo que você saiba que esses hobbies já foram uma grande fonte de alegria. A realidade é que as redes sociais nos distraem do que realmente gostamos; é mais fácil rolar a tela com o dedo para obter recompensas imediatas do que usar as duas mãos para algo que pode ser mais gratificante a longo prazo.
(https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/3-motivos-para-fazer-detoxdigital-redes-sociais/ adaptado)
A forma pronominal 'los', destacado no trecho, está substituindo:
I - De repente, deu-lhe um livro para ________ler.
II – Ele trouxe um presente para ________.
III – Nada mais há entre _______e você.
IV – Sempre houve problemas entre ______e ti.
V - José, espera, vou ________.
Nessas condições, identifique a alternativa correta:
1 – Pronome relativo
2 – Pronome indefinido
3 – Pronome demonstrativo
4 – Pronome interrogativo
( )“Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo ...” ( Mário de Andrade)
( ) “Estas são as ferramentas de que necessito
( ) Livro algum faz referência a este episódio.
( ) “Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio”. (Eça de Queiroz)
( ) Gostaria muito de saber quem fez isso.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
