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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.466 questões

Ano: 2026 Banca: CONSULPAM Órgão: Prefeitura de Pindorama - SP Provas: CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Assistente Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Médico Plantonista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Tecnologia da Informação - Redes e Data Center | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Educador Social | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Nutricionista | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Psicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Neuropsicólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Farmacêutico | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Compras | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Tesoureiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Fonoaudiólogo | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Técnico de Licitações e Contratos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Lançador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Analista de Recursos Humanos | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Contador | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Coordenador do CRAS | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Enfermeiro | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Engenheiro Civil | CONSULPAM - 2026 - Prefeitura de Pindorama - SP - Veterinário |
Q4176088 Português
TEXTO 2


FATOS SOBRE OS PAPAGAIOS


   Você já parou para pensar em como seria o nosso mundo sem os papagaios? Seria tão monótono, sem suas penas deslumbrantes iluminando as paisagens, né? Mas essas aves têm muito mais do que apenas sua boa aparência.

  Os papagaios são grandes comunicadores, mímicos, companheiros leais e fazem um trabalho fantástico de apoio aos nossos ecossistemas. Isso porque, por serem comedores desordenados, as sementes e frutas que eles soltam e “jogam fora” ajudam a regenerar as florestas e a alimentar animais maiores.

   Atualmente, existem mais de 350 espécies de papagaios na Terra – entre eles estão os periquitos, araras, calopsitas e cacatuas. Para serem classificados como papagaios, as aves devem ter bicos curvos e os pés devem ser zigodáctilos (ou seja, aves com quatro dedos em cada pé, sendo que dois dedos são voltados para a frente e dois para trás).

   Os papagaios têm muitas formas e tamanhos diferentes, sendo que a maioria vive nos climas quentes do hemisfério sul. O menor é o papagaio-pigmeu-de-cara-amarela, que pode ser encontrado na Nova Guiné e na Nova Bretanha. Ele pesa entre 10 e 15 gramas e mede cerca de 8,5 centímetros de comprimento. Esta pequena ave é completamente ofuscada pelo maior papagaio do mundo, a arara-azul da América do Sul, que mede entre 90 e 100 centímetros. Já o papagaio mais pesado é o kakapo noturno da Nova Zelândia, que não voa e pode pesar até 4 quilos – similar ao peso de um gato doméstico!

  Frutas, flores, sementes, bagas, nozes e pequenos insetos são alimentos naturais para os papagaios, mas as dietas podem variar de espécie para espécie e de região para região. Os bicos dos papagaios permitem que eles abram cascas de nozes, enquanto suas línguas fortes os ajudam a chegar às sementes dentro. Alguns hábitos alimentares dos papagaios podem parecer um pouco incomuns, como o fato de as araras-azuis procurarem no esterco de gado por nozes de palmeira não digeridas para comer. Algumas espécies comem argila que ocorre naturalmente ao redor das margens dos rios e costas. Os cientistas ainda estão pesquisando o motivo dos papagaios fazerem isso, mas a maioria acredita que a argila seja um importante suplemento nutricional para eles. Além disso, os papagaios são comedores desordenados – ou seja, jogam muita comida no chão –, fazendo com que eles tenham um importante papel no ecossistema.

  As frutas caídas, sementes e sementes não digeridas em seus excrementos podem ajudar a regenerar as florestas e os restos de suas comidas ajudam a alimentar animais menores que vivem no solo. Os excrementos dos papagaios também são importantes para o meio ambiente, nutrindo o solo que sustenta o crescimento das florestas e pastagens.

   As cores nas penas de um papagaio não são apenas bonitas de se ver – elas desempenham um papel importante na vida destas aves. Em um estudo de 2011, pesquisadores expuseram penas de papagaios a uma cepa de bactérias que danificam as penas e descobriram que os pigmentos protegiam as penas, que é formada por Psitacofulvinas, um pigmento resistente a bactérias.

   Os papagaios são, geralmente, monogâmicos. Os papagaios-cinzentos africanos ficam prontos para encontrar um parceiro quando têm entre 3 a 5 anos de idade. Quando isso acontece, eles se estabelecem, juntos, em sua própria árvore entre grandes bandos de até 10.000 aves. Eles acasalam e põe ovos uma ou duas vezes por ano, com até quatro ovos em cada ninhada. A fêmea incuba os ovos, enquanto seu parceiro a alimenta. Quando os filhotes nascem, após cerca de 30 dias, a fêmea passa as duas primeiras semanas alimentando-os com a comida que o macho fornece regurgitando em seu bico. Os filhotes ficam no ninho por cerca de 12 semanas e, depois, se juntam aos pais e ao grupo familiar por vários anos. Mas atenção: nem todos os papagaios constroem seus ninhos em árvores. Algumas espécies põem seus ovos em túneis e cavidades rochosas. Outras, como o papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem em cupinzeiros.

    Se eles não forem mortos como presas ou caçados, a expectativa de vida de algumas espécies de papagaios pode ser semelhante à dos humanos – os kakapos podem viver por até 95 anos e as araras-vermelhas entre 40 e 50 anos. Geralmente, quanto maior a espécie de papagaio, maior a sua vida útil. Entre os predadores de papagaios estão: as pessoas, aves de rapina (como falcões, águias e corujas), cobras, felinos selvagens (como onças e jaguatiricas), macacos e morcegos. Quando ameaçado, o primeiro instinto de um papagaio é voar para longe. Mas, uma vez capturado, ele lutará com seu forte bico e garras para tentar escapar. Quando os predadores estão em seu território, uma tática comum de defesa do papagaio é ficar em silêncio e, de repente, explodir, guinchando das árvores para assustá-los.

   Os papagaios são animais muito sociais, grandes comunicadores. Eles usam as penas de suas caudas e vozes para transmitir mensagens. Alguns também “coram” para comunicar emoções como brincadeira, raiva e excitação. Eles podem imitar outros animais e podem até construir vocabulários de palavras humanas. Para se comunicar uns com os outros, os papagaios – dependendo da espécie – podem usar uma variedade de gritos, assobios, pios e até sons de beijos. 


Disponível em:
<https://www.worldanimalprotection.org.br/maisrecente/blogs/descubra-9-fatos-sobre-os-papagaios/>.
Adaptado. Acesso em: 17 de junho de 2026.
O trecho “Outras, como o papagaio de ombros dourados da Austrália, o fazem em cupinzeiros.”, pode ser reescrito sem prejuízo de sentido em: 
Alternativas
Q4175224 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

A princesa e a rã

    Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.
    Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
    - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, á de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
    Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finissimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
    - Eu, hein? Nem morta!

(Fonte adaptada: Luís Fernando Veríssimo)
Leia o trecho a seguir e responda.

“Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformeime nesta rã asquerosa”.

Ocorre ênclise em qual dos termos da frase acima?
Alternativas
Q4175015 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade


    O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


    Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.


    O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.


    O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.


    Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.


    Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.


    Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.


    Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)

No terceiro parágrafo, lê-se o período: O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Se transpusermos a locução passiva sublinhada para a voz passiva sintética, a redação que obedece à norma-padrão de concordância e colocação pronominal é:
Alternativas
Q4174676 Português
Quero que vá tudo pro inferno
Erasmo Carlos / Roberto Carlos

De que vale o céu azul
e o sol sempre a brilhar
Se você não vem
E eu estou a lhe esperar
Só tenho você
No meu pensamento
E a sua ausência
É todo o meu tormento
[...]

Disponível em: https://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/775170/. Acesso em: 18 mai. 2026

No verso “Se você não vem e eu estou a lhe esperar”, quanto ao pronome oblíquo “lhe”, dadas as afirmativas,

I. A colocação do pronome oblíquo antes do infinitivo (a lhe esperar) é aceitável, mas a ênclise ao infinitivo (a esperar-lhe) é mais comum.
II. Embora o uso do pronome oblíquo “lhe” tenha sido empregado de forma coloquial e literária, sabe-se que o verbo “esperar” é transitivo direto (quem espera, espera alguém/algo). Assim, esse uso infringe a norma gramatical.
III. Segundo a regra de colocação pronominal nas locuções verbais, o pronome oblíquo também poderá aparecer depois do verbo no infinitivo (ênclise), resultando em “estou a esperar-te” ou “estou a esperá-lo”.

verifica-se que está/ão correta/s
Alternativas
Q4174413 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a pior fase da vida para ganhar peso, segundo este estudo.

A partir da análise de dados de mais de 600 mil pessoas, os cientistas conseguiram identificar a janela da vida em que as alterações no corpo elevam mais os riscos à saúde


O impacto do ganho de peso sobre a saúde não depende apenas de quanto se engorda ao longo da vida, mas também do momento em que isso acontece. Um estudo de larga escala conduzido por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, aponta que o início da idade adulta é o período mais crítico: ganhar peso cedo está associado a um risco significativamente maior de morte prematura no futuro.

A análise reuniu dados de mais de 600 mil pessoas, acompanhados entre os 17 e os 60 anos, com múltiplas medições de peso ao longo do tempo, de forma a observar trajetórias reais de mudança corporal ao longo de décadas, em vez de depender de relatos retrospectivos dos participantes.

"Nossa descoberta mais consistente é que o ganho de peso em uma idade mais jovem está associado a um risco maior de morte prematura na velhice", afirma Tanja Stocks, epidemiologista e uma das autoras do estudo, em comunicado. "Isso em comparação com pessoas que ganham menos peso."

Os resultados mostram que indivíduos que desenvolveram obesidade entre os 17 e os 29 anos tiveram cerca de 70% mais chances de morrer durante o período de acompanhamento, em comparação com aqueles que não se tornaram obesos antes dos 60 anos.

Em termos práticos, isso significa que, se 10 em cada 1.000 pessoas sem obesidade precoce morreram ao longo do estudo, esse número sobe para cerca de 17 entre aqueles que ganharam peso mais cedo.
No trecho: "O impacto do ganho de peso sobre a saúde não depende apenas de quanto se engorda ao longo da vida, mas também do momento em que isso acontece", o termo destacado classifica-se como:
Alternativas
Q4172751 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Injuriado (Chico Buarque)

-

Se eu só lhe fizesse o bem

Talvez fosse um vício a mais

Você me teria desprezo por fim

Porém não fui tão imprudente

E agora não há francamente

Motivo pra você me injuriar assim

-

Dinheiro não lhe emprestei

Favores nunca lhe fiz

Não alimentei o seu gênio ruim

Você nada está me devendo

Por isso, meu bem, não entendo

Por que anda agora falando de mim
Observe o verso:

"Dinheiro não lhe emprestei."

Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise sintática dos termos da oração.
Alternativas
Q4171587 Português

A carteira 


... De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo: 

– Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez. 

– É verdade – concordou Honório envergonhado. 

Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma voragem. 

– Tu agora vais bem, não? – dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa. 

– Agora vou – mentiu o Honório.

A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais. 

Dona Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia- -se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.

Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.

– Nada, nada. 

Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A ideia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com trinta e quatro anos; era o princípio da carreira; todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a esperar, a gastar, a pedir fiado ou emprestado, para pagar mal, e a más horas. 

A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao enfiar pela rua da Assembleia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no bolso, e foi andando. Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando, até ao largo da Carioca. No largo parou alguns instantes, enfiou depois pela rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na rua Uruguaiana. Sem saber como, achou-se daí a pouco no largo de São Francisco de Paula; e ainda, sem saber como, entrou em um café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede, olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achara. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.

Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro; não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinquenta e vinte; calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia consigo. Fechou a carteira, e, com medo de a perder, tornou a guardá-la. 

Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o dinheiro. Contar para quê? Era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e trinta mil-réis. Honório teve um calafrio. Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte, um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos... Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava, passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo. Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.

“Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do dinheiro”, pensou ele.

Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu, bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente do amigo. Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco. Não havia duvidar; era dele.

A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dous empurrões, mas ele resistiu. 

“Paciência”, disse ele consigo; “verei amanhã o que posso fazer”. 

Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado, e a própria D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava alguma cousa.

– Nada.

– Nada?

– Por quê?

– Mete a mão no bolso; não te falta nada?

– Falta-me a carteira – disse o Gustavo sem meter a mão no bolso –. Sabes se alguém a achou?

– Achei-a eu – disse Honório entregando-lha.

Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olharfoi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.

– Mas conheceste-a?

– Não; achei os teus bilhetes de visita.

Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar. Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.


(ASSIS, J. M. M. Várias Histórias. Rio de Janeiro: Garnier, 1896. Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/a-carteira/. Acesso em: fevereiro de 2026.)

No decorrer do texto, o autor se vale do uso de diferentes posições de pronomes oblíquos átonos por distintasrazões. Diante disso, assinale a alternativa que justifica corretamente a posição do pronome destacado em relação ao verbo no trecho, considerando a norma-padrão do português.
Alternativas
Q4167383 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

De acordo com a estrutura linguística dos trechos destacados, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4163862 Português
Analise as assertivas sobre colocação pronominal e assinale a alternativa correta.

I. Na frase “Nunca me avisaram sobre a mudança da reunião”, ocorre próclise devido à presença de palavra atrativa.

II. Em “Entregarei-lhe os documentos amanhã”, a colocação pronominal está inadequada, pois o pronome deveria aparecer antes do verbo.

III. Na frase “Convidaram-me para participar da palestra”, ocorre ênclise, colocação permitida quando o verbo inicia a oração. 
Alternativas
Q4163805 Português
O Coren encaminhou comunicado interno aos servidores contendo orientações sobre procedimentos administrativos e redação oficial. Durante a revisão textual do documento, observou-se a necessidade de adequação à norma-padrão relacionada à colocação pronominal. Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F)
 (__) Na frase “O servidor se manifestou favoravelmente ao parecer”, a colocação pronominal está adequada à normapadrão.
(__) Na frase “Me encaminharam o relatório solicitado”, a colocação pronominal está inadequada à norma-padrão formal da língua portuguesa. (__) Na frase “O profissional não se recordava das orientações recebidas”, a colocação pronominal está adequada em razão da presença de palavra atrativa.
A sequência correta é:
Alternativas
Q4162507 Português
Assinalar a alternativa em que o termo destacado é um artigo indefinido. 
Alternativas
Q4161304 Português
Texto 01 


O mistério da poesia

      Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.

     E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.

     O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram.

    Lembro-me delas às vezes, numa viagem. Quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê. Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.

     De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não é apenas do sentido. Se ele dissesse: Era bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo; ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com os elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.

    Isso me lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.

     Talvez o que impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano, a ideia da canoa é também um motivo de emoção.

     Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de uma grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.

     Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas modernos que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem mais profundas…


Fonte: BRAGA, Rubem. O mistério da poesia. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/. Acesso em: 1 maio 2026. Adaptado. 
Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma, o pronome oblíquo átono poderia, com igual correção, ser usado em posição enclítica.
Alternativas
Q4161213 Português
Texto 01


O mistério da poesia

    Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.
    E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.
    O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram. Lembro-me delas às vezes, numa viagem. Quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.
    Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.
     De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não é apenas do sentido. Se ele dissesse: Era bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo; ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com os elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.
   Isso me lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.
   Talvez o que impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano, a ideia da canoa é também um motivo de emoção.
    Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de uma grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.
    Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas modernos que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem mais profundas…

Fonte: BRAGA, Rubem. O mistério da poesia. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/. Acesso em: 1 maio 2026. Adaptado.
Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma, o pronome oblíquo átono poderia, com igual correção, ser usado em posição enclítica. 
Alternativas
Q4161095 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Microempreendedoras vítimas de violência terão crédito especial


   Microempresárias do setor de turismo vítimas de violência doméstica ou de gênero poderão pedir a suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos obtidos por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), bem como a ampliação dos prazos de carência. As mudanças nas regras do fundo criado para oferecer suporte financeiro a empreendimentos e políticas públicas de desenvolvimento do setor foram anunciadas pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

   Segundo a pasta, o objetivo das condições especiais de crédito para microempreendedoras do setor turístico é oferecer proteção e suporte econômico as vítimas de violência.

   "A medida vai permitir que as mulheres que enfrentam momento difícil contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as parcelas", afirmou Feliciano, ao anunciar a medida durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

   Com as mudanças nas regras operacionais do Fungetur, além da possibilidade de pedir a suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, as interessadas poderão solicitar que o prazo de amortização para investimentos em capital fixo passe de 240 para 246 meses, com carência estendida de 60 para 66 meses. No caso do financiamento de bens, a amortização sobe para 126 meses e a carência para 54 meses. Nas operações de capital de giro isolado, o limite de amortização vai a 126 meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.

   As novas regras valem tanto para novos financiamentos quanto para contratos em fase de amortização. Para receber o benefício, a solicitante terá que comprovar que é alvo de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da Penha. A apresentação de documentos oficiais, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência, é obrigatória.

   Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero. Considerando que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de um negócio no país, o Ministério do Turismo estima que os casos de violência tendem a agravar a vulnerabilidade econômica das empreendedoras, afetando a gestão dos negócios, a geração de renda, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

   Daí a expectativa da pasta em "ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina".


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia / noticia /2026- 06/mtur- microempreendedoras-vitimas-de-violencia-terao-cred itorspecial (adaptado)
Releia o trecho retirado do terceiro parágrafo: ... A medida vai permitir que as mulheres que enfrentam momento difícil contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur.... Assim, a palavra sublinhada classifica-se morfossintaticamente e atua de forma CORRETA como:
Alternativas
Q4160838 Português
Nova plataforma promete modernizar gestão de patrocínios públicos federais


    O Governo Federal lançou no mês de junho uma nova Plataforma de Gestão de Patrocínios Públicos Federais. A ferramenta substituirá o Sistema de Controle de Ações de Comunicação, o SISAC, utilizado há 25 anos pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal, o SICOM.
    A plataforma representa uma evolução na forma de analisar e acompanhar os patrocínios públicos federais. O sistema deixa de se concentrar apenas no registro operacional dos projetos - como descrição das ações e formas de exposição de marca - e passa a organizar informações qualificadas sobre os objetivos públicos de cada iniciativa.
     Na prática, a ferramenta orienta a análise prévia dos projetos a partir de critérios mais objetivos, como público-alvo, alcance territorial, aderência a políticas públicas, sustentabilidade, acessibilidade, contrapartidas e impacto esperado para a sociedade. O objetivo é reduzir subjetividades, ampliar a transparência e dar mais segurança aos órgãos e entidades responsáveis pelos patrocínios.
      A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não possui recursos próprios para patrocínios. As decisões sobre os projetos continuam sendo de responsabilidade dos órgãos e entidades patrocinadoras, conforme sua governança própria, autonomia administrativa, legislação aplicável е regulamentos internos. A plataforma foi desenvolvida para facilitar a gestão, padronizar informações e qualificar a análise no âmbito do SICOм.
     Para a secretária de Publicidade e Patrocínios, Samantha Marchiori, a nova plataforma marca uma etapa importante de modernização da gestão dos patrocínios públicos federais. "Mais do que substituir um sistema antigo, estamos estruturando uma forma mais objetiva, transparente e segura de analisar os patrocínios. A plataforma fortalece a governança, melhora a qualidade das informações e permite que os investimentos sejam avaliados a partir de sua finalidade pública e de sua contribuição para a sociedade", afirmou.
      A plataforma pretende ampliar a capacidade de análise dos projetos, com indicadores mais objetivos sobre finalidade, público alcançado, região atendida, contrapartidas previstas, relação com políticas públicas e impacto esperado para a sociedade, incluindo dimensões sociais, econômicas, culturais, esportivas, ambientais e territoriais.
     Segundo a diretora do Departamento de Patrocínios, Ana Fraga, a mudança dá mais consistência à análise e mais segurança às instituições patrocinadoras. "Antes, a ferramenta tinha uma lógica mais voltada ao processo e à descrição do que seria feito. Agora, passamos a trabalhar com objetivos mais claros: qual público será alcançado, em que região, com qual finalidade pública e com que impacto esperado para a sociedade", destacou.

Fonte: https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-asecom/noticias/2026/06/governo-do-brasil-lanca-plataforma-paramodernizar-gestao-de-patrocinios-publicos-federais (adaptado)
No quarto parágrafo do texto, lê-se: As decisões sobre os projetos continuam sendo de responsabilidade dos órgãos e entidades patrocinadoras, conforme sua governança própria.... O pronome possessivo sublinhado desempenha um papel coesivo de natureza:
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Q4160341 Português

A IA e eu


    No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

    – IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

    – A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

    – Não, a do lado, de…

    – De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

    – Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

    – Ok. Carolina Medeiros

    – Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

    – Pra valer?

    – Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

    – Como você sabe em quem ela votou?

    – Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

    – Tá bom. Me passa o zap dela.

    – Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

    No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”


AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No trecho “Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.”, a palavra “ela” retoma a:
Alternativas
Q4160279 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

"Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar", afirma.

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.


https://www.metropoles.com/brasil/combate-a-violencia-nas-escolas-edesafio-para-717-dos-gestores
"O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem."

Com base nas regras de colocação pronominal, considerando a substituição do complemento do verbo 'realizar' por um pronome oblíquo átono, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4160246 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

"Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar", afirma.

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.


https://www.metropoles.com/brasil/combate-a-violencia-nas-escolas-e-desafio-para-717-dos-gestores
"O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem."

Com base nas regras de colocação pronominal, considerando a substituição do complemento do verbo 'realizar' por um pronome oblíquo átono, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4160208 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores


O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

"Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar", afirma.

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.


https://www.metropoles.com/brasil/combate-a-violencia-nas-escolas-e-desafio-para-717-dos-gestores
"O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem."

Com base nas regras de colocação pronominal, considerando a substituição do complemento do verbo 'realizar' por um pronome oblíquo átono, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4160148 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Combate à violência nas escolas é desafio para 71,7% dos gestores

O enfrentamento a diferentes formas de violência, como bullying, racismo e capacitismo, ainda é o principal desafio para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor nas escolas públicas brasileiras.

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), 71,7% dos gestores escolares afirmam ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências.

O levantamento embasa a elaboração do novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado nesta quarta-feira (7/5) pelo MEC. A iniciativa integra o Programa Escola das Adolescências, voltado à melhoria da qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.

O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem.

Para o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC e coordenador do levantamento, a ausência desse monitoramento dificulta o planejamento de políticas contínuas de convivência e bem-estar.

"Muitas escolas já realizam ações importantes, mas ainda de forma isolada. O grande desafio é transformar iniciativas pontuais em processos permanentes de melhoria do clima escolar", afirma.

Entre os principais entraves relatados pelos gestores, estão a sobrecarga das equipes escolares, a falta de profissionais com formação específica, a resistência a mudanças institucionais, a rotatividade de servidores e a dificuldade de engajamento coletivo.

Apesar dos desafios, os dados mostram que muitas escolas já adotam práticas voltadas à melhoria do clima escolar. Entre as iniciativas mais recorrentes, estão rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, projetos socioemocionais e acompanhamento psicopedagógico.

A pesquisa ouviu, entre março e julho de 2025, 136 gestores de 105 escolas públicas em 10 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

Além do enfrentamento às violências, 67,9% dos gestores relatam dificuldades para fortalecer a aproximação entre escola, famílias e comunidade.

Outros 64,1% apontam entraves na construção de bons relacionamentos entre estudantes, enquanto 60,3% mencionam desafios para desenvolver o sentimento de pertencimento dos alunos.


https://www.metropoles.com/brasil/combate-a-violencia-nas-escolas-edesafio-para-717-dos-gestores
"O estudo também aponta que mais da metade das escolas (54,8%) nunca realizou um diagnóstico estruturado do clima escolar, etapa considerada essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem."

Com base nas regras de colocação pronominal, considerando a substituição do complemento do verbo 'realizar' por um pronome oblíquo átono, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: A
104: E
105: A
106: A
107: B
108: A
109: C
110: C
111: D
112: D
113: D
114: B
115: C
116: A
117: D
118: D
119: A
120: A