Microempreendedoras vítimas de violência terão
crédito especial
Microempresárias do setor de turismo vítimas de
violência doméstica ou de gênero poderão pedir a
suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos
obtidos por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur),
bem como a ampliação dos prazos de carência. As
mudanças nas regras do fundo criado para oferecer
suporte financeiro a empreendimentos e políticas públicas
de desenvolvimento do setor foram anunciadas pelo
ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Segundo a pasta, o objetivo das condições
especiais de crédito para microempreendedoras do setor
turístico é oferecer proteção e suporte econômico as
vítimas de violência.
"A medida vai permitir que as mulheres que
enfrentam momento difícil contem com carência maior
nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para
preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as
parcelas", afirmou Feliciano, ao anunciar a medida durante
o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João
Pessoa (PB).
Com as mudanças nas regras operacionais do
Fungetur, além da possibilidade de pedir a suspensão
temporária dos pagamentos por até seis meses, as
interessadas poderão solicitar que o prazo de amortização
para investimentos em capital fixo passe de 240 para 246
meses, com carência estendida de 60 para 66 meses. No
caso do financiamento de bens, a amortização sobe para
126 meses e a carência para 54 meses. Nas operações de
capital de giro isolado, o limite de amortização vai a 126
meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.
As novas regras valem tanto para novos
financiamentos quanto para contratos em fase de
amortização. Para receber o benefício, a solicitante terá
que comprovar que é alvo de violência física, sexual,
psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da
Penha. A apresentação de documentos oficiais, como
medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de
ocorrência, é obrigatória.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança
Pública, o Brasil registra mais de um milhão de
atendimentos anuais relacionados à violência de gênero.
Considerando que mais de 10 milhões de mulheres estão
à frente de um negócio no país, o Ministério do Turismo
estima que os casos de violência tendem a agravar a
vulnerabilidade econômica das empreendedoras,
afetando a gestão dos negócios, a geração de renda, a
manutenção de empregos e a sustentabilidade dos
empreendimentos turísticos.
Daí a expectativa da pasta em "ampliar as
condições de acesso e permanência das mulheres nas
linhas de financiamento do Fungetur, reduzir os impactos
econômicos da violência de gênero sobre os negócios e
fortalecer a autonomia financeira feminina".
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia / noticia /2026-
06/mtur- microempreendedoras-vitimas-de-violencia-terao-cred itorspecial (adaptado)
Releia o trecho retirado do terceiro
parágrafo: ... A medida vai permitir que as mulheres que
enfrentam momento difícil contem com carência
maior nos financiamentos do Fungetur.... Assim, a
palavra sublinhada classifica-se morfossintaticamente e
atua de forma CORRETA como:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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