Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.263 questões

Q3681953 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de quebra de coerência em um texto:
Alternativas
Q3681869 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O bairro do centro de São Paulo eleito como terceiro mais atrativo do mundo

O guia britânico Time Out classificou a Barra Funda, na capital paulista, como o terceiro bairro mais atrativo do mundo, em publicação recente. A região paulistana ficou atrás apenas de Jimb?ch?, em Tóquio (Japão), e de Borgerhout, em Antuérpia (Bélgica). O resultado é elaborado com base em uma pesquisa realizada com uma rede global de especialistas — escritores e editores de diversas cidades ligados à revista — e leva em conta critérios como vida noturna, arte, cultura, gastronomia acessível, diversidade e presença de negócios independentes que preservam o caráter local e estimulam a criatividade urbana.

De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam a alma das cidades, mantendo um perfil autêntico que atrai moradores e visitantes para viver, trabalhar e se divertir. A Time Out descreve a Barra Funda como a alma alternativa de São Paulo, um lugar onde a história industrial se mistura com uma atmosfera criativa e descolada. No mesmo quarteirão, convivem concreto, trilhos de trem e uma boate alternativa, antigos armazéns transformados em ateliês e cafés modernos instalados em antigas oficinas mecânicas, além de festas q acontecem atrás de portões de ferro.

Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível, citando a galeria Mendes Wood, as opções de compras exclusivas, a vida noturna vibrante e a culinária contemporânea. Restaurantes como Sururu, Caracol e Komah são destacados pelos ótimos cardápios, e a publicação propõe um roteiro ideal para um dia no bairro: começar com um passeio pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, seguido de café da manhã na A Baianeira. Em seguida, visitar a galeria Mendes Wood e a loja Verniz, conhecida pelo mobiliário brasileiro moderno. Para o almoço, a sugestão é o restaurante Mescla, com seu arroz de camarão e o tradicional pudim como sobremesa. À noite, o roteiro inclui drinques no Mamãe Bar, ponto de encontro de um público jovem e animado, ou coquetéis no sofisticado bar Água e Biscoito.

Outro bairro brasileiro que aparece é Botafogo, no Rio de Janeiro, descrito como um lugar que nunca para. A Time Out destaca a efervescência cultural e gastronômica da região, com novos bares, restaurantes, galerias e cafés surgindo constantemente em casas reformadas e antigas garagens. À noite, as calçadas ficam cheias, e locais como Fala, Macuna, Tão Longe Tão Perto, Polvo e Quartinho se transformam até mesmo em pistas de dança. A publicação menciona cafés descolados como Dainer e Cirandaia, brunchs descontraídos e uma cena gastronômica de alto nível, que combina charme natural com influências culinárias variadas.

Para aproveitar um dia em Botafogo, a sugestão é começar com um pão de fermentação natural na The Slow Bakery, visitar exposições de arte contemporânea nas galerias Athena e Cavalo, almoçar no restaurante Sult — especializado em culinária brasileiro-italiana — e tomar um café no Chora à tarde. À noite, o roteiro ideal inclui bares como Botica, Tero e Chanchada, conhecidos por manter música, bebidas e boa energia até tarde da noite.

A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma a relevância das cidades brasileiras no cenário urbano global, destacando sua capacidade de unir tradição e inovação, preservar a identidade local e criar espaços criativos que atraem diferentes públicos em busca de experiências culturais e gastronômicas autênticas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgzdxxkl3mo.adaptado.
Os bairros Barra Funda, em São Paulo, e Botafogo, no Rio de Janeiro, são apresentados no texto como exemplos de espaços urbanos capazes de combinar memória histórica, inovação e diversidade sociocultural. Ao valorizar características como identidade local, dinamismo criativo e riqueza gastronômica, o texto constrói uma reflexão sobre o papel desses territórios no cenário urbano contemporâneo.

Com base nessas informações e na leitura atenta do texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3681868 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O bairro do centro de São Paulo eleito como terceiro mais atrativo do mundo

O guia britânico Time Out classificou a Barra Funda, na capital paulista, como o terceiro bairro mais atrativo do mundo, em publicação recente. A região paulistana ficou atrás apenas de Jimb?ch?, em Tóquio (Japão), e de Borgerhout, em Antuérpia (Bélgica). O resultado é elaborado com base em uma pesquisa realizada com uma rede global de especialistas — escritores e editores de diversas cidades ligados à revista — e leva em conta critérios como vida noturna, arte, cultura, gastronomia acessível, diversidade e presença de negócios independentes que preservam o caráter local e estimulam a criatividade urbana.

De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam a alma das cidades, mantendo um perfil autêntico que atrai moradores e visitantes para viver, trabalhar e se divertir. A Time Out descreve a Barra Funda como a alma alternativa de São Paulo, um lugar onde a história industrial se mistura com uma atmosfera criativa e descolada. No mesmo quarteirão, convivem concreto, trilhos de trem e uma boate alternativa, antigos armazéns transformados em ateliês e cafés modernos instalados em antigas oficinas mecânicas, além de festas q acontecem atrás de portões de ferro.

Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível, citando a galeria Mendes Wood, as opções de compras exclusivas, a vida noturna vibrante e a culinária contemporânea. Restaurantes como Sururu, Caracol e Komah são destacados pelos ótimos cardápios, e a publicação propõe um roteiro ideal para um dia no bairro: começar com um passeio pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, seguido de café da manhã na A Baianeira. Em seguida, visitar a galeria Mendes Wood e a loja Verniz, conhecida pelo mobiliário brasileiro moderno. Para o almoço, a sugestão é o restaurante Mescla, com seu arroz de camarão e o tradicional pudim como sobremesa. À noite, o roteiro inclui drinques no Mamãe Bar, ponto de encontro de um público jovem e animado, ou coquetéis no sofisticado bar Água e Biscoito.

Outro bairro brasileiro que aparece é Botafogo, no Rio de Janeiro, descrito como um lugar que nunca para. A Time Out destaca a efervescência cultural e gastronômica da região, com novos bares, restaurantes, galerias e cafés surgindo constantemente em casas reformadas e antigas garagens. À noite, as calçadas ficam cheias, e locais como Fala, Macuna, Tão Longe Tão Perto, Polvo e Quartinho se transformam até mesmo em pistas de dança. A publicação menciona cafés descolados como Dainer e Cirandaia, brunchs descontraídos e uma cena gastronômica de alto nível, que combina charme natural com influências culinárias variadas.

Para aproveitar um dia em Botafogo, a sugestão é começar com um pão de fermentação natural na The Slow Bakery, visitar exposições de arte contemporânea nas galerias Athena e Cavalo, almoçar no restaurante Sult — especializado em culinária brasileiro-italiana — e tomar um café no Chora à tarde. À noite, o roteiro ideal inclui bares como Botica, Tero e Chanchada, conhecidos por manter música, bebidas e boa energia até tarde da noite.

A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma a relevância das cidades brasileiras no cenário urbano global, destacando sua capacidade de unir tradição e inovação, preservar a identidade local e criar espaços criativos que atraem diferentes públicos em busca de experiências culturais e gastronômicas autênticas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgzdxxkl3mo.adaptado.
De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam "a alma das cidades".

Na expressão destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3681865 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O bairro do centro de São Paulo eleito como terceiro mais atrativo do mundo

O guia britânico Time Out classificou a Barra Funda, na capital paulista, como o terceiro bairro mais atrativo do mundo, em publicação recente. A região paulistana ficou atrás apenas de Jimb?ch?, em Tóquio (Japão), e de Borgerhout, em Antuérpia (Bélgica). O resultado é elaborado com base em uma pesquisa realizada com uma rede global de especialistas — escritores e editores de diversas cidades ligados à revista — e leva em conta critérios como vida noturna, arte, cultura, gastronomia acessível, diversidade e presença de negócios independentes que preservam o caráter local e estimulam a criatividade urbana.

De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam a alma das cidades, mantendo um perfil autêntico que atrai moradores e visitantes para viver, trabalhar e se divertir. A Time Out descreve a Barra Funda como a alma alternativa de São Paulo, um lugar onde a história industrial se mistura com uma atmosfera criativa e descolada. No mesmo quarteirão, convivem concreto, trilhos de trem e uma boate alternativa, antigos armazéns transformados em ateliês e cafés modernos instalados em antigas oficinas mecânicas, além de festas q acontecem atrás de portões de ferro.

Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível, citando a galeria Mendes Wood, as opções de compras exclusivas, a vida noturna vibrante e a culinária contemporânea. Restaurantes como Sururu, Caracol e Komah são destacados pelos ótimos cardápios, e a publicação propõe um roteiro ideal para um dia no bairro: começar com um passeio pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, seguido de café da manhã na A Baianeira. Em seguida, visitar a galeria Mendes Wood e a loja Verniz, conhecida pelo mobiliário brasileiro moderno. Para o almoço, a sugestão é o restaurante Mescla, com seu arroz de camarão e o tradicional pudim como sobremesa. À noite, o roteiro inclui drinques no Mamãe Bar, ponto de encontro de um público jovem e animado, ou coquetéis no sofisticado bar Água e Biscoito.

Outro bairro brasileiro que aparece é Botafogo, no Rio de Janeiro, descrito como um lugar que nunca para. A Time Out destaca a efervescência cultural e gastronômica da região, com novos bares, restaurantes, galerias e cafés surgindo constantemente em casas reformadas e antigas garagens. À noite, as calçadas ficam cheias, e locais como Fala, Macuna, Tão Longe Tão Perto, Polvo e Quartinho se transformam até mesmo em pistas de dança. A publicação menciona cafés descolados como Dainer e Cirandaia, brunchs descontraídos e uma cena gastronômica de alto nível, que combina charme natural com influências culinárias variadas.

Para aproveitar um dia em Botafogo, a sugestão é começar com um pão de fermentação natural na The Slow Bakery, visitar exposições de arte contemporânea nas galerias Athena e Cavalo, almoçar no restaurante Sult — especializado em culinária brasileiro-italiana — e tomar um café no Chora à tarde. À noite, o roteiro ideal inclui bares como Botica, Tero e Chanchada, conhecidos por manter música, bebidas e boa energia até tarde da noite.

A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma a relevância das cidades brasileiras no cenário urbano global, destacando sua capacidade de unir tradição e inovação, preservar a identidade local e criar espaços criativos que atraem diferentes públicos em busca de experiências culturais e gastronômicas autênticas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgzdxxkl3mo.adaptado.
O texto base apresenta informações detalhadas sobre a classificação da Barra Funda e de Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo, contextualizando os critérios utilizados, descrevendo características culturais e urbanas e sugerindo atividades para os visitantes.

Considerando seus aspectos estruturais, linguísticos e comunicativos, assinale a alternativa correta quanto à sua tipologia e ao seu gênero textual.
Alternativas
Q3681798 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

No terceiro parágrafo do texto, ao utilizar a palavra “cotidianas”, o autor se refere a atividades:
Alternativas
Q3681797 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

No sétimo parágrafo, o texto refere que há “escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital” para os idosos. A palavra que expressa uma situação oposta à palavra sublinhada é:
Alternativas
Q3681793 Português

Dependência digital chega à terceira idade



    Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.

    A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.

    O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.

    Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.

    Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.

    Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.

    Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.

    É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.



Fonte: Educamídia. Adaptado. 

De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) A pandemia reduziu o número de idosos conectados à internet.


( ) O uso da tecnologia pode tanto incluir quanto isolar o idoso.


( ) Ao contrário dos jovens, os idosos são nativos digitais e não sei deixam dominar pelas ferramentas tecnológicas.

Alternativas
Q3681756 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

Considerando o propósito comunicativo do texto, bem como o uso de estratégias discursivas, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3681755 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A respeito da estrutura argumentativa do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3681754 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

De acordo com o texto, a inteligência artificial personalizada deixa de ser uma simples ferramenta para se tornar um reflexo da subjetividade humana. Assinale a alternativa incorreta em relação a essa ideia central: 
Alternativas
Q3681753 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

No que se refere às implicações políticas do uso de IA personalizada, assinale a alternativa que apresenta uma conclusão coerente com os argumentos do texto: 
Alternativas
Q3681752 Português

O espelho que te imita (e te expõe)



No começo, a inteligência artificial era apenas isso: uma ferramenta. Um recurso técnico, útil para responder perguntas, organizar ideias, talvez escrever algo por curiosidade. Mas, com o tempo, algo mudou. A IA passou a aprender — e não apenas sobre o mundo, mas sobre quem a utilizava. Hoje, os sistemas mais avançados conseguem reconhecer padrões, vocabulário, estilo, hesitações e até o ritmo da escrita de seus usuários. O assistente se transforma em espelho. Um espelho que reflete não o corpo, mas o pensamento.


Essa personalização é, ao mesmo tempo, fascinante e delicada. Se a IA entende como você pensa, ela pode prever como você decide. E se pode prever, pode também influenciar. É aí que a ferramenta deixa de ser neutra. Ela passa a participar. No mundo corporativo, isso pode representar um salto de eficiência. Profissionais terão assistentes que antecipam seus raciocínios; empresas criarão produtos moldados com base na lógica emocional dos consumidores. Mas a mesma tecnologia que oferece conveniência também carrega riscos profundos.


Se a inteligência artificial personalizada guarda sua forma de pensar, o que acontece se for invadida? A violação não será apenas de dados, mas de identidade. Roubarão não um documento, mas a tua persona digital — teu modo de escrever, de reagir, de hesitar. O problema extrapola a tecnologia. É filosófico, ético, político. Se alguém pode acessar o teu reflexo mais fiel e usá-lo como bem entender, o que resta da tua autonomia?


O impacto disso vai muito além da privacidade. Na política, pode significar o fim do debate público. Em vez de discursos coletivos, teremos algoritmos moldando versões individualizadas da realidade. Cada eleitor receberá sua dose sob medida de verdade emocional. O marketing, por sua vez, deixará de vender produtos e passará a oferecer experiências afetivas ajustadas em tempo real. E o consumidor — ou o cidadão — poderá nem perceber que já não escolhe mais nada por conta própria.


Não se trata de ficção científica. Trata-se de futuro próximo. E a pergunta que se impõe não é se devemos ou não criar assistentes personalizados. A questão é: estamos preparados para lidar com o que eles nos revelam sobre nós mesmos? Porque, talvez, o grande risco não seja a máquina que pensa. Seja o espelho que devolve — com exatidão — quem somos. E o quanto disso estamos realmente prontos para encarar. 

A partir do texto, é possível inferir que o uso de inteligências artificiais personalizadas poderá alterar de forma significativa a noção tradicional de privacidade. Nesse sentido, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3681631 Português
Considere a seguinte sentença: “Tinha vontade de se mudar para outro país, todavia não podia fazê-lo.” A palavra “todavia”, neste contexto, exprime o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3681553 Português
“Todo texto é um tecido de citações, oriundas de inúmeros centros da cultura, e cada produção discursiva é necessariamente atravessada por vozes pré-existentes que lhe conferem densidade intertextual” (Barthes, A Morte do Autor, 1968). Em relatórios científicos sobre mudanças climáticas, observa-se a justaposição de dados técnicos, metáforas literárias e argumentos sociopolíticos.

Considerando a perspectiva barthesiana, identifique a alternativa que expressa adequadamente a função da intertextualidade nesses discursos.
Alternativas
Q3681302 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Saudade do televizinho


     Houve tempo em que havia o televizinho. Será que sobra algum televizinho? Será que sobra, até mesmo, quem saiba o que é televizinho? Televizinho era a pessoa que, não tendo televisão em casa, se aproveitava da do vizinho. O jovem leitor duvida? Acha que se está aqui inventando vocábulo exótico, só para fazer graça? Pois corra aos dicionários. A palavra ali está, tanto no Aurélio como no Houaiss. Os dicionários têm isso de bom: conservam as palavras em desuso como os sedimentos conservam os fósseis. Neles repousam, em sono esplêndido, palavras como bufarinheiro e alcouceira, mandrana e parvajola. Ou então, diriam os moralistas, palavras que, embora em uso, identificam práticas em desuso: honestidade, vergonha, intimidade, virgindade...

   Quem viveu os primeiros anos da televisão sabe que o fenômeno da televizinhança não foi desprezível. Poucos tinham televisores em casa. Aos sem-TV, essa maioria de deserdados, restava correr à casa dos que a possuíam como os famintos correm aos sopões da caridade. O televizinho era um tipo social definido e reconhecido em seus direitos e sua individualidade. Os próprios apresentadores da TV se referiam a eles. Davam boa noite “aos televizinhos”. Depois, ele desapareceu. Desapareceu como, por exemplo, a figura do agregado, tão popular nos romances do século XIX. O agregado, mal comparando, era um televizinho sem televisão.

   As famílias livraram-se do agregado. Livraram-se em seguida, acrescente-se de passagem, do excesso de filhos e ficaram mais enxutas, para usar a palavra que lhes conviria se famílias fossem empresas – se é que não são. Mas, na medida em que, nos lares, se iam cortando os excessos, em matéria de seres humanos, iam-se, inversamente, multiplicando os aparelhos de TV. Ninguém mais deixava de tê-los. Nem mesmo os moradores de barracos. Triunfo! O televizinho de antes agora tinha seu próprio aparelho. Foi alcançado por ele, em seu avanço irresistível, como a maré, ao subir, alcança a praia toda. O vocábulo que o identificava virou forma sem conteúdo. (...)


TOLEDO, Roberto Pompeu. Saudade do televizinho. Veja. 25 fev. 2002.
Disponível em <https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeirasedicoes/roberto-pompeu-de-toledo-4/>.
Em relação ao texto “Saudade do televizinho”, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q3680932 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

Segundo o texto, alguns cultivos estratégicos para a economia nacional dependem diretamente do trabalho de polinização que as abelhas realizam. Esses cultivos estratégicos são, EXCETO: 
Alternativas
Q3680931 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

Segundo o texto, assinalar a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3680860 Português
Entre as habilidades propostas pelos PCNs para o Ensino Fundamental em Língua Portuguesa, destaca-se o desenvolvimento da competência discursiva. 
Nesse sentido, espera-se que o aluno seja capaz de:
Alternativas
Q3680848 Português
TEXTO


O ESPELHO


    Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundiase misteriosamente com o luar que vinha de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.

    Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinqüenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna. Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:

    - Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.

    Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil, senão impossível, pela multiplicidade das questões que se deduziram do tronco principal e um pouco, talvez, pela inconsistência dos pareceres. Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, - uma conjetura.

    - Nem conjetura, nem opinião, redargüiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...

    - Duas?

    - Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira. [...] Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma...

    - Não?

    - Não, senhor; muda de natureza e de estado. Não aludo a certas almas absorventes, como a pátria, com a qual disse o Camões que morria, e o poder, que foi a alma exterior de César e de Cromwell. São almas enérgicas e exclusivas; mas há outras, embora enérgicas, de natureza mudável. Há cavalheiros, por exemplo, cuja alma exterior, nos primeiros anos, foi um chocalho ou um cavalinho de pau, e mais tarde uma provedoria de irmandade, suponhamos. Pela minha parte, conheço uma senhora, - na verdade, gentilíssima, - que muda de alma exterior cinco, seis vezes por ano. Durante a estação lírica é a ópera; cessando a estação, a alma exterior substitui-se por outra: um concerto, um baile do Cassino, a rua do Ouvidor, Petrópolis... [...] 

    Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei. Um episódio dos meus vinte e cinco anos... Os quatro companheiros, ansiosos de ouvir o caso prometido, esqueceram a controvérsia. Santa curiosidade! Tu não és só a alma da civilização, és também o pomo da concórdia, fruta divina, de outro sabor que não aquele pomo da mitologia. A sala, até há pouco ruidosa de física e metafísica, é agora um mar morto; todos os olhos estão no Jacobina, que conserta a ponta do charuto, recolhendo as memórias. [...]


ASSIS, Machado de. O Espelho. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 1994. v. II.
Em “O espelho é o vidro da alma”, o termo destacado é utilizado com valor:
Alternativas
Q3680847 Português
TEXTO


O ESPELHO


    Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundiase misteriosamente com o luar que vinha de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.

    Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinqüenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna. Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu:

    - Pensando bem, talvez o senhor tenha razão.

    Vai senão quando, no meio da noite, sucedeu que este casmurro usou da palavra, e não dois ou três minutos, mas trinta ou quarenta. A conversa, em seus meandros, veio a cair na natureza da alma, ponto que dividiu radicalmente os quatro amigos. Cada cabeça, cada sentença; não só o acordo, mas a mesma discussão tornou-se difícil, senão impossível, pela multiplicidade das questões que se deduziram do tronco principal e um pouco, talvez, pela inconsistência dos pareceres. Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião, - uma conjetura.

    - Nem conjetura, nem opinião, redargüiu ele; uma ou outra pode dar lugar a dissentimento, e, como sabem, eu não discuto. Mas, se querem ouvir-me calados, posso contar-lhes um caso de minha vida, em que ressalta a mais clara demonstração acerca da matéria de que se trata. Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas...

    - Duas?

    - Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira. [...] Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma...

    - Não?

    - Não, senhor; muda de natureza e de estado. Não aludo a certas almas absorventes, como a pátria, com a qual disse o Camões que morria, e o poder, que foi a alma exterior de César e de Cromwell. São almas enérgicas e exclusivas; mas há outras, embora enérgicas, de natureza mudável. Há cavalheiros, por exemplo, cuja alma exterior, nos primeiros anos, foi um chocalho ou um cavalinho de pau, e mais tarde uma provedoria de irmandade, suponhamos. Pela minha parte, conheço uma senhora, - na verdade, gentilíssima, - que muda de alma exterior cinco, seis vezes por ano. Durante a estação lírica é a ópera; cessando a estação, a alma exterior substitui-se por outra: um concerto, um baile do Cassino, a rua do Ouvidor, Petrópolis... [...] 

    Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas. Não as relato, porque iria longe; restrinjo-me ao episódio de que lhes falei. Um episódio dos meus vinte e cinco anos... Os quatro companheiros, ansiosos de ouvir o caso prometido, esqueceram a controvérsia. Santa curiosidade! Tu não és só a alma da civilização, és também o pomo da concórdia, fruta divina, de outro sabor que não aquele pomo da mitologia. A sala, até há pouco ruidosa de física e metafísica, é agora um mar morto; todos os olhos estão no Jacobina, que conserta a ponta do charuto, recolhendo as memórias. [...]


ASSIS, Machado de. O Espelho. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 1994. v. II.
No trecho “A farda é o espírito visível”, o vocábulo destacado, dentro do contexto, adquire valor:
Alternativas
Respostas
16421: D
16422: B
16423: D
16424: D
16425: A
16426: D
16427: D
16428: C
16429: C
16430: C
16431: A
16432: D
16433: A
16434: E
16435: D
16436: C
16437: D
16438: E
16439: D
16440: A