Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.316 questões

Q3798396 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Considere o seguinte trecho do texto "Detox das Redes":
"Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out."
Assinale a alternativa que apresenta substituição sinônima mais precisa, respeitando o sentido do trecho e os efeitos semânticos pretendidos pela autora. 
Alternativas
Q3798395 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Considerando as operações de inferência e os sentidos implícitos no texto, assinale a alternativa cuja leitura apresenta coerência lógica e interpretativa com os efeitos de sentido produzidos pelo enunciado final: "E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece?"
Alternativas
Q3798394 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Com base nas estratégias argumentativas presentes no texto "Detox das Redes", assinale a alternativa que melhor explicita o papel da intertextualidade na construção do ponto de vista da narradora. 
Alternativas
Q3798276 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Encontro de memórias

 

Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.


O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.


Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.


Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.

 

Texto Adaptado

 

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Com base no texto "Encontro de memórias", analise as construções discursivas presentes e assinale a alternativa que expressa corretamente uma inferência semanticamente legítima, coerente com a macroestrutura textual e com a perspectiva enunciativa adotada pelo narrador.
Alternativas
Q3798270 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Encontro de memórias

 

Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.


O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.


Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.


Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.

 

Texto Adaptado

 

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

A partir da análise do texto "Encontro de memórias" e considerando os princípios da coerência textual e da progressão temática, avalie as alternativas a seguir quanto à adequação interpretativa ao processo de construção do sentido. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3798237 Português
Captura_de tela 2026-01-05 142011.png (484×501)

GIÓ. Dilo, o jacaré do pantanal que ainda não virou couro. Disponível em <https://www.geocities.ws/quadrinhosafins/dilo.htm>.

Na tirinha acima, a expressão “até mesmo” tem o sentido de:
Alternativas
Q3798232 Português
Assinale a frase que contém uma expressão em sentido figurado.
Alternativas
Q3798230 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Furto de flor

    Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 


ANDRADE, Carlos Drummond de. Furto de flor. Contos plausíveis.
1985. Disponível em <https://www.culturagenial.com/cronicas-curtascom-interpretacao/>.
“Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3798229 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Furto de flor

    Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 


ANDRADE, Carlos Drummond de. Furto de flor. Contos plausíveis.
1985. Disponível em <https://www.culturagenial.com/cronicas-curtascom-interpretacao/>.
Em relação ao texto “Furto de flor”, é correto afirmar que ele:
Alternativas
Q3798192 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.


Texto Adaptado

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
A partir da análise do texto "Encontro de memórias" e considerando os princípios da coerência textual e da progressão temática, avalie as alternativas a seguir quanto à adequação interpretativa ao processo de construção do sentido. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3798191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.


Texto Adaptado

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
O excerto "Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim." apresenta diferentes recursos linguísticos responsáveis pela construção da textualidade. Considerando os princípios de coesão e coerência textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3798189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.


Texto Adaptado

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
Com base no texto "Encontro de memórias", analise as construções discursivas presentes e assinale a alternativa que expressa corretamente uma inferência semanticamente legítima, coerente com a macroestrutura textual e com a perspectiva enunciativa adotada pelo narrador.
Alternativas
Q3798185 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.


Texto Adaptado

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
No trecho "Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias", a disposição dos elementos da oração contribui para efeitos de foco e progressão discursiva. Com base nas operações sintáticas de ordem direta e inversa e seus efeitos semânticos e estilísticos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3798184 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.


Texto Adaptado

LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
A partir da leitura e análise do texto "Encontro de memórias", identifique a tipologia predominante da construção textual e assinale a alternativa que apresenta, com base nos estudos linguísticos e na teoria dos gêneros e tipos textuais, a descrição adequada a essa tipologia.
Alternativas
Q3798166 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Considerando as operações de inferência e os sentidos implícitos no texto, assinale a alternativa cuja leitura apresenta coerência lógica e interpretativa com os efeitos de sentido produzidos pelo enunciado final: "E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece?"
Alternativas
Q3798165 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Considere o seguinte trecho do texto "Detox das Redes":
"Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out."
Assinale a alternativa que apresenta substituição sinônima mais precisa, respeitando o sentido do trecho e os efeitos semânticos pretendidos pela autora.
Alternativas
Q3798164 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Com base nas estratégias argumentativas presentes no texto "Detox das Redes", assinale a alternativa que melhor explicita o papel da intertextualidade na construção do ponto de vista da narradora.
Alternativas
Q3798162 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

A análise semântica do trecho "o tempo parece se alongar" revela um recurso estilístico que contribui para a construção de sentido global do texto. Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada do uso da expressão.
Alternativas
Q3798161 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "...vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez", a autora recorre a expressões que articulam o plano literal ao simbólico. Considerando o funcionamento semântico dessas expressões, assinale a alternativa que apresenta a leitura mais adequada quanto ao uso de sentido próprio e figurado.
Alternativas
Q3798159 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Detox das Redes

 

Sempre que viajo, estabeleço para mim mesma a regra de desligar o celular até o fim da viagem. Esse gesto funciona como um refúgio da rotina, permitindo-me deixar de lado mensagens, e-mails e notificações. Gosto das redes sociais e as uso diariamente, mas percebo que, para realmente entrar no clima de férias, preciso me desconectar de tudo que não esteja comigo presencialmente.


Essa experiência me aproxima da vivida por Ana, interpretada por Larissa Manoela, no filme Modo Avião (2020). Assim como eu, ela vive permanentemente conectada, até que uma mudança forçada para a casa do avô, sem Wi-Fi, a obriga a enfrentar um detox digital. No meu caso, são poucos dias; no dela, meses. Ainda assim, reconheço os mesmos estágios da ruptura com o celular.


Primeiro surge a abstinência: a inquietação de não checar fotos, mensagens ou novidades, acompanhada da sensação de estar perdendo o que acontece no mundo, o famoso fear of missing out. Depois, porém, vem a liberdade — uma leveza que nasce quando as cobranças desaparecem e o presente ganha mais nitidez.


No filme, Ana cria um novo vínculo com o avô; eu, por minha vez, me conecto de forma mais profunda aos lugares que visito. Acredito que se desconectar, independentemente do motivo, sempre resulta em um saldo positivo: longe das telas, o tempo parece se alongar. E quem não deseja mais tempo para aproveitar o que a vida oferece? Eu, certamente, desejo.

 

Texto Adaptado

 

TEIXEIRA, Adriana Maria Souza. Detox das Redes. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/730/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.

Considerando a estrutura argumentativa do texto e o efeito de sentido produzido pela organização sequencial dos parágrafos, avalie a função do parágrafo que inicia com "Primeiro surge a abstinência...". Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
13281: E
13282: C
13283: E
13284: D
13285: B
13286: E
13287: B
13288: C
13289: A
13290: A
13291: A
13292: D
13293: E
13294: D
13295: B
13296: D
13297: A
13298: D
13299: E
13300: C