Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3797841 Português
Os níveis de linguagem refletem modos de uso da língua ajustados às condições de comunicação, considerando fatores como contexto, finalidade, relação entre os interlocutores e grau de formalidade. A variação entre registros formais e informais não implica hierarquia, mas adequação às situações de uso, envolvendo escolhas lexicais, sintáticas e discursivas que constroem sentidos socialmente situados (ANTUNES, 2009. Adaptado.).

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797840 Português
A linguagem oral compreende práticas interativas que envolvem escuta, fala e produção de sentidos em situações comunicativas diversas. A oralização diz respeito à leitura em voz alta de textos escritos, exigindo controle prosódico e compreensão. A oralidade, por sua vez, relaciona-se aos usos socioculturais da fala, incluindo variação linguística e construção coletiva de significados (ANTUNES, 2009. Adaptado.).

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
O comportamento leitor envolve a mobilização de estratégias cognitivas e discursivas que permitem ao sujeito construir sentidos a partir de diferentes tipos de textos, considerando finalidade, gênero, contexto e suporte de circulação. Pesquisas em didática da leitura destacam que o leitor proficiente monitora sua compreensão, ativa conhecimentos prévios, formula hipóteses e ajusta percursos interpretativos conforme as demandas do texto e da situação comunicativa (KLEIMAN, 2013. Adaptado.). 

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
A fluência leitora com compreensão envolve a integração entre precisão, velocidade e prosódia, articuladas à capacidade de construir sentidos durante a leitura. Estudos no campo da alfabetização e do letramento indicam que ler fluentemente não significa apenas decodificar rapidamente, mas sustentar um ritmo que permita ao leitor monitorar a compreensão, ajustar inferências e manter a coerência global do texto (KLEIMAN, 2013. Adaptado.).

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797837 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens.

De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797836 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
O texto apresenta uma reflexão sobre práticas pedagógicas, articulando fundamentos teóricos da leitura, mediação docente e impactos das tecnologias digitais, com finalidade formativa e orientadora.

Em relação à tipologia textual e ao gênero textual do texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3797835 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
O texto desenvolve uma concepção de leitura que integra processos cognitivos, mediação pedagógica, diversidade de gêneros e impactos das tecnologias digitais, situando a formação do leitor no contexto das transformações contemporâneas das práticas de linguagem.

De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797829 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Estratégias didáticas para o ensino de leitura


O ensino da leitura, na contemporaneidade, enfrenta o desafio de articular práticas tradicionais de formação do leitor com as exigências impostas pelos ambientes digitais, marcados pela multiplicidade de linguagens, suportes e modos de interação. Ler, hoje, implica não apenas decodificar palavras, mas interpretar textos híbridos, que combinam escrita, imagens, sons, hiperlinks e diferentes formas de organização da informação. Nesse cenário, as estratégias didáticas assumem papel central na construção de competências leitoras compatíveis com a complexidade das práticas sociais de leitura.

Antes da leitura, a mediação docente deve promover a ativação de conhecimentos prévios, a antecipação de sentidos e a análise dos elementos que compõem a materialidade do texto, como título, imagens, organização gráfica e recursos visuais. Essas ações contribuem para que o leitor formule hipóteses, estabeleça expectativas e compreenda, desde o início, as condições de produção e circulação do texto. Trata-se de um momento essencial para situar a leitura em seu contexto sociocomunicativo.

Durante a leitura, as estratégias voltam-se para o acompanhamento da progressão temática, a identificação das ideias centrais, a análise dos mecanismos de coesão e a interpretação das relações estabelecidas entre diferentes linguagens. O leitor é levado a monitorar sua própria compreensão, a retomar trechos, a confirmar ou reformular hipóteses e a articular informações explícitas e implícitas. Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando percursos interpretativos sem substituir a atividade cognitiva do aluno.

Após a leitura, as práticas devem favorecer a sistematização dos sentidos construídos, por meio de sínteses, debates, comparações entre textos, produção de respostas e retextualizações. Esse momento amplia a compreensão e possibilita a reflexão crítica sobre o conteúdo, a linguagem e os efeitos de sentido produzidos. Ao mobilizar diferentes gêneros e suportes, o trabalho pós-leitura contribui para que o estudante compreenda a leitura como prática social situada, vinculada a finalidades específicas.

No contexto dos multiletramentos, as estratégias didáticas para o ensino da leitura precisam considerar as transformações provocadas pelas tecnologias digitais. A leitura em ambientes virtuais exige do leitor habilidades de navegação, seleção de informações, avaliação da confiabilidade das fontes e articulação de conteúdos dispersos em diferentes espaços. Assim, formar leitores competentes implica prepará-los para lidar com a sobrecarga informacional e com a diversidade de discursos que circulam na sociedade contemporânea.

s estratégias didáticas, portanto, não se configuram como procedimentos isolados, mas como práticas integradas a uma concepção de leitura como atividade cognitiva, discursiva e socialmente situada. Ao planejar o ensino da leitura de forma intencional, progressiva e articulada às demandas dos novos contextos comunicativos, o professor contribui para a formação de sujeitos críticos, capazes de interpretar, selecionar, avaliar e produzir sentidos em diferentes esferas da vida social


(COSCARELLI, 2021). COSCARELLI, Carla Viana (org.). Leitura: um processo cada vez mais complexo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.adaptado.
Práticas discursivas que envolvem a apresentação de conceitos, a organização lógica das ideias e a definição de finalidades comunicativas permitem identificar a função da linguagem que orienta a construção de um texto, especialmente quando ele se volta à exposição de conteúdos e à análise de processos, como ocorre no texto-base sobre estratégias de leitura.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado.
Texto-base apresenta a trajetória de uma revista infantil que marcou a história da leitura no Brasil, destacando seu papel formativo, cultural e educacional ao longo de várias décadas.

De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797819 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado.
A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.

Em relação ao mecanismo de coesão textual empregado na articulação entre os períodos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3797798 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

Pensando na história, qual é a importância do encontro do narrador com a menina para o desenvolvimento do texto?
Alternativas
Q3797796 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

A metáfora presente em "com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras" contribui para:
Alternativas
Q3797791 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

De acordo com o texto, o narrador passa por uma mudança importante em relação à forma como se vê e como acha que as pessoas o veem. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3797789 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

No final do texto, o narrador afirma: "não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim". Essa frase mostra que o narrador aprendeu que:
Alternativas
Q3797770 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

De acordo com o texto, o narrador passa por uma mudança importante em relação à forma como se vê e como acha que as pessoas o veem. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3797768 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

A metáfora presente em "com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras" contribui para: 
Alternativas
Q3797767 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

Na frase "Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele", a palavra "porque" foi usada para:
Alternativas
Q3797766 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

No final do texto, o narrador afirma: "não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim".

Essa frase mostra que o narrador aprendeu que:
Alternativas
Q3797765 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado


SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

Pensando na história, qual é a importância do encontro do narrador com a menina para o desenvolvimento do texto?
Alternativas
Q3797742 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Encontro de memórias


Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.

O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.

Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.

Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.

Texto Adaptado


LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
O excerto "Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim." apresenta diferentes recursos linguísticos responsáveis pela construção da textualidade. Considerando os princípios de coesão e coerência textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
13321: A
13322: A
13323: B
13324: C
13325: B
13326: D
13327: A
13328: C
13329: C
13330: D
13331: E
13332: A
13333: A
13334: C
13335: D
13336: A
13337: A
13338: C
13339: C
13340: B