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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.850 questões

Q3760608 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão abaixo:


“...Passados 136 anos da extinção de um sistema estruturado sobre a escravização dos africanos da diáspora e seus descendentes, ainda é urgente denunciarmos os traços, os aspectos da colonialidade que delineam as possibilidades de estar no mundo.


A realidade aguda que vivenciamos com a discriminação racial diante o preconceito de cor é herança da dificuldade de rompimento e superação à ordem social escravocrata e suas configurações. O racismo enquanto estrutural e estruturante dita o lugar dos negros e das negras, de modo a fixá-los no subemprego e no desemprego, e, por resultante, restringir a mobilidade social vertical do negro. Por consequência, a população negra compõe as camadas mais baixas da pirâmide social (em condições de pobreza e extrema pobreza), e a parcela expressiva em situação de rua no Brasil, conforme dados apresentados na introdução deste ensaio.


O histórico colonial escravista do Brasil conforma o território da rua como um território negro - um território de descarte de corpos negros, por isso o fenômeno da população em situação de rua é um fenômeno racializado.


Em relação à garantia dos direitos, mesmo que tenhamos avançado no arcabouço legislativo, vide a Constituição Federal de 1988, reconhecida por ampliar os direitos assegurados da população residente em território nacional, e que se verifique a implantação de políticas públicas, com vistas a garantir o gozo dos direitos instituídos - ainda assim a população negra, em sua maioria, segue alijada de direitos face às dificuldades de superação da lógica de extermínio presente nos quase quatro séculos de escravidão.”(https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240622pt).

No trecho "A realidade aguda que vivenciamos com a discriminação racial...", o termo destacado pode ser substituído, mantendo o sentido original no contexto da frase, por qual das alternativas abaixo? 
Alternativas
Q3760607 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão abaixo:


“...Passados 136 anos da extinção de um sistema estruturado sobre a escravização dos africanos da diáspora e seus descendentes, ainda é urgente denunciarmos os traços, os aspectos da colonialidade que delineam as possibilidades de estar no mundo.


A realidade aguda que vivenciamos com a discriminação racial diante o preconceito de cor é herança da dificuldade de rompimento e superação à ordem social escravocrata e suas configurações. O racismo enquanto estrutural e estruturante dita o lugar dos negros e das negras, de modo a fixá-los no subemprego e no desemprego, e, por resultante, restringir a mobilidade social vertical do negro. Por consequência, a população negra compõe as camadas mais baixas da pirâmide social (em condições de pobreza e extrema pobreza), e a parcela expressiva em situação de rua no Brasil, conforme dados apresentados na introdução deste ensaio.


O histórico colonial escravista do Brasil conforma o território da rua como um território negro - um território de descarte de corpos negros, por isso o fenômeno da população em situação de rua é um fenômeno racializado.


Em relação à garantia dos direitos, mesmo que tenhamos avançado no arcabouço legislativo, vide a Constituição Federal de 1988, reconhecida por ampliar os direitos assegurados da população residente em território nacional, e que se verifique a implantação de políticas públicas, com vistas a garantir o gozo dos direitos instituídos - ainda assim a população negra, em sua maioria, segue alijada de direitos face às dificuldades de superação da lógica de extermínio presente nos quase quatro séculos de escravidão.”(https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240622pt).

Qual é a principal razão apontada para a persistência da desigualdade social e racial que afeta a população negra no Brasil, 136 anos após a abolição da escravatura, de acordo com o autor? 
Alternativas
Q3760565 Português
Qual é o antônimo da palavra “facilidade”?  
Alternativas
Q3760564 Português
A expressão "limite mensal” na linha 15 poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “limite por  
Alternativas
Q3760563 Português
São estratégias para evitar dividas com apostas esportivas segundo o texto, EXCETO:  
Alternativas
Q3760562 Português
Conforme o texto, para evitar que o entretenimento das apostas se transforme em um problema financeiro sério, quem quiser apostar sobre competições esportivas deve: 
Alternativas
Q3760561 Português
Segundo o texto, é correto afirmar que nos últimos anos:  
Alternativas
Q3760538 Português
Na frase “Li Clarice Lispector a noite toda”, a figura de linguagem utilizada é:  
Alternativas
Q3760535 Português
Sobre a estrutura, o gênero e a situação comunicativa do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3760533 Português
A palavra “disfuncionais” (I. 10) pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:  
Alternativas
Q3760532 Português
Assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre as ideias centrais e secundárias e os recursos de argumentação utilizados no texto. 
Alternativas
Q3760531 Português
Considerando o equilíbrio entre os benefícios observados e as ressalvas apresentadas, qual das alternativas a seguir expressa a intenção central do autor e o efeito de sentido predominante criado pelo artigo? 
Alternativas
Q3760525 Português
Analise as assertivas abaixo sobre a significação e substituição de palavras no texto:
I. O termo “anuência” (l. 04) significa “aprovação” ou “consentimento”; portanto, poderia ser substituído, sem alteração de sentido no contexto, por “discordância” ou “oposição”.
II. A crítica do autor sobre o conteúdo das matérias e posts, descritos como “rasos” no trecho (l. 04), sugere que o conteúdo é superficial e sem profundidade. Se o autor buscasse descrever o oposto, um antônimo adequado para a palavra seria “profundos”.
III. Na frase “Apesar da literatura cientifica sobre o tema ainda ser escassa”, presente no texto, o termo destacado tem o sentido de “limitada” ou “insuficiente”.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3760523 Português
Considerando a relação entre o texto principal, a intertextualidade e a escolha linguística do autor, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3760522 Português
Considerando a estrutura argumentativa e os recursos utilizados no texto, assinale a alternativa que identifica corretamente a ideia principal, um argumento de suporte e o principal recurso argumentativo empregado para provar que as alegações de eficácia dos suplementos são questionáveis. 
Alternativas
Q3760521 Português
Considerando a análise de implícitos e a relação entre o que é apresentado como fato e o que é a opinião do autor, qual estratégia utilizada para vender suplementos é implicitamente condenada pelo autor como a mais eficiente para enganar o público? 
Alternativas
Q3760462 Português

TEXTO II



INAUGURAL



    Gostaria de estrear neste espaço, em que escrevem tantas pessoas talentosas, com um texto que fosse um primor. Um texto – como direi? – redondo, completo. Que tocasse o jornaleiro, primeiro a carregar o jornal pelas ruas, tocasse a dona de casa, os jovens, os velhos, os pobres, os ricos ( mas homens sérios, distantes e duros, que só discutem dinheiro, eu não sei se ia conseguir tocar). E que todos dissessem depois, aos quatro ventos: “Que texto bom! Música para os meus ouvidos! Era isso mesmo o que eu queria dizer”.

    Infelizmente, não chego a tanto. Estamos em maio, o verde começa a secar, estridentes e violentos são os barulhos que vêm do mundo, vivemos dias ensandecidos. Além disso, bem pouco sei. Não possuo aquele cabedal de conhecimentos que elevam o espírito e enchem de orgulho a nação. Tampouco costumo escrever coisas edificantes, com lições de moral e instruções sobre o correto proceder.

    Tentarei, no entanto, dar o melhor “de si”, como diriam alguns. Labutarei em cada linha, em cada palavra para ser digna dessa tarefa e à altura dos que a dividem comigo. Não fugirei ao dever de comentar com certa amenidade os acontecimentos cotidianos; não serei jamais tão pessimista que traga desconsolo aos leitores, nem tão jubilosa que pareça falsa. Meus escritos se pautarão pelo bom senso, essa instância da sabedoria que o tempo nos traz. Direi muitas coisas, algumas talvez certas e outras que não terão a menor importância. Não me lamentarei, não correrão lágrimas pelo teclado do computador. E, mesmo assim, pretendo ser verdadeira, sabendo que, se não o for todos perceberão. “Sê fiel a ti mesmo”, já dizia Polonius.



(BUFAIÇAL.Maria Lúcia Félix. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. Goiânia: ed. O Popular. sd. e-book. (https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms%2Ffiles%2F13223%- 2F1618233179e-book_cronicas_v_find_2.pdf)

Considere a frase : “(...) vivemos dias ensandecidos.” O vocábulo “ensandecidos”, neste contexto, pode ser substituído sem prejuízo de significado por:
Alternativas
Q3760459 Português

TEXTO II



INAUGURAL



    Gostaria de estrear neste espaço, em que escrevem tantas pessoas talentosas, com um texto que fosse um primor. Um texto – como direi? – redondo, completo. Que tocasse o jornaleiro, primeiro a carregar o jornal pelas ruas, tocasse a dona de casa, os jovens, os velhos, os pobres, os ricos ( mas homens sérios, distantes e duros, que só discutem dinheiro, eu não sei se ia conseguir tocar). E que todos dissessem depois, aos quatro ventos: “Que texto bom! Música para os meus ouvidos! Era isso mesmo o que eu queria dizer”.

    Infelizmente, não chego a tanto. Estamos em maio, o verde começa a secar, estridentes e violentos são os barulhos que vêm do mundo, vivemos dias ensandecidos. Além disso, bem pouco sei. Não possuo aquele cabedal de conhecimentos que elevam o espírito e enchem de orgulho a nação. Tampouco costumo escrever coisas edificantes, com lições de moral e instruções sobre o correto proceder.

    Tentarei, no entanto, dar o melhor “de si”, como diriam alguns. Labutarei em cada linha, em cada palavra para ser digna dessa tarefa e à altura dos que a dividem comigo. Não fugirei ao dever de comentar com certa amenidade os acontecimentos cotidianos; não serei jamais tão pessimista que traga desconsolo aos leitores, nem tão jubilosa que pareça falsa. Meus escritos se pautarão pelo bom senso, essa instância da sabedoria que o tempo nos traz. Direi muitas coisas, algumas talvez certas e outras que não terão a menor importância. Não me lamentarei, não correrão lágrimas pelo teclado do computador. E, mesmo assim, pretendo ser verdadeira, sabendo que, se não o for todos perceberão. “Sê fiel a ti mesmo”, já dizia Polonius.



(BUFAIÇAL.Maria Lúcia Félix. Um olhar goiano refletido em 48 crônicas selecionadas. Goiânia: ed. O Popular. sd. e-book. (https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms%2Ffiles%2F13223%- 2F1618233179e-book_cronicas_v_find_2.pdf)

Considere a leitura integral do texto “Inaugural” e marque as funções de linguagem predominantes nele:
Alternativas
Q3760456 Português

TEXTO I




(blogdoaftm.com.br.manual da (nova) politica.

Acesso em: 4.set.2025).

O gênero textual charge, geralmente, é usado com a intenção de fazer crítica e provocar humor. A intencionalidade do texto acima é:
Alternativas
Q3760377 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 

Leia as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.



I. O texto I em destaque é um Artigo de Opinião o qual expõe seu ponto de vista baseando-se em fatos históricos e com menção a autores da Literatura e a cientistas renomados.


II. Nota-se que, ao mesmo tempo que o texto desenvolve uma linha expositiva, apresenta aspectos injuntivos sobre a temática da origem das palavras.


III. Percebe-se que o autor prescinde de fatos históricos a fim de montar sua base informativa em torno da temática, valendo se desta estratégia como recurso comparativo.


IV. A abordagem temática feita pelo autor justificou inclusive a existência de um neologismo criado no século 21 o qual possuiu uma acepção mais positiva em detrimento do seu histórico.



Pode-se dizer, com base na leitura feita a respeito do Texto I, que se encontra correto o que se afirmou somente em: 

Alternativas
Respostas
11201: C
11202: C
11203: D
11204: E
11205: A
11206: B
11207: C
11208: A
11209: B
11210: A
11211: C
11212: E
11213: D
11214: C
11215: E
11216: B
11217: B
11218: D
11219: A
11220: D