Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3824911 Português
"Mercosul defende medidas para proteção de crianças no ambiente digital. Declaração foi aprovada em cúpula de líderes, em Foz do Iguaçú. Os países do Mercosul — bloco formado por Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguai e Uruguai — aprovaram neste sabado (20) uma declaração especial conjunta sobre protegdo da infancia e adolescéncia em ambientes digitais." (Fonte: Dol.com). Nesta declaragdo mencionada na reportagem, os paises manifestaram preocupagdo com o aumento da incidéncia de crimes cibernéticos envolvendo criangas e adolescentes, como:
I- assédio e intimidação (cyberbullying);
II- violação de privacidade e dados pessoais;
Ill- abuso e exploração sexual (grooming);
IV- incitação a automutilagéo e suicidio, influenciados por tendéncias e desafios disseminados em ambientes digitais.
Pode-se afirmar que completam o comando da questéo os itens:
Alternativas
Q3824910 Português
"Acompanhe ao vivo o lançamento do foguete Hanbit-Nano no CLA, Maranhão, nesta sexta-feira (19). Segurança e inovação marcam este evento histórico." (Fonte: Dol.com). Sobre este lançamento noticiado apenas não se pode afirmar:
Alternativas
Q3824907 Português
"Fux libera que beneficiarios do Bolsa Familia voltem para as bets. Decisão foi do ministro do STF Luiz Fux, nesta sexta-feira (19)."(Fonte: Dol.com). Leia as afirmagdes seguintes relacionadas ao assunto da reportagem do comando da questão e marque a alternativa correta:
I- O ministro atendeu ao pedido liminar da Associagdo Nacional de Jogos e Loterias e determinou o desbloqueio de contas ativas e a reativação das contas que foram encerradas após a publicagdo da norma, que { proibiu o cadastro de beneficiarios do Bolsa Familia e Beneficio de Prestação Continuada (BPC) nas plataformas.
II- O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, com a decisdo, parte da norma do Ministério da Fazenda que impede o cadastro de beneficiarios de programas sociais em sites de apostas eletronicas, conhecidas como bets.
Ill- O pedido liminar da Associagao nacional de Jogos e Loterias foi deferido integralmente, determinando a liberagéo para novos cadastros ou aberturas de novas contas para beneficiarios de programas sociais em sites de apostas eletronicas. 
Alternativas
Q3824896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
"E se for, faz parte também.". Analisa corretamente a intenção do autor: 
Alternativas
Q3824893 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
Preencha os parênteses com Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa correta.
A cronica é tecida em forma de conversa em que o emissor, de forma didatica, instrui o receptor, ( ) que fica na postura de ouvinte (__), sobre como esse deve se posicionar, sendo uma pessoa isenta de falhas em relação a vida, (__) colocando ordem na casa -existéncia - () e livrando-se, assim, de somatizagdo de patologias.( ).  
Alternativas
Q3824892 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
A substituição do termo destacado não foi adequada em:
Alternativas
Q3824887 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ordem na Casa

Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.

Vocé não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.

Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e vocé se submete a isso.

Permite que ele dé as cartas porque tem medo. Medo de ser excluida, ser alvo de criticas e desamor.

Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por tás de toda docilidade e condescendéncia, também existe uma fera.

Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.

Uma fera que deseja revelar que nao é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.

A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, auténtico. E as vezes vocé precisa escuta-la. As vezes tem que abrir a jaula e deixa-la sair.

Porque ninguém é de ferro.

E vocé tem que aprender a se aceitar.

A entender que a culpa te paralisa e não permite que vocé seja quem é. Simplesmente quem é...

Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para vocé?

Seus fantasmas, seu passado, sua educagao rigida?

Ou vocé mesma?O Super que há em vocé?

Coloque ordem na casa.

Não seja a primeira a se esconder por tras de um véu de justificativas quando o que vocé quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusavel", que nao da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que ndo pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.

Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.

Vocé também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.

Nem por isso terá menos amor.

Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.

(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
Sobre o uso de frases interrogativas, no texto, é correto afirmar:  
Alternativas
Q3824875 Português
"Fux libera que beneficiários do Bolsa Família voltem para as bets." (Fonte: Dol.com). Apenas não se pode  afirmar sobre o assunto noticiado na reportagem:
Alternativas
Q3824874 Português
"Mercosul defende medidas para proteção de crianças no ambiente digital. Declaração foi aprovada em cúpula de líderes, em Foz do Iguaçu."(Fonte: Dol.com). Sobre o assunto noticiado na reportagem, analise os itens seguintes e marque a alternativa correta:
I- Na declaração, os países manifestaram preocupação com o aumento da incidência de crimes cibernéticos envolvendo crianças e adolescentes.
II- Os países do Mercosul — bloco formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Peru, Chile, Venezuela, Paraguai e Uruguai — aprovaram uma declaração especial conjunta sobre proteção da infância e adolescência em ambientes digitais.  
Alternativas
Q3824872 Português
"Rússia promete apoio à Venezuela contra bloqueio dos EUA."(Fonte: Dol.com). Sobre o assunto da reportagem apenas não se pode afirmar.  
Alternativas
Q3824856 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Charge 02


                                                       


(Lute)

O problema educacional detectado na "Charge 02" é:  
Alternativas
Q3824849 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

A figura de linguagem presente em: "Lápis danado, domado (...)" é:  
Alternativas
Q3824848 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

A expressão de oralidade: "(...) só sendo (...)" indica:  
Alternativas
Q3824847 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

A alternativa que denuncia o problema referido no "Texto 01" e na "Charge 01"  
Alternativas
Q3824844 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

A "Charge 01" contém uma relação com o "Texto 01" da alternativa:  
Alternativas
Q3824843 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

"Raimundo foi cedo para a lida." Não substitui adequadamente o termo "lida":  
Alternativas
Q3824842 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

Marque a alternativa que substitua os seguintes termos da oração corretamente: "O intento de aprender se rendeu a precisão."
Alternativas
Q3824840 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

O pronome pessoal de: "(...) o que ela diz (...)" remete:  
Alternativas
Q3824838 Português

O texto seguinte servira de base para responder à questão.


Texto 01


Raimundo  


Raimundo Gaudêncio de Freitas, trago incerto, arredio ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e acentuado. Freitas era feito de sangue.


A vontade, tinha sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era para menino que não precisava encher o próprio prato. Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado no golpe da foice pedia descanso, que no outro dia tinha mais. O intento de aprender se rendeu a precisão. O futuro estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai de família, dono de um pedaço de chão, assinando com o dedo quando a palavra falada não bastasse.


O que não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento. Raimundo não virou pai de família nem dono de sitio. Se arrancou as raízes, levando no bolso da camisa a carta.


Uma carta inteira. Uma palavra seguindo a outra, quantas palavras? Mandar carta para uma pessoa que não sabia ler, só sendo. A ponta do lápis pairou acima da linha. O próximo nome tinha escrito a carta cinquenta e dois anos antes. Ao lado do caderno, o envelope encruado, sempre fechado. Raimundo não deixou ninguém ler e envelheceu com o desejo de saber o que ela diz crescendo dentro dele. Feto idoso, rebento tardio. A carta guardava uma vida inteira.


(A palavra que resta. Sténio Gardel) 





Charge 01 


(Amâncio)  

A frase que resume determinismo existencial para a personagem é:  
Alternativas
Q3824750 Português
"(...) promete apoio à Venezuela contra bloqueio dos EUA. Ministros de Relações Exteriores discutem crise no Caribe e apoio (...) em resposta a bloqueio naval."(Fonte: Dol.com). Quem está prometendo apoio à Venezuela segundo a reportagem?  
Alternativas
Respostas
9521: A
9522: C
9523: D
9524: D
9525: C
9526: D
9527: D
9528: C
9529: A
9530: C
9531: C
9532: A
9533: D
9534: B
9535: C
9536: C
9537: B
9538: A
9539: C
9540: B