Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3871011 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Por que zebras, pandas e outros animais são pretos e brancos?


O reino animal é conhecido pela diversidade de cores vivas, como as penas das araras, o brilho dos pavões ou os tons intensos de certos anfíbios e peixes. Ainda assim, alguns animais chamam atenção justamente pela ausência de cores, exibindo pelagens ou penas em preto e branco. Esses animais estão distribuídos por diferentes regiões do planeta, das florestas asiáticas às savanas africanas, e a semelhança cromática não significa que a explicação para esse padrão seja única.

Pesquisas indicam que, no caso das zebras, as listras pretas e brancas podem funcionar como um mecanismo de proteção contra insetos. Estudos demonstram que mutucas, insetos que se alimentam de sangue e podem transmitir doenças graves, dependem fortemente da visão para localizar hospedeiros. Experimentos com cavalos cobertos por mantas lisas e por mantas com padrões listrados mostraram que as moscas pousavam com facilidade nas superfícies uniformes, mas se confundiam e evitavam as superfícies com listras em preto e branco. A baixa resolução visual desses insetos faz com que o padrão listrado deixe de ser percebido como um alvo adequado à medida que eles se aproximam.

Em outros animais, o preto e branco desempenha papel importante na camuflagem. Pandas-gigantes, por exemplo, vivem em ambientes onde neve, rochas e troncos criam manchas claras e escuras, o que dificulta que predadores identifiquem sua silhueta à distância. Já os pinguins apresentam uma coloração que camufla o corpo tanto quando vistos de cima, contra o fundo escuro da água, quanto de baixo, quando a parte clara do corpo se confunde com a luminosidade do céu.

Há também espécies em que o contraste entre preto e branco funciona como sinal de alerta. Gambás, por exemplo, utilizam essa coloração marcante como advertência visual para predadores, indicando que possuem mecanismos de defesa perigosos, como secreções com odor intenso. Em ambientes com maior presença de predadores, esses padrões são ainda mais evidentes.

Além disso, marcas em preto e branco cumprem função de sinalização social. Em algumas espécies de lêmures, as caudas listradas são mantidas erguidas enquanto os animais se deslocam em grupo, servindo como referência visual que favorece a coesão coletiva. Estruturas semelhantes aparecem em outros mamíferos, como manchas claras na parte posterior das orelhas de certos felinos, sugerindo papel comunicativo entre indivíduos da mesma espécie.

Outras questões ainda são consideradas. No caso dos pinguins, por exemplo, as penas escuras são ricas em melanina, o que aumenta sua resistência ao desgaste ambiental. As diferenças de cor também influenciam a regulação térmica, já que superfícies escuras absorvem calor mais rapidamente do que superfícies claras, permitindo ajustes comportamentais conforme a temperatura do ambiente.

Apesar das diversas explicações propostas, não existe uma resposta única e definitiva. A coloração preta e branca resulta de uma combinação complexa de fatores ecológicos, fisiológicos e comportamentais. Como frequentemente ocorre na ciência, as explicações não são simples nem absolutas, e o fenômeno envolve múltiplas variáveis que atuam de maneira integrada.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly3xdxgx2ko.adaptado

A coloração preta e branca resulta de uma combinação complexa de fatores ecológicos, fisiológicos e comportamentais.

Assinale a alternativa em que a substituição proposta preserva integralmente o sentido do trecho original.

Alternativas
Q3871008 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Por que zebras, pandas e outros animais são pretos e brancos?


O reino animal é conhecido pela diversidade de cores vivas, como as penas das araras, o brilho dos pavões ou os tons intensos de certos anfíbios e peixes. Ainda assim, alguns animais chamam atenção justamente pela ausência de cores, exibindo pelagens ou penas em preto e branco. Esses animais estão distribuídos por diferentes regiões do planeta, das florestas asiáticas às savanas africanas, e a semelhança cromática não significa que a explicação para esse padrão seja única.

Pesquisas indicam que, no caso das zebras, as listras pretas e brancas podem funcionar como um mecanismo de proteção contra insetos. Estudos demonstram que mutucas, insetos que se alimentam de sangue e podem transmitir doenças graves, dependem fortemente da visão para localizar hospedeiros. Experimentos com cavalos cobertos por mantas lisas e por mantas com padrões listrados mostraram que as moscas pousavam com facilidade nas superfícies uniformes, mas se confundiam e evitavam as superfícies com listras em preto e branco. A baixa resolução visual desses insetos faz com que o padrão listrado deixe de ser percebido como um alvo adequado à medida que eles se aproximam.

Em outros animais, o preto e branco desempenha papel importante na camuflagem. Pandas-gigantes, por exemplo, vivem em ambientes onde neve, rochas e troncos criam manchas claras e escuras, o que dificulta que predadores identifiquem sua silhueta à distância. Já os pinguins apresentam uma coloração que camufla o corpo tanto quando vistos de cima, contra o fundo escuro da água, quanto de baixo, quando a parte clara do corpo se confunde com a luminosidade do céu.

Há também espécies em que o contraste entre preto e branco funciona como sinal de alerta. Gambás, por exemplo, utilizam essa coloração marcante como advertência visual para predadores, indicando que possuem mecanismos de defesa perigosos, como secreções com odor intenso. Em ambientes com maior presença de predadores, esses padrões são ainda mais evidentes.

Além disso, marcas em preto e branco cumprem função de sinalização social. Em algumas espécies de lêmures, as caudas listradas são mantidas erguidas enquanto os animais se deslocam em grupo, servindo como referência visual que favorece a coesão coletiva. Estruturas semelhantes aparecem em outros mamíferos, como manchas claras na parte posterior das orelhas de certos felinos, sugerindo papel comunicativo entre indivíduos da mesma espécie.

Outras questões ainda são consideradas. No caso dos pinguins, por exemplo, as penas escuras são ricas em melanina, o que aumenta sua resistência ao desgaste ambiental. As diferenças de cor também influenciam a regulação térmica, já que superfícies escuras absorvem calor mais rapidamente do que superfícies claras, permitindo ajustes comportamentais conforme a temperatura do ambiente.

Apesar das diversas explicações propostas, não existe uma resposta única e definitiva. A coloração preta e branca resulta de uma combinação complexa de fatores ecológicos, fisiológicos e comportamentais. Como frequentemente ocorre na ciência, as explicações não são simples nem absolutas, e o fenômeno envolve múltiplas variáveis que atuam de maneira integrada.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly3xdxgx2ko.adaptado

O texto organiza um conjunto de explicações científicas sobre a coloração preta e branca em animais, explorando diferentes níveis de análise e evitando generalizações causais diretas.

De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3871005 Português

Leia o trecho a seguir:



“Segundo o relatório da secretaria municipal, o índice de alfabetização na região aumentou 8% nos últimos três anos, refletindo políticas públicas de incentivo à educação.”



Assinale a alternativa mais adequada sobre os usos e formas da língua escrita presentes no trecho.

Alternativas
Q3871004 Português

Leia atentamente os três trechos abaixo:



Trecho 1 (verbal/informativo):


“A cidade registrou um aumento de 15% no consumo de energia elétrica em relação ao mês passado, segundo dados da concessionária local.”



Trecho 2 (literário/poético):


“O vento uivava entre as árvores, sussurrando segredos que só a noite poderia compreender.”



Trecho 3 (midiático/jornalístico):


“Vídeo viral mostra como pequenas atitudes podem reduzir o desperdício de água em casa; especialistas comentam soluções práticas.”



Com base nos trechos, assinale a única alternativa adequada que distingue as características e os processos de interpretação de cada tipo de texto.

Alternativas
Q3871003 Português

Leia o trecho de uma interação oral entre professor e alunos em uma aula de ciências:


“Então, turma, observem este experimento. O que vocês acham que vai acontecer se misturarmos essas duas soluções? Alguém arrisca um palpite?”


Assinale a única alternativa adequada que analisa os usos da língua oral e a adequação da linguagem à ação comunicativa.

Alternativas
Q3871002 Português

Leia o trecho a seguir:


“Boa tarde, pessoal! Hoje vamos aprender sobre a importância da água para a vida. Quem aqui já imaginou um dia sem água em casa?”


Assinale a alternativa que melhor identifica o gênero textual, a tipologia e suas características linguísticas e sociais. 

Alternativas
Q3871000 Português
Os gêneros literários clássicos organizam as obras segundo suas formas, temas e finalidades. Qual das alternativas a seguir corresponde CORRETAMENTE ao gênero lírico?
Alternativas
Q3870997 Português

Considere o trecho a seguir:


“Mariana chegou cedo ao trabalho e organizou sua mesa. Enquanto isso, seus colegas ainda chegavam. Às 9h, a reunião começou, mas o projetor não funcionava. Felizmente, conseguiram improvisar com os materiais impressos.”


Sobre o trecho acima, assinale a alternativa CORRETA, quanto à coesão e coerência. 

Alternativas
Q3870864 Português

Identifique a figura de linguagem presente na frase:


“Estou tão cansado que poderia dormir por um século.”

Alternativas
Q3870857 Português
“O comércio ilegal de marfim representa uma grave ameaça aos elefantes, alimentado pela demanda por artigos de luxo e pela atuação de redes criminosas. Além de provocar a queda drástica das populações desses animais, esse mercado clandestino enfraquece esforços de conservação e estimula a violência em diversas regiões africanas.”
Quanto à significância dos termos e expressões presentes no trecho, é INCORRETO o que consta em qual alternativa abaixo?
Alternativas
Q3870856 Português
“O comércio ilegal de marfim representa uma grave ameaça aos elefantes, alimentado pela demanda por artigos de luxo e pela atuação de redes criminosas. Além de provocar a queda drástica das populações desses animais, esse mercado clandestino enfraquece esforços de conservação e estimula a violência em diversas regiões africanas.”
Como tópicos da interpretação textual, assinale a alternativa que apresenta um deles que não ocorre de forma explícita ou implícita no trecho acima.
Alternativas
Q3870570 Português
Read the following excerpt from OCENs (2006, p.116):

"Activity B
A teacher brings an advertisement about Mother's Day, taken from a magazine. She asks students to read it and answer questions such as:

- Do the mothers represented in the advertisement resemble those you know? Why not?
- Which mothers are not represented in the advertisement?
- Which children will give presents to their mothers?
- How do the children get money to buy presents for their mothers?
- Who creates/produces these advertisements?
- Why do the people who produce the advertisements spend time and effort to ensure that the reader knows which product is available on the market?"

BRASIL. Ministério da Educação: Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília, 2006, p.116.

Concerning Critical Literacy studies, choose the CORRECT alternative:
Alternativas
Q3870558 Português
TEXTO IV - Base para responder à questão.


Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira


O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é, na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.

De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su - peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?

A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da variante linguística de seu grupo social e regional de origem.


SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
Considerando a concepção de linguagem apresentada no texto, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3870557 Português
TEXTO IV - Base para responder à questão.


Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira


O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é, na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.

De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su - peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?

A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da variante linguística de seu grupo social e regional de origem.


SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
Com base na concepção discursiva de linguagem defendida no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870556 Português

TEXTO III - Base para responder à questão.



Na última estrofe, o poeta afirma: "Senão, que restará de ti, nadador? / Nada, nadador." Nesse trecho, o valor argumentativo decorre da:
Alternativas
Q3870555 Português

TEXTO III - Base para responder à questão.



No poema, a repetição da frase "Nada, nadador!" ao longo dos versos contribui principalmente para: 
Alternativas
Q3870554 Português

TEXTO III - Base para responder à questão.



No trecho "A água te lambe, a água te abraça / A água te leva, a água te mata", as ações atribuídas à água indicam:
Alternativas
Q3870553 Português

TEXTO III - Base para responder à questão.



Considerando a construção do poema e a repetição do verso "Nada, nadador!", seguida da pergunta "Senão, que restará de ti, nadador? / Nada, nadador.", é possível afirmar que o poema sugere:
Alternativas
Q3870551 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
No trecho: "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização.", a figura de linguagem presente na expressão em destaque é um exemplo de:
Alternativas
Q3870550 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
A coesão e a coerência são elementos fundamentais para a construção do sentido no texto. Com base no Texto I, analise a seguinte frase: "O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado)."

Como o autor garante a coesão e a coerência da frase?
Alternativas
Respostas
8001: B
8002: A
8003: C
8004: D
8005: B
8006: C
8007: C
8008: B
8009: E
8010: E
8011: B
8012: A
8013: B
8014: A
8015: E
8016: D
8017: A
8018: C
8019: E
8020: C