Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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“O desmatamento cresce no país. A perda de áreas florestais afeta ecossistemas inteiros. Espécies desaparecem e o equilíbrio ambiental se rompe. Comunidades locais sofrem consequências diretas. As políticas públicas são insuficientes para conter esse processo.”
Quanto à coerência global e à coesão sequencial, esse texto é:
(__) O modo narrativo organiza o discurso a partir de uma sequência temporal de eventos, reais ou fictícios, que envolvem agentes, ações e transformações. Sua lógica fundamental é a da mudança no tempo: algo acontece, rompe um estado inicial e conduz a um novo estado final.
(__) O modo descritivo organiza o discurso a partir da caracterização de seres, objetos, espaços ou estados, estruturando-se prioritariamente pela progressão temporal dos acontecimentos e pela sucessão de ações.
(__) O modo expositivo tem como finalidade principal informar, explicar ou sistematizar conhecimentos. Ele se orienta pela lógica da clareza, da ordenação conceitual e da progressão lógica, sendo típico de textos científicos, didáticos, enciclopédicos e institucionais.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta.
“Na alma antiga ecoa a dor”
Durante a contagem silábica poética desse verso, observa-se a fusão sonora entre vogais de palavras distintas, reduzindo o número de sílabas métricas. Esse fenômeno recebe, na teoria da versificação, a denominação de:
“Sob o pretexto de modernização administrativa, o novo regulamento reorganiza fluxos, redefine prioridades e, silenciosamente, normaliza a exclusão de sujeitos historicamente marginalizados.”
Com base nos conceitos de denotação, conotação e efeitos de sentido, bem como em pressupostos da semântica discursiva, analise as afirmações a seguir.
I. O termo “modernização administrativa” opera predominantemente em nível denotativo, uma vez que remete a um processo técnico de reorganização institucional, semanticamente estável e desprovido de valoração ideológica.
II. A expressão “silenciosamente” produz um efeito de sentido que ultrapassa a descrição de modo de ação, funcionando como operador argumentativo que sugere ocultamento, assimetria de poder e ausência de debate público.
III. O enunciado constrói seus efeitos de sentido prioritariamente por meio da conotação, mobilizando escolhas lexicais que ativam uma memória discursiva crítica associada a discursos de denúncia social.
IV. A oposição entre “modernização” e “exclusão” instaura um conflito semântico-discursivo que evidencia a impossibilidade de neutralidade da denotação, uma vez que sentidos aparentemente técnicos são ressignificados no interior da formação discursiva.
Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Folhas Secas
A inesquecível aula de Matemática e natureza
Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.
Todos?
Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.
O pátio? O que acontecia no pátio?
Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.
Qual o motivo do espanto?
Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.
Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.
- Ele tá preso!
O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes
que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.
Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.
Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.
Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.
https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas
"O saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria."
De acordo com o uso do verbo 'explodir' no texto, indique a reescrita que não mantém o sentido pretendido.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Folhas Secas
A inesquecível aula de Matemática e natureza
Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.
Todos?
Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.
O pátio? O que acontecia no pátio?
Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.
Qual o motivo do espanto?
Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.
Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.
- Ele tá preso!
O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes
que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.
Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.
Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.
Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.
https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas
"Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio."
De acordo com o texto, qual é o objetivo do narrador ao descrever detalhadamente as ações dos alunos?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Folhas Secas
A inesquecível aula de Matemática e natureza
Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.
Todos?
Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.
O pátio? O que acontecia no pátio?
Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.
Qual o motivo do espanto?
Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.
Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.
- Ele tá preso!
O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes
que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.
Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.
Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.
Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.
https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas
"Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando."
Cada aluno tinha uma versão diferente sobre o que tinha dentro do saco plástico. Isso indica que:
O texto-base aborda os benefícios que a prática do canto proporciona às pessoas. Considerando essas informações, assinale a alternativa INCORRETA.
Chocolate ou Cacau
Quando ingerido na forma certa (com baixo açúcar em especial), você estará fazendo uso de mais um super alimento. Um dos seus benefícios é a redução da pressão arterial, e há evidências científicas para apoiar isto. Em 2012, os membros da Cochrane Collaboration publicaram a sua revisão sistemática e meta-análise do impacto do cacau na pressão arterial. Vinte estudos atenderam aos critérios de inclusão. Metaanálises dos 20 estudos, envolvendo 856 participantes, na maioria saudáveis, revelaram um efeito de redução significativa da pressão arterial usando cacau com duração de 2 a 18 semanas. A maneira mais fácil de consumir quantidades clinicamente relevantes é através do chocolate 85%, em 20 a 40g por dia.
JUNIOR, Wilson Rondó. 98 remédios: o guia definitivo de saúde do Dr. Rondó. São Paulo: Jolivi Publicações, 2019. p. 53.
O texto traz referências de estudos científicos sobre o cacau objetivando
Leia a tirinha a seguir.

Na tirinha, a personagem criança emite sua opinião a respeito de pessoas que têm preconceito. Em relação a essas pessoas, o ponto de vista da personagem indica uma atitude
I. O cumprimento das orientações da chefia e o conhecimento prévio das tarefas favorecem a organização e a qualidade do serviço.
II. O registro de ocorrências é desnecessário, pois não interfere no planejamento das atividades diárias.
III. A comunicação entre a equipe e a supervisão contribui para a resolução de problemas e para a melhoria contínua das atividades.
Com base na análise dos itens, é possível AFIRMAR que:


A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a inteligência artificial vai mudar o trabalho do professor?
Ledo engano se você acredita que utilizar inteligência artificial (IA) em sala de aula se resume ao ChatGPT. As possibilidades que a inteligência artificial oferece estão em todos os níveis da educação, desde dar mais eficiência para os professores até auxiliar na compreensão dos alunos e ajudar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Esse movimento já está em curso em instituições de todo o País. Uma pesquisa do Instituto Semesp, realizada com 444 professores da educação básica em março de 2024, mostra que 74,8% dos docentes enxergam a tecnologia e a IA como aliadas no ensino. No entanto, enquanto a tecnologia acelera o acesso à informação, os professores também percebem que ela traz diversos desafios como a dispersão dos alunos.
Curiosamente, apesar do reconhecimento de seus benefícios, apenas 39,2% dos professores afirmam utilizar essas ferramentas com regularidade em sala de aula. Esse dado evidencia que há uma distância entre o potencial da tecnologia e sua implementação cotidiana.
Carlota Boto, diretora da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), acredita que essa lacuna se deve à complexidade do uso da IA, que vai além de ser uma simples ferramenta técnica. Para ela, a IA tem o poder de redefinir o modo como o conhecimento é acessado e compartilhado. "A inteligência artificial pode ser uma aliada valiosa no preparo das atividades em sala de aula, mas, para que isso ocorra de forma eficaz, é preciso que o professor tenha domínio tanto da ferramenta quanto do conteúdo a ser trabalhado."
Essa transformação, para ela, exige que os docentes reavaliem as práticas pedagógicas, desafiando tradições e abraçando a inovação. "A primeira questão a ser pensada é o repertório: o que estamos ensinando e como isso se conecta com o mundo em transformação? É importante respeitar as tradições pedagógicas, mas também integrar novos conteúdos que dialoguem com as demandas atuais."
Na era da IA generativa, o impacto dessa tecnologia é notável na produção de conteúdo. Anderson Soares, coordenador do primeiro bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), observa que "a geração de conteúdo sempre foi algo muito artesanal, mas a IA generativa permite criar músicas, textos e materiais de forma automática". "Isso abre caminho para que os alunos atuem mais no campo criativo e menos nas tarefas manuais."
Para Soares, essa nova realidade oferece oportunidades que promovem ações cooperativas e colaborativas, essenciais para o desenvolvimento das competências do futuro. No entanto, o avanço tecnológico também traz um desafio significativo: como trabalhar as habilidades socioemocionais em um ambiente altamente tecnológico?
Para Guilherme Cintra, diretor de inovação e tecnologia da Fundação Lemann, a resposta está na criatividade e na capacidade do professor de criar um ambiente de troca real entre os alunos. "A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas", afirma, destacando que o professor precisa ser mais do que um transmissor de conhecimento, atuando como facilitador de interações humanas e reflexões profundas.
Além disso, o sistema educacional como um todo precisa se adaptar para apoiar os professores nessa transformação. "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança", diz Cintra. Repensar a formação dos docentes, o currículo e a gestão escolar é essencial para que a tecnologia seja usada de forma eficaz, sem sobrecarregar os educadores.
Para o especialista Anderson Soares, embora a tecnologia possa otimizar o aprendizado e personalizar o ensino, o desenvolvimento de habilidades humanas fundamentais como empatia, trabalho em equipe e criatividade ainda depende da capacidade do educador de criar relações significativas. "A educação tem um papel essencial para nos mostrar como tecnologia não vai resolver nenhum problema por nós, mas que a resolução ainda compete ao ser humano, ainda compete a nossas habilidades socioemocionais."
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/como-a-inteligencia-artificial-vai-mudar-o-trabalho-do-professor/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bi.
Os Correios já começaram a vender parte dos imóveis de seu patrimônio como parte do seu plano de reestruturação financeira. Segundo apurou o CNN Money, a lista de propriedades ainda está em elaboração. Contudo, ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados.
Com a venda desses ativos, a estatal estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias. Há novos leilões previstos para os dias 12 e 26 de fevereiro.
No fim do ano passado, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal.
O plano de reestruturação dos Correios também reabriu o Programa de Demissão Voluntária, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa.
Além disso, os Correios também reequilibraram o plano de saúde de seus funcionários e estão renegociando os seus passivos judiciais. Somadas, essas iniciativas devem resultar em uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028.
Na frente de crescimento, os Correios preveem investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, que devem ser destinados à automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/para-cobrir-rombo-correios-vendem-imoveis-e-preveem-arrecadar-r-2-bi/