Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3928564 Português

Leia o texto a seguir.


A galinha reivindicativa


Em certo dia de data incerta, um galo velho e uma galinha nova encontraram-se no fundo de um quintal e, entre bicada e outra, trocaram impressões sobre como o mundo estava mudado. O galo, porém, fez questão de frisar que sempre vivera bem, tivera muitas galinhas em sua vida sentimental e agora, velho e cansado, esperava calmamente o fim de seus dias.


FERNANDES, Millôr. A Galinha reivindicativa. In: FERNANDES, Millôr. Fábulas Fabulosas. 9. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1985.



No texto, a articulação entre as informações é estabelecida por diversos recursos. Com destaque para o emprego do conectivo “porém”, no contexto em que está inserido, esse elemento cumpre a função de

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Q3928563 Português

Leia o texto a seguir.


Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

— Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor; não é outra coisa um filho que me faz isto...

Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.


ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.



No trecho “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos”, o sentido produzido pelo enunciado resulta, sobretudo, de um mecanismo discursivo que permite ao leitor compreender que o amor está sendo tratado sob um efeito de sentido caracterizado pela 

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Q3928562 Português

Leia o texto a seguir.


No terceiro dia de julgamento, seguiram-se novos depoimentos e finalmente fizeram-se as acareações. E o que facilitou grandemente a tarefa da acusação foi que, na esperança de melhorarem sua posição pessoal, os réus se puseram a acusar uns aos outros. Fez-se publicamente o exame dos prontuários tirados da parte dos arquivos da Polícia Central que Zabala não tivera tempo de destruir. Por meio desses documentos, ficou provado que mais de duzentas pessoas, entre as quais algumas dúzias de estudantes, haviam morrido de doenças e maus tratos nas diversas prisões de Cerro Hermoso e arredores, e seus corpos enterrados numa vala comum, sem que seus parentes tivessem sido sequer notificados da “ocorrência”. Quando o promotor público terminou a acusação, o Presidente do Tribunal deu a palavra ao advogado profissional que o Comitê Central Revolucionário designara para defender os réus. O homem ergueu-se e declarou que, diante de todas aquelas provas, ele não só recusava fazer a defesa de seus constituintes como também não pedia sequer para eles a clemência dos jurados. E sentou-se. Sua “defesa” – que provocou aplausos – durou menos de um minuto.


VERISSIMO, Erico. O Senhor Embaixador. Porto Alegre: Globo, 1981. [Adaptado].



O texto é parte de um romance cujo enredo se passa na América Latina. Quanto à organização das ideias, o trecho lido caracteriza-se, considerando seu propósito comunicativo central, por

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Q3928561 Português

Leia a charge a seguir.


Q05.png (406×239)

Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=657317256438267&set=pcb.657317 283104931. Acesso em: 8 jan. 2026.



Ao se expressar, o indivíduo é orientado pelo contexto em que está inserido quanto às regras e normas da gramática da língua, tanto na elaboração de textos escritos quanto no uso da oralidade. Assim, ocorre a adequação linguística conforme a necessidade do momento. Frente ao exposto, a fala do estudante na charge é um fenômeno linguístico relacionado à variação

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Q3928560 Português

Humanoide perde a vez entre robôs


Discretamente, o Google está reformulando seu ambicioso programa de robótica. Lançado em 2013, o projeto incluía duas equipes especializadas em máquinas que pareciam e se moviam como seres humanos. No entanto, pouco sobrou desse projeto. A proposta agora é de usar robôs mais simples, que possam aprender por si mesmos certas habilidades.

“O New York Times” foi o primeiro jornal a conhecer parte da tecnologia na qual a companhia vem trabalhando. Embora as máquinas não sejam tão atraentes visualmente quanto os robôs humanoides, os pesquisadores acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas tem mais potencial no mundo real. Os robôs aprendem sozinhos habilidades como organizar um conjunto de objetos não familiares ou locomoverse no meio de obstáculos inesperados.

Muitos acreditam que o aprendizado de máquinas – e não a criação de novos equipamentos extravagantes – será a chave para o desenvolvimento da robótica voltada para manufatura, automação de depósitos de materiais, transporte e outras atividades.

Numa tarde no novo laboratório, um braço robótico pairava sobre uma lata cheia de bolas de pingue-pongue, cubos de madeira, bananas de plástico e outros objetos escolhidos ao acaso. Em meio a essa confusão, o braço robótico pegou com dois dedos uma banana de plástico e, com um suave movimento de punho, jogou-a numa lata menor que estava a vários centímetros de distância. Foi um feito admirável. Na primeira vez que viu os objetos, o braço não sabia como pegar uma única peça. Porém, equipado com uma câmera que “olhava” dentro da lata, o sistema aprendeu depois de 14 horas de tentativa e erro.

O braço mais tarde aprendeu a jogar itens nas latas certas, com 85% de acerto. Quando os pesquisadores tentaram executar a mesma tarefa, a média foi de 80%. Parece uma tarefa muito simples, todavia criar um código de computador para dizer a uma máquina como fazer isso é algo extremamente difícil. O braço que joga objetos numa lata não é uma máquina desenhada pelos pesquisadores. Fabricado pela Universal Robots, ele é comumente usado em manufatura e outras atividades. O que o Google está fazendo é treiná-lo para que faça coisas que, de outro modo, ele não faria. “O aprendizado está nos ajudando a superar o desafio de construir robôs de baixo custo”, diz Vikash Kumar, supervisor do projeto.


METZ, Cade. Humanoide perde a vez entre robôs. O Estado de São Paulo, [s. l.], 14 abr. 2019. Tradução de Roberto Muniz. Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/humanidade-perde-a-vez-entre-robos-dogoogle/?srsltid=AfmBOorbyyGe2GSSC38O5PLt0Pa40gmIn2BcSjgM0qUAlF MDi8qTdM_G. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

O Texto 2 apresenta a mudança de estratégia no desenvolvimento de robôs, defendendo a ideia de que o aprendizado de máquina é mais relevante do que a criação de robôs humanoides sofisticados. Para sustentar essa ideia central, há a mobilização do 
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Q3928559 Português

Humanoide perde a vez entre robôs


Discretamente, o Google está reformulando seu ambicioso programa de robótica. Lançado em 2013, o projeto incluía duas equipes especializadas em máquinas que pareciam e se moviam como seres humanos. No entanto, pouco sobrou desse projeto. A proposta agora é de usar robôs mais simples, que possam aprender por si mesmos certas habilidades.

“O New York Times” foi o primeiro jornal a conhecer parte da tecnologia na qual a companhia vem trabalhando. Embora as máquinas não sejam tão atraentes visualmente quanto os robôs humanoides, os pesquisadores acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas tem mais potencial no mundo real. Os robôs aprendem sozinhos habilidades como organizar um conjunto de objetos não familiares ou locomoverse no meio de obstáculos inesperados.

Muitos acreditam que o aprendizado de máquinas – e não a criação de novos equipamentos extravagantes – será a chave para o desenvolvimento da robótica voltada para manufatura, automação de depósitos de materiais, transporte e outras atividades.

Numa tarde no novo laboratório, um braço robótico pairava sobre uma lata cheia de bolas de pingue-pongue, cubos de madeira, bananas de plástico e outros objetos escolhidos ao acaso. Em meio a essa confusão, o braço robótico pegou com dois dedos uma banana de plástico e, com um suave movimento de punho, jogou-a numa lata menor que estava a vários centímetros de distância. Foi um feito admirável. Na primeira vez que viu os objetos, o braço não sabia como pegar uma única peça. Porém, equipado com uma câmera que “olhava” dentro da lata, o sistema aprendeu depois de 14 horas de tentativa e erro.

O braço mais tarde aprendeu a jogar itens nas latas certas, com 85% de acerto. Quando os pesquisadores tentaram executar a mesma tarefa, a média foi de 80%. Parece uma tarefa muito simples, todavia criar um código de computador para dizer a uma máquina como fazer isso é algo extremamente difícil. O braço que joga objetos numa lata não é uma máquina desenhada pelos pesquisadores. Fabricado pela Universal Robots, ele é comumente usado em manufatura e outras atividades. O que o Google está fazendo é treiná-lo para que faça coisas que, de outro modo, ele não faria. “O aprendizado está nos ajudando a superar o desafio de construir robôs de baixo custo”, diz Vikash Kumar, supervisor do projeto.


METZ, Cade. Humanoide perde a vez entre robôs. O Estado de São Paulo, [s. l.], 14 abr. 2019. Tradução de Roberto Muniz. Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/humanidade-perde-a-vez-entre-robos-dogoogle/?srsltid=AfmBOorbyyGe2GSSC38O5PLt0Pa40gmIn2BcSjgM0qUAlF MDi8qTdM_G. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

No Texto 2, a progressão das ideias e a articulação entre as informações dependem do uso de diferentes mecanismos. No trecho “Embora as máquinas não sejam tão atraentes visualmente quanto os robôs humanoides, os pesquisadores acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas tem mais potencial no mundo real”, o conectivo que se encontra presente no início do fragmento contribui para estabelecer uma relação de
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Q3928558 Português

Texto 1


O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa. A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.

“Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindose a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas. Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho. Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”. 


NEIVA, Leonardo. A inteligência artificial vai roubar os empregos das mulheres? Gama Revista, UOL, [s. l.], 3 mar. 2024. Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/por-que-as-mulheres-trabalhamtanto/a-inteligencia-artificial-vai-roubar-os-empregos-das-mulheres/ Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

Atualmente, discute-se bastante, nos mais diversos meios, acerca do impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho. Referente ao assunto da IA, o Texto 1 defende a ideia central de que
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Q3928557 Português

Texto 1


O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa. A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.

“Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindose a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas. Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho. Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”. 


NEIVA, Leonardo. A inteligência artificial vai roubar os empregos das mulheres? Gama Revista, UOL, [s. l.], 3 mar. 2024. Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/por-que-as-mulheres-trabalhamtanto/a-inteligencia-artificial-vai-roubar-os-empregos-das-mulheres/ Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].

Todo texto de natureza escrita possui uma estrutura, um tema e um estilo composicional. O tratamento dado à informação que se materializa nos textos escritos atende sempre ao que é requerido pela sua esfera de circulação. Tendo como referência essas questões e levando em consideração o conteúdo informacional do Texto 1 em conjunto com sua esfera de circulação, que é do campo jornalístico, a finalidade da mensagem é 
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Q3928516 Português

Texto:


A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia


    A saúde mental, definida pela OMS, é o bem-estar onde o indivíduo lida com os desafios da vida, desenvolve suas habilidades e contribui para sua comunidade. Ela não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com emoções como alegria, tristeza e raiva de forma equilibrada. Segundo o Einstein Hospital, sentir-se bem consigo mesmo e com os outros é um indicativo de boa saúde mental.


    O bem-estar mental está interligado ao físico e é influenciado por fatores biopsicossociais, incluindo condições sociais e econômicas. A falta de cuidado com a mente pode levar a transtornos como a depressão, intensificados por rotinas exaustivas e isolamento social, especialmente após a pandemia.


    Cuidar da saúde mental envolve rotina, exercícios, sono de qualidade e, crucialmente, não sentir vergonha de buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Como diz o ditado, "mente sã, corpo são", sendo o cuidado mental um direito, não um luxo.


    A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.


    Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bemestar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Centro de Pesquisa Clínica. São Paulo, 2023. Disponível em: einstein.br/pesquisa/pesquisa-clinica. Acesso em: 27/01/2026. 

O texto em análise: “A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia”, constitui um exemplo de texto:
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Q3928515 Português

Texto:


A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia


    A saúde mental, definida pela OMS, é o bem-estar onde o indivíduo lida com os desafios da vida, desenvolve suas habilidades e contribui para sua comunidade. Ela não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com emoções como alegria, tristeza e raiva de forma equilibrada. Segundo o Einstein Hospital, sentir-se bem consigo mesmo e com os outros é um indicativo de boa saúde mental.


    O bem-estar mental está interligado ao físico e é influenciado por fatores biopsicossociais, incluindo condições sociais e econômicas. A falta de cuidado com a mente pode levar a transtornos como a depressão, intensificados por rotinas exaustivas e isolamento social, especialmente após a pandemia.


    Cuidar da saúde mental envolve rotina, exercícios, sono de qualidade e, crucialmente, não sentir vergonha de buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Como diz o ditado, "mente sã, corpo são", sendo o cuidado mental um direito, não um luxo.


    A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.


    Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bemestar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Centro de Pesquisa Clínica. São Paulo, 2023. Disponível em: einstein.br/pesquisa/pesquisa-clinica. Acesso em: 27/01/2026. 

“Como diz o ditado, "mente , corpo são"..”– As palavras em destaque no trecho estabelecem entre si uma ideia de:
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Q3928514 Português

Texto:


A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia


    A saúde mental, definida pela OMS, é o bem-estar onde o indivíduo lida com os desafios da vida, desenvolve suas habilidades e contribui para sua comunidade. Ela não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com emoções como alegria, tristeza e raiva de forma equilibrada. Segundo o Einstein Hospital, sentir-se bem consigo mesmo e com os outros é um indicativo de boa saúde mental.


    O bem-estar mental está interligado ao físico e é influenciado por fatores biopsicossociais, incluindo condições sociais e econômicas. A falta de cuidado com a mente pode levar a transtornos como a depressão, intensificados por rotinas exaustivas e isolamento social, especialmente após a pandemia.


    Cuidar da saúde mental envolve rotina, exercícios, sono de qualidade e, crucialmente, não sentir vergonha de buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Como diz o ditado, "mente sã, corpo são", sendo o cuidado mental um direito, não um luxo.


    A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.


    Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bemestar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Centro de Pesquisa Clínica. São Paulo, 2023. Disponível em: einstein.br/pesquisa/pesquisa-clinica. Acesso em: 27/01/2026. 

“... crucialmente, não sentir vergonha de buscar...” (l. 11). A palavra em destaque pode ser substituída sem causar prejuízo ao contexto por:
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Q3928513 Português

Texto:


A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia


    A saúde mental, definida pela OMS, é o bem-estar onde o indivíduo lida com os desafios da vida, desenvolve suas habilidades e contribui para sua comunidade. Ela não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com emoções como alegria, tristeza e raiva de forma equilibrada. Segundo o Einstein Hospital, sentir-se bem consigo mesmo e com os outros é um indicativo de boa saúde mental.


    O bem-estar mental está interligado ao físico e é influenciado por fatores biopsicossociais, incluindo condições sociais e econômicas. A falta de cuidado com a mente pode levar a transtornos como a depressão, intensificados por rotinas exaustivas e isolamento social, especialmente após a pandemia.


    Cuidar da saúde mental envolve rotina, exercícios, sono de qualidade e, crucialmente, não sentir vergonha de buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Como diz o ditado, "mente sã, corpo são", sendo o cuidado mental um direito, não um luxo.


    A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.


    Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bemestar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Centro de Pesquisa Clínica. São Paulo, 2023. Disponível em: einstein.br/pesquisa/pesquisa-clinica. Acesso em: 27/01/2026. 

O que pode ser uma consequência da falta de cuidado com a saúde mental mencionada no texto?
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Q3928512 Português

Texto:


A Importância da Saúde Mental no Dia a Dia


    A saúde mental, definida pela OMS, é o bem-estar onde o indivíduo lida com os desafios da vida, desenvolve suas habilidades e contribui para sua comunidade. Ela não significa ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com emoções como alegria, tristeza e raiva de forma equilibrada. Segundo o Einstein Hospital, sentir-se bem consigo mesmo e com os outros é um indicativo de boa saúde mental.


    O bem-estar mental está interligado ao físico e é influenciado por fatores biopsicossociais, incluindo condições sociais e econômicas. A falta de cuidado com a mente pode levar a transtornos como a depressão, intensificados por rotinas exaustivas e isolamento social, especialmente após a pandemia.


    Cuidar da saúde mental envolve rotina, exercícios, sono de qualidade e, crucialmente, não sentir vergonha de buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Como diz o ditado, "mente sã, corpo são", sendo o cuidado mental um direito, não um luxo.


    A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem características biopsicossociais.


    Entender a saúde mental como algo que envolve o corpo, as emoções e a forma como interagimos ajuda a ver que todos têm um papel importante em cuidar do bemestar de todos, cuidando de nós mesmos e apoiando uns aos outros.


HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Centro de Pesquisa Clínica. São Paulo, 2023. Disponível em: einstein.br/pesquisa/pesquisa-clinica. Acesso em: 27/01/2026. 

Segundo a definição da OMS, qual é um dos aspectos fundamentais da saúde mental?
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Q3928411 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

voltando-para-o-futuro-nao-ha-limites-pra-sonhar/ -

Acessado em: 28/07/2025

“Será que há de ter carnaval, sem minha cadência?” – A palavra cadência pode ser substituída por qualquer das palavras a seguir sem causar prejuízo de sentido ao texto, EXCETO:
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Q3928410 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

voltando-para-o-futuro-nao-ha-limites-pra-sonhar/ -

Acessado em: 28/07/2025

Nos versos: “O céu vai clarear / Iluminar a zona oeste da cidade” – As palavras em destaque apresentam entre si uma relação de:
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Q3928409 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

voltando-para-o-futuro-nao-ha-limites-pra-sonhar/ -

Acessado em: 28/07/2025

O trecho "Com alas em tom digital / No fim da existência" sugere que: 
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Q3928408 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

voltando-para-o-futuro-nao-ha-limites-pra-sonhar/ -

Acessado em: 28/07/2025

No verso "A luz que nos chega da estrela primeira", o autor está se referindo a:
Alternativas
Q3928407 Português

Texto:


Não Há Limites Pra Sonhar


O céu vai clarear

Iluminar a zona oeste da cidade

E Deus vai desfilar

Pra ver o mago recriar a Mocidade


A luz que nos chega da estrela primeira

Nascida do pó no Cruzeiro do Sul

Do plasma divino das mãos carpinteiras

Ressurge Candeia no breu nesse azul

Será que o limbo da imaginação

Perverte a inteligência

O homem com sua ambição

Desconhece a razão, desatina a

Ciência

Será que há de ter carnaval, sem minha

cadência?

Com alas em tom digital


No fim da existência

Me diz afinal quem há de arcar com as

consequências?


Se a Mocidade sonhar

No infinito escrever

Versos a luz do luar, deixa!

Quando o futuro voltar

A juventude vai crer

Que toda estrela pode renascer

[...]


Samba-enredo 2025 - Voltando Para o Futuro – Não Há

Limites Pra Sonhar

G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ)

Texto adaptado para esta prova.

Disponível em: https://www.letras.mus.br/mocidade-

independente-de-padre-miguel/samba-enredo-2025-

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Acessado em: 28/07/2025

Qual é o tema central da letra da música "Não Há Limites Pra Sonhar"? 
Alternativas
Q3928193 Português
CLIMA EXTREMO DESAFIA INFRAESTRUTURA DO BRASIL


    Quando os radares da Defesa Civil captaram a possibilidade de temporal sobre Santa Catarina em dezembro de 2025, o governo do estado tomou uma decisão drástica: suspender as aulas. Foi a primeira vez que mais de 520 mil alunos de escolas estaduais foram orientados a ficar em casa naquele 9 de dezembro como medida de prevenção a desastres. Estudantes da rede municipal em diversas cidades e universidades também cancelaram as atividades. 


    A chuva e os ventos fortes eram trazidos por um ciclone extratropical que já ganhava o selo de atípico. Ele se formou no Paraguai, atravessou o Rio Grande do Sul e se intensificou na costa entre esse estado e Santa Catarina, detalha Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). 


    Um dia depois, as mesmas rajadas sopraram na cidade de São Paulo. Os ventos chegaram a 100 km/h, afetaram transformadores de energia, cancelaram voos, derrubaram placas de trânsito e paralisaram a vida em pelo menos dois milhões de imóveis. A estimativa mais recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo calcula perdas de pelo menos R$ 2,1 bilhões no comércio e no setor de serviços. 


    Um mês antes, outro ciclone extratropical formado sobre o Sul do país foi o estopim para uma calamidade no Paraná. Nuvens pesadas ajudaram a formar três tornados que atingiram 11 cidades e arremessaram carros, derrubaram prédios, tombaram caminhões. O fenômeno destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou seus 14 mil moradores em choque.


    “Nós não estamos preparados para isso. Nós não estamos adaptados para enfrentar esses eventos climáticos extremos”, avalia José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os ciclones extratropicais são um fenômeno conhecido na meteorologia. Na América do Sul, eles se formam próximo ao Sul do Brasil até o sul da Argentina e precisam de um ingrediente-chave: o calor que vem do Equador encontrando o frio que sai do polo.  


     O Instituto Nacional de Meteorologia não tem um banco de dados que contabilize os ciclones extratropicais ocorridos no Brasil, informou o órgão. Mas a pesquisa feita por Rosmeri Porfírio da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, revela que de três a quatro ciclones se formam nesta região, em média, por mês e “saem” para o Atlântico. 


        Os ciclones, explica a cientista, têm um papel fundamental de auxiliar no transporte de calor do Equador para o polo e do frio no caminho contrário. “E quando fazem isso, geram ação, rotação, formam nuvem, tempestade, a pressão muda muito no espaço, os ventos se aceleram”, cita Rocha. A diferença do caso mais recente foi que ele se intensificou dentro do continente - e não no mar, como costuma ser. No monitoramento feito por Seluchi, o sistema chegou a 2 mil km de extensão e gerou efeitos desde a Argentina até o Rio de Janeiro. 


         Em Florianópolis, estado exposto a este evento climático por sua posição geográfica, Regina Rodrigues vivenciou três ciclones em 2025 no quintal de sua casa. Professora na Universidade Federal de Santa Catarina, ela é uma das brasileiras de um grupo internacional que investiga a conexão de eventos climáticos extremos com as mudanças climáticas. 


         “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura. Quanto maior for esta diferença, mais violento ele fica. Está ficando pior porque a parte subtropical e tropical do Brasil está ficando mais quente”, afirma Rodrigues. No estado onde vive, considerado uma zona de “encontros” dessas massas, os ventos já chegaram a 109 km/h. Sem energia elétrica e internet em casa, Rodrigues viu pela janela telhados e toldos voando.


         O despreparo para enfrentar ciclones mais fortes e outros eventos climáticos extremos é visível até na metrópole mais rica do país. Para moradores, comércios e indústrias na Grande São Paulo, ventanias e tempestades têm sido sinônimo de dias sem eletricidade. “Isso mostra toda a vulnerabilidade do sistema elétrico, com postes e fios aéreos — e que estão perto das árvores”, comenta Marengo. 


        A Empresa de Pesquisa Energética reconhece as lacunas do setor e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Um estudo publicado no ano passado lista os potenciais impactos de tempestades, ventos fortes e enchentes na infraestrutura e no fornecimento de energia. Mas, até agora, as concessionárias não são cobradas por órgãos reguladores para aumentar a resiliência.


        Na capital paulista, o aterramento dos fios anda a passos lentos: a prefeitura afirma ter implantado 88 km de fiação subterrânea. Isso equivale a 0,02% dos 44 mil km sob concessão da Enel no estado, empresa distribuidora que atende 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana. 


         Os impactos afetam outros setores da economia. O de seguros, em geral, é um dos primeiros justamente por lidar diretamente com a materialização dos riscos. “Observa-se um aumento gigantesco no número de sinistros, o que torna o impacto das mudanças climáticas mais evidente”, comenta Luciane Moessa, advogada e diretora da ONG Soluções Inclusivas Sustentáveis. 


          As seguradoras, afirma Moessa, têm buscado projetar novos cenários e rever suas metodologias de cálculo para enfrentarem os novos tempos. Mesmo que esse setor se adapte, não há garantias de um desfecho positivo: ao recalcular os riscos com base no aumento da frequência e da intensidade dos sinistros, os prêmios podem se tornar muito mais elevados do que são hoje. 


        “E as pessoas podem deixar de contratar seguros simplesmente porque não terão condições de arcar com os custos”, complementa Moessa, citando o exemplo do seguro agropecuário. Em nível nacional, o país acaba de aprovar o Plano Clima Adaptação. A política pública envolve 26 ministérios e busca aumentar a resiliência de estados e municípios diante de eventos extremos e, sobretudo, evitar mortes. 


          O desafio será implementar as diretrizes nos estados e cidades — onde os impactos das mudanças climáticas se manifestam. Em outra frente, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar municípios a desenvolverem seus próprios planos com foco na proteção de vidas, infraestrutura, transporte, saúde e outros serviços essenciais. 


       “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável. Por isso, o planejamento precisa ser participativo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e o setor privado”, afirma Lincoln Muniz Alves, coordenador geral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, referindo se ao AdaptaCidade. 

        
       Não há uma receita de bolo a ser seguida: a ideia é que cada município, a partir de sua realidade específica, defina suas prioridades. Em muitos casos, os problemas estão associados tanto ao excesso quanto à falta de água, cita como exemplo Alves. Nesta fase inicial, 581 cidades distribuídas por todos os estados participam desse esforço.


        Para colocar o plano em prática, o acesso ao financiamento pode ser uma barreira, já que muitos municípios estão endividados ou têm pouca capacidade técnica para elaborar projetos robustos. “Embora existam recursos disponíveis, a burocracia também é um obstáculo significativo. É necessário que as próprias agências financiadoras reconheçam essas limitações e adaptem seus mecanismos”, comenta Alves sobre outra necessidade de adequação. (...)


 Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/eventos-climaticos-externos-desafiam-infraestrutura-brasileira/a-75216590>. Adaptado. Acesso em: 06 de fevereiro de 2026.

No trecho “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura”, o termo destacado pode ser adequadamente substituído, sem prejuízo semântico, por: 
Alternativas
Q3928189 Português
CLIMA EXTREMO DESAFIA INFRAESTRUTURA DO BRASIL


    Quando os radares da Defesa Civil captaram a possibilidade de temporal sobre Santa Catarina em dezembro de 2025, o governo do estado tomou uma decisão drástica: suspender as aulas. Foi a primeira vez que mais de 520 mil alunos de escolas estaduais foram orientados a ficar em casa naquele 9 de dezembro como medida de prevenção a desastres. Estudantes da rede municipal em diversas cidades e universidades também cancelaram as atividades. 


    A chuva e os ventos fortes eram trazidos por um ciclone extratropical que já ganhava o selo de atípico. Ele se formou no Paraguai, atravessou o Rio Grande do Sul e se intensificou na costa entre esse estado e Santa Catarina, detalha Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). 


    Um dia depois, as mesmas rajadas sopraram na cidade de São Paulo. Os ventos chegaram a 100 km/h, afetaram transformadores de energia, cancelaram voos, derrubaram placas de trânsito e paralisaram a vida em pelo menos dois milhões de imóveis. A estimativa mais recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo calcula perdas de pelo menos R$ 2,1 bilhões no comércio e no setor de serviços. 


    Um mês antes, outro ciclone extratropical formado sobre o Sul do país foi o estopim para uma calamidade no Paraná. Nuvens pesadas ajudaram a formar três tornados que atingiram 11 cidades e arremessaram carros, derrubaram prédios, tombaram caminhões. O fenômeno destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou seus 14 mil moradores em choque.


    “Nós não estamos preparados para isso. Nós não estamos adaptados para enfrentar esses eventos climáticos extremos”, avalia José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os ciclones extratropicais são um fenômeno conhecido na meteorologia. Na América do Sul, eles se formam próximo ao Sul do Brasil até o sul da Argentina e precisam de um ingrediente-chave: o calor que vem do Equador encontrando o frio que sai do polo.  


     O Instituto Nacional de Meteorologia não tem um banco de dados que contabilize os ciclones extratropicais ocorridos no Brasil, informou o órgão. Mas a pesquisa feita por Rosmeri Porfírio da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, revela que de três a quatro ciclones se formam nesta região, em média, por mês e “saem” para o Atlântico. 


        Os ciclones, explica a cientista, têm um papel fundamental de auxiliar no transporte de calor do Equador para o polo e do frio no caminho contrário. “E quando fazem isso, geram ação, rotação, formam nuvem, tempestade, a pressão muda muito no espaço, os ventos se aceleram”, cita Rocha. A diferença do caso mais recente foi que ele se intensificou dentro do continente - e não no mar, como costuma ser. No monitoramento feito por Seluchi, o sistema chegou a 2 mil km de extensão e gerou efeitos desde a Argentina até o Rio de Janeiro. 


         Em Florianópolis, estado exposto a este evento climático por sua posição geográfica, Regina Rodrigues vivenciou três ciclones em 2025 no quintal de sua casa. Professora na Universidade Federal de Santa Catarina, ela é uma das brasileiras de um grupo internacional que investiga a conexão de eventos climáticos extremos com as mudanças climáticas. 


         “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura. Quanto maior for esta diferença, mais violento ele fica. Está ficando pior porque a parte subtropical e tropical do Brasil está ficando mais quente”, afirma Rodrigues. No estado onde vive, considerado uma zona de “encontros” dessas massas, os ventos já chegaram a 109 km/h. Sem energia elétrica e internet em casa, Rodrigues viu pela janela telhados e toldos voando.


         O despreparo para enfrentar ciclones mais fortes e outros eventos climáticos extremos é visível até na metrópole mais rica do país. Para moradores, comércios e indústrias na Grande São Paulo, ventanias e tempestades têm sido sinônimo de dias sem eletricidade. “Isso mostra toda a vulnerabilidade do sistema elétrico, com postes e fios aéreos — e que estão perto das árvores”, comenta Marengo. 


        A Empresa de Pesquisa Energética reconhece as lacunas do setor e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Um estudo publicado no ano passado lista os potenciais impactos de tempestades, ventos fortes e enchentes na infraestrutura e no fornecimento de energia. Mas, até agora, as concessionárias não são cobradas por órgãos reguladores para aumentar a resiliência.


        Na capital paulista, o aterramento dos fios anda a passos lentos: a prefeitura afirma ter implantado 88 km de fiação subterrânea. Isso equivale a 0,02% dos 44 mil km sob concessão da Enel no estado, empresa distribuidora que atende 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana. 


         Os impactos afetam outros setores da economia. O de seguros, em geral, é um dos primeiros justamente por lidar diretamente com a materialização dos riscos. “Observa-se um aumento gigantesco no número de sinistros, o que torna o impacto das mudanças climáticas mais evidente”, comenta Luciane Moessa, advogada e diretora da ONG Soluções Inclusivas Sustentáveis. 


          As seguradoras, afirma Moessa, têm buscado projetar novos cenários e rever suas metodologias de cálculo para enfrentarem os novos tempos. Mesmo que esse setor se adapte, não há garantias de um desfecho positivo: ao recalcular os riscos com base no aumento da frequência e da intensidade dos sinistros, os prêmios podem se tornar muito mais elevados do que são hoje. 


        “E as pessoas podem deixar de contratar seguros simplesmente porque não terão condições de arcar com os custos”, complementa Moessa, citando o exemplo do seguro agropecuário. Em nível nacional, o país acaba de aprovar o Plano Clima Adaptação. A política pública envolve 26 ministérios e busca aumentar a resiliência de estados e municípios diante de eventos extremos e, sobretudo, evitar mortes. 


          O desafio será implementar as diretrizes nos estados e cidades — onde os impactos das mudanças climáticas se manifestam. Em outra frente, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar municípios a desenvolverem seus próprios planos com foco na proteção de vidas, infraestrutura, transporte, saúde e outros serviços essenciais. 


       “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável. Por isso, o planejamento precisa ser participativo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e o setor privado”, afirma Lincoln Muniz Alves, coordenador geral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, referindo se ao AdaptaCidade. 

        
       Não há uma receita de bolo a ser seguida: a ideia é que cada município, a partir de sua realidade específica, defina suas prioridades. Em muitos casos, os problemas estão associados tanto ao excesso quanto à falta de água, cita como exemplo Alves. Nesta fase inicial, 581 cidades distribuídas por todos os estados participam desse esforço.


        Para colocar o plano em prática, o acesso ao financiamento pode ser uma barreira, já que muitos municípios estão endividados ou têm pouca capacidade técnica para elaborar projetos robustos. “Embora existam recursos disponíveis, a burocracia também é um obstáculo significativo. É necessário que as próprias agências financiadoras reconheçam essas limitações e adaptem seus mecanismos”, comenta Alves sobre outra necessidade de adequação. (...)


 Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/eventos-climaticos-externos-desafiam-infraestrutura-brasileira/a-75216590>. Adaptado. Acesso em: 06 de fevereiro de 2026.

Os dados econômicos mencionados no texto cumprem a função argumentativa de:


Alternativas
Respostas
6421: B
6422: A
6423: D
6424: D
6425: B
6426: B
6427: C
6428: A
6429: C
6430: D
6431: A
6432: B
6433: B
6434: D
6435: C
6436: A
6437: B
6438: B
6439: A
6440: D