Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.346 questões

Q2407907 Português

Texto l


A prata é pior do que o bronze?


Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.

Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.

A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.

O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.

Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.

Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.

Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.

É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.

Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.

Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.


Marina lIzidro

(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)

Considerando a progressão do texto, a informação apresentada no quarto parágrafo assume, em relação ao terceiro, a função de:

Alternativas
Q2407906 Português

Texto l


A prata é pior do que o bronze?


Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.

Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.

A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.

O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.

Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.

Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.

Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.

É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.

Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.

Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.


Marina lIzidro

(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)

O tema central do texto se refere ao seguinte aspecto:

Alternativas
Q2407869 Português

Texto para as questões de 1 a 4.


1-----------Vivo só, com um criado. A casa em que moro é

----própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo

----tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há

4---bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a

----casa em que me criei na antiga rua de Matacavalos,

----dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que

7---desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as

----indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três

----janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e

10--salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é

----mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e

----grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a

13--espaço. Nos quatro cantos do teto, as figuras das estações,

----e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto,

----Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a

16--razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de

----Matacavalos, já ela estava assim decorada; vinha do

----decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter

19--sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas.

----O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha,

----flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro.

20--Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como

----outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é

----pacata, com a exterior, que é ruidosa.


---------------------------------------Machado de Assis. Dom Casmurro.

---------------------------------------Internet: <machado.mec.gov.br>.

Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita do último período do texto. Assinale a alternativa cuja proposta mantém a correção gramatical e o sentido original do período.

Alternativas
Q2407868 Português

Texto para as questões de 1 a 4.


1-----------Vivo só, com um criado. A casa em que moro é

----própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo

----tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há

4---bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a

----casa em que me criei na antiga rua de Matacavalos,

----dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que

7---desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as

----indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três

----janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e

10--salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é

----mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e

----grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a

13--espaço. Nos quatro cantos do teto, as figuras das estações,

----e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto,

----Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a

16--razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de

----Matacavalos, já ela estava assim decorada; vinha do

----decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter

19--sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas.

----O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha,

----flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro.

20--Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como

----outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é

----pacata, com a exterior, que é ruidosa.


---------------------------------------Machado de Assis. Dom Casmurro.

---------------------------------------Internet: <machado.mec.gov.br>.

Depreende-se do texto que César, Augusto, Nero e Massinissa são nomes de

Alternativas
Q2407867 Português

Texto para as questões de 1 a 4.


1-----------Vivo só, com um criado. A casa em que moro é

----própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo

----tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há

4---bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a

----casa em que me criei na antiga rua de Matacavalos,

----dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que

7---desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as

----indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três

----janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e

10--salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é

----mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e

----grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a

13--espaço. Nos quatro cantos do teto, as figuras das estações,

----e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto,

----Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a

16--razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de

----Matacavalos, já ela estava assim decorada; vinha do

----decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter

19--sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas.

----O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha,

----flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro.

20--Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como

----outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é

----pacata, com a exterior, que é ruidosa.


---------------------------------------Machado de Assis. Dom Casmurro.

---------------------------------------Internet: <machado.mec.gov.br>.

A palavra “que” (linha 8) retoma o termo

Alternativas
Q2407792 Português

Texto para questões 01 a 03


Sempre achei que o meu dono subestimava as minhas capacidades. Bem gostaria nesse momento de poder falar para lhe dizer que até francês aprendi no tempo dos jogos de cartas. E que bem podiam baixar a voz ao mínimo entendível que eu ouvia sem esforço, bastando ajustar o tamanho das orelhas. Mas se tão pouco valor me atribuía, então também não merecia o meu esforço de lhe fazer compreender o contrário, morresse com a sua ideia. Uma desforra para tanto desprezo seria contar toda a sua estória, um dia. Soube então que o faria, apesar de mudo e analfabeto. Usando poderes desconhecidos, dos que se ocultam no pó branco da pemba ou nos riscos traçados nos ares das encruzilhadas pelos espíritos inquietos. Fosse de que maneira fosse, tive a certeza de que o meu relato chegaria a alguém, colocado em impreciso ponto do tempo e do espaço, o qual seria capaz de gravar tudo tal qual testemunhei. (PEPETELA, A Gloriosa Família.1999, p. 394)

Qual a função da linguagem predominante no texto?

Alternativas
Q2407791 Português

Texto para questões 01 a 03


Sempre achei que o meu dono subestimava as minhas capacidades. Bem gostaria nesse momento de poder falar para lhe dizer que até francês aprendi no tempo dos jogos de cartas. E que bem podiam baixar a voz ao mínimo entendível que eu ouvia sem esforço, bastando ajustar o tamanho das orelhas. Mas se tão pouco valor me atribuía, então também não merecia o meu esforço de lhe fazer compreender o contrário, morresse com a sua ideia. Uma desforra para tanto desprezo seria contar toda a sua estória, um dia. Soube então que o faria, apesar de mudo e analfabeto. Usando poderes desconhecidos, dos que se ocultam no pó branco da pemba ou nos riscos traçados nos ares das encruzilhadas pelos espíritos inquietos. Fosse de que maneira fosse, tive a certeza de que o meu relato chegaria a alguém, colocado em impreciso ponto do tempo e do espaço, o qual seria capaz de gravar tudo tal qual testemunhei. (PEPETELA, A Gloriosa Família.1999, p. 394)

Qual expressão retirada do texto revela a consciência da relação de servidão que havia entre o escravo e seu amo?

Alternativas
Q2407746 Português

Em “Não há como evitar que ela lamente o ocorrido.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q2407742 Português

Por que a Lua ainda aparece de manhã, quando o Sol já surgiu?


Você já deve ter percebido que, às vezes, conseguimos ver a Lua de dia no céu. Isso pode acontecer de manhã ou no fim da tarde. Mas como será que isso ocorre?

Primeiro, é preciso lembrar que a Lua está o tempo todo no céu, de dia e de noite. No entanto, como ela não tem luz própria, só podemos vê-la quando ela é refletida pela luz do Sol. Nosso astro sempre ilumina a Terra e a Lua, mas ver isso depende do ângulo em que o planeta está.

Durante a Lua nova, quando o Sol ilumina a face oculta da Lua, não podemos ver o satélite de dia nem de noite. Já a Lua cheia começa a nascer às 18h e se põe às 6h - só é possível vê-la no fim da tarde, mas, a cada dia, ela nasce 48 minutos mais tarde. Assim, uma semana depois, ela vai nascer por volta da meia-noite e poderá ser vista até o meio-dia.

A Lua minguante nasce imediatamente após o período da cheia, à meia-noite, permanecendo no céu até o meio-dia. A Lua crescente só nasce ao meio dia, quando fica iluminada também durante 12 horas. A minguante e a crescente também nascem 48 minutos mais tarde a cada dia.

Portanto, de acordo com a posição da Lua em relação ao grau de inclinação dos raios solares, as fases da Lua e seu horário de aparecimento no céu vão se alterando. Para saber o horário exato em que o satélite vai aparecer, você pode consultar um calendário lunar.

(Fonte: Abril - adaptado)

De acordo com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2404977 Português

TEXTO I


Imagem associada para resolução da questão


SILVEIRA, R. In absentia, 1983. Instalação, 17ª Bienal de São Paulo. Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).


TEXTO II


O termo ready-made foi criado por Marcel Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias). Seu primeiro ready-made, de 1912, é uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho (Roda de bicicleta). Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte.


Disponível em: www.bienal.org.br. Acesso em: 1 set. 2016 (adaptado).


A instalação In absentia propõe um diálogo com o ready-made Roda de bicicleta, demonstrando que

Alternativas
Q2404976 Português

Vanda vinha do interior de Minas Gerais e de dentro de um livro de Charles Dickens. Sem dinheiro para criá-la, sua mãe a dera, com seus sete anos, a uma conhecida. Ao recebê-la, a mulher perguntou o que a garotinha gostava de comer. Anotou tudo num papel. Mal a mãe virou as costas, no entanto, a fulana amassou a lista e, como uma vilã de folhetim, decretou: “A partir de hoje, você não vai mais nem sentir o cheiro dessas comidas!”.

Vanda trabalhou lá até os quinze anos, quando recebeu a carta de uma prima com uma nota de cem cruzeiros, saiu de casa com a roupa do corpo e fugiu num ônibus para São Paulo.

Todas as vezes que eu e minha irmã a importunávamos com nossas demandas de criança mimada, ela nos contava histórias da infância de gata-borralheira, fazia-nos apertar seu nariz quebrado por uma das filhas da “patroa” com um rolo de amassar pão e nos expulsava da cozinha: “Sai pra lá, peste, e me deixa acabar essa janta”.


PRATA, A. Nu de botas. São Paulo: Cia. das Letras, 2013 (adaptado).


Pela ótica do narrador, a trajetória da empregada de sua casa assume um efeito expressivo decorrente da

Alternativas
Q2404975 Português

10 de maio


Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. [...] O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidade de delinquir do que tornar-se util a patria e ao país. Pensei: se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.

... O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome tambem é professora.

Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.


JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.


A partir da intimação recebida pelo filho de 9 anos, a autora faz uma reflexão em que transparece a

Alternativas
Q2404974 Português

O bebê de tarlatana rosa


— [...] Na terça desliguei-me do grupo e caí no mar alto da depravação, só, com uma roupa leve por cima da pele e todos os maus instintos fustigados. De resto a cidade inteira estava assim. É o momento em que por trás das máscaras as meninas confessam paixões aos rapazes, é o instante em que as ligações mais secretas transparecem, em que a virgindade é dúbia, e todos nós a achamos inútil, a honra uma caceteação, o bom senso uma fadiga. Nesse momento tudo é possível, os maiores absurdos, os maiores crimes; nesse momento há um riso que galvaniza os sentidos e o beijo se desata naturalmente.

Eu estava trepidante, com uma ânsia de acanalhar-me, quase mórbida. Nada de raparigas do galarim perfumadas e por demais conhecidas, nada do contato familiar, mas o deboche anônimo, o deboche ritual de chegar, pegar, acabar, continuar. Era ignóbil. Felizmente muita gente sofre do mesmo mal no carnaval.


RIO, J. Dentro da noite. São Paulo: Antiqua, 2002.


No texto, o personagem vincula ao carnaval atitudes e reações coletivas diante das quais expressa

Alternativas
Q2404972 Português

TEXTO I


Imagem associada para resolução da questão


JUDD, D. Sem título. 1969.


Disponível em: https://dasartes.com.br. Acesso em: 16 jun. 2022.


TEXTO II


Embora não fosse um grupo ou um movimento organizado, o Minimalismo foi um dos muitos rótulos (incluindo estruturas primárias, objetos unitários, arte ABC e Cool Art) aplicados pelos críticos para descrever estruturas aparentemente simples que alguns artistas estavam criando. Quando a arte minimalista começou a surgir, muitos críticos e um público opinativo julgaram-na fria, anônima e imperdoável. Os materiais industriais pré-fabricados frequentemente usados não pareciam “arte”.


DEMPSEY, A. Estilos, escolas e movimentos. São Paulo: Cosac & Naify, 2003 (adaptado).


De acordo com os textos I e II, compreende-se que a obra minimalista é uma

Alternativas
Q2404970 Português

“Vida perfeita” em redes sociais pode afetar a saúde mental


Nas várias redes sociais que povoam a internet, os chamados digital influencers estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, ditando tendência e mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral, algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, aponta Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.

A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais. Para manter a saúde mental e evitar ser atingido pela positividade tóxica, o uso racional das redes sociais é o mais indicado, aconselha a médica psiquiatra Renata Nayara Figueiredo, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr).


Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 21 nov. 2021 (adaptado).


Associada ao ideário de uma “vida perfeita”, a positividade tóxica mencionada no texto é um fenômeno social recente, que se constitui com base em

Alternativas
Q2404969 Português

Projeto na Câmara de BH quer a vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose


A doença é grave e vem causando preocupação na região metropolitana da capital mineira


Ela é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha, e afeta tanto os seres humanos quanto os cachorros: a leishmaniose. Por ser um problema de saúde pública, a doença pode ganhar uma ação preventiva importante, caso um projeto de lei seja aprovado na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Diante do alto número de casos da doença na Grande BH, a Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH aprovou a proposta de realização de campanhas públicas de vacinação gratuita de cães contra a leishmaniose, tema do PL 404/17, apreciado pelo colegiado em reunião ordinária, no dia 6 de dezembro.


Disponível em: https://revistaencontro.com.br. Acesso em: 11 dez. 2017.


Essa notícia, além de cumprir sua função informativa, assume o papel de

Alternativas
Q2404967 Português

Criado há cerca de 20 anos na Califórnia, o mountainboard é um esporte de aventura que utiliza uma espécie de skate off-road para realizar manobras similares às das modalidades de snowboard, surf e do próprio skate. A atividade chegou ao Brasil em 1997 e hoje possui centenas de praticantes, um circuito nacional respeitável e mais de uma dezena de pistas espalhadas pelo país. Segundo consta na história oficial, o mountainboard foi criado por praticantes de snowboard que sentiam falta de praticar o esporte nos períodos sem neve. Para isso, eles desenvolveram um equipamento bem simples: uma prancha semelhante ao modelo utilizado na neve (menor e um pouco menos flexível), com dois eixos bem resistentes, alças para encaixar os pés e quatro pneus com câmaras de ar para regular a velocidade que pode ser alcançada em diferentes condições. Com essa configuração, o esporte se mostrou possível em diversos tipos de terreno: grama, terra, pedras, asfalto e areia. Além desses pisos, também é possível procurar pelas próprias trilhas para treinar as manobras.


Disponível em: www.webventure.com.br. Acesso em: 19 jun. 2019.


A história da prática do mountainboard representa uma das principais marcas das atividades de aventura, caracterizada pela

Alternativas
Q2404965 Português

MANUAL DE ORIENTAÇÃO


O primeiro guia prático da Sociedade Brasileira de Pediatria para ajudar pais e pediatras no desafio de educar nativos digitais


Imagem associada para resolução da questão


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://tab.uol.com.br. Acesso em: 25 ago. 2017 (adaptado).


O texto sobre os chamados nativos digitais traz informações com a função de

Alternativas
Q2404963 Português

A senhora manifestava-se por atos, por gestos, e sobretudo por um certo silêncio, que amargava, que esfolava. Porém desmoralizar escancaradamente o marido, não era com ela. [...]

As negras receberam ordem para meter no serviço a gente do tal compadre Silveira: as cunhadas, ao fuso; os cunhados, ao campo, tratar do gado com os vaqueiros; a mulher e as irmãs, que se ocupassem da ninhada. Margarida não tivera filhos, e como os desejasse com a força de suas vontades, tratava sempre bem aos pequenitos e às mães que os estavam criando. Não era isso uma sentimentalidade cristã, uma ternura, era o egoísta e cru instinto da maternidade, obrando por mera simpatia carnal. Quanto ao pai do lote (referia-se ao Antônio), esse que fosse ajudar ao vaqueiro das bestas.

Ordens dadas, o Quinquim referendava. Cada um moralizava o outro, para moralizar-se.


PAIVA, M. O. Dona Guidinha do Poço. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d.


No trecho do romance naturalista, a forma como o narrador julga comportamentos e emoções das personagens femininas revela influência do pensamento

Alternativas
Q2404960 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://viva-porto.pt. Acesso em: 24 nov. 2021 (adaptado).


A articulação entre os elementos verbais e os não verbais do texto tem como propósito desencadear a

Alternativas
Respostas
63261: C
63262: A
63263: C
63264: B
63265: A
63266: C
63267: A
63268: B
63269: C
63270: C
63271: E
63272: D
63273: B
63274: E
63275: A
63276: C
63277: D
63278: A
63279: C
63280: B