Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3936790 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


Poética


Manuel Bandeira


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto

expediente

protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no

dicionário

o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja

fora de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do

amante

exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes

maneiras de agradar às mulheres, etc

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10-melhorespoemas-de-manuel-bandeira/



No poema Poética, Manuel Bandeira expressa sua busca por um lirismo livre, intenso e autêntico:
"Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto..."
Nesse contexto, a crítica e a reflexão sobre diferentes formas de lirismo simbolizam uma dimensão do ser humano relacionada à escrita e à linguagem.
Assinale a opção que melhor interpreta essa potencialidade humana no poema: 
Alternativas
Q3936788 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


Poética


Manuel Bandeira


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto

expediente

protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no

dicionário

o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja

fora de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do

amante

exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes

maneiras de agradar às mulheres, etc

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10-melhorespoemas-de-manuel-bandeira/



No poema Poética, de Manuel Bandeira, a repetição de expressões como “Do lirismo...” ao longo de diferentes versos funciona como recurso que organiza e conecta as ideias do poema. 
Considerando os mecanismos de coesão e os fatores de coerência textual, é correto afirmar que essa repetição:
Alternativas
Q3936787 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


TEXTO II


Poética


Manuel Bandeira


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto

expediente

protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no

dicionário

o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja

fora de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do

amante

exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes

maneiras de agradar às mulheres, etc

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10-melhorespoemas-de-manuel-bandeira/



No poema Poética, de Manuel Bandeira, a escolha vocabular e a disposição dos versos revelam uma preocupação que vai além da mera comunicação de ideias. Nesse contexto, a linguagem adquire uma função predominante que, segundo Roman Jakobson, está relacionada a:
Alternativas
Q3936782 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO I

Restos de Carnaval Clarice Lispector 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano.

E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. 

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. 

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5892/restosde-carnaval
No trecho:
"E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete"
A função comunicativa desse trecho, considerando a perspectiva de Bakhtin (1992) sobre a linguagem literária como interação entre enunciador e receptor, é:
Alternativas
Q3936770 Português
É a manifestação linguística da coerência. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Assim, a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção.
No contexto dos diferentes mecanismos de coesão, entre outros, analise o texto a seguir:
São os que não podem ser interpretados por si próprios, mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos. Há dois tipos: a situacional (exofórica ) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica).
O texto faz referência ao mecanismo de coesão: 
Alternativas
Q3936769 Português
Analise o quadro sinóptico entre a distinção de tipos textuais e gêneros textuais, e assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3936734 Português
É a manifestação linguística da coerência. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Assim, a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção.
No contexto dos diferentes mecanismos de coesão, entre outros, analise o texto a seguir:
São os que não podem ser interpretados por si próprios, mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos. Há dois tipos:a situacional (exofórica ) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica).
O texto faz referência ao mecanismo de coesão: 
Alternativas
Q3936733 Português
Analise o quadro sinóptico entre a distinção de tipos textuais e gêneros textuais, e assinale a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3936706 Português
Textos literários e não literários, quando usados em conjunto, permitem ao aluno:
Alternativas
Q3936646 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
 O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço."
As figuras de linguagem consistem em recursos expressivos que se afastam do significado literal das palavras para produzir efeitos de estilo, emoção ou destaque, tornando a comunicação oral e escrita mais rica e expressiva.
No trecho, observa-se uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3936641 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
"Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno."
Considerando o texto-base, analise as afirmativas a seguir e identifique a correta.
Alternativas
Q3936640 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
"Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano."
Considerando os significados das palavras no contexto apresentado, analise as afirmativas:

I.O vocábulo 'ancora' pode ser substituído pelo termo 'fixa' sem prejuízo do sentido do texto.
II.A expressão 'segundo plano' apresenta valor conotativo, sugerindo que os pensamentos referidos passam a ter menor relevância no contexto apresentado.
III.Os vocábulos 'excesso' e 'exceção' estabelecem relação de homonímia, uma vez que apresentam semelhança tanto na grafia quanto na pronúncia.
IV.A forma verbal 'abarrotam' é um antônimo de 'povoam', pois se opõe diretamente à ideia de preencher ou ocupar a mente com pensamentos.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3936412 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno


   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.

   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.

    [...]

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
No trecho “Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante” (2º parágrafo), o termo “medonho”:
Alternativas
Q3936411 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno


   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.

   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.

    [...]

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Considere o trecho: “Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata” (3º parágrafo).
Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O termo “tições” significa pedaços de lenhas acesas ou meio queimadas e é utilizado para situações que exigem precisão técnica, como textos científicos e jurídicos. Seu emprego é inadequado, pois mistura termos de origem popular com termos de alta formalidade, comprometendo a coerência comunicativa.

PORQUE

II- No contexto em análise, o fragmento apresenta traços de registro informal e regional, evidenciando escolhas lexicais típicas de contextos rurais e da oralidade, adequadas à narrativa.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3936410 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno


   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.

   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.

    [...]

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Marque a alternativa CORRETA acerca da tipologia textual predominante empregada na construção textual do primeiro parágrafo do Texto II.
Alternativas
Q3936404 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
No fragmento “Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar” (2º parágrafo), extraído do Texto I, o trecho “já entre os autores” funciona como: 
Alternativas
Q3936402 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
No trecho “Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado” (4º parágrafo), extraído do Texto I, o termo “também” contribui na construção textual para:
Alternativas
Q3936401 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Assinale a única alternativa que contém recurso que funciona como argumento de autoridade na construção argumentativa do Texto I, ao introduzir a fala de um especialista.
Alternativas
Q3936400 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Com base na leitura do Texto I, analise as assertivas que seguem.

I- O texto realça o uso ético da inteligência artificial generativa, já que a maioria dos autores declaram explicitamente que usam o recurso.
II- O texto evidencia que a maioria dos trabalhos submetidos às revistas analisadas utilizaram inteligência artificial generativa sem declarar adequadamente o uso dessa ferramenta.
III- O texto destaca o sucesso das políticas de normatização para o uso ético da inteligência artificial generativa.
IV- O programa de rastreio constatou que houve omissão do uso da inteligência artificial por parte da maioria dos autores cujos manuscritos foram analisados.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936399 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
De acordo com as informações apresentadas no Texto I, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
6221: B
6222: A
6223: C
6224: C
6225: D
6226: C
6227: D
6228: B
6229: A
6230: E
6231: A
6232: B
6233: C
6234: D
6235: B
6236: E
6237: B
6238: B
6239: A
6240: E