Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3952452 Português

Como alcançar relações mais leves com ajustes sutis


Ao reconhecer como certos comportamentos são percebidos, muitas pessoas descobrem que a imagem de autoridade excessiva ou frieza não corresponde ao que desejam transmitir. A combinação de contato visual mais fluido, comunicação direta com empatia e abertura para mostrar um pouco de vulnerabilidade costuma reduzir significativamente a intimidação social no dia a dia.


Esses ajustes não exigem mudanças bruscas de personalidade, apenas atenção contínua ao efeito das próprias atitudes. Quando o ambiente se torna mais acolhedor, colegas, amigos e familiares tendem a se expressar com mais clareza, e características como confiança, independência e altos padrões deixam de ser barreiras e passam a atuar como alicerces para relações mais estáveis e colaborativas.


CARVALHO, Larissa. Comportamentos que fazem você intimidar os outros sem perceber, segundo a psicologia. Correio Braziliense, [s.d.]. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-intimidar-os-outros-sem-perceber-segundo-a-psicologia/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando exclusivamente as informações expressamente apresentadas no texto, assinale a alternativa que apresenta conteúdo explicitamente afirmado pelo autor.
Alternativas
Q3952450 Português

Como alcançar relações mais leves com ajustes sutis


Ao reconhecer como certos comportamentos são percebidos, muitas pessoas descobrem que a imagem de autoridade excessiva ou frieza não corresponde ao que desejam transmitir. A combinação de contato visual mais fluido, comunicação direta com empatia e abertura para mostrar um pouco de vulnerabilidade costuma reduzir significativamente a intimidação social no dia a dia.


Esses ajustes não exigem mudanças bruscas de personalidade, apenas atenção contínua ao efeito das próprias atitudes. Quando o ambiente se torna mais acolhedor, colegas, amigos e familiares tendem a se expressar com mais clareza, e características como confiança, independência e altos padrões deixam de ser barreiras e passam a atuar como alicerces para relações mais estáveis e colaborativas.


CARVALHO, Larissa. Comportamentos que fazem você intimidar os outros sem perceber, segundo a psicologia. Correio Braziliense, [s.d.]. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-intimidar-os-outros-sem-perceber-segundo-a-psicologia/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando os princípios de clareza e coesão textual, assinale a alternativa que reescreve adequadamente o último período do texto, preservando o sentido original e a articulação lógica das ideias.
Alternativas
Q3952405 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3952403 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, observe a forma como as ideias são articuladas, a progressão lógica estabelecida entre as partes e o modo como os conectores organizam o encadeamento argumentativo, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952373 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, observe a forma como as ideias são articuladas, a progressão lógica estabelecida entre as partes e o modo como os conectores organizam o encadeamento argumentativo, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952370 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952345 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, observe a forma como as ideias são articuladas, a progressão lógica estabelecida entre as partes e o modo como os conectores organizam o encadeamento argumentativo, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952338 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3952311 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, observe a forma como as ideias são articuladas, a progressão lógica estabelecida entre as partes e o modo como os conectores organizam o encadeamento argumentativo, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952280 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Não sou igual a você



Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.


Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.


O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.


Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?




CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 

Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952127 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
A última frase do texto, em relação às que a antecedem no parágrafo, expressa sentido de: 
Alternativas
Q3952125 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
No 4º parágrafo, ao classificar “melhor idade” como eufemismo, o autor expressa um ponto de vista em relação ao uso de tal expressão.
A partir do texto, tal ponto de vista pode ser caracterizado como uma forma de:  
Alternativas
Q3952121 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos. (2º parágrafo)
De acordo com a frase citada, entre “palavras” e “fatos” há uma relação de: 
Alternativas
Q3952120 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. (2º parágrafo)
A declaração feita na frase acima esclarece a seguinte expressão usada anteriormente no 2º parágrafo:
Alternativas
Q3952118 Português
TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo

        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  

        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.

        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.

        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 

        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 

        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.

SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
No texto, o autor aborda um processo social que envolve a relação entre idade e comportamento. No que diz respeito ao tempo cronológico, tal processo pode ser explicado como uma forma de: 
Alternativas
Q3951989 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


Caso o trecho “é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool” fosse reescrito para um e‑mail institucional, a manutenção da forma impessoal “é necessário” atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade próprias da comunicação oficial.

Alternativas
Q3951988 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


A expressão “acender o sinal de alerta” constitui uma metáfora que estabelece analogia entre o ato de ligar um dispositivo luminoso de advertência e a necessidade de aumentar a atenção e a vigilância em relação às mudanças vocais, recurso estilístico que torna o texto mais acessível ao leitor leigo.

Alternativas
Q3951987 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


O texto enquadra‑se predominantemente no gênero dissertativo‑argumentativo, pois apresenta tese explícita e busca convencer o leitor por meio de argumentos avaliativos acerca do envelhecimento da voz, além de apresentar verbos na terceira pessoa.

Alternativas
Q3951986 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No fragmento “É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto”, o emprego das aspas nos termos “instrumento” e “afinado” marca o uso de linguagem conotativa, estabelecendo uma analogia entre a voz humana e um instrumento musical que necessita de ajustes até atingir o tom adequado.

Alternativas
Q3951985 Português
Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem é desafio para famílias

        O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é uma condição que interfere no neurodesenvolvimento e afeta diretamente a capacidade de comunicação, gerando dificuldades na fala, compreensão, interação social e aprendizagem escolar. Os impactos podem ser semelhantes aos observados no autismo, mas a prevalência é maior. Segundo a médica otorrinolaringologista e foniatra Fernanda Correia Bahia, enquanto o Transtorno do Espectro Autista acomete 1% da população, o TDL atinge 7,5%. A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico e atrasos na intervenção adequada.

        De acordo com a especialista, são fundamentais o diagnóstico e o tratamento conduzidos por médicos foniatras e fonoaudiólogos. Com intervenções adequadas, há uma melhora significativa na comunicação.

        A fonoaudióloga Ecila Paula Mesquita, do Movimento Passo a Passo pelo TDL, afirmou que o transtorno já configura um problema de saúde pública. “O Reino Unido tem muitas pesquisas sobre TDL que mostram alto índice de uso de drogas, depressão e tentativas de suicídio entre adolescentes com o transtorno. Por que não temos estudos no Brasil? Porque o TDL nem é reconhecido”, afirmou a profissional.

        A médica Fernanda Correia Bahia explicou que crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem. Ela lembrou que, em 1980, a condição era chamada de Distúrbio Específico de Linguagem e que, a partir de 2016, passou a ser denominada Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, a partir de um estudo britânico.

        Entre os sinais de alerta, estão: pouco ou nenhum balbucio até os oito meses; ausência de combinação de duas palavras aos 24 meses; linguagem não verbal deficiente; histórico familiar de problemas de alfabetização; dificuldade em compreender comandos simples entre três e quatro anos; e frases curtas e interação social precária entre quatro e cinco anos. Após os cinco anos, costumam ocorrer problemas para contar ou recontar histórias, dificuldades de leitura, vocabulário pobre e pouca compreensão de metáforas.

        A fonoaudióloga Laura Nequini, da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou que atrasos na aquisição e no desenvolvimento da linguagem têm sido frequentemente classificados como TEA. “Trazer essa temática à tona é de grande importância. Temos muito a avançar nesse campo”, concluiu.

Internet:<cmbh.mg.gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Mantendo‑se a correção gramatical e o sentido original do período, o segmento “pesquisas sobre TDL que mostram alto índice” poderia ser reescrito como pesquisas sobre TDL às quais mostram alto índice, dado que o pronome relativo concorda, em gênero e número, com seu antecedente e a preposição decorre da relação sintática estabelecida com o verbo subsequente.

Alternativas
Respostas
5561: A
5562: B
5563: A
5564: C
5565: B
5566: B
5567: D
5568: B
5569: D
5570: A
5571: B
5572: A
5573: D
5574: D
5575: C
5576: C
5577: C
5578: E
5579: C
5580: E