Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 130.549 questões

Q4131555 Português
O que é a infecção pelo vírus Nipah?

A infecção pelo vírus Nipah é uma doença zoonótica (transmitida aos seres humanos por animais), embora também possa ser passada através de alimentos contaminados ou diretamente de pessoa para pessoa, explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em infectados, o Nipah causa uma série de problemas, desde infecção assintomática até doença respiratória aguda e encefalite fatal. O vírus também pode causar doenças graves em animais, como porcos.

De acordo com a organização, os morcegos frugívoros da família Pteropodidae, em particular as espécies pertencentes ao gênero Pteropus, são os hospedeiros naturais desse vírus. Aparentemente, ele não causa grandes problemas de saúde nesses animais.

De acordo com a OMS, o período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de 4 a 14 dias, mas já foram registrados casos de até 45 dias.

A infecção em pessoas pode se apresentar desde de forma assintomática ou causar sintomas potencialmente graves.

Os indivíduos infectados inicialmente apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, mialgia (dor muscular), vômito e dor de garganta. Isso pode ser seguido por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.

Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios graves, inclusive dificuldade respiratória aguda. A encefalite e as convulsões geralmente ocorrem em casos graves.

Atualmente, ainda não há medicamentos ou vacinas contra a infecção pelo vírus Nipah, alerta a OMS;

No entanto, existem algumas medidas preventivas, como limpar e desinfetar os ambientes onde vivem os porcos, evitar contato físico desprotegido com pessoas infectadas e lavar as mãos.

"Embora o vírus tenha provocado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma grande variedade de animais e pode levar a sintomas graves e morte em humanos, o que o torna uma preocupação de saúde pública", diz a agência.

A taxa de mortalidade de casos de infecção pelo vírus Nipah é estimada em 40% a 75%, mas pode variar de um surto para outro, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.

A maioria das pessoas se recupera totalmente, embora algumas fiquem com distúrbios neurológicos após a encefalite aguda.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/09/nipah-o-quee-o-virus-potencialmente-fatal-detectado-na-india 
O texto apresenta dados sobre prevenção e tratamento, indicando o estágio atual do conhecimento científico sobre o vírus. Essa abordagem permite compreender os desafios enfrentados no controle da doença. Considerando essas informações, identifique a alternativa que representa essa situação.
Alternativas
Q4131488 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
Ao apresentar resultados experimentais, o texto introduz evidências obtidas em ambiente controlado, mas também aponta limites para a generalização dessas conclusões. Essa estratégia evidencia o rigor científico da pesquisa. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa limitação.
Alternativas
Q4131487 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
O texto apresenta a guabiroba como um alimento funcional, articulando informações científicas e nutricionais para evidenciar seus benefícios. A argumentação parte da composição química do fruto para discutir seus efeitos no organismo. Considerando essa estrutura, identifique a alternativa que sintetiza a relação entre os compostos presentes na guabiroba e seus impactos à saúde.
Alternativas
Q4131486 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
Ao abordar hábitos alimentares, o texto estabelece uma crítica implícita às dietas pouco variadas, associando-as a prejuízos nutricionais. Essa argumentação reforça a importância da diversidade alimentar. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa crítica. 
Alternativas
Q4131485 Português
Conheça a guabiroba, a potência nativa que é aliada da saúde metabólica

Da mesma família da goiaba, a guabiroba esbanja vitaminas, sais minerais e fitoquímicos. Esse mix tem potencial de blindar as artérias, com impactos positivos no equilíbrio glicêmico e na redução do risco de males cardiovasculares e diabetes. A espécie tem sido analisada por pesquisadores da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também estudam outros frutos nativos da Mata Atlântica, caso da jabuticaba, da pitanga e do araçá.

"Entre os destaques da guabiroba estão os fenólicos, sobretudo os flavonoides", conta a engenheira de alimentos Aniela Kempka, professora da Udesc e líder do grupo por trás de um artigo publicado em 2025 no periódico Foods. Por meio de simulação do processo digestivo no laboratório, os cientistas avaliaram o comportamento dessas e demais substâncias vindas tanto do fruto quanto das folhas. "Vários desses compostos permaneceram acessíveis após a digestão simulada", revela Kempka.

Significa que os efeitos benéficos se mantêm no organismo. Os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, além do kaempferol, da quercetina e da miricetina, são exemplos de fenólicos da guabiroba. Todos apresentam ação antioxidante e há evidências de atuação anti-inflamatória, o que resguarda as artérias.

Os pesquisadores também prepararam um tipo de biscoito com o extrato da espécie (folhas e frutos), que foi oferecido a cães e, entre os achados, observou-se que o alimento age no controle glicêmico, ajudando a modular as taxas de açúcar na circulação. "Ocorreu ainda a redução dos níveis de colesterol total", comenta a pesquisadora.

Tais resultados confirmam indícios, encontrados na literatura científica, de que os flavonoides atuam em prol da saúde metabólica. Contudo, análises em humanos seriam necessárias para confirmar esses achados.

"A guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais", afirma a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), gerido pelo Einstein Hospital Israelita. Investigar ingredientes nativos amplifica o repertório alimentar, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para modelos de produção sustentáveis. "Trata-se de algo estratégico em differentes perspectivas: científica, nutricional, econômica ou ambiental", analisa Freitas.

Dietas monótonas reduzem a exposição a diferentes micronutrientes e compostos bioativos. "Quando ampliamos a variedade de frutas, verduras, legumes, entre outros alimentos, há o aumento no consumo de fibras, antioxidantes e fitoquímicos, o que impacta positivamente a microbiota intestinal, o metabolismo e a saúde em longo prazo", observa a nutricionista.

Além dessas substâncias, análises da Embrapa Florestas revelam que a guabiroba esbanja vitamina C, a aliada da imunidade; minerais como o potássio, que favorece a pressão arterial; e ainda carotenoides, grupo de pigmentos com potente ação antioxidante. Inclusive, são eles os responsáveis pela cor amarela do fruto.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-a-guabiroba-a-potencia-n ativa-que-e-aliada-da-saude-metabolica/
A argumentação do texto amplia o foco da análise ao relacionar o consumo da guabiroba com questões alimentares mais amplas, como diversidade nutricional e sustentabilidade. Essa ampliação sugere um impacto que vai além do indivíduo. Considerando essa perspectiva, identifique a alternativa que expressa essa ideia.
Alternativas
Q4131452 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
A comparação entre cães e lobos desempenha papel fundamental na construção do argumento central do texto. Essa comparação permite destacar diferenças comportamentais relevantes para a investigação científica apresentada. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa diferença.
Alternativas
Q4131451 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
O texto não apenas apresenta resultados, mas também indica limitações e ressalvas sobre a pesquisa realizada, introduzindo uma perspectiva crítica. Essa abordagem contribui para a compreensão do grau de confiabilidade das conclusões. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa corretamente essa limitação.
Alternativas
Q4131450 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
Ao longo do texto, há uma reflexão implícita sobre o papel da ação humana na transformação comportamental dos cães. Essa ideia aparece de forma mais explícita na parte final, sugerindo um processo contínuo de intervenção. Considerando essa perspectiva, identifique a alternativa que expressa essa interpretação. 
Alternativas
Q4131419 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7). 


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.   


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/   

Em textos jornalísticos de caráter científico, dados técnicos frequentemente são utilizados para dimensionar a importância de determinado fenômeno ou objeto de estudo. Essas informações ajudam o leitor a compreender a relevância do acontecimento relatado.
A descrição do "Pinheirão" no texto evidencia que a árvore:
Alternativas
Q4131417 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7). 


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.   


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/   

Determinados acontecimentos ambientais podem mobilizar pesquisadores e instituições científicas quando envolvem espécies consideradas relevantes do ponto de vista ecológico e genético. Nessas situações, ações emergenciais costumam ser adotadas para evitar perdas irreversíveis relacionadas ao patrimônio natural.
Segundo o texto, a principal finalidade da atuação da equipe da Embrapa após a queda da araucária foi:
Alternativas
Q4131416 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7). 


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.   


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/   

O texto apresenta elementos que demonstram como determinadas espécies vegetais podem adquirir importância não apenas científica, mas também simbólica dentro de determinados espaços institucionais. Essa valorização pode ocorrer mesmo em locais de acesso restrito ao público em geral.
A relação estabelecida entre a araucária e as pessoas que frequentavam a estação experimental pode ser caracterizada como:
Alternativas
Q4131415 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7). 


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.   


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/   

Em procedimentos científicos relacionados à preservação ambiental, o fator temporal pode exercer influência decisiva sobre os resultados obtidos. Em alguns casos, a rapidez na coleta e no tratamento do material analisado aumenta as possibilidades de êxito da pesquisa.
De acordo com as informações apresentadas no texto, a equipe da Embrapa considerou positiva a existência de brotações viáveis porque:
Alternativas
Q4131351 Português
Considere as relações de sentido estabelecidas entre palavras na língua portuguesa, especialmente no que se refere à sinonímia e à antonímia. A correta identificação dessas relações depende da análise semântica do enunciado em que estão inseridas. Leia atentamente as sentenças da Coluna 01 e observe os pares destacados em cada uma delas. Em seguida, relacione com a classificação adequada apresentada na Coluna 02.
Coluna 01:
(_) O feliz aluno ficou ainda mais contente com o resultado da avaliação final.
(_) A sala estava clara durante o dia e escura no período da noite.
(_) O pesquisador apresentou um argumento válido e aceitável no debate acadêmico.
(_) O ambiente era silencioso, mas tornou-se barulhento com a chegada do público. 
(_) O professor fez uma explicação simples para a fácil compreensão dos alunos.

Coluna 02:
I. Sinônimos
II. Antônimos

Correlacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4131346 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
Ao discutir os resultados do estudo, o texto estabelece uma relação entre características comportamentais de cães e alterações genéticas específicas. Essa associação é construída por meio de analogias com condições humanas. Considerando essa estratégia explicativa, identifique a alternativa que sintetiza essa relação.
Alternativas
Q4131345 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
O texto apresenta uma explicação científica para um comportamento frequentemente observado em cães domésticos, articulando exemplos individuais e dados de pesquisa. Ao longo da exposição, há um movimento que parte da observação empírica para uma investigação mais sistemática. Considerando essa progressão argumentativa, identifique a alternativa que expressa o ponto de partida da pesquisa desenvolvida.
Alternativas
Q4131222 Português


Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

No texto, a palavra "comumente" (linha 23) tem o mesmo significado de 
Alternativas
Q4131219 Português


Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

Sem prejuízo do sentido original do texto, da sua coesão e da correção gramatical, o termo “Contudo” (linha 44) poderia ser substituído corretamente por 
Alternativas
Q4130682 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
Os textos jornalísticos de caráter científico costumam destacar elementos que demonstram a relevância histórica ou acadêmica de determinada descoberta. Nesse tipo de abordagem, informações sobre preservação e acesso ao material encontrado também contribuem para ampliar sua importância cultural e educativa.

Segundo o texto, a rocha contendo os fósseis encontrados:
Alternativas
Q4130681 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
Em textos de divulgação científica, determinadas descobertas permitem reformular conhecimentos anteriormente aceitos sobre aspectos históricos e naturais de uma região. Nesse contexto, informações obtidas por meio de pesquisas paleontológicas podem contribuir para a compreensão das transformações geográficas ocorridas ao longo de milhões de anos.

A conclusão apresentada pelo texto a partir da descoberta dos fósseis é que: 
Alternativas
Q4130680 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
A produção científica frequentemente envolve a atuação conjunta de diferentes instituições e segmentos sociais. Em muitos casos, pesquisas de grande relevância dependem da cooperação entre universidades, órgãos de preservação e comunidades locais, permitindo ampliar o alcance das  investigações realizadas.

De acordo com o texto, o estudo realizado sobre os fósseis encontrados no Ceará caracterizou-se por:
Alternativas
Respostas
4921: A
4922: C
4923: B
4924: B
4925: A
4926: D
4927: B
4928: D
4929: A
4930: B
4931: A
4932: C
4933: C
4934: A
4935: B
4936: B
4937: E
4938: D
4939: A
4940: C