Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Assistente Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Arquiteto | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Contador | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Coordenador Pedagógico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Físico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Enfermeiro | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Civil | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Sanitarista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fisioterapeuta | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fonoaudiólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Veterinário | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Endodontista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Tradutor e Intérprete de Libras | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Turismólogo |
Q3965551 Português
Analise:

“Jorge é um volante experiente.”

Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem presente na oração acima:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Assistente Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Arquiteto | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Contador | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Coordenador Pedagógico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Físico | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Educador Social | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Enfermeiro | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Civil | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Engenheiro Sanitarista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fisioterapeuta | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fonoaudiólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Médico Veterinário | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo Cirurgião Endodontista | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo ESF | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Odontólogo | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Tradutor e Intérprete de Libras | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2026 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Turismólogo |
Q3965550 Português
Leia o texto e responda a questão:


Adolescente de 12 anos é aprovado em curso de matemática da Uerj: 'consegui passar com uns pontinhos sobrando'


Bernardo Manfredini prestou vestibular como 'treineiro', motivado pela curiosidade em entender o processo seletivo e testar seus conhecimentos. Jovem tem altas habilidades e sonha cursar engenharia da computação.


    Aos 12 anos e cursando o 8º ano do ensino fundamental, Bernardo Vinício Manfredini, morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, alcançou um feito notável: a aprovação no curso de matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

  O adolescente prestou vestibular como "treineiro", motivado pela curiosidade em entender o processo seletivo e testar seus conhecimentos.

   Bernardo explica que queria saber como funcionava o processo e que sua mãe, Luzia Manfredini, deu apoio para que ele tivesse essa vivência na prática. O resultado da aprovação foi recebido com surpresa.

 "As licenciaturas, no geral, são os cursos menos concorridos das universidades. Mas por informações que encontramos na internet, esperávamos um corte bem mais baixo. O corte desse ano veio com uma média de 20 pontos mais alto do que esperávamos. Consegui passar com uns pontinhos sobrando", revela o estudante.

   Nos dias de prova, o estudante conta que atraiu olhares, por conta de sua idade. "Alguns que me olharam curiosos, mas eles estavam mais preocupados com suas provas. Eu sou alto para a minha idade, então não chamei muito a atenção. Teve uma pessoa que me perguntou se eu estava de treineiro e quis saber como era participar. Mas foi uma conversa curta", explica.

   A escolha por matemática foi natural, já que essa é sua matéria favorita e a área em que estuda conteúdos avançados para olimpíadas do conhecimento. Bernardo, inclusive, acumula um histórico invejável nessas disputas: já participou de mais de 100 provas de alto nível e conquistou cerca de 80 medalhas.

  "Não é em toda competição que ganho medalha, não. Dessas 80 medalhas, a maioria é de matemática, mas tem de outras áreas também, como a nacional de ciências, de química jr, de nanotecnologia, de astronomia e física. Tenho algumas medalhas internacionais em olimpíadas americana e asiáticas. As mais importantes são as da OBM, OMERJ e OBMEP", pontua o jovem.


(https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/02/10/adolescentede-12-anos-e-aprovado-em-curso-de-matematica-da-uerj.ghtml)
Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto acima:
Alternativas
Q3965388 Português
Operação Nexus Nordeste 2026 apreende 200 mil pés de maconha na Bahia

Forças de segurança que atuam na zona rural de Brotas de Macaúbas (BA) realizaram mais uma fase da Operação Nexus Nordeste 2026. A ação ocorreu no domingo (22) e resultou na prisão de dez pessoas, na apreensão de oito veículos, 200 mil pés de maconha e três toneladas da droga pronta para o comércio, além de celulares e armas.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no âmbito da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe). Foram integradas as forças da Polícia Militar da Bahia, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) e a Polícia Federal.

A operação ocorreu durante dois dias e começou com a erradicação de uma extensa plantação de maconha. Os policiais foram surpreendidos por pessoas em oito veículos que tentavam resgatar parte da droga já erradicada, para impedir a incineração. Foram realizados acompanhamentos táticos, dez indivíduos foram presos e os automóveis apreendidos. Nos veículos, a polícia encontrou sacos de maconha.

No dia seguinte, as equipes retornaram às áreas consideradas críticas e fizeram novas varreduras, aplicando técnicas de patrulhamento rural e rastreamento de combate.

No total, além dos veículos e da droga, também foram apreendidas três armas, sendo uma submetralhadora, munição e 12 aparelhos celulares.

A Operação Nexus Nordeste 2026 segue em andamento, reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas na região.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), reafirma o compromisso com o fortalecimento das Polícias Civis e com a promoção de operações coordenadas voltadas à descapitalização e à desestruturação de organizações criminosas em todo o território nacional.


https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/operacao-nexus-nordeste2026-apreende-200-mil-pes-de-maconha-na-bahia
Com base no texto sobre a Operação Nexus Nordeste 2026, julgue as afirmativas a seguir:
I.A apreensão dos pés de maconha demonstra que a atuação policial foi eficiente, mas limitada a pequenas plantações.
II.O texto indica que a operação foi coordenada de forma integrada por diferentes forças de segurança, com objetivo de descapitalizar organizações criminosas.
III.A operação envolve múltiplas unidades especializadas e técnicas avançadas de patrulhamento, indicando alto grau de profissionalismo policial.
IV.O uso de submetralhadora e a tentativa de resgate indicam que os policiais estavam em desvantagem em relação aos criminosos.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3965354 Português
Vícios de linguagem correspondem a expressões ou estruturas linguísticas que contrariam as regras da gramática normativa. Com base nos conhecimentos sobre desvios da norma-culta, analise as frases a seguir:
1.No almoço de domingo, eles prepararam uma pizza de calabreza, que deixaram o prato saboroso.
2.Os cidadões participaram da reunião da prefeitura para discutir melhorias na cidade e apresentar suas sugestões.
3.Ela está meia triste, sem vontade de falar com ninguém.

Nas três frases, identifica-se o vício de linguagem denominado:
Alternativas
Q3965347 Português
Patente leva quase 17 anos e pressiona votação do PL 5.810

Para pacientes que convivem com lesões medulares, o tempo não é apenas um dado técnico — é esperança, autonomia e qualidade de vida.

Quando um tratamento revolucionário com potencial de regeneração celular leva 17 anos para receber uma decisão administrativa, o atraso não afeta apenas o inventor: ele reverbera sobre pessoas que aguardam avanços capazes de devolver mobilidade.

Foi esse o cenário vivido pela polilaminina, desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, cujo pedido de patente tramitou por quase duas décadas no Brasil. O caso trouxe uma dimensão humana ao debate jurídico e regulatório e reacendeu no Congresso Nacional a discussão em torno do Projeto de Lei 5.810/2025, que propõe recomposição de prazos por atrasos na análise de patentes.

Protocolado em 2008, o pedido só teve resposta do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2025. Durante todo esse período, o prazo legal de vigência da patente seguiu em curso. Quando a decisão foi publicada, parte relevante do tempo de proteção já havia sido consumida — antes que a tecnologia pudesse avançar plenamente rumo à aplicação terapêutica.

O episódio passou a ilustrar uma distorção com efeitos diretos sobre a saúde e a inovação médica: a demora administrativa reduz, na prática, o tempo útil de proteção de tecnologias que exigem décadas de pesquisa, investimentos elevados e cooperação com centros clínicos. É esse desequilíbrio que o projeto em análise busca enfrentar.

Tatiana Sampaio dedicou 25 anos à investigação científica até desenvolver a tecnologia baseada em polilaminina, associada a estudos de regeneração celular e reconstrução de conexões neurais.

Experimentos indicam potencial de estímulo ao crescimento e à diferenciação celular, área estratégica da medicina regenerativa. O trabalho ganhou repercussão por representar avanço promissor para pacientes com lesões medulares que convivem com perda de mobilidade.

Iniciativas dessa complexidade envolvem investigação básica prolongada, validação laboratorial, etapas adicionais de desenvolvimento e eventual cooperação com centros clínicos e parceiros industriais. A transformação da descoberta em aplicação terapêutica depende de ambiente regulatório estável e previsibilidade para alocação de capital.

Quando o tempo útil de proteção se reduz, o retorno dos recursos aplicados e a viabilidade do projeto ficam comprometidos. 

No modelo brasileiro, o prazo começa a contar no momento do depósito, enquanto a proteção plena só se consolida com a concessão formal.

Se a análise se estende por mais de uma década, parcela relevante desse prazo é consumida antes que o titular possa exercer plenamente o direito.

Em setores intensivos em capital e conhecimento, como o de biotecnologia e farmacêutico, essa compressão limita a capacidade de atrair investimento, dificulta o licenciamento da tecnologia e encurta a janela de recuperação dos recursos aplicados ao longo de décadas para sustentar novas descobertas.

A demora administrativa aumenta o custo do capital e eleva o grau de incerteza em projetos que já envolvem risco científico e financeiro elevado.

Os números indicam pressão sobre o sistema. Informações do Instituto Nacional da Propriedade Industrial mostram que, entre janeiro e maio de 2025, foram concedidas 1.835 patentes, enquanto 6.975 novos pedidos foram protocolados no mesmo período, evidenciando descompasso entre demanda e capacidade de exame.

No cenário internacional, o Brasil perdeu posições no Índice Global de Inovação, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), e apresentou o menor volume de concessões em cinco anos, segundo dados oficiais do INPI.

Esses indicadores reforçam a percepção de que o tempo de análise influencia diretamente a competitividade do país em setores de maior intensidade tecnológica

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/saude/patente-leva-quas e-17-anos-e-pressiona-votacao-do-pl-5-810/
Com base nas informações e inferências contidas no texto sobre a polilaminina e os efeitos da demora na análise de patentes, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3965337 Português
As relações de sentido entre as palavras são fundamentais para a interpretação de textos e para a ampliação do repertório vocabular. Acerca desses conceitos semânticos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A homonímia ocorre quando palavras possuem a mesma pronúncia (homófonas) ou a mesma grafia (homógrafas), mas significados distintos, como "sessão", "seção" e "cessão".
(__)A polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir múltiplos significados dependendo do contexto de uso, mantendo uma origem semântica comum, como o termo "mão" em "mão de obra" e "mão de direção".
(__)A antonímia refere-se a palavras que possuem grafia e pronúncia semelhantes, mas sentidos diferentes, sendo frequentemente exemplificada pelos termos "ratificar" e "retificar".
(__)A sinonímia absoluta é frequente na língua portuguesa, permitindo que qualquer termo seja substituído por outro em qualquer contexto sem nenhuma alteração de nuança ou registro.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3965325 Português
A produção textual manifesta-se por meio de diferentes linguagens e propósitos comunicativos, sendo a distinção entre o literário e o não-literário pautada pela função estética e pelo compromisso com a realidade objetiva. Diante das características do discurso poético e informativo, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3965252 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 02  



Sobre a palavra “prosaicas” presente na segunda fala da personagem, infere-se que ela tem como antônimo a palavra 
Alternativas
Q3965249 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.



Texto 01


A lição da jabuticabeira


    Quando nos mudamos para o novo apartamento, há quinze anos, ganhei uma jabuticabeira do meu marido. Sempre amei jabuticabas e, talvez ainda mais, as jabuticabeiras. Minha mãe, quando morava no Mato Grosso, dizia que cada pessoa da família tinha uma árvore no quintal, e que ela refletia o momento de vida de cada um. A minha era uma jabuticabeira. Quando ela dava muitos frutos, minha mãe tirava uma foto e mandava: “Olha que linda! Sua vida está florindo.” Ela nunca mandava fotos sem flores ou frutos. Não porque a vida estivesse sempre florida, mas por aquela delicadeza que só as mães têm.

    Há algum tempo, a jabuticabeira da varanda começou a ficar amarelada. Achamos que fosse falta de sol — abrimos as cortinas. Nada. Depois abrimos as janelas, para que o vento circulasse. Também não funcionou. O Google (sim, ainda sou do tempo do Google) dizia que restavam duas alternativas: adubar ou trocar a terra. Optei pelo adubo. Mais rápido, mais fácil e muito menos possibilidade de sujeira. Escolhi o mais eficiente, com a embalagem mais bonita e as melhores recomendações. Li a bula com atenção, mas como sou péssima com medidas, fiz “no olho”. Quatro colheres e água até o pó desaparecer. Pronto. No dia seguinte, percebi algumas folhas no chão. No segundo dia, nenhuma nos galhos. Coloquei adubo demais. Chamei um jardineiro, um especialista na vida real, não mais no mundo virtual. Ele foi direto: talvez houvesse salvação, talvez não. Entrei em choque. Sempre associei adubo à força. E força, achava eu, nunca era demais. Engano.

    Passei a olhar em volta e percebi: o excesso de adubo tem seu equivalente na vida. O excesso de cuidado também sufoca. Quantas vezes, com boas intenções, pais e mães “adubam demais” os filhos? São crianças e adolescentes que, desde pequenos, não precisam lidar com o tédio, nem cumprir pequenas obrigações, nem ser responsáveis por suas tarefas. Há sempre um adulto disponível – pais, babás, professores – pronto para lembrar, ajudar e, muitas vezes, resolver o problema antes mesmo que ele aconteça.

    Mas sem tropeços, raramente há aprendizado. Sem esforço, dificilmente há conquista.

    Não defendo o “se vira” da educação mais antiga, mas também não precisamos viver no “eu resolvo”, tão contemporâneo. No meio do caminho existe o “vamos juntos”. A questão é sempre a medida. Paracelso já dizia no século 16: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.” Cuidado demais é como adubo demais: sufoca a possibilidade de crescer por conta própria. Impede o outro de desenvolver sua própria forma de florescer, no seu tempo e do seu jeito. Talvez, no fundo, a gente queira evitar o sofrimento do outro para não enfrentar o nosso medo de vê-los tropeçar, a dor de achar que poderíamos ter impedido a queda. Mas um dia a gente entende: é preciso aprender a ficar no banco do passageiro. Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto sem tirar o volante das mãos de quem precisa dirigir. E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas. E, se houver paciência, o de renascer.



Fonte: MADALOZZO, Regina. A lição da jabuticabeira. Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/a-licao-da-jabuticabeira/. Acesso em: 22 jan. 2026.

Na passagem “E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas.”, a omissão da palavra “tempo” no trecho “[...] o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas [...]” constitui um recurso de expressão denominado
Alternativas
Q3965248 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.



Texto 01


A lição da jabuticabeira


    Quando nos mudamos para o novo apartamento, há quinze anos, ganhei uma jabuticabeira do meu marido. Sempre amei jabuticabas e, talvez ainda mais, as jabuticabeiras. Minha mãe, quando morava no Mato Grosso, dizia que cada pessoa da família tinha uma árvore no quintal, e que ela refletia o momento de vida de cada um. A minha era uma jabuticabeira. Quando ela dava muitos frutos, minha mãe tirava uma foto e mandava: “Olha que linda! Sua vida está florindo.” Ela nunca mandava fotos sem flores ou frutos. Não porque a vida estivesse sempre florida, mas por aquela delicadeza que só as mães têm.

    Há algum tempo, a jabuticabeira da varanda começou a ficar amarelada. Achamos que fosse falta de sol — abrimos as cortinas. Nada. Depois abrimos as janelas, para que o vento circulasse. Também não funcionou. O Google (sim, ainda sou do tempo do Google) dizia que restavam duas alternativas: adubar ou trocar a terra. Optei pelo adubo. Mais rápido, mais fácil e muito menos possibilidade de sujeira. Escolhi o mais eficiente, com a embalagem mais bonita e as melhores recomendações. Li a bula com atenção, mas como sou péssima com medidas, fiz “no olho”. Quatro colheres e água até o pó desaparecer. Pronto. No dia seguinte, percebi algumas folhas no chão. No segundo dia, nenhuma nos galhos. Coloquei adubo demais. Chamei um jardineiro, um especialista na vida real, não mais no mundo virtual. Ele foi direto: talvez houvesse salvação, talvez não. Entrei em choque. Sempre associei adubo à força. E força, achava eu, nunca era demais. Engano.

    Passei a olhar em volta e percebi: o excesso de adubo tem seu equivalente na vida. O excesso de cuidado também sufoca. Quantas vezes, com boas intenções, pais e mães “adubam demais” os filhos? São crianças e adolescentes que, desde pequenos, não precisam lidar com o tédio, nem cumprir pequenas obrigações, nem ser responsáveis por suas tarefas. Há sempre um adulto disponível – pais, babás, professores – pronto para lembrar, ajudar e, muitas vezes, resolver o problema antes mesmo que ele aconteça.

    Mas sem tropeços, raramente há aprendizado. Sem esforço, dificilmente há conquista.

    Não defendo o “se vira” da educação mais antiga, mas também não precisamos viver no “eu resolvo”, tão contemporâneo. No meio do caminho existe o “vamos juntos”. A questão é sempre a medida. Paracelso já dizia no século 16: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.” Cuidado demais é como adubo demais: sufoca a possibilidade de crescer por conta própria. Impede o outro de desenvolver sua própria forma de florescer, no seu tempo e do seu jeito. Talvez, no fundo, a gente queira evitar o sofrimento do outro para não enfrentar o nosso medo de vê-los tropeçar, a dor de achar que poderíamos ter impedido a queda. Mas um dia a gente entende: é preciso aprender a ficar no banco do passageiro. Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto sem tirar o volante das mãos de quem precisa dirigir. E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas. E, se houver paciência, o de renascer.



Fonte: MADALOZZO, Regina. A lição da jabuticabeira. Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/a-licao-da-jabuticabeira/. Acesso em: 22 jan. 2026.

Analise as passagens a seguir, tendo em vista o uso da conotação como recurso de expressão.



I- “Li a bula com atenção, mas como sou péssima com medidas, fiz ‘no olho’. Quatro colheres e água até o pó desaparecer.”


II- “O excesso de cuidado também sufoca. Quantas vezes, com boas intenções, pais e mães ‘adubam demais’ os filhos?”


III- “Talvez, no fundo, a gente queira evitar o sofrimento do outro para não enfrentar o nosso medo de vê-los tropeçar, a dor de achar que poderíamos ter impedido a queda.”


IV- “Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto sem tirar o volante das mãos de quem precisa dirigir.”


V- “Quando nos mudamos para o novo apartamento, há quinze anos, ganhei uma jabuticabeira do meu marido.”



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3965247 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.



Texto 01


A lição da jabuticabeira


    Quando nos mudamos para o novo apartamento, há quinze anos, ganhei uma jabuticabeira do meu marido. Sempre amei jabuticabas e, talvez ainda mais, as jabuticabeiras. Minha mãe, quando morava no Mato Grosso, dizia que cada pessoa da família tinha uma árvore no quintal, e que ela refletia o momento de vida de cada um. A minha era uma jabuticabeira. Quando ela dava muitos frutos, minha mãe tirava uma foto e mandava: “Olha que linda! Sua vida está florindo.” Ela nunca mandava fotos sem flores ou frutos. Não porque a vida estivesse sempre florida, mas por aquela delicadeza que só as mães têm.

    Há algum tempo, a jabuticabeira da varanda começou a ficar amarelada. Achamos que fosse falta de sol — abrimos as cortinas. Nada. Depois abrimos as janelas, para que o vento circulasse. Também não funcionou. O Google (sim, ainda sou do tempo do Google) dizia que restavam duas alternativas: adubar ou trocar a terra. Optei pelo adubo. Mais rápido, mais fácil e muito menos possibilidade de sujeira. Escolhi o mais eficiente, com a embalagem mais bonita e as melhores recomendações. Li a bula com atenção, mas como sou péssima com medidas, fiz “no olho”. Quatro colheres e água até o pó desaparecer. Pronto. No dia seguinte, percebi algumas folhas no chão. No segundo dia, nenhuma nos galhos. Coloquei adubo demais. Chamei um jardineiro, um especialista na vida real, não mais no mundo virtual. Ele foi direto: talvez houvesse salvação, talvez não. Entrei em choque. Sempre associei adubo à força. E força, achava eu, nunca era demais. Engano.

    Passei a olhar em volta e percebi: o excesso de adubo tem seu equivalente na vida. O excesso de cuidado também sufoca. Quantas vezes, com boas intenções, pais e mães “adubam demais” os filhos? São crianças e adolescentes que, desde pequenos, não precisam lidar com o tédio, nem cumprir pequenas obrigações, nem ser responsáveis por suas tarefas. Há sempre um adulto disponível – pais, babás, professores – pronto para lembrar, ajudar e, muitas vezes, resolver o problema antes mesmo que ele aconteça.

    Mas sem tropeços, raramente há aprendizado. Sem esforço, dificilmente há conquista.

    Não defendo o “se vira” da educação mais antiga, mas também não precisamos viver no “eu resolvo”, tão contemporâneo. No meio do caminho existe o “vamos juntos”. A questão é sempre a medida. Paracelso já dizia no século 16: “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.” Cuidado demais é como adubo demais: sufoca a possibilidade de crescer por conta própria. Impede o outro de desenvolver sua própria forma de florescer, no seu tempo e do seu jeito. Talvez, no fundo, a gente queira evitar o sofrimento do outro para não enfrentar o nosso medo de vê-los tropeçar, a dor de achar que poderíamos ter impedido a queda. Mas um dia a gente entende: é preciso aprender a ficar no banco do passageiro. Confiar no caminho, no aprendizado e estar junto sem tirar o volante das mãos de quem precisa dirigir. E, como me ensinou minha jabuticabeira, tudo tem seu tempo: o de florescer, o de frutificar, o de perder as folhas. E, se houver paciência, o de renascer.



Fonte: MADALOZZO, Regina. A lição da jabuticabeira. Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/a-licao-da-jabuticabeira/. Acesso em: 22 jan. 2026.

Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de argumentação usados na construção do texto.



I- Intertextualidade.


II- Subjetividade.


III- Coloquialidade.


IV- Narratividade.


V- Figuratividade.



Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q3965176 Português







Nelson Rodrigues. O mais belo futebol da Terra. In: A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013 (com adaptações). 

Considerando os recursos coesivos empregados no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3965172 Português







Nelson Rodrigues. O mais belo futebol da Terra. In: A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013 (com adaptações). 

Quanto ao tipo textual, o primeiro parágrafo do texto é, predominantemente, 
Alternativas
Q3965171 Português







Nelson Rodrigues. O mais belo futebol da Terra. In: A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013 (com adaptações). 

Acerca das ideias do texto e de seus aspectos linguísticos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3965170 Português







Nelson Rodrigues. O mais belo futebol da Terra. In: A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013 (com adaptações). 

Infere-se do texto que, na opinião do autor,  
Alternativas
Q3965130 Português
A VERDADEIRA ARTE DE VIAJAR

        A gente deve sair à rua como quem foge de casa,

        Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo...

        Não importa que os compromissos, as obrigações estejam logo ali...

        Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

(A cor do invisível. São Paulo: Globo, 1994. P.34)
Considere o texto e analise as afirmações a seguir:
I. Ao empregar a expressão “a gente”, o eu lírico inclui-se no texto.
II. O emprego da expressão “a gente” faz com que o autor fique mais perto do leitor.
III. A expressão “a gente” foi empregada no sentido coloquial e corresponde a nós.
IV. O eu lírico aconselha a chegarmos aos lugares como se chegássemos de muito longe.
Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3965078 Português

Leia o poema a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


MEIRELES, Cecília. Retrato. In: Viagem.



A sequência “assim calmo, assim triste, assim magro”, apresentada na primeira estrofe do poema, constitui um exemplo de paralelismo sintático porque 

Alternativas
Q3965077 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


  Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

   A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

   É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

   Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

   Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro

Trecho para a questão


“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”




Em relação ao trecho apresentado, a conjunção, “mas” estabelece, no contexto, uma relação de: 

Alternativas
Q3965076 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


  Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

   A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

   É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

   Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

   Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro

Trecho para a questão



“Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.”



Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa em que a reescrita mantém o sentido original do excerto.

Alternativas
Q3965075 Português
Texto para a questão


O voluntário da pátria


  Os franceses com sua incontornável paixão por classificar tudo, inventaram a palavra “incontornável” para definir algo ou alguém de que ou de quem não se pode fugir ou abrir mão. E que bom que a tenham inventado, porque não há melhor maneira de explicar a presença, hoje, como sempre, de Antônio Carlos Jobim entre nós.

   A história o dá como tendo morrido de uma complicação cardíaca aos 67 anos durante uma cirurgia no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994, e, dias depois, sido trazido para o Rio, velado no Jardim Botânico e levado ao Cemitério São João Batista, num cortejo que emocionou a cidade. Desde então, Tom deixou de ser visto nas ruas do Rio, onde, apesar de mundialmente famoso, circulava com o mais carioca dos à vontades e se deixava abordar por populares, amorosos e reverentes. Mas isso é só um formalismo. Tom não morreu.

   É o que sua permanência em nosso dia a dia faz pensar. Suas canções, em qualquer gênero, estilo ou formato, não saem de circulação. Estão em shows, rádios, discos e no streaming, indiferentes a fronteiras. Não há país a que se vá que não se possa ouvi-las, em salas de concerto, cabarés e até na rua. Cantores e músicos de toda parte continuam a gravar songbooks de sua obra. Livros são escritos a seu respeito, filmes são produzidos. Enquanto tantos de seus parceiros e contemporâneos foram reduzidos a referências nos livros de história, Tom parece fisicamente vivo e ativo.

   Mas sua preocupação com o meio ambiente, em termos de preservação e defesa de mares, matas e seres, que tantas incompreensões lhe rendeu, só há pouco entrou para a pauta nacional. Tom foi, antes de muitos, um ouvidor do Brasil, um ombudsman por conta própria. Ninguém o contratou ou escalou para isso – ao contrário, era um voluntário da pátria. E, não fosse ele um músico, ninguém mais equipado para ouvir o país, do pio do inhambu aos gritos da floresta sendo abatida a machado ou serra. Mas quantos outros músicos o seguiram nessa missão?

   Tom não morreu, e a qualquer hora dessas vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.


O ouvidor do Brasil:99 vezes Tom Jobim. Ruy Castro
No trecho final do texto, o autor afirma que “vamos cruzar com ele, aflito, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá.” Considerando o valor simbólico da imagem construída, pode-se inferir que a expressão “árvore que já não está mais lá” contribui para
Alternativas
Respostas
5001: C
5002: A
5003: D
5004: D
5005: B
5006: C
5007: D
5008: E
5009: C
5010: B
5011: C
5012: D
5013: E
5014: A
5015: D
5016: D
5017: E
5018: C
5019: B
5020: C