Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.758 questões
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O tocante agradecimento de Faustão à família de seu
doador do coração
Quatro dias depois de passar por seu aguardado transplante de coração, o apresentador Faustão deu as caras no perfil do Instagram “Família Fausto Silva” — criado para promover a causa da doação de órgãos — para agradecer publicamente aos parentes de Fábio Cordeiro, jogador de futebol morto aos 35 anos, dono do membro transplantado. Se dirigindo diretamente ao pai do doador, ele afirma que sua “grandiosidade incrível” e “generosidade absurda” são o motivo de estar vivo agora e afirma ser “eternamente grato a José Pereira da Silva, um homem simples. ”
Ainda falando para a família de Fábio, Faustão completou: “Fico emocionado porque ele me deu a chance de viver de novo. Quero agradecer ao Érisson, irmão do Fábio, e à Jaqueline, a viúva. Tenho que agradecer às pessoas das mais humildes, que, na hora que precisei, me deram um coração novo”. Fora dos tubos, o apresentador se diz já “completamente recuperado” e nega qualquer dor, reforçando: “Para que todo mundo tenha a certeza do que é a espera por um transplante, de 200 e poucos, 60 esperaram menos de um mês. Eu dei sorte também nessa fila”. Ele também promete que, logo, ainda agradecerá seus benfeitores pessoalmente, repetindo sua gratidão eterna.
Internado desde 5 de agosto, Faustão enfrentava um quadro de insuficiência cardíaca, passando por diálise e medicamentos voltados ao bombeamento do coração — esses fatores, junto a seus 73 anos de idade, o colocaram em posição prioritária na fila de transplantes do SUS. Sobre a eficácia da operação, ele ainda disse: “Não acreditava que isso fosse acontecer. Para mim foi uma tremenda surpresa. Vou agradecer sempre a José Pereira da Silva — a única coisa que prometo é honrar a memória do seu filho fazendo só coisas boas”.
https://veja.abril.com.br, 31.08. 2023
Em: “Fico emocionado porque ele me deu a chance de viver de novo”, a palavra destacada:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O tocante agradecimento de Faustão à família de seu
doador do coração
Quatro dias depois de passar por seu aguardado transplante de coração, o apresentador Faustão deu as caras no perfil do Instagram “Família Fausto Silva” — criado para promover a causa da doação de órgãos — para agradecer publicamente aos parentes de Fábio Cordeiro, jogador de futebol morto aos 35 anos, dono do membro transplantado. Se dirigindo diretamente ao pai do doador, ele afirma que sua “grandiosidade incrível” e “generosidade absurda” são o motivo de estar vivo agora e afirma ser “eternamente grato a José Pereira da Silva, um homem simples. ”
Ainda falando para a família de Fábio, Faustão completou: “Fico emocionado porque ele me deu a chance de viver de novo. Quero agradecer ao Érisson, irmão do Fábio, e à Jaqueline, a viúva. Tenho que agradecer às pessoas das mais humildes, que, na hora que precisei, me deram um coração novo”. Fora dos tubos, o apresentador se diz já “completamente recuperado” e nega qualquer dor, reforçando: “Para que todo mundo tenha a certeza do que é a espera por um transplante, de 200 e poucos, 60 esperaram menos de um mês. Eu dei sorte também nessa fila”. Ele também promete que, logo, ainda agradecerá seus benfeitores pessoalmente, repetindo sua gratidão eterna.
Internado desde 5 de agosto, Faustão enfrentava um quadro de insuficiência cardíaca, passando por diálise e medicamentos voltados ao bombeamento do coração — esses fatores, junto a seus 73 anos de idade, o colocaram em posição prioritária na fila de transplantes do SUS. Sobre a eficácia da operação, ele ainda disse: “Não acreditava que isso fosse acontecer. Para mim foi uma tremenda surpresa. Vou agradecer sempre a José Pereira da Silva — a única coisa que prometo é honrar a memória do seu filho fazendo só coisas boas”.
https://veja.abril.com.br, 31.08. 2023
Em: “... o apresentador Faustão deu as caras no perfil do Instagram “Família Fausto Silva”, é possível afirmar que a linguagem presente na expressão destacada é
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O tocante agradecimento de Faustão à família de seu
doador do coração
Quatro dias depois de passar por seu aguardado transplante de coração, o apresentador Faustão deu as caras no perfil do Instagram “Família Fausto Silva” — criado para promover a causa da doação de órgãos — para agradecer publicamente aos parentes de Fábio Cordeiro, jogador de futebol morto aos 35 anos, dono do membro transplantado. Se dirigindo diretamente ao pai do doador, ele afirma que sua “grandiosidade incrível” e “generosidade absurda” são o motivo de estar vivo agora e afirma ser “eternamente grato a José Pereira da Silva, um homem simples. ”
Ainda falando para a família de Fábio, Faustão completou: “Fico emocionado porque ele me deu a chance de viver de novo. Quero agradecer ao Érisson, irmão do Fábio, e à Jaqueline, a viúva. Tenho que agradecer às pessoas das mais humildes, que, na hora que precisei, me deram um coração novo”. Fora dos tubos, o apresentador se diz já “completamente recuperado” e nega qualquer dor, reforçando: “Para que todo mundo tenha a certeza do que é a espera por um transplante, de 200 e poucos, 60 esperaram menos de um mês. Eu dei sorte também nessa fila”. Ele também promete que, logo, ainda agradecerá seus benfeitores pessoalmente, repetindo sua gratidão eterna.
Internado desde 5 de agosto, Faustão enfrentava um quadro de insuficiência cardíaca, passando por diálise e medicamentos voltados ao bombeamento do coração — esses fatores, junto a seus 73 anos de idade, o colocaram em posição prioritária na fila de transplantes do SUS. Sobre a eficácia da operação, ele ainda disse: “Não acreditava que isso fosse acontecer. Para mim foi uma tremenda surpresa. Vou agradecer sempre a José Pereira da Silva — a única coisa que prometo é honrar a memória do seu filho fazendo só coisas boas”.
https://veja.abril.com.br, 31.08. 2023
Assinale a opção que responde ADEQUADAMENTE à temática central do texto:
De quem é a inteligência artificial?
Por Bruna Lombardi
01 Grandes mestres ultrapassam fronteiras, usos e costumes, linguagem, as mais diversas
02 culturas, crenças e superstições. Porque o sentido da humanidade está acima disso tudo. Vai
03 além de raças, gêneros e posição social. Trata do que nos une e não do que nos separa.
04 A arte dos grandes mestres toca aquele ponto do sentimento universal. Grandes mentes nos
05 elevam ao mais alto patamar do humanismo.
06 E agora, para onde vamos se as grandes mentes se tornam artificiais? Se a inteligência
07 suprema será a de megacomputadores que acumulam todo o conhecimento do mundo? Atônitos,
08 nos perguntamos e tentamos imaginar a cara desse futuro próximo.
09 Tenho participado de palestras, debates e mesas redondas com muita gente discutindo
10 sua visão futurista, para alguns, otimista, para outros, apocalíptica.
11 Todo bom autor de ficção científica já escreveu alguma coisa sobre as máquinas
12 dominarem o mundo. A criatura mata o criador, como numa das cenas mais poderosas e icônicas
13 do cinema, no Blade Runner original, quando o androide finalmente consegue encontrar quem o
14 fabricou e, entre amor e ódio, discute sua finitude, como um humano falando com Deus.
15 Sem levar em conta esse olhar fantasioso, máquinas são máquinas. E ninguém pode
16 acusar uma máquina ___ nada, exceto talvez as impressoras, que realmente parecem ter
17 vontade própria e só imprimem quando querem. Tudo o que usamos são ferramentas, criadas
18 por pessoas e usadas por pessoas.
19 Muita gente discute as possibilidades alarmantes com as quais a inteligência artificial (IA)
20 nos surpreenderia. Muitos questionam se ela vem para o bem ou para o mal. Estuda-se a história
21 da humanidade através de suas guerras, de suas conquistas e de sua arte para compreender o
22 indivíduo e sua evolução. A arte traduz cada momento histórico e com certeza nos ensina mais
23 do que as guerras.
24 Assim como os grandes mestres, a IA atingirá a todos em maior ou menor escala. Para
25 analisar o efeito da IA, é preciso entender por quem serão programadas as máquinas. Com que
26 versão do pensamento humano serão alimentadas? Qual será a somatória de princípios éticos e
27 morais? Qual a escala de valores? De quem elas serão a verdadeira tradução? A quem elas
28 servirão?
29 Para Krishnamurti, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.
30 Para ele, a verdadeira revolução não é violenta, ela vem através do despertar da inteligência e
31 pela união de pessoas que podem influenciar e promover, aos poucos, gradualmente,
32 transformações radicais na sociedade.
33 O futuro desse mundo polarizado vai refletir quais correntes de pensamento? Que ideias
34 e ideologias vão ser programadas na grande rede neural da inteligência artificial? Assim como
35 em qualquer família, o que é ensinado aos filhos vai definir o que eles se tornarão, as máquinas
36 podem se transformar nas poderosas mentoras da guerra, do ódio, do domínio e da segregação.
37 Ou podem seguir os grandes mestres e compreender o mundo através da arte, do conhecimento
38 e inovação.
39 A tecnologia traz avanços gigantes na nossa caminhada, mas quem a programa e usa é
40 que vai definir nosso rumo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego de mecanismos de coesão no texto, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Nas linhas 13-14, na expressão “quem o fabricou”, a palavra “o” é um artigo definido que se refere à palavra “androide”.
( ) Na linha 19, o pronome relativo “as quais” tem como referente o substantivo “possibilidades”.
( ) Na linha 27, o pronome pessoal “elas” tem como referente a palavra “máquinas” (l. 25).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
De quem é a inteligência artificial?
Por Bruna Lombardi
01 Grandes mestres ultrapassam fronteiras, usos e costumes, linguagem, as mais diversas
02 culturas, crenças e superstições. Porque o sentido da humanidade está acima disso tudo. Vai
03 além de raças, gêneros e posição social. Trata do que nos une e não do que nos separa.
04 A arte dos grandes mestres toca aquele ponto do sentimento universal. Grandes mentes nos
05 elevam ao mais alto patamar do humanismo.
06 E agora, para onde vamos se as grandes mentes se tornam artificiais? Se a inteligência
07 suprema será a de megacomputadores que acumulam todo o conhecimento do mundo? Atônitos,
08 nos perguntamos e tentamos imaginar a cara desse futuro próximo.
09 Tenho participado de palestras, debates e mesas redondas com muita gente discutindo
10 sua visão futurista, para alguns, otimista, para outros, apocalíptica.
11 Todo bom autor de ficção científica já escreveu alguma coisa sobre as máquinas
12 dominarem o mundo. A criatura mata o criador, como numa das cenas mais poderosas e icônicas
13 do cinema, no Blade Runner original, quando o androide finalmente consegue encontrar quem o
14 fabricou e, entre amor e ódio, discute sua finitude, como um humano falando com Deus.
15 Sem levar em conta esse olhar fantasioso, máquinas são máquinas. E ninguém pode
16 acusar uma máquina ___ nada, exceto talvez as impressoras, que realmente parecem ter
17 vontade própria e só imprimem quando querem. Tudo o que usamos são ferramentas, criadas
18 por pessoas e usadas por pessoas.
19 Muita gente discute as possibilidades alarmantes com as quais a inteligência artificial (IA)
20 nos surpreenderia. Muitos questionam se ela vem para o bem ou para o mal. Estuda-se a história
21 da humanidade através de suas guerras, de suas conquistas e de sua arte para compreender o
22 indivíduo e sua evolução. A arte traduz cada momento histórico e com certeza nos ensina mais
23 do que as guerras.
24 Assim como os grandes mestres, a IA atingirá a todos em maior ou menor escala. Para
25 analisar o efeito da IA, é preciso entender por quem serão programadas as máquinas. Com que
26 versão do pensamento humano serão alimentadas? Qual será a somatória de princípios éticos e
27 morais? Qual a escala de valores? De quem elas serão a verdadeira tradução? A quem elas
28 servirão?
29 Para Krishnamurti, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.
30 Para ele, a verdadeira revolução não é violenta, ela vem através do despertar da inteligência e
31 pela união de pessoas que podem influenciar e promover, aos poucos, gradualmente,
32 transformações radicais na sociedade.
33 O futuro desse mundo polarizado vai refletir quais correntes de pensamento? Que ideias
34 e ideologias vão ser programadas na grande rede neural da inteligência artificial? Assim como
35 em qualquer família, o que é ensinado aos filhos vai definir o que eles se tornarão, as máquinas
36 podem se transformar nas poderosas mentoras da guerra, do ódio, do domínio e da segregação.
37 Ou podem seguir os grandes mestres e compreender o mundo através da arte, do conhecimento
38 e inovação.
39 A tecnologia traz avanços gigantes na nossa caminhada, mas quem a programa e usa é
40 que vai definir nosso rumo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia a charge a seguir e as asserções acerca de sua relação com o texto anterior:
Fonte: www.cingo.com.br
I. A charge e o texto apresentam a mesma preocupação sobre a consequência central do uso da inteligência artificial,
POIS
II. a charge ilustra uma situação de falta de moral.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
De quem é a inteligência artificial?
Por Bruna Lombardi
01 Grandes mestres ultrapassam fronteiras, usos e costumes, linguagem, as mais diversas
02 culturas, crenças e superstições. Porque o sentido da humanidade está acima disso tudo. Vai
03 além de raças, gêneros e posição social. Trata do que nos une e não do que nos separa.
04 A arte dos grandes mestres toca aquele ponto do sentimento universal. Grandes mentes nos
05 elevam ao mais alto patamar do humanismo.
06 E agora, para onde vamos se as grandes mentes se tornam artificiais? Se a inteligência
07 suprema será a de megacomputadores que acumulam todo o conhecimento do mundo? Atônitos,
08 nos perguntamos e tentamos imaginar a cara desse futuro próximo.
09 Tenho participado de palestras, debates e mesas redondas com muita gente discutindo
10 sua visão futurista, para alguns, otimista, para outros, apocalíptica.
11 Todo bom autor de ficção científica já escreveu alguma coisa sobre as máquinas
12 dominarem o mundo. A criatura mata o criador, como numa das cenas mais poderosas e icônicas
13 do cinema, no Blade Runner original, quando o androide finalmente consegue encontrar quem o
14 fabricou e, entre amor e ódio, discute sua finitude, como um humano falando com Deus.
15 Sem levar em conta esse olhar fantasioso, máquinas são máquinas. E ninguém pode
16 acusar uma máquina ___ nada, exceto talvez as impressoras, que realmente parecem ter
17 vontade própria e só imprimem quando querem. Tudo o que usamos são ferramentas, criadas
18 por pessoas e usadas por pessoas.
19 Muita gente discute as possibilidades alarmantes com as quais a inteligência artificial (IA)
20 nos surpreenderia. Muitos questionam se ela vem para o bem ou para o mal. Estuda-se a história
21 da humanidade através de suas guerras, de suas conquistas e de sua arte para compreender o
22 indivíduo e sua evolução. A arte traduz cada momento histórico e com certeza nos ensina mais
23 do que as guerras.
24 Assim como os grandes mestres, a IA atingirá a todos em maior ou menor escala. Para
25 analisar o efeito da IA, é preciso entender por quem serão programadas as máquinas. Com que
26 versão do pensamento humano serão alimentadas? Qual será a somatória de princípios éticos e
27 morais? Qual a escala de valores? De quem elas serão a verdadeira tradução? A quem elas
28 servirão?
29 Para Krishnamurti, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.
30 Para ele, a verdadeira revolução não é violenta, ela vem através do despertar da inteligência e
31 pela união de pessoas que podem influenciar e promover, aos poucos, gradualmente,
32 transformações radicais na sociedade.
33 O futuro desse mundo polarizado vai refletir quais correntes de pensamento? Que ideias
34 e ideologias vão ser programadas na grande rede neural da inteligência artificial? Assim como
35 em qualquer família, o que é ensinado aos filhos vai definir o que eles se tornarão, as máquinas
36 podem se transformar nas poderosas mentoras da guerra, do ódio, do domínio e da segregação.
37 Ou podem seguir os grandes mestres e compreender o mundo através da arte, do conhecimento
38 e inovação.
39 A tecnologia traz avanços gigantes na nossa caminhada, mas quem a programa e usa é
40 que vai definir nosso rumo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A autora inicia o texto trazendo um assunto que será ligado ao seu tema principal no segundo parágrafo.
II. Ao longo do texto, a autora menciona um tipo de máquina que ela afirma não funcionar sempre que necessário.
III. A autora adverte que, no futuro, a IA será autossuficiente e controlará nossas vidas.
Quais estão corretas?
Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
- Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
- a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
- “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
- do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
- interessa: o amor.
- Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
- apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
- beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
- histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
- nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
- de formar um par, de pouco valeriam.
- Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
- heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
- em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
- recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
- diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
- se aproximar. Sem rufar de tambores.
- A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
- poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
- ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
- nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
- cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
- Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
- multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
- do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
- se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
- elevação dos hábitos mundanos.
- Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
- junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
- aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
- Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
- inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
- impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual NÃO tenha sido empregada linguagem figurada.
Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
- Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
- a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
- “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
- do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
- interessa: o amor.
- Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
- apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
- beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
- histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
- nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
- de formar um par, de pouco valeriam.
- Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
- heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
- em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
- recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
- diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
- se aproximar. Sem rufar de tambores.
- A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
- poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
- ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
- nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
- cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
- Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
- multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
- do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
- se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
- elevação dos hábitos mundanos.
- Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
- junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
- aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
- Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
- inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
- impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica um sinônimo da palavra “inerentes” (l. 32).
Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
- Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
- a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
- “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
- do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
- interessa: o amor.
- Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
- apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
- beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
- histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
- nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
- de formar um par, de pouco valeriam.
- Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
- heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
- em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
- recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
- diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
- se aproximar. Sem rufar de tambores.
- A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
- poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
- ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
- nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
- cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
- Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
- multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
- do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
- se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
- elevação dos hábitos mundanos.
- Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
- junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
- aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
- Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
- inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
- impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que NÃO indica uma característica do amor valorizada pela autora.
Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
- Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
- a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
- “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
- do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
- interessa: o amor.
- Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
- apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
- beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
- histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
- nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
- de formar um par, de pouco valeriam.
- Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
- heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
- em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
- recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
- diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
- se aproximar. Sem rufar de tambores.
- A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
- poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
- ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
- nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
- cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
- Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
- multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
- do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
- se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
- elevação dos hábitos mundanos.
- Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
- junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
- aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
- Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
- inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
- impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A autora mostra-se contra os contos de fadas, nos quais a princesa precisa do amor para ser salva.
II. A autora participou como atriz de um programa gravado no Theatro São Pedro.
III. Para Martha Medeiros, amor e romantismo são companheiros inseparáveis.
Quais estão corretas?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual alternativa a seguir apresenta a correta reescrita da frase “Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim” no futuro do indicativo?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das palavras abaixo NÃO pertence à mesma família da palavra “amor”?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das alternativas abaixo é um sinônimo (palavra de sentido semelhante) da palavra “aprisionam” (l. 06)?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das alternativas abaixo NÃO é algo que a autora aponta como uma morte cotidiana?
Viver é um grito
Por Adriana Antunes
01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa
02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e
03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa
04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um
05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem
06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que
07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.
08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.
09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes
10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja
11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto
12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada
13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a
14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir
15 a janela e ver o dia lá fora.
16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem
17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento
18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.
19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do
20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É
21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se
22 apagando.
23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa
24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama
25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual é o assunto principal do texto?
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 35, a locução conjuntiva “para que” indica _________ e poderia ser substituída por _________, _________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a correção gramatical do período.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego de recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 03, o pronome demonstrativo “essa” refere-se ao que foi explicado no período anterior.
II. Na linha 21, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “venda”.
III. A palavra “Agência”, na linha 37, é usada como substituinte à palavra “Anvisa” (l. 35).
Quais estão corretas?
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “inócua” (l. 27) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica uma informação do texto anterior que justifica a situação ilustrada comicamente pela charge da Figura 1 abaixo:
Figura 1
Cigarros Eletrônicos: um crime continuado
Por Dráuzio Varella
- No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
- campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
- sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
- traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
- Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
- fumo era punido com retaliação financeira.
- A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
- companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
- de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
- custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
- leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
- Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
- medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
- consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
- fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
- Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
- perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
- eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
- subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
- de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
- se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
- cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
- finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
- Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
- vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
- fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
- ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
- ajudava a parecer adultos.
- Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
- escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
- largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
- começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
- décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
- dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
- Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
- eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
- dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
- para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
- continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Dráuzio Varella compara a ação da indústria de cigarros com o mundo do crime.
II. A estratégia da indústria do fumo para contornar sua imagem negativa consistia apenas em
propagandas que veiculavam uma ideia de saúde e energia associada ao tabagismo.
III. O Brasil foi pioneiro na adoção de medidas de combate ao fumo e, por isso, é reconhecido por especialistas da OMS.
Quais estão corretas?