Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2166678 Português

A locução sublinhada na frase abaixo estabelece a ideia de:

Perdeu a hora, de maneira que perdeu o encontro.

Alternativas
Q2166673 Português
        Autocompaixão envolve tratar a si mesmo da forma como você trataria um amigo que está tendo dificuldades − mesmo que seu amigo tenha cometido um erro ou esteja se sentindo inadequado ou esteja apenas enfrentando um desafio difícil na vida. A cultura ocidental coloca grande ênfase em sermos gentis com nossos amigos, familiares e vizinhos que estão passando por dificuldades, mas não quando se trata de nós mesmos. A autocompaixão é uma prática na qual aprendemos a ser um bom amigo para nós mesmos quando mais precisamos − nos tornamos um aliado interno em vez de um inimigo interno. Porém, habitualmente não nos tratamos tão bem quanto tratamos nossos amigos.
       A regra de ouro diz: “Faça para os outros aquilo que gostaria que eles fizessem para você”. No entanto, você não vai querer fazer para os outros aquilo que faz para si mesmo! Imagine que sua melhor amiga lhe telefona depois de levar um fora do parceiro, e é assim que se dá a conversa:
      “Oi”, você diz, atendendo ao telefone. “Como vai?”
     “Terrível”, ela diz, aos prantos. “Sabe aquele cara, Michael, com quem eu estava saindo? Bem, ele é o primeiro homem por quem eu me interessei desde o meu divórcio. Ontem _____ noite ele me disse que eu estava pressionando muito e que ele só quer amizade. Estou devastada.”
      Você suspira e diz: “Bom, para ser bem honesta, isso provavelmente aconteceu __________ você é velha, feia e chata, sem falar que é carente e dependente. E está pelo menos 10 quilos acima do peso. Eu simplesmente desistiria agora __________ de fato não há esperança de que você encontre alguém que vá amá-la. Francamente, você não merece!”. Você falaria assim com alguém de quem gosta? É claro que não. Mas, estranhamente, esse é exatamente o tipo de coisa que dizemos _____ nós mesmos em tais situações − ou ainda pior. Com autocompaixão, aprendemos a falar com nós mesmos como um bom amigo. “Sinto muito. Você está bem? Deve estar muito chateada. Lembre-se de que eu estou sempre aqui e que gosto muito de você. Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?”
         Embora uma maneira simples de pensar sobre autocompaixão seja tratar a si mesmo como você trataria um bom amigo, a definição mais completa envolve três elementos essenciais que mobilizamos quando estamos sofrendo: autobondade, humanidade compartilhada e mindfulness.

(Fonte: Manual de Mindfulness e Autocompaixão − adaptado.)
Considerando-se a ideia informativa do texto, um dos objetivos da veiculação do texto é: 
Alternativas
Q2166672 Português
        Autocompaixão envolve tratar a si mesmo da forma como você trataria um amigo que está tendo dificuldades − mesmo que seu amigo tenha cometido um erro ou esteja se sentindo inadequado ou esteja apenas enfrentando um desafio difícil na vida. A cultura ocidental coloca grande ênfase em sermos gentis com nossos amigos, familiares e vizinhos que estão passando por dificuldades, mas não quando se trata de nós mesmos. A autocompaixão é uma prática na qual aprendemos a ser um bom amigo para nós mesmos quando mais precisamos − nos tornamos um aliado interno em vez de um inimigo interno. Porém, habitualmente não nos tratamos tão bem quanto tratamos nossos amigos.
       A regra de ouro diz: “Faça para os outros aquilo que gostaria que eles fizessem para você”. No entanto, você não vai querer fazer para os outros aquilo que faz para si mesmo! Imagine que sua melhor amiga lhe telefona depois de levar um fora do parceiro, e é assim que se dá a conversa:
      “Oi”, você diz, atendendo ao telefone. “Como vai?”
     “Terrível”, ela diz, aos prantos. “Sabe aquele cara, Michael, com quem eu estava saindo? Bem, ele é o primeiro homem por quem eu me interessei desde o meu divórcio. Ontem _____ noite ele me disse que eu estava pressionando muito e que ele só quer amizade. Estou devastada.”
      Você suspira e diz: “Bom, para ser bem honesta, isso provavelmente aconteceu __________ você é velha, feia e chata, sem falar que é carente e dependente. E está pelo menos 10 quilos acima do peso. Eu simplesmente desistiria agora __________ de fato não há esperança de que você encontre alguém que vá amá-la. Francamente, você não merece!”. Você falaria assim com alguém de quem gosta? É claro que não. Mas, estranhamente, esse é exatamente o tipo de coisa que dizemos _____ nós mesmos em tais situações − ou ainda pior. Com autocompaixão, aprendemos a falar com nós mesmos como um bom amigo. “Sinto muito. Você está bem? Deve estar muito chateada. Lembre-se de que eu estou sempre aqui e que gosto muito de você. Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?”
         Embora uma maneira simples de pensar sobre autocompaixão seja tratar a si mesmo como você trataria um bom amigo, a definição mais completa envolve três elementos essenciais que mobilizamos quando estamos sofrendo: autobondade, humanidade compartilhada e mindfulness.

(Fonte: Manual de Mindfulness e Autocompaixão − adaptado.)
Em relação à linguagem empregada no texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Apresenta linguagem regional, uma vez que é possível encontrar marcas de escrita características de uma região.
( ) Com jargões técnicos, demonstra ser um texto formal, voltado para profissionais da área da saúde mental.
( ) Visa proximidade com o leitor, fazendo uso de interlocuções e de verbos no modo imperativo.
( ) A linguagem formal é utilizada para garantir um texto técnico, objetivando transmitir conhecimento acerca de uma temática de interesse restrito. 
Alternativas
Q2166671 Português
        Autocompaixão envolve tratar a si mesmo da forma como você trataria um amigo que está tendo dificuldades − mesmo que seu amigo tenha cometido um erro ou esteja se sentindo inadequado ou esteja apenas enfrentando um desafio difícil na vida. A cultura ocidental coloca grande ênfase em sermos gentis com nossos amigos, familiares e vizinhos que estão passando por dificuldades, mas não quando se trata de nós mesmos. A autocompaixão é uma prática na qual aprendemos a ser um bom amigo para nós mesmos quando mais precisamos − nos tornamos um aliado interno em vez de um inimigo interno. Porém, habitualmente não nos tratamos tão bem quanto tratamos nossos amigos.
       A regra de ouro diz: “Faça para os outros aquilo que gostaria que eles fizessem para você”. No entanto, você não vai querer fazer para os outros aquilo que faz para si mesmo! Imagine que sua melhor amiga lhe telefona depois de levar um fora do parceiro, e é assim que se dá a conversa:
      “Oi”, você diz, atendendo ao telefone. “Como vai?”
     “Terrível”, ela diz, aos prantos. “Sabe aquele cara, Michael, com quem eu estava saindo? Bem, ele é o primeiro homem por quem eu me interessei desde o meu divórcio. Ontem _____ noite ele me disse que eu estava pressionando muito e que ele só quer amizade. Estou devastada.”
      Você suspira e diz: “Bom, para ser bem honesta, isso provavelmente aconteceu __________ você é velha, feia e chata, sem falar que é carente e dependente. E está pelo menos 10 quilos acima do peso. Eu simplesmente desistiria agora __________ de fato não há esperança de que você encontre alguém que vá amá-la. Francamente, você não merece!”. Você falaria assim com alguém de quem gosta? É claro que não. Mas, estranhamente, esse é exatamente o tipo de coisa que dizemos _____ nós mesmos em tais situações − ou ainda pior. Com autocompaixão, aprendemos a falar com nós mesmos como um bom amigo. “Sinto muito. Você está bem? Deve estar muito chateada. Lembre-se de que eu estou sempre aqui e que gosto muito de você. Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?”
         Embora uma maneira simples de pensar sobre autocompaixão seja tratar a si mesmo como você trataria um bom amigo, a definição mais completa envolve três elementos essenciais que mobilizamos quando estamos sofrendo: autobondade, humanidade compartilhada e mindfulness.

(Fonte: Manual de Mindfulness e Autocompaixão − adaptado.)
Considerando-se o texto, sobre a autocompaixão, analisar os itens abaixo:

I. Envolve tratar o outro da mesma forma com que nos tratamos, isto é, de forma gentil.
II. Torna-nos um inimigo interno de um aliado interno de vez.
III. Compreende uma prática que nos ensina a sermos bons com nós mesmos quando mais precisamos.
IV. Provém da cultura ocidental, na qual aprendemos a sermos gentis com todos que nos cercam, bem como com nós mesmos.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2166629 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.


Texto 2
Os grandes desconhecidos da ciência 




PONTES, Paula Penedo. Os grandes desconhecidos da ciência. Jornal da Unicamp, 10 de janeiro de 2023. Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2023/01/10/os-grandes-desconhecidos-da-ciencia. [Adaptado]. Acesso em: 15 jan. 2023.


Texto 3
“A Terra pode nos deixar para trás e seguir o seu caminho”
Entrevista com Ailton Krenak


KRENAK, Ailton. Entrevista feita por Anna Ortega. Jornal da Universidade, 12 de novembro de 2020. Disponível em: www.ufrgs.br/ jornal/ailton-krenak-a-terra-pode-nos-deixar-para-tras-e-seguir-o-seu-caminho. Acesso em: 15 jan. 2023. [Adaptado].

Texto 4
Empresas podem ajudar a escalar a agricultura regenerativa




AZEVEDO, Roberto. Forbes Agro. 25 de novembro de 2022. Disponível em: https://forbes.com.br/forbesagro/2022/11/comoempresas-podem-ajudar-a-escalar-a-agropecuaria-regenerativa. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base nos textos 1, 2, 3 e 4, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. Há uma relação temática entre os quatro textos em torno da questão ambiental e do papel dos seres humanos na sua proteção.
II. As definições “época da dominação humana” (texto 1) e “teoria de que as ações humanas mudaram profundamente o funcionamento do planeta e de que isso constituiria uma nova era geológica” (texto 3) dizem respeito ao Antropoceno.
III. Os seguintes termos estão em consonância com os textos 1, 2, 3 e 4, respectivamente: “crescimento da população”, “conservação da biodiversidade”, “movimentação da vida” e “sistema alimentar sustentável”.
IV. Os textos pertencem a gêneros textuais diferentes: enquanto os dois primeiros são científicos, os dois últimos enfocam exemplos cotidianos e do senso comum.
V. O texto 2 se distancia tematicamente dos demais textos, pois desconsidera o debate sobre a renovação do ar.
Alternativas
Q2166627 Português
Texto 4
Empresas podem ajudar a escalar a agricultura regenerativa




AZEVEDO, Roberto. Forbes Agro. 25 de novembro de 2022. Disponível em: https://forbes.com.br/forbesagro/2022/11/comoempresas-podem-ajudar-a-escalar-a-agropecuaria-regenerativa. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 4, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) O título pode ser reescrito da seguinte maneira, sem alteração de sentido: “O dever das empresas junto ao equilíbrio da agricultura regenerativa”.
( ) As siglas ONU, COP27 e COP fazem menção ao mesmo evento ocorrido do início de novembro.
( ) Dados revelam que o modo de cultivo da terra é uma fonte de emissão de gases de efeito estufa.
( ) As negociações climáticas internacionais estão desatentas para o papel da agricultura regenerativa em relação à redução de emissões de gases.
( ) As expressões “Em outras palavras” (linha 14), “Dito isso” (linha 20) e “No final das contas” (linha 24) contribuem para orientar a interpretação do texto, criando elos entre as ideias. 
Alternativas
Q2166624 Português
Texto 3
“A Terra pode nos deixar para trás e seguir o seu caminho”
Entrevista com Ailton Krenak




KRENAK, Ailton. Entrevista feita por Anna Ortega. Jornal da Universidade, 12 de novembro de 2020. Disponível em: www.ufrgs.br/ jornal/ailton-krenak-a-terra-pode-nos-deixar-para-tras-e-seguir-o-seu-caminho. Acesso em: 15 jan. 2023. [Adaptado].
Com base no texto 3, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2166621 Português
Texto 2
Os grandes desconhecidos da ciência 




PONTES, Paula Penedo. Os grandes desconhecidos da ciência. Jornal da Unicamp, 10 de janeiro de 2023. Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2023/01/10/os-grandes-desconhecidos-da-ciencia. [Adaptado]. Acesso em: 15 jan. 2023.
Com base no texto 2, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O texto é uma publicação científica composta pelas seguintes informações: objetivos, justificativa, orientação teórica, metodologia, resultados e referências bibliográficas.
II. O texto apresenta relatos de estudos científicos, o que se evidencia pela menção a um artigo publicado em periódico acadêmico por pesquisadores de duas universidades.
III. O segundo parágrafo apresenta informações sobre a metodologia utilizada e os resultados alcançados pela pesquisa.
IV. O quarto parágrafo apresenta duas citações indiretas, que são parafraseadas a partir do texto de referência.
V. A expressão “De forma geral” (linha 18) expressa uma função aditiva e pode ser substituída sem alteração do sentido por “Outrossim”. 
Alternativas
Q2166620 Português
Texto 2
Os grandes desconhecidos da ciência 




PONTES, Paula Penedo. Os grandes desconhecidos da ciência. Jornal da Unicamp, 10 de janeiro de 2023. Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2023/01/10/os-grandes-desconhecidos-da-ciencia. [Adaptado]. Acesso em: 15 jan. 2023.
Com base no texto 2, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2166619 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 1 e na variedade padrão da língua escrita, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) Por “o desenvolvimento sustentável virou um oximoro” (linhas 27 e 28) entende-se que há uma relação harmônica e convergente entre as ideias de “desenvolvimento” e “sustentável”.
( ) Por “força onipresente” (linha 03) entende-se uma força que, de tempos em tempos, está presente em todos os lugares.
( ) Em “A estabilidade climática do Holoceno propiciou o desenvolvimento econômico e social, e o ser humano expandiu [...]” (linhas 04 e 05), a vírgula é usada para separar orações coordenadas com sujeito distinto.
( ) Em “o grau do impacto destruidor” (linha 10), “a força impulsionadora da degradação ambiental” (linhas 13 e 14) e “ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica” (linha 14), as palavras sublinhadas estão funcionando como adjetivo.
( ) Em “a domesticação dos animais” (linha 06), “A sexta extinção em massa” (linha 15), “o avanço do progresso humano” (linha 25) e “processo de empobrecimento do meio ambiente” (linhas 25 e 26), as palavras sublinhadas estão funcionando como substantivo.
( ) Em “O Homo sapiens surgiu” (linha 01) e “o surgimento do Homo sapiens” (linhas 22 e 23), a forma verbal “surgiu” se alterou para o nome derivado “surgimento” e o termo Homo sapiens passou de sujeito a adjunto adnominal, respectivamente.  
Alternativas
Q2166617 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 1, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. A temporalidade presente no texto segue uma cronologia linear, culminando com o crescimento e desenvolvimento humano e a degradação ambiental.
II. Em um período de 12 mil anos houve o desenvolvimento de atividades agrícolas, a domesticação dos animais e a construção de cidades.
III. O Antropoceno é uma era geológica caracterizada pela destruição ambiental causada por mutações de animais e plantas.
IV. O texto denuncia os perigos da ação humana para o planeta, demandando atitudes drásticas para a sua salvação.
V. No último parágrafo, os termos “ideia utópica” e “distopia” são intercambiáveis, sem gerar alteração de sentido. 
Alternativas
Q2166616 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 1, assinale a alternativa que substitui, na mesma ordem e sem alteração de significado, as palavras sublinhadas em “o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica” (linha 14).  
Alternativas
Q2166615 Português
Texto 1
Antropoceno: a era do colapso ambiental


ALVES, José Eustáquio Diniz. Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Disponível em: https://cee.fiocruz.br/?q=node/1106. [Adaptado]. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2166576 Português

Leia  o texto para responder a questão.

    Vicente Manoel da Silva (ou Vicente Guató) faz parte de uma comunidade pantaneira que foi expulsa de suas terras e chegou a ser considerada extinta nos anos 1950. Ele acha que tem 82 anos, mas confessa não saber em que ano nasceu: “Só sei que foi no dia 10 de maio”. Um registro tirado quando tinha cerca de 30 anos, seu único documento, traz uma data fictícia de 1946. Datas, contudo, não têm muita importância para os guatós que, segundo ele, preferem se orientar “pelo rumo”.

    Embora tímido, ele conta em sua língua natal que todos os dias pega a canoa, sai para pescar e, quando retorna, acende o fogo e frita ou cozinha os peixes, refeição que compartilha com cerca de 30 gatos que são suas únicas companhias. “Também tinha alguns cachorros, mas a onça comeu”, informa, acrescentando que “também caçava, matava e vendia o couro de onças, que valia muito, mas agora não pode mais mexer com elas”. A caça está proibida no Brasil desde 1967, mas a onça-pintada, típica do Pantanal, está na lista de espécies em risco de extinção.

    Vicente cita várias palavras em guató e pede aos visitantes que as repitam. “Ele acha que só faz sentido falar a língua se estiver ensinando alguém”, diz o antropólogo e linguista Gustavo Godoy que, junto com a esposa Kristina Balykowa, também linguista, esteve com Vicente várias vezes.

    Além de Vicente, que se tornou um “consultor” para o casal, outra falante nativa era Eufrásia Ferreira, falecida no ano passado. Há outras pessoas com elevado conhecimento do idioma, como o irmão de Vicente, André, e Dalva Maria de Souza Ferreira, também moradora de Corumbá, casada com um guató não falante e que aprendeu a língua com a sogra e amigos. Ambos, no entanto, não são fluentes.

    Seu Vicente prefere se entregar à solidão para ter a liberdade de permanecer na terra que considera sua, onde enterrou a mãe e um tio e onde mantém as tradições dos seus ancestrais. Ele se sente feliz em ajudar a nova geração a se interessar pelo idioma, mas lamenta não ter com quem conversar em sua língua nativa: “Se ainda tivesse alguém vivo… mas todos com quem eu falava já morreram”.

(Cleide Silva. Um idioma em risco de extinção: conheça o último indígena a falar a língua guató. www.estadao.com.br, 16.12.2022. Adaptado)

O trecho – Vicente cita várias palavras em guató e pede aos visitantes que as repitam. (3º parágrafo) – pode ser assim reescrito sem prejuízo da norma-padrão:
Alternativas
Q2166574 Português

Leia  o texto para responder a questão.

    Vicente Manoel da Silva (ou Vicente Guató) faz parte de uma comunidade pantaneira que foi expulsa de suas terras e chegou a ser considerada extinta nos anos 1950. Ele acha que tem 82 anos, mas confessa não saber em que ano nasceu: “Só sei que foi no dia 10 de maio”. Um registro tirado quando tinha cerca de 30 anos, seu único documento, traz uma data fictícia de 1946. Datas, contudo, não têm muita importância para os guatós que, segundo ele, preferem se orientar “pelo rumo”.

    Embora tímido, ele conta em sua língua natal que todos os dias pega a canoa, sai para pescar e, quando retorna, acende o fogo e frita ou cozinha os peixes, refeição que compartilha com cerca de 30 gatos que são suas únicas companhias. “Também tinha alguns cachorros, mas a onça comeu”, informa, acrescentando que “também caçava, matava e vendia o couro de onças, que valia muito, mas agora não pode mais mexer com elas”. A caça está proibida no Brasil desde 1967, mas a onça-pintada, típica do Pantanal, está na lista de espécies em risco de extinção.

    Vicente cita várias palavras em guató e pede aos visitantes que as repitam. “Ele acha que só faz sentido falar a língua se estiver ensinando alguém”, diz o antropólogo e linguista Gustavo Godoy que, junto com a esposa Kristina Balykowa, também linguista, esteve com Vicente várias vezes.

    Além de Vicente, que se tornou um “consultor” para o casal, outra falante nativa era Eufrásia Ferreira, falecida no ano passado. Há outras pessoas com elevado conhecimento do idioma, como o irmão de Vicente, André, e Dalva Maria de Souza Ferreira, também moradora de Corumbá, casada com um guató não falante e que aprendeu a língua com a sogra e amigos. Ambos, no entanto, não são fluentes.

    Seu Vicente prefere se entregar à solidão para ter a liberdade de permanecer na terra que considera sua, onde enterrou a mãe e um tio e onde mantém as tradições dos seus ancestrais. Ele se sente feliz em ajudar a nova geração a se interessar pelo idioma, mas lamenta não ter com quem conversar em sua língua nativa: “Se ainda tivesse alguém vivo… mas todos com quem eu falava já morreram”.

(Cleide Silva. Um idioma em risco de extinção: conheça o último indígena a falar a língua guató. www.estadao.com.br, 16.12.2022. Adaptado)

A partir de informações presentes no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2166572 Português

Leia a tira para responder a questão.




(Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 20.01.2023)

No trecho – … essa bola deve representar para ele sérias questões teológicas. (2º quadro) –, a palavra em destaque indica
Alternativas
Q2166547 Português

O anúncio a seguir faz parte de uma campanha publicitária para estimular a doação de roupas.  


Imagem associada para resolução da questão


O diminutivo “quentinho”, nesse caso, tem valor:

Alternativas
Q2166544 Português
Três anos de pandemia de covid-19

         No dia 11 de março de 2020, o biólogo etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fez um discurso que entraria para a história.
         Num momento em que haviam sido registrados 118 mil casos e 4,2 mil mortes por covid-19 em 114 países, ele anunciou que estávamos, de fato, em uma pandemia.
          “Essa é a primeira pandemia causada por um coronavírus. [...] Nós estamos soando o alarme em alto e bom som”, declarou.
        Três anos, 676,5 milhões de casos e 6,8 milhões de mortes depois, o mundo se encontra num momento completamente distinto da crise sanitária.
        Com o desenvolvimento de vacinas, testes e remédios em tempo recorde, o coronavírus deixou de representar uma ameaça mortal para a maioria das pessoas — apesar de ainda ser um problema grave e preocupante para os grupos mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido.
        E o próprio Brasil é um exemplo dessa mudança de cenário: a taxa de mortalidade, que chegou a 201 por 100 mil habitantes em 2021, caiu para 36 no ano passado e, no primeiro trimestre de 2023, encontra-se em três, segundo o painel do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).


(Fonte: BBC – adaptado.)
Pelo contexto, qual é o sentido do trecho “[...] soando o alarme em alto e bom som” presente no texto? 
Alternativas
Q2166542 Português
Três anos de pandemia de covid-19

         No dia 11 de março de 2020, o biólogo etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fez um discurso que entraria para a história.
         Num momento em que haviam sido registrados 118 mil casos e 4,2 mil mortes por covid-19 em 114 países, ele anunciou que estávamos, de fato, em uma pandemia.
          “Essa é a primeira pandemia causada por um coronavírus. [...] Nós estamos soando o alarme em alto e bom som”, declarou.
        Três anos, 676,5 milhões de casos e 6,8 milhões de mortes depois, o mundo se encontra num momento completamente distinto da crise sanitária.
        Com o desenvolvimento de vacinas, testes e remédios em tempo recorde, o coronavírus deixou de representar uma ameaça mortal para a maioria das pessoas — apesar de ainda ser um problema grave e preocupante para os grupos mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido.
        E o próprio Brasil é um exemplo dessa mudança de cenário: a taxa de mortalidade, que chegou a 201 por 100 mil habitantes em 2021, caiu para 36 no ano passado e, no primeiro trimestre de 2023, encontra-se em três, segundo o painel do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).


(Fonte: BBC – adaptado.)
A palavra “distinto”, sublinhada no texto, poderia ser substituída pela seguinte palavra sem alterar o sentido da frase:
Alternativas
Q2166541 Português
Três anos de pandemia de covid-19

         No dia 11 de março de 2020, o biólogo etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fez um discurso que entraria para a história.
         Num momento em que haviam sido registrados 118 mil casos e 4,2 mil mortes por covid-19 em 114 países, ele anunciou que estávamos, de fato, em uma pandemia.
          “Essa é a primeira pandemia causada por um coronavírus. [...] Nós estamos soando o alarme em alto e bom som”, declarou.
        Três anos, 676,5 milhões de casos e 6,8 milhões de mortes depois, o mundo se encontra num momento completamente distinto da crise sanitária.
        Com o desenvolvimento de vacinas, testes e remédios em tempo recorde, o coronavírus deixou de representar uma ameaça mortal para a maioria das pessoas — apesar de ainda ser um problema grave e preocupante para os grupos mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido.
        E o próprio Brasil é um exemplo dessa mudança de cenário: a taxa de mortalidade, que chegou a 201 por 100 mil habitantes em 2021, caiu para 36 no ano passado e, no primeiro trimestre de 2023, encontra-se em três, segundo o painel do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).


(Fonte: BBC – adaptado.)
Apesar de ainda ser um problema grave e preocupante para os grupos mais vulneráveis, o que, segundo o texto, fez com que o coronavírus deixasse de representar uma ameaça mortal para a maioria das pessoas?
Alternativas
Respostas
44961: D
44962: B
44963: A
44964: C
44965: E
44966: D
44967: A
44968: B
44969: C
44970: A
44971: E
44972: D
44973: B
44974: B
44975: B
44976: E
44977: A
44978: D
44979: A
44980: D