Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto abaixo e assinale a alternativa verdadeira:
Foi na Copa que descobri que homem também chora (por bobagem)
Por André Pugliesi
Foi na Copa do Mundo de 86, no México, que eu descobri que homens adultos também choravam. Estava num churrasco com meus pais, o Brasil foi varrido pela França, nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, e mesmo o fracasso daquele conjunto, uma versão depenada do time sensação de 82, comoveu alguns.
Vi algumas lágrimas de decepção escorrerem, timidamente, assim que a disputa na marca da cal se encerrou. Quatro anos depois, ainda se alimentava a expectativa de que craques como Zico, Sócrates e Júnior fossem eternizados pela glória mundialista. O desfecho, entretanto, ficou entre o triste e o patético.
Zico cumpria luta, inglória, contra as dores no joelho. O Magrão desfilava a mesma elegância, mas igualmente sofria fisicamente. E se o bigode de Júnior preservava a pelagem preta, o cabelo, não mais. A segunda tentativa do time de Telê Santana, então, terminou nas quartas de final.
Aos 7 anos, achei aquela reação ao fracasso esquisita. Embora não conhecesse nada sobre fracasso, nem tivesse visto, ainda, tantas coisas esquisitas. Com o tempo, percebi que é possível, sim, envolver-se emocionalmente com o esporte ao ponto de despencar no choro, seja um pranto detonado por alegria ou tristeza.
Já rodado, se o choro é livre, sempre, qualquer ilusão com a seleção brasileira parece ter sido soterrada, definitivamente, no 7 a 1, quando tragédia e comédia se confundiram. Pesam, ainda, a mercantilização do futebol, os clubes agora seleções transnacionais, a estridência das mídias.
Assim, choro pelo Brasil, choro por Copa do Mundo, só pra quem, como eu aos 7 anos, ainda não conheceu o fracasso absoluto.
Fonte: www.umdoisesportes.com.br
Leia a reflexão abaixo do Dr. Simão Bacamarte, icônico personagem da obra O Alienista, de Machado de Assis e assinale a alternativa apropriada:
"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente."
Para responder à questão a seguir, tome por referência o texto abaixo:
Acesso à Justiça passa pelo fim da linguagem "empolada" no Direito
Por Teresa Arruda Alvim
Conta-se a história de um homem que dormiu por 200 anos e acordou, é claro, assustado. Foi à “caixa de depósitos” para ver se tinha dinheiro e lá encontrou, em vez de pessoas, caixas automáticos, portas giratórias e se assustou mais ainda. Foi à venda, com fome, e encontrou um hipermercado, onde jovens andavam de patins, de lá para cá, filas intermináveis de caixas registradoras e se apavorou. Então, resolveu ir ao tribunal, para ver como andavam alguns processos de que se lembrava vagamente e aí... ficou aliviado!... Tudo estava exatamente igual: falava-se latim e havia tapetes vermelhos.
Em vez de sorrir, esta história deveria fazer-nos levar as mãos à cabeça e pensar em quantas coisas na área jurídica cheiram a mofo.
Uma delas, sem dúvida, é a nossa linguagem. Não, não a linguagem técnica: litisconsórcio, enfiteuse ou perempção. Mas a linguagem “comum”: egrégio, sodalício, pretório, homiziar. Esta linguagem “comum” para muitos dos que lidam com o Direito.
O pior é que, muito frequentemente, vem mesclada de erros do tipo duas “jurisprudências” e três “doutrinas”, o que torna tudo ainda mais tragicômico.
Certo que a linguagem jurídica é técnica e não podemos deixar de usar palavras cujo significado só é conhecido de profissionais, como coisa julgada ou devolutividade dos recursos. Também há a linguagem dos corredores dos fóruns, em que se aceita o uso de expressões cujo sentido também não é conhecido por quem não é da área: os autos estão “conclusos”, o juiz “despachou”.
O que deve desaparecer e ser aberta e francamente desestimulada é a linguagem gongórica, “empolada”, hermética que muitos da área jurídica têm prazer de usar. Empregam-se sinônimos, que já caíram em desuso e que são, portanto, incompreensíveis, de palavras que todos conhecem, como sobejar (em vez de sobrar); objurgar (em vez de impugnar); perfunctório (em vez de superficial).
E a sinonímia atinge patamares delirantes, sob o pretexto de se criar um texto elegante: petições iniciais se transformam em exordiais, peças vestibulares, ou alfas; recurso se transmuda em irresignação... isso, para não falar nas clássicas Carta Magna ou writ.
Esta busca desenfreada por sinônimos extravagantes e de gosto duvidoso vem da época em que Direito não era ciência e, então, se usava a regra da literatura: não se pode repetir palavras... Esta espécie de linguagem esconde também o desejo de se demonstrar erudição e poder, já que são poucos os que dominam tal vocabulário erudito.
Outra das funções da linguagem empolada é a de esconder a falta de cultura jurídica.
A única função da linguagem deve ser a de comunicar. Não a de mostrar poder ou a de confundir o interlocutor. Muito menos a de manipulá-lo.
Usar este estilo demonstra um desprezo inadmissível pela principal função da linguagem que é a de transmitir ideias. Cultivar o gosto por este estilo de discurso é, no mínimo, ser “elitista”, no pior sentido da expressão, e ignorar que o direito tem, sobretudo – senão única e exclusivamente – uma função social. Por que privar parte da sociedade da compreensão do Direito? Ou seja: de entender as regras a que todos estão submetidos? Não parece totalmente sem sentido?
De um lado se fala em acesso à justiça... e de outro se usam termos cujo significado ninguém conhece? O que adianta um posto de saúde em que o médico pergunta ao paciente se tem cefaleia?
Acesso à Justiça também significa a possibilidade de se compreender o discurso jurídico.
O pretexto de se criar um estilo melhor, mais bonito, mais elegante, usando-se este tipo de vocabulário ou sinônimos inadmissíveis, não convence. A simplicidade é elegante. As funções do Direito são a de proporcionar a vida civilizada em sociedade, gerando previsibilidade com respeito à isonomia. Nenhum destes objetivos e os métodos por meio dos quais podem ser atingidos precisam do vocabulário morto e enterrado no final do século XIX.
(ALVIM, Teresa Arruda. Acesso à Justiça passa pela linguagem ‘empolada’ no Direito. Consultor Jurídico, 16 dez. 2017. Disponível em: https://www.conjur.com.br. Acesso em: 20/05/2023.)
• ... e da escassez deles para além dos centros urbanos. (1º parágrafo)
• Indiscutível que esse fato gerou um incremento exponencial das denúncias [...] daquilo que é genericamente chamado de “erro médico”. (4º parágrafo)
Os termos destacados têm como antônimos, correta e respectivamente, os termos:
• Crise hídrica alguma detém o frenesi de nossa toalete. (1o parágrafo)
• Quando fui à Alemanha é que tive consciência do impasse diplomático deflagrado no lavabo de meu primo Klaus. (2o parágrafo)
• “Se compro em barra, me acusam de ser 50% brasileiro. Isso me cheira a xenofobia!” (2o parágrafo)
• Vagando por becos, farejando feirinhas, me senti de alma lavada ao perceber que ainda existem outros como nós. (5o parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Leia a tira para responder à questão.

Leia o texto abaixo:
Emissoras apresentam propostas para combater desinformação na internet
Por Pedro Lacerda
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) anunciou, nessa quarta-feira (15), uma série de propostas e ações para regulação das plataformas digitais no Brasil. O documento, denominado "Carta de Brasília", foi preparado durante o 1º Seminário sobre os Desafios e Ações na Era Digital, promovido pela Abert e pela Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), em Brasília. As propostas visam combater a proliferação de desinformação na internet e práticas anticompetitivas das redes sociais.
De acordo com o presidente da Abert, Flávio Lara Resende, as empresas de tecnologia e as plataformas digitais precisam ter regras mais simétricas. Ele também assinalou que as grandes companhias digitais devem ser responsabilizadas em relação à desinformação que circula em suas respectivas plataformas, bem como sobre os conteúdos publicitários e impulsionamentos.
"É necessária a responsabilização destas empresas e plataformas pela divulgação de conteúdo disponibilizado na rede mundial de computadores, em especial quando se verificar a veiculação de notícias falsas ou informações direcionadas e impulsionadas eletronicamente, com fins lucrativos", disse.
A presença de mentiras, ofensas e ódio nas plataformas, afirma Resende, são uma consequência da falta de responsabilização e supervisão das atividades das companhias digitais. Outro ponto defendido pelos grupos nacionais de TV e rádio, representados pela Abert, são a garantia de "remuneração justa" dos veículos de comunicação pelo conteúdo autoral distribuído indiscriminadamente pelas plataformas.
Nesse sentido, a carta defende a igualdade de tratamento das plataformas digitais com atuação no mercado global em relação às mídias locais, além de um tratamento equânime no cumprimento de regras no mercado publicitário. O presidente da Abert lembrou que países como Austrália, França e Canadá estão avançados no debate sobre como criar um ambiente simétrico no setor de mídia.
Fonte: https://www.jb.com.br
Assinale a alternativa que melhor representa o tipo de texto lido.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cibersegurança segue sendo desafio planetário em 2023
Por Hamilton Nogueira
Os prejuízos causados por crimes cibernéticos devem chegar a US$ 8 trilhões ainda em 2023. Esse valor torna o cibercrime a terceira maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos e da China. Os dados são da Cybersecurity Ventures, que mostram que tais delitos devem ter um crescimento de cerca de 15% até 2025.
O armazenamento e o processamento de dados baseados na nuvem são excelentes práticas, mas podem trazer ameaças à segurança das organizações. "Caso esse serviço não seja feito de forma apropriada e por profissionais com expertise e qualificação, existem grandes chances da sua empresa estar em perigo iminente. Violações de dados e acesso não autorizado a informações confidenciais são exemplos dos incidentes que podem ser causados pelo manuseio incorreto da tecnologia. Infelizmente esse risco é maior em regiões onde a adoção da nuvem ainda não é total, como é o caso do Brasil", afirma Sandro Zendron, CEO da Microservice, empresa de tecnologia especializada em soluções de segurança da informação.
O especialista afirma também que o trabalho remoto e híbrido, além do "anywhere office", devem continuar sendo causa de novos desafios de segurança. Os gestores das empresas devem continuar se preocupando com a proteção do acesso remoto a redes corporativas, proteção contra ataques cibernéticos baseados em trabalho remoto e a garantia da segurança de dispositivos. "Nós, humanos, ainda somos a principal causa dos incidentes de segurança. O Relatório de Incidentes de Violação de Dados da Verizon mostra que 85% das violações de dados incluem alguma forma de erro humano, seja do usuário, que pode cair em um ataque de phishing, ou uma ação interna maliciosa", diz Sandro. Outro desafio enfrentado pelas empresas é a carência de profissionais especializados em segurança cibernética, ou seja, isso significa que há menos especialistas disponíveis para identificar e resolver ameaças cibernéticas, o que acaba facilitando o trabalho dos criminosos. A lacuna na falta de mão de obra especializada aumentou mais de 26% em 2022, de acordo com a Cybersecurity Workforce Study da (ISC)².
"Essa informação reforça que os gestores das organizações devem contar com o serviço de profissionais ou empresas com expertise no gerenciamento de ameaças. Com o apoio correto, a empresa conta com as melhores e mais atualizadas ferramentas para que seus dados e de seus clientes estejam protegidos. E, caso haja algum incidente, o gestor pode ter a certeza de uma rápida recuperação", afirma o executivo da Microservice.
Um relatório recente da empresa Tenable mostra que mais de 40% do total de dados expostos no mundo vêm do Brasil. O estudo levou em consideração uma análise de 1.335 incidentes de violação de dados divulgados publicamente entre novembro de 2021 e outubro de 2022. Dos 257 terabytes de dados expostos, 112 terabytes eram do Brasil, representando 43% do total.
Disponível em: https://www.opovo.com.br Adaptado para fins didáticos.
Somos nossas escolhas
Por Bruna Lombardi


Somos nossas escolhas
Por Bruna Lombardi


Somos nossas escolhas
Por Bruna Lombardi


I. A tirinha e o texto-base apresentam uma ideia semelhante.
POIS
II. Ambos apresentam como conselho não se preocupar com o julgamento alheio.
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre as duas assertivas.
Somos nossas escolhas
Por Bruna Lombardi


I. Na composição do texto, a autora emprega a estratégia de “conversar” com o leitor.
II. Pode-se inferir da leitura do texto que talvez tenhamos medo do que nós mesmos pensamos de nós.
III. Viver sob a proteção das convenções e formalidades é uma estratégia protetiva com resultados benéficos.
Quais estão corretas?