Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.
A pedra na roda
Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.
A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.
Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.
Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.
Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.
O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.
Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.
Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.
(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)
*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.
Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.
A pedra na roda
Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.
A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.
Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.
Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.
Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.
O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.
Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.
Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.
(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)
*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.
Considere as passagens do texto.
• A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador... (2o parágrafo)
• Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária... (3o parágrafo); Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. (6o parágrafo)
Nessas passagens, o autor informa os leitores a respeito, respectivamente,
Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.
A pedra na roda
Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.
A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.
Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.
Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.
Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.
O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.
Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.
Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.
(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)
*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.
I. Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação.
II. A interação durante o competir caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções.
III. Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.
Quais estão corretas?
Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.

(Disponível em: CAMARGO, Diones. A mulher arrastada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) ‘alcunha’ e ‘camburão’ são gírias.
( ) ‘alcunha’ é substantivo feminino. Denominação ou qualificativo, por vezes depreciativo, que se usa em lugar do nome próprio de alguém, ou em acréscimo deste, ou em lugar do nome designativo de um grupo de pessoas, um povo etc. Sinônimos: agnome, antonomásia, apelido, apodo, cognome, codinome, epíteto, vulgo.
( ) ‘camburão’ é substantivo masculino. Carro de polícia com compartimento traseiro fechado, para transporte de pessoas presas ou detidas. Sinônimos: tintureiro, viúva-alegre.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.

(Disponível em: https://www.todamateria.com.br/preconceito-linguistico/– texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O preconceito linguístico é aquele gerado pelas diferenças linguísticas existentes dentro de um mesmo idioma. De tal maneira, está associado às diferenças regionais desde dialetos, regionalismo, gírias e sotaques, os quais são desenvolvidos ao longo do tempo e que envolvem os aspectos históricos, sociais e culturais de determinado grupo.
II. As regras da língua, determinadas pela gramática normativa, não incluem expressões populares e variações linguísticas, por exemplo as gírias, regionalismos, dialetos, dentre outros.
III. O texto considera que o preconceito linguístico surge devido às regras impostas pela gramática descritiva.
Quais estão corretas?
( ) A classificação dos gêneros textuais ocorre com base em seu conteúdo, enquanto os tipos textuais são classificados de acordo com a forma. Desse modo, os gêneros textuais são classificações existentes dentro dos modelos predefinidos de tipos textuais. Os gêneros possuem estruturas e conteúdos temáticos que facilitam sua definição. Portanto, em cada tipo de texto existe gêneros específicos.
( ) Existem muitos gêneros textuais, eles são flexíveis e passíveis de mudança. Quando se trata de tipos textuais, as classificações são fixas. Elas definem e diferenciam o texto a partir da estrutura e dos aspectos linguísticos.
( ) São exemplos de gêneros: romance, conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, lista de compras, cardápio de restaurante, entre outros.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O texto dissertativo apresenta informações sobre determinado assunto. Essa tipologia foca em reunir informações e apresentar de maneira coerente e imparcial, sem opiniões que convençam o leitor.
II. Contar uma história incluindo tempo, espaço e personagens envolvidos é característica da tipologia narrativa.
III. A injunção é um tipo textual que pretende instruir ou ensinar alguém a fazer algo, por isso, apresenta uma sucessão de informações que podem estar organizadas em pequenos parágrafos ou numeradas em passos. A ideia central é levar a uma ação por parte do receptor (ou leitor) que recebe a mensagem.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Povo no Peru pintava os crânios de seus ancestrais

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/ha-mil-anos-povo-no-peru-pintava-os-cranios-de-seusancestrais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).



I. O profissional de ensino chega à escola com o objetivo claro de ensinar e o estudante, com o de aprender.
II. Para que haja aprendizagem natural e significativa, deve haver respeito pelo ponto de vista dos estudantes.
III. Além dos objetivos educacionais, são importantes a felicidade dos alunos, espaço para se expressarem, criarem, a valorização de sua presença, entre outros aspectos.
Quais estão corretas?


