Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2294374 Português

A higiene na Idade Média


Os camponeses medievais há muito tempo são alvo de piadas em relação à higiene, o que remonta aos tratados clericais medievais que frequentemente os descreviam como pouco mais do que animais brutais. No entanto, era prática comum que quase todos lavassem as mãos e o rosto pela manhã. Uma lavagem precoce também era desejável porque pulgas e piolhos eram um problema comum. A cama de palha, raramente trocada, era um paraíso particular para piolhos, mesmo se algumas medidas preventivas fossem tomadas, como misturar ervas e flores como manjericão, camomila, lavanda e hortelã na palha.

Como a maioria das pessoas fazia as refeições sem facas, garfos ou colheres, também era uma convenção lavar as mãos antes e depois de comer. Às vezes se usava sabão e os cabelos eram lavados com uma solução alcalina, como a obtida pela mistura de cal e sal. Os dentes eram limpos com gravetos (principalmente avelã) e pequenos pedaços de tecido de lã. O barbear normalmente não era feito ou era feito apenas uma vez por semana, a menos que se fosse um monge, caso em que era barbeado diariamente por um irmão. Como os espelhos medievais ainda não eram muito grandes ou claros, era mais fácil para a maioria das pessoas visitar o barbeiro local quando necessário.

O camponês comum provavelmente estava mais preocupado em se livrar da sujeira do dia quando se lavava, mas para um aristocrata havia mais alguns detalhes a serem atendidos a fim de ganhar o favor da sociedade educada. Ocasiões sociais como refeições, quando alguém pode se aproximar de seus colegas, justificavam uma atenção especial à higiene e havia até regras de etiqueta produzidas como guias úteis para essas ocasiões.

É seguro dizer que a apresentação comum em filmes e livros modernos de camponeses medievais imundos que consideravam a lavagem como uma forma de tortura talvez não seja muito precisa e as pessoas de todas as classes se mantinham tão limpas quanto suas circunstâncias permitiam. No entanto, também é verdade que quando os europeus medievais, mesmo aqueles das classes mais altas, faziam contato com outras culturas, como os bizantinos ou os muçulmanos, durante as Cruzadas, os europeus frequentemente ficavam em segundo lugar no quesito higiene.


Disponível em:

https://apaixonadosporhistoria.com.br/artigo/320/ahigiene-na-idade-media. Acesso em: 03 de set. 2023. (adaptado) 

Com base no texto “A higiene na Idade Média”, analise as afirmativas a seguir:

I. Em: “No entanto, também é verdade que quando os europeus medievais, mesmo aqueles das classes mais altas [...]”, o pronome demonstrativo destacado, “aquele”, refere-se à “europeus das classes mais altas”, sendo “europeus” um termo implícito.
II. Em: “Os camponeses medievais há muito tempo são alvo de piadas em relação à higiene, o que remonta aos tratados clericais medievais que frequentemente os descreviam como pouco mais do que animais brutais.”, o pronome oblíquo “os”, refere-se a “os camponeses medievais”.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q2294372 Português

A higiene na Idade Média


Os camponeses medievais há muito tempo são alvo de piadas em relação à higiene, o que remonta aos tratados clericais medievais que frequentemente os descreviam como pouco mais do que animais brutais. No entanto, era prática comum que quase todos lavassem as mãos e o rosto pela manhã. Uma lavagem precoce também era desejável porque pulgas e piolhos eram um problema comum. A cama de palha, raramente trocada, era um paraíso particular para piolhos, mesmo se algumas medidas preventivas fossem tomadas, como misturar ervas e flores como manjericão, camomila, lavanda e hortelã na palha.

Como a maioria das pessoas fazia as refeições sem facas, garfos ou colheres, também era uma convenção lavar as mãos antes e depois de comer. Às vezes se usava sabão e os cabelos eram lavados com uma solução alcalina, como a obtida pela mistura de cal e sal. Os dentes eram limpos com gravetos (principalmente avelã) e pequenos pedaços de tecido de lã. O barbear normalmente não era feito ou era feito apenas uma vez por semana, a menos que se fosse um monge, caso em que era barbeado diariamente por um irmão. Como os espelhos medievais ainda não eram muito grandes ou claros, era mais fácil para a maioria das pessoas visitar o barbeiro local quando necessário.

O camponês comum provavelmente estava mais preocupado em se livrar da sujeira do dia quando se lavava, mas para um aristocrata havia mais alguns detalhes a serem atendidos a fim de ganhar o favor da sociedade educada. Ocasiões sociais como refeições, quando alguém pode se aproximar de seus colegas, justificavam uma atenção especial à higiene e havia até regras de etiqueta produzidas como guias úteis para essas ocasiões.

É seguro dizer que a apresentação comum em filmes e livros modernos de camponeses medievais imundos que consideravam a lavagem como uma forma de tortura talvez não seja muito precisa e as pessoas de todas as classes se mantinham tão limpas quanto suas circunstâncias permitiam. No entanto, também é verdade que quando os europeus medievais, mesmo aqueles das classes mais altas, faziam contato com outras culturas, como os bizantinos ou os muçulmanos, durante as Cruzadas, os europeus frequentemente ficavam em segundo lugar no quesito higiene.


Disponível em:

https://apaixonadosporhistoria.com.br/artigo/320/ahigiene-na-idade-media. Acesso em: 03 de set. 2023. (adaptado) 

Com base no texto “A higiene na Idade Média”, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto tem como objetivo desmistificar concepções errôneas em torno das práticas de higiene da era medieval, apresentando situações de higiene controversas, segundo a ótica do autor, para posteriormente serem esclarecidas.
II. A imagem pejorativa e animalesca atrelada aos camponeses medievais e que até hoje é alvo de chacota foi originada no ambiente religioso, não sendo, portanto, totalmente verídica.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2294371 Português

A higiene na Idade Média


Os camponeses medievais há muito tempo são alvo de piadas em relação à higiene, o que remonta aos tratados clericais medievais que frequentemente os descreviam como pouco mais do que animais brutais. No entanto, era prática comum que quase todos lavassem as mãos e o rosto pela manhã. Uma lavagem precoce também era desejável porque pulgas e piolhos eram um problema comum. A cama de palha, raramente trocada, era um paraíso particular para piolhos, mesmo se algumas medidas preventivas fossem tomadas, como misturar ervas e flores como manjericão, camomila, lavanda e hortelã na palha.

Como a maioria das pessoas fazia as refeições sem facas, garfos ou colheres, também era uma convenção lavar as mãos antes e depois de comer. Às vezes se usava sabão e os cabelos eram lavados com uma solução alcalina, como a obtida pela mistura de cal e sal. Os dentes eram limpos com gravetos (principalmente avelã) e pequenos pedaços de tecido de lã. O barbear normalmente não era feito ou era feito apenas uma vez por semana, a menos que se fosse um monge, caso em que era barbeado diariamente por um irmão. Como os espelhos medievais ainda não eram muito grandes ou claros, era mais fácil para a maioria das pessoas visitar o barbeiro local quando necessário.

O camponês comum provavelmente estava mais preocupado em se livrar da sujeira do dia quando se lavava, mas para um aristocrata havia mais alguns detalhes a serem atendidos a fim de ganhar o favor da sociedade educada. Ocasiões sociais como refeições, quando alguém pode se aproximar de seus colegas, justificavam uma atenção especial à higiene e havia até regras de etiqueta produzidas como guias úteis para essas ocasiões.

É seguro dizer que a apresentação comum em filmes e livros modernos de camponeses medievais imundos que consideravam a lavagem como uma forma de tortura talvez não seja muito precisa e as pessoas de todas as classes se mantinham tão limpas quanto suas circunstâncias permitiam. No entanto, também é verdade que quando os europeus medievais, mesmo aqueles das classes mais altas, faziam contato com outras culturas, como os bizantinos ou os muçulmanos, durante as Cruzadas, os europeus frequentemente ficavam em segundo lugar no quesito higiene.


Disponível em:

https://apaixonadosporhistoria.com.br/artigo/320/ahigiene-na-idade-media. Acesso em: 03 de set. 2023. (adaptado) 

Com base no texto “A higiene na Idade Média”, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto defende o fato de que os camponeses medievais não eram tão sujos quanto o imaginário popular sugere.
II. Os problemas de higiene na época medieval eram majoritariamente causados por infestações de piolhos, ainda que muitas medidas preventivas fossem tomadas. 
III. Os níveis de higiene variavam conforme a classe social do sujeito medieval, mas para os europeus em geral, práticas de higiene eram uma tortura.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q2294318 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.” (4º§) Nesse segmento, a autora faz uma interrupção da narrativa. Essa interrupção se destina a:
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Q2294316 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

A autora utiliza-se das transformações de sentido das palavras para a construção do texto. O emprego deste recurso – a linguagem figurada, pode ser observado em:
Alternativas
Q2294315 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

Assinale a alternativa em que o sinônimo ou termo equivalente da palavra sublinhada encontra-se INCORRETO.
Alternativas
Q2294314 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

O termo em destaque tem sua relação semântica indevidamente identificada em:
Alternativas
Q2294313 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

Considerando os excertos evidenciados, assinale aquele cuja palavra sublinhada NÃO se trata de uma expressão referencial.
Alternativas
Q2294312 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

A escritora mostra de maneira poética uma situação corriqueira na maternidade. Tendo em vista o trecho “E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.” (2º§), é possível inferir que o conteúdo define uma ideia de:

Alternativas
Q2294311 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

Exibido como um misto de cafuné e cuidado, o trabalho minucioso da mãe em catar piolhos na cabeleira da filha é trazido nesse conto. É possível afirmar que seu principal objetivo é:
Alternativas
Q2294167 Português

Sobre o sinônimo das palavras, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 


( ) “Ancião” é sinônimo de “jovem”.

( ) “Cerrado” é sinônimo de “fechado”. 

Alternativas
Q2294163 Português

Violência doméstica contra crianças: um triste retrato social 


   Enquanto seres em formação, crianças e adolescentes precisam ser cuidados e protegidos em condições adequadas para que desenvolvam o seu pleno potencial. Infelizmente, a violência infantil é uma realidade persistente em todo o mundo, gerando sérias consequências para o desenvolvimento e formação das crianças e da sociedade. 

   O Relatório do Status Global sobre Prevenção da Violência contra Crianças, de 2020, aponta que quase a metade de todas as crianças no mundo sofre violência física, sexual e psicológica regularmente. Os números no Brasil também refletem uma difícil realidade: mais de 80% das violências contra crianças são cometidas dentro de casa e por familiares ou pessoas próximas.

   A violência contra crianças é tão normalizada que muitas vezes é considerada uma forma de educação. Precisamos debater e repensar de forma urgente como educamos e cuidamos das crianças – e não só as famílias, mas toda a sociedade.

   Crianças se desenvolvem, principalmente, enquanto estão cercadas de cuidados em todos os níveis – fisicamente, emocionalmente, psicologicamente. Portanto, violência não combina com educação. Há uma frase que diz que “a infância é um chão que a gente sempre pisa” (Ariane Osshiro), ou seja, tudo o que acontece nessa fase tem alto impacto e irá reverberar ao longo da vida. Que nós, adultos, possamos oferecer o “chão”, a segurança e a proteção para aqueles que são o nosso futuro, mas, principalmente, o nosso presente.

(Fonte: BARRETO, Águeda. 2023. — adaptado.) 

No trecho “[...] a violência infantil é uma realidade persistente [...]”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q2294161 Português

Violência doméstica contra crianças: um triste retrato social 


   Enquanto seres em formação, crianças e adolescentes precisam ser cuidados e protegidos em condições adequadas para que desenvolvam o seu pleno potencial. Infelizmente, a violência infantil é uma realidade persistente em todo o mundo, gerando sérias consequências para o desenvolvimento e formação das crianças e da sociedade. 

   O Relatório do Status Global sobre Prevenção da Violência contra Crianças, de 2020, aponta que quase a metade de todas as crianças no mundo sofre violência física, sexual e psicológica regularmente. Os números no Brasil também refletem uma difícil realidade: mais de 80% das violências contra crianças são cometidas dentro de casa e por familiares ou pessoas próximas.

   A violência contra crianças é tão normalizada que muitas vezes é considerada uma forma de educação. Precisamos debater e repensar de forma urgente como educamos e cuidamos das crianças – e não só as famílias, mas toda a sociedade.

   Crianças se desenvolvem, principalmente, enquanto estão cercadas de cuidados em todos os níveis – fisicamente, emocionalmente, psicologicamente. Portanto, violência não combina com educação. Há uma frase que diz que “a infância é um chão que a gente sempre pisa” (Ariane Osshiro), ou seja, tudo o que acontece nessa fase tem alto impacto e irá reverberar ao longo da vida. Que nós, adultos, possamos oferecer o “chão”, a segurança e a proteção para aqueles que são o nosso futuro, mas, principalmente, o nosso presente.

(Fonte: BARRETO, Águeda. 2023. — adaptado.) 

Com base no texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa CORRETA: 
( ) Metade de todas as crianças no mundo sofre violência física, sexual e psicológica regularmente, conforme mostra o Relatório do Status Global sobre Prevenção da Violência contra Crianças de 2020.
( ) Tudo o que acontece na infância tem alto impacto e irá repercutir ao longo da vida. 
( ) A violência infantil é um fato verificado em todo o mundo, impactando positivamente no desenvolvimento e na formação das crianças e da sociedade.  
Alternativas
Q2294128 Português

Leia o texto.


TEXTO II


   O Juquinha estava distraído, cabeça baixa, mexendo embaixo da carteira.

   A professora chega perto e vê que ele está desmontando a caneta.

   — Que é isso, menino?

   E o Juquinha:

   — Estou tentando ver de onde saem as letrinhas!


(ZIRALDO. As anedotinhas do Bichinho da Maçã.  São Paulo: Melhoramentos, 1998. p.12.)

Uma voz conta os fatos que ocorrem no texto II. Marque a alternativa que apresenta o tipo de narrador.
Alternativas
Q2294126 Português

Leia o texto.


TEXTO II


   O Juquinha estava distraído, cabeça baixa, mexendo embaixo da carteira.

   A professora chega perto e vê que ele está desmontando a caneta.

   — Que é isso, menino?

   E o Juquinha:

   — Estou tentando ver de onde saem as letrinhas!


(ZIRALDO. As anedotinhas do Bichinho da Maçã.  São Paulo: Melhoramentos, 1998. p.12.)

Marque a alternativa que apresenta o gênero textual no qual se enquadra o texto II.
Alternativas
Q2294124 Português

Leia o texto.


TEXTO I


   Era uma vez uma cidadezinha, dessas muito antigas. Pequena, mal tinha umas cinco ruas meio tortas e desencontradas. As casas, nessas ruas, eram quase todas baixinhas. No meio delas uns dois sobrados, o casarão da escola e o outro casarão muito feio, com janelas gradeadas, onde ficava a cadeia.

   Mas a graça daquela cidadezinha era a igreja, que a gente até poderia chamar de igrejinha. Ficava no alto do morro, toda branca, de portas azuis, parecia leve, muito linda. Talvez por causa da igrejinha do morro, a cidade ganhou o nome de Morro Lindo. A igrejinha é que era linda, mas o morro ficou com a fama. E não era dessas igrejas importantes, paredes de pedra, com as torres apontando para o céu. Tinha as paredes caiadas, era muito simples, quadradinha, com uma torre também quadrada. E, bem debaixo do telhado da torre, no campanário, ficava o sino.

(QUEIROZ, Rachel de. Andira.  São Paulo: Siciliano, 1992. p.3.)

Marque a alternativa que apresenta um sinônimo adequado para a palavra ‘desencontradas’ no trecho “...cinco ruas meio tortas e desencontradas”.
Alternativas
Q2294121 Português

Leia o texto.


TEXTO I


   Era uma vez uma cidadezinha, dessas muito antigas. Pequena, mal tinha umas cinco ruas meio tortas e desencontradas. As casas, nessas ruas, eram quase todas baixinhas. No meio delas uns dois sobrados, o casarão da escola e o outro casarão muito feio, com janelas gradeadas, onde ficava a cadeia.

   Mas a graça daquela cidadezinha era a igreja, que a gente até poderia chamar de igrejinha. Ficava no alto do morro, toda branca, de portas azuis, parecia leve, muito linda. Talvez por causa da igrejinha do morro, a cidade ganhou o nome de Morro Lindo. A igrejinha é que era linda, mas o morro ficou com a fama. E não era dessas igrejas importantes, paredes de pedra, com as torres apontando para o céu. Tinha as paredes caiadas, era muito simples, quadradinha, com uma torre também quadrada. E, bem debaixo do telhado da torre, no campanário, ficava o sino.

(QUEIROZ, Rachel de. Andira.  São Paulo: Siciliano, 1992. p.3.)

No texto I, o autor caracteriza uma cidadezinha. Marque a alternativa que apresenta o tipo de texto no qual a caracterização é uma técnica predominante.
Alternativas
Q2294003 Português
Como o corpo reage quando sentimos medo


         Entre as reações mais comuns nos seres humanos, emoções como o medo desempenham um papel crucial na adaptação e na sobrevivência a diferentes situações.             Elas são uma forma de mostrar o que está acontecendo com uma pessoa, como explica um artigo da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) em conjunto com o Centro Nacional de Prevenção de Desastres do México (Cenapred).
         O medo é uma emoção que funciona como um alerta para as pessoas em uma situação de risco ou ameaça. Quando ele se manifesta, as palpitações aumentam, o corpo começa a suar e a respiração fica mais agitada. O medo se manifesta tanto no corpo quanto na mente, explica a universidade mexicana. Ele pode se manifestar em diferentes níveis: cognitivo, fisiológico, comportamental e neuronal.
       No nível cognitivo, o medo é transformado em imagens e pensamentos interpretativos sobre o estímulo ou a situação temida.
     Fisiologicamente, essa emoção se apresenta em alterações corporais, como aceleração da frequência cardíaca e da respiração (que pode levar à sensação de tontura), ____________ muscular com tremor nas pernas e nas mãos, sudorese e aparecimento de determinadas expressões faciais (como palidez).
       Além disso, em nível comportamental, as ações que aparecem no corpo como resultado do medo são _____________ em imobilidade (“congelamento”), fuga, choro, entre outros.
      Na parte neuronal, o medo nasce em uma região do cérebro chamada ____________, no sistema límbico, que é responsável pela regulação das emoções e pelas funções de preservação da integridade da pessoa.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Em relação ao texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2294002 Português
Como o corpo reage quando sentimos medo


         Entre as reações mais comuns nos seres humanos, emoções como o medo desempenham um papel crucial na adaptação e na sobrevivência a diferentes situações.             Elas são uma forma de mostrar o que está acontecendo com uma pessoa, como explica um artigo da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) em conjunto com o Centro Nacional de Prevenção de Desastres do México (Cenapred).
         O medo é uma emoção que funciona como um alerta para as pessoas em uma situação de risco ou ameaça. Quando ele se manifesta, as palpitações aumentam, o corpo começa a suar e a respiração fica mais agitada. O medo se manifesta tanto no corpo quanto na mente, explica a universidade mexicana. Ele pode se manifestar em diferentes níveis: cognitivo, fisiológico, comportamental e neuronal.
       No nível cognitivo, o medo é transformado em imagens e pensamentos interpretativos sobre o estímulo ou a situação temida.
     Fisiologicamente, essa emoção se apresenta em alterações corporais, como aceleração da frequência cardíaca e da respiração (que pode levar à sensação de tontura), ____________ muscular com tremor nas pernas e nas mãos, sudorese e aparecimento de determinadas expressões faciais (como palidez).
       Além disso, em nível comportamental, as ações que aparecem no corpo como resultado do medo são _____________ em imobilidade (“congelamento”), fuga, choro, entre outros.
      Na parte neuronal, o medo nasce em uma região do cérebro chamada ____________, no sistema límbico, que é responsável pela regulação das emoções e pelas funções de preservação da integridade da pessoa.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

Em relação ao texto, analisar os itens abaixo:


I. Fisiologicamente, o medo pode se apresentar em alterações corporais, como aumento da frequência cardíaca e respiratória.

II. Segundo a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), o medo se manifesta somente no corpo.

Alternativas
Q2293869 Português
Por uma cultura de paz permanente

        O Brasil já teve um Ministério da Guerra, criado em 1891, no período republicano. Atualmente, temos apenas o Ministério da Defesa, criado em 1999. Outros países também criaram seus ‘ministérios da guerra’. Mas não me recordo de um momento histórico no Brasil ou em outros países que tenha sido criado um Ministério da Paz.
        A violência nas escolas, contra estudantes e professores, não é uma exclusividade dos Estados Unidos que, ato contínuo, atordoa o mundo há décadas. A própria situação contra a Malala Yousafzai demonstra isso: por defender o direito das mulheres de terem acesso à educação foi vítima de um atentado em 2012, perpetrado pelo grupo fundamentalista Talibã.
        Os exemplos de guerra e violência dentro e fora das escolas, associados ou não à educação, são milenares, globais. São mazelas humanas que atingem a todos, independentemente de raça, credo, situação cultural, educacional ou financeira.
        O que pode mudar nesse cenário são ações efetivas e transferíveis em escala e em todos os níveis, pois sabemos que a paz e a cultura da paz nas escolas têm força, como o próprio exemplo da Malala Yousafzai sinaliza, ainda que em um certo contexto que possa ser uma imagem enviesada, apesar do brutal atentado, ela sobreviveu e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz.
        Palavras leva o mar, se não estiveram associadas a ações e coragem. Mas palavras também são ferramentas para aprender e ensinar. Uma educação para a paz pode começar pelo básico, pelos dicionários, livros repletos de palavras e significados. Ali encontramos insights para o futuro das relações humanas. Estão lá os significados da empatia, socioemocional, escuta, diálogo, acolhimento… Fácil encontrar um dicionário na escola, e na palma da mão, claro.
        De fato, esse não é um tema simples, mas possível para a sociedade e para todo segmento educacional. Trata-se de olhar para o passado, mas com uma visão para redesenhos futuros. Compreender o que passamos recentemente: um período doloroso, de afastamento físico e social durante a fase mais dura da pandemia, que afetou a muitos, desequilibrou a saúde mental de estudantes, de professores e da sociedade em si.
        Quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), lembro que ouvi muito: depois disso tudo, vamos sair melhores como seres humanos. Acredito nisto, pela própria força do verbo esperançar. Mas confesso que precisamos avançar muito mais ainda para que isso se torne realidade.
        O fato concreto é que, enquanto isolados, passamos por sofrimentos, alguns por violência dentro de casa, muitos com medo do desconhecido e todos com a percepção diuturna do risco de morte. E, de repente, como em um passe de mágica, todos então estaríamos prontos a voltar ao tempo de retomada social, de reestabelecimento de relações, de grupos e pessoas em sala de aula.
        Tudo evolui o tempo todo, e a educação não está em uma bolha isolada. Andamos, de fato, mais devagar, porque já tivemos muita pressa. Mas nada deixou de evoluir. E não vejo problema algum que os avanços tecnológicos sejam rápidos, acelerados. A questão é como e com quais mecanismos podemos equilibrar essa evolução tecnológica acelerada com aspectos que abarquem seres humanos melhores, mentalmente saudáveis, resilientes, empáticos, abertos ao diálogo, à divergência, à inclusão, à diversidade.
        São muitos os pontos essenciais para criarmos uma cultura de paz nas escolas. Sei que um deles passa pelo diálogo, acompanhado pelo acolhimento do outro. Sei também que, hoje, as conexões são importantes, embora em tempos líquidos não há vantagem em estar em várias conexões, porque é fácil conseguir desconectar-se dessas desconexões sem grandes perdas ou custos.
        É um tanto a diferença entre conexão e relacionamento, bem descrita pelo filósofo, sociólogo, professor e escritor polonês Zygmunt Bauman, para quem a sociedade, na atual contemporaneidade líquida, está cada vez mais vazia, repleta de amigos on-line, mas em conexões off-line. Do próprio Bauman, “um vazio que faz com que a sociedade entre em um espírito de substituição e medo da solidão, pois, antes de entrarem na busca por conexões já sabem o roteiro final: se uma pessoa/conexão se vai, pode ser substituída por outra sem nenhum problema”.
        Se nós, professores, educadores, entes que trabalhamos com e para a educação queremos criar uma cultura da paz nas escolas , na outra ponta, na sociedade, nosso zeitgeist (do alemão “o espírito do tempo”) começa por uma reconstrução cotidiana de relacionamentos efetivos e afetivos, para se diferenciar e distanciar das conexões liga-desliga, nas quais não há entrega de sentimentos e nem de confiança, pois se sabe que essa relação vai ter seu final cedo ou tarde.
        Ou seja, uma cultura da paz precisa ser construída dentro de um novo espírito do tempo, de forma concretamente duradoura, permanente, e não líquida.
        “A incerteza é o habitat natural da vida humana – ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental, menos que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas de felicidade”, Zygmunt Bauman, 2009.

(Adriana Martinelli. Revista Educação. Em 09/05/2023. Adaptado.)
“Ao referir-se às transformações que ocorrem o tempo todo, a autora emprega a seguinte expressão acerca da educação ‘a educação não está em uma bolha isolada’. Pode-se afirmar que por meio de uma linguagem __________________, a autora expressa _____________________________________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Alternativas
Respostas
41201: B
41202: C
41203: D
41204: E
41205: E
41206: E
41207: D
41208: E
41209: C
41210: D
41211: A
41212: C
41213: B
41214: D
41215: B
41216: D
41217: A
41218: C
41219: B
41220: B