Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.012 questões

Q3560300 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona efeitos de sentido ao seu emprego no texto "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura". Considere o sentido das palavras em negrito:

Primeira coluna: efeito de sentido
(1)Condição. (2)Disjunção. (3)Explicação. (4)Adição.
Segunda coluna: emprego no texto (em negrito)
(__)O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar...
(__)Além disso , a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito...
(__)Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050...
(__)A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão...

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3560299 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função da linguagem predominante em "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura":
Alternativas
Q3560298 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
A partir da leitura do texto "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura", analise as afirmativas a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)As pesquisas mostram que o biocarvão efetivamente atua no sequestro de carbono da natureza.
(__)A redução da emissão de carbono com o biocarvão está condicionada a aspectos como matéria-prima e tipo de solo em que é empregada.
(__)Embora seja uma iniciativa importante, o volume de biocarvão é ainda muito pequeno se comparado ao efetivo de fertilizantes empregados no Brasil anualmente.
(__)Inicialmente, a produção de biocarvão no Brasil irá atender exclusivavamente e de modo totalmente gratuito aos fazendeiros que fornecem a matéria-prima.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3560296 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
O excerto a seguir apresenta características do gênero textual ao qual pertence o texto "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura":
O/A __________________ é um tipo de texto expositivo e argumentativo. É produzido/da mediante pesquisas, aprofundamentos teóricos e resultados de investigações sobre determinado tema. Possui a finalidade principal de popularizar a ciência, ou seja, difundir o conhecimento científico, transmitindo, assim, informações científicas − geralmente (embora não apenas) a público leigo (FERNANDES, 2023).
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna do excerto:
Alternativas
Q3560295 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
Sobre as relações coesivas em "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura", analise as afirmações a seguir:
I.Em "Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras", o termo "pó preto" está retomando "biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região".

II.Em "O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas", a expressão "o também chamado" está retomando "resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países".

III.No trecho "essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%", o termo "essas formulações" é um anafórico de "um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research ".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3560294 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
Analise o trecho a seguir, retirado de "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura":
O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.
As palavras destacadas estão sendo empregadas, respectivamente, no sentido:
Alternativas
Q3560291 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
A respeito de "Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.O preço do biocarvão acaba sendo, muitas vezes, mais alto do que o de outros fertilizantes empregados na agricultura no Brasil.
PORQUE
II.O mercado global de biocarvão pode alcançar um crescimento anual de 13%, segundo estimam organizações.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3560090 Português
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, no dia 31 de maio de 2023, os resultados da pesquisa Alfabetiza Brasil.

Essa pesquisa envolveu um conjunto de ações:
Alternativas
Q3559964 Português
Assinale a alternativa onde temos um par de antônimos.
Alternativas
Q3559919 Português
A educação a distância (EaD) é um processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias nas quais a interação entre docentes e discentes estão separados pela dimensão espacial e(ou) temporal.

Nesse sentido, com o avanço das tecnologias digitais o conceito de presencialidade pode ser compreendido como algo cada vez mais:
Alternativas
Q3559910 Português
Cunha Porã é uma cidade com raízes fortes, colonizada basicamente por alemães e italianos. Seu nome foi dado pelo engenheiro alemão Carlos Culmey, que já havia utilizado esse mesmo nome em uma povoação na Argentina.

Hoje o município também é carinhosamente chamado de:
Alternativas
Q3559896 Português
Texto 1


No segundo semestre de 2018, 29 jovens de Cunha Porã, no Oeste Catarinense, foram capacitados para atuar em bovinocultura de leite. O conteúdo faz parte do curso de Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens Rurais, promovido pela Epagri.

Em outubro o tema foi adubação e sua importância para a produção de leite, abordado em palestra pelo engenheiro agrônomo José Gilmar Naibo. O assunto foi visto na prática na propriedade rural de Edio Magrin, em Serra Alta, onde os jovens foram acompanhados pela engenheira agrônoma Elisabete Schlatter. Lá todos acompanharam o manejo de mais de 100 vacas em um sistema de produção de leite à base de pasto (a dieta dos animais é de até 70% de pastagens perenes com sobressemeadura de sementes anuais em piquetes com água e sombra). Os jovens visualizaram técnicas, equipamentos, serviços, estratégias e práticas que, quando integradas, permitem diminuir os problemas encontrados na atividade.

Em setembro o assunto foi manejo de pastagens e sobressemeadura, abordado pelo engenheiro agrônomo Ruan Matheus Benvenutti. Para melhor compreensão do assunto, o grupo visitou a propriedade da família Zatt em Saudades, onde realizou diversas práticas como construção de cerca elétrica para bovinos leiteiros, aferição de kit para-raios e instalação de água em piquetes. Essas ações foram coordenadas pelos técnicos Altair Gralow e Sidinei Wolnei Weirich.

Em agosto, o presidente da Epagri, Luiz Hessmann, se reuniu com os jovens e destacou a difusão de novas tecnologias, a organização do produtor, o trabalho com o jovem rural e o compromisso com a inovação. O grupo também participou de uma palestra sobre necessidades nutricionais dos bovinos leiteiros, silagem, fenação e uso de cana-de-açúcar, proferida pelo engenheiro agrônomo Jean Pilger.

Para fixação do conteúdo, os agricultores visitaram a propriedade da família Kirsten, em Palmitos, onde conheceram o método de criação de terneiras e novilhas, bem como as formas de controle alimentar e controle leiteiro do rebanho.


Disponível em: https://www.paginarural.com.br/noticia/263103/ jovens-rurais-de-cunha-porApound-sApoundo-capacitados-em- -bovinocultura-de-leite-diz-epagri. Acesso em: 27 de set. 2023. Adaptado.
Sobre o texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3559816 Português
O pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita, esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar.. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

BRAGA, Rubem.
De acordo com a organização interna do texto, há várias estratégias argumentativas que o estruturam, MENOS a que se encontra na opção: 
Alternativas
Q3559622 Português
Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas

Cientistas ficaram surpresos com a descoberta de um fóssil pré-histórico de aranha nos arredores de Osnabrück, na Alemanha. Com cerca de 310 milhões de anos, este é o registro mais antigo desse tipo de animal no país europeu. Após anos de pesquisa, um especialista determinou que o ser vivo pertence a uma espécie nunca antes estudada.

Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível. Após análises preliminares, o estudo sobre o fóssil ficou sob responsabilidade do especialista em aracnídeos Jason Dunlop, do Instituto Leibniz para a Evolução e Ciência da Biodiversidade, na Alemanha. O trabalho levou à classificação de uma nova espécie.

O fóssil data da Era Paleozoica e pertence à ordem Araneae , o que o separa de grupos anteriores de aracnídeos semelhantes com as aranhas.

Após análises cuidadosas, o especialista em aracnídeos Jason Dunlop determinou que o fóssil pertencia a uma nova espécie. Em homenagem ao pesquisador que encontrou o fóssil, Dunlop decidiu batizar a aranha de Arthrolycosa wolterbeeki.

Dunlop descreve em seu artigo que a estrutura do aracnídeo se manteve bem preservada. "Característico do gênero, o novo fóssil revela um opistossoma dorsal tuberculado posteriormente e pernas relativamente alongadas e cerdas, sendo que a primeira perna é mais longa que a segunda e a terceira. As fieiras [órgãos produtores de seda] também são preservadas, confirmando seu status como uma aranha genuína".

Ao todo, 12 espécies de aranhas do período Paleozoico já foram encontradas, mas esse número ainda é muito menor do que o registrado para outros aracnídeos relacionados a esse grupo, como os Phalangiotarbidas. Isso mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre a diversidade desses animais no passado.

Retirado e adaptado de: ANDERSEN, Alice. Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas. Revista Fórum. Disponível em: e-aanoss-desscobbera-surreeenddecientstas-1141449h htmm -de-310-milhes-de-anos-descoberta-surpreende-cientistas-141449.html Acesso em: 4 ago., 2023.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta o gênero textual e o tipo textual de "Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas":
Alternativas
Q3559621 Português
Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas

Cientistas ficaram surpresos com a descoberta de um fóssil pré-histórico de aranha nos arredores de Osnabrück, na Alemanha. Com cerca de 310 milhões de anos, este é o registro mais antigo desse tipo de animal no país europeu. Após anos de pesquisa, um especialista determinou que o ser vivo pertence a uma espécie nunca antes estudada.

Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível. Após análises preliminares, o estudo sobre o fóssil ficou sob responsabilidade do especialista em aracnídeos Jason Dunlop, do Instituto Leibniz para a Evolução e Ciência da Biodiversidade, na Alemanha. O trabalho levou à classificação de uma nova espécie.

O fóssil data da Era Paleozoica e pertence à ordem Araneae , o que o separa de grupos anteriores de aracnídeos semelhantes com as aranhas.

Após análises cuidadosas, o especialista em aracnídeos Jason Dunlop determinou que o fóssil pertencia a uma nova espécie. Em homenagem ao pesquisador que encontrou o fóssil, Dunlop decidiu batizar a aranha de Arthrolycosa wolterbeeki.

Dunlop descreve em seu artigo que a estrutura do aracnídeo se manteve bem preservada. "Característico do gênero, o novo fóssil revela um opistossoma dorsal tuberculado posteriormente e pernas relativamente alongadas e cerdas, sendo que a primeira perna é mais longa que a segunda e a terceira. As fieiras [órgãos produtores de seda] também são preservadas, confirmando seu status como uma aranha genuína".

Ao todo, 12 espécies de aranhas do período Paleozoico já foram encontradas, mas esse número ainda é muito menor do que o registrado para outros aracnídeos relacionados a esse grupo, como os Phalangiotarbidas. Isso mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre a diversidade desses animais no passado.

Retirado e adaptado de: ANDERSEN, Alice. Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas. Revista Fórum. Disponível em: e-aanoss-desscobbera-surreeenddecientstas-1141449h htmm -de-310-milhes-de-anos-descoberta-surpreende-cientistas-141449.html Acesso em: 4 ago., 2023.
A respeito da coesão e dos sentidos e significados das palavras em "Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas", analise o trecho a seguir:
Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível.
Agora, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Poder-se-ia substituir "a" por "uma" diante de "descoberta incrível" sem prejuízo do sentido.
(__) É possível substituir "quase quatro anos atrás" por "há quatro anos" sem mudança de sentido no trecho.
(__) "A descoberta incrível" se refere ao fóssil pré-histórico de aranha.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3559591 Português
Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas

Cientistas ficaram surpresos com a descoberta de um fóssil pré-histórico de aranha nos arredores de Osnabrück, na Alemanha. Com cerca de 310 milhões de anos, este é o registro mais antigo desse tipo de animal no país europeu. Após anos de pesquisa, um especialista determinou que o ser vivo pertence a uma espécie nunca antes estudada.

Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível. Após análises preliminares, o estudo sobre o fóssil ficou sob responsabilidade do especialista em aracnídeos Jason Dunlop, do Instituto Leibniz para a Evolução e Ciência da Biodiversidade, na Alemanha. O trabalho levou à classificação de uma nova espécie.

O fóssil data da Era Paleozoica e pertence à ordem Araneae , o que o separa de grupos anteriores de aracnídeos semelhantes com as aranhas.

Após análises cuidadosas, o especialista em aracnídeos Jason Dunlop determinou que o fóssil pertencia a uma nova espécie. Em homenagem ao pesquisador que encontrou o fóssil, Dunlop decidiu batizar a aranha de Arthrolycosa wolterbeeki.

Dunlop descreve em seu artigo que a estrutura do aracnídeo se manteve bem preservada. "Característico do gênero, o novo fóssil revela um opistossoma dorsal tuberculado posteriormente e pernas relativamente alongadas e cerdas, sendo que a primeira perna é mais longa que a segunda e a terceira. As fieiras [órgãos produtores de seda] também são preservadas, confirmando seu status como uma aranha genuína".

Ao todo, 12 espécies de aranhas do período Paleozoico já foram encontradas, mas esse número ainda é muito menor do que o registrado para outros aracnídeos relacionados a esse grupo, como os Phalangiotarbidas. Isso mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre a diversidade desses animais no passado.

Retirado e adaptado de: ANDERSEN, Alice. Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas. Revista Fórum. Disponível em: e-aanoss-desscobbera-surreeenddecientstas-1141449h htmm -de-310-milhes-de-anos-descoberta-surpreende-cientistas-141449.html Acesso em: 4 ago., 2023.
Considere as seguintes afirmações a respeito do texto "Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas":
I. As aranhas representam o maior número de aracnídeos descobertos do período Paleozoico.
II. A nova espécie de aranha foi descoberta na Europa. I
II. A espécie Arthrolycosa wolterbeeki recebeu esse nome em homenagem ao pesquisador especialista em aracnídeos que estudou o fóssil.

É correto o que se afirm
Alternativas
Q3559565 Português
Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, conforme informou o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O local é a maior unidade de conservação do estado.

Segundo o órgão, o pingo-de-ouro-do-tabuleiro ( Brachycephalus tabuleiro), como foi chamado, possui entre 1 cm e 1,3 cm e é considerado microendêmico dos topos das montanhas da Serra do Tabuleiro, pois não ocorre em nenhum outro local do planeta.

A descrição da nova espécie, resultado do trabalho de sete cientistas brasileiros, foi publicada em 14 de julho de 2023 na revista científica "Vertebrate Zoology ". O trabalho foi liderado pela bióloga Sarah Mângia.

Conforme o IMA, o animal vive somente entre as folhas caídas no meio das florestas úmidas acima de 800 metros de altitude.

"Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção. Vibramos de alegria ao perceber que poderíamos estar diante de uma novidade científica", conta Mângia.

A confirmação da nova espécie, segundo ela, veio após análises de DNA, morfologia externa, morfologia óssea e bioacústica, além de "comparações com as outras espécies de Brachycephalus já conhecidas".

O gênero Brachycephalus tem distribuição apenas na Mata Atlântica da Bahia até Santa Catarina, e compreende sapos muito pequenos, que estão entre os menores vertebrados do planeta.

Segundo o biólogo do IMA e coordenador do parque, Marcos Maes, o gênero tem uma "história evolutiva muito característica". Só em Santa Catarina, são oito espécies, segundo ele, contando com a nova descoberta. "Ele existia em toda essa região, conforme o clima começou a esquentar e começou também o processo de formação de montanhas, ele [o gênero] acabou ficando restrito a esses morros", explica.

Como as espécies do Brachycephalus , segundo ele, vivem apenas em temperatura amena e clima úmido, "acabaram se isolando nessas montanhas".

"Quando as espécies ficam isoladas em pequenos grupos, esse é o principal processo que existe para formação de novas espécies. Então, é por isso que há tantas espécies [na região]", explica.

Retirado e adaptado de: MAYER, Sofia. Nova espécie de sapo com 1 cm é descoberta por cientistas em SC. G1. Disponível em: -deesaappo ccomm1-cmmeedeescobeeta-poorccenttssaa-emm-s.ghtmmva-especie-de-sapo-com-1-cm-e-descoberta-por-cientistas-em-sc.ghtml Acesso em: 04 ago., 2023.
A partir da leitura do texto "Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC", analise as afirmações a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) O texto apresenta uma importante descoberta no campo dos anfíbios invertebrados.
(__) Um dos motivos da quantidade de espécies de anfíbios em Santa Catarina está relacionado à temperatura e ao relevo da região ao longo da evolução dessas espécies.
(__) A nova espécie descoberta, Brachycephalus tabuleiro, existe na região que vai da Bahia a Santa Catarina.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3559561 Português
Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, conforme informou o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O local é a maior unidade de conservação do estado.

Segundo o órgão, o pingo-de-ouro-do-tabuleiro ( Brachycephalus tabuleiro), como foi chamado, possui entre 1 cm e 1,3 cm e é considerado microendêmico dos topos das montanhas da Serra do Tabuleiro, pois não ocorre em nenhum outro local do planeta.

A descrição da nova espécie, resultado do trabalho de sete cientistas brasileiros, foi publicada em 14 de julho de 2023 na revista científica "Vertebrate Zoology ". O trabalho foi liderado pela bióloga Sarah Mângia.

Conforme o IMA, o animal vive somente entre as folhas caídas no meio das florestas úmidas acima de 800 metros de altitude.

"Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção. Vibramos de alegria ao perceber que poderíamos estar diante de uma novidade científica", conta Mângia.

A confirmação da nova espécie, segundo ela, veio após análises de DNA, morfologia externa, morfologia óssea e bioacústica, além de "comparações com as outras espécies de Brachycephalus já conhecidas".

O gênero Brachycephalus tem distribuição apenas na Mata Atlântica da Bahia até Santa Catarina, e compreende sapos muito pequenos, que estão entre os menores vertebrados do planeta.

Segundo o biólogo do IMA e coordenador do parque, Marcos Maes, o gênero tem uma "história evolutiva muito característica". Só em Santa Catarina, são oito espécies, segundo ele, contando com a nova descoberta. "Ele existia em toda essa região, conforme o clima começou a esquentar e começou também o processo de formação de montanhas, ele [o gênero] acabou ficando restrito a esses morros", explica.

Como as espécies do Brachycephalus , segundo ele, vivem apenas em temperatura amena e clima úmido, "acabaram se isolando nessas montanhas".

"Quando as espécies ficam isoladas em pequenos grupos, esse é o principal processo que existe para formação de novas espécies. Então, é por isso que há tantas espécies [na região]", explica.

Retirado e adaptado de: MAYER, Sofia. Nova espécie de sapo com 1 cm é descoberta por cientistas em SC. G1. Disponível em: -deesaappo ccomm1-cmmeedeescobeeta-poorccenttssaa-emm-s.ghtmmva-especie-de-sapo-com-1-cm-e-descoberta-por-cientistas-em-sc.ghtml Acesso em: 04 ago., 2023.
A respeito das características do texto "Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC", afirma-se:
I. Consiste em um texto do gênero jornalístico reportagem.
II. O gênero ao qual pertence o texto tem como principal característica relatar um fato e transmitir informações sobre determinado tema.
III. Esse gênero comumente circula em jornais, revistas, blogs e redes sociais.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3559503 Português
Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis, conforme informou o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). O local é a maior unidade de conservação do estado.

Segundo o órgão, o pingo-de-ouro-do-tabuleiro ( Brachycephalus tabuleiro), como foi chamado, possui entre 1 cm e 1,3 cm e é considerado microendêmico dos topos das montanhas da Serra do Tabuleiro, pois não ocorre em nenhum outro local do planeta.

A descrição da nova espécie, resultado do trabalho de sete cientistas brasileiros, foi publicada em 14 de julho de 2023 na revista científica "Vertebrate Zoology ". O trabalho foi liderado pela bióloga Sarah Mângia.

Conforme o IMA, o animal vive somente entre as folhas caídas no meio das florestas úmidas acima de 800 metros de altitude.

"Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção. Vibramos de alegria ao perceber que poderíamos estar diante de uma novidade científica", conta Mângia.

A confirmação da nova espécie, segundo ela, veio após análises de DNA, morfologia externa, morfologia óssea e bioacústica, além de "comparações com as outras espécies de Brachycephalus já conhecidas".

O gênero Brachycephalus tem distribuição apenas na Mata Atlântica da Bahia até Santa Catarina, e compreende sapos muito pequenos, que estão entre os menores vertebrados do planeta.

Segundo o biólogo do IMA e coordenador do parque, Marcos Maes, o gênero tem uma "história evolutiva muito característica". Só em Santa Catarina, são oito espécies, segundo ele, contando com a nova descoberta. "Ele existia em toda essa região, conforme o clima começou a esquentar e começou também o processo de formação de montanhas, ele [o gênero] acabou ficando restrito a esses morros", explica.

Como as espécies do Brachycephalus , segundo ele, vivem apenas em temperatura amena e clima úmido, "acabaram se isolando nessas montanhas".

"Quando as espécies ficam isoladas em pequenos grupos, esse é o principal processo que existe para formação de novas espécies. Então, é por isso que há tantas espécies [na região]", explica.

Retirado e adaptado de: MAYER, Sofia. Nova espécie de sapo com 1 cm é descoberta por cientistas em SC. G1. Disponível em: -deesaappo ccomm1-cmmeedeescobeeta-poorccenttssaa-emm-s.ghtmmva-especie-de-sapo-com-1-cm-e-descoberta-por-cientistas-em-sc.ghtml Acesso em: 04 ago., 2023.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Nova espécie de sapo com 1cm é descoberta por cientistas em SC":
Foi com muita paciência que, após muitas horas vasculhando a serapilheira no meio da Mata Atlântica, encontramos o primeiro indivíduo dono daquele som que nos chamou a atenção.

Assinale a alternativa que apresenta o correto significado da palavra em destaque no trecho:
Alternativas
Respostas
37761: B
37762: C
37763: A
37764: A
37765: A
37766: E
37767: D
37768: B
37769: D
37770: C
37771: B
37772: B
37773: C
37774: A
37775: B
37776: E
37777: B
37778: A
37779: B
37780: C