Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2498959 Português
Consumo sustentável é aquele que utiliza serviços e produtos que respondam às necessidades básicas de toda a população, trazendo melhoria na qualidade de vida, reduzindo o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, produção de lixo e a emissão de poluição em todo o ciclo de vida, sem comprometer as gerações futuras (CDS/ONU, 1995). O tratamento dado ao consumo sustentável tem um sentido de prevenção em que é assegurada a garantia de consumo, mas, com modificações importantes nos padrões deste, objetivando minimizar os impactos ambientais de descarte e do uso exagerado dos recursos naturais (CORTEZ e ORTIGOZA, 2007, p. 13).


Uma revisão no estilo de vida se faz necessária, somada à necessidade de se repensar num padrão condizente com o mundo sustentável onde cada ação deve ser efetivada de forma coerente (NALINI, 2004, p. 61-63). O consumo é essencial para a vida humana, visto que cada um de nós é consumidor, não estando o problema no consumo, mas nos padrões e efeitos referente às pressões sobre o meio ambiente. De um lado, o consumo abre oportunidades para o atendimento das necessidades individuais de alimentação, habitação e desenvolvimento humano, mas, necessário se faz uma análise constante da capacidade de suporte do planeta em contrapartida ao consumo contemporâneo (FELDMANN, 2007, p. 78).


Torna-se perceptível que os atuais padrões de consumo estão nas raízes da crise ambiental, em que a crítica ao consumismo passou a ser vista como uma contribuição para a construção de uma sociedade sustentável (PORTILHO, 2005, p. 67) Assim, se a produção deve ser sustentável, o consumo também deve ser, produzindo apenas o que se consome, sem desperdício ou criação de necessidades artificiais de consumo, na afirmativa de que não se pode consumir o que não se produz (MILARÉ, 2004, p. 150). As bases do princípio do desenvolvimento sustentável, conceito consolidado por meio da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, foram lançadas em 1987, concebidas como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer, contudo, a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades (MILARÉ, 2004, p. 149-150). 



(Disponível em: https://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistaepeqfafibe. Acesso em 27 de fevereiro de 2024.)
Os gêneros textuais exercem função social específica nas situações cotidianas de comunicação e apresentam uma intenção comunicativa definida. Depreende-se da leitura desse excerto, extraído de um artigo científico, que esse gênero textual tem como função social 
Alternativas
Q2498958 Português
Consumo sustentável é aquele que utiliza serviços e produtos que respondam às necessidades básicas de toda a população, trazendo melhoria na qualidade de vida, reduzindo o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, produção de lixo e a emissão de poluição em todo o ciclo de vida, sem comprometer as gerações futuras (CDS/ONU, 1995). O tratamento dado ao consumo sustentável tem um sentido de prevenção em que é assegurada a garantia de consumo, mas, com modificações importantes nos padrões deste, objetivando minimizar os impactos ambientais de descarte e do uso exagerado dos recursos naturais (CORTEZ e ORTIGOZA, 2007, p. 13).


Uma revisão no estilo de vida se faz necessária, somada à necessidade de se repensar num padrão condizente com o mundo sustentável onde cada ação deve ser efetivada de forma coerente (NALINI, 2004, p. 61-63). O consumo é essencial para a vida humana, visto que cada um de nós é consumidor, não estando o problema no consumo, mas nos padrões e efeitos referente às pressões sobre o meio ambiente. De um lado, o consumo abre oportunidades para o atendimento das necessidades individuais de alimentação, habitação e desenvolvimento humano, mas, necessário se faz uma análise constante da capacidade de suporte do planeta em contrapartida ao consumo contemporâneo (FELDMANN, 2007, p. 78).


Torna-se perceptível que os atuais padrões de consumo estão nas raízes da crise ambiental, em que a crítica ao consumismo passou a ser vista como uma contribuição para a construção de uma sociedade sustentável (PORTILHO, 2005, p. 67) Assim, se a produção deve ser sustentável, o consumo também deve ser, produzindo apenas o que se consome, sem desperdício ou criação de necessidades artificiais de consumo, na afirmativa de que não se pode consumir o que não se produz (MILARÉ, 2004, p. 150). As bases do princípio do desenvolvimento sustentável, conceito consolidado por meio da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, foram lançadas em 1987, concebidas como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer, contudo, a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades (MILARÉ, 2004, p. 149-150). 



(Disponível em: https://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistaepeqfafibe. Acesso em 27 de fevereiro de 2024.)
No que se refere às relações de sentido estabelecidas pelos elementos coesivos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em O consumo é essencial para a vida humana, visto que cada um de nós é consumidor, o elemento coesivo destacado estabelece relação de causa e efeito entre as ideias que compõem esse período.
( ) Se no trecho De um lado, o consumo abre oportunidades para o atendimento das necessidades individuais de alimentação, habitação e desenvolvimento humano, mas, necessário se faz uma análise constante da capacidade de suporte do planeta em contrapartida ao consumo contemporâneo (FELDMANN, 2007, p. 78) o conectivo em destaque fosse substituído por todavia não ocorreria prejuízo de sentido.

( ) Em Assim, se a produção deve ser sustentável, o consumo também deve ser, produzindo apenas o que se consome, o elemento coesivo destacado expressa ideia de conclusão.

( ) Em Consumo sustentável é aquele que utiliza serviços e produtos que respondam às necessidades básicas de toda a população, a substituição dos conectivos sublinhados por em que não comprometeria a construção de sentido.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2498957 Português
Consumo sustentável é aquele que utiliza serviços e produtos que respondam às necessidades básicas de toda a população, trazendo melhoria na qualidade de vida, reduzindo o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, produção de lixo e a emissão de poluição em todo o ciclo de vida, sem comprometer as gerações futuras (CDS/ONU, 1995). O tratamento dado ao consumo sustentável tem um sentido de prevenção em que é assegurada a garantia de consumo, mas, com modificações importantes nos padrões deste, objetivando minimizar os impactos ambientais de descarte e do uso exagerado dos recursos naturais (CORTEZ e ORTIGOZA, 2007, p. 13).


Uma revisão no estilo de vida se faz necessária, somada à necessidade de se repensar num padrão condizente com o mundo sustentável onde cada ação deve ser efetivada de forma coerente (NALINI, 2004, p. 61-63). O consumo é essencial para a vida humana, visto que cada um de nós é consumidor, não estando o problema no consumo, mas nos padrões e efeitos referente às pressões sobre o meio ambiente. De um lado, o consumo abre oportunidades para o atendimento das necessidades individuais de alimentação, habitação e desenvolvimento humano, mas, necessário se faz uma análise constante da capacidade de suporte do planeta em contrapartida ao consumo contemporâneo (FELDMANN, 2007, p. 78).


Torna-se perceptível que os atuais padrões de consumo estão nas raízes da crise ambiental, em que a crítica ao consumismo passou a ser vista como uma contribuição para a construção de uma sociedade sustentável (PORTILHO, 2005, p. 67) Assim, se a produção deve ser sustentável, o consumo também deve ser, produzindo apenas o que se consome, sem desperdício ou criação de necessidades artificiais de consumo, na afirmativa de que não se pode consumir o que não se produz (MILARÉ, 2004, p. 150). As bases do princípio do desenvolvimento sustentável, conceito consolidado por meio da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, foram lançadas em 1987, concebidas como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer, contudo, a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades (MILARÉ, 2004, p. 149-150). 



(Disponível em: https://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistaepeqfafibe. Acesso em 27 de fevereiro de 2024.)
A respeito da linguagem usada nesse texto, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q2498954 Português
Amazônia perdeu 500 mil km² da floresta em 37 anos, aponta levantamento
Desmatamento na Amazônia pode estar entrando em nível irreversível, diz especialista


Um levantamento feito pela Rede de Informação Socioambiental Georreferenciada da Amazônia apontou que a Amazônia perdeu 500 mil km² da floresta em 37 anos. O dado observado preocupa, pois o bioma pode estar chegando num ponto irreversível de destruição das florestas, conforme os especialistas.

O novo relatório foi divulgado durante um seminário na embaixada do Brasil no Peru. Ele traz dados de 37 anos de monitoramento e um alerta para o ritmo de perda de floresta e uso do solo.

Em 1985, 500 mil quilômetros quadrados da floresta tinham sido transformados em pastagens, lavouras, garimpos ou áreas urbanas. Em 2021, essa perda atingiu praticamente 15% de toda a floresta - o que equivale a quase 1 milhão, duzentos e cinquenta mil km².

A destruição da vegetação está perto de um ponto irreversível, consideram os cientistas.

"Essa caracterização vai nos mostrando essa perda quase que irreparável da floresta, que é aquilo que mais preocupa os cientistas no sentido da Amazônia atingir o que vem sendo chamado do ponto de não retorno, que é aquele momento em que a perda de floresta foi tão grande que a Amazônia como um todo não cumpre mais o seu papel como uma reguladora climática. Uma floresta que ajuda a produzir chuvas", disse a portavoz da Raisg, Adriana Ramos.

O tamanho dessa destruição varia entre os nove países cobertos pela Floresta Amazônica na América do Sul. Quase 62% de todo o bioma está no Brasil. É aqui onde o ritmo de desmatamento está mais acelerado.

Entre 1985 e 2021, a devastação cresceu 19% no país, segundo o estudo.

O relatório da Rede de Informação Sociambiental Georreferenciada da Amazônia e do Mapbiomas - que formado por universidades, ONGs e empresas de tecnologia - traz outro dado preocupante. A atividade de extração de minério aumentou mais de mil por cento nesses 37 anos.

"A gente sabe hoje que a Amazônia interfere no clima de todo o continente, afeta as chuvas que vão afetar a produção agrícola. Então é muito importante que a gente olhe para esses dados e se debruce sobre eles para compreender essas dinâmicas e possa pensar em soluções que façam com que a Amazônia possa se desenvolver sem haver essa destruição. Até porque muitos estudos já demonstram que a destruição da floresta não está trazendo desenvolvimento para as comunidades locais", afirmou Ramos. 


(Disponível em https://g1.globo.com/am/amazonas/natureza/amazonia/noticia/2022/12/19/. Acesso em 27/02/2024.)
Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo.
O texto em análise pertence ao gênero textual ___________ e tem como função social ________________. 
Alternativas
Q2498953 Português
Amazônia perdeu 500 mil km² da floresta em 37 anos, aponta levantamento
Desmatamento na Amazônia pode estar entrando em nível irreversível, diz especialista


Um levantamento feito pela Rede de Informação Socioambiental Georreferenciada da Amazônia apontou que a Amazônia perdeu 500 mil km² da floresta em 37 anos. O dado observado preocupa, pois o bioma pode estar chegando num ponto irreversível de destruição das florestas, conforme os especialistas.

O novo relatório foi divulgado durante um seminário na embaixada do Brasil no Peru. Ele traz dados de 37 anos de monitoramento e um alerta para o ritmo de perda de floresta e uso do solo.

Em 1985, 500 mil quilômetros quadrados da floresta tinham sido transformados em pastagens, lavouras, garimpos ou áreas urbanas. Em 2021, essa perda atingiu praticamente 15% de toda a floresta - o que equivale a quase 1 milhão, duzentos e cinquenta mil km².

A destruição da vegetação está perto de um ponto irreversível, consideram os cientistas.

"Essa caracterização vai nos mostrando essa perda quase que irreparável da floresta, que é aquilo que mais preocupa os cientistas no sentido da Amazônia atingir o que vem sendo chamado do ponto de não retorno, que é aquele momento em que a perda de floresta foi tão grande que a Amazônia como um todo não cumpre mais o seu papel como uma reguladora climática. Uma floresta que ajuda a produzir chuvas", disse a portavoz da Raisg, Adriana Ramos.

O tamanho dessa destruição varia entre os nove países cobertos pela Floresta Amazônica na América do Sul. Quase 62% de todo o bioma está no Brasil. É aqui onde o ritmo de desmatamento está mais acelerado.

Entre 1985 e 2021, a devastação cresceu 19% no país, segundo o estudo.

O relatório da Rede de Informação Sociambiental Georreferenciada da Amazônia e do Mapbiomas - que formado por universidades, ONGs e empresas de tecnologia - traz outro dado preocupante. A atividade de extração de minério aumentou mais de mil por cento nesses 37 anos.

"A gente sabe hoje que a Amazônia interfere no clima de todo o continente, afeta as chuvas que vão afetar a produção agrícola. Então é muito importante que a gente olhe para esses dados e se debruce sobre eles para compreender essas dinâmicas e possa pensar em soluções que façam com que a Amazônia possa se desenvolver sem haver essa destruição. Até porque muitos estudos já demonstram que a destruição da floresta não está trazendo desenvolvimento para as comunidades locais", afirmou Ramos. 


(Disponível em https://g1.globo.com/am/amazonas/natureza/amazonia/noticia/2022/12/19/. Acesso em 27/02/2024.)
Infere-se da leitura desse texto que
Alternativas
Q2498952 Português



(Disponível em: https://umbrasil.com/charges/charge-21-01-2019 . Acesso em 27/02/2024.) 

Infere-se da leitura dessa charge que
Alternativas
Q2498915 Português
Analise a imagem:
Imagem associada para resolução da questão

(Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/anuncio-publicitario.htm)

Em um movimento social, os textos materializam-se como práticas linguísticas com certas funções formais e substantivas. Considerando o contexto em que o texto publicitário circula, seu objetivo principal é: 
Alternativas
Q2498914 Português
Leia o texto e respondas à questão.

O Encontro entre Narrativas e Cenários

    No extremo do Triângulo Mineiro, cercada por planícies brilhantes e horizontes que parecem se prolongar indefinidamente, encontra-se a cidade de Ituiutaba. Um lugar onde a história se funde com o presente, e onde cada rua narra um conto, cada esquina esconde mistérios sussurrados pelo vento.
    Ao explorar as vias calçadas com paralelepípedos, um visitante se depara com uma cena que combina elementos antigos e atuais. Casas coloniais preservam a história gloriosa do local, ao passo que edifícios modernos indicam um horizonte promissor. É nessa interação que se encontra o verdadeiro espírito de Ituiutaba, um município que valoriza sua herança sem se intimidar com o que é novo.
    Localizada no centro da cidade, a Praça Cônego Ângelo se destaca por sua atmosfera acolhedora. Com árvores antigas que oferecem sombra generosa, os moradores de Ituiutaba se reúnem neste espaço para compartilhar risadas e histórias. É como se o tempo passasse mais devagar ali, possibilitando que as pessoas se reconectem com suas raízes e apreciem a beleza da vida cotidiana.
    Nas esquinas agitadas da Rua Dezessete, a vida urbana é claramente perceptível. O comércio fervilha com diferentes cores e gostos, mostrando a variedade cultural presente em Ituiutaba. Entre o cheiro tentador das padarias e o barulho das conversas animadas, é possível perceber a animação pulsante que move a cidade para frente. 
    Porém, é nos arredores que a autêntica essência de Ituiutaba se manifesta. Os extensos campos verdejantes que se estendem até onde a vista alcança são mais do que meras paisagens; são a base e a fonte de inspiração de uma comunidade esforçada e perseverante. É lá, em meio às plantações de cana-de-açúcar e aos rebanhos que pastam tranquilamente, que encontramos o verdadeiro espírito da cidade.
    Ao contemplar Ituiutaba, somos convidados a uma jornada através do tempo e do espaço. Uma jornada que nos ensina que, por mais distantes que estejamos, sempre encontraremos um lar entre as ruas acolhedoras e os sorrisos sinceros desta cidade singular. Ituiutaba é mais do que um ponto no mapa; é um refúgio, um ponto de encontro, um pedaço de Minas Gerais que vive no coração de todos que têm o privilégio de conhecê-la.

(Santos, R.M – O Encontro entre Narrativas e Cenários) 
Qual é o tema principal do texto sobre Ituiutaba?
Alternativas
Q2498911 Português
Leia o texto e respondas à questão.

O Encontro entre Narrativas e Cenários

    No extremo do Triângulo Mineiro, cercada por planícies brilhantes e horizontes que parecem se prolongar indefinidamente, encontra-se a cidade de Ituiutaba. Um lugar onde a história se funde com o presente, e onde cada rua narra um conto, cada esquina esconde mistérios sussurrados pelo vento.
    Ao explorar as vias calçadas com paralelepípedos, um visitante se depara com uma cena que combina elementos antigos e atuais. Casas coloniais preservam a história gloriosa do local, ao passo que edifícios modernos indicam um horizonte promissor. É nessa interação que se encontra o verdadeiro espírito de Ituiutaba, um município que valoriza sua herança sem se intimidar com o que é novo.
    Localizada no centro da cidade, a Praça Cônego Ângelo se destaca por sua atmosfera acolhedora. Com árvores antigas que oferecem sombra generosa, os moradores de Ituiutaba se reúnem neste espaço para compartilhar risadas e histórias. É como se o tempo passasse mais devagar ali, possibilitando que as pessoas se reconectem com suas raízes e apreciem a beleza da vida cotidiana.
    Nas esquinas agitadas da Rua Dezessete, a vida urbana é claramente perceptível. O comércio fervilha com diferentes cores e gostos, mostrando a variedade cultural presente em Ituiutaba. Entre o cheiro tentador das padarias e o barulho das conversas animadas, é possível perceber a animação pulsante que move a cidade para frente. 
    Porém, é nos arredores que a autêntica essência de Ituiutaba se manifesta. Os extensos campos verdejantes que se estendem até onde a vista alcança são mais do que meras paisagens; são a base e a fonte de inspiração de uma comunidade esforçada e perseverante. É lá, em meio às plantações de cana-de-açúcar e aos rebanhos que pastam tranquilamente, que encontramos o verdadeiro espírito da cidade.
    Ao contemplar Ituiutaba, somos convidados a uma jornada através do tempo e do espaço. Uma jornada que nos ensina que, por mais distantes que estejamos, sempre encontraremos um lar entre as ruas acolhedoras e os sorrisos sinceros desta cidade singular. Ituiutaba é mais do que um ponto no mapa; é um refúgio, um ponto de encontro, um pedaço de Minas Gerais que vive no coração de todos que têm o privilégio de conhecê-la.

(Santos, R.M – O Encontro entre Narrativas e Cenários) 
Assinale as proposições e marque a alternativa que apresenta a(s) corretas(s).

I – O artigo indefinido usado em “um visitante” assume no contexto função semântica valorativa.
II – O termo “...neste espaço para compartilhar...”, foi usado como formador de sentido e funciona como recurso argumentativo. 
III – o termo destacado “É como se o tempo passasse mais devagar ali...”. Foi usado para produzir um efeito de relação de dependência apenas semântica entre os verbos ser e passar.
Alternativas
Q2498876 Português

Texto I


No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial 


    Harry Potter, Elon Musk, Beyoncé, Super Mario e Vladimir Putin. Estas são apenas algumas das milhões de personas de inteligência artificial (IA) com as quais você pode conversar no Character.ai – uma plataforma onde qualquer um pode criar chatbots baseados em personagens reais ou fictícios, popular especialmente entre jovens.


    A tecnologia de IA é a mesma do ChatGPT, mas o supera em termos de tempo gasto pelos usuários na plataforma. E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima. Chama-se Psychologist (psicólogo, em inglês). Um total de 78 milhões de mensagens, 18 milhões desde novembro, foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98, há pouco mais de um ano.


    O bot apresenta-se como “alguém que ajuda nas dificuldades da vida”. A empresa de São Francisco minimiza a popularidade da conta, argumentando que os usuários estão mais interessados em role-playing para entretenimento. Os bots mais populares são personagens de anime ou jogos de computador. No entanto, entre os milhões de personagens existentes na plataforma, poucos são tão populares como o Psicólogo com muitos usuários compartilhando comentários elogiosos no Reddit. “É um salva-vidas”, postou uma pessoa. O usuário por trás do Blazeman98 é Sam Zaia, 30 anos, da Nova Zelândia.


    “A intenção nunca foi que ele se tornasse popular, que outras pessoas o procurassem ou o usassem como uma ferramenta”, diz ele. O estudante de psicologia diz que treinou o bot usando princípios de sua formação, conversando com ele e moldando as respostas a serem dadas aos problemas de saúde mental mais comuns, como depressão e ansiedade.


    Ele criou o bot para uso próprio, quando seus amigos estavam ocupados e ele precisava, em suas palavras, de “alguém ou alguma coisa” com quem conversar, e a terapia com um humano era muito cara. Sam ficou tão surpreso com o sucesso do bot que está trabalhando em um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre a tendência emergente de terapia de IA e o porquê de ela atrair os jovens.


   Sam também acha que os jovens se sentem mais confortáveis com o formato de texto. “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone ou ter uma conversa cara a cara”, teoriza ele.


    Theresa Plewman é psicoterapeuta profissional e já experimentou conversar com o Psychologist. Ela diz que não está surpresa que esse tipo de terapia seja popular entre os mais jovens, mas questiona a eficácia. “O bot tem muito a dizer e rapidamente faz suposições, como me dar conselhos sobre depressão quando eu disse que estava triste. Não é assim que um humano responderia”, disse ela. Theresa diz que o bot não é capaz de reunir todas as informações que um ser humano seria e não é um terapeuta competente. Mas ela diz que a sua natureza imediata e espontânea pode ser útil para quem precisa de ajuda.


    Ela diz que o número de pessoas que utilizam o bot é preocupante e pode apontar para elevados níveis de problemas de saúde mental e falta de recursos públicos. Mas a Character.ai é um espaço estranho para sediar uma revolução terapêutica. “Estamos felizes de ver que as pessoas estão encontrando grande apoio e conexão através dos personagens que elas e a comunidade criam, mas os usuários devem consultar profissionais certificados na área para obter aconselhamento e orientação legítimos,” disse uma porta-voz da empresa.

   

   É um lembrete de que a tecnologia subjacente, chamada Large Language Model (LLM), não pensa da mesma forma que um ser humano. Os LLMs funcionam como a predição de mensagens de texto, encadeando palavras de maneiras que sejam mais prováveis que apareçam em outros textos nos quais a IA foi treinada.


   Alguns psicólogos alertam que os bots de IA podem estar dando conselhos inadequados aos pacientes ou podem trazer preconceitos de raça ou gênero. Mas em outros lugares o mundo médico começa a provisoriamente aceitar os bots de IA como ferramentas a serem utilizadas para ajudar a lidar com a alta demanda nos serviços públicos. 

  

   No ano passado, um serviço de IA chamado Limbic Access tornou-se o primeiro chatbot de saúde mental a receber do governo, no Reino Unido, uma certificação de dispositivo médico. Agora é usado em muitos postos do serviço público de saúde britânico para classificar e fazer a triagem de pacientes.


Adaptado de:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8025nkdjd3o



Em “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone” (6º parágrafo): 
Alternativas
Q2498874 Português

Texto I


No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial 


    Harry Potter, Elon Musk, Beyoncé, Super Mario e Vladimir Putin. Estas são apenas algumas das milhões de personas de inteligência artificial (IA) com as quais você pode conversar no Character.ai – uma plataforma onde qualquer um pode criar chatbots baseados em personagens reais ou fictícios, popular especialmente entre jovens.


    A tecnologia de IA é a mesma do ChatGPT, mas o supera em termos de tempo gasto pelos usuários na plataforma. E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima. Chama-se Psychologist (psicólogo, em inglês). Um total de 78 milhões de mensagens, 18 milhões desde novembro, foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98, há pouco mais de um ano.


    O bot apresenta-se como “alguém que ajuda nas dificuldades da vida”. A empresa de São Francisco minimiza a popularidade da conta, argumentando que os usuários estão mais interessados em role-playing para entretenimento. Os bots mais populares são personagens de anime ou jogos de computador. No entanto, entre os milhões de personagens existentes na plataforma, poucos são tão populares como o Psicólogo com muitos usuários compartilhando comentários elogiosos no Reddit. “É um salva-vidas”, postou uma pessoa. O usuário por trás do Blazeman98 é Sam Zaia, 30 anos, da Nova Zelândia.


    “A intenção nunca foi que ele se tornasse popular, que outras pessoas o procurassem ou o usassem como uma ferramenta”, diz ele. O estudante de psicologia diz que treinou o bot usando princípios de sua formação, conversando com ele e moldando as respostas a serem dadas aos problemas de saúde mental mais comuns, como depressão e ansiedade.


    Ele criou o bot para uso próprio, quando seus amigos estavam ocupados e ele precisava, em suas palavras, de “alguém ou alguma coisa” com quem conversar, e a terapia com um humano era muito cara. Sam ficou tão surpreso com o sucesso do bot que está trabalhando em um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre a tendência emergente de terapia de IA e o porquê de ela atrair os jovens.


   Sam também acha que os jovens se sentem mais confortáveis com o formato de texto. “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone ou ter uma conversa cara a cara”, teoriza ele.


    Theresa Plewman é psicoterapeuta profissional e já experimentou conversar com o Psychologist. Ela diz que não está surpresa que esse tipo de terapia seja popular entre os mais jovens, mas questiona a eficácia. “O bot tem muito a dizer e rapidamente faz suposições, como me dar conselhos sobre depressão quando eu disse que estava triste. Não é assim que um humano responderia”, disse ela. Theresa diz que o bot não é capaz de reunir todas as informações que um ser humano seria e não é um terapeuta competente. Mas ela diz que a sua natureza imediata e espontânea pode ser útil para quem precisa de ajuda.


    Ela diz que o número de pessoas que utilizam o bot é preocupante e pode apontar para elevados níveis de problemas de saúde mental e falta de recursos públicos. Mas a Character.ai é um espaço estranho para sediar uma revolução terapêutica. “Estamos felizes de ver que as pessoas estão encontrando grande apoio e conexão através dos personagens que elas e a comunidade criam, mas os usuários devem consultar profissionais certificados na área para obter aconselhamento e orientação legítimos,” disse uma porta-voz da empresa.

   

   É um lembrete de que a tecnologia subjacente, chamada Large Language Model (LLM), não pensa da mesma forma que um ser humano. Os LLMs funcionam como a predição de mensagens de texto, encadeando palavras de maneiras que sejam mais prováveis que apareçam em outros textos nos quais a IA foi treinada.


   Alguns psicólogos alertam que os bots de IA podem estar dando conselhos inadequados aos pacientes ou podem trazer preconceitos de raça ou gênero. Mas em outros lugares o mundo médico começa a provisoriamente aceitar os bots de IA como ferramentas a serem utilizadas para ajudar a lidar com a alta demanda nos serviços públicos. 

  

   No ano passado, um serviço de IA chamado Limbic Access tornou-se o primeiro chatbot de saúde mental a receber do governo, no Reino Unido, uma certificação de dispositivo médico. Agora é usado em muitos postos do serviço público de saúde britânico para classificar e fazer a triagem de pacientes.


Adaptado de:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8025nkdjd3o



Analise as assertivas a seguir. 

I - O trecho “para obter aconselhamento e orientação legítimos” poderia ser reescrito sem configurar desvio da norma-padrão da seguinte maneira: “para obter aconselhamento e orientação legítima”.

PORQUE

II - O adjetivo (legítimo) pode concordar apenas com o substantivo mais próximo (orientação), que está no feminino singular. 
Alternativas
Q2498872 Português

Texto I


No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial 


    Harry Potter, Elon Musk, Beyoncé, Super Mario e Vladimir Putin. Estas são apenas algumas das milhões de personas de inteligência artificial (IA) com as quais você pode conversar no Character.ai – uma plataforma onde qualquer um pode criar chatbots baseados em personagens reais ou fictícios, popular especialmente entre jovens.


    A tecnologia de IA é a mesma do ChatGPT, mas o supera em termos de tempo gasto pelos usuários na plataforma. E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima. Chama-se Psychologist (psicólogo, em inglês). Um total de 78 milhões de mensagens, 18 milhões desde novembro, foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98, há pouco mais de um ano.


    O bot apresenta-se como “alguém que ajuda nas dificuldades da vida”. A empresa de São Francisco minimiza a popularidade da conta, argumentando que os usuários estão mais interessados em role-playing para entretenimento. Os bots mais populares são personagens de anime ou jogos de computador. No entanto, entre os milhões de personagens existentes na plataforma, poucos são tão populares como o Psicólogo com muitos usuários compartilhando comentários elogiosos no Reddit. “É um salva-vidas”, postou uma pessoa. O usuário por trás do Blazeman98 é Sam Zaia, 30 anos, da Nova Zelândia.


    “A intenção nunca foi que ele se tornasse popular, que outras pessoas o procurassem ou o usassem como uma ferramenta”, diz ele. O estudante de psicologia diz que treinou o bot usando princípios de sua formação, conversando com ele e moldando as respostas a serem dadas aos problemas de saúde mental mais comuns, como depressão e ansiedade.


    Ele criou o bot para uso próprio, quando seus amigos estavam ocupados e ele precisava, em suas palavras, de “alguém ou alguma coisa” com quem conversar, e a terapia com um humano era muito cara. Sam ficou tão surpreso com o sucesso do bot que está trabalhando em um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre a tendência emergente de terapia de IA e o porquê de ela atrair os jovens.


   Sam também acha que os jovens se sentem mais confortáveis com o formato de texto. “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone ou ter uma conversa cara a cara”, teoriza ele.


    Theresa Plewman é psicoterapeuta profissional e já experimentou conversar com o Psychologist. Ela diz que não está surpresa que esse tipo de terapia seja popular entre os mais jovens, mas questiona a eficácia. “O bot tem muito a dizer e rapidamente faz suposições, como me dar conselhos sobre depressão quando eu disse que estava triste. Não é assim que um humano responderia”, disse ela. Theresa diz que o bot não é capaz de reunir todas as informações que um ser humano seria e não é um terapeuta competente. Mas ela diz que a sua natureza imediata e espontânea pode ser útil para quem precisa de ajuda.


    Ela diz que o número de pessoas que utilizam o bot é preocupante e pode apontar para elevados níveis de problemas de saúde mental e falta de recursos públicos. Mas a Character.ai é um espaço estranho para sediar uma revolução terapêutica. “Estamos felizes de ver que as pessoas estão encontrando grande apoio e conexão através dos personagens que elas e a comunidade criam, mas os usuários devem consultar profissionais certificados na área para obter aconselhamento e orientação legítimos,” disse uma porta-voz da empresa.

   

   É um lembrete de que a tecnologia subjacente, chamada Large Language Model (LLM), não pensa da mesma forma que um ser humano. Os LLMs funcionam como a predição de mensagens de texto, encadeando palavras de maneiras que sejam mais prováveis que apareçam em outros textos nos quais a IA foi treinada.


   Alguns psicólogos alertam que os bots de IA podem estar dando conselhos inadequados aos pacientes ou podem trazer preconceitos de raça ou gênero. Mas em outros lugares o mundo médico começa a provisoriamente aceitar os bots de IA como ferramentas a serem utilizadas para ajudar a lidar com a alta demanda nos serviços públicos. 

  

   No ano passado, um serviço de IA chamado Limbic Access tornou-se o primeiro chatbot de saúde mental a receber do governo, no Reino Unido, uma certificação de dispositivo médico. Agora é usado em muitos postos do serviço público de saúde britânico para classificar e fazer a triagem de pacientes.


Adaptado de:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8025nkdjd3o



Acerca das características do texto, é possível afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q2498871 Português

Texto I


No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial 


    Harry Potter, Elon Musk, Beyoncé, Super Mario e Vladimir Putin. Estas são apenas algumas das milhões de personas de inteligência artificial (IA) com as quais você pode conversar no Character.ai – uma plataforma onde qualquer um pode criar chatbots baseados em personagens reais ou fictícios, popular especialmente entre jovens.


    A tecnologia de IA é a mesma do ChatGPT, mas o supera em termos de tempo gasto pelos usuários na plataforma. E um bot tem sido mais procurado do que os conhecidos nomes citados acima. Chama-se Psychologist (psicólogo, em inglês). Um total de 78 milhões de mensagens, 18 milhões desde novembro, foram compartilhadas com o bot desde que ele foi criado por um usuário chamado Blazeman98, há pouco mais de um ano.


    O bot apresenta-se como “alguém que ajuda nas dificuldades da vida”. A empresa de São Francisco minimiza a popularidade da conta, argumentando que os usuários estão mais interessados em role-playing para entretenimento. Os bots mais populares são personagens de anime ou jogos de computador. No entanto, entre os milhões de personagens existentes na plataforma, poucos são tão populares como o Psicólogo com muitos usuários compartilhando comentários elogiosos no Reddit. “É um salva-vidas”, postou uma pessoa. O usuário por trás do Blazeman98 é Sam Zaia, 30 anos, da Nova Zelândia.


    “A intenção nunca foi que ele se tornasse popular, que outras pessoas o procurassem ou o usassem como uma ferramenta”, diz ele. O estudante de psicologia diz que treinou o bot usando princípios de sua formação, conversando com ele e moldando as respostas a serem dadas aos problemas de saúde mental mais comuns, como depressão e ansiedade.


    Ele criou o bot para uso próprio, quando seus amigos estavam ocupados e ele precisava, em suas palavras, de “alguém ou alguma coisa” com quem conversar, e a terapia com um humano era muito cara. Sam ficou tão surpreso com o sucesso do bot que está trabalhando em um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre a tendência emergente de terapia de IA e o porquê de ela atrair os jovens.


   Sam também acha que os jovens se sentem mais confortáveis com o formato de texto. “Falar por mensagem de texto é potencialmente menos assustador do que pegar o telefone ou ter uma conversa cara a cara”, teoriza ele.


    Theresa Plewman é psicoterapeuta profissional e já experimentou conversar com o Psychologist. Ela diz que não está surpresa que esse tipo de terapia seja popular entre os mais jovens, mas questiona a eficácia. “O bot tem muito a dizer e rapidamente faz suposições, como me dar conselhos sobre depressão quando eu disse que estava triste. Não é assim que um humano responderia”, disse ela. Theresa diz que o bot não é capaz de reunir todas as informações que um ser humano seria e não é um terapeuta competente. Mas ela diz que a sua natureza imediata e espontânea pode ser útil para quem precisa de ajuda.


    Ela diz que o número de pessoas que utilizam o bot é preocupante e pode apontar para elevados níveis de problemas de saúde mental e falta de recursos públicos. Mas a Character.ai é um espaço estranho para sediar uma revolução terapêutica. “Estamos felizes de ver que as pessoas estão encontrando grande apoio e conexão através dos personagens que elas e a comunidade criam, mas os usuários devem consultar profissionais certificados na área para obter aconselhamento e orientação legítimos,” disse uma porta-voz da empresa.

   

   É um lembrete de que a tecnologia subjacente, chamada Large Language Model (LLM), não pensa da mesma forma que um ser humano. Os LLMs funcionam como a predição de mensagens de texto, encadeando palavras de maneiras que sejam mais prováveis que apareçam em outros textos nos quais a IA foi treinada.


   Alguns psicólogos alertam que os bots de IA podem estar dando conselhos inadequados aos pacientes ou podem trazer preconceitos de raça ou gênero. Mas em outros lugares o mundo médico começa a provisoriamente aceitar os bots de IA como ferramentas a serem utilizadas para ajudar a lidar com a alta demanda nos serviços públicos. 

  

   No ano passado, um serviço de IA chamado Limbic Access tornou-se o primeiro chatbot de saúde mental a receber do governo, no Reino Unido, uma certificação de dispositivo médico. Agora é usado em muitos postos do serviço público de saúde britânico para classificar e fazer a triagem de pacientes.


Adaptado de:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8025nkdjd3o



Sobre o texto, pode-se dizer: 



Alternativas
Q2498836 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

TEXTO 02:

Mercantilização da saúde mental

    Analogamente, o regime ditatorial também foi responsável pela mercantilização da saúde mental. Embora sejam lembradas as construções estatais desse período, as iniciativas privadas também foram fortalecidas, especialmente no campo da psiquiatria. Isso se evidenciou pelo aumento significativo no número de leitos psiquiátricos e internações, parte do projeto político que visava consolidar o poder.

    Ainda que o golpe militar estivesse alinhado politicamente com o capital estrangeiro, por meio de políticas de privatização, o Estado brasileiro iniciou uma série de repressões com uma agenda centralizadora, justificando suas ações em nome da segurança nacional e de uma suposta "ameaça comunista".

    Essa ambiguidade entre a centralização política e as ações de privatização foi observada nas políticas de saúde da época, o que refletiu na criação do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), que unificava sistemas de pensões, aposentadorias e assistência médica, estabelecendo convênios com instituições públicas e privadas.

    Esse novo modelo previdenciário teve um grande impacto na psiquiatria, beneficiando a indústria farmacêutica e aumentando a demanda por internações. O governo oferecia subsídios financeiros que, aliados ao aumento das institucionalizações, resultaram em uma deterioração dos leitos psiquiátricos públicos. Como consequência, a Previdência Social direcionava 97% de seus recursos para a manutenção de leitos privados, aumentando sua oferta e o número de internos.

    Em 1984, o psiquiatra Luiz Cerqueira evidenciou o termo "indústria da loucura" em seu livro Psiquiatria Social: Problemas Brasileiros de Saúde Mental, denunciando a prática mercantilista que se instaurou nesse período da história brasileira.

    Este ano, o golpe militar completa 60 anos e, apesar dos progressos iniciados pela Reforma Psiquiátrica, as cicatrizes deixadas pela ditadura ainda se refletem nas políticas de saúde mental do país. A mercantilização da saúde continua ocorrendo mediante o financiamento de comunidades terapêuticas (CTs), do fortalecimento da indústria farmacêutica e da deterioração da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

    Assim como durante a ditadura militar, o Estado, aliado a organizações privadas, transformou a saúde mental em mercadoria, seis décadas depois algumas instituições ainda lucram com o sofrimento psíquico da população.

    Além disso, mesmo após tantos anos desde o fim do período ditatorial e a implementação da Reforma Psiquiátrica, frequentemente surgem denúncias relacionadas à punição de indivíduos em sofrimento psíquico, sobretudo em comunidades terapêuticas.

    Então, a pergunta que permanece é: por que, décadas após a Ditadura Militar, a lógica manicomial ainda persiste como um instrumento de punição?
Após a leitura do texto 02, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q2498834 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

TEXTO 01:

Manicômios foram instrumentos de repressão e mercantilização durante a ditadura militar brasileira

Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é usada como aparato de punição?

Por Lucio Costa

    Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão, tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus opositores. Os presos políticos, nesse período, enfrentaram uma série de horrores dentro dessas instituições.

    Submetidos a violências desumanas, como a eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de escopolamina, também conhecidos como "soro da verdade", eles eram forçados a suportar uma série de torturas dentro desses espaços. Essas práticas, disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade, formas de punição.

    Investigações realizadas pela Comissão Estadual da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos. 

    O horror não se limitava apenas aos hospitais militares. Em alguns casos, os próprios torturadores estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia, conhecido como "Dr. José", responsável por liderar equipes de tortura.

    Denúncias também apontaram para a ocultação de documentos, superlotação, condições insalubres e indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos. Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de suas vidas em manicômios.

    No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha (SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
    
     Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery, enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas, como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a populações tidas como indigentes. Em investigações recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram descobertas.


(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
Os pronomes são importantes elementos de coesão textual, uma vez que permitem ao autor a manutenção temática sem recorrer à repetição desnecessária de palavras ou expressões.
Assinale a alternativa em que o referente do pronome destacado está INCORRETAMENTE sinalizado entre parênteses. 
Alternativas
Q2498831 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

TEXTO 01:

Manicômios foram instrumentos de repressão e mercantilização durante a ditadura militar brasileira

Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é usada como aparato de punição?

Por Lucio Costa

    Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão, tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus opositores. Os presos políticos, nesse período, enfrentaram uma série de horrores dentro dessas instituições.

    Submetidos a violências desumanas, como a eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de escopolamina, também conhecidos como "soro da verdade", eles eram forçados a suportar uma série de torturas dentro desses espaços. Essas práticas, disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade, formas de punição.

    Investigações realizadas pela Comissão Estadual da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos. 

    O horror não se limitava apenas aos hospitais militares. Em alguns casos, os próprios torturadores estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia, conhecido como "Dr. José", responsável por liderar equipes de tortura.

    Denúncias também apontaram para a ocultação de documentos, superlotação, condições insalubres e indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos. Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de suas vidas em manicômios.

    No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha (SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
    
     Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery, enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas, como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a populações tidas como indigentes. Em investigações recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram descobertas.


(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
Analise as afirmações a seguir a respeito do texto 01.

I – Durante a ditadura militar brasileira, o Estado, embora hesitante, usou manicômios como ferramenta de combate aos opositores do sistema.
II – Punições físicas e ingestão de drogas são exemplos de métodos de tortura usados pelo Estado para atacar seus opositores em instituições psiquiátricas, durante o regime ditatorial militar brasileiro.
III – No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha (SP), os corpos das vítimas eram enterrados no próprio complexo e em valas clandestinas, destinadas à população indigente.
IV – Integrantes do exército compunham, em alguns casos, os corpos clínicos responsáveis por executar as torturas disfarçadas de tratamento psiquiátrico.

Assinale a alternativa que apresenta a análise correta a respeito das afirmações feitas. 
Alternativas
Q2498805 Português
Leia o excerto da matéria abaixo, extraído da Isto É, 06/10/23, responda à questão.

MENTE SÃ

Em dez de outubro, comemora-se, em todo mundo, o Dia da Saúde Mental.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a quantidade de pessoas com transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão, tem aumentado nos últimos anos, principalmente depois da pandemia. O caos na saúde com a chegada da Covid-19, o medo da infecção e a imposição do isolamento social são alguns dos fatores que aumentaram exponencialmente o sofrimento mental. [...] Apesar dos diversos tratamentos disponíveis – medicamentosos e psicoterápicos –, a maior parte dos pacientes desconhece sua condição: não sabe, não procura ajuda e não se trata. [...]


Segundo a Organização Mundial da Saúde, existe aproximadamente um bilhão de pessoas vivendo com algum tipo de transtorno da mente

    O estigma de que pessoas com transtornos mentais são problemáticas, perigosas ou mesmo incapazes contribui para isolá-las socialmente e afastá-las do diagnóstico e de um possível tratamento. Estranha-me que a sociedade que enaltece corpos esculpidos em academias é a mesma que esconde a visita ao psiquiatra. Como se cultuar o corpo fosse glória e cuidar da mente, humilhação.

Inaceitável, portanto, essa dicotomia quando a ciência já nos ensinou: não existe separação entre corpo e mente. Pois, mente sem saúde faz o corpo adoecer. E corpo doente também adoece a mente.

Quanto mais falamos sobre saúde mental, mais ajudamos a vencer o estigma. E quando o estigma se desfaz, o silêncio se quebra, o paciente se dá conta de que não está só, que há mais gente ao redor, sofrendo, talvez, dos mesmos males, buscando, também, mesma cura. Talvez por isso, em psicoterapia se diz que a cura vem do falar.
Assinale a alternativa, na qual a frase apresentada consiste numa paráfrase da estrutura: “Quanto mais falamos sobre saúde mental, mais ajudamos a vencer o estigma.”:
Alternativas
Q2498802 Português
Leia a crônica a seguir para responder à questão.


CONFERÊNCIA ÍNTIMA (Samarone Lima)

    Me impressiona um pouco quando me convidam para esses avanços da Internet, o compartilhamento de fotos, de labirintos e pandemônios, e vejo que algumas pessoas têm 456 amigos numa tacada só, ou num arquivo, ou num sistema.
   Eu ficaria paralisado, sem saber a quem recorrer, no caso de uma aflição, um cansaço, uma deselegância, esses chauvinismos dos dias desafortunados. Olho, louvo a disposição para tanta gente, mas fico lembrando da época em que eu recebia cartas, direcionadas apenas para mim, com o selo pregado, o papel, o carimbo dos Correios etc. As cartas tinham rosto. Era a caligrafia da pessoa, a força de suas mãos. Tenho caixas dessas cartas comigo.
    Lembro também de telefonemas do tipo “não estou bem, preciso conversar ainda hoje contigo”, e tudo se providenciava para o encontro, porque o “ainda hoje”, dito por um amigo, é o maior dos mandamentos.
    É que sou de uma civilização do papel, dos amigos de carne e osso e de uma dose importante de conversa fiada. O que tem me preocupado mais nesse meu mundo, não é que eu tenha muitos ou poucos amigos. O alarmante mesmo é que estou vendo menos os amigos que ganhei da vida. Há uma certa dispersão de minha parte, que se acomoda gentilmente com minhas viagens, projetos, escritos.
    Era preciso que a gente tivesse menos obrigações, menos pensamentos lá adiante. Eu queria viver com menos, deixar todo o supérfluo de lado.
    Ultimamente, as promessas de cafés se avolumam, os “precisamos nos encontrar” se renovam, e às vezes me lembro do “olá como vai” do Paulinho da Viola, embora meu sinal esteja aberto para tantas coisas lindas. Outro dia, desmarquei um almoço com um velho amigo e depois pensei que era ridículo não peitar as demandas, fazer da agenda somente um objeto quadrado e relegado, dizendo “espera aí, compadre, que nos vemos daqui a pouco, isso é o mais importante para hoje”.
    Há pouco, fui olhar uma coletânea de textos lindos, de pessoas queridas, que me chegaram pelo e-mail ao longo dos últimos anos. Me deu uma saudade, mas atravessou-me o sentimento de distância reparável, uma constatação sem dor da dispersão natural. Aconteceu. Algumas pessoas de que gosto muito eu raramente encontro, apesar de queridíssimas, de saber da importância. Outro dia, o velho e bom Lourival Holanda disse que eu era um avaro de mim mesmo, e fiquei a pensar sem nostalgia nisso, à beira do Parque 13 de Maio. Talvez eu esteja somente distraído, introspectivo, nesse dia chuvoso no Recife. Muitas vezes acontece isso. Estou tão distraído, que não vejo o melhor.
    Talvez nós humanos sejamos um pouco assim, distraídos e dados ao efêmero. Então escrevo, buscando talvez alguma espécie de redenção.
Considerando a frase “Outro dia, o velho e bom Lourival Holanda disse que eu era um avaro de mim mesmo, e fiquei a pensar sem nostalgia nisso, à beira do Parque 13 de Maio.”, o amigo Lourival Holanda estaria fazendo uma crítica ao comportamento do personagem-narrador, ou advertindo-o pelo fato de este:
Alternativas
Q2498798 Português
Leia a crônica a seguir para responder à questão.


CONFERÊNCIA ÍNTIMA (Samarone Lima)

    Me impressiona um pouco quando me convidam para esses avanços da Internet, o compartilhamento de fotos, de labirintos e pandemônios, e vejo que algumas pessoas têm 456 amigos numa tacada só, ou num arquivo, ou num sistema.
   Eu ficaria paralisado, sem saber a quem recorrer, no caso de uma aflição, um cansaço, uma deselegância, esses chauvinismos dos dias desafortunados. Olho, louvo a disposição para tanta gente, mas fico lembrando da época em que eu recebia cartas, direcionadas apenas para mim, com o selo pregado, o papel, o carimbo dos Correios etc. As cartas tinham rosto. Era a caligrafia da pessoa, a força de suas mãos. Tenho caixas dessas cartas comigo.
    Lembro também de telefonemas do tipo “não estou bem, preciso conversar ainda hoje contigo”, e tudo se providenciava para o encontro, porque o “ainda hoje”, dito por um amigo, é o maior dos mandamentos.
    É que sou de uma civilização do papel, dos amigos de carne e osso e de uma dose importante de conversa fiada. O que tem me preocupado mais nesse meu mundo, não é que eu tenha muitos ou poucos amigos. O alarmante mesmo é que estou vendo menos os amigos que ganhei da vida. Há uma certa dispersão de minha parte, que se acomoda gentilmente com minhas viagens, projetos, escritos.
    Era preciso que a gente tivesse menos obrigações, menos pensamentos lá adiante. Eu queria viver com menos, deixar todo o supérfluo de lado.
    Ultimamente, as promessas de cafés se avolumam, os “precisamos nos encontrar” se renovam, e às vezes me lembro do “olá como vai” do Paulinho da Viola, embora meu sinal esteja aberto para tantas coisas lindas. Outro dia, desmarquei um almoço com um velho amigo e depois pensei que era ridículo não peitar as demandas, fazer da agenda somente um objeto quadrado e relegado, dizendo “espera aí, compadre, que nos vemos daqui a pouco, isso é o mais importante para hoje”.
    Há pouco, fui olhar uma coletânea de textos lindos, de pessoas queridas, que me chegaram pelo e-mail ao longo dos últimos anos. Me deu uma saudade, mas atravessou-me o sentimento de distância reparável, uma constatação sem dor da dispersão natural. Aconteceu. Algumas pessoas de que gosto muito eu raramente encontro, apesar de queridíssimas, de saber da importância. Outro dia, o velho e bom Lourival Holanda disse que eu era um avaro de mim mesmo, e fiquei a pensar sem nostalgia nisso, à beira do Parque 13 de Maio. Talvez eu esteja somente distraído, introspectivo, nesse dia chuvoso no Recife. Muitas vezes acontece isso. Estou tão distraído, que não vejo o melhor.
    Talvez nós humanos sejamos um pouco assim, distraídos e dados ao efêmero. Então escrevo, buscando talvez alguma espécie de redenção.
As novas formas de as pessoas interagirem e aproveitarem o tempo é a temática da crônica. O texto tem o claro propósito de:

I- Convencer o leitor de que o distanciamento entre as pessoas é ocasionado pelo avanço da internet; e de que a redução de atividades possibilitaria dedicar mais tempo aos amigos.
II- Sensibilizar o leitor sobre a valorização de um hábito que vem sendo relegado (os encontros entre amigos), à medida que novos meios de interação são utilizados, a exemplo das trocas de mensagens por e-mail, entre outros recursos.
III- Mostrar que, aos poucos, as atitudes das pessoas vão se modificando, e novos comportamentos vão se tornando naturais, havendo, porém momentos em que as pessoas percebem as mudanças e se recordam saudosas, de experiências que marcaram suas vidas.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2498791 Português
Leia o excerto da reportagem exposta em Veja, 20/10/23 e, em seguida, responda à questão.


DOUTOR, ROBÔ

A inteligência artificial protagoniza uma revolução sem precedentes na medicina

Ela aprimorando o diagnóstico e o cuidado dos pacientes, mas suscitando, em paralelo, dilemas sobre os limites de atuação da tecnologia

    [...] Caminho tecnológico sem volta, a inteligência artificial (IA) está mudando profundamente a maneira de aprender, trabalhar e – eis um salto inédito – se cuidar. No campo da saúde há uma revolução em andamento, interessante demais para ser negligenciada. Aideia de um robô capaz de substituir o doutor não se sustenta – pelo menos, por ora, ao pé da letra –, mas é inegável o papel que esse recurso já ocupa e ocupará na jornada de médicos e pacientes, com ganhos palpáveis para todo mundo, em clínicas particulares, nos hospitais público e privados, dentro de casa, no cotidiano doméstico.
    [...] Nada, é verdade, supera a sensibilidade humana no trato como o outro. Contudo, há claros indícios de avanços notáveis. A máquina já começa, por exemplo, a vencer o ser humano em momentos críticos, como a rápida detecção de um derrame. [...] As perspectivas são fascinantes.
    [...] AIAé aplaudida entre cientistas e clínicos pelo potencial de liberar os médicos para atender com mais tempo e atenção aos pacientes. É celebrada também por poder nortear escolhas de tratamento mais certeiras com base na análise em tempo real de milhares de estudos e otimizar a gestão da saúde coletiva. Para tanto, como pontua a OMS, será fundamental garantir transparência e qualidade de dados, bem como a realização de pesquisas atestando as possíveis vantagens da tecnologia. “Nossa nova orientação apoiará os países a regulamentar a área com mais eficácia para aproveitar seu potencial ao mesmo tempo que se minimizam eventuais riscos”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
    Tais recomendações ganham relevo quando se olha para um novo capítulo dessa história, o uso da chamada IAgenerativa. Se antes o computador era treinado para reproduzir padrões após ler uma enxurrada de dados, agora a máquina aprende sozinha a fornecer soluções. Isso ficou mais claro no dia a dia com o advento do ChatGPT, programa que constrói conteúdos sob demanda. Na medicina, esse tipo de ferramenta dá insights preciosos na triagem de pacientes, na gestão de insumos necessários e no suporte a cirurgias. É a máquina aprimorando o engenho e o trabalho do homem. [...] há, claro, ressalvas que não podem ser relevadas. Os computadores não são infalíveis, e todo pequeno erro no trato com o corpo é grave – daí preocupações. [...] Existe, contudo, um consenso: com boa formação, por meio de cursos práticos, as equipes médicas atuarão com mais embasamento e agilidade, tendo a seu lado um copiloto virtual para apoiar as diferentes etapas do [...]
Analise as proposições que reproduzem os pontos temáticos abordados no texto.

I- A IA como um recurso eficaz pelo seu potencial de facilitar a relação médico-paciente pela disponibilidade de tempo que é favorecida bem como auxiliar o médico na definição de tratamentos.
II- Desconfianças com relação ao uso das ferramentas virtuais em virtude não só da descrença na confiabilidade das máquinas, mas também na formação dos médicos.
III- Acontribuição das ferramentas virtuais em diversos setores: na triagem de pacientes, nos tratamentos, nas cirurgias, beneficiando tanto hospitais públicos quanto privados.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
37381: B
37382: D
37383: C
37384: A
37385: D
37386: B
37387: C
37388: A
37389: D
37390: D
37391: A
37392: D
37393: A
37394: A
37395: D
37396: B
37397: D
37398: C
37399: D
37400: B