Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2555074 Português
Conforme descreve Fiorin, em sua obra Argumentação, “Argumentos são razões contra determinada tese ou a favor dela, com vistas a persuadir o outro de que ela é justa ou injusta, moral ou imoral, benéfica ou prejudicial, etc.”. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo, à luz do que descreve o autor:
I. A argumentação considerada em seu sentido mais amplo ou mais restrito, quando bem feita, dá consistência ao texto, produzindo a sensação de realidade ou impressão de verdade. II. A estratégia persuasiva baseada no código busca explorar a estrutura da língua, sem ater-se às possibilidades dos significados dos vocábulos e dos enunciados. III. O modo de dizer não agrega confiança do que está sendo dito, visto que, para ocorrer a comunicação efetiva, o processo argumentativo deve ater-se exclusivamente ao padrão formal da língua.
Quais estão corretas?

Alternativas
Q2555072 Português
Analise as seguintes assertivas acerca da nomenclatura e aspectos semânticos de vocábulos da Língua Portuguesa, segundo descreve Bechara:
I. Polissemia é o fato de haver uma só forma (significante) com mais de um significado unitário pertencente a campos semânticos diferentes. Ou seja, a polissemia é o conjunto de significados, cada um unitário, relacionados com uma mesma forma. II. Sinonímia é o fato de haver mais de uma palavra com semelhante significação, podendo estar em lugar da outra em determinado contexto, apesar dos diferentes matizes de sentido ou de carga estilística. III. Paronímia é o fato de haver palavras parecidas na sua estrutura fonológica, mas diferentes no significado.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2555065 Português
Considere as seguintes afirmações sobre as tipologias textuais: narração, descrição e dissertação:

I. A narração é um tipo de texto que conta uma história, real ou fictícia, com personagens, tempo e espaço bem definidos.

II. A descrição é um tipo de texto que apresenta a história de vida de uma pessoa, ou um fato ocorrido, sem necessariamente apresentar uma sequência de eventos.

III. A dissertação é um tipo de texto que apresenta a opinião do autor sobre um determinado tema, geralmente de forma argumentativa e com a apresentação de fatos e dados para sustentar o ponto de vista.


Com base nessas afirmações, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q2555064 Português
Considere as seguintes frases:
I. “Seus olhos são duas estrelas brilhando no céu.”
II. “Aquele menino é uma verdadeira onça.”
III. “Chovia canivetes naquela tarde de verão.”

Cada uma dessas frases apresenta uma figura de linguagem. Assinale a alternativa que identifica corretamente a figura de linguagem em cada frase: 
Alternativas
Q2555037 Português
A importância da leitura


       A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

        Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz.  
Com base no texto, qual das seguintes afirmações é FALSA?
Alternativas
Q2554648 Português
A importância da leitura



      A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

       Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz. 
Quais são os argumentos utilizados pelo autor para sustentar sua tese?  
Alternativas
Q2554647 Português
A importância da leitura



      A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

       Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz. 
Qual é a tese defendida pelo autor do texto?
Alternativas
Q2554541 Português

O que é flopar?



Extraído de: https://canaltech.com.br/internet/o-que-e-flopar/

Só é verdadeira a afirmação contida na opção: 
Alternativas
Q2554540 Português

O que é flopar?



Extraído de: https://canaltech.com.br/internet/o-que-e-flopar/

O objetivo principal do texto é: 
Alternativas
Q2554539 Português

O que é flopar?



Extraído de: https://canaltech.com.br/internet/o-que-e-flopar/

De acordo com o texto o termo “flopar” tem:
Alternativas
Q2554537 Português

O que é flopar?



Extraído de: https://canaltech.com.br/internet/o-que-e-flopar/

Pode-se afirmar corretamente que “flopar” é: 
Alternativas
Q2554414 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 2

     Vale recordar que foi nesse século (o XVIII) que apareceram e se generalizaram em certas regiões do Brasil as famosas “tropas de muares” que, daí por diante, até o fim do século XIX e mesmo nos anos transcorridos do séc. XX, dividiram com os carros de bois as tarefas dos transportes por terra no interior do Brasil. Nos caminhos rudimentares que então possuíamos, transformados em lamaçais na estação das chuvas e no verão reduzidos a ásperas trilhas, quase intransitáveis, foram os carros de bois e as tropas os únicos meios e ligação dos núcleos de povoamento entre si e entre eles e as roças e lavouras. De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais.

(B. J. de Souza).
Sobre o texto 2, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2554413 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 1

     Sempre tive confiança na minha faculdade de convencer os adversários, em meio às discussões. Não sei se pela força da lógica ou se por um dom natural, a verdade é que, em vida, eu vencia qualquer disputa dependente de argumentação segura e irretorquível.
     A morte não extinguira essa faculdade. E a ela os meus matadores fizeram justiça. Após curto debate, no qual expus com clareza os meus argumentos, os rapazes ficaram indecisos, sem encontrar uma saída que atendesse, a contento, às minhas razões e ao programa da noite, a exigir prosseguimento. Para tornar mais confusa a situação, sentiam a impossibilidade de dar rumo a um defunto que não perdera nenhum dos predicados geralmente atribuídos aos vivos.
     Se a um deles não ocorresse uma sugestão, imediatamente aprovada, teríamos permanecido no impasse. Propunha incluir-me no grupo e, juntos, terminarmos a farra, interrompida com o meu atropelamento.
     Entretanto, outro obstáculo nos conteve: as moças eram somente três, isto é, em número igual ao de rapazes. Faltava uma para mim e eu não aceitava fazer parte da turma desacompanhado. O mesmo rapaz que aconselhara a minha inclusão no grupo encontrou a fórmula conciliatória, sugerindo que abandonassem o colega desmaiado na estrada. Para melhorar o meu aspecto, concluiu, bastaria trocar as minhas roupas pelas de Jorginho, o que me prontifiquei a fazer rapidamente.

(O pirotécnico Zacarias – Murilo Rubião).
Sobre o texto 1, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2554411 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 1

     Sempre tive confiança na minha faculdade de convencer os adversários, em meio às discussões. Não sei se pela força da lógica ou se por um dom natural, a verdade é que, em vida, eu vencia qualquer disputa dependente de argumentação segura e irretorquível.
     A morte não extinguira essa faculdade. E a ela os meus matadores fizeram justiça. Após curto debate, no qual expus com clareza os meus argumentos, os rapazes ficaram indecisos, sem encontrar uma saída que atendesse, a contento, às minhas razões e ao programa da noite, a exigir prosseguimento. Para tornar mais confusa a situação, sentiam a impossibilidade de dar rumo a um defunto que não perdera nenhum dos predicados geralmente atribuídos aos vivos.
     Se a um deles não ocorresse uma sugestão, imediatamente aprovada, teríamos permanecido no impasse. Propunha incluir-me no grupo e, juntos, terminarmos a farra, interrompida com o meu atropelamento.
     Entretanto, outro obstáculo nos conteve: as moças eram somente três, isto é, em número igual ao de rapazes. Faltava uma para mim e eu não aceitava fazer parte da turma desacompanhado. O mesmo rapaz que aconselhara a minha inclusão no grupo encontrou a fórmula conciliatória, sugerindo que abandonassem o colega desmaiado na estrada. Para melhorar o meu aspecto, concluiu, bastaria trocar as minhas roupas pelas de Jorginho, o que me prontifiquei a fazer rapidamente.

(O pirotécnico Zacarias – Murilo Rubião).
Em relação ao texto 1, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2554410 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 1

     Sempre tive confiança na minha faculdade de convencer os adversários, em meio às discussões. Não sei se pela força da lógica ou se por um dom natural, a verdade é que, em vida, eu vencia qualquer disputa dependente de argumentação segura e irretorquível.
     A morte não extinguira essa faculdade. E a ela os meus matadores fizeram justiça. Após curto debate, no qual expus com clareza os meus argumentos, os rapazes ficaram indecisos, sem encontrar uma saída que atendesse, a contento, às minhas razões e ao programa da noite, a exigir prosseguimento. Para tornar mais confusa a situação, sentiam a impossibilidade de dar rumo a um defunto que não perdera nenhum dos predicados geralmente atribuídos aos vivos.
     Se a um deles não ocorresse uma sugestão, imediatamente aprovada, teríamos permanecido no impasse. Propunha incluir-me no grupo e, juntos, terminarmos a farra, interrompida com o meu atropelamento.
     Entretanto, outro obstáculo nos conteve: as moças eram somente três, isto é, em número igual ao de rapazes. Faltava uma para mim e eu não aceitava fazer parte da turma desacompanhado. O mesmo rapaz que aconselhara a minha inclusão no grupo encontrou a fórmula conciliatória, sugerindo que abandonassem o colega desmaiado na estrada. Para melhorar o meu aspecto, concluiu, bastaria trocar as minhas roupas pelas de Jorginho, o que me prontifiquei a fazer rapidamente.

(O pirotécnico Zacarias – Murilo Rubião).
Em relação aos tipos de discurso nos textos narrativos, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q2554250 Português
“Mas a questão das mulheres é também de gênero e classe social. Mulheres das classes média e alta têm mais recursos e podem lidar melhor com seu tempo diante do trabalho, o que é muito diferente no caso das mulheres de baixa renda e negras. Elas são as que menos tem acesso á saúde pública e as que mais apresentam problemas cardíacos e respiratórios recorrentes. São elas, também, que estão na outra ponta da saúde: há muitas enfermeiras negras e pardas sendo contaminadas e morrendo de COVID-19.” SCHWARCZ, L. M. Quando acaba o século XX. Companhia das Letras: São Paulo – SP, 2020. (Adaptado). Considerando o texto apresentado, marque a opção correta.
Alternativas
Q2554239 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
No techo “Foi somente com a Constituicão Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar.”, a palavra âmbito pode ser substituída, sem provocar desvio de escolha lexical, por variados termos. Assinale o que, entre as alternativas propostas, MENOS se ajusta ao conceito do termo original:
Alternativas
Q2554232 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
Analise a coesão e coerência no trecho: “o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país.” Como os elementos coesivos contribuem para a unidade temática do texto?
Alternativas
Q2554046 Português
Brasil é o 7° país com mais bilionários no
mundo; veja ranking.


    O Brasil é o sétimo país com mais bilionários do mundo. É o que mostra a mais recente lista anual da Forbes, divulgada nesta terça-feira (2). Ao todo, a lista tem 2.781 bilionários de 78 países.

  Por aqui, são 69 pessoas com patrimônio acima de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões). O ranking nacional é encabeçado por Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com uma fortuna avaliada em US$ 28 bilhões (R$ 141 bilhões).

   A lista também contempla a Livia Voigt, que com 19 anos e US$ 1,1 bilhão (R$ 5,5 bilhões), é a bilionária mais nova do país. Outros mais ricos no território brasileiros estão nas áreas de finanças e comidas e bebidas, como Vicky Safra e Jorge Paulo Lemann e família.

    Em último lugar do top 10, o Reino Unido tem, atualmente, 55 bilionários. O ranking é encabeçado pelo investidor britânico Michael Platt, com fortuna estimada em US$ 18 bilhões (R$ 90,7 bilhões). Território autônomo da China, Hong Kong aparece em nona posição, com 67 bilionários. O topo da lista ficou com o empresário Li Ka-Shing, com patrimônio de US$ 37,3 bilhões (R$ 187,9 bilhões).

   Na oitava posição, o Canadá conta com 67 bilionários, com a maior fortuna pertencente ao empresário David Thomson e sua família. Ao todo, a fortuna do presidente da Thomson Corporation é estimada em US$ 67,8 bilhões (R$ 341,6 bilhões).

    Em sétimo lugar, o Brasil tem 69 bilionários. A maior fortuna é de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com a bolada de US$ 28 bilhões (R$ 141 bilhões). Na sequência, aparece Vicky Safra e seus quatro filhos, com patrimônio avaliado em US$ 20,6 bilhões (R$ 103,7 bilhões). A Itália 73 bilionários, segundo o levantamento da Forbes. O mais rico do país é o atual presidente-executivo do grupo Ferrero SpA, Giovanni Ferrero, com patrimônio de US$ 43,8 bilhões (R$ 220,6 bilhões).

    Em quinto lugar no ranking, a Rússia tem, atualmente, 120 bilionários. A lista é liderada pelo presidente da empresa de óleo Lukoil, Vagit Alekperov, com fortuna estimada em US$ 28,6 bilhões (R$ 114,1 bilhões). Com 132 bilionários, a Alemanha ocupa a quarta posição na lista da Forbes. A maior fortuna do país pertence a Klaus-Michael Kühne, presidente honorário da Kuehne+Nagel International AG, avaliada em US$ 39,2 bilhões (R$ 197,5 bilhões).

    A Índia é o terceiro país no ranking, com 200 bilionários. O empresário indiano Mukesh Ambani, presidente da Reliance Industries, é o grande super-rico do país, com patrimônio de US$ 116 bilhões (cerca de R$ 584,5 bilhões). Em segundo lugar na lista, aparece a China, com um total de 406 bilionários. O mais rico do país é o empresário Zhong Shanshan, fundador da empresa de bebidas Nongfu Spring, com uma fortuna avaliada em US$ 62,3 bilhões (cerca de R$ 313,8 bilhões).

    Os Estados Unidos lideram o ranking de país com mais bilionários no mundo — são 813, no total. A lista é encabeçada por Elon Musk, com patrimônio estimado em US$ 195 bilhões (cerca de R$ 982,1 bilhões), seguida de Jeff Bezos, com US$ 194 bilhões (R$ 977 bilhões) e Mark Zuckerberg, com nada menos que US$ 177 bilhões (R$ 891,4 bilhões) na conta.


Fonte: Brasil é o 7° país com mais bilionários no mundo; veja ranking | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Em último lugar do top 10, o Reino Unido tem, atualmente, 55 bilionários”.
Alternativas
Q2554045 Português
Brasil é o 7° país com mais bilionários no
mundo; veja ranking.


    O Brasil é o sétimo país com mais bilionários do mundo. É o que mostra a mais recente lista anual da Forbes, divulgada nesta terça-feira (2). Ao todo, a lista tem 2.781 bilionários de 78 países.

  Por aqui, são 69 pessoas com patrimônio acima de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões). O ranking nacional é encabeçado por Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com uma fortuna avaliada em US$ 28 bilhões (R$ 141 bilhões).

   A lista também contempla a Livia Voigt, que com 19 anos e US$ 1,1 bilhão (R$ 5,5 bilhões), é a bilionária mais nova do país. Outros mais ricos no território brasileiros estão nas áreas de finanças e comidas e bebidas, como Vicky Safra e Jorge Paulo Lemann e família.

    Em último lugar do top 10, o Reino Unido tem, atualmente, 55 bilionários. O ranking é encabeçado pelo investidor britânico Michael Platt, com fortuna estimada em US$ 18 bilhões (R$ 90,7 bilhões). Território autônomo da China, Hong Kong aparece em nona posição, com 67 bilionários. O topo da lista ficou com o empresário Li Ka-Shing, com patrimônio de US$ 37,3 bilhões (R$ 187,9 bilhões).

   Na oitava posição, o Canadá conta com 67 bilionários, com a maior fortuna pertencente ao empresário David Thomson e sua família. Ao todo, a fortuna do presidente da Thomson Corporation é estimada em US$ 67,8 bilhões (R$ 341,6 bilhões).

    Em sétimo lugar, o Brasil tem 69 bilionários. A maior fortuna é de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com a bolada de US$ 28 bilhões (R$ 141 bilhões). Na sequência, aparece Vicky Safra e seus quatro filhos, com patrimônio avaliado em US$ 20,6 bilhões (R$ 103,7 bilhões). A Itália 73 bilionários, segundo o levantamento da Forbes. O mais rico do país é o atual presidente-executivo do grupo Ferrero SpA, Giovanni Ferrero, com patrimônio de US$ 43,8 bilhões (R$ 220,6 bilhões).

    Em quinto lugar no ranking, a Rússia tem, atualmente, 120 bilionários. A lista é liderada pelo presidente da empresa de óleo Lukoil, Vagit Alekperov, com fortuna estimada em US$ 28,6 bilhões (R$ 114,1 bilhões). Com 132 bilionários, a Alemanha ocupa a quarta posição na lista da Forbes. A maior fortuna do país pertence a Klaus-Michael Kühne, presidente honorário da Kuehne+Nagel International AG, avaliada em US$ 39,2 bilhões (R$ 197,5 bilhões).

    A Índia é o terceiro país no ranking, com 200 bilionários. O empresário indiano Mukesh Ambani, presidente da Reliance Industries, é o grande super-rico do país, com patrimônio de US$ 116 bilhões (cerca de R$ 584,5 bilhões). Em segundo lugar na lista, aparece a China, com um total de 406 bilionários. O mais rico do país é o empresário Zhong Shanshan, fundador da empresa de bebidas Nongfu Spring, com uma fortuna avaliada em US$ 62,3 bilhões (cerca de R$ 313,8 bilhões).

    Os Estados Unidos lideram o ranking de país com mais bilionários no mundo — são 813, no total. A lista é encabeçada por Elon Musk, com patrimônio estimado em US$ 195 bilhões (cerca de R$ 982,1 bilhões), seguida de Jeff Bezos, com US$ 194 bilhões (R$ 977 bilhões) e Mark Zuckerberg, com nada menos que US$ 177 bilhões (R$ 891,4 bilhões) na conta.


Fonte: Brasil é o 7° país com mais bilionários no mundo; veja ranking | CNN Brasil
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto: 
Alternativas
Respostas
35461: A
35462: E
35463: B
35464: B
35465: C
35466: D
35467: A
35468: B
35469: A
35470: E
35471: C
35472: B
35473: A
35474: C
35475: D
35476: C
35477: C
35478: A
35479: B
35480: D