Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.
Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.
A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.
A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.
Jornal da USP.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
A respeito do texto "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção", analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A função da linguagem predominante no texto é a denotativa, também chamada de referencial.
PORQUE
II. O texto preconiza a informação, tem como objetivo informar a respeito de determinado assunto.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.
Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.
A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.
A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.
Jornal da USP.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona figuras de linguagem a exemplos de seu emprego:
Primeira coluna: Figura de linguagem
(1) Personificação.
(2) Metáfora.
(3) Catacrese
(4) Hipérbole.
Segunda coluna: Exemplo
(__) A mata e as flores são o pulmão do mundo.
(__) Ao pé da árvore, pediu perdão à natureza.
(__) As árvores choram com a destruição das flores.
(__) Eu já falei mil vezes que precisamos cuidar da natureza!
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.
Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.
A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.
A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.
Jornal da USP.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
A partir da leitura cuidadosa de "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Empregar diversos critérios da IUCN fez com que se tivesse um mapeamento mais preciso do risco de extinção das espécies no estudo realizado.
(__) Embora o texto seja aberto afirmando que "extinção" é para sempre, ele dá indícios posteriormente de que espécies consideradas extintas podem reaparecer.
(__) A forma de coleta dos dados da pesquisa foi a vivência em campo. Os pesquisadores passaram semanas imersos na Mata Atlântica para analisar a situação das espécies.
(__) O estudo publicou a Lista Vermelha de Espécies que indica que 2.000 espécies exclusivas da Mata Atlântica estão ameaçadas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.
Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.
A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.
A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.
Jornal da USP.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
Considerando o contexto no qual foi empregada no texto "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção", assinale a alternativa que apresenta a melhor significação da palavra "hotspot":
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
A extinção de espécies é um dos impactos mais extremos que o ser humano tem sobre a natureza. Extinção é para sempre e, a cada espécie perdida, perdemos milhões de anos de uma história evolutiva única e a oportunidade de aprender com essa história. Assim, evitar a extinção de espécies é o maior desafio para combater a atual crise global de perda da biodiversidade, que tem impacto direto nas nossas vidas, incluindo questões ligadas ao risco de pandemias, bioeconomia, biomateriais, desenvolvimento de medicamentos e vários outros serviços ecossistêmicos. O primeiro passo para frear esse processo de extinção de espécies é saber onde estão e qual é o grau de ameaça de cada espécie, o que permite a construção das chamadas Listas Vermelhas de Espécies. Essas listas nos ajudam a tomar a decisão de quais são as espécies prioritárias para investir tempo e recursos de conservação da biodiversidade.
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. "O quadro geral é muito preocupante", diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. "A maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas", completa Lima.
Muitas espécies emblemáticas da Mata Atlântica, como o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, braúna, cabreúva, canela-sassafrás, imbuia, angico e peroba, foram classificadas como espécies ameaçadas de extinção. Um total de 13 espécies endêmicas − espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo − foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta. Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo. O trabalho usou mais de 3 milhões de registros de herbários e de inventários florestais, além de informações detalhadas sobre a biologia, ecologia e usos das espécies de árvores, palmeiras e samambaiaçus.
A construção da lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica se baseou em diferentes critérios da IUCN. "E esse foi um outro aspecto importante do trabalho", acrescenta Lima. "Se tivéssemos usado menos critérios da IUCN nas avaliações de risco de extinção das espécies, o que geralmente tem sido feito até então, nós teríamos detectado seis vezes menos espécies ameaçadas. Em especial, o uso de critérios que incorporam os impactos do desmatamento aumenta drasticamente o nosso entendimento sobre o grau de ameaça das espécies da Mata Atlântica, que é bem maior do que pensávamos anteriormente", finaliza Lima.
A maior parte das informações necessárias para avaliações usando muitos critérios da IUCN é difícil de obter ou estimar a partir de outras fontes de dados. Consequentemente, a maioria das avaliações de risco de extinção atualmente disponíveis na IUCN se baseia apenas na distribuição geográfica das espécies, o chamado critério B. Mas o declínio no número de árvores adultas causado pelo desmatamento (investigado pelo critério A) é a principal causa de ameaça das espécies, principalmente em hotspots globais de biodiversidade altamente alterados como a Mata Atlântica. Ou seja, utilizar vários critérios da IUCN para a construção de listas vermelhas pode evitar uma grave subestimação do grau de ameaça das espécies. Para estimar o declínio das populações, dados de inventários florestais ao longo de toda a Mata Atlântica foram reunidos em uma única base de dados (TreeCo), permitindo entender como o número de árvores foi reduzido pelo desmatamento ao longo do tempo.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. 82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção.
Jornal da USP.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies -de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameaca das-de-extincao/ Acesso em: 18 jan., 2024.
A respeito das relações coesivas em "82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção", analise as afirmações a seguir:
I. No primeiro parágrafo, a expressão "perdemos milhões" faz uma referência para fora do texto, pois diz respeito aos seres humanos e demais habitantes do Planeta.
II. No segundo parágrafo, a expressão "isso era esperado" faz referência ao fato de que a maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da Natureza.
III. No primeiro parágrafo, "Essas listas" poderia ser substituído por "Estas listas" sem prejuízo de valor.
É correto o que se afirma em:
Leia o texto e responda as questões de 08 a 10.
Fundamentos da IA Generativa: uma explicação das bases da IA generativa e seu funcionamento A Inteligência Artificial Generativa (IA Generativa) é uma classe de algoritmos que se destaca por sua capacidade de criar, simular e gerar dados de forma autônoma, imitando padrões e características observadas em conjuntos de dados de treinamento. O funcionamento da IA Generativa repousa em duas técnicas principais: Redes Neurais Generativas Adversariais (GANs) e Modelos de Linguagem Generativos.
As GANs consistem em dois componentes, um gerador e um discriminador, que operam em um cenário de adversidade. O gerador gera dados sintéticos, enquanto o discriminador tenta distinguir entre dados reais e sintéticos. Ao longo do treinamento, esses componentes competem e se aprimoram, levando ao desenvolvimento de dados sintéticos cada vez mais realistas. Por outro lado, os Modelos de Linguagem Generativos, como o GPT (Transformer Generative Pre-trained Transformer), aproveitam arquiteturas de redes neurais profundas para prever sequências de texto, permitindo a geração de texto coerente e contextualmente relevante. Esses modelos são treinados em grandes volumes de texto e aprendem a capturar nuances linguísticas e contextos, possibilitando a geração de texto humano-como. Em conjunto, essas abordagens estabelecem as bases da IA Generativa, abrindo caminho para aplicações diversas, desde a criação de arte digital até a geração de texto automatizada de alta qualidade.
[Adaptado] JORGE, M. Navegando no mundo da IA Generativa: um guia para CEOs e sua jornada de criação de valor. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/navegando-no-mundo-da-ia-generativa-um-guia-para-ceos-e-sua-jornada-de-criacao-de-valor/. Acesso em: 25 out 2023
Na frase “esses componentes competem e se aprimoram, levando ao desenvolvimento de dados sintéticos cada vez mais realistas”, a significação contextual do termo “dados sintéticos” pode ser melhor expressa na alternativa:
Leia o texto e responda as questões de 08 a 10.
Fundamentos da IA Generativa: uma explicação das bases da IA generativa e seu funcionamento A Inteligência Artificial Generativa (IA Generativa) é uma classe de algoritmos que se destaca por sua capacidade de criar, simular e gerar dados de forma autônoma, imitando padrões e características observadas em conjuntos de dados de treinamento. O funcionamento da IA Generativa repousa em duas técnicas principais: Redes Neurais Generativas Adversariais (GANs) e Modelos de Linguagem Generativos.
As GANs consistem em dois componentes, um gerador e um discriminador, que operam em um cenário de adversidade. O gerador gera dados sintéticos, enquanto o discriminador tenta distinguir entre dados reais e sintéticos. Ao longo do treinamento, esses componentes competem e se aprimoram, levando ao desenvolvimento de dados sintéticos cada vez mais realistas. Por outro lado, os Modelos de Linguagem Generativos, como o GPT (Transformer Generative Pre-trained Transformer), aproveitam arquiteturas de redes neurais profundas para prever sequências de texto, permitindo a geração de texto coerente e contextualmente relevante. Esses modelos são treinados em grandes volumes de texto e aprendem a capturar nuances linguísticas e contextos, possibilitando a geração de texto humano-como. Em conjunto, essas abordagens estabelecem as bases da IA Generativa, abrindo caminho para aplicações diversas, desde a criação de arte digital até a geração de texto automatizada de alta qualidade.
[Adaptado] JORGE, M. Navegando no mundo da IA Generativa: um guia para CEOs e sua jornada de criação de valor. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/navegando-no-mundo-da-ia-generativa-um-guia-para-ceos-e-sua-jornada-de-criacao-de-valor/. Acesso em: 25 out 2023
Considerando as informações apresentadas no texto, assinale a opção correta em relação ao objetivo central do fragmento de texto.
Leia o texto e responda as questões de 06 a 07.
Com o avanço acelerado da inteligência artificial e da digitalização em todos os setores, novas profissões estão surgindo e movimentando o mercado de trabalho. Quando alguém de fora da computação pergunta qual é a profissão do recifense Ricardo Fernandes, ao ouvir a resposta, invariavelmente, o interlocutor revela uma expressão de desconhecimento, e ele já se prepara para explicar o que faz. Fernandes é engenheiro de prompt, atualmente uma das ocupações mais requisitadas com o avanço acelerado da inteligência artificial em diversos processos dentro das empresas (prompts são a forma de se comunicar com uma IA, os pedidos que devem ser feitos ao robô para extrair o melhor dele).
[Adaptado] Rambaldi, L. Futuro do trabalho: veja 20 funções que serão criadas pelo avanço da IA.
Publicado em 5 de outubro de 2023 às, 06h00. Disponível em:<https://exame.com/revista-exame/filho-o-que-voce-faz-mesmo/?utm_source=pushnews&utm_medium=push-on-site&utm_campaign=n%2Fa_exame-ceo>. Acesso em: 21 out. 2023
A articulista Liliam Rambaldi inicia o texto utilizando de uma tipologia argumentativa estratégica para a defesa de que novas profissões estão surgindo com os avanços tecnológicos. Identifique a alternativa que explicita corretamente o tipo de argumento utilizado.
Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.
O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.
Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.
Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.
Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.
*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/
O texto apresenta o termo em inglês e-commerce. Na frase: “Plataformas de e-commerce convencionais...”, o termo poderia ser substituído sem prejuízo de sentido por:
Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.
O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.
Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.
Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.
Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.
*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/
Analisando os recursos linguísticos utilizados para a construção argumentativa do texto, assinale a alternativa em que a funcionalidade do elemento linguístico está corretamente descrita.
Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.
O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.
Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.
Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.
Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.
*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/
O filósofo Michael Bakhtin afirma que a riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são infinitas. Considerando que cada gênero atende a uma situação específica de comunicação, identifique a alternativa que evidencia elementos que caracterizam o artigo de opinião.
Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.
O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.
Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.
Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.
Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.
*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/
Considerando as estratégias de argumentação utilizadas para a progressão textual, assinale a alternativa em que o trecho apresenta melhor argumento na sustentação da tese defendida no texto.
Leia o texto e responda as questões de 01 a 05.
O comércio digital está mudando (...). O tokengated commerce transcende a simples intersecção de tecnologia e comércio. Ele representa uma confluência de exclusividade, pertencimento e inovação. Através dos NFTs (sigla em inglês para non-fungible token, que em português é token* não fungível) ou ativos digitais, as marcas podem proporcionar experiências ou produtos exclusivos aos detentores de um token específico. Mas, mais do que exclusividade, há a promessa de uma jornada de compra mais envolvente e personalizada.
Historicamente, o comércio se resumia a transações diretas: dinheiro em troca de bens ou serviços. O tokengated commerce, no entanto, adiciona uma dimensão adicional de complexidade e valor. Plataformas de e-commerce convencionais geralmente requerem um e-mail e senha para que os usuários acessem suas contas. No entanto, o tokengated commerce vai além, permitindo que os usuários vinculem suas carteiras digitais, onde seus ativos digitais são armazenados.
Se você é novo no assunto, pense na carteira digital como uma conta especializada para guardar seus "bens digitais". O avanço notável aqui é que várias empresas de tecnologia estão simplificando essa etapa. Agora, em vez de passar pelo processo de criar uma carteira do zero, existem soluções que tornam essa integração tão fácil quanto usar um login social.
Em breve, você poderá aproveitar em mais plataformas todos os benefícios de uma carteira digital sem se aprofundar nos detalhes técnicos de sua criação. Com essa conexão estabelecida, a plataforma identifica instantaneamente os tokens ou NFTs que o usuário possui. Isso permite que as marcas ofereçam experiências personalizadas. Um usuário que possui um token específico de uma marca pode, por exemplo, receber acesso a produtos exclusivos ou descontos especiais. Não é apenas uma transação, mas uma forma concreta de valorizar a lealdade e o engajamento do cliente.
*“Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo - como dinheiro, propriedade ou obra de arte - registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel - ou parte dele.” (https://www.infomoney.com.br/guias/nft-token-nao-fungivel/) [Adaptado] MARQUES, Amanda. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/tokengated-commerce-a-revolucao-silenciosa-do-comercio-digital/
O texto dissertativo-argumentativo é um tipo textual que consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos, opinião e explicações fundamentadas. Desse modo, analisando o texto, o tema desenvolvido é:
TEXTO: Quanto custa um sonho?
Quanto custa um sonho?
Alguma coisa ele sempre custa.
Muitas vezes muitas coisas ele custa, outras vezes outros
sonhos ele custa.
Não importam os percalços, os sacrifícios, os espinhosos
enredos.
Não importa.
Uma vez vivido, o sonho está sempre num ótimo preço!
Elisa Lucinda – A Conta do Sonho
Considero lindo e verdadeiro esse poema! E adoro quando ela diz “Uma vez vivido, o sonho está sempre num ótimo preço!”, o que me faz lembrar a alegria que sente uma mulher quando recebe em seus braços o filho que acaba de nascer. Naquele momento, passam para o esquecimento eventuais dificuldades para engravidar, sustos, medos, inseguranças, problemas durante a gestação, as dores do parto1. Tudo isso cede espaço ao sonho realizado.
E sempre admiramos quem corre atrás dos seus sonhos, quem tem persistência, resiliência, fé, quem cai, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Porque todos temos sonhos, mas, na maioria das vezes, pouco fazemos para realizá-los, gastando mais tempo e energia buscando desculpas para a nossa INÉRSIA/INÉRCIA, a nossa ineficácia.
Só que pode acontecer de, ao conseguirmos realizar nosso sonho, descobrirmos que tudo o que mais queríamos não passava de um pesadelo DISFARÇADO/DISFARSADO que nos traz sofrimento, desencanto, tristeza e raiva de nós mesmos por não termos considerado os ventos, as nuvens carregadas, os conselhos que prenunciavam a terrível tempestade que se formava.
De qualquer forma, o que encontramos pelo caminho2, de bom e de mau, nos prepara melhor para viver o sonho, assim como nos prepara para enfrentar o pesadelo que pode estar a nossa espera após tantas lutas. E até na hipótese ruim, podemos, uns com mais, outros com menos facilidade, reorganizarmo-nos na tentativa de, no mínimo, conseguirmos nos proteger da dor do que costumamos chamar fracasso.
Mas também pode ocorrer de nos depararmos com um vazio que em nada se parece nem com a realização de um sonho nem mesmo com um pesadelo DISCIMULADO/DISSIMULADO. Para mim, esse é o pior cenário. Não nos preparamos para o nada. Não sabemos lidar com o nada. E ficamos ali estarrecidos, com a sensação de que até o instinto de sobrevivência nos abandonou.
E eu acredito que isso pode acontecer quando, como diz Elisa Lucinda, aquele sonho custou outros sonhos, quando ainda não entendemos que somos muito mais do que aquele ANSEIO/ANCEIO e nele apostamos todas as nossas fichas, como se nada mais existisse. Sonhos precisam ser sempre reavaliados, e não há nada de errado em desistirmos de um ou mais deles. Até porque estamos sempre em evolução, e alguns podem perder totalmente o sentido com o passar do tempo, com o nosso amadurecimento.
Dizem que a felicidade está mais na jornada do que no destino. Então, é preciso que tenhamos olhos para ver e ouvidos para ouvir tudo e todos ao longo do processo. Somente se nos permitirmos ponderar, sopesar nossos sonhos e nos abrirmos para a beleza do percurso, estaremos protegidos do paralisante, do assustador vazio que pode nos devorar emocionalmente e nos embotar3 a ponto de não mais voltarmos a sonhar.
Nós nunca perdemos. Mesmo quando o sonho exigiu de nós um enorme investimento e não se realizou como desejávamos, todo o aprendizado, toda a VIVÊNSIA/VIVÊNCIA do percurso continuará a nosso dispor4 para novos sonhos. Isso jamais se perderá. Serão sempre como tesouros que nem a traça nem a ferrugem conseguirão corroer, que nem ladrões poderão escavar e roubar. E é neles que estará também o nosso coração, ainda mais preparado para a próxima jornada.
SANT’ANA, Maraci. Quanto custa um sonho? Correio Braziliense, 20 de julho de 2023. Opinião. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/consultoriosentimental/qua nto-custa-um-sonho/. Acesso em: 25 jan. 2024. Adaptado.
De acordo com a autora do artigo,
TEXTO 2
Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil
O Waze tem um conhecido aplicativo para smartphones que ajuda os usuários a fugir do trânsito. No entanto, a empresa tem uma ambição ainda maior: aliviar congestionamentos nas cidades brasileiras. O plano se chama Connected Citizens (cidadãos conectados, em tradução livre) e, basicamente, transfere as informações geradas em tempo real pelos usuários do aplicativo do Waze, como um alerta de carro parado em uma avenida, para a prefeitura. Com dados como esse, medidas podem ser tomadas pelos órgãos públicos de transporte para evitar o acúmulo de carros em um determinado ponto. O projeto não é novo, existe desde 2014, mas atingiu recentemente a marca de 10 cidades parceiras na América Latina. No Brasil, os municípios que já contam com o programa Connected Citizens para fornecer informações às prefeituras são Rio de Janeiro, Petrópolis (RJ), Juiz de Fora (MG) e Vitória (ES). Paulo Cabral, responsável pelo desenvolvimento de mercados na América Latina, conta que o Waze consegue agilizar a circulação de dados sobre o trânsito na gestão pública. "Não sofremos com burocracia por parte dos governos no Brasil. Precisamos que essas informações corram de maneira rápida", declarou Cabral, em entrevista a EXAME.com. O executivo destaca que o projeto, ao mesmo tempo que empodera o usuário, que pode ter um real impacto na gestão de tráfego, melhora a comunicação entre o cidadão e o governo. "Durante o Furacão Patrícia, o Waze atualizou os dados sobre o fechamento das ruas e as pessoas puderam entender quais eram os locais com acesso. O próprio governo colocou uma mensagem incentivando o cidadão a usar o app", disse Cabral. Com essa iniciativa, a ideia do Waze é tornar os municípios mais inteligentes." As cidades usam as informações para planejar algumas características, como melhor hora de fazer coleta de lixo; buracos ficam mapeados e pode-se planejar um mutirão no horário adequado. Tudo isso gera inteligência e cidades conectadas", na visão de Cabral.
Disponível em: https://opticanet.com.br/secao/tecnologiaenegocios/1022 0/waze-tem-plano-para-melhorar-transito-no-brasil. Acesso: 12 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil”, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto em questão, o projeto Connected Citizens só dará certo se os municípios brasileiros forem mais inteligentes, algo que dificilmente acontecerá, mesmo que os moradores desses municípios adquiram os aplicativos do Waze, pois a burocracia das cidades brasileiras é muito grande.
II. Diante das informações do texto, o principal impacto do projeto Connected Citizens está relacionado à gestão do tráfego, tanto por parte do governo quanto dos cidadãos na medida em que a cidade se torna cada vez mais conectada.
III. Segundo as informações do texto em análise, sabe-se que o projeto Connected Citizens precisa, necessariamente, da contribuição dos brasileiros, uma vez que as informações coletadas são fornecidas, em tempo real, pelos usuários do Waze.
Marque a alternativa correta:
TEXTO 2
Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil
O Waze tem um conhecido aplicativo para smartphones que ajuda os usuários a fugir do trânsito. No entanto, a empresa tem uma ambição ainda maior: aliviar congestionamentos nas cidades brasileiras. O plano se chama Connected Citizens (cidadãos conectados, em tradução livre) e, basicamente, transfere as informações geradas em tempo real pelos usuários do aplicativo do Waze, como um alerta de carro parado em uma avenida, para a prefeitura. Com dados como esse, medidas podem ser tomadas pelos órgãos públicos de transporte para evitar o acúmulo de carros em um determinado ponto. O projeto não é novo, existe desde 2014, mas atingiu recentemente a marca de 10 cidades parceiras na América Latina. No Brasil, os municípios que já contam com o programa Connected Citizens para fornecer informações às prefeituras são Rio de Janeiro, Petrópolis (RJ), Juiz de Fora (MG) e Vitória (ES). Paulo Cabral, responsável pelo desenvolvimento de mercados na América Latina, conta que o Waze consegue agilizar a circulação de dados sobre o trânsito na gestão pública. "Não sofremos com burocracia por parte dos governos no Brasil. Precisamos que essas informações corram de maneira rápida", declarou Cabral, em entrevista a EXAME.com. O executivo destaca que o projeto, ao mesmo tempo que empodera o usuário, que pode ter um real impacto na gestão de tráfego, melhora a comunicação entre o cidadão e o governo. "Durante o Furacão Patrícia, o Waze atualizou os dados sobre o fechamento das ruas e as pessoas puderam entender quais eram os locais com acesso. O próprio governo colocou uma mensagem incentivando o cidadão a usar o app", disse Cabral. Com essa iniciativa, a ideia do Waze é tornar os municípios mais inteligentes." As cidades usam as informações para planejar algumas características, como melhor hora de fazer coleta de lixo; buracos ficam mapeados e pode-se planejar um mutirão no horário adequado. Tudo isso gera inteligência e cidades conectadas", na visão de Cabral.
Disponível em: https://opticanet.com.br/secao/tecnologiaenegocios/1022 0/waze-tem-plano-para-melhorar-transito-no-brasil. Acesso: 12 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil”, analise as afirmativas a seguir:
I. O texto “Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil” tem como objetivo expor os benefícios do aplicativo para melhorar o trânsito no Brasil e, consequentemente, instruir o leitor a aderir a esta ferramenta digital.
II. A presença das falas de Paulo Cabral ao longo do texto ajudam a sustentar o objetivo do autor: expor informações relevantes sobre o aplicativo Waze e sobre o projeto Connected Citizens.
III. O objetivo principal do texto é evidenciar a burocracia relacionada ao trânsito no Brasil, apresentando uma solução para melhorar a eficiência dos serviços públicos em geral e, consequentemente, melhorar as condições de vida dos brasileiros.
Marque a alternativa correta:
TEXTO 2
Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil
O Waze tem um conhecido aplicativo para smartphones que ajuda os usuários a fugir do trânsito. No entanto, a empresa tem uma ambição ainda maior: aliviar congestionamentos nas cidades brasileiras. O plano se chama Connected Citizens (cidadãos conectados, em tradução livre) e, basicamente, transfere as informações geradas em tempo real pelos usuários do aplicativo do Waze, como um alerta de carro parado em uma avenida, para a prefeitura. Com dados como esse, medidas podem ser tomadas pelos órgãos públicos de transporte para evitar o acúmulo de carros em um determinado ponto. O projeto não é novo, existe desde 2014, mas atingiu recentemente a marca de 10 cidades parceiras na América Latina. No Brasil, os municípios que já contam com o programa Connected Citizens para fornecer informações às prefeituras são Rio de Janeiro, Petrópolis (RJ), Juiz de Fora (MG) e Vitória (ES). Paulo Cabral, responsável pelo desenvolvimento de mercados na América Latina, conta que o Waze consegue agilizar a circulação de dados sobre o trânsito na gestão pública. "Não sofremos com burocracia por parte dos governos no Brasil. Precisamos que essas informações corram de maneira rápida", declarou Cabral, em entrevista a EXAME.com. O executivo destaca que o projeto, ao mesmo tempo que empodera o usuário, que pode ter um real impacto na gestão de tráfego, melhora a comunicação entre o cidadão e o governo. "Durante o Furacão Patrícia, o Waze atualizou os dados sobre o fechamento das ruas e as pessoas puderam entender quais eram os locais com acesso. O próprio governo colocou uma mensagem incentivando o cidadão a usar o app", disse Cabral. Com essa iniciativa, a ideia do Waze é tornar os municípios mais inteligentes." As cidades usam as informações para planejar algumas características, como melhor hora de fazer coleta de lixo; buracos ficam mapeados e pode-se planejar um mutirão no horário adequado. Tudo isso gera inteligência e cidades conectadas", na visão de Cabral.
Disponível em: https://opticanet.com.br/secao/tecnologiaenegocios/1022 0/waze-tem-plano-para-melhorar-transito-no-brasil. Acesso: 12 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Waze tem plano para melhorar trânsito no Brasil”, analise as afirmativas a seguir:
I. Em: “O projeto não é novo, existe desde 2014, mas atingiu recentemente a marca de 10 cidades parceiras na América Latina.”, a conjunção “mas” estabelece contraste entre duas ideias opostas, posicionadas, respectivamente, antes e depois dessa conjunção.
II. No trecho: “Com essa iniciativa, a ideia do Waze é tornar os municípios mais inteligentes.”, o termo “mais” é uma conjunção equivalente a “mas”, cuja grafia pode ser registrada com ou sem o “i”.
Marque a alternativa correta:
TEXTO 1
Temperaturas decadais extremas e média em São Bento do Una
São Bento do Una localiza-se na mesorregião Agreste e na microrregião do Vale do Ipojuca no Estado de Pernambuco, limitando-se a norte com Belo Jardim, a sul com Jucati, Jupi e Lajedo, a leste com Cachoeirinha, e a oeste com Capoeiras, Sanharó e Pesqueira. A área municipal representa 0.72% do Estado de Pernambuco. Com população ‘estimada de 58.251 habitantes e com densidade demográfica de 74,03 hab/km², São Bento do Una está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 e 1.000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. A área da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vazão e o potencial de água subterrânea é baixo. A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. São Bento do Una tem o clima Tropical Chuvoso, com verão seco, a quadra chuvosa se inicia em fevereiro com chuvas de pré-estação (chuvosa de pré-estação são as que ocorrem antes da quadra chuvosa) com seu término ocorrendo no final do mês de agosto e podendo se prolongar até a primeira quinzena de setembro. O trimestre chuvoso centra-se nos meses de maio, junho e julho e os seus meses secos ocorrem entre outubro, novembro e dezembro. Os fatores provocadores de chuvas no município são a contribuição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), formação dos vórtices ciclônicos de altos níveis (VCAS), contribuição dos ventos alísios de nordeste no transporte de vapor e umidade, os quais condensam e formam nuvens, provocando chuvas de moderadas a fortes intensidades (MEDEIROS, 2016).
Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/751/621. Acesso em: 11 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Temperaturas decadais extremas e média em São Bento do Una”, analise as afirmativas a seguir:
I. O tema principal do texto é como os fatores provocadores de chuvas influenciam as temperaturas do município de São Bento do Una.
II. O tema principal do texto é mostrar as particularidades climáticas de São Bento do Una e que tornam esse município tão singular em Pernambuco.
III. O tema principal do texto são as características geográficas de São Bento do Una, referentes, majoritariamente, ao relevo, ao clima e às chuvas da região.
Marque a alternativa correta:
TEXTO 1
Temperaturas decadais extremas e média em São Bento do Una
São Bento do Una localiza-se na mesorregião Agreste e na microrregião do Vale do Ipojuca no Estado de Pernambuco, limitando-se a norte com Belo Jardim, a sul com Jucati, Jupi e Lajedo, a leste com Cachoeirinha, e a oeste com Capoeiras, Sanharó e Pesqueira. A área municipal representa 0.72% do Estado de Pernambuco. Com população ‘estimada de 58.251 habitantes e com densidade demográfica de 74,03 hab/km², São Bento do Una está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 e 1.000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. A área da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vazão e o potencial de água subterrânea é baixo. A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. São Bento do Una tem o clima Tropical Chuvoso, com verão seco, a quadra chuvosa se inicia em fevereiro com chuvas de pré-estação (chuvosa de pré-estação são as que ocorrem antes da quadra chuvosa) com seu término ocorrendo no final do mês de agosto e podendo se prolongar até a primeira quinzena de setembro. O trimestre chuvoso centra-se nos meses de maio, junho e julho e os seus meses secos ocorrem entre outubro, novembro e dezembro. Os fatores provocadores de chuvas no município são a contribuição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), formação dos vórtices ciclônicos de altos níveis (VCAS), contribuição dos ventos alísios de nordeste no transporte de vapor e umidade, os quais condensam e formam nuvens, provocando chuvas de moderadas a fortes intensidades (MEDEIROS, 2016).
Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/751/621. Acesso em: 11 out. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Temperaturas decadais extremas e média em São Bento do Una”, analise as afirmativas a seguir:
I. São Bento do Una é recortado por rios perenes, o que significa que a região não sofre com a interrupção do fluxo desses rios, uma vez que eles não secam.
II. São Bento do Una tem o clima Tropical Chuvoso, o que significa que a região apresenta, predominantemente, duas estações bem definidas: uma mais quente e chuvosa e outra mais seca e mais chuvosa.
III. A vegetação de São Bento do Una é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, o que significa que as árvores dessa região, tal qual os rios perenes, nunca perdem suas folhas ao longo do ano.
Marque a alternativa correta:
Texto:
As crianças, as frustrações e o suicídio
Que atire a primeira pedra quem nunca recebeu ou não foi tocado por um daqueles vídeos com crianças das décadas de 50, 60 e 70 brincando na rua, correndo feito loucas, cheias de hematomas, esfoladas de dar dó, suadas e sujas de dar nojo, mas, como diria minha mãe, “rindo a bandeiras despregadas”. E muitos de nós vivemos essa infância, mas a sensação que temos é a de que, entre aquele tempo e hoje, há a eternidade. Havia disputas acirradas? Sem dúvida. Havia brigas? Muitas. Havia Bullying? Todo o tempo.
Mas não víamos casos de suicídio entre crianças e adolescentes como vemos hoje. E não estou falando das que têm vidas desoladoras, mas das chamadas “crianças que têm tudo”. É claro que vivíamos situações estressantes, mesmo ______ os pais eram rigorosos demais e até violentos, não nos ouviam porque achavam que criança não tinha que falar, mas obedecer. Muitas de nós sofríamos de depressão e ansiedade, como vemos hoje, mas acredito que essa atividade física ao ar livre, a exposição ao sol, o contato presencial com outras crianças, ajudavam-nos a esquecer, pelo menos por alguns momentos, as agruras da vida.
Sim, as agruras da vida! ______ está redondamente enganado aquele que pensa que criança que tem “tudo nas mãos”, que “não precisa se preocupar com mais nada além de brincar e estudar”, não tem motivo para se sentir infeliz. As estatísticas estão aí para provar que isso não é verdade, e várias são as causas para ideações e tentativas de suicídio – problemas mentais, como depressão e transtorno de personalidade Bordelense; perda de um ente querido, por morte ou separação; Bullying; abusos sexuais; dificuldades de aprendizagem. E alguns sinais não podem ser ignorados, servindo de alerta, como alterações do apetite e do peso, cansaço excessivo, baixa autoestima, agitação, desânimo, isolamento, irritabilidade, ataques de raiva, comportamentos estranhos como roupas que mais parecem esconderijos.
Mas uma coisa chama a minha atenção nas crianças e nos adolescentes de hoje, que é o despreparo para lidar com as frustrações, com as decepções. Aquelas crianças de antigamente, às quais só restava obedecer, já tinham um “não” para tudo e tinham que correr atrás do “sim” para qualquer coisa que não fosse acordar, dormir, comer, tomar banho, ir para a escola, fazer as lições. Toda e qualquer coisa que saísse desse script demandava permissão que precisava ser perseguida. Em geral, pedia-se à mãe, que empurrava a responsabilidade para o pai, que a devolvia com um “Se sua mãe disser que pode, tudo bem pra mim”. E lá ia a criaturinha de volta para a mãe, com o coração aos pulos.
Hoje, a garotada já nasce com um “sim” para tudo. [o]s pais, desejosos de serem “[o]s melhores pais do mundo” e, cá entre nós, morrendo de medo de não [o] serem ou de assim não serem considerados, raramente dizem “não” às suas crias e, quando [o] fazem, diante do espanto e do choque provocado, entram em pânico e voltam atrás nas suas decisões, restabelecendo a calma nas relações. Só que a vida não é feita só de “sins”, mas também de “nãos”. Aliás, bem mais “nãos” do que “sins”. E quando [o] filhote começa a dar [o]s primeiros passos fora da bolha de proteção, [o] bicho pega, não alisa!
Um exemplo de ambiente que não passa a mão na cabeça de ninguém é o das redes sociais. Mesmo para muitos adultos, é difícil lidar com críticas, até mesmo construtivas. Agora imagine o que é para uma criança ou um adolescente acostumado aos “sins” receber “nãos” ou, o que é pior, ser alvo dos haters, que disseminam o ódio, fazendo comentários maldosos e até absurdos, criminosos. Muitas crianças e adolescentes tiram a própria vida por não suportarem o que lhes é dito pela internet. E a solução não é impedir o uso das redes sociais, ______ elas são uma realidade, são parte da nossa vida.
Assim, deixo aqui alguns conselhos aos pais que desejam ser os melhores do mundo. Em primeiro lugar, entenda que, em situações ordinárias, todos os pais e todas as mães tentam ser os melhores pais e as melhores mães do mundo, mas todos, sem exceção, falham ______ os consumidores desses esforços, que são os filhos, costumam ter uma noção diferente do pai ou da mãe ideal. Então tente ser o pai que você gostaria de ter tido e vá se adaptando aos seus filhos, aprendendo com eles, com os novos modelos sociais, com os novos tempos. Siga firme e ponha todo o seu amor nesse percurso.
Em segundo lugar, pense que seus pais provavelmente também desejaram ser os melhores do mundo ou, no mínimo, não cometer os erros cometidos pelos pais deles. Assim, mesmo que você ache que eles não se saíram bem, não cometa o erro de acreditar que eles fizeram tudo errado. Em geral, começamos pensando que eles erraram em tudo, depois começamos a pensar que eles acertaram em algumas coisas e terminamos pensando que eles acertaram muito, às vezes naquilo que abominávamos.
Em terceiro lugar, seu filho precisa mesmo é ser amado – acolhido, respeitado, ouvido, orientado. Ele precisará ouvir “sins” e “nãos”; precisará ouvir que a vida nem sempre é como a gente quer que ela seja, exigindo de nós resiliência, paciência, perseverança; precisará ouvir de você um pedido de desculpas sempre que você entender que falhou com ele; precisará entender que pais não são super-heróis, apenas seres humanos tentando acertar, que continuam a nos amar mesmo quando erram feio, mesmo quando nós erramos feio.
E procure se conhecer, observar como você costuma lidar com os “nãos” da vida, como reage diante das frustrações. Você se mantém tranquilo, respira fundo e tenta encontrar uma saída para o problema? Ou você é do tipo que tem um ataque, desconta nos outros, enche a cara ou toma um calmante e fica largado na cama babando? Lembre que os nossos filhos estão sempre de olho em nós, aprendendo com o que falamos, mas, principalmente, com o exemplo que damos. Como dizem, a palavra convence, mas o exemplo arrasta.
SANT’ANA, Maraci. As crianças, as frustrações e o suicídio. Correio Braziliense, 23 de agosto de 2023. Opinião. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/consultoriosentimental/ascriancas-e-as-frustracoes/. Acesso em: 25 jan. 2024. Adaptado.
Ao longo do texto, foram inseridas quatro lacunas, que devem ser preenchidas com uma das escritas dos porquês da Língua Portuguesa. Assinale a alternativa que apresenta a forma adequada do porquê para tais espaços.