Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3020131 Português
Assinalar a alternativa que apresenta um antônimo entre parênteses para a palavra sublinhada.
Alternativas
Q3020129 Português
Assinalar a alternativa em que ambas palavras são sinônimas. 
Alternativas
Q3020116 Português
Bactérias no corpo humano


     Nosso corpo é formado por uma série de células, que formam tecidos e órgãos. Muitas vezes, no entanto, não percebemos que, além de nossas células típicas, outras nos fazem companhia: as bactérias. Isso mesmo! Nosso corpo apresenta uma grande quantidade de bactérias, sendo algumas benéficas e essenciais para o funcionamento adequado do organismo.

     Os micro-organismos que crescem em nosso corpo formam a nossa microbiota, também chamada de flora. Estudos indicam que nossa microbiota é extremamente rica e que exista cerca de um quilo de bactérias no nosso corpo, um valor considerável, uma vez que essas bactérias são seres formados por uma só célula e são microscópicos. Alguns autores sugerem ainda que nosso corpo possui dez vezes mais micro-organismos que células humanas.

     Nossa microbiota começa a se formar assim que nascemos, no momento do parto, quando recebemos uma grande variedade de bactérias de nossa mãe. À medida que crescemos, o número de bactérias aumenta e, com o tempo, torna-se estável.


Brasil Escola – adaptado. 

Com base no texto, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3019917 Português
Assinale a alternativa correta a respeito da significação das palavras.

I - São sinônimos de taciturno as palavras melancólico e triste.
II - A palavra embevecimento tem o mesmo significado de tranquilidade.
III - Felicidade perene possui o mesmo sentido de felicidade duradoura.
IV - Contemporâneo é sinônimo de coevo.
V - Atenção volúvel possui o mesmo significado de atenção constante.
Alternativas
Q3019173 Português
Alencar,
O almoço está na geladeira. É só esquentar e servir.
Bom apetite!

O texto para Alencar constitui um exemplo de: 
Alternativas
Q3018448 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.


"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.


Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.


No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.


Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.


Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.


A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024. 

Em relação à função da linguagem predominante no texto, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:

I.No texto, predomina a função referencial.
PORQUE
II.Nessa função da linguagem, o foco está na influência sobre o receptor da mensagem. Suas principais características incluem: persuasão e ênfase na ação e na forma da mensagem.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3018447 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.


"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.


Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.


No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.


Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.


Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.


A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024. 

A seguir, são apresentadas funções e características de gêneros discursivos:

I.Texto jornalístico que relata acontecimentos necessariamente recentes que despertam a atenção do público. Para tanto, o assunto precisa ser relevante, ou seja, deve chamar a atenção do leitor. II.Consiste em uma informação de rápido consumo. Por isso, esse texto jornalístico é usado para citar números de uma pesquisa ou uma breve menção a uma notícia sobre o cliente. III.Trata-se de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento científico, de forma aprofundada. IV.Consiste em um texto jornalístico que objetiva informar o leitor de algum acontecimento importante, mas não necessariamente recente.

São relativas ao gênero do texto lido as características e funções indicadas em: 
Alternativas
Q3018361 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos. 


"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.


Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.


No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.


Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.


Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes. 


A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024.

Analise as afirmações a seguir:
I.Em "O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", a palavra "passo" foi empregada no sentido ____________. II.Na sentença "Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção", a palavra "recheios" foi empregada no sentido ____________. III.Em "já que o biodiesel tem grande afinidade com a água" a palavra "afinidade" foi empregada no sentido ____________.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos: 
Alternativas
Q3018280 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.

"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.

Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.

No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.

Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.

Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.

A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024.

Assinale a alternativa que apresenta o mais adequado resumo do texto:
Alternativas
Q3018279 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.

"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.

Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.

No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.

Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.

Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.

A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024.

Analise o trecho a seguir, retirado do texto:
Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar.
Assinale a alternativa que poderia substituir a palavra em destaque sem prejuízo de valor:
Alternativas
Q3018278 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.

"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.

Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.

No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.

Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.

Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.

A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024.

Analise as afirmações a seguir:
I.Em "O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", a palavra "passo" foi empregada no sentido ____________. II.Na sentença "Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção", a palavra "recheios" foi empregada no sentido ____________. III.Em "já que o biodiesel tem grande afinidade com a água" a palavra "afinidade" foi empregada no sentido ____________.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos:
Alternativas
Q3018265 Português
Gêneros textuais são textos que, materializados em determinado formato textual, exercem função social específica às diversas situações cotidianas de comunicação com que se associam. Tendo em vista que eles podem ser classificados conforme sua temática, estilo de linguagem e estrutura composicional (Bakhtin, 1988), destaque dentre as alternativas abaixo somente aquela que contém gêneros textuais do grupo descritivo:
Alternativas
Q3018167 Português
Qual das palavras abaixo mudaria completamente o significado do enunciado caso substituísse a palavra sublinhada?
Fiquei muito doente no início do ano e, consequentemente, não estive presente em muitos eventos.
Alternativas
Q3018165 Português
A linguagem coloquial difere da linguagem considerada culta por não exigir atenção total à gramática normativa. Qual alternativa difere das demais por este motivo? 
Alternativas
Q3018163 Português
Qual é a pressuposição que pode ser feita a partir do enunciado abaixo?
O país parou de crescer consideravelmente. 
Alternativas
Q3018158 Português

Analisar a tirinha abaixo. 

  Imagem associada para resolução da questão

O humor da tirinha acontece:

Alternativas
Q3018156 Português
Qual a alternativa que apresenta um antônimo entre parênteses para a palavra sublinhada? 
Alternativas
Q3018153 Português

Assinalar a alternativa que apresenta o sentido da tirinha abaixo.


   Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3018150 Português
Centenário de César Lattes
   

    Você sabia que a plataforma Lattes, que reúne currículos acadêmicos no país, foi batisada em homenagem ao físico César Lattes? Nascido em Curitiba há cem anos, no dia 11 de julho de 1924, Lattes se graduou em física e matemática na USP e, até hoje, é tido como o mais brilhante dos jovens físicos daquela geração.

    Lattes se destacou por apoiar iniciativas que alavancaram a ciência e a pesquisa no país, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada. Sua maior façanha, porém, foi a descoberta de uma das sub-partículas responsáveis pela coesão do núcleo do átomo. Na época, uma das principais questões da física atômica era saber como os prótons mantinham-se unidos nos átomos. Intrigado com isso, Lattes, acompanhado do professor Giuseppe Occhialini, foi para a Universidade de Bristol, na Inglaterra, onde integrou a equipe chefiada por Cecil Powell.

    Em 1947, Lattes foi até um pico nos Andes Bolivianos para estudar os raios cósmicos. A ideia era “fotografar” a trajetória das partículas oriundas desses raios por meio de chapas fotográficas de emulsão nuclear. Antes da viagem, Lattes pediu à Kodak que acrescentasse mais boro à composição das placas. Graças a isso, a revelação das chapas mostrou o que seria identificado como uma nova partícula atômica, o méson pi. A descoberta foi descrita por Lattes em um artigo na revista Nature em 1947: o texto é co- assinado por seus colegas de laboratório, Powell, Occhialini e Muirhead. Essa façanha marcou o início de um novo campo de estudos, a física das partículas elementares.

    Três anos depois, o comitê do Nobel concedeu o prêmio de Física a Cecil Powell pelo desenvolvimento do método fotográfico para estudo de processos nucleares e por achados relacionados aos mésons. O prêmio não ter ido para o brasileiro foi devido à política do Nobel. Até 1960, a regra era premiar apenas o responsável pela equipe.

     Mas a injustiça não apagou o papel de Lattes na história da ciência. Pela descoberta do méson pi aos 27 anos de idade, o brasileiro até hoje é lembrado por mudar os rumos da física, dando espaço para o surgimento de um novo campo de estudos, e pelos seus esforços em desenvolver a educação e a ciência de ponta no Brasil. Lattes morreu em 2005, aos 80 anos, em Campinas (SP).


Marília Marasciulo – Revista Galileu. Adaptado. 
Considerando as normas da língua portuguesa, caso o trecho “A descoberta foi descrita por Lattes em um artigo na revista Nature em 1947” fosse reescrito, qual seria sua forma mais adequada?
Alternativas
Q3018149 Português
Centenário de César Lattes
   

    Você sabia que a plataforma Lattes, que reúne currículos acadêmicos no país, foi batisada em homenagem ao físico César Lattes? Nascido em Curitiba há cem anos, no dia 11 de julho de 1924, Lattes se graduou em física e matemática na USP e, até hoje, é tido como o mais brilhante dos jovens físicos daquela geração.

    Lattes se destacou por apoiar iniciativas que alavancaram a ciência e a pesquisa no país, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada. Sua maior façanha, porém, foi a descoberta de uma das sub-partículas responsáveis pela coesão do núcleo do átomo. Na época, uma das principais questões da física atômica era saber como os prótons mantinham-se unidos nos átomos. Intrigado com isso, Lattes, acompanhado do professor Giuseppe Occhialini, foi para a Universidade de Bristol, na Inglaterra, onde integrou a equipe chefiada por Cecil Powell.

    Em 1947, Lattes foi até um pico nos Andes Bolivianos para estudar os raios cósmicos. A ideia era “fotografar” a trajetória das partículas oriundas desses raios por meio de chapas fotográficas de emulsão nuclear. Antes da viagem, Lattes pediu à Kodak que acrescentasse mais boro à composição das placas. Graças a isso, a revelação das chapas mostrou o que seria identificado como uma nova partícula atômica, o méson pi. A descoberta foi descrita por Lattes em um artigo na revista Nature em 1947: o texto é co- assinado por seus colegas de laboratório, Powell, Occhialini e Muirhead. Essa façanha marcou o início de um novo campo de estudos, a física das partículas elementares.

    Três anos depois, o comitê do Nobel concedeu o prêmio de Física a Cecil Powell pelo desenvolvimento do método fotográfico para estudo de processos nucleares e por achados relacionados aos mésons. O prêmio não ter ido para o brasileiro foi devido à política do Nobel. Até 1960, a regra era premiar apenas o responsável pela equipe.

     Mas a injustiça não apagou o papel de Lattes na história da ciência. Pela descoberta do méson pi aos 27 anos de idade, o brasileiro até hoje é lembrado por mudar os rumos da física, dando espaço para o surgimento de um novo campo de estudos, e pelos seus esforços em desenvolver a educação e a ciência de ponta no Brasil. Lattes morreu em 2005, aos 80 anos, em Campinas (SP).


Marília Marasciulo – Revista Galileu. Adaptado. 
De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) César Lattes ganhou o Nobel com 27 anos.
( ) A descoberta do méson pi alavancou um novo campo de estudos, a física das partículas elementares.
( ) Lattes descobriu o méson pi enquanto estava no Brasil.
( ) Lattes continua sendo lembrado por mudar os rumos da física e pelos seus esforços em desenvolver a educação e a ciência no país. 
Alternativas
Respostas
33361: B
33362: A
33363: D
33364: A
33365: C
33366: A
33367: C
33368: C
33369: B
33370: C
33371: E
33372: E
33373: A
33374: C
33375: B
33376: D
33377: A
33378: C
33379: C
33380: C