Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.316 questões

Q3350409 Português
Os caranguejos que estão vestindo nosso lixo plástico

Estudos indicam que dois terços das espécies de caranguejos eremitas foram registrados em conchas artificiais como objetos descartados pelos humanos.

Os cientistas afirmam estar desolados ao ver até que ponto os animais convivem com nossos resíduos. A pesquisa foi baseada na análise de fotos tiradas por entusiastas da vida selvagem e publicadas em redes sociais e em sites de compartilhamento de fotos.

Marta e Lucas, da Universidade de Varsóvia, identificaram animais utilizando conchas artificiais, principalmente tampas plásticas.

"Começamos a notar algo completamente fora do comum. Em vez de estarem adornados com uma bela concha de caracol, eles tinham uma tampa de garrafa plástica vermelha ou um pedaço de lâmpada em suas costas", diz Lucas.

"De acordo com nossos cálculos, dez das dezesseis espécies de caranguejos eremitas terrestres no mundo utilizam esse tipo de abrigo, e isso foi observado em todas as regiões tropicais da Terra", explicou a professora Marta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8 8nve55k18o.adaptado.
Em vez de estarem 'adornados' com uma bela concha de caracol, eles tinham uma tampa de garrafa plástica. O sinônimo do vocábulo destacado é:
Alternativas
Q3350407 Português
Os caranguejos que estão vestindo nosso lixo plástico

Estudos indicam que dois terços das espécies de caranguejos eremitas foram registrados em conchas artificiais como objetos descartados pelos humanos.

Os cientistas afirmam estar desolados ao ver até que ponto os animais convivem com nossos resíduos. A pesquisa foi baseada na análise de fotos tiradas por entusiastas da vida selvagem e publicadas em redes sociais e em sites de compartilhamento de fotos.

Marta e Lucas, da Universidade de Varsóvia, identificaram animais utilizando conchas artificiais, principalmente tampas plásticas.

"Começamos a notar algo completamente fora do comum. Em vez de estarem adornados com uma bela concha de caracol, eles tinham uma tampa de garrafa plástica vermelha ou um pedaço de lâmpada em suas costas", diz Lucas.

"De acordo com nossos cálculos, dez das dezesseis espécies de caranguejos eremitas terrestres no mundo utilizam esse tipo de abrigo, e isso foi observado em todas as regiões tropicais da Terra", explicou a professora Marta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8 8nve55k18o.adaptado.
Buscando conchas como armadura para seus corpos, caranguejos eremitas ao redor do mundo recorrem mais ao lixo plástico do que conchas naturais.
Qual das seguintes afirmações é verdadeira com base no texto fornecido?
Alternativas
Q3350333 Português

Considere o texto abaixo:


"A inteligência artificial deverá afetar quase 40% de todos os empregos no mundo, de acordo com uma nova análise do Fundo Monetário Internacional (FMI). A diretora-gerente do FMI [...] diz que os políticos precisam abordar essa 'tendência preocupante' para 'evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais'. [...] O FMI disse que a inteligência artificial provavelmente afetará uma proporção maior de empregos − estimada em cerca de 60% − nas economias avançadas. Em metade destes casos, os trabalhadores podem esperar se beneficiar da integração da inteligência artificial, o que aumentará a sua produtividade".


(Fonte: BBC News Brasil. Disponível em:https://www.bbc/com/portuguese/articles/cgekv170k0eo >Acesso em: 15 de janeiro de 2024.)

Com base no texto, é correto afirmar que: 


Alternativas
Q3350329 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada.


Qualquer indivíduo que realmente acredite em que seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância. Não há outra revelação senão os pensamentos dos sábios — e mesmo esses pensamentos estão sujeitos a erros, como é a sina de tudo o que é humano.


Entenda isso e seja feliz!!


Arthur Schopenhauer (Texto Adaptado)

Na frase "Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada", foi utilizada uma estratégia que o orador utilizou para aplicar ao texto um determinado efeito na interpretação do ouvinte, ou seja, a palavra "estrada" foi usada no sentido figurado portanto, uma figura de linguagem.


Assinale a alternativa que representa essa figura de linguagem:

Alternativas
Q3350082 Português

Considere o texto abaixo:


"O ano era 1187 e um príncipe medieval inglês se deitava na sua enorme cama de madeira, junto com uma nova companhia. Com seus volumosos cabelos avermelhados e seu porte robusto, Ricardo Coração de Leão (1157-1199) era o protótipo do macho guerreiro, famoso pela sua formidável capacidade de liderança no campo de batalha e seu comportamento de cavaleiro. Mas, naquela época, ele fez uma amizade inesperada com um antigo inimigo: ninguém menos que Filipe 2° (1165-1223), rei da França desde 1180 até a sua morte. Inicialmente, os dois membros da realeza europeia formaram uma aliança puramente pragmática. Mas, depois de passarem mais tempo juntos, comendo na mesma mesa e até do mesmo prato, eles se tornaram amigos próximos. E, para consolidar o relacionamento especial entre eles e seus dois países, eles concordaram em assinar um tratado de paz − e dormiram juntos, na mesma cama". 


(Fonte: BBC News Brasil. Disponível em: <https://www.bbc .com/portuguese/articles/cyr348y4y31o > Acesso em: 15 de

janeiro de 2024.)


Com base no texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3350077 Português

Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada.


Qualquer indivíduo que realmente acredite em que seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância. Não há outra revelação senão os pensamentos dos sábios — e mesmo esses pensamentos estão sujeitos a erros, como é a sina de tudo o que é humano.


Entenda isso e seja feliz!!


Arthur Schopenhauer (Texto Adaptado)

Na frase "Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada", foi utilizada uma estratégia que o orador utilizou para aplicar ao texto um determinado efeito na interpretação do ouvinte, ou seja, a palavra "estrada" foi usada no sentido figurado, portanto, uma figura de linguagem.


Assinale a alternativa que representa essa figura de linguagem:

Alternativas
Q3350021 Português

Considere o texto abaixo:


"É muito comum ouvir e observar estereótipos sobre os mais velhos, como, por exemplo, a ideia de que não podem trabalhar ou que são debilitados e que, por isso, não podem assumir responsabilidades ou ter a rotina na mesma intensidade de quando eram jovens, incluindo vida sexual ativa. De acordo com Flávia Raquel Rosa Junqueira, [...] tanto homens quanto mulheres têm mudanças no corpo com o passar da idade e também na resposta sexual, mas o maior desafio é a invisibilidade."


(Fonte: Jornal da USP. Disponível em:https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/o-exercicio-da-sexualidade-na-terceir a-idade-e-pouco-estudado-e-comentado/ >Acesso em: 15 de janeiro de 2024)


Com base no texto, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3349952 Português

Considere o texto abaixo:


"A Agência Nacional do Cinema (Ancine) promoveu uma ação regulatória em 2020 que implementou a obrigatoriedade, sob pena de multa, aos cinemas nacionais de oferecerem aparelhos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, através dos recursos de legendagem descritiva, libras e audiodescrição. A determinação está na Instrução Normativa 128/2016. Dados da Ancine revelaram que, em 2019, das 3.300 salas de cinema do Brasil, apenas 269 teriam alguns desses mecanismos, o que representa 8% do total".


(Fonte: Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br//atualidades/acessibilidade-nos-cinemas-brasil-ainda-pre cisa-avancar-em-relacao-ao-resto-do-mundo/ >Acesso em: 15 de janeiro de 2024.)


Os dados descritos no texto revelam uma situação de:

Alternativas
Q3349951 Português

Considere o texto abaixo:


"A pílula anticoncepcional surgiu após a Segunda Guerra Mundial (1937-1945), que causou uma mudança profunda na economia mundial. Carmita Abdo, [...] explica que esse cenário ajudou na efetiva inserção feminina no mercado de trabalho. A mulher iniciou sua vida profissional mais efetivamente, em massa, a partir do momento em que só o homem não conseguia prover os gastos domésticos da situação pós-guerra de penúria e de muito desequilíbrio econômico-social, aponta. Na época, já existiam alguns métodos responsáveis por controlar a natalidade, mas nada tão efetivo quanto o efeito do anticoncepcional. Dessa forma, Carmita explica que a necessidade de um trabalho externo à casa esteve acompanhada da necessidade de criação de um método anticoncepcional mais confortável, e não que a pílula ajudou as mulheres a trabalharem mais fora do lar".


(Fonte: Jornal da USP. Disponível em:https:https://jornal.usp.br/atualidades/os-impactos-da-criacao-da-pilula-anticoncepci onal-na-emancipacao-da-mulher/ >Acesso em: 15 de janeir o de 2024)


Com base no texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3349285 Português

Leia o texto para responder à questão.


    O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa.

    A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.

    “Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindo-se a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas.

    Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho.

    Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.


(Leonardo Neiva. A Inteligência Artificial vai roubar os empregos das mulheres? https://gamarevista.uol.com.br, 03.03.2024. Adaptado)

No trecho “… essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho” (4º parágrafo), o vocábulo destacado tem como antônimo, no contexto em que foi empregado:
Alternativas
Q3349284 Português

Leia o texto para responder à questão.


    O avanço da inteligência artificial (IA), nos últimos anos, tem tirado o sono de profissionais de boa parte dos setores da economia e pode haver ainda mais motivos para se preocupar, segundo uma pesquisa.

    A principal revelação do estudo é que oito em cada dez profissionais mulheres nos Estados Unidos (cerca de 59 milhões delas) estão em cargos altamente expostos às mudanças geradas pela IA – contra seis a cada dez homens. Isso não significa, é claro, que todas essas profissionais serão demitidas, mas parte de suas funções deve passar por automatização nos próximos anos.

    “Isso acontece porque homens tendem a assumir mais trabalhos manuais, menos relacionados à tecnologia. Então, não se trata de a IA estar propositalmente desfavorecendo mulheres; se trata de elas ocuparem atualmente mais posições que no futuro serão automatizadas”, explica Mark McNeilly, professor de Marketing e coordenador da pesquisa, referindo-se a áreas como administração, vendas e ciências sociais, que podem sofrer transformações profundas.

    Embora ainda não haja muitas pesquisas desse tipo, um outro estudo realizado por uma empresa britânica aponta uma diferença de gênero no próprio uso da tecnologia. Enquanto 54% dos homens britânicos estão abraçando a IA no seu cotidiano pessoal e profissional, apenas 35% das mulheres têm feito o mesmo. Na opinião de McNeilly, essa diferença tem a ver com a disparidade de objetivos de mulheres e homens no mercado de trabalho.

    Mas ninguém precisa entrar em desespero. Em algumas áreas, por exemplo, recursos tecnológicos devem facilitar a vida dos trabalhadores, segundo McNeilly. Em outras, porém, a transformação pode sim ser radical. Para ele, o mais importante é começar a usar desde já tecnologias envolvendo IA, incorporando-as ao dia a dia. Por outro lado, num mundo ainda mais automatizado, McNeilly prevê que o contato humano deve se tornar cada vez mais importante: “Então dê asas às suas habilidades interpessoais, de criar contatos e de influenciar outras pessoas”.


(Leonardo Neiva. A Inteligência Artificial vai roubar os empregos das mulheres? https://gamarevista.uol.com.br, 03.03.2024. Adaptado)

Segundo o que se afirma no texto, o pesquisador Mark McNeilly recomenda que
Alternativas
Q3348263 Português

A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos


Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.


Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.


Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.


"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.


É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).


Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.


 Mas, afinal, como a Aspirina funciona?


 "[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.


Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",


"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.


O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".


"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.


Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.


"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.


Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.


A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.


Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.


"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.


"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."


Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.


"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.


No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.


Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).


Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.


Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".


"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o

Qual é a principal preocupação expressa por Jean Leandro dos Santos citado no texto?
Alternativas
Q3348206 Português

Por que os adultos precisam ter tempo para brincar?


Nas raras ocasiões em que uma tempestade de neve cobre Washington D.C., nos Estados Unidos a cidade se transforma: o National Mall se torna uma paisagem lunar, os monumentos se tornam alienígenas e o Capitólio se transforma em um castelo em uma nuvem. Quando acordei com essa cena cativante em uma manhã de dezembro, imediatamente vesti minhas roupas mais quentes e saí correndo para a rua.


Eu queria construir um boneco de neve, mas não importava o quão gentilmente eu rolasse minha bola de neve na penugem brilhante, ela se recusava a crescer. Derrotada, caí no chão com meus braços e pernas abertos. Como eu já estava na metade do caminho para criar um anjo de neve, torci meus membros para terminar o trabalho.


Então, notei que tinha uma plateia − um casal de aparência elegante com xícaras de café nas mãos enluvadas. A desaprovação emanava deles como o vapor de seus cafés com leite. Meu rosto ficou corado de vergonha enquanto eu gaguejava uma resposta à pergunta não dita por eles: você não tem nada melhor para fazer?


Uma mulher de meia-idade brincando sozinha na neve é uma visão inegavelmente estranha, mas talvez não devesse ser assim. Novas pesquisas sugerem que os adultos modernos estão sofrendo de um excesso de tristeza. Suprimimos nosso instinto natural de brincar, e isso está causando todos os tipos de problemas − tanto para nós mesmos, nossos filhos e nosso planeta.


"O oposto de brincar não é o trabalho; é a depressão", diz o psiquiatra e pesquisador de brincadeiras Stuart Brown. "O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública." A brincadeira pode parecer frívola, mas estudos recentes indicam que, para os mamíferos e talvez para todos os vertebrados, ela pode ser tão essencial quanto a necessidade de dormir.


No verão passado, os cientistas descobriram que o impulso de brincar se origina no tronco cerebral em termos evolutivos, uma das partes mais antigas do nosso sistema nervoso. Você pode remover todo o córtex cerebral de um rato e ele continuará querendo brincar. A brincadeira ajuda alguns animais jovens a aprender a dominar seus corpos e seus ambientes e, quando isso acontece, a maioria deixa de brincar quando adultos. Entretanto, há alguns que nunca param − um grupo que inclui lobos, corvos, golfinhos, focas, macacos, humanos e outros primatas − e os biólogos estão apenas começando a descobrir o motivo.


Uma possibilidade é que a brincadeira dos adultos pode levar a descobertas úteis, uma teoria apoiada por um estudo com macacos de cauda longa de Bali. Para sua tese de doutorado na Universidade de Lethbridge, a pesquisadora de animais Camilla Cenni deixou dois tipos de caixas de quebra-cabeça para os macacos resolverem. Para chegar ao alimento, eles tinham que jogar uma pedra no recipiente ou usá-la para bater na caixa. Ela descobriu que os macacos que já haviam sido observados jogando pedras por diversão tinham maior probabilidade de resolver o quebra-cabeça de jogar pedras, enquanto os que haviam descoberto a alegria de bater pedras juntos conseguiram a resposta para o quebra-cabeça de percussão.


Essa descoberta também sugere que, em algum ponto profundo de nossa história evolutiva, um proto-humano brincalhão criou o conceito de ferramentas de pedra. Ainda hoje, o desejo de brincar está por trás da maioria das maiores invenções, obras de arte e descobertas científicas da humanidade, explica Brown. "Quando entrevistei os ganhadores do Prêmio Nobel, fiquei impressionado com o fato de que a maioria deles não separava trabalho e diversão. Seus laboratórios eram seus playgrounds", diz ele.


As brincadeiras de adultos promovem a inclusão, a cooperação, a criatividade, a adaptabilidade e o igualitarismo − todas as qualidades que nós, seres humanos, poderíamos usar mais, afirma Jeff Harry, consultor de brincadeiras. Infelizmente, as normas sociais restringem nosso desejo de nos soltarmos. "Ser um adulto brincalhão é realmente estigmatizado em nossa sociedade", diz ele. "Você não quer se sentir irresponsável. Você não quer que as pessoas pensem que você é infantil."


Nem sempre foi assim, diz Peter Gray, pesquisador de jogos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Quando Gray analisou as descrições das últimas tribos de caçadores-coletores remanescentes, ele notou que elas eram frequentemente descritas como "bem-humoradas", "sempre rindo" e "alegres". "O que chamaríamos de trabalho, como caçar e coletar, era algo divertido para eles", diz Peter. "Era um trabalho interessante, habilidoso e variado". Nenhuma dessas tribos de caçadores-coletores tinha uma palavra para "labuta" ou "trabalho pesado", acrescenta ele.


"Parece que estou romantizando, mas isso faz sentido do ponto de vista evolutivo", comenta Gray. "De modo geral, gostamos de fazer as coisas que são necessárias para nossa sobrevivência. Gostamos de comer. Gostamos de beber água. Gostamos de cuidar de crianças pequenas e fofas." Os seres humanos deram um passo gigantesco para longe da diversão quando começaram a plantar, afirma o pesquisador. Arar os campos e moer a farinha são atividades extenuantes, repetitivas e entediantes. Depois, inventamos as fábricas e perdemos completamente a noção de diversão.


Talvez possamos reverter essa trajetória, diz Harry. À medida que fazemos a transição completa para uma economia baseada no conhecimento, o trabalho e a diversão estão começando a se fundir novamente. Algumas das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, como a Google e a Apple, foram criadas por pessoas que trabalhavam em suas garagens. Organizações como essas entendem o valor de incentivar os adultos a se divertirem. Em muitos casos,

Qual é a tendência apontada por Jeff Harry no texto?
Alternativas
Q3348205 Português

Por que os adultos precisam ter tempo para brincar?


Nas raras ocasiões em que uma tempestade de neve cobre Washington D.C., nos Estados Unidos a cidade se transforma: o National Mall se torna uma paisagem lunar, os monumentos se tornam alienígenas e o Capitólio se transforma em um castelo em uma nuvem. Quando acordei com essa cena cativante em uma manhã de dezembro, imediatamente vesti minhas roupas mais quentes e saí correndo para a rua.


Eu queria construir um boneco de neve, mas não importava o quão gentilmente eu rolasse minha bola de neve na penugem brilhante, ela se recusava a crescer. Derrotada, caí no chão com meus braços e pernas abertos. Como eu já estava na metade do caminho para criar um anjo de neve, torci meus membros para terminar o trabalho.


Então, notei que tinha uma plateia − um casal de aparência elegante com xícaras de café nas mãos enluvadas. A desaprovação emanava deles como o vapor de seus cafés com leite. Meu rosto ficou corado de vergonha enquanto eu gaguejava uma resposta à pergunta não dita por eles: você não tem nada melhor para fazer?


Uma mulher de meia-idade brincando sozinha na neve é uma visão inegavelmente estranha, mas talvez não devesse ser assim. Novas pesquisas sugerem que os adultos modernos estão sofrendo de um excesso de tristeza. Suprimimos nosso instinto natural de brincar, e isso está causando todos os tipos de problemas − tanto para nós mesmos, nossos filhos e nosso planeta.


"O oposto de brincar não é o trabalho; é a depressão", diz o psiquiatra e pesquisador de brincadeiras Stuart Brown. "O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública." A brincadeira pode parecer frívola, mas estudos recentes indicam que, para os mamíferos e talvez para todos os vertebrados, ela pode ser tão essencial quanto a necessidade de dormir.


No verão passado, os cientistas descobriram que o impulso de brincar se origina no tronco cerebral em termos evolutivos, uma das partes mais antigas do nosso sistema nervoso. Você pode remover todo o córtex cerebral de um rato e ele continuará querendo brincar. A brincadeira ajuda alguns animais jovens a aprender a dominar seus corpos e seus ambientes e, quando isso acontece, a maioria deixa de brincar quando adultos. Entretanto, há alguns que nunca param − um grupo que inclui lobos, corvos, golfinhos, focas, macacos, humanos e outros primatas − e os biólogos estão apenas começando a descobrir o motivo.


Uma possibilidade é que a brincadeira dos adultos pode levar a descobertas úteis, uma teoria apoiada por um estudo com macacos de cauda longa de Bali. Para sua tese de doutorado na Universidade de Lethbridge, a pesquisadora de animais Camilla Cenni deixou dois tipos de caixas de quebra-cabeça para os macacos resolverem. Para chegar ao alimento, eles tinham que jogar uma pedra no recipiente ou usá-la para bater na caixa. Ela descobriu que os macacos que já haviam sido observados jogando pedras por diversão tinham maior probabilidade de resolver o quebra-cabeça de jogar pedras, enquanto os que haviam descoberto a alegria de bater pedras juntos conseguiram a resposta para o quebra-cabeça de percussão.


Essa descoberta também sugere que, em algum ponto profundo de nossa história evolutiva, um proto-humano brincalhão criou o conceito de ferramentas de pedra. Ainda hoje, o desejo de brincar está por trás da maioria das maiores invenções, obras de arte e descobertas científicas da humanidade, explica Brown. "Quando entrevistei os ganhadores do Prêmio Nobel, fiquei impressionado com o fato de que a maioria deles não separava trabalho e diversão. Seus laboratórios eram seus playgrounds", diz ele.


As brincadeiras de adultos promovem a inclusão, a cooperação, a criatividade, a adaptabilidade e o igualitarismo − todas as qualidades que nós, seres humanos, poderíamos usar mais, afirma Jeff Harry, consultor de brincadeiras. Infelizmente, as normas sociais restringem nosso desejo de nos soltarmos. "Ser um adulto brincalhão é realmente estigmatizado em nossa sociedade", diz ele. "Você não quer se sentir irresponsável. Você não quer que as pessoas pensem que você é infantil."


Nem sempre foi assim, diz Peter Gray, pesquisador de jogos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Quando Gray analisou as descrições das últimas tribos de caçadores-coletores remanescentes, ele notou que elas eram frequentemente descritas como "bem-humoradas", "sempre rindo" e "alegres". "O que chamaríamos de trabalho, como caçar e coletar, era algo divertido para eles", diz Peter. "Era um trabalho interessante, habilidoso e variado". Nenhuma dessas tribos de caçadores-coletores tinha uma palavra para "labuta" ou "trabalho pesado", acrescenta ele.


"Parece que estou romantizando, mas isso faz sentido do ponto de vista evolutivo", comenta Gray. "De modo geral, gostamos de fazer as coisas que são necessárias para nossa sobrevivência. Gostamos de comer. Gostamos de beber água. Gostamos de cuidar de crianças pequenas e fofas." Os seres humanos deram um passo gigantesco para longe da diversão quando começaram a plantar, afirma o pesquisador. Arar os campos e moer a farinha são atividades extenuantes, repetitivas e entediantes. Depois, inventamos as fábricas e perdemos completamente a noção de diversão.


Talvez possamos reverter essa trajetória, diz Harry. À medida que fazemos a transição completa para uma economia baseada no conhecimento, o trabalho e a diversão estão começando a se fundir novamente. Algumas das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, como a Google e a Apple, foram criadas por pessoas que trabalhavam em suas garagens. Organizações como essas entendem o valor de incentivar os adultos a se divertirem. Em muitos casos,

Qual é o principal problema apontado pelas novas pesquisas sobre os adultos modernos?
Alternativas
Q3348204 Português

Por que os adultos precisam ter tempo para brincar?


Nas raras ocasiões em que uma tempestade de neve cobre Washington D.C., nos Estados Unidos a cidade se transforma: o National Mall se torna uma paisagem lunar, os monumentos se tornam alienígenas e o Capitólio se transforma em um castelo em uma nuvem. Quando acordei com essa cena cativante em uma manhã de dezembro, imediatamente vesti minhas roupas mais quentes e saí correndo para a rua.


Eu queria construir um boneco de neve, mas não importava o quão gentilmente eu rolasse minha bola de neve na penugem brilhante, ela se recusava a crescer. Derrotada, caí no chão com meus braços e pernas abertos. Como eu já estava na metade do caminho para criar um anjo de neve, torci meus membros para terminar o trabalho.


Então, notei que tinha uma plateia − um casal de aparência elegante com xícaras de café nas mãos enluvadas. A desaprovação emanava deles como o vapor de seus cafés com leite. Meu rosto ficou corado de vergonha enquanto eu gaguejava uma resposta à pergunta não dita por eles: você não tem nada melhor para fazer?


Uma mulher de meia-idade brincando sozinha na neve é uma visão inegavelmente estranha, mas talvez não devesse ser assim. Novas pesquisas sugerem que os adultos modernos estão sofrendo de um excesso de tristeza. Suprimimos nosso instinto natural de brincar, e isso está causando todos os tipos de problemas − tanto para nós mesmos, nossos filhos e nosso planeta.


"O oposto de brincar não é o trabalho; é a depressão", diz o psiquiatra e pesquisador de brincadeiras Stuart Brown. "O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública." A brincadeira pode parecer frívola, mas estudos recentes indicam que, para os mamíferos e talvez para todos os vertebrados, ela pode ser tão essencial quanto a necessidade de dormir.


No verão passado, os cientistas descobriram que o impulso de brincar se origina no tronco cerebral em termos evolutivos, uma das partes mais antigas do nosso sistema nervoso. Você pode remover todo o córtex cerebral de um rato e ele continuará querendo brincar. A brincadeira ajuda alguns animais jovens a aprender a dominar seus corpos e seus ambientes e, quando isso acontece, a maioria deixa de brincar quando adultos. Entretanto, há alguns que nunca param − um grupo que inclui lobos, corvos, golfinhos, focas, macacos, humanos e outros primatas − e os biólogos estão apenas começando a descobrir o motivo.


Uma possibilidade é que a brincadeira dos adultos pode levar a descobertas úteis, uma teoria apoiada por um estudo com macacos de cauda longa de Bali. Para sua tese de doutorado na Universidade de Lethbridge, a pesquisadora de animais Camilla Cenni deixou dois tipos de caixas de quebra-cabeça para os macacos resolverem. Para chegar ao alimento, eles tinham que jogar uma pedra no recipiente ou usá-la para bater na caixa. Ela descobriu que os macacos que já haviam sido observados jogando pedras por diversão tinham maior probabilidade de resolver o quebra-cabeça de jogar pedras, enquanto os que haviam descoberto a alegria de bater pedras juntos conseguiram a resposta para o quebra-cabeça de percussão.


Essa descoberta também sugere que, em algum ponto profundo de nossa história evolutiva, um proto-humano brincalhão criou o conceito de ferramentas de pedra. Ainda hoje, o desejo de brincar está por trás da maioria das maiores invenções, obras de arte e descobertas científicas da humanidade, explica Brown. "Quando entrevistei os ganhadores do Prêmio Nobel, fiquei impressionado com o fato de que a maioria deles não separava trabalho e diversão. Seus laboratórios eram seus playgrounds", diz ele.


As brincadeiras de adultos promovem a inclusão, a cooperação, a criatividade, a adaptabilidade e o igualitarismo − todas as qualidades que nós, seres humanos, poderíamos usar mais, afirma Jeff Harry, consultor de brincadeiras. Infelizmente, as normas sociais restringem nosso desejo de nos soltarmos. "Ser um adulto brincalhão é realmente estigmatizado em nossa sociedade", diz ele. "Você não quer se sentir irresponsável. Você não quer que as pessoas pensem que você é infantil."


Nem sempre foi assim, diz Peter Gray, pesquisador de jogos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Quando Gray analisou as descrições das últimas tribos de caçadores-coletores remanescentes, ele notou que elas eram frequentemente descritas como "bem-humoradas", "sempre rindo" e "alegres". "O que chamaríamos de trabalho, como caçar e coletar, era algo divertido para eles", diz Peter. "Era um trabalho interessante, habilidoso e variado". Nenhuma dessas tribos de caçadores-coletores tinha uma palavra para "labuta" ou "trabalho pesado", acrescenta ele.


"Parece que estou romantizando, mas isso faz sentido do ponto de vista evolutivo", comenta Gray. "De modo geral, gostamos de fazer as coisas que são necessárias para nossa sobrevivência. Gostamos de comer. Gostamos de beber água. Gostamos de cuidar de crianças pequenas e fofas." Os seres humanos deram um passo gigantesco para longe da diversão quando começaram a plantar, afirma o pesquisador. Arar os campos e moer a farinha são atividades extenuantes, repetitivas e entediantes. Depois, inventamos as fábricas e perdemos completamente a noção de diversão.


Talvez possamos reverter essa trajetória, diz Harry. À medida que fazemos a transição completa para uma economia baseada no conhecimento, o trabalho e a diversão estão começando a se fundir novamente. Algumas das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, como a Google e a Apple, foram criadas por pessoas que trabalhavam em suas garagens. Organizações como essas entendem o valor de incentivar os adultos a se divertirem. Em muitos casos,

Qual é o papel do impulso de brincar na história evolutiva e na vida contemporânea, de acordo com o texto?
Alternativas
Q3348203 Português

Por que os adultos precisam ter tempo para brincar?


Nas raras ocasiões em que uma tempestade de neve cobre Washington D.C., nos Estados Unidos a cidade se transforma: o National Mall se torna uma paisagem lunar, os monumentos se tornam alienígenas e o Capitólio se transforma em um castelo em uma nuvem. Quando acordei com essa cena cativante em uma manhã de dezembro, imediatamente vesti minhas roupas mais quentes e saí correndo para a rua.


Eu queria construir um boneco de neve, mas não importava o quão gentilmente eu rolasse minha bola de neve na penugem brilhante, ela se recusava a crescer. Derrotada, caí no chão com meus braços e pernas abertos. Como eu já estava na metade do caminho para criar um anjo de neve, torci meus membros para terminar o trabalho.


Então, notei que tinha uma plateia − um casal de aparência elegante com xícaras de café nas mãos enluvadas. A desaprovação emanava deles como o vapor de seus cafés com leite. Meu rosto ficou corado de vergonha enquanto eu gaguejava uma resposta à pergunta não dita por eles: você não tem nada melhor para fazer?


Uma mulher de meia-idade brincando sozinha na neve é uma visão inegavelmente estranha, mas talvez não devesse ser assim. Novas pesquisas sugerem que os adultos modernos estão sofrendo de um excesso de tristeza. Suprimimos nosso instinto natural de brincar, e isso está causando todos os tipos de problemas − tanto para nós mesmos, nossos filhos e nosso planeta.


"O oposto de brincar não é o trabalho; é a depressão", diz o psiquiatra e pesquisador de brincadeiras Stuart Brown. "O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública." A brincadeira pode parecer frívola, mas estudos recentes indicam que, para os mamíferos e talvez para todos os vertebrados, ela pode ser tão essencial quanto a necessidade de dormir.


No verão passado, os cientistas descobriram que o impulso de brincar se origina no tronco cerebral em termos evolutivos, uma das partes mais antigas do nosso sistema nervoso. Você pode remover todo o córtex cerebral de um rato e ele continuará querendo brincar. A brincadeira ajuda alguns animais jovens a aprender a dominar seus corpos e seus ambientes e, quando isso acontece, a maioria deixa de brincar quando adultos. Entretanto, há alguns que nunca param − um grupo que inclui lobos, corvos, golfinhos, focas, macacos, humanos e outros primatas − e os biólogos estão apenas começando a descobrir o motivo.


Uma possibilidade é que a brincadeira dos adultos pode levar a descobertas úteis, uma teoria apoiada por um estudo com macacos de cauda longa de Bali. Para sua tese de doutorado na Universidade de Lethbridge, a pesquisadora de animais Camilla Cenni deixou dois tipos de caixas de quebra-cabeça para os macacos resolverem. Para chegar ao alimento, eles tinham que jogar uma pedra no recipiente ou usá-la para bater na caixa. Ela descobriu que os macacos que já haviam sido observados jogando pedras por diversão tinham maior probabilidade de resolver o quebra-cabeça de jogar pedras, enquanto os que haviam descoberto a alegria de bater pedras juntos conseguiram a resposta para o quebra-cabeça de percussão.


Essa descoberta também sugere que, em algum ponto profundo de nossa história evolutiva, um proto-humano brincalhão criou o conceito de ferramentas de pedra. Ainda hoje, o desejo de brincar está por trás da maioria das maiores invenções, obras de arte e descobertas científicas da humanidade, explica Brown. "Quando entrevistei os ganhadores do Prêmio Nobel, fiquei impressionado com o fato de que a maioria deles não separava trabalho e diversão. Seus laboratórios eram seus playgrounds", diz ele.


As brincadeiras de adultos promovem a inclusão, a cooperação, a criatividade, a adaptabilidade e o igualitarismo − todas as qualidades que nós, seres humanos, poderíamos usar mais, afirma Jeff Harry, consultor de brincadeiras. Infelizmente, as normas sociais restringem nosso desejo de nos soltarmos. "Ser um adulto brincalhão é realmente estigmatizado em nossa sociedade", diz ele. "Você não quer se sentir irresponsável. Você não quer que as pessoas pensem que você é infantil."


Nem sempre foi assim, diz Peter Gray, pesquisador de jogos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Quando Gray analisou as descrições das últimas tribos de caçadores-coletores remanescentes, ele notou que elas eram frequentemente descritas como "bem-humoradas", "sempre rindo" e "alegres". "O que chamaríamos de trabalho, como caçar e coletar, era algo divertido para eles", diz Peter. "Era um trabalho interessante, habilidoso e variado". Nenhuma dessas tribos de caçadores-coletores tinha uma palavra para "labuta" ou "trabalho pesado", acrescenta ele.


"Parece que estou romantizando, mas isso faz sentido do ponto de vista evolutivo", comenta Gray. "De modo geral, gostamos de fazer as coisas que são necessárias para nossa sobrevivência. Gostamos de comer. Gostamos de beber água. Gostamos de cuidar de crianças pequenas e fofas." Os seres humanos deram um passo gigantesco para longe da diversão quando começaram a plantar, afirma o pesquisador. Arar os campos e moer a farinha são atividades extenuantes, repetitivas e entediantes. Depois, inventamos as fábricas e perdemos completamente a noção de diversão.


Talvez possamos reverter essa trajetória, diz Harry. À medida que fazemos a transição completa para uma economia baseada no conhecimento, o trabalho e a diversão estão começando a se fundir novamente. Algumas das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, como a Google e a Apple, foram criadas por pessoas que trabalhavam em suas garagens. Organizações como essas entendem o valor de incentivar os adultos a se divertirem. Em muitos casos,

Qual é o principal obstáculo mencionado no texto que impede os adultos de brincarem mais?
Alternativas
Q3348202 Português

Por que os adultos precisam ter tempo para brincar?


Nas raras ocasiões em que uma tempestade de neve cobre Washington D.C., nos Estados Unidos a cidade se transforma: o National Mall se torna uma paisagem lunar, os monumentos se tornam alienígenas e o Capitólio se transforma em um castelo em uma nuvem. Quando acordei com essa cena cativante em uma manhã de dezembro, imediatamente vesti minhas roupas mais quentes e saí correndo para a rua.


Eu queria construir um boneco de neve, mas não importava o quão gentilmente eu rolasse minha bola de neve na penugem brilhante, ela se recusava a crescer. Derrotada, caí no chão com meus braços e pernas abertos. Como eu já estava na metade do caminho para criar um anjo de neve, torci meus membros para terminar o trabalho.


Então, notei que tinha uma plateia − um casal de aparência elegante com xícaras de café nas mãos enluvadas. A desaprovação emanava deles como o vapor de seus cafés com leite. Meu rosto ficou corado de vergonha enquanto eu gaguejava uma resposta à pergunta não dita por eles: você não tem nada melhor para fazer?


Uma mulher de meia-idade brincando sozinha na neve é uma visão inegavelmente estranha, mas talvez não devesse ser assim. Novas pesquisas sugerem que os adultos modernos estão sofrendo de um excesso de tristeza. Suprimimos nosso instinto natural de brincar, e isso está causando todos os tipos de problemas − tanto para nós mesmos, nossos filhos e nosso planeta.


"O oposto de brincar não é o trabalho; é a depressão", diz o psiquiatra e pesquisador de brincadeiras Stuart Brown. "O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública." A brincadeira pode parecer frívola, mas estudos recentes indicam que, para os mamíferos e talvez para todos os vertebrados, ela pode ser tão essencial quanto a necessidade de dormir.


No verão passado, os cientistas descobriram que o impulso de brincar se origina no tronco cerebral em termos evolutivos, uma das partes mais antigas do nosso sistema nervoso. Você pode remover todo o córtex cerebral de um rato e ele continuará querendo brincar. A brincadeira ajuda alguns animais jovens a aprender a dominar seus corpos e seus ambientes e, quando isso acontece, a maioria deixa de brincar quando adultos. Entretanto, há alguns que nunca param − um grupo que inclui lobos, corvos, golfinhos, focas, macacos, humanos e outros primatas − e os biólogos estão apenas começando a descobrir o motivo.


Uma possibilidade é que a brincadeira dos adultos pode levar a descobertas úteis, uma teoria apoiada por um estudo com macacos de cauda longa de Bali. Para sua tese de doutorado na Universidade de Lethbridge, a pesquisadora de animais Camilla Cenni deixou dois tipos de caixas de quebra-cabeça para os macacos resolverem. Para chegar ao alimento, eles tinham que jogar uma pedra no recipiente ou usá-la para bater na caixa. Ela descobriu que os macacos que já haviam sido observados jogando pedras por diversão tinham maior probabilidade de resolver o quebra-cabeça de jogar pedras, enquanto os que haviam descoberto a alegria de bater pedras juntos conseguiram a resposta para o quebra-cabeça de percussão.


Essa descoberta também sugere que, em algum ponto profundo de nossa história evolutiva, um proto-humano brincalhão criou o conceito de ferramentas de pedra. Ainda hoje, o desejo de brincar está por trás da maioria das maiores invenções, obras de arte e descobertas científicas da humanidade, explica Brown. "Quando entrevistei os ganhadores do Prêmio Nobel, fiquei impressionado com o fato de que a maioria deles não separava trabalho e diversão. Seus laboratórios eram seus playgrounds", diz ele.


As brincadeiras de adultos promovem a inclusão, a cooperação, a criatividade, a adaptabilidade e o igualitarismo − todas as qualidades que nós, seres humanos, poderíamos usar mais, afirma Jeff Harry, consultor de brincadeiras. Infelizmente, as normas sociais restringem nosso desejo de nos soltarmos. "Ser um adulto brincalhão é realmente estigmatizado em nossa sociedade", diz ele. "Você não quer se sentir irresponsável. Você não quer que as pessoas pensem que você é infantil."


Nem sempre foi assim, diz Peter Gray, pesquisador de jogos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Quando Gray analisou as descrições das últimas tribos de caçadores-coletores remanescentes, ele notou que elas eram frequentemente descritas como "bem-humoradas", "sempre rindo" e "alegres". "O que chamaríamos de trabalho, como caçar e coletar, era algo divertido para eles", diz Peter. "Era um trabalho interessante, habilidoso e variado". Nenhuma dessas tribos de caçadores-coletores tinha uma palavra para "labuta" ou "trabalho pesado", acrescenta ele.


"Parece que estou romantizando, mas isso faz sentido do ponto de vista evolutivo", comenta Gray. "De modo geral, gostamos de fazer as coisas que são necessárias para nossa sobrevivência. Gostamos de comer. Gostamos de beber água. Gostamos de cuidar de crianças pequenas e fofas." Os seres humanos deram um passo gigantesco para longe da diversão quando começaram a plantar, afirma o pesquisador. Arar os campos e moer a farinha são atividades extenuantes, repetitivas e entediantes. Depois, inventamos as fábricas e perdemos completamente a noção de diversão.


Talvez possamos reverter essa trajetória, diz Harry. À medida que fazemos a transição completa para uma economia baseada no conhecimento, o trabalho e a diversão estão começando a se fundir novamente. Algumas das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, como a Google e a Apple, foram criadas por pessoas que trabalhavam em suas garagens. Organizações como essas entendem o valor de incentivar os adultos a se divertirem. Em muitos casos,

Qual é uma das conclusões dos cientistas sobre o impulso de brincar, com base no texto?
Alternativas
Q3348197 Português

A comunicação e o relacionamento interpessoal são duas ferramentas muito importantes, pois para realizar objetivos pessoais e profissionais precisa-se de pessoas. Necessita-se que pessoas acreditem no sonho de cada um e participem dele para que o mesmo possa ser concretizado. Assim, são necessárias palavras certas que sejam ditas de forma adequada. Quantas vezes presenciam-se problemas de relacionamento interpessoal por falta de comunicação __________.


Para dar sentido ao texto, usa-se a palavra:

Alternativas
Q3348196 Português

Simultaneamente à transformação da sociedade, é perceptível uma mudança na educação, que se torna cada vez mais humanizada e humanizadora, sobretudo no que diz respeito à incorporação de conceitos como _________e cidadania no cotidiano escolar.


Marque a alternativa que completará o sentido do texto:

Alternativas
Q3348185 Português
Com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em 2018, consolidou-se esse entendimento: "A BNCC frisa os cuidados como direitos da criança e deveres dos adultos e pontua que não se trata de simplesmente fazer, e sim de organizar oportunidades para que elas façam junto", explica Thais Ciardella, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa CEDAC. Através da explicação acima pode-se afirmar:
Alternativas
Respostas
27761: D
27762: A
27763: C
27764: B
27765: D
27766: E
27767: D
27768: C
27769: C
27770: D
27771: A
27772: C
27773: D
27774: D
27775: B
27776: A
27777: C
27778: B
27779: D
27780: B