Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3206238 Português
        Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho.

        A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo.

         No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS.

         Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda.

Ana Leoni. A vida financeira na menopausa.
Internet:<valorinveste.globo.com> (com adaptações)

Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue o próximo item.


Políticas afirmativas têm indiretamente acarretado o distanciamento cada vez maior entre a necessidade de recolocação da população com 50 anos ou mais de idade no mercado de trabalho e o interesse das organizações em contratar pessoas nessa faixa etária. 

Alternativas
Q3206237 Português
        Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho.

        A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo.

         No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS.

         Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda.

Ana Leoni. A vida financeira na menopausa.
Internet:<valorinveste.globo.com> (com adaptações)

Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue o próximo item.


De acordo com o texto, o ingresso e o reingresso no mercado de trabalho são os principais problemas enfrentados, atualmente, no Brasil, pela população feminina madura.

Alternativas
Q3206236 Português
        Atualmente, a mulher madura enfrenta enormes desafios. Um deles é a carreira. Hoje, no Brasil, há mais de 55 milhões de pessoas com 50 anos ou mais de idade, dos quais a maioria são mulheres. Nessa fase da vida, boa parte das pessoas enfrenta dificuldade de ingresso — ou reingresso — no mercado de trabalho.

        A despeito das políticas afirmativas nas empresas para a população mais madura, há uma lacuna crescente entre a necessidade de recolocação e o apetite das organizações para contratar pessoas pertencentes a esse segmento da sociedade. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais desafiador, dado que a renda feminina, ao longo da vida profissional, é historicamente menor que a do homem, o que requer da mulher esforço adicional para o equilíbrio orçamentário e resulta em menor capacidade de poupança no longo prazo.

         No mundo dos investimentos, o cenário é igualmente crítico. Pesquisa da Associação dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), mostra que atualmente 65% das mulheres com mais de 45 anos de idade não têm nenhum investimento financeiro. Quando pensam sobre aposentadoria, 18% delas desejam se aposentar antes dos 60 anos e a metade, entre 60 e 70 anos. Porém, impressiona o fato de 12% delas acreditarem que, com a aposentadoria, os recursos que as sustentarão virão do trabalho ativo. 65% dessas mulheres depositam as esperanças no INSS.

         Esses números mostram que a independência financeira da mulher madura está longe de ser alcançada. Na equação em que as variáveis tempo e dinheiro são fundamentais, a escassez da primeira vai obrigatoriamente onerar a segunda.

Ana Leoni. A vida financeira na menopausa.
Internet:<valorinveste.globo.com> (com adaptações)

Considerando as ideias, a estrutura linguística e o vocabulário do texto precedente, julgue o próximo item.


O sentido da palavra “onerar” (último período do texto) é, no contexto em que se insere, o mesmo de potencializar

Alternativas
Q3206232 Português
        Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”.

Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro:
Edições de Ouro – Coleção Universidade (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 


O trecho “É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas” (décimo período) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Este é o motivo por que os poetas são todos obrigados a inserir os seus heróis em situações repletas de ansiedades e tormentos, para que os livrem delas.

Alternativas
Q3206229 Português
        Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”.

Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro:
Edições de Ouro – Coleção Universidade (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 


A substituição de “tornam-nos” (quinto período) por tornamo-nos manteria a coerência do texto, bem como sua correção gramatical. 

Alternativas
Q3206227 Português
        Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”.

Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro:
Edições de Ouro – Coleção Universidade (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 


O texto expressa, de modo irônico, o entendimento de que saúde, mocidade e liberdade são alegrias passageiras, que acabam tão logo começam a ser desfrutadas.

Alternativas
Q3206226 Português
        Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a ausência da inquietação; o temor, mas não a segurança. Sentimos o desejo e o anelo, como sentimos a fome e a sede; mas, uma vez satisfeitos, tudo acaba, assim como o bocado que, uma vez engolido, deixa de existir para a nossa sensação. Enquanto possuímos os três maiores bens da vida, saúde, mocidade e liberdade, não temos consciência deles, e só os apreciamos depois de os havermos perdido, porque esses também são bens negativos. Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza. À medida que os nossos prazeres aumentam, tornam-nos cada vez mais insensíveis; o hábito já não é um prazer. Por isso mesmo, a nossa faculdade de sofrer é mais viva; todo hábito suprimido causa um sentimento doloroso. As horas correm tanto mais rápidas quanto mais agradáveis são, tanto mais demoradas quanto mais tristes, porque o gozo não é positivo, diferentemente da dor, cuja presença se faz sentir. O aborrecimento dá-nos a noção do tempo; a distração tira-a. Não se poderia absolutamente imaginar uma grande e viva alegria se esta não sucedesse a uma grande miséria, porque nada há que possa atingir um estado de alegria serena e durável; o mais que se consegue fazer é distrair, satisfazer a vaidade. É por este motivo que todos os poetas são obrigados a colocar os seus heróis em situações cheias de ansiedades e de tormentos, a fim de os livrarem delas: drama e poesia épica só nos mostram homens que lutam, que sofrem mil torturas, e cada romance oferece-nos em espetáculo os espasmos e as convulsões do pobre coração humano. Voltaire, o feliz Voltaire, que tão favorecido foi pela natureza, pensa como eu, quando diz: “A felicidade não passa de um sonho; só a dor é real”. E acrescenta: “Há oitenta anos que o experimento; não sei fazer outra coisa senão resignar-me e dizer a mim mesmo que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas, e os homens, para serem devorados pelos pesares”.

Arthur Schopenhauer. Dores do mundo. Rio de Janeiro:
Edições de Ouro – Coleção Universidade (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 


O autor sugere que o sofrimento deve ser tolerado em prol de um bem maior, uma vez que os prazeres da vida só são apreciados quando os perdemos ou quando passamos por momentos dolorosos.

Alternativas
Q3206163 Português

Leia o texto abaixo, para responder à questão 18.



Figura 3


Q_18.png (518×312)


Disponível em: <https://juniao.com.br/chargecartum/ilustra_artigo_thiago_historia_unica_72/> Acesso

em: 21 set.2024.



Marcuschi (2008) explora a linguagem verbal como uma das principais ferramentas de comunicação e construção de sentido, destacando sua importância nos contextos de usos dos gêneros textuais. 


A partir de uma análise da charge, qual alternativa melhor explica a função da linguagem verbal escrita?


Alternativas
Q3206152 Português
Os gêneros textuais exercem uma função primordial no desenvolvimento das competências de leitura e escrita no contexto educacional. Eles são utilizados como instrumentos mediadores do ensino de diferentes tópicos, além de promoverem a interação social.

Conforme Marquesi, Pauliukonis e Elias (2017), os gêneros digitais têm um papel crucial no ambiente escolar, uma vez que
Alternativas
Q3206151 Português
A coerência textual, conforme a abordagem sociocognitiva-discursiva de Marquesi, Pauliukonis e Elias (2017), é construída a partir da interação entre elementos formais e contextuais.

Seguindo essa concepção, assinale V, para as afirmações verdadeiras, e F, para as falsas.

( ) A coerência textual é determinada exclusivamente pelas estruturas linguísticas.
( ) A coerência é construída na interação entre autor e texto, sendo influenciada pelos aspectos sociais e culturais, bem como pelas expectativas do leitor.
( ) A coerência é resultante apenas da organização sintática do texto.
( ) A coerência envolve processos cognitivos, os quais permitem ao leitor interpretar as pistas textuais.
( ) A coerência depende das ideias expressas no texto e da capacidade do leitor de associá-las aos seus conhecimentos prévios.

A sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q3206024 Português

Solidão na velhice aumenta em 31% o risco de desenvolver demência


Sentir-se solitário na velhice aumenta em 31% o risco de desenvolver demências e eleva em 15% a probabilidade de comprometimento das funções cognitivas, como a memória e a concentração. É o que constata uma revisão de estudos que analisou autorrelatos de solidão e saúde neurológica de mais de 600 mil pessoas. Os resultados foram publicados em outubro na revista Nature Mental Health.


Cada vez mais, a solidão vem sendo estudada como um problema de saúde pública. Isso porque crescem as evidências de que a falta de conexão social está associada a várias doenças. Na nova pesquisa — liderada por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos — esse foi um fator de risco para demências por todas as causas, incluindo Alzheimer e demência vascular.


A associação persistiu mesmo quando foram feitos ajustes para controlar a depressão, o isolamento social e outros fatores de risco modificáveis para essas condições. "Esses resultados ressaltam a importância de examinar mais profundamente o tipo de solidão e os sintomas cognitivos para desenvolver intervenções eficazes que reduzam o risco de demência", escrevem os autores no artigo.



Solidão x isolamento social


Solidão e isolamento social são coisas diferentes. O isolamento social acontece quando a pessoa não tem uma rede de suporte: mora sozinha, não tem família, não tem amigos, nem uma comunidade próxima com quem ela possa interagir e socializar. A solidão, por sua vez, é um sentimento que pode surgir mesmo que o indivíduo tenha uma convivência social.


"A pessoa pode viver em uma casa de repouso cheia de idosos e rodeada de profissionais, mas sentir solidão porque não está sendo amparada ou por entender que não recebe o suporte emocional de que precisa. Ou ela pode morar em uma casa com seus familiares, mas sentir solidão porque não recebe atenção", explica a geriatra Thaís Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein. [...].


Fernanda Bassette - Da Agência Einstein


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/11/24- adaptado - Acessado em 29/12/2024.

No texto, o segundo período contém um pronome relativo que realiza um processo de retomada. Assinale a opção que contiver o(s) vocábulo(s) retomado(s) pelo pronome relativo:
Alternativas
Q3206021 Português

Solidão na velhice aumenta em 31% o risco de desenvolver demência


Sentir-se solitário na velhice aumenta em 31% o risco de desenvolver demências e eleva em 15% a probabilidade de comprometimento das funções cognitivas, como a memória e a concentração. É o que constata uma revisão de estudos que analisou autorrelatos de solidão e saúde neurológica de mais de 600 mil pessoas. Os resultados foram publicados em outubro na revista Nature Mental Health.


Cada vez mais, a solidão vem sendo estudada como um problema de saúde pública. Isso porque crescem as evidências de que a falta de conexão social está associada a várias doenças. Na nova pesquisa — liderada por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos — esse foi um fator de risco para demências por todas as causas, incluindo Alzheimer e demência vascular.


A associação persistiu mesmo quando foram feitos ajustes para controlar a depressão, o isolamento social e outros fatores de risco modificáveis para essas condições. "Esses resultados ressaltam a importância de examinar mais profundamente o tipo de solidão e os sintomas cognitivos para desenvolver intervenções eficazes que reduzam o risco de demência", escrevem os autores no artigo.



Solidão x isolamento social


Solidão e isolamento social são coisas diferentes. O isolamento social acontece quando a pessoa não tem uma rede de suporte: mora sozinha, não tem família, não tem amigos, nem uma comunidade próxima com quem ela possa interagir e socializar. A solidão, por sua vez, é um sentimento que pode surgir mesmo que o indivíduo tenha uma convivência social.


"A pessoa pode viver em uma casa de repouso cheia de idosos e rodeada de profissionais, mas sentir solidão porque não está sendo amparada ou por entender que não recebe o suporte emocional de que precisa. Ou ela pode morar em uma casa com seus familiares, mas sentir solidão porque não recebe atenção", explica a geriatra Thaís Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein. [...].


Fernanda Bassette - Da Agência Einstein


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/11/24- adaptado - Acessado em 29/12/2024.

Leia as opções a seguir e assinale a que contém o assunto principal do texto:
Alternativas
Q3206017 Português

Cheiro de bebê e de vó: Por que o odor do nosso corpo muda ao longo da vida?


Em artigo, médica fisiologista descreve como a ciência explica o cheiro da infância, adolescência e velhice.


Proponho um desafio: você seria capaz de adivinhar a faixa etária de alguém sentado ao seu lado que não usa perfume usando apenas o olfato? Não encontrei nenhum desafio desse tipo no TikTok, mas encontrei pesquisas que comprovam isso: podemos discriminar a idade de uma pessoa pelo cheiro. [...]



O cheiro de um bebê fortalece o carinho dos pais


Durante a infância, o odor corporal geralmente é leve devido à baixa atividade das glândulas sudoríparas e a um simples microbioma da pele (comunidade de microrganismos). Mesmo assim, os pais conseguem identificar a “fragrância” que o próprio filho exala e preferem-na à de crianças desconhecidas.[...]



Aroma adolescente de “humanidade”


A adolescência envolve uma mudança significativa no odor corporal. Essa transformação se deve à produção de hormônios sexuais, que, entre outras coisas, induz a ativação das glândulas sudoríparas e sebáceas.


Enquanto a maioria das glândulas sudoríparas (glândulas écrinas) excretam água e sais, as chamadas glândulas sudoríparas apócrinas (associadas aos cabelos e localizadas nas axilas e na área genital) secretam proteínas e lipídios. É a degradação conjunta destes lípidos e do sebo (triglicéridos, ésteres de cera, esqualeno e ácidos gordos livres) libertados pelas glândulas sebáceas presentes em quase toda a pele que gera o característico aroma “humano”.


A decomposição dessas substâncias ocorre quando entram em contato com o ar e as bactérias da pele. Microrganismos como o Staphylococcus convertem gorduras em ácido acético e ácido 3-metilbutonóico, responsáveis pelo cheiro azedo dos adolescentes. [...]


 

E o que acontece com o nosso cheiro quando envelhecemos?


Com o envelhecimento, a falta de colágeno na pele comprime e reduz a atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas. A perda dos primeiros explica a dificuldade dos idosos em manter o equilíbrio térmico. Quanto aos sebáceos, não só a sua produção diminui, como a sua composição muda, reduzindo a quantidade de compostos antioxidantes como a vitamina E ou o esqualeno. Tudo isso, somado à também menor capacidade de produção de antioxidantes pelas células da pele, desencadeia um aumento das reações de oxidação, dando origem ao cheiro de “idoso”, que os japoneses chamam de kareishu.


Assim, a partir dos 40 anos, a forma como são processados alguns ácidos graxos da pele, como o ômega-7 (ácido palmitoléico), começa a mudar. A oxidação deste ácido graxo monoinsaturado dá origem ao 2-nonenal , responsável pelo odor característico. A propósito, esse composto também é encontrado na cerveja velha e no trigo sarraceno, e é descrito como tendo um cheiro gorduroso e de grama.


Se para algumas pessoas esse cheiro é desagradável, a maioria de nós o associa às boas lembranças dos avós e dos pais. E é provável que, tal como na infância, ajude a perpetuar o cuidado, desta vez com os mais velhos.


Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/the-conversation/noticia/2024/11/ acessado em 29/12/2024.



The Conversation*


*Este artigo foi originalmente publicado em espanhol no site The Conversation por Noélia Valle, Professora de Fisiologia na Universidade Francisco de Vitória, na Espanha.( adaptado)

Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir:

I. Durante a infância, o odor corporal geralmente é exagerado devido à alta atividade das glândulas sudoríparas e a um simples microbioma da pele (comunidade de microrganismos).
II. A adolescência envolve uma mudança significativa no odor corporal. Essa transformação se deve à produção de hormônios sexuais, que, entre outras coisas, induz a ativação das glândulas sudoríparas e sebáceas.
III. Com o envelhecimento, a falta de colágeno na pele comprime e reduz a atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas. A perda de colágeno explica a facilidade dos idosos se sentirem aquecidos.

Estão CORRETAS apenas a(s) afirmativa(s):
Alternativas
Q3206016 Português

Cheiro de bebê e de vó: Por que o odor do nosso corpo muda ao longo da vida?


Em artigo, médica fisiologista descreve como a ciência explica o cheiro da infância, adolescência e velhice.


Proponho um desafio: você seria capaz de adivinhar a faixa etária de alguém sentado ao seu lado que não usa perfume usando apenas o olfato? Não encontrei nenhum desafio desse tipo no TikTok, mas encontrei pesquisas que comprovam isso: podemos discriminar a idade de uma pessoa pelo cheiro. [...]



O cheiro de um bebê fortalece o carinho dos pais


Durante a infância, o odor corporal geralmente é leve devido à baixa atividade das glândulas sudoríparas e a um simples microbioma da pele (comunidade de microrganismos). Mesmo assim, os pais conseguem identificar a “fragrância” que o próprio filho exala e preferem-na à de crianças desconhecidas.[...]



Aroma adolescente de “humanidade”


A adolescência envolve uma mudança significativa no odor corporal. Essa transformação se deve à produção de hormônios sexuais, que, entre outras coisas, induz a ativação das glândulas sudoríparas e sebáceas.


Enquanto a maioria das glândulas sudoríparas (glândulas écrinas) excretam água e sais, as chamadas glândulas sudoríparas apócrinas (associadas aos cabelos e localizadas nas axilas e na área genital) secretam proteínas e lipídios. É a degradação conjunta destes lípidos e do sebo (triglicéridos, ésteres de cera, esqualeno e ácidos gordos livres) libertados pelas glândulas sebáceas presentes em quase toda a pele que gera o característico aroma “humano”.


A decomposição dessas substâncias ocorre quando entram em contato com o ar e as bactérias da pele. Microrganismos como o Staphylococcus convertem gorduras em ácido acético e ácido 3-metilbutonóico, responsáveis pelo cheiro azedo dos adolescentes. [...]


 

E o que acontece com o nosso cheiro quando envelhecemos?


Com o envelhecimento, a falta de colágeno na pele comprime e reduz a atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas. A perda dos primeiros explica a dificuldade dos idosos em manter o equilíbrio térmico. Quanto aos sebáceos, não só a sua produção diminui, como a sua composição muda, reduzindo a quantidade de compostos antioxidantes como a vitamina E ou o esqualeno. Tudo isso, somado à também menor capacidade de produção de antioxidantes pelas células da pele, desencadeia um aumento das reações de oxidação, dando origem ao cheiro de “idoso”, que os japoneses chamam de kareishu.


Assim, a partir dos 40 anos, a forma como são processados alguns ácidos graxos da pele, como o ômega-7 (ácido palmitoléico), começa a mudar. A oxidação deste ácido graxo monoinsaturado dá origem ao 2-nonenal , responsável pelo odor característico. A propósito, esse composto também é encontrado na cerveja velha e no trigo sarraceno, e é descrito como tendo um cheiro gorduroso e de grama.


Se para algumas pessoas esse cheiro é desagradável, a maioria de nós o associa às boas lembranças dos avós e dos pais. E é provável que, tal como na infância, ajude a perpetuar o cuidado, desta vez com os mais velhos.


Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/the-conversation/noticia/2024/11/ acessado em 29/12/2024.



The Conversation*


*Este artigo foi originalmente publicado em espanhol no site The Conversation por Noélia Valle, Professora de Fisiologia na Universidade Francisco de Vitória, na Espanha.( adaptado)

A ideia principal do texto está CORRETAMENTE representada em:
Alternativas
Q3205785 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge abaixo e sua relação com o texto e assinale a alternativa INCORRETA. 



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3205784 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os mecanismos de coesão presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3205780 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

A expressão “abusou do pedal da direita” (linha 16) pode ser substituída, sem prejuízo de sentido do texto, por:
Alternativas
Q3205779 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Conforme o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3205778 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

A expressão “dedurado” (linha 17) significa que os motoristas serão ___________ pelo radar de velocidade média.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q3205777 Português

Novo radar de velocidade média


Por Vagner Aquino





(Disponível em www.jornaldocarro.estadao.com.br/servicos/novo-radar-mede-velocidade-por-trecho-naoadianta-frear-antes/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual é a ideia principal do texto?
Alternativas
Respostas
23041: E
23042: E
23043: E
23044: C
23045: C
23046: E
23047: E
23048: B
23049: B
23050: A
23051: C
23052: C
23053: B
23054: D
23055: E
23056: E
23057: B
23058: A
23059: E
23060: C