Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3402150 Português
“Divertir-se no Carnaval, seja em blocos ou não, requer atenção, sobretudo em se tratando de golpes virtuais praticados nesses eventos que possuem elevada aglomeração de pessoas.”

(Fonte: https://www.em.com.br/colunistas/luciana-atheniense/2024/02/6800895-como-se-proteger-de-golpes-no-carnaval.html)

Qual das alternativas a seguir apresenta uma palavra ou expressão que NÃO pode substituir a palavra destacada, conforme seu emprego no trecho acima?
Alternativas
Q3402147 Português
“Alguns ursos polares enfrentam a fome à medida que o gelo marinho do Ártico derrete.
Isso acontece porque eles não conseguem adaptar suas dietas à vida em terra, descobriram cientistas.”

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce94kpxkz37o)

Qual é o sentido do trecho sublinhado na frase acima?
Alternativas
Q3402144 Português
    “As pessoas com deficiência auditiva, que ouvem pouco ou nada dos sons presentes no dia a dia, fazem parte da comunidade surda. Neste grupo também há pessoas sem qualquer deficiência auditiva, mas que, por alguma razão, se interessam e participam das atividades. A principal forma de comunicação nesse meio é a Língua de Sinais, que tem sua própria gramática, cultura e diversidade.
     Quem não tem relação com a comunidade surda se surpreende com algumas informações. Por exemplo: sabia que a expressão ‘surdo-mudo’ está errada? É verdade! Quem apresenta deficiência auditiva tem capacidade de falar e de emitir sons, e até consegue conversar em português normalmente quando desenvolve a habilidade da leitura labial.”

(Fonte: https://chc.org.br/artigo/quando-as-maos-falam/)

De acordo com as informações explicitadas nesse texto, qual das afirmações abaixo está correta?
Alternativas
Q3402141 Português
Leia o texto com atenção e responda:

CONHEÇA HERÓIS QUE TÊM PODERES INSPIRADOS EM ANIMAIS

Homem-Aranha: Um dos poderes do Homem-Aranha é escalar paredes, assim como as aranhas da vida real fazem. Tudo graças ao aracnídeo que deu esses poderes a ele! Peter Parker também conta com teias poderosas, tanto que, além de prender vilões, a teia o mantém pendurado por aí.
Homem-Formiga: Hank Pym, o primeiro Homem-Formiga, surgiu nas HQs em 1962. Na história, ele desenvolveu uma substância que lhe permite alterar o próprio tamanho para poucos milímetros – medidas parecidas com a de uma formiga de verdade. Mesmo pequeno, ele mantém a força de homem adulto. Além disso, o capacete criado pelo herói emite ondas mentais, que o faz poder se comunicar com as formigas e controlá-las.
Mutano: Membro dos Jovens Titãs, ele tem o poder de se transformar em qualquer animal que já tenha visto. Assim, o herói consegue voar tão rápido quanto uma águia e, em seguida, ter a força de um elefante, por exemplo. A única questão é que, independentemente da transformação, o bicho será verde, assim como Mutano.
Wolverine: Conhecido como glutão, Wolverine é o nome, em inglês, do bicho que inspirou a criação do mutante Wolverine. Embora o glutão não seja nenhum guerreiro superforte, eles possuem em comum a baixa estatura, garras grandes e os tufos de pelos nas laterais do rosto.
Tartarugas Ninja: Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael são as Tartarugas Ninja. Mas o caso deles é ao contrário: eram tartarugas de verdade que, em contato com uma substância estranha, se transformaram em espécies meio animais e meio humanas. Eles andam sobre duas pernas, falam e sabem artes marciais, apesar de manterem o corpo do bicho. 

(Fonte: https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/7-herois-com-poderes-de-animais.phtml. Texto adaptado.)

Com base SOMENTE nas informações EXPLÍCITAS do texto, quais dos heróis apresentados conseguem agir sem que seus pés toquem qualquer superfície?
Alternativas
Q3402105 Português
Feijão com arroz: combinação nutricional perfeita, destaca nutricionista do Cedeba 

        Aquilo que se faz sempre da mesma maneira, por hábito, por rotina é o significado da expressão “feijão – com- arroz”, onde está embutido o preconceito em relação à combinação, principalmente por causa do feijão, base da alimentação popular, como pontua a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista, ao ressaltar a importância do consumo do feijão por pessoas de todas as idades, citando estudos que associam o consumo da leguminosa como preditor de longevidade, do controle da obesidade e outras doenças crônicas como diabetes, por exemplo. 


        A inclusão de alimentos ricos em nutrientes no dia a dia é um desafio. No caso do feijão, o preconceito fala mais alto por ser rotulado como comida da população de baixa renda, analisa a nutricionista do Cedeba. Pesa, também, a falta de habilidade para o preparo. Sem contar- destaca – que parte significativa da população troca comida de verdade por alimentos ultraprocessados, esses bastante prejudiciais à saúde. 


        Por ser rico em fibras, o feijão, como as demais leguminosas – lentilha, ervilha, grão-de-bico, são muito importantes para a digestão, além de contribuírem para a redução da absorção de gorduras. Dos variados tipos de feijão, o preto é o que contém menos carboidratos, segundo Suane Evangelista, mas todos os tipos são importantes; o vermelho, fradinho, branco, mulatinho…rico em nutrientes, o feijão é pobre em gordura e importante fonte de proteína vegetal. 


        O feijão deve fazer parte da alimentação com o consumo de meia xícara, pelo menos três vezes por semana, orienta a nutricionista.” Mas a população em geral, principalmente pessoas com obesidade evitam o feijão por acreditarem que o alimento contribui para o ganho de peso. Os estudos mostram exatamente o contrário: população de países que não consomem feijão regularmente apresentam taxas mais elevadas de obesidade. 


         Muitas pessoas alegam não comer feijão por sentirem gases, má digestão, mas segundo explicou Suane Evangelista o preparo correto do alimento, elimina o problema. Antes do preparo, o feijão como as demais leguminosas, deve ficar de molho na água pelo período de 8 a 12 horas. O que também pode dificultar a digestão do feijão é a adição de carnes gordurosas e embutidos. 


        O feijão, quando associado ao arroz, tornase uma combinação perfeita, porque se complementam. Ambos são ricos em aminoácidos essenciais: o que falta no feijão está presente no arroz. O feijão é rico em lisina, enquanto o arroz é pobre nesse aminoácido. Já o arroz é rico em metionina e cisteína, enquanto o feijão é pobre. 


         Os aminoácidos essenciais do feijão em ordem decrescente: leucina, lisina, fenilalanina, valina, isoleucina, treonina, histidina e metionina; e os aminoácidos não-essenciais: ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, serina, alanina, glicina, tirosina, prolina e cisteína.


          O arroz é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, porém é pobre no aminoácido lisina, assim como os outros cereais. O feijão, por sua vez, apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo inclusive rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). 


        Por tantos benefícios, – orienta a nutricionista do Cedeba – o arroz deve fazer parte da alimentação em todas as idades, começando na infância. Para isso é preciso vencer o preconceito que se evidencia mais nas populações das grandes cidades. Pessoas da zona rural e de pequenas cidades continuam consumindo mais feijão com arroz porque são de mais baixo custo, desse modo, protegem mais a saúde, destacou Suane Evangelista.  


(Fonte: Site do Governo do Estado da Bahia. Disponível em https://www.saude.ba.gov.br/2023/12/06/feijao-comarroz-combinacao-nutricional-perfeita-destacanutricionista-do-cedeba/)  

Qual é a recomendação emitida pela nutricionista Suane Evangelista referente ao consumo de feijão e arroz?
Alternativas
Q3402104 Português
Feijão com arroz: combinação nutricional perfeita, destaca nutricionista do Cedeba 

        Aquilo que se faz sempre da mesma maneira, por hábito, por rotina é o significado da expressão “feijão – com- arroz”, onde está embutido o preconceito em relação à combinação, principalmente por causa do feijão, base da alimentação popular, como pontua a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista, ao ressaltar a importância do consumo do feijão por pessoas de todas as idades, citando estudos que associam o consumo da leguminosa como preditor de longevidade, do controle da obesidade e outras doenças crônicas como diabetes, por exemplo. 


        A inclusão de alimentos ricos em nutrientes no dia a dia é um desafio. No caso do feijão, o preconceito fala mais alto por ser rotulado como comida da população de baixa renda, analisa a nutricionista do Cedeba. Pesa, também, a falta de habilidade para o preparo. Sem contar- destaca – que parte significativa da população troca comida de verdade por alimentos ultraprocessados, esses bastante prejudiciais à saúde. 


        Por ser rico em fibras, o feijão, como as demais leguminosas – lentilha, ervilha, grão-de-bico, são muito importantes para a digestão, além de contribuírem para a redução da absorção de gorduras. Dos variados tipos de feijão, o preto é o que contém menos carboidratos, segundo Suane Evangelista, mas todos os tipos são importantes; o vermelho, fradinho, branco, mulatinho…rico em nutrientes, o feijão é pobre em gordura e importante fonte de proteína vegetal. 


        O feijão deve fazer parte da alimentação com o consumo de meia xícara, pelo menos três vezes por semana, orienta a nutricionista.” Mas a população em geral, principalmente pessoas com obesidade evitam o feijão por acreditarem que o alimento contribui para o ganho de peso. Os estudos mostram exatamente o contrário: população de países que não consomem feijão regularmente apresentam taxas mais elevadas de obesidade. 


         Muitas pessoas alegam não comer feijão por sentirem gases, má digestão, mas segundo explicou Suane Evangelista o preparo correto do alimento, elimina o problema. Antes do preparo, o feijão como as demais leguminosas, deve ficar de molho na água pelo período de 8 a 12 horas. O que também pode dificultar a digestão do feijão é a adição de carnes gordurosas e embutidos. 


        O feijão, quando associado ao arroz, tornase uma combinação perfeita, porque se complementam. Ambos são ricos em aminoácidos essenciais: o que falta no feijão está presente no arroz. O feijão é rico em lisina, enquanto o arroz é pobre nesse aminoácido. Já o arroz é rico em metionina e cisteína, enquanto o feijão é pobre. 


         Os aminoácidos essenciais do feijão em ordem decrescente: leucina, lisina, fenilalanina, valina, isoleucina, treonina, histidina e metionina; e os aminoácidos não-essenciais: ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, serina, alanina, glicina, tirosina, prolina e cisteína.


          O arroz é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, porém é pobre no aminoácido lisina, assim como os outros cereais. O feijão, por sua vez, apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo inclusive rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). 


        Por tantos benefícios, – orienta a nutricionista do Cedeba – o arroz deve fazer parte da alimentação em todas as idades, começando na infância. Para isso é preciso vencer o preconceito que se evidencia mais nas populações das grandes cidades. Pessoas da zona rural e de pequenas cidades continuam consumindo mais feijão com arroz porque são de mais baixo custo, desse modo, protegem mais a saúde, destacou Suane Evangelista.  


(Fonte: Site do Governo do Estado da Bahia. Disponível em https://www.saude.ba.gov.br/2023/12/06/feijao-comarroz-combinacao-nutricional-perfeita-destacanutricionista-do-cedeba/)  

De acordo com os termos do texto, por que a sinergia entre feijão e arroz é aclamada como ideal?
Alternativas
Q3402103 Português
Feijão com arroz: combinação nutricional perfeita, destaca nutricionista do Cedeba 

        Aquilo que se faz sempre da mesma maneira, por hábito, por rotina é o significado da expressão “feijão – com- arroz”, onde está embutido o preconceito em relação à combinação, principalmente por causa do feijão, base da alimentação popular, como pontua a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista, ao ressaltar a importância do consumo do feijão por pessoas de todas as idades, citando estudos que associam o consumo da leguminosa como preditor de longevidade, do controle da obesidade e outras doenças crônicas como diabetes, por exemplo. 


        A inclusão de alimentos ricos em nutrientes no dia a dia é um desafio. No caso do feijão, o preconceito fala mais alto por ser rotulado como comida da população de baixa renda, analisa a nutricionista do Cedeba. Pesa, também, a falta de habilidade para o preparo. Sem contar- destaca – que parte significativa da população troca comida de verdade por alimentos ultraprocessados, esses bastante prejudiciais à saúde. 


        Por ser rico em fibras, o feijão, como as demais leguminosas – lentilha, ervilha, grão-de-bico, são muito importantes para a digestão, além de contribuírem para a redução da absorção de gorduras. Dos variados tipos de feijão, o preto é o que contém menos carboidratos, segundo Suane Evangelista, mas todos os tipos são importantes; o vermelho, fradinho, branco, mulatinho…rico em nutrientes, o feijão é pobre em gordura e importante fonte de proteína vegetal. 


        O feijão deve fazer parte da alimentação com o consumo de meia xícara, pelo menos três vezes por semana, orienta a nutricionista.” Mas a população em geral, principalmente pessoas com obesidade evitam o feijão por acreditarem que o alimento contribui para o ganho de peso. Os estudos mostram exatamente o contrário: população de países que não consomem feijão regularmente apresentam taxas mais elevadas de obesidade. 


         Muitas pessoas alegam não comer feijão por sentirem gases, má digestão, mas segundo explicou Suane Evangelista o preparo correto do alimento, elimina o problema. Antes do preparo, o feijão como as demais leguminosas, deve ficar de molho na água pelo período de 8 a 12 horas. O que também pode dificultar a digestão do feijão é a adição de carnes gordurosas e embutidos. 


        O feijão, quando associado ao arroz, tornase uma combinação perfeita, porque se complementam. Ambos são ricos em aminoácidos essenciais: o que falta no feijão está presente no arroz. O feijão é rico em lisina, enquanto o arroz é pobre nesse aminoácido. Já o arroz é rico em metionina e cisteína, enquanto o feijão é pobre. 


         Os aminoácidos essenciais do feijão em ordem decrescente: leucina, lisina, fenilalanina, valina, isoleucina, treonina, histidina e metionina; e os aminoácidos não-essenciais: ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, serina, alanina, glicina, tirosina, prolina e cisteína.


          O arroz é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, porém é pobre no aminoácido lisina, assim como os outros cereais. O feijão, por sua vez, apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo inclusive rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). 


        Por tantos benefícios, – orienta a nutricionista do Cedeba – o arroz deve fazer parte da alimentação em todas as idades, começando na infância. Para isso é preciso vencer o preconceito que se evidencia mais nas populações das grandes cidades. Pessoas da zona rural e de pequenas cidades continuam consumindo mais feijão com arroz porque são de mais baixo custo, desse modo, protegem mais a saúde, destacou Suane Evangelista.  


(Fonte: Site do Governo do Estado da Bahia. Disponível em https://www.saude.ba.gov.br/2023/12/06/feijao-comarroz-combinacao-nutricional-perfeita-destacanutricionista-do-cedeba/)  

Segundo a nutricionista Suane Evangelista, quais são as benesses atribuídas ao feijão pela nutricionista Suane Evangelista? 
Alternativas
Q3402102 Português
Feijão com arroz: combinação nutricional perfeita, destaca nutricionista do Cedeba 

        Aquilo que se faz sempre da mesma maneira, por hábito, por rotina é o significado da expressão “feijão – com- arroz”, onde está embutido o preconceito em relação à combinação, principalmente por causa do feijão, base da alimentação popular, como pontua a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista, ao ressaltar a importância do consumo do feijão por pessoas de todas as idades, citando estudos que associam o consumo da leguminosa como preditor de longevidade, do controle da obesidade e outras doenças crônicas como diabetes, por exemplo. 


        A inclusão de alimentos ricos em nutrientes no dia a dia é um desafio. No caso do feijão, o preconceito fala mais alto por ser rotulado como comida da população de baixa renda, analisa a nutricionista do Cedeba. Pesa, também, a falta de habilidade para o preparo. Sem contar- destaca – que parte significativa da população troca comida de verdade por alimentos ultraprocessados, esses bastante prejudiciais à saúde. 


        Por ser rico em fibras, o feijão, como as demais leguminosas – lentilha, ervilha, grão-de-bico, são muito importantes para a digestão, além de contribuírem para a redução da absorção de gorduras. Dos variados tipos de feijão, o preto é o que contém menos carboidratos, segundo Suane Evangelista, mas todos os tipos são importantes; o vermelho, fradinho, branco, mulatinho…rico em nutrientes, o feijão é pobre em gordura e importante fonte de proteína vegetal. 


        O feijão deve fazer parte da alimentação com o consumo de meia xícara, pelo menos três vezes por semana, orienta a nutricionista.” Mas a população em geral, principalmente pessoas com obesidade evitam o feijão por acreditarem que o alimento contribui para o ganho de peso. Os estudos mostram exatamente o contrário: população de países que não consomem feijão regularmente apresentam taxas mais elevadas de obesidade. 


         Muitas pessoas alegam não comer feijão por sentirem gases, má digestão, mas segundo explicou Suane Evangelista o preparo correto do alimento, elimina o problema. Antes do preparo, o feijão como as demais leguminosas, deve ficar de molho na água pelo período de 8 a 12 horas. O que também pode dificultar a digestão do feijão é a adição de carnes gordurosas e embutidos. 


        O feijão, quando associado ao arroz, tornase uma combinação perfeita, porque se complementam. Ambos são ricos em aminoácidos essenciais: o que falta no feijão está presente no arroz. O feijão é rico em lisina, enquanto o arroz é pobre nesse aminoácido. Já o arroz é rico em metionina e cisteína, enquanto o feijão é pobre. 


         Os aminoácidos essenciais do feijão em ordem decrescente: leucina, lisina, fenilalanina, valina, isoleucina, treonina, histidina e metionina; e os aminoácidos não-essenciais: ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, serina, alanina, glicina, tirosina, prolina e cisteína.


          O arroz é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, porém é pobre no aminoácido lisina, assim como os outros cereais. O feijão, por sua vez, apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo inclusive rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). 


        Por tantos benefícios, – orienta a nutricionista do Cedeba – o arroz deve fazer parte da alimentação em todas as idades, começando na infância. Para isso é preciso vencer o preconceito que se evidencia mais nas populações das grandes cidades. Pessoas da zona rural e de pequenas cidades continuam consumindo mais feijão com arroz porque são de mais baixo custo, desse modo, protegem mais a saúde, destacou Suane Evangelista.  


(Fonte: Site do Governo do Estado da Bahia. Disponível em https://www.saude.ba.gov.br/2023/12/06/feijao-comarroz-combinacao-nutricional-perfeita-destacanutricionista-do-cedeba/)  

Por qual razão muitos indivíduos esquivam-se do consumo de feijão, segundo o texto?
Alternativas
Q3402101 Português
Feijão com arroz: combinação nutricional perfeita, destaca nutricionista do Cedeba 

        Aquilo que se faz sempre da mesma maneira, por hábito, por rotina é o significado da expressão “feijão – com- arroz”, onde está embutido o preconceito em relação à combinação, principalmente por causa do feijão, base da alimentação popular, como pontua a nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Suane Evangelista, ao ressaltar a importância do consumo do feijão por pessoas de todas as idades, citando estudos que associam o consumo da leguminosa como preditor de longevidade, do controle da obesidade e outras doenças crônicas como diabetes, por exemplo. 


        A inclusão de alimentos ricos em nutrientes no dia a dia é um desafio. No caso do feijão, o preconceito fala mais alto por ser rotulado como comida da população de baixa renda, analisa a nutricionista do Cedeba. Pesa, também, a falta de habilidade para o preparo. Sem contar- destaca – que parte significativa da população troca comida de verdade por alimentos ultraprocessados, esses bastante prejudiciais à saúde. 


        Por ser rico em fibras, o feijão, como as demais leguminosas – lentilha, ervilha, grão-de-bico, são muito importantes para a digestão, além de contribuírem para a redução da absorção de gorduras. Dos variados tipos de feijão, o preto é o que contém menos carboidratos, segundo Suane Evangelista, mas todos os tipos são importantes; o vermelho, fradinho, branco, mulatinho…rico em nutrientes, o feijão é pobre em gordura e importante fonte de proteína vegetal. 


        O feijão deve fazer parte da alimentação com o consumo de meia xícara, pelo menos três vezes por semana, orienta a nutricionista.” Mas a população em geral, principalmente pessoas com obesidade evitam o feijão por acreditarem que o alimento contribui para o ganho de peso. Os estudos mostram exatamente o contrário: população de países que não consomem feijão regularmente apresentam taxas mais elevadas de obesidade. 


         Muitas pessoas alegam não comer feijão por sentirem gases, má digestão, mas segundo explicou Suane Evangelista o preparo correto do alimento, elimina o problema. Antes do preparo, o feijão como as demais leguminosas, deve ficar de molho na água pelo período de 8 a 12 horas. O que também pode dificultar a digestão do feijão é a adição de carnes gordurosas e embutidos. 


        O feijão, quando associado ao arroz, tornase uma combinação perfeita, porque se complementam. Ambos são ricos em aminoácidos essenciais: o que falta no feijão está presente no arroz. O feijão é rico em lisina, enquanto o arroz é pobre nesse aminoácido. Já o arroz é rico em metionina e cisteína, enquanto o feijão é pobre. 


         Os aminoácidos essenciais do feijão em ordem decrescente: leucina, lisina, fenilalanina, valina, isoleucina, treonina, histidina e metionina; e os aminoácidos não-essenciais: ácido glutâmico, ácido aspártico, arginina, serina, alanina, glicina, tirosina, prolina e cisteína.


          O arroz é rico nos aminoácidos metionina e cisteína, porém é pobre no aminoácido lisina, assim como os outros cereais. O feijão, por sua vez, apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo inclusive rico em lisina, mas é pobre em metionina e cisteína (aminoácidos sulfurados). 


        Por tantos benefícios, – orienta a nutricionista do Cedeba – o arroz deve fazer parte da alimentação em todas as idades, começando na infância. Para isso é preciso vencer o preconceito que se evidencia mais nas populações das grandes cidades. Pessoas da zona rural e de pequenas cidades continuam consumindo mais feijão com arroz porque são de mais baixo custo, desse modo, protegem mais a saúde, destacou Suane Evangelista.  


(Fonte: Site do Governo do Estado da Bahia. Disponível em https://www.saude.ba.gov.br/2023/12/06/feijao-comarroz-combinacao-nutricional-perfeita-destacanutricionista-do-cedeba/)  

Nos termos do texto acima, que significado subjacente é dado à expressão "feijão-com-arroz", tal como discutido pela nutricionista Suane Evangelista? 
Alternativas
Q3402022 Português
Considerando as figuras de linguagem, assinalar a alternativa na qual o ditado popular foi estruturado a partir de um eufemismo:
Alternativas
Q3402017 Português
Saneamento Básico no Brasil

A geração de esgotos na área urbana está diretamente associada à população. As principais concentrações populacionais, por sua vez, ocorrem nas capitais das Unidades da Federação e seu entorno, concentrando, portanto, a maior quantidade dos esgotos gerados no País.

O panorama geral dos serviços de esgotamento sanitário para a população urbana do País pode ser resumido nas seguintes parcelas: 43% possuem seu esgoto coletado e tratado e 12% utilizam-se de solução individual, ou seja, 55% da população urbana brasileira pode ser considerada provida com atendimento adequado à luz do Plano Nacional de Saneamento Básico; 18% têm seu esgoto coletado e não tratado, o que pode ser considerado como um atendimento precário; e 27% não possuem coleta nem tratamento, isto é, sem atendimento por serviço de esgotamento sanitário.

O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil publicado em 2015 mostrou que 21% dos pontos de monitoramento localizados em corpos d’água próximos a áreas urbanas resultaram num Índice de Qualidade das Águas — IQA ruim ou péssimo, enquanto para todo o universo de pontos monitorados os resultados ruim ou péssimo foram cerca de 7%.

Isso corrobora a percepção de que muitos problemas de qualidade de água estão concentrados próximos a grandes aglomerados urbanos e indicam a poluição por esgotos lançados sem o tratamento adequado.

O lançamento de esgotos nos corpos hídricos sem o adequado tratamento tem resultado no comprometimento da qualidade da água, podendo impactar na saúde da população e até inviabilizar o fornecimento de água, especialmente para o abastecimento humano.

Por fim, ainda que a coleta e o tratamento dos esgotos gerados sejam capazes de mitigar impactos na saúde pública e nos recursos hídricos, não podem prescindir de uma avaliação da capacidade de diluição dos respectivos corpos receptores e da necessidade de compatibilização com a qualidade requerida para a manutenção dos diversos usos da água presentes nesses corpos hídricos.

Agência Nacional de Águas e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Adaptado.
No último parágrafo, no segmento: “Por fim, ainda que a coleta e o tratamento dos esgotos gerados sejam capazes de mitigar impactos na saúde pública e nos recursos hídricos [...]”, o verbo “mitigar” significa:
Alternativas
Q3402016 Português
Saneamento Básico no Brasil

A geração de esgotos na área urbana está diretamente associada à população. As principais concentrações populacionais, por sua vez, ocorrem nas capitais das Unidades da Federação e seu entorno, concentrando, portanto, a maior quantidade dos esgotos gerados no País.

O panorama geral dos serviços de esgotamento sanitário para a população urbana do País pode ser resumido nas seguintes parcelas: 43% possuem seu esgoto coletado e tratado e 12% utilizam-se de solução individual, ou seja, 55% da população urbana brasileira pode ser considerada provida com atendimento adequado à luz do Plano Nacional de Saneamento Básico; 18% têm seu esgoto coletado e não tratado, o que pode ser considerado como um atendimento precário; e 27% não possuem coleta nem tratamento, isto é, sem atendimento por serviço de esgotamento sanitário.

O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil publicado em 2015 mostrou que 21% dos pontos de monitoramento localizados em corpos d’água próximos a áreas urbanas resultaram num Índice de Qualidade das Águas — IQA ruim ou péssimo, enquanto para todo o universo de pontos monitorados os resultados ruim ou péssimo foram cerca de 7%.

Isso corrobora a percepção de que muitos problemas de qualidade de água estão concentrados próximos a grandes aglomerados urbanos e indicam a poluição por esgotos lançados sem o tratamento adequado.

O lançamento de esgotos nos corpos hídricos sem o adequado tratamento tem resultado no comprometimento da qualidade da água, podendo impactar na saúde da população e até inviabilizar o fornecimento de água, especialmente para o abastecimento humano.

Por fim, ainda que a coleta e o tratamento dos esgotos gerados sejam capazes de mitigar impactos na saúde pública e nos recursos hídricos, não podem prescindir de uma avaliação da capacidade de diluição dos respectivos corpos receptores e da necessidade de compatibilização com a qualidade requerida para a manutenção dos diversos usos da água presentes nesses corpos hídricos.

Agência Nacional de Águas e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Adaptado.
“O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil publicado em 2015 mostrou que 21% dos pontos de monitoramento localizados em corpos d’água próximos a áreas urbanas resultaram num Índice de Qualidade das Águas — IQA ruim ou péssimo [...]”. (3º parágrafo)
Nessa passagem do texto, temos uma informação pressuposta. Assinalar a alternativa que apresenta uma pressuposição a partir desse segmento. 
Alternativas
Q3402015 Português
Saneamento Básico no Brasil

A geração de esgotos na área urbana está diretamente associada à população. As principais concentrações populacionais, por sua vez, ocorrem nas capitais das Unidades da Federação e seu entorno, concentrando, portanto, a maior quantidade dos esgotos gerados no País.

O panorama geral dos serviços de esgotamento sanitário para a população urbana do País pode ser resumido nas seguintes parcelas: 43% possuem seu esgoto coletado e tratado e 12% utilizam-se de solução individual, ou seja, 55% da população urbana brasileira pode ser considerada provida com atendimento adequado à luz do Plano Nacional de Saneamento Básico; 18% têm seu esgoto coletado e não tratado, o que pode ser considerado como um atendimento precário; e 27% não possuem coleta nem tratamento, isto é, sem atendimento por serviço de esgotamento sanitário.

O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil publicado em 2015 mostrou que 21% dos pontos de monitoramento localizados em corpos d’água próximos a áreas urbanas resultaram num Índice de Qualidade das Águas — IQA ruim ou péssimo, enquanto para todo o universo de pontos monitorados os resultados ruim ou péssimo foram cerca de 7%.

Isso corrobora a percepção de que muitos problemas de qualidade de água estão concentrados próximos a grandes aglomerados urbanos e indicam a poluição por esgotos lançados sem o tratamento adequado.

O lançamento de esgotos nos corpos hídricos sem o adequado tratamento tem resultado no comprometimento da qualidade da água, podendo impactar na saúde da população e até inviabilizar o fornecimento de água, especialmente para o abastecimento humano.

Por fim, ainda que a coleta e o tratamento dos esgotos gerados sejam capazes de mitigar impactos na saúde pública e nos recursos hídricos, não podem prescindir de uma avaliação da capacidade de diluição dos respectivos corpos receptores e da necessidade de compatibilização com a qualidade requerida para a manutenção dos diversos usos da água presentes nesses corpos hídricos.

Agência Nacional de Águas e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Adaptado.
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens.

I. A maioria da população brasileira é assistida por meio de um saneamento básico adequado.
II. Segundo o 1º parágrafo, quanto mais habitantes houver, maior a quantidade de esgoto produzida.
III. Os 27% da população que não possuem acesso ao saneamento básico vivem em áreas periféricas ou em interiores.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3401991 Português
De acordo com Amanda Ripley em “As crianças mais inteligentes do mundo”, pesquisas recentes revelam que o sucesso na educação é resultado de uma combinação complexa de diversos fatores. Dentre esses fatores, NÃO podemos destacar:
Alternativas
Q3401968 Português
Leia o texto para responder à questão.

Bobagem

     Emocionado e um pouco bêbado, aos cinco minutos do Ano-Novo ele resolveu telefonar para o velho desafeto.

       — Alô?

       — Alô. Sou eu.

       — Eu quem?

       — Eu, pô.

      O outro fez silêncio. Depois disse:

      — Ah. É você.

     — Olha aqui, cara. Eu estou telefonando pra te desejar um feliz Ano-Novo. Entendeu?

     — Obrigado.       

     — Obrigado não. Olha aqui. Sei lá, pô...

     — Feliz Ano-Novo pra você também.

     — Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.

    — Eu também não lembro.

    — Então, grande. Como vai Vivinha?

    — Bem, bem. Quer dizer, mais ou menos. As enxaquecas...

   Ele ficou engasgado. De repente se deu conta de que tinha saudade até das enxaquecas da Vivinha. Como podiam ter passado tantos anos sem se ver? Como tinham deixado uma bobagem afastá-los daquela maneira? As pessoas precisavam se reaproximar. Aquele seria o seu projeto para o fim do milênio. Reaproximar-se das pessoas. Só dar importância ao que aproximava. Puxa! Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.

   — A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.

  Era como se estivesse reclamando com o fornecedor. A vida vinha com a carga muito pequena. Era preciso um botijão maior, senão não dava mesmo. E ainda desperdiçavam vida com bobagem.

  Ele quis marcar um encontro para ontem. No Lucas, como antigamente. O outro foi mais sensato e contrapropôs hoje, prevendo que ontem seria um dia de ressaca e segundos pensamentos. E tinha razão. Ontem à noite, ele voltou a telefonar. Falou secamente. Pediu desculpas, disse que não poderia ir ao encontro e despediu-se com um formal “Melhoras para a Vivinha”. Tinha se lembrado da bobagem que motivara a briga.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A transposição do excerto “— Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.”, que está em discurso direto, para discurso indireto resultaria em:
Alternativas
Q3401967 Português
Leia o texto para responder à questão.

Bobagem

     Emocionado e um pouco bêbado, aos cinco minutos do Ano-Novo ele resolveu telefonar para o velho desafeto.

       — Alô?

       — Alô. Sou eu.

       — Eu quem?

       — Eu, pô.

      O outro fez silêncio. Depois disse:

      — Ah. É você.

     — Olha aqui, cara. Eu estou telefonando pra te desejar um feliz Ano-Novo. Entendeu?

     — Obrigado.       

     — Obrigado não. Olha aqui. Sei lá, pô...

     — Feliz Ano-Novo pra você também.

     — Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.

    — Eu também não lembro.

    — Então, grande. Como vai Vivinha?

    — Bem, bem. Quer dizer, mais ou menos. As enxaquecas...

   Ele ficou engasgado. De repente se deu conta de que tinha saudade até das enxaquecas da Vivinha. Como podiam ter passado tantos anos sem se ver? Como tinham deixado uma bobagem afastá-los daquela maneira? As pessoas precisavam se reaproximar. Aquele seria o seu projeto para o fim do milênio. Reaproximar-se das pessoas. Só dar importância ao que aproximava. Puxa! Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.

   — A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.

  Era como se estivesse reclamando com o fornecedor. A vida vinha com a carga muito pequena. Era preciso um botijão maior, senão não dava mesmo. E ainda desperdiçavam vida com bobagem.

  Ele quis marcar um encontro para ontem. No Lucas, como antigamente. O outro foi mais sensato e contrapropôs hoje, prevendo que ontem seria um dia de ressaca e segundos pensamentos. E tinha razão. Ontem à noite, ele voltou a telefonar. Falou secamente. Pediu desculpas, disse que não poderia ir ao encontro e despediu-se com um formal “Melhoras para a Vivinha”. Tinha se lembrado da bobagem que motivara a briga.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra “enternecido”, que ocorre no excerto “Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.”, exprime o contrário de:
Alternativas
Q3401966 Português
Leia o texto para responder à questão.

Bobagem

     Emocionado e um pouco bêbado, aos cinco minutos do Ano-Novo ele resolveu telefonar para o velho desafeto.

       — Alô?

       — Alô. Sou eu.

       — Eu quem?

       — Eu, pô.

      O outro fez silêncio. Depois disse:

      — Ah. É você.

     — Olha aqui, cara. Eu estou telefonando pra te desejar um feliz Ano-Novo. Entendeu?

     — Obrigado.       

     — Obrigado não. Olha aqui. Sei lá, pô...

     — Feliz Ano-Novo pra você também.

     — Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.

    — Eu também não lembro.

    — Então, grande. Como vai Vivinha?

    — Bem, bem. Quer dizer, mais ou menos. As enxaquecas...

   Ele ficou engasgado. De repente se deu conta de que tinha saudade até das enxaquecas da Vivinha. Como podiam ter passado tantos anos sem se ver? Como tinham deixado uma bobagem afastá-los daquela maneira? As pessoas precisavam se reaproximar. Aquele seria o seu projeto para o fim do milênio. Reaproximar-se das pessoas. Só dar importância ao que aproximava. Puxa! Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.

   — A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.

  Era como se estivesse reclamando com o fornecedor. A vida vinha com a carga muito pequena. Era preciso um botijão maior, senão não dava mesmo. E ainda desperdiçavam vida com bobagem.

  Ele quis marcar um encontro para ontem. No Lucas, como antigamente. O outro foi mais sensato e contrapropôs hoje, prevendo que ontem seria um dia de ressaca e segundos pensamentos. E tinha razão. Ontem à noite, ele voltou a telefonar. Falou secamente. Pediu desculpas, disse que não poderia ir ao encontro e despediu-se com um formal “Melhoras para a Vivinha”. Tinha se lembrado da bobagem que motivara a briga.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Em “— A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.”, a palavra “assim” é empregada como um recurso coesivo. O elemento do texto a que se refere tal palavra é:
Alternativas
Q3401965 Português
Leia o texto para responder à questão.

Bobagem

     Emocionado e um pouco bêbado, aos cinco minutos do Ano-Novo ele resolveu telefonar para o velho desafeto.

       — Alô?

       — Alô. Sou eu.

       — Eu quem?

       — Eu, pô.

      O outro fez silêncio. Depois disse:

      — Ah. É você.

     — Olha aqui, cara. Eu estou telefonando pra te desejar um feliz Ano-Novo. Entendeu?

     — Obrigado.       

     — Obrigado não. Olha aqui. Sei lá, pô...

     — Feliz Ano-Novo pra você também.

     — Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.

    — Eu também não lembro.

    — Então, grande. Como vai Vivinha?

    — Bem, bem. Quer dizer, mais ou menos. As enxaquecas...

   Ele ficou engasgado. De repente se deu conta de que tinha saudade até das enxaquecas da Vivinha. Como podiam ter passado tantos anos sem se ver? Como tinham deixado uma bobagem afastá-los daquela maneira? As pessoas precisavam se reaproximar. Aquele seria o seu projeto para o fim do milênio. Reaproximar-se das pessoas. Só dar importância ao que aproximava. Puxa! Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.

   — A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.

  Era como se estivesse reclamando com o fornecedor. A vida vinha com a carga muito pequena. Era preciso um botijão maior, senão não dava mesmo. E ainda desperdiçavam vida com bobagem.

  Ele quis marcar um encontro para ontem. No Lucas, como antigamente. O outro foi mais sensato e contrapropôs hoje, prevendo que ontem seria um dia de ressaca e segundos pensamentos. E tinha razão. Ontem à noite, ele voltou a telefonar. Falou secamente. Pediu desculpas, disse que não poderia ir ao encontro e despediu-se com um formal “Melhoras para a Vivinha”. Tinha se lembrado da bobagem que motivara a briga.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Com o final da narrativa, conclui-se que o personagem que toma a iniciativa de telefonar para a pessoa com quem havia se desentendido:
Alternativas
Respostas
21721: B
21722: D
21723: B
21724: A
21725: D
21726: D
21727: C
21728: D
21729: A
21730: C
21731: E
21732: B
21733: A
21734: D
21735: A
21736: D
21737: D
21738: B
21739: C
21740: B