Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3952871 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
No texto, a autora, uma cientista brasileira graduada em Física, emprega várias vezes a primeira pessoa do plural. Pode-se considerar que esse emprego tem o objetivo de englobar, principalmente, a autora e a comunidade científica em:
Alternativas
Q3952870 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. (1º parágrafo)
Considerando a expressão que a inicia, a frase citada, em relação à que a antecede, expressa sentido de: 
Alternativas
Q3952869 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? (1º parágrafo)
Na frase acima, há predominância da função conativa da linguagem pela ênfase no seguinte elemento:
Alternativas
Q3952868 Português
TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?

        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.

        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 

        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 

        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.

        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  

        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 

GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Em relação às perguntas apresentadas no título, pode-se dizer que o texto se caracteriza por: 
Alternativas
Q3952758 Português
TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.


Banco Central lança Agenda de Pesquisa para o ciclo 2026–2029


Duas áreas estratégicas orientam a Agenda: Macroeconomia e Finanças, e Sistema Financeiro Nacional. A Agenda 2026–2029 incentiva a colaboração externa, fomentando projetos e compartilhamento de conhecimento. A nova Agenda dá continuidade ao ciclo 2021–2024, quando o BC consolidou sua estrutura de pesquisa e obteve resultados relevantes.


Publicado 26/12/2025 às 18:50 Atualizado 29/12 às 08:33


O Banco Central (BC) apresentou a Agenda de Pesquisa 2026–2029, documento que estabelece os temas prioritários e estratégicos que orientarão a produção científica da Instituição nos próximos quatro anos. A iniciativa reafirma o compromisso do BC com a excelência técnica, a inovação metodológica e a transparência, consolidando a pesquisa como instrumento essencial para a formulação e o aprimoramento das políticas públicas sob sua responsabilidade.

[...]

Disponível em: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20987/noticia. Acesso em: 29 de dezembro de 2025.
Conforme as informações apresentadas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3952742 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada 
Alternativas
Q3952741 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada 
Alternativas
Q3952739 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.
I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em 
Alternativas
Q3952709 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível. 
    
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.
I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em 
Alternativas
Q3952708 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível. 
    
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
De acordo com o texto, a anestesia emocional é um transtorno que
Alternativas
Q3952670 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Não sou igual a você



Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.


Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.


O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.


Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?



CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 

Considerando a tipologia e o gênero textual que caracterizam o texto apresentado, analise a forma de organização discursiva, a finalidade comunicativa predominante e os recursos linguísticos mobilizados pelo autor na construção do sentido, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3952631 Português
O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos


O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.


O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.


O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.


A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.


O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.


A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.


Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.


Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.


Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.


A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
 O texto aborda a revisão de concepções científicas a partir da incorporação de recursos tecnológicos ao trabalho de campo, permitindo ampliar a observação de comportamentos antes não documentados.
Considerando esse recorte do texto, é CORRETO afirmar que a ampliação do conhecimento sobre a comunicação das onças-pintadas decorreu:
Alternativas
Q3952630 Português
O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos


O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.


O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.


O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.


A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.


O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.


A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.


Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.


Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.


Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.


A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
 O texto descreve uma investigação científica iniciada a partir de uma observação inesperada, cuja discrepância em relação ao conhecimento previamente consolidado levou pesquisadores a reavaliar pressupostos existentes sobre o comportamento de uma espécie animal.
De acordo com essa perspectiva inicial apresentada no texto, é CORRETO afirmar que o interesse dos pesquisadores foi despertado principalmente pelo fato de:
Alternativas
Q3952629 Português
O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos


O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.


O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.


O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.


A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.


O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.


A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.


Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.


Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.


Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.


A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.

 O texto discute a interpretação funcional e evolutiva das vocalizações observadas, relacionando comportamento, risco ambiental e adaptação comunicativa.
À luz desse enfoque, é CORRETO afirmar que o texto explica o uso dos miados pelas fêmeas principalmente como resultado de:
Alternativas
Q3952628 Português
O miado das onças-pintadas: registros inéditos mostram como mães se comunicam com filhotes sem atrair machos


O som registrado não correspondia ao que se esperava — e foi exatamente essa diferença que despertou o interesse dos pesquisadores. Câmeras instaladas no Parque Nacional do Iguaçu flagraram onças-pintadas emitindo vocalizações curtas, agudas e repetidas, muito semelhantes a miados.


O achado é inédito. Até então, predominava na literatura científica a ideia de que esses animais se comunicavam apenas por meio do esturro, vocalização grave e característica da espécie. De acordo com a bióloga Vânia Foster, do projeto Onças do Iguaçu, que monitora onças-pintadas desde a década de 1990, a bibliografia sempre indicou que as espécies do gênero Panthera não teriam capacidade de miar, em razão da conformação da traqueia e da laringe, o que restringiria sua comunicação sonora ao esturro.


O avanço tecnológico, contudo, trouxe novos dados. O uso de câmeras com monitoramento contínuo e microfones permitiu aos pesquisadores constatar que o esturro não é a única forma de comunicação das onças. Foster relata que o primeiro registro ocorreu em 2020, quando os equipamentos captaram uma fêmea emitindo miados enquanto chamava seu filhote. Posteriormente, novos áudios da mesma fêmea foram gravados em situações em que ela parecia não saber onde o filhote estava. Já em 2023, os papéis se inverteram: foi o filhote que passou a miar para chamar a mãe.


A constatação causou estranhamento na equipe, pois esse tipo de vocalização não estava descrito na bibliografia, tampouco havia informações sobre sua variação ou sobre a possibilidade de um mesmo indivíduo emitir diferentes tipos de miado. Diante disso, os pesquisadores buscaram apoio especializado para descrever e compreender melhor esses sons.


O grupo passou a trabalhar com a pesquisadora Marina Duarte, da Universidade de Salford, no Reino Unido, especialista em bioacústica — área que estuda a comunicação sonora dos animais. Com o auxílio de ferramentas analíticas, a equipe conseguiu converter os sons gravados em dados numéricos, o que permitiu compará-los com outras vocalizações conhecidas das onças.


A análise revelou um dado surpreendente: havia pelo menos três tipos distintos de miados. Segundo Duarte, além de comprovar de forma matemática e estatística que essas vocalizações diferem daquelas já descritas na literatura, o estudo demonstrou que o repertório vocal relacionado ao miado é mais complexo do que se supunha.


Ao longo da pesquisa, os miados foram observados exclusivamente em contextos de comunicação entre mães e filhotes. Foster explica que há uma razão funcional para isso. O esturro é uma vocalização típica de onças adultas, tanto machos quanto fêmeas, enquanto os filhotes não são capazes de produzi-lo, pois ainda não possuem as cordas vocais plenamente desenvolvidas.


Para evitar chamar a atenção de machos adultos, as fêmeas utilizam os miados como forma de comunicação com os filhotes, em uma espécie de comunicação maternal. Caso a fêmea esturrasse na presença dos filhotes, poderia atrair outros machos para a região. Como esses animais apresentam comportamento de infanticídio, a aproximação representaria um risco real de morte para os filhotes.


Duarte acrescenta que essa ameaça pode ter funcionado como uma pressão seletiva, favorecendo a evolução desse tipo de comunicação específica entre mãe e filhote. Na bioacústica, esse processo é chamado de modulação: mesmo sem possuir um aparato vocal originalmente adaptado ao miado, a fêmea consegue ajustar a vocalização de modo a torná-la adequada à comunicação com os filhotes.


A pesquisadora observa que esse mecanismo se assemelha ao que ocorre entre humanos, quando adultos modulam a voz ao falar com bebês, utilizando entonação diferenciada para facilitar a interação. Essa analogia, segundo ela, torna ainda mais expressivo o significado dos registros e reforça o caráter singular da descoberta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre208z8l80o.adaptado.
O texto apresenta resultados obtidos após a análise técnica dos sons registrados, evidenciando avanços na compreensão do repertório vocal da espécie estudada.
A partir desse enfoque, é CORRETO afirmar que a contribuição da análise bioacústica para a pesquisa consistiu em: 
Alternativas
Q3952620 Português
Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas

A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.

Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.

Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
Com base nas características estruturais e funcionais dos tipos textuais narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo e injuntivo, assinale a alternativa que classifica adequadamente o texto e justifica essa classificação de modo coerente com sua construção interna.
Alternativas
Q3952615 Português
Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas

A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.

Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.

Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.
Considerando as estratégias de leitura voltadas à identificação da ideia central, das ideias secundárias e das informações implícitas, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e adequada do posicionamento argumentativo desenvolvido pelo autor.
Alternativas
Q3952577 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

   Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

  Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

   Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

  Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

   No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada  
Alternativas
Q3952576 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

   Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

  Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

   Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

  Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

   No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3952575 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

   Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

  Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

   Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

  Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

   No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.
De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue

I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional.
II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente.
III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais.
IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida.
V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Respostas
1921: B
1922: D
1923: D
1924: C
1925: D
1926: C
1927: D
1928: B
1929: B
1930: D
1931: A
1932: C
1933: C
1934: D
1935: A
1936: A
1937: C
1938: C
1939: D
1940: B