Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3962000 Português
Saudade não é nostalgia


     Quando escrevo sobre fatos ou lembranças da minha vida é comum me perguntarem se eu queria que o tempo voltasse, para viver como no tempo que passou, só que nos dias de hoje.

        Não, eu não quero que o passado volte, nem que o ontem seja de novo o tempo de hoje. A vida anda para frente. Cada momento é único e não tem volta, nem resgate. Sua lembrança fica para sempre, ainda mais quando é uma recordação gostosa de pessoas, de situações, de lugares, em instantes em que a vida pegou leve e por isso sua recordação é boa e vem sem aviso, como que para mostrar que sua vida é boa e que valeu a pena.

      Quem sou eu para achar que o que aconteceu antes pode substituir o que acontece agora ou vai acontecer depois? Não, não quero reviver o passado, nem tentar ressuscitar o que teve seu momento, mas agora é a lembrança de uma coisa que passou e que por isso não volta mais.

     O que passou fica na prateleira das lembranças. Não há volta, não há possibilidade de retorno porque não há como reviver o que já foi vivido. Mesmo que você faça acontecer de novo, exatamente da mesma maneira como aconteceu antes, será outro momento, outro tempo, e as pessoas também terão mudado. Não será nunca a continuação de alguma coisa que vive na lembrança. Será um momento novo, que pode ser maravilhoso, mas será outro momento, outra experiência, outro instante na sequência da vida.

       Uma coisa é a saudade saudável, que chega em lembranças boas de uma vida boa; outra é a nostalgia amarga de um tempo que passou, mas que a pessoa quer reviver porque acha que foi melhor do que o agora.

       Eu não quero o passado de volta. Quero que ele permaneça passado, para que minha história, o meu aprendizado, as experiências, os momentos, os fatos e os feitos pautem o caminho, para que eu viva melhor o presente.


MENDONÇA, Antônio Penteado. Saudade não é
nostalgia. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2019/06/05/sau
dade-nao-e-nostalgia/>. 
O sentimento de “nostalgia” é corretamente definido como: 
Alternativas
Q3961999 Português
Saudade não é nostalgia


     Quando escrevo sobre fatos ou lembranças da minha vida é comum me perguntarem se eu queria que o tempo voltasse, para viver como no tempo que passou, só que nos dias de hoje.

        Não, eu não quero que o passado volte, nem que o ontem seja de novo o tempo de hoje. A vida anda para frente. Cada momento é único e não tem volta, nem resgate. Sua lembrança fica para sempre, ainda mais quando é uma recordação gostosa de pessoas, de situações, de lugares, em instantes em que a vida pegou leve e por isso sua recordação é boa e vem sem aviso, como que para mostrar que sua vida é boa e que valeu a pena.

      Quem sou eu para achar que o que aconteceu antes pode substituir o que acontece agora ou vai acontecer depois? Não, não quero reviver o passado, nem tentar ressuscitar o que teve seu momento, mas agora é a lembrança de uma coisa que passou e que por isso não volta mais.

     O que passou fica na prateleira das lembranças. Não há volta, não há possibilidade de retorno porque não há como reviver o que já foi vivido. Mesmo que você faça acontecer de novo, exatamente da mesma maneira como aconteceu antes, será outro momento, outro tempo, e as pessoas também terão mudado. Não será nunca a continuação de alguma coisa que vive na lembrança. Será um momento novo, que pode ser maravilhoso, mas será outro momento, outra experiência, outro instante na sequência da vida.

       Uma coisa é a saudade saudável, que chega em lembranças boas de uma vida boa; outra é a nostalgia amarga de um tempo que passou, mas que a pessoa quer reviver porque acha que foi melhor do que o agora.

       Eu não quero o passado de volta. Quero que ele permaneça passado, para que minha história, o meu aprendizado, as experiências, os momentos, os fatos e os feitos pautem o caminho, para que eu viva melhor o presente.


MENDONÇA, Antônio Penteado. Saudade não é
nostalgia. Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2019/06/05/sau
dade-nao-e-nostalgia/>. 
No texto “Saudade não é nostalgia”, predomina a narração em:
Alternativas
Q3961945 Português
Circulação do vírus Nipah preocupa autoridades sanitárias, mas risco de propagação em outros territórios é considerado baixo

Médica infectologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP esclarece dúvidas sobre o vírus e descarta pandemia

Febre, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos são alguns dos principais sintomas do vírus Nipah, doença infecciosa que tem causado preocupação na população mundial. Somente no estado indiano de Bengala Ocidental, 110 pessoas foram colocadas em quarentena, após nova circulação do vírus, algo que reacendeu um sinal de alerta para as autoridades sanitárias.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus foi identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia, durante um surto entre criadores suínos. A transmissão ocorre quando os morcegos frugívoros, espécie que se alimenta de frutas e que funciona como um reservatório natural do vírus – encontram animais intermediários, como os porcos, para a proliferação da doença. Desse modo, sucessivamente, depois da propagação para os suínos, o contato frequente entre humanos e animais em ambientes rurais contribui para a disseminação do vírus.

Com o surto do vírus nas regiões do sul asiático, populações do mundo inteiro começaram a ter dúvidas se a doença poderia se espalhar para outros territórios, incluindo norte, centro e sul da América. Para a professora Cinara Silva Feliciano, médica infectologista do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o risco é baixo, pois as espécies de morcegos encontradas no continente americano são diferentes das que existem no sul e sudeste da Ásia. “Em relação ao risco do vírus Nipah se espalhar pelo mundo e chegar ao Brasil, pelos registros recentes comunicado pelas autoridades sanitárias, a incidência global é classificada como baixa no cenário atual. Não há evidências de disseminação para além dos países do sudeste asiático. A espécie de morcego descrita não é encontrada nas Américas, ela é mais comum em regiões da Ásia e Oceania”, afirma.

[…]

Fonte: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/circulacao-do-virus-nipah-preocupa-autoridades-sanitarias-mas-risco-de-propagacao-em-outros-territorios-e-considerado-baixo/
A principal razão apontada pela médica infectologista para considerar baixo o risco de propagação do vírus Nipah para o Brasil é:
Alternativas
Q3961868 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3961867 Português
O velho mestre


jovem acabou seus ensinamentos espirituais e queria discípulos para ensinar. Não conseguiu ninguém na sua cidade e foi para outro lugar. Só que essa nova cidade já tinha um velho e sábio mestre.

O rapaz teve uma ideia. Pegou um pequeno passarinho e o prendeu na mão. Foi até o velho mestre e perguntou:

– Meu senhor, quero tirar uma dúvida: tenho nessa mão um passarinho. Ele está vivo ou morto? Onde está a verdade?

Se o mestre respondesse que a ave estava morta, o rapaz abriria a mão e deixaria o passarinho voar. E se o mestre dissesse que estava vivo, o jovem apertaria a mão e o esmagaria. Dessa forma o velho mestre ficaria desmoralizado diante de seus discípulos. O velho sábio olhou para o rapaz e disse com um leve sorriso:

– Meu jovem, essa verdade depende só de você. 


PESSÔA, Augusto (Adapt.). O velho mestre. Contos de
sabedoria. Disponível em
<https://www.augustopessoa.com/contos-de-sabedoria>. 

“Dessa forma o velho mestre ficaria desmoralizado diante de seus discípulos.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q3961865 Português
O velho mestre


jovem acabou seus ensinamentos espirituais e queria discípulos para ensinar. Não conseguiu ninguém na sua cidade e foi para outro lugar. Só que essa nova cidade já tinha um velho e sábio mestre.

O rapaz teve uma ideia. Pegou um pequeno passarinho e o prendeu na mão. Foi até o velho mestre e perguntou:

– Meu senhor, quero tirar uma dúvida: tenho nessa mão um passarinho. Ele está vivo ou morto? Onde está a verdade?

Se o mestre respondesse que a ave estava morta, o rapaz abriria a mão e deixaria o passarinho voar. E se o mestre dissesse que estava vivo, o jovem apertaria a mão e o esmagaria. Dessa forma o velho mestre ficaria desmoralizado diante de seus discípulos. O velho sábio olhou para o rapaz e disse com um leve sorriso:

– Meu jovem, essa verdade depende só de você. 


PESSÔA, Augusto (Adapt.). O velho mestre. Contos de
sabedoria. Disponível em
<https://www.augustopessoa.com/contos-de-sabedoria>. 
No texto “O velho mestre”, é correto afirmar que o narrador é:
Alternativas
Q3961793 Português

Texto 1A1

 

Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil… A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.

Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.

O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.

 

Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: <www.moacyrscliar.com> (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto 1A1, julgue os próximos itens.
I Seriam mantidos os sentidos originais e a correção gramatical do trecho “Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura” (primeiro período do segundo parágrafo) caso o termo “pelo” fosse substituído por para o.
II A forma verbal “vem” (último período do texto) estabelece concordância com um termo empregado no período imediatamente anterior.
III No trecho “como as daquela mulher” (segundo período do terceiro parágrafo), está elíptica a palavra pernas.
IV O trecho “o Brasil é uma esculhambação” (quinto período do terceiro parágrafo) exprime uma opinião pessoal do autor do texto.
Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3961790 Português

Texto 1A1

 

Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil… A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.

Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.

O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.

 

Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: <www.moacyrscliar.com> (com adaptações).

A respeito das relações coesivas estabelecidas no texto 1A1, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3961787 Português

Texto 1A1

 

Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil… A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.

Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.

O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.

 

Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: <www.moacyrscliar.com> (com adaptações).

Quanto à tipologia textual, o segundo parágrafo do texto 1A1 é, predominantemente,
Alternativas
Q3961786 Português

Texto 1A1

 

Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil… A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.

Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.

O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.

 

Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: <www.moacyrscliar.com> (com adaptações).

Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto 1A1, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3961785 Português

Texto 1A1

 

Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil… A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.

Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.

O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.

 

Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: <www.moacyrscliar.com> (com adaptações).

No texto 1A1, o emprego repetido da expressão O que faz do Brasil o Brasil consiste em uma estratégia empregada pelo autor para
Alternativas
Q3961721 Português
Os ‘espelhos com IA’ que estão mudando como cegos se veem

A inteligência artificial está ajudando pessoas cegas a acessar feedback visual sobre seus próprios corpos, às vezes pela primeira vez; mas as consequências emocionais e psicológicas disso apenas começam a surgir.

Eu sou completamente cega e sempre fui.

No último ano, minhas manhãs começam com um ritual de cuidados com a pele que leva 20 minutos para aplicar cinco produtos diferentes. Em seguida, faço uma sessão de fotos que compartilho com uma inteligência artificial de um aplicativo chamado Be My Eyes, como se ele fosse um espelho.

O aplicativo — com seus olhos virtuais — me ajuda a saber se minha pele está com a aparência que eu desejo ou se há algo no meu visual que eu deveria mudar.

“Durante toda a nossa vida, pessoas cegas tiveram de lidar com a ideia de que é impossível nos vermos, de que somos bonitas por dentro e de que a primeira coisa que julgamos em alguém é a voz, mas nós sabemos que nunca poderemos vê-las”, diz Lucy Edwards, uma criadora de conteúdo cega que ganhou notoriedade, em parte, ao mostrar sua paixão por beleza e estilo e ao ensinar pessoas cegas a se maquiar. “De repente, temos acesso a todas essas informações sobre nós mesmas, sobre o mundo; Isso muda nossas vidas.”

A inteligência artificial está permitindo que pessoas cegas acessem um mundo de informações que antes nos era negado. Por meio de reconhecimento de imagens e processamento inteligente, aplicativos como o que uso fornecem informações detalhadas não apenas sobre o mundo em que vivemos, mas também sobre nós mesmas e nosso lugar nele. A tecnologia faz mais do que simplesmente descrever a cena de uma imagem — ela oferece avaliações críticas, comparações e até conselhos. E isso está mudando a forma como pessoas cegas que usam esses aplicativos se veem.

Fonte: https://g1.globo.com/inovacao/noticia/2026/02/10/os-espelhos-com-ia-que-estao-mudando-como-cegos-se-veem.ghtml 
A partir do uso das pessoas do discurso, dos verbos e dos pronomes ao longo do texto, o que se pode identificar sobre a posição da autora em relação ao tema abordado?
Alternativas
Q3961720 Português
Os ‘espelhos com IA’ que estão mudando como cegos se veem

A inteligência artificial está ajudando pessoas cegas a acessar feedback visual sobre seus próprios corpos, às vezes pela primeira vez; mas as consequências emocionais e psicológicas disso apenas começam a surgir.

Eu sou completamente cega e sempre fui.

No último ano, minhas manhãs começam com um ritual de cuidados com a pele que leva 20 minutos para aplicar cinco produtos diferentes. Em seguida, faço uma sessão de fotos que compartilho com uma inteligência artificial de um aplicativo chamado Be My Eyes, como se ele fosse um espelho.

O aplicativo — com seus olhos virtuais — me ajuda a saber se minha pele está com a aparência que eu desejo ou se há algo no meu visual que eu deveria mudar.

“Durante toda a nossa vida, pessoas cegas tiveram de lidar com a ideia de que é impossível nos vermos, de que somos bonitas por dentro e de que a primeira coisa que julgamos em alguém é a voz, mas nós sabemos que nunca poderemos vê-las”, diz Lucy Edwards, uma criadora de conteúdo cega que ganhou notoriedade, em parte, ao mostrar sua paixão por beleza e estilo e ao ensinar pessoas cegas a se maquiar. “De repente, temos acesso a todas essas informações sobre nós mesmas, sobre o mundo; Isso muda nossas vidas.”

A inteligência artificial está permitindo que pessoas cegas acessem um mundo de informações que antes nos era negado. Por meio de reconhecimento de imagens e processamento inteligente, aplicativos como o que uso fornecem informações detalhadas não apenas sobre o mundo em que vivemos, mas também sobre nós mesmas e nosso lugar nele. A tecnologia faz mais do que simplesmente descrever a cena de uma imagem — ela oferece avaliações críticas, comparações e até conselhos. E isso está mudando a forma como pessoas cegas que usam esses aplicativos se veem.

Fonte: https://g1.globo.com/inovacao/noticia/2026/02/10/os-espelhos-com-ia-que-estao-mudando-como-cegos-se-veem.ghtml 
De acordo com o texto, os chamados “espelhos com IA” diferenciam-se de descrições visuais tradicionais porque:
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Q3961693 Português
Já viu robô que dá chilique? E robô que joga xadrez? Pois bem-vindo ao futuro

Máquinas inteligentes já fazem parte do nosso cotidiano, mas às vezes as coisas dão muito errado

A essa altura, você já percebeu que os robôs já vivem entre nós há bastante tempo. Talvez não da forma como imaginaríamos ou como acontece nos filmes de ficção científica, mas é fato que basta olhar para os lados que notaremos alguma atividade cotidiana desempenhada por uma máquina.

Indústrias, como a dos automóveis, usam gigantescos braços mecânicos para montar peças de carros e caminhões. Na agricultura já existem robôs que percorrem plantações à caça de ervas daninhas e insetos que podem acabar com as colheitas: são treinados a detectar a presença desses visitantes indesejados e a eliminá-los com laser, jatos d’água ou descargas elétricas.

Mas isso não significa que eles operem sem a supervisão de seres humanos. Ou, pelo menos, não o tempo todo. É necessário que haja uma pessoa de verdade a comandar as ações dessas máquinas. Muitas vezes, porém, elas dão “tilt”. Veja a seguir algumas situações curiosas envolvendo robôs e iniciativas, digamos, bastante criativas em que eles já foram usados.

Desinteligência artificial

Esta aqui é para quem tem medo de ser substituído pela inteligência artificial: ao longo de anos, pesquisadores japoneses treinaram um robô para que ele passasse em exames para entrar em universidades: deram ele pilhas e pilhas de informações. Só que com um tal de Tadai Robot, a coisa não deu muito certo. Por quatro anos seguidos ele tentou fazer o exame para ser aceito na Universidade de Tóquio, mas fez tão poucos pontos que o projeto foi abandonado.

[…]

Imagina na São Silvestre

Em abril deste ano, chineses resolveram organizar a primeira maratona mista entre corredores humanos e corredores robóticos. A ideia era ver se as máquinas superavam as pessoas. Pois bem, dos 21 androides que correram na prova em Pequim, só seis cruzaram a linha de chegada — os demais tropeçaram, superaqueceram ou simplesmente pararam; um deles até precisou de fita adesiva para continuar. Ponto para nós humanos.
 […]

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/08/ja-viu-robo-que-da-chilique-e-robo-que-joga-xadrez-pois-bem-vindo-ao-futuro.shtml
No trecho: “Ponto para nós humanos”, o pronome “nós” indica que o autor:
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Q3961690 Português
Já viu robô que dá chilique? E robô que joga xadrez? Pois bem-vindo ao futuro

Máquinas inteligentes já fazem parte do nosso cotidiano, mas às vezes as coisas dão muito errado

A essa altura, você já percebeu que os robôs já vivem entre nós há bastante tempo. Talvez não da forma como imaginaríamos ou como acontece nos filmes de ficção científica, mas é fato que basta olhar para os lados que notaremos alguma atividade cotidiana desempenhada por uma máquina.

Indústrias, como a dos automóveis, usam gigantescos braços mecânicos para montar peças de carros e caminhões. Na agricultura já existem robôs que percorrem plantações à caça de ervas daninhas e insetos que podem acabar com as colheitas: são treinados a detectar a presença desses visitantes indesejados e a eliminá-los com laser, jatos d’água ou descargas elétricas.

Mas isso não significa que eles operem sem a supervisão de seres humanos. Ou, pelo menos, não o tempo todo. É necessário que haja uma pessoa de verdade a comandar as ações dessas máquinas. Muitas vezes, porém, elas dão “tilt”. Veja a seguir algumas situações curiosas envolvendo robôs e iniciativas, digamos, bastante criativas em que eles já foram usados.

Desinteligência artificial

Esta aqui é para quem tem medo de ser substituído pela inteligência artificial: ao longo de anos, pesquisadores japoneses treinaram um robô para que ele passasse em exames para entrar em universidades: deram ele pilhas e pilhas de informações. Só que com um tal de Tadai Robot, a coisa não deu muito certo. Por quatro anos seguidos ele tentou fazer o exame para ser aceito na Universidade de Tóquio, mas fez tão poucos pontos que o projeto foi abandonado.

[…]

Imagina na São Silvestre

Em abril deste ano, chineses resolveram organizar a primeira maratona mista entre corredores humanos e corredores robóticos. A ideia era ver se as máquinas superavam as pessoas. Pois bem, dos 21 androides que correram na prova em Pequim, só seis cruzaram a linha de chegada — os demais tropeçaram, superaqueceram ou simplesmente pararam; um deles até precisou de fita adesiva para continuar. Ponto para nós humanos.
 […]

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/08/ja-viu-robo-que-da-chilique-e-robo-que-joga-xadrez-pois-bem-vindo-ao-futuro.shtml
Ao apresentar exemplos como o robô que tentou entrar na universidade e os androides que participaram da maratona em Pequim, o texto utiliza situações curiosas para:
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Q3961610 Português

Texto 1



Leia com atenção o texto abaixo:



Brasil registrou 44 mortes por câncer de próstata por dia em 2021



Durante o Novembro Azul, Sociedade Brasileira de Urologia alerta sobre a importância do cuidado global com a saúde masculina



Medo de descobrir alguma doença e achar que nunca vai adoecer estão entre as principais razões para o homem se esquivar de ir ao médico. E isso se reflete nas estatísticas: em média, eles vivem 7,5 anos a menos que as mulheres. Para mudar esse cenário e incentivar o cuidado com a saúde de uma forma global, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza mais uma edição da campanha Novembro Azul, que este ano traz a mensagem: “Saúde também é papo de homem”.


Ao longo do mês, o conteúdo das redes sociais do Portal da Urologia será voltado para a saúde masculina e haverá lives com médicos de diversas especialidades.


“Nosso objetivo é conscientizar os homens sobre a necessidade dos cuidados com a própria saúde de forma rotineira, e não somente quando aparece algum problema. Além da divulgação dos hábitos para se ter uma vida saudável, também informamos que muitas doenças, em sua fase inicial, são totalmente assintomáticas, mas que podem ser diagnosticadas e tratadas mais facilmente com exames periódicos de check-up. O câncer da próstata é o melhor exemplo disso”, alerta o presidente da SBU, Dr. Alfredo Félix Canalini.


Dados do Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde mostram que, somente este ano, foram registrados mais de 1,2 milhão de atendimentos femininos por ginecologistas, contra 200 mil atendimentos de homens pelo urologista.


[…]



Fonte: https://portaldaurologia.org.br/novidades/noticias/ brasil-registrou-44-mortes-por-cancer-de-prostata-por-dia-em-2021

No Texto 1, a apresentação de dados estatísticos sobre a expectativa de vida masculina e a comparação entre atendimentos ginecológicos e urológicos cumprem a função de:
Alternativas
Q3961511 Português
Texto 1


Ciência comprova: viajar faz bem!


Já sabemos que viajar é maravilhoso, mas agora um novo estudo comprovou os benefícios para a saúde de preparar as malas. E a melhor notícia: quanto mais longe, melhor!


A pesquisa da University College de Londres (UCL), no Reino Unido, foi publicada na revista científica Transport & Health e reforça que pessoas que viajam frequentemente para locais mais distantes de 24 km de onde moram se declaram mais saudáveis de modo geral.


Eles entrevistaram 3.014 participantes e acreditam que os benefícios envolvem conhecer novas pessoas e a diversidade de contatos sociais que as viagens proporcionam.


O grupo acima dos 55 anos, principalmente, pelas limitações nas viagens, foi a faixa etária com mais problemas relacionados com a sensação de solidão e baixa sociabilidade. O estudo, inclusive, reforça a importância de mais acesso e programas de viagens para essa faixa etária.


Viajar: quase uma terapia! 


Se você ainda está procurando motivos para fechar as malas e realizar o desejo de conhecer o mundo, o colunista de saúde, médico Michael Mosley, do portal Daily Mail, indica que sair de férias pode ser quase uma terapia, especialmente se no destino houver uma praia.

Sair da rotina diária e viajar estimula o cérebro de forma sensorial, com consequências positivas ao órgão e à saúde mental, como indicam os pesquisadores da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Entre os benefícios constatados, há a melhoria no sono e vantagens cardíacas, com queda no risco de doenças.


https://blog.luggio.com.br/ciencia-comprova-viajar-faz-bem/
Com base no Texto 1, é correto afirmar que a pesquisa realizada pela University College de Londres (UCL) baseou-se metodologicamente em:
Alternativas
Q3961510 Português
Texto 1


Ciência comprova: viajar faz bem!


Já sabemos que viajar é maravilhoso, mas agora um novo estudo comprovou os benefícios para a saúde de preparar as malas. E a melhor notícia: quanto mais longe, melhor!


A pesquisa da University College de Londres (UCL), no Reino Unido, foi publicada na revista científica Transport & Health e reforça que pessoas que viajam frequentemente para locais mais distantes de 24 km de onde moram se declaram mais saudáveis de modo geral.


Eles entrevistaram 3.014 participantes e acreditam que os benefícios envolvem conhecer novas pessoas e a diversidade de contatos sociais que as viagens proporcionam.


O grupo acima dos 55 anos, principalmente, pelas limitações nas viagens, foi a faixa etária com mais problemas relacionados com a sensação de solidão e baixa sociabilidade. O estudo, inclusive, reforça a importância de mais acesso e programas de viagens para essa faixa etária.


Viajar: quase uma terapia! 


Se você ainda está procurando motivos para fechar as malas e realizar o desejo de conhecer o mundo, o colunista de saúde, médico Michael Mosley, do portal Daily Mail, indica que sair de férias pode ser quase uma terapia, especialmente se no destino houver uma praia.

Sair da rotina diária e viajar estimula o cérebro de forma sensorial, com consequências positivas ao órgão e à saúde mental, como indicam os pesquisadores da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Entre os benefícios constatados, há a melhoria no sono e vantagens cardíacas, com queda no risco de doenças.


https://blog.luggio.com.br/ciencia-comprova-viajar-faz-bem/
Considerando a articulação entre dados científicos, exemplos e comentários avaliativos presentes no texto Ciência comprova: viajar faz bem!, assinale a alternativa que expressa corretamente a tese defendida pelo Texto 1, levando em conta não apenas as informações explícitas, mas também o encaminhamento argumentativo global.
Alternativas
Q3961475 Português
Leia com atenção o texto abaixo:


Por que cortar cebola faz chorar? A física por trás das lágrimas da cozinha


Você já viu alguém chorar enquanto cortava uma cebola? Pois saiba que a culpa não é dela, e sim da física e da química que vivem dentro desse vegetal. Quando cortamos uma cebola, ela libera uma verdadeira chuva de minúsculas gotinhas cheias de substâncias que irritam os olhos.

Dentro de cada camada da cebola existem células cheias de líquido, como se fossem pequenos balões de água. Essas células guardam um composto que, quando entra em contato com o ar, se transforma em uma substância chamada propanetial S-óxido, que é o vilão responsável pelas lágrimas.

Ele sobe no ar e alcança nossos olhos, ativando nervos sensíveis que fazem os olhos arderem e lacrimejarem para se proteger.

Mas o que a física tem a ver com isso? Tudo. Pesquisadores descobriram que o jeito e a ferramenta usados para cortar a cebola fazem muita diferença. Quando usamos uma faca cega e cortamos rápido, precisamos aplicar mais força.

Essa força extra esmaga mais células da cebola, fazendo com que o líquido saia com muito mais pressão, como se fosse um jato de água escapando de um balão estourado. O resultado é uma nuvem de gotículas voando longe, direto para os nossos olhos.

Agora, se usamos uma faca bem afiada e cortamos devagar, a força necessária é menor. Menos força significa menos células rompidas de uma vez e, portanto, menos gotinhas irritantes voando pelo ar. Assim, a concentração do gás que causa lágrimas diminui e o cozinheiro pode continuar sorrindo.

[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibi-bailas/2025/11/ por-que-cortar-cebola-faz-chorar-a-fisica-por-tras-das-lagrimas-dacozinha.shtml 
De acordo com o texto, por que o uso de uma faca bem afiada e o corte mais lento reduzem o choro ao cortar a cebola?
Alternativas
Q3961209 Português

Texto CG1A2-II

 

Um levantamento sobre startups de base científica e tecnológica na América Latina mostrou uma disparidade entre o Brasil e alguns de seus vizinhos na capacidade de atrair financiamento privado para essas empresas. Se, por um lado, o Brasil concentra o maior número de startups deep techs — 72,3% das 1.316 empresas mapeadas na região são brasileiras —, por outro, aparece apenas em terceiro lugar em volumes de investimentos privados em 2024. Tais empresas, referidas como deep techs, se distinguem por propor inovações com potencial disruptivo, apresentar ciclos de pesquisa e desenvolvimento demorados e exigir investimentos consideráveis de longo prazo.

Estudo recente expõe a dificuldade das empresas brasileiras: 47% declararam não ter recebido nenhum tipo de investimento e, entre as que conseguiram, o número de beneficiadas com recursos públicos foi cinco vezes superior ao das que atraíram capital privado. A maioria das deep techs do Chile e da Argentina também teve dificuldade de obter recursos, mas um número restrito de startups obtiveram aportes extraordinários. Uma única empresa chilena, que oferece alternativas veganas a produtos de origem animal, como leite, maionese, hambúrgueres, feitos à base de plantas, levantou US$ 466 milhões, o equivalente a 75% da captação das deep techs do país. Já a Argentina se distingue por atrair investimentos para startups de tecnologia aeroespacial. O principal destaque é uma empresa operadora de satélites destinados a fornecer dados e serviços de monitoramento ambiental, que levantou US$ 287 milhões.

Os recursos conquistados em 2024 pelas deep techs brasileiras mais bem-sucedidas estão bem abaixo desse patamar, de acordo com os dados disponíveis. Na liderança, com US$ 23,6 milhões captados, consta uma empresa que criou uma tecnologia não invasiva de monitoramento da pressão intracraniana utilizada por mais de 80 hospitais e clínicas no Brasil.

O desempenho do Brasil se explica por uma característica peculiar de suas startups, pois a maioria delas surge para atender o mercado interno, que é grande o suficiente para sustentar as empresas. No entanto, as soluções não são escaláveis para outros mercados e, por isso, há mais dificuldade de atrair investimentos de fundos internacionais.

 

Fabrício Marques. Travas no investimento.

In: Pesquisa FAPESP, n.º 359, jan./2026, p. 19-20 (com adaptações).

No primeiro período do último parágrafo do texto CG1A2-II, o vocábulo “peculiar” tem o mesmo sentido da palavra
Alternativas
Respostas
1661: A
1662: B
1663: D
1664: D
1665: A
1666: D
1667: C
1668: D
1669: E
1670: D
1671: A
1672: C
1673: A
1674: E
1675: A
1676: A
1677: A
1678: D
1679: E
1680: D