Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3497896 Português
TEXTO I


― Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga.


Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
A cadeia referencial que retoma “papagaio”, realiza coesão por:
Alternativas
Q3497894 Português
TEXTO I


― Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga.


Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
Considerando as metafunções da linguagem, de Michael Halliday, o excerto “Coitado, morrera na areia” realiza principalmente a metafunção:
Alternativas
Q3497893 Português
TEXTO I


― Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga.


Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
Ao referir-se ao papagaio como “Coitado”, o narrador do texto instaura um ponto de vista que:
Alternativas
Q3497662 Português

Texto para a questão:


Advogado chama juiz de "Sua Alteza" e polícia de "calça frouxa"

Revoltado, causídico ainda disse que oficial de Justiça não cumpriu seu papel: "mostrou-se imprestável".


            Um advogado do Rio de Janeiro depositou sua revolta em uma petição direcionada ao juízo da 35ª vara do Trabalho do TRT da 1ª região. No documento, disse que o Estado é incompetente; chamou a polícia de "calça frouxa"; o oficial de Justiça de "imprestável", e, ao final, pediu a "Sua Alteza Real", o juízo, a revisão da decisão.


Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/391052/advogado-chama-juiz-de-sua-alteza-e-policia-decalca-frouxa

No texto, a palavra “causídico” é sinônimo de:
Alternativas
Q3497654 Português
A lente
(Ramires Linhares)

    Quando menino, eu tinha por apelido “o fogo de palha”. Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito dele, falava entusiasticamente à minha família. Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava, desinteressado. E uma outra ideia magnífica jorrava de meu espírito, para ter o fim de sempre. Embora o fato se repetisse constantemente, não existiam, em minha casa, comentários a respeito.
    Em certo dia de verão, meu pai, que lia o seu jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse:
    - Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência...
    Com o sol incidindo na lente, passeava o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia. Eu estava intrigado. Então, ele deteve o movimento e manteve o ponto de luz imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares. Dentro de poucos segundos, o papel se incendiou e surgiu ali um furo. Aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou:
    - Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida, é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto ela percorreu às tontas a folha do jornal, nada aconteceu. Mas quando se deteve, você viu o furo provocado. Tudo é questão de paciência, tempo e concentração. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, aparece-nos a solução do problema, justamente como no caso do furo no papel.

Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/a-lente-36077 
A explicação da experiência pelo pai, coadunando os raios solares captados pela lente à paciência, tempo e concentração, pode ser entendida como uma: 
Alternativas
Q3497653 Português
A lente
(Ramires Linhares)

    Quando menino, eu tinha por apelido “o fogo de palha”. Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito dele, falava entusiasticamente à minha família. Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava, desinteressado. E uma outra ideia magnífica jorrava de meu espírito, para ter o fim de sempre. Embora o fato se repetisse constantemente, não existiam, em minha casa, comentários a respeito.
    Em certo dia de verão, meu pai, que lia o seu jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse:
    - Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência...
    Com o sol incidindo na lente, passeava o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia. Eu estava intrigado. Então, ele deteve o movimento e manteve o ponto de luz imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares. Dentro de poucos segundos, o papel se incendiou e surgiu ali um furo. Aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou:
    - Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida, é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto ela percorreu às tontas a folha do jornal, nada aconteceu. Mas quando se deteve, você viu o furo provocado. Tudo é questão de paciência, tempo e concentração. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, aparece-nos a solução do problema, justamente como no caso do furo no papel.

Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/a-lente-36077 
A justificativa para o apelido do narrador se deve: 
Alternativas
Q3497339 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pequena mancha azul do cérebro que regula o sono

Qualquer pessoa que sofra de insônia conhece a impaciência e a frustração que acompanha a falta de sono.

Você luta para desligar as luzes da sua cabeça e silenciar sua voz interior. Você queria ter um botão que pudesse amortecer instantaneamente toda aquela atividade mental.

Mas a ideia de um atenuador mental não é algo tão forçado como pode parecer.

A maior parte dos neurocientistas concorda atualmente que a nossa vigília ocorre em uma espécie de "continuum". Ela é coordenada por uma complexa rede de regiões cerebrais e, no centro delas, fica um minúsculo feixe de neurônios conhecido como "locus coeruleus" – "mancha azul", em latim.

Esta descrição é literal. Os neurônios do locus coeruleus são tingidos em cor de safira devido à produção de um neurotransmissor específico, chamado norepinefrina.

Esta também é uma indicação da função da mancha azul. A norepinefrina controla nossa agitação psicológica e fisiológica.

Por muito tempo, os cientistas acreditaram que o locus coeruleus ficava dormente durante o sono. Mas, agora, torna-se mais claro que ele nunca fica totalmente quieto. Na verdade, ele mantém baixos níveis de atividade intermitentes que podem regular a profundidade do nosso sono.

Compreender melhor este processo ajuda a tratar os distúrbios do sono associados a condições como a ansiedade. 

O locus coeruleus fica no tronco encefálico, pouco acima da parte de trás do pescoço. Ele contém cerca de cinquenta mil células, o que é uma parcela minúscula dos oitenta bilhões de neurônios que contém, em média, o sistema nervoso central.

O primeiro a observar sua existência foi o médico da rainha francesa Maria Antonieta, Félix Vicq d'Azyr, no final do século XVIII. Mas a mancha azul passaria ainda muito tempo sem receber atenção.

Tudo começou a mudar no século XX, quando ficou claro que o pigmento azul do locus coeruleus desempenhava papel fundamental na sinalização do cérebro.

A norepinefrina – também conhecida como noradrenalina – aumenta a possibilidade de que os neurônios sofram "picos", causados por correntes elétricas.

Quando ficam ativas, as células do locus coeruleus transmitem pacotes desse neurotransmissor, ao lado das suas projeções para outras regiões do cérebro, aumentando a comunicação entre os neurônios naquela região.
Um texto pode vir a apresentar várias sequências textuais, dependendo de seu intento, ou mesmo uma única sequência.

A sequência textual "predominante" no texto base é:
Alternativas
Q3497337 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pequena mancha azul do cérebro que regula o sono

Qualquer pessoa que sofra de insônia conhece a impaciência e a frustração que acompanha a falta de sono.

Você luta para desligar as luzes da sua cabeça e silenciar sua voz interior. Você queria ter um botão que pudesse amortecer instantaneamente toda aquela atividade mental.

Mas a ideia de um atenuador mental não é algo tão forçado como pode parecer.

A maior parte dos neurocientistas concorda atualmente que a nossa vigília ocorre em uma espécie de "continuum". Ela é coordenada por uma complexa rede de regiões cerebrais e, no centro delas, fica um minúsculo feixe de neurônios conhecido como "locus coeruleus" – "mancha azul", em latim.

Esta descrição é literal. Os neurônios do locus coeruleus são tingidos em cor de safira devido à produção de um neurotransmissor específico, chamado norepinefrina.

Esta também é uma indicação da função da mancha azul. A norepinefrina controla nossa agitação psicológica e fisiológica.

Por muito tempo, os cientistas acreditaram que o locus coeruleus ficava dormente durante o sono. Mas, agora, torna-se mais claro que ele nunca fica totalmente quieto. Na verdade, ele mantém baixos níveis de atividade intermitentes que podem regular a profundidade do nosso sono.

Compreender melhor este processo ajuda a tratar os distúrbios do sono associados a condições como a ansiedade. 

O locus coeruleus fica no tronco encefálico, pouco acima da parte de trás do pescoço. Ele contém cerca de cinquenta mil células, o que é uma parcela minúscula dos oitenta bilhões de neurônios que contém, em média, o sistema nervoso central.

O primeiro a observar sua existência foi o médico da rainha francesa Maria Antonieta, Félix Vicq d'Azyr, no final do século XVIII. Mas a mancha azul passaria ainda muito tempo sem receber atenção.

Tudo começou a mudar no século XX, quando ficou claro que o pigmento azul do locus coeruleus desempenhava papel fundamental na sinalização do cérebro.

A norepinefrina – também conhecida como noradrenalina – aumenta a possibilidade de que os neurônios sofram "picos", causados por correntes elétricas.

Quando ficam ativas, as células do locus coeruleus transmitem pacotes desse neurotransmissor, ao lado das suas projeções para outras regiões do cérebro, aumentando a comunicação entre os neurônios naquela região.
O locus coeruleus – ou também conhecido como mancha azul – vem ganhando atenção nas pesquisas científicas, que tentam estudar funções importantes como a regulagem do sono e da vigília.

De acordo com o texto base, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS Provas: FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Advogado | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Oncologia/Hematologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Obstetrícia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Civil) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Ambiental) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Saúde Pública) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Terapeuta Ocupacional | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fisioterapeuta (Generalista) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Físico (Radioterapia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Oncologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Bioquímico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Relações Públicas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Publicitário) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Produtor Audiovisual) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Jornalismo) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Gestão de Pessoas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Designer Gráfico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Sistemas | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Contador | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Elétrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Química) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Mecânica) |
Q3497061 Português
A arte de ver o outro

Por Gilmar Marcílio

texto.png (681×535)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2025/05/a-arte-dever-o-outro-cmazumqi900dq013bffhx3xa1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 11, tem-se o emprego da locução conjuntiva “No entanto”, que carrega a ideia de _________ e poderia ser substituída por “_________”, _________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a mesma relação de sentido e a correção gramatical.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS Provas: FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Advogado | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Oncologia/Hematologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Obstetrícia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Civil) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Ambiental) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Saúde Pública) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Terapeuta Ocupacional | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fisioterapeuta (Generalista) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Físico (Radioterapia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Oncologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Bioquímico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Relações Públicas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Publicitário) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Produtor Audiovisual) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Jornalismo) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Gestão de Pessoas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Designer Gráfico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Sistemas | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Contador | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Elétrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Química) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Mecânica) |
Q3497054 Português
A arte de ver o outro

Por Gilmar Marcílio

texto.png (681×535)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2025/05/a-arte-dever-o-outro-cmazumqi900dq013bffhx3xa1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge a seguir e as asserções a respeito da sua relação com o texto-base desta prova:


2.png (362×358)

Fonte: Sul 21 (2015).


Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:


I. Tanto o texto-base quanto a charge abordam o tema do individualismo.


ALÉM DISSO


II. Os dois textos apontam apenas cenários negativos a partir do individualismo, indicando uma sociedade sem recuperação.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS Provas: FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Advogado | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Oncologia/Hematologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Obstetrícia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Civil) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Ambiental) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Enfermeiro (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Saúde Pública) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Odontólogo (Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Terapeuta Ocupacional | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Fisioterapeuta (Generalista) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Físico (Radioterapia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Oncologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico (Bioquímico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Suporte | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Relações Públicas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Publicitário) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Produtor Audiovisual) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Jornalismo) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Gestão de Pessoas) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista (Designer Gráfico) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Analista de Sistemas | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Contador | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Elétrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Química) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Engenheiro (Engenharia Mecânica) |
Q3497053 Português
A arte de ver o outro

Por Gilmar Marcílio

texto.png (681×535)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2025/05/a-arte-dever-o-outro-cmazumqi900dq013bffhx3xa1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Para o autor, a tendência é que as pessoas fiquem cada vez mais egoístas, o que aponta para um futuro cada vez mais individualista.
II. Segundo o autor, um dos pilares que sustenta a nossa existência é o fato de termos nossas vidas interconectadas com as de outros indivíduos.
III. Considerando a totalidade do texto, é possível inferir que uma forma de melhor perceber o outro é investir em interações genuinamente interessadas.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q3496562 Português
Qual das opções abaixo apresenta um exemplo de gênero textual predominantemente descritivo?
Alternativas
Q3496481 Português
Leia a letra da música “Era uma vez” de Sandy e Júnior a seguir e responda à questão.


Era uma vez


Sandy e Junior


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Na estrofe “Era uma vez/ Um lugarzinho no meio do nada/ Com sabor de chocolate/ E cheiro de terra molhada”, presente na música de Sandy e Júnior, observa-se a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3496479 Português
Observe o vocábulo em destaque nas frases a seguir.

1- São Marcos foi o primeiro a escrever os ensinamentos de Jesus.
2- – Os alunos daqui são estudiosos.
3- – Finalmente, o homem ficou são.

Após leitura das frases, conclui-se que a palavra em destaque representa, semanticamente, um exemplo de:
Alternativas
Q3496478 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Caipiras no Restaurante


Dois caipiras chegam na capital. Eles estavam morrendo de fome e entram num restaurante chique. Não sabendo o que pedir, resolvem imitar o rico que estava na mesa ao lado. O rico da mesa pede uma entrada. E os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico pede um prato todo especial. E os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico resolve repetir o prato. E os dois caipiras

— Garçom, pra nóis também...

Vai indo assim e os caipiras ainda tão morrendo de fome.

O rico termina e diz ao garçom:

— Poderia arrumar-me um engraxate? 

Os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico ouvindo isto diz aos caipiras:

— Olhe, meus amigos, eu creio que um engraxate dá para nós três...

Os caipiras imediatamente:

— Não, senhor! O senhor come o seu, que a gente come o nosso!!!


Fonte: Anais do I Seminário Formação de Professores e Ensino de Língua Inglesa 
O gênero textual piada tem como propósito comunicativo entreter os interlocutores com o riso, sendo necessário, portanto, a utilização do humor. Dito isso, percebe-se, após leitura do texto “Caipiras no restaurante”, que o humor é gerado: 
Alternativas
Q3496471 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
No período “Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia”, presente no quarto parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro”, os termos em destaque podem ser substituídos, sem prejuízo semântico ao texto, por: 
Alternativas
Q3496470 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Ao lermos o texto de Marcos de Lacerda Pessoa, entendemos que, segundo o autor, a aprendizagem voltada ao futuro:
Alternativas
Q3496469 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
De acordo com Pestana (2013), a tipologia textual trata da forma como um texto se apresenta e se organiza. Sabendo disso, podemos afirmar que o texto intitulado “Aprendizagem para o futuro” apresenta, em sua organização, de forma predominante, as tipologias: 
Alternativas
Q3496468 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Gêneros textuais são textos, por meio dos quais, respondemos às mais diversas práticas sociais da linguagem. As características desses textos dependem, portanto, do propósito comunicativo. Sabendo disso, ao analisar as características do texto intitulado “Aprendizagem para o futuro”, escrito por Marcos de Lacerda Pessoa, percebe-se que se trata do gênero: 
Alternativas
Q3494981 Português

Leia o texto a seguir:



Internet é como o fogo: uma coisa maravilhosa, mas não na mão de criança, diz Vera Iaconelli


Em curso na CasaFolha, psicanalista analisa desafios da parentalidade, como limitar uso de smartphone


    "A internet é uma ferramenta maravilhosa. Eu gosto de comparar a internet com a capacidade que o homem teve de produzir o fogo", diz a psicanalista Vera Iaconelli em seu curso na CasaFolha. "Só que o fogo não é para dar na mão de criança. Ele queima, ele machuca."


    O problema é que, como pais e mães sabem muito bem, já faz anos que a rede mundial de computadores cabe inteira dentro da maioria dos celulares — os quais, por sua vez, cabem na palma da mão das crianças.


    Mudar essa realidade está longe de ser fácil. "Tem uma geração que já começa com a internet, para quem a internet é como a luz elétrica", diz Iaconelli [...], no sentido de que se trata de algo dado como certo e sem o qual não se imagina a vida moderna.


    Mas é preciso lidar com essa questão, sustenta a psicanalista, [...] autora dos livros "Criar Filhos no Século XXI" e "Manifesto Antimaternalista", entre outros. Em uma de suas aulas, ela argumenta que a infância é uma proteção para que as crianças não tomem contato com certos aspectos do mundo adulto antes da hora.


    "A internet pula o cercadinho da infância e faz com que a criança tenha acesso a inúmeras coisas inadequadas para o desenvolvimento dela." A consequência pode ser vista nos danos à saúde mental de crianças e adolescentes, que sofrem com ansiedade, insatisfação com o próprio corpo, depressão.


    "Nós somos uma geração que está pagando o preço não do fato de a internet existir, mas de ela ter sido usada sem nenhuma regulação, sem nenhum controle, sem nenhuma seletividade", afi rma na CasaFolha.


    O curso de Iaconelli, chamado "Criar fi lhos no século 21", está na plataforma desde o lançamento, em setembro de 2024. É anterior, portanto, à aprovação da lei que proíbe o uso de celulares em todas as escolas públicas e privadas do país.


    Até por isso, a discussão que a psicanalista propõe vai além dos espaços escolares. Ela argumenta [...] que é necessário adotar ações coletivas e individuais para proteger as crianças da internet em todos os ambientes — não só na sala de aula.


    "Ficar sem internet, para algumas crianças, é como perder um amigo", diz Iaconelli. "Tem crianças tendo um ataque porque estão tirando o melhor amigo dela."


    Isso significa, em muitos casos, que a criança confi a mais na internet do que nos adultos e que ela perde uma parte relevante da experiência de vida em sociedade.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/02/internet-e-como-o-fogouma-coisa-maravilhosa-mas-nao-na-mao-de-crianca-diz-vera-iaconelli.shtml. Acesso em 05/04/2025. Excerto. Texto adaptado.

A internet pula o cercadinho da infância e faz com que a criança tenha acesso a inúmeras coisas inadequadas para o desenvolvimento dela” (5º parágrafo). Nesse trecho, atribui-se uma característica humana à internet, ou seja, a de “pular” um determinado espaço. Isso indica o uso de uma figura de linguagem, que é a: 
Alternativas
Respostas
12721: C
12722: B
12723: A
12724: D
12725: A
12726: B
12727: D
12728: E
12729: D
12730: C
12731: E
12732: D
12733: C
12734: B
12735: B
12736: B
12737: C
12738: D
12739: D
12740: D