Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Considerando a charge apresentada, julgue (C ou E) o item a seguir.
A imagem cuja expressão é de espanto é um recurso utilizado para marcar o ponto de vista do chargista em relação ao descaso das autoridades governamentais diante do desmatamento e da seca dos rios da floresta amazônica.

Considerando a charge apresentada, julgue (C ou E) o item a seguir.
Quanto a tipologia textual, a charge é predominantemente descritiva, uma vez que representa uma realidade concreta de determinado momento no tempo.

Considerando a charge apresentada, julgue (C ou E) o item a seguir.
Por meio de um recurso referencial, a charge denuncia um problema ambiental da atualidade que causa danos a população mundial: o desmatamento das florestas.
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Infere-se do texto que “a visão comungante e oblíqua” que o narrador tem das coisas é resultado da forma como se deu sua infância.
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
O vocábulo transfusão foi empregado com o mesmo sentido de “transformação”.
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
A expressão “Eu tenho que” foi empregada com o sentido de “considerar” e, por isso, estaria gramaticalmente correta sua substituição por Eu acredito que.
Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
A relação estabelecida no trecho “uma proposição tanto suspeita quanto irrealista” é de intensidade.
Considerando os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A forma verbal “tenta”, em “Ela tenta e seduz”, poderia ser substituída, sem prejuízo das ideias do texto, por instiga.
Considerando os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
Depreende-se do texto que o comunitarismo escolheu a segurança em detrimento da liberdade, apesar de entender que esses valores são complementares, na medida em que dependem um do outro para o equilíbrio entre eles.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como ler transforma o cérebro
Enquanto lemos, ativamos circuitos cerebrais que levaram milênios para se desenvolver. A leitura é uma habilidade que transformou o cérebro humano e a sociedade, embora não seja algo natural como a fala. A cientista cognitiva Maryanne Wolf, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica que não nascemos com circuitos preparados para ler, e sim para enxergar e falar. A leitura, portanto, exigiu que nosso cérebro reciclasse funções antigas, como o reconhecimento visual, para atribuir significado a símbolos e sons. Esse processo começou por volta de 3300 a.C., com os sumérios, embora haja discussão sobre a contribuição dos egípcios.
Wolf afirma que a leitura profunda, aquela que envolve reflexão, análise e empatia, está sob ameaça com os hábitos digitais modernos, como a leitura apressada e fragmentada nas telas. O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos. O cérebro passa a buscar recompensas rápidas, tornando difícil o engajamento com textos mais densos e elaborados.
Estudos mostram que palavras ativam áreas amplas do cérebro, evocando conceitos múltiplos. Por exemplo, a palavra "bug" desperta associações com insetos, erros de informática ou até o carro Fusca. Além disso, diferentes sistemas de escrita exigem circuitos distintos. O chinês, por ser logográfico, ativa áreas ligadas à memória visual, o que foi observado em pacientes bilíngues com lesões cerebrais que afetaram a leitura do chinês, mas não do inglês.
O estímulo à leitura deve começar na infância. O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando a criança a criar empatia e senso crítico. Por outro lado, crianças privadas desse estímulo enfrentam desvantagens desde os primeiros anos escolares. Um estudo famoso indica que, até os 3 anos, crianças de lares sem estímulos verbais ou leitura escutam cerca de 30 milhões de palavras a menos que outras mais expostas ao vocabulário.
Wolf alerta para uma "crise de leitura": por ser uma habilidade adquirida, ela pode ser atrofiada se não for cultivada. A leitura superficial compromete a capacidade de análise, compreensão profunda, apreciação estética da linguagem e até a habilidade de identificar informações falsas. Crianças que crescem hiperestimuladas por telas e com pouco contato com livros apresentam menor desempenho acadêmico e maior dificuldade de concentração.
Outro ponto abordado é a dislexia, condição que afeta de 4% a 10% da população. Pessoas com dislexia enfrentam desafios específicos na leitura, mas isso não está relacionado à falta de inteligência. Muitas são altamente criativas e brilhantes, havendo indícios de que gênios como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein tivessem dislexia. A dificuldade, na verdade, está ligada a circuitos cerebrais diferentes dos típicos. Wolf, que tem um filho disléxico, defende que crianças com dislexia precisam ser compreendidas e estimuladas, e não rotuladas como preguiçosas.
A pesquisadora conclui que o antídoto para a crise da leitura está no incentivo diário ao hábito de ler, com o envolvimento de pais e professores como modelos. A leitura deve ser apresentada como um santuário pessoal, um espaço de autonomia, reflexão e desenvolvimento intelectual.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o.ADAPTADO.
O texto aborda os efeitos da leitura no cérebro humano, destacando sua importância para o desenvolvimento cognitivo e emocional desde a infância. A autora analisa as ameaças trazidas pelos hábitos digitais modernos e aponta caminhos para preservar a leitura profunda em um mundo hiperconectado.
De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como ler transforma o cérebro
Enquanto lemos, ativamos circuitos cerebrais que levaram milênios para se desenvolver. A leitura é uma habilidade que transformou o cérebro humano e a sociedade, embora não seja algo natural como a fala. A cientista cognitiva Maryanne Wolf, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica que não nascemos com circuitos preparados para ler, e sim para enxergar e falar. A leitura, portanto, exigiu que nosso cérebro reciclasse funções antigas, como o reconhecimento visual, para atribuir significado a símbolos e sons. Esse processo começou por volta de 3300 a.C., com os sumérios, embora haja discussão sobre a contribuição dos egípcios.
Wolf afirma que a leitura profunda, aquela que envolve reflexão, análise e empatia, está sob ameaça com os hábitos digitais modernos, como a leitura apressada e fragmentada nas telas. O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos. O cérebro passa a buscar recompensas rápidas, tornando difícil o engajamento com textos mais densos e elaborados.
Estudos mostram que palavras ativam áreas amplas do cérebro, evocando conceitos múltiplos. Por exemplo, a palavra "bug" desperta associações com insetos, erros de informática ou até o carro Fusca. Além disso, diferentes sistemas de escrita exigem circuitos distintos. O chinês, por ser logográfico, ativa áreas ligadas à memória visual, o que foi observado em pacientes bilíngues com lesões cerebrais que afetaram a leitura do chinês, mas não do inglês.
O estímulo à leitura deve começar na infância. O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando a criança a criar empatia e senso crítico. Por outro lado, crianças privadas desse estímulo enfrentam desvantagens desde os primeiros anos escolares. Um estudo famoso indica que, até os 3 anos, crianças de lares sem estímulos verbais ou leitura escutam cerca de 30 milhões de palavras a menos que outras mais expostas ao vocabulário.
Wolf alerta para uma "crise de leitura": por ser uma habilidade adquirida, ela pode ser atrofiada se não for cultivada. A leitura superficial compromete a capacidade de análise, compreensão profunda, apreciação estética da linguagem e até a habilidade de identificar informações falsas. Crianças que crescem hiperestimuladas por telas e com pouco contato com livros apresentam menor desempenho acadêmico e maior dificuldade de concentração.
Outro ponto abordado é a dislexia, condição que afeta de 4% a 10% da população. Pessoas com dislexia enfrentam desafios específicos na leitura, mas isso não está relacionado à falta de inteligência. Muitas são altamente criativas e brilhantes, havendo indícios de que gênios como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein tivessem dislexia. A dificuldade, na verdade, está ligada a circuitos cerebrais diferentes dos típicos. Wolf, que tem um filho disléxico, defende que crianças com dislexia precisam ser compreendidas e estimuladas, e não rotuladas como preguiçosas.
A pesquisadora conclui que o antídoto para a crise da leitura está no incentivo diário ao hábito de ler, com o envolvimento de pais e professores como modelos. A leitura deve ser apresentada como um santuário pessoal, um espaço de autonomia, reflexão e desenvolvimento intelectual.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o.ADAPTADO.
O texto aborda a evolução da leitura como uma habilidade construída historicamente, destacando sua influência no cérebro humano, os riscos da leitura superficial na era digital e a importância do estímulo à leitura desde a infância. Esse conteúdo permite reconhecer a tipologia textual predominante, considerando-se a intenção comunicativa e os recursos linguísticos empregados.
Em relação ao tipo textual predominante, é correto afirmar que o texto base é:
Rafaela estava ansiosa para visitar o zoológico pela primeira vez. Quando chegou lá, ficou encantada com a diversidade de animais que nunca tinha visto antes, como girafas, leões e elefantes. Ela passou o dia explorando o lugar, aprendendo sobre cada animal. No fim do passeio, ela prometeu que voltaria para conhecer ainda mais sobre a vida selvagem.
Sobre do que fala o texto? Assinale a alternativa CORRETA:
Nega maluca fofinha:
3 ovos 1 xícara (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de chocolate em pó 1/2 xícara (chá) de óleo 1 xícara (chá) de água quente 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó
Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno a 180 graus Celsius (350 graus Fahrenheit).Unte e enfarinhe uma forma redonda de 25 cm de diâmetro. Em uma tigela grande, bata os ovos com o açúcar até obter uma massa homogênea e fofa. Adicione o chocolate em pó, o óleo, a água quente e a farinha de trigo, alternando com o fermento em pó. Despeje a massa na forma preparada e asse por 30 a 40 minutos, ou até que um palito inserido no centro saia limpo. Deixe o bolo esfriar completamente antes de desenformar.
O texto acima é:
O que fazer para suportar essa tal felicidade?
Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?
Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seleƟvo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.
Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se senƟti à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]
Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!
Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.
Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade? Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 14 jul. 2025. Adaptado.
Tendo em vista, inclusive o segundo parágrafo do texto, a autora afirma que foi contratada pela empresa:
A seguir, são apresentadas estruturas para a redação das cartas, com informações que correspondem corretamente a cada uma delas, EXCETO:
Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.
A palavra “incólume” (último período do segundo parágrafo) está empregada com o mesmo sentido de inalterado.
Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.
No primeiro período do segundo parágrafo, a expressão “a fim de que” inicia oração que expressa a finalidade do que foi afirmado anteriormente no período.