Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3464273 Português
Texto CB1A1

        Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania.

        Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade.

        A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais.

        O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes.

        Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização.

Internet:<https://esginside.com.br>  (com adaptações)

Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.  


No primeiro período do texto, a palavra “ainda” exprime uma circunstância temporal.  

Alternativas
Q3464272 Português
Texto CB1A1

        Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania.

        Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade.

        A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais.

        O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes.

        Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização.

Internet:<https://esginside.com.br>  (com adaptações)

Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue o item que se segue.  


Infere-se do texto que, nas áreas rurais, o acesso à Internet é menor que nas áreas urbanas em razão tanto da instabilidade das redes móveis que atendem a esses locais quanto da necessidade reduzida de uso da Internet pela população fora das zonas urbanas. 

Alternativas
Q3464266 Português
Texto CB1A1

        Falar de acesso à Internet no Brasil é, ainda, falar de desigualdade. Embora a digitalização tenha avançado em diversos segmentos — da educação à economia —, cerca de 20% da população brasileira permanece desconectada ou sem condições de usufruir dos recursos digitais. A democratização da Internet é, portanto, um imperativo de inclusão social, desenvolvimento econômico e cidadania.

        Apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 80% da população com algum tipo de acesso à Internet, o país ainda apresenta um cenário de profundas desigualdades regionais e sociais no que se refere à qualidade, velocidade e estabilidade da conexão. Os dados da pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, revelam que 88% da população urbana está conectada, mas esse índice cai para 60% nas áreas rurais. As regiões Norte e Nordeste apresentam baixos indicadores de infraestrutura de conectividade, sendo ainda dependentes de redes móveis instáveis, enquanto o Sudeste concentra a maior parte dos investimentos em fibra óptica e banda larga de alta velocidade.

        A disparidade segue a lógica de expansão do setor de telecomunicações no país — fortemente orientada pela rentabilidade —, que privilegia centros urbanos e regiões com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE de 2022, enquanto quase 90% dos domicílios localizados no Sudeste têm acesso à Internet, os números caem para cerca de 70% no Norte e no Nordeste, com situação mais grave nas áreas rurais.

        O Brasil enfrenta também um déficit preocupante de letramento digital. Segundo levantamento feito pela ANATEL em 2024, apenas 30% da população brasileira possui habilidades digitais básicas, e menos de 20% atinge um nível intermediário de proficiência em letramento digital. A carência tecnológica forma uma barreira à inserção dessa população no mercado de trabalho e no sistema educacional, além de reforçar a exclusão social. Um ponto preocupante também é que a falta de letramento digital aumenta a vulnerabilidade à desinformação e a fraudes.

        Em um país marcado por desigualdades históricas, a exclusão digital se soma a outras formas de marginalização.

Internet:<https://esginside.com.br>  (com adaptações)

Com base nas ideias veiculadas no texto CB1A1, julgue o item que se segue.  


O texto menciona que, com o aprimoramento da digitalização, a educação e a economia avançaram no Brasil.  

Alternativas
Q3464225 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

         Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
A correção gramatical e as ideias do texto 1A1 seriam preservadas caso a forma verbal “Prescindindo” (último período do texto) fosse substituída por  
Alternativas
Q3464224 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

         Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
No primeiro período do último parágrafo do texto 1A1, o vocábulo “conspícuo” tem o mesmo sentido de 
Alternativas
Q3464221 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

         Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
No último período do terceiro parágrafo do texto 1A1, a locução “podem denotar” poderia ser substituída, mantendo-se a correção gramatical e a coerência textual, por 
Alternativas
Q3464218 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

         Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
Depreende-se dos dois últimos parágrafos do texto 1A1 que  
Alternativas
Q3459283 Português

    A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.


    Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.


    Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.

(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)

Para a autora, a leitura é uma forma de as pessoas
Alternativas
Q3458925 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Na passagem do texto “A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.”, a autora defende a seguinte ideia:
Alternativas
Q3458924 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos linguísticos usados pela autora para construir o texto.

I- Interrogação.
II- Enumeração.
III- Definição.
IV- Denotação.
V- Conotação.

É CORRETO afirmar que a autora, para construir o texto, fez uso dos seguintes recursos linguísticos:
Alternativas
Q3458923 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Na seguinte passagem do texto “Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.”, a leveza da vida está relacionada à
Alternativas
Q3458922 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Na seguinte passagem do texto “Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende?”, a palavra “densa” foi usada como antônima de 
Alternativas
Q3458921 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
De acordo com o texto, para ser mais leve, é necessário
Alternativas
Q3458920 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Na passagem “Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores.”, a palavra “sequestradores” foi usada referindo-se às ações que 
Alternativas
Q3458919 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Por dias mais leves

    Mais leves? Como assim, Jack? Você não enxerga a complexidade do mundo? Sei que muitas pessoas podem reagir dessa maneira ao assunto desta nossa conversa. Justamente por isso, aproveito esse tempinho juntos aqui para contar como eu percebo e tento vivenciar a leveza no meu dia a dia.
    Ser leve não é ser bobo, irresponsável ou indiferente. Ser leve é saber tirar os pesos desnecessários que nós mesmos colocamos em nossas caminhadas. Se colocamos, podemos tirar, certo? Mas, antes, é preciso ter clareza do que nos sobrecarrega, daquilo que faz a vida parecer mais densa do que precisa ser, entende? 1) Sempre que perco minha leveza, revisito seus sequestradores. Quer saber quais são eles? Te conto as oito atitudes que roubam a leveza no dia a dia: controle: porque quero tudo do meu jeito, no meu tempo. E ainda me iludo achando que posso evitar os imprevistos; 2) senso de justiça: estou sempre indignada, carregando a régua do certo e do errado, como se o mundo tivesse que seguir meu manual pessoal; 3) perfeccionismo: um ideal que me maltrata e me exige mais do que posso dar; 4) mágoa: enquanto o outro segue a vida, eu fico carregando uma mala cheia de pedras que só me machucam; 5) preocupação: minha mente fica viciada no que pode dar errado; 6) busca por aprovação: porque dou muito poder ao externo e ao outro; 7) expectativas: espero demais e me frustro sempre; 8) drama: a vida já tem seus desafios, mas eu coloco uma lente de aumento e transformo em tragédia o que poderia ser só um contratempo. [...]
    E você? O que tem pesado aí?
    A verdade é que ser leve não significa ignorar responsabilidades ou viver à deriva. Significa entender que não preciso saber tudo, provar tudo, fazer tudo, controlar tudo.
    Que posso confiar mais. Que a vida não é um boletim escolar no qual estou sendo avaliada. A vida é um livro, e cabe a mim decidir se será um drama arrastado ou uma história fluida, com algumas doses de comédia.
    Ser leve também é parar de buscar informação o tempo todo. Às vezes, o mais libertador é simplesmente admitir: “Só sei que não sei.” Escolho a paz desse momento em vez da fome de informação. Sabe outra coisa que me devolve a leveza? Respeitar o meu ritmo. Porque não adianta tentar seguir o compasso do mundo e esquecer do meu.
    A natureza não dá saltos; ela tem uma cadência. E nós também. Ser leve é respeitar a sua natureza. Ser leve é voltar ao seu estado natural, soltando as amarras do que você deveria ser e abraçando o que verdadeiramente é.


Fonte: PEREIRA, Jacqueline. Por dias mais leves. Disponível em: https://vidasimples.co/vida-simples/por-dias-mais-leves/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado. 
Para a autora, viver com mais leveza significa viver
Alternativas
Q3458820 Português
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

        Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

        Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

        Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

        Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

        Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade? Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista o conceito de felicidade para a autora:
I- Conviver harmoniosamente com amigos e familiares.
II- Ter tempo para refletir sobre os próprios sentimentos.
III- Ter projetos de vida e agir conforme esses projetos.
IV- Negar vivenciar momentos de adversidades e tristezas.
V- Estar, permanentemente, vivendo momentos de alegria.
Estão CORRETOS
Alternativas
Q3458792 Português
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

        Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

        Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

        Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

        Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

        Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade? Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Tendo em vista a estrutura de composição do texto 01, verifica-se a presença de
I- discurso direto. II- subjetividade. III- interrogação. IV- conotação. V- denotação.

Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q3458429 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
O que fazer para suportar essa tal felicidade?

    Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?
    Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.
    Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]
    Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!
    Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade?
Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto 01.
I- O significado do que é ser feliz pode variar de pessoa para pessoa.
II- A demonstração de felicidade é inadmissível quando incomoda o outro.
III- A felicidade de alguém pode deixar algumas pessoas incomodadas.
IV- O sentimento de felicidade está relacionado à transitoriedade.
V- A felicidade como um sentimento permanente é uma meta a ser buscada.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3456908 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Quando me proponho a analisar a complexidade da identidade da educação brasileira, desde a sua formação histórica, passando por seus determinantes políticos e filosóficos, até chegar aos processos curriculares e à organização didática e administrativa da escola, acabo percebendo que deixamos de lado dimensões antropológicas essencialmente humanas, e que hoje são desafios e urgências, analíticas e propositivas. Uma das mais urgentes dimensões a se considerar é a questão da afetividade, a qualidade social e subjetiva das relações pessoais. Não assumimos como importantes ou até mesmo como consideráveis as questões que envolvem a educação afetiva e emocional.


    Afetividade significa educar para a sensibilidade, educar para ter imperativos éticos referentes a outras pessoas, à natureza, à diversidade da vida e do mundo, aos valores, às artes, aos conhecimentos e, sobretudo, à polifonia das personalidades, das diferentes pessoas, culturas, identidades, grupos e movimentos que nos cercam. A vida, em si, é uma grande epifania de vivências, de desabrochamentos de experiências, de vitalidades, emoções, alegrias, perdas e achados!


    Educação afetiva é a criação de uma atmosfera vivencial de sensibilidades, de gestos elevados, esteticamente belos e bons, como aqueles que cultivamos como essenciais. Praticar a palavra acolhedora, a celebrar os encontros, a pedir desculpas pelos erros, pelas contradições, pelos desvios padrões que acontecem entre nossos desejos, nossas necessidades e nossos atos reais é sempre cultivar a paz, a generosidade, a esperança, o bom trato, a convivência pluralista, diversa e amorosa.


    Educação afetiva é erigir alguns valores como “sagrados” para a convivência familiar, escolar e social, tais como a disposição para o trabalho em grupo, a decisão consultiva, as escolhas voltadas ao bem de todos, a paz e a democracia, o respeito à dignidade de toda pessoa, a condenação de toda forma de violência, simbólica ou real, a condenação firme de toda crueldade, de toda covardia, de toda destruição predatória do ecossistema, dos animais, das flores, do meio ambiente, da natureza. Ter sobretudo o sagrado amor à vida, proteger os que precisam de mais afeto, de mais proteção, combater todo sofrimento humano, notadamente aquele socialmente produzido, para que possa ser socialmente transformado.


    Educação afetiva é mudar o olhar para com as crianças, os adolescentes, os jovens. É ser exemplo, é convencer pela palavra e testemunhar com as atitudes. Como cantava o poeta Almir Sater, com seu amigo Renato Teixeira: “É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir!”. Observem bem, a chuva está caindo, a natureza está fazendo a sua parte! Faltam as outras duas disposições para a vida ser melhor!


(César Nunes. “A educação afetiva e a ética da convivência amorosa”. In: Da educação que ama ao amor que educa. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita de trecho do 3° parágrafo preserva o sentido do texto.
Alternativas
Q3456903 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Quando me proponho a analisar a complexidade da identidade da educação brasileira, desde a sua formação histórica, passando por seus determinantes políticos e filosóficos, até chegar aos processos curriculares e à organização didática e administrativa da escola, acabo percebendo que deixamos de lado dimensões antropológicas essencialmente humanas, e que hoje são desafios e urgências, analíticas e propositivas. Uma das mais urgentes dimensões a se considerar é a questão da afetividade, a qualidade social e subjetiva das relações pessoais. Não assumimos como importantes ou até mesmo como consideráveis as questões que envolvem a educação afetiva e emocional.


    Afetividade significa educar para a sensibilidade, educar para ter imperativos éticos referentes a outras pessoas, à natureza, à diversidade da vida e do mundo, aos valores, às artes, aos conhecimentos e, sobretudo, à polifonia das personalidades, das diferentes pessoas, culturas, identidades, grupos e movimentos que nos cercam. A vida, em si, é uma grande epifania de vivências, de desabrochamentos de experiências, de vitalidades, emoções, alegrias, perdas e achados!


    Educação afetiva é a criação de uma atmosfera vivencial de sensibilidades, de gestos elevados, esteticamente belos e bons, como aqueles que cultivamos como essenciais. Praticar a palavra acolhedora, a celebrar os encontros, a pedir desculpas pelos erros, pelas contradições, pelos desvios padrões que acontecem entre nossos desejos, nossas necessidades e nossos atos reais é sempre cultivar a paz, a generosidade, a esperança, o bom trato, a convivência pluralista, diversa e amorosa.


    Educação afetiva é erigir alguns valores como “sagrados” para a convivência familiar, escolar e social, tais como a disposição para o trabalho em grupo, a decisão consultiva, as escolhas voltadas ao bem de todos, a paz e a democracia, o respeito à dignidade de toda pessoa, a condenação de toda forma de violência, simbólica ou real, a condenação firme de toda crueldade, de toda covardia, de toda destruição predatória do ecossistema, dos animais, das flores, do meio ambiente, da natureza. Ter sobretudo o sagrado amor à vida, proteger os que precisam de mais afeto, de mais proteção, combater todo sofrimento humano, notadamente aquele socialmente produzido, para que possa ser socialmente transformado.


    Educação afetiva é mudar o olhar para com as crianças, os adolescentes, os jovens. É ser exemplo, é convencer pela palavra e testemunhar com as atitudes. Como cantava o poeta Almir Sater, com seu amigo Renato Teixeira: “É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir!”. Observem bem, a chuva está caindo, a natureza está fazendo a sua parte! Faltam as outras duas disposições para a vida ser melhor!


(César Nunes. “A educação afetiva e a ética da convivência amorosa”. In: Da educação que ama ao amor que educa. Adaptado)
O autor inicia os três últimos parágrafos do texto com a expressão “Educação afetiva é”. Esse recurso foi empregado para
Alternativas
Respostas
11361: C
11362: E
11363: E
11364: A
11365: B
11366: D
11367: C
11368: C
11369: B
11370: E
11371: D
11372: B
11373: D
11374: A
11375: C
11376: B
11377: E
11378: A
11379: D
11380: C