Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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“A NITTRANS atua no gerenciamento técnico e operacional dos sistemas de transportes, trânsito e viário da cidade, bem como na modernização e eficiência dos sistemas, além da educação e segurança de condutores, passageiros e pedestres.”
Nesse caso, a identificação da NITTRANS ocorre por meio do/da
“Os homens se dividem em duas espécies: os que têm medo de viajar de avião e os que fingem que não têm.”
A estratégia produtora de humor, nessa frase, é
“Precisamente porque o tempo vital do homem é limitado, precisamente porque é mortal, necessita triunfar da distância e da demora. Para um Deus cuja existência é imortal, o automóvel não teria sentido.”
Assinale a afirmação adequada a esse segmento textual.
“Se vai dirigir não beba!”
Assinale a frase abaixo - cujo tema é a embriaguez – que se liga perfeitamente ao tema desse slogan.
“Os adiantamentos dos meios de transporte, conferindo maior mobilidade aos indivíduos, concorrem para a dispersão e a fluidez dos agrupamentos e assim, de modo indireto, para a diluição e afrouxamento dos laços afetivos, incentivando a volubilidade.”
Sobre esse segmento, assinale a afirmação correta em relação à sua estruturação ou significação.
I. Ao abordar o tema, o autor expõe dados comprovados que explicam de forma indiscutível, o motivo que leva pessoas mais velhas a preferirem diminuir os contatos sociais.
II. A comparação do comportamento humano com o de uma espécie de macacos, conforme o texto, se justifica dentro de uma determinada teoria sobre a espécie humana.
III. De acordo com o exposto, não há um consenso entre os especialistas acerca dos fatores que influenciam a redução do número de amigos com o avanço da idade.
IV. Segundo o texto, a redução de amigos à medida que avançam na idade traz problemas de saúde para os idosos.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas de acordo com o texto:
Observe as citações abaixo:
“O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma.” (Mia Couto)
“Te ver e não te querer (…) / É como mergulhar no rio / E não se molhar / É como não morrer de frio/ No gelo polar” (Samuel Rosa, Lelo Zaneti e Chico Amaral)
“Por você eu largo tudo / Vou mendigar, roubar, matar/ Até nas coisas mais banais / Pra mim é tudo ou nunca mais” (Cazuza)
“Não me elegeram / Chefe de nada / O meu cartão de crédito / É uma navalha” (Cazuza)
Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, à figura de linguagem presente nas citações.
Leia os trechos narrativos abaixo:
Trecho 1
“Era uma vez uma casa. A casa tinha um quintal. O quintal tinha um chiqueiro. O chiqueiro tinha três porquinhos. Os porquinhos eram irmãos. O mais velho se chamava Sabugo e era preto. O do meio se chamava Salsicha e era ruivo. E o mais moço se chamava Linguicinha e era malhado.
O quintal era muito pobre. Tinha um cachorro magro, um galo gordo, uma galinha arrepiada e um burro orelhudo.
O cachorro vivia triste porque não encontrava gato para brigar com ele.”
VERÍSSIMO, Érico. “Os três porquinhos pobre” in Gente e bichos. 5 ed., SP, Globo, 1997, p. 35-59 (Adaptado)
Trecho 2
“Começo declarando que me chamo Paulo Honório, peso oitenta e nove quilos e completei cinquenta anos pelo São Pedro. A idade, o peso, as sobrancelhas cerradas e grisalhas, este rosto vermelho e cabeludo, têm-me rendido muita consideração. Quando me faltavam estas qualidades, a consideração era menor.
Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais: adoto-os porque estão no livro de assentamentos de batizados da freguesia.”
RAMOS, Graciliano. São Bernardo.66 ed., RJ, Editora Record, 1996, p. 10 (Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto ao narrador dos trechos apresentados.
Analise o texto abaixo:
Meu avô foi um belo retrato do malando carioca
Este texto é sobre ninguém. Meu avô não foi ninguém. No entanto, que grande homem ele foi para mim. Meu pai era severo e triste, mal o via. Chegava de aviões de guerra e nem olhava. Meu avô não. Me pegava pela mão e me levava para o Jockey, para ver os cavalinhos. Foi uma figura masculina carinhosa em minha vida. […]
Ele me levava ao Maracanã, ele me levava em seu ombro para ver a estrela de néon da cervejaria Black Princess (até hoje me brilha esta supernova na alma), ele, uma vez, deixou-me ver um morto na calçada, navalhado no peito (“Parecia fita do Vasco da Gama”, ele disse) – não me escondeu a tragédia. Me ensinou tudo errado e me salvou. […]
Velho gagá, deu para dizer coisas profundíssimas. Uma vez, já nos anos 70, celebrei para ele as maravilhas lisérgicas do LSD que eu tomara. […] comentou: “Cuidado, Arnaldinho, pois nada é só bom…” Outra vez, vendo passar um ripongão sujo, “bicho-grilo brabo”, comentou: “Olha lá. Um sujeito fingindo de mendigo para esconder que realmente é!…” […]
Meu avô não era ninguém. Mas nunca houve ninguém como ele.
JABOR, Arnaldo. Amor é prosa, sexo é poesia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 23-27. (Adaptado)
Arnaldo Jabor inicia a crônica dizendo que seu avô não era ninguém, mas, no entanto, foi um grande homem para ele.
Ao longo do texto, o autor justifica suas afirmações iniciais apresentando como o avô marcou a sua vida: