Sim, estou apaixonado por Macabéa, a minha querida Maca, apaixonado pela sua feiura e
anonimato total, pois ela não é para ninguém. Apaixonado por seus pulmões frágeis, a magricela.
Quisera eu tanto que ela abrisse a boca e dissesse:
– Eu sou sozinha no mundo e não acredito em ninguém, todos mentem, às vezes até na hora do
amor, eu não acho que um ser fale com o outro, a verdade só me vem quando estou sozinha.
Maca, porém, jamais disse frases, em primeiro lugar por ser de parca palavra. E acontece que não
tinha consciência de si e não reclamava nada, até pensava que era feliz. Não se tratava de uma idiota,
mas tinha a felicidade pura dos idiotas. E também não prestava atenção em si mesma: ela não sabia.
A hora da estrela, Clarice Lispector.
O texto é um exemplo do gênero narrativo, em que
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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