Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3791041 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos


Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.


O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.


A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.


Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.


Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.


O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.
Em relação aos mecanismos de coesão textual presentes na frase, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3790847 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O que comer para regular a glicose


A glicose é o principal combustível do organismo e fornece energia para os movimentos, o pensamento e os batimentos do coração. Quando seu nível no sangue não está adequado, podem surgir graves problemas de saúde. O diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada pelo excesso de glicose, que, ao longo do tempo, provoca danos ao coração, aos vasos sanguíneos, aos olhos, aos rins e aos nervos. O tipo mais comum é o diabetes tipo 2, associado à resistência ou à produção insuficiente de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo controle do açúcar no sangue.


Estima-se que sessenta e dois milhões de pessoas vivam com diabetes tipo 2 no continente americano, número que triplicou desde 1980 e pode chegar a cento e nove milhões em 2040. A doença cresce mais rapidamente em países de renda média e baixa. Para manter a glicose regulada, é fundamental evitar tanto níveis muito altos quanto muito baixos. Em jejum, a glicose deve permanecer em torno de cem miligramas por decilitro; após as refeições, não deve ultrapassar cento e quarenta.


Segundo orientações de especialistas, existe um padrão de alimentação saudável baseado em três pontos: consumir frutas e verduras, eliminar alimentos concentrados em açúcar e reduzir gorduras saturadas, substituindo-as por gorduras monoinsaturadas. Alimentos ricos em fibras, como o farelo de trigo, ajudam na regulação da glicose, assim como a ingestão adequada de líquidos.


As verduras podem ser consumidas em abundância, mas as frutas devem ser ingeridas com moderação. A recomendação mais comum é variar entre duas ou três porções diárias de frutas e verduras. É importante diversificar as cores dos vegetais para garantir a oferta de vitaminas e minerais. Algumas frutas, como a banana, possuem mais açúcar do que outras, como a tangerina. Além disso, o açúcar adicionado ao café e às bebidas deve ser evitado, sendo substituído por adoçantes, embora os não calóricos possam prejudicar a flora intestinal.


Os sucos e refrigerantes também elevam rapidamente a glicose. Um exemplo citado é que, embora o morango pareça mais doce, a batata possui mais açúcar em quantidade. O consumo do alimento inteiro evita picos rápidos de glicose. Hábitos como mastigar bem, comer sentado e respeitar os horários das refeições também contribuem para o controle do açúcar no sangue.


Quanto às gorduras, deve-se reduzir as saturadas, presentes principalmente na gordura animal, e aumentar as monoinsaturadas, como o azeite de oliva. Cerca de vinte mililitros de azeite por dia representam uma quantidade adequada. Para pessoas com diabetes, a orientação é consumir mais frutas, legumes e verduras, evitar açúcar concentrado, reduzir líquidos adoçados e optar por gorduras consideradas positivas.


A prática de atividades físicas é indispensável. Caminhar ao menos sete mil passos por dia, nadar, pedalar ou patinar ajudam no controle da glicose. Permanecer muitas horas sentado é prejudicial à saúde. O consumo moderado de vinho pode beneficiar o sistema cardiovascular, desde que não haja acúmulo em um único dia.


Por fim, o sono também exerce papel essencial na regulação da glicose. Dormir bem, aliado a uma alimentação equilibrada e à atividade física regular, contribui de forma decisiva para manter a glicose em níveis adequados.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr4dq0nxwe2o.adaptado.

O texto apresenta dados sobre o diabetes, sua evolução e os cuidados necessários para manter a glicose em níveis adequados.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3790846 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O que comer para regular a glicose


A glicose é o principal combustível do organismo e fornece energia para os movimentos, o pensamento e os batimentos do coração. Quando seu nível no sangue não está adequado, podem surgir graves problemas de saúde. O diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada pelo excesso de glicose, que, ao longo do tempo, provoca danos ao coração, aos vasos sanguíneos, aos olhos, aos rins e aos nervos. O tipo mais comum é o diabetes tipo 2, associado à resistência ou à produção insuficiente de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo controle do açúcar no sangue.


Estima-se que sessenta e dois milhões de pessoas vivam com diabetes tipo 2 no continente americano, número que triplicou desde 1980 e pode chegar a cento e nove milhões em 2040. A doença cresce mais rapidamente em países de renda média e baixa. Para manter a glicose regulada, é fundamental evitar tanto níveis muito altos quanto muito baixos. Em jejum, a glicose deve permanecer em torno de cem miligramas por decilitro; após as refeições, não deve ultrapassar cento e quarenta.


Segundo orientações de especialistas, existe um padrão de alimentação saudável baseado em três pontos: consumir frutas e verduras, eliminar alimentos concentrados em açúcar e reduzir gorduras saturadas, substituindo-as por gorduras monoinsaturadas. Alimentos ricos em fibras, como o farelo de trigo, ajudam na regulação da glicose, assim como a ingestão adequada de líquidos.


As verduras podem ser consumidas em abundância, mas as frutas devem ser ingeridas com moderação. A recomendação mais comum é variar entre duas ou três porções diárias de frutas e verduras. É importante diversificar as cores dos vegetais para garantir a oferta de vitaminas e minerais. Algumas frutas, como a banana, possuem mais açúcar do que outras, como a tangerina. Além disso, o açúcar adicionado ao café e às bebidas deve ser evitado, sendo substituído por adoçantes, embora os não calóricos possam prejudicar a flora intestinal.


Os sucos e refrigerantes também elevam rapidamente a glicose. Um exemplo citado é que, embora o morango pareça mais doce, a batata possui mais açúcar em quantidade. O consumo do alimento inteiro evita picos rápidos de glicose. Hábitos como mastigar bem, comer sentado e respeitar os horários das refeições também contribuem para o controle do açúcar no sangue.


Quanto às gorduras, deve-se reduzir as saturadas, presentes principalmente na gordura animal, e aumentar as monoinsaturadas, como o azeite de oliva. Cerca de vinte mililitros de azeite por dia representam uma quantidade adequada. Para pessoas com diabetes, a orientação é consumir mais frutas, legumes e verduras, evitar açúcar concentrado, reduzir líquidos adoçados e optar por gorduras consideradas positivas.


A prática de atividades físicas é indispensável. Caminhar ao menos sete mil passos por dia, nadar, pedalar ou patinar ajudam no controle da glicose. Permanecer muitas horas sentado é prejudicial à saúde. O consumo moderado de vinho pode beneficiar o sistema cardiovascular, desde que não haja acúmulo em um único dia.


Por fim, o sono também exerce papel essencial na regulação da glicose. Dormir bem, aliado a uma alimentação equilibrada e à atividade física regular, contribui de forma decisiva para manter a glicose em níveis adequados.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr4dq0nxwe2o.adaptado.

O texto apresenta orientações sobre alimentação e hábitos que auxiliam no controle dos níveis de glicose no sangue.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3790764 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 

Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


Em relação ao mecanismo de coesão textual empregado na articulação entre os períodos, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3790685 Português

A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.


Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade. 


Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.


Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.


O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.


A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado.

O texto caracteriza uma publicação voltada ao público infantil, com narrativas, quadrinhos e conteúdos educativos, que circulou por décadas no Brasil.


De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA quanto à tipologia e ao gênero textual predominantes.

Alternativas
Q3790618 Português
Em um texto acadêmico de divulgação científica, o leitor percebe que o autor introduz conceitos com aparente neutralidade, mas altera sutilmente o valor modal ao longo do texto, reforçando obrigatoriedades na conclusão. A estratégia interpretativa acionada para identificar esse deslocamento é: 
Alternativas
Q3790404 Português
Leia o trecho.
“Meses depois fui para o seminário São José. Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. […]”
Machado de Assis, Dom Casmurro,1994.

Assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem.
Alternativas
Q3790165 Português
Durante visita escolar à Câmara Municipal, o professor Renato solicitou aos alunos que observassem o painel histórico exposto no corredor principal. O grupo encontrou informações sobre os fatos marcantes que compõem a identidade cultural e institucional do município, incluindo acontecimentos, tradições e evolução política local. Ao final da visita, o professor pediu que identificassem o objetivo da seção denominada "Histórias", disponível no portal oficial da Câmara, para explicar aos demais alunos a importância desse acervo. Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3790160 Português
Em uma oficina pedagógica sobre símbolos municipais, o servidor Marcos precisou explicar aos estudantes o significado do Hino de Craíbas. Durante a apresentação, ele destacou que o hino expressa valores relacionados à origem do município, ao orgulho local e à relação histórica com os primeiros proprietários das terras. Após ler alguns trechos oficiais disponíveis no portal institucional, Marcos pediu aos participantes que identificassem o propósito fundamental do hino no fortalecimento da identidade municipal. Com base nessas informações, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3790155 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As três palavras que ajudam a impor limites no trabalho

 

Dizer não ao chefe pode parecer impossível. Em qualquer ambiente profissional, muitos preferem causar boa impressão a correr o risco de decepcionar. No entanto, a ambição pode se tornar um terreno escorregadio: quando menos se percebe, o trabalho já ultrapassou as fronteiras do expediente, invadiu a casa, ocupou fins de semana e reduziu o tempo dedicado à família e aos amigos. Especialistas apontam que aprender a impor limites é a forma mais eficaz de conter essa invasão.


Uma mudança simples no uso da linguagem pode reforçar esses limites, afirma Helen Tupper, consultora de carreira. Ela recomenda substituir 'eu não posso' por 'eu não quero'. Para Tupper, a primeira expressão abre espaço para negociação — as pessoas tentam convencer o interlocutor de que ele, na verdade, consegue realizar a tarefa. Já eu não quero produz um efeito mais definitivo e difícil de contestar. Em situações práticas, sugerem-se afirmações como não participo de reuniões após as dezessete horas de quarta-feira, porque busco meus filhos nesse horário.


A modelo e chef de TV Lorraine Pascale relata que a dificuldade de impor limites contribuiu para seu esgotamento. Além da carreira televisiva, abriu uma confeitaria, publicou livros de receitas e conciliou tudo isso com a criação de sua filha. Afirma que não era boa em dizer não e que o perfeccionismo — como a necessidade de aprovar pessoalmente cada receita — agravava o problema. O burnout manifestou-se física e mentalmente, com reações como evitar o contato com bolos, sensação de aperto no peito, autocrítica intensa, culpa e exaustão. Sua experiência evidencia que o esgotamento pode atingir qualquer pessoa, em qualquer nível, ainda que estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres, em parte devido às responsabilidades familiares adicionais. 


A autora Claire Ashley, após vivenciar o problema, observa que manter um horário rígido para encerrar o expediente ajuda o cérebro a completar o ciclo do estresse e aproveitar o descanso. Contudo, a solução real envolve ajustar metas à capacidade atual, avaliando se os objetivos são razoáveis diante dos recursos emocionais e mentais do momento. No caso de Pascale, isso significou afastar-se da cozinha, iniciar terapia e compreender que elementos tóxicos de sua necessidade de impressionar  tinham raízes na infância em lares adotivos. Depois disso, passou a estudar psicologia e afirma ter retornado à cozinha de forma mais intencional.


Embora estresse e longas jornadas façam parte da vida profissional, estatísticas apontam aumento no número de trabalhadores à beira do limite. Pesquisas indicam que nove em cada dez profissionais experimentaram níveis altos ou extremos de pressão no último ano. Em 2023, mais de quatrocentas pessoas foram afastadas por burnout no Brasil, maior número da década, segundo dados do INSS. O salto — de mais de cento e setenta casos em 2019 para mais de quatrocentos em 2023 — reflete, em parte, os impactos da pandemia. Sentir-se estressado ou esgotado não equivale ao diagnóstico clínico da síndrome, que exige a presença simultânea de exaustão, distanciamento e queda de desempenho, embora sintomas isolados possam sinalizar risco.


Tupper destaca a importância de reconhecer sucessos e evitar comparações, atitude que ajuda cada um a correr a própria corrida. No entanto, nem todos conseguem impor limites facilmente, especialmente em ambientes corporativos hierarquizados. O psiquiatra Richard Duggins afirma que muitos pacientes sentem não ter margem para se posicionar. Ele os incentiva a conversar com seus superiores, pois a maioria dos empregadores, mesmo os mais rígidos, tende a escutar e a fazer ajustes ao entender que prevenir o burnout beneficia a todos. Segundo Duggins, solicitar apoio, negociar carga de trabalho ou buscar maior flexibilidade pode ajudar; caso o ambiente não ofereça mudanças, o trabalhador precisa, então, tomar medidas para se proteger.


Valorizar as diferentes fases da vida também é essencial. É legítimo reconhecer que alguém que trabalha meio período ou possui responsabilidades familiares talvez não consiga acompanhar o ritmo de um colega mais jovem. Como resume Pascale: ser ambicioso é positivo e até bonito, mas é preciso aprender a dizer não com mais frequência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz94gpqvxg2o.adaptado.

A relação entre limites profissionais, saúde mental e condições de trabalho aparece no texto-base como elemento central para compreender os fatores que contribuem para o esgotamento.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3790154 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As três palavras que ajudam a impor limites no trabalho

 

Dizer não ao chefe pode parecer impossível. Em qualquer ambiente profissional, muitos preferem causar boa impressão a correr o risco de decepcionar. No entanto, a ambição pode se tornar um terreno escorregadio: quando menos se percebe, o trabalho já ultrapassou as fronteiras do expediente, invadiu a casa, ocupou fins de semana e reduziu o tempo dedicado à família e aos amigos. Especialistas apontam que aprender a impor limites é a forma mais eficaz de conter essa invasão.


Uma mudança simples no uso da linguagem pode reforçar esses limites, afirma Helen Tupper, consultora de carreira. Ela recomenda substituir 'eu não posso' por 'eu não quero'. Para Tupper, a primeira expressão abre espaço para negociação — as pessoas tentam convencer o interlocutor de que ele, na verdade, consegue realizar a tarefa. Já eu não quero produz um efeito mais definitivo e difícil de contestar. Em situações práticas, sugerem-se afirmações como não participo de reuniões após as dezessete horas de quarta-feira, porque busco meus filhos nesse horário.


A modelo e chef de TV Lorraine Pascale relata que a dificuldade de impor limites contribuiu para seu esgotamento. Além da carreira televisiva, abriu uma confeitaria, publicou livros de receitas e conciliou tudo isso com a criação de sua filha. Afirma que não era boa em dizer não e que o perfeccionismo — como a necessidade de aprovar pessoalmente cada receita — agravava o problema. O burnout manifestou-se física e mentalmente, com reações como evitar o contato com bolos, sensação de aperto no peito, autocrítica intensa, culpa e exaustão. Sua experiência evidencia que o esgotamento pode atingir qualquer pessoa, em qualquer nível, ainda que estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres, em parte devido às responsabilidades familiares adicionais. 


A autora Claire Ashley, após vivenciar o problema, observa que manter um horário rígido para encerrar o expediente ajuda o cérebro a completar o ciclo do estresse e aproveitar o descanso. Contudo, a solução real envolve ajustar metas à capacidade atual, avaliando se os objetivos são razoáveis diante dos recursos emocionais e mentais do momento. No caso de Pascale, isso significou afastar-se da cozinha, iniciar terapia e compreender que elementos tóxicos de sua necessidade de impressionar  tinham raízes na infância em lares adotivos. Depois disso, passou a estudar psicologia e afirma ter retornado à cozinha de forma mais intencional.


Embora estresse e longas jornadas façam parte da vida profissional, estatísticas apontam aumento no número de trabalhadores à beira do limite. Pesquisas indicam que nove em cada dez profissionais experimentaram níveis altos ou extremos de pressão no último ano. Em 2023, mais de quatrocentas pessoas foram afastadas por burnout no Brasil, maior número da década, segundo dados do INSS. O salto — de mais de cento e setenta casos em 2019 para mais de quatrocentos em 2023 — reflete, em parte, os impactos da pandemia. Sentir-se estressado ou esgotado não equivale ao diagnóstico clínico da síndrome, que exige a presença simultânea de exaustão, distanciamento e queda de desempenho, embora sintomas isolados possam sinalizar risco.


Tupper destaca a importância de reconhecer sucessos e evitar comparações, atitude que ajuda cada um a correr a própria corrida. No entanto, nem todos conseguem impor limites facilmente, especialmente em ambientes corporativos hierarquizados. O psiquiatra Richard Duggins afirma que muitos pacientes sentem não ter margem para se posicionar. Ele os incentiva a conversar com seus superiores, pois a maioria dos empregadores, mesmo os mais rígidos, tende a escutar e a fazer ajustes ao entender que prevenir o burnout beneficia a todos. Segundo Duggins, solicitar apoio, negociar carga de trabalho ou buscar maior flexibilidade pode ajudar; caso o ambiente não ofereça mudanças, o trabalhador precisa, então, tomar medidas para se proteger.


Valorizar as diferentes fases da vida também é essencial. É legítimo reconhecer que alguém que trabalha meio período ou possui responsabilidades familiares talvez não consiga acompanhar o ritmo de um colega mais jovem. Como resume Pascale: ser ambicioso é positivo e até bonito, mas é preciso aprender a dizer não com mais frequência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz94gpqvxg2o.adaptado.

A relação entre vida profissional e bem-estar aparece, em diversos relatos contemporâneos, marcada pela dificuldade de estabelecer limites entre rotina de trabalho e tempo pessoal.


De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3790153 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As três palavras que ajudam a impor limites no trabalho

 

Dizer não ao chefe pode parecer impossível. Em qualquer ambiente profissional, muitos preferem causar boa impressão a correr o risco de decepcionar. No entanto, a ambição pode se tornar um terreno escorregadio: quando menos se percebe, o trabalho já ultrapassou as fronteiras do expediente, invadiu a casa, ocupou fins de semana e reduziu o tempo dedicado à família e aos amigos. Especialistas apontam que aprender a impor limites é a forma mais eficaz de conter essa invasão.


Uma mudança simples no uso da linguagem pode reforçar esses limites, afirma Helen Tupper, consultora de carreira. Ela recomenda substituir 'eu não posso' por 'eu não quero'. Para Tupper, a primeira expressão abre espaço para negociação — as pessoas tentam convencer o interlocutor de que ele, na verdade, consegue realizar a tarefa. Já eu não quero produz um efeito mais definitivo e difícil de contestar. Em situações práticas, sugerem-se afirmações como não participo de reuniões após as dezessete horas de quarta-feira, porque busco meus filhos nesse horário.


A modelo e chef de TV Lorraine Pascale relata que a dificuldade de impor limites contribuiu para seu esgotamento. Além da carreira televisiva, abriu uma confeitaria, publicou livros de receitas e conciliou tudo isso com a criação de sua filha. Afirma que não era boa em dizer não e que o perfeccionismo — como a necessidade de aprovar pessoalmente cada receita — agravava o problema. O burnout manifestou-se física e mentalmente, com reações como evitar o contato com bolos, sensação de aperto no peito, autocrítica intensa, culpa e exaustão. Sua experiência evidencia que o esgotamento pode atingir qualquer pessoa, em qualquer nível, ainda que estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres, em parte devido às responsabilidades familiares adicionais. 


A autora Claire Ashley, após vivenciar o problema, observa que manter um horário rígido para encerrar o expediente ajuda o cérebro a completar o ciclo do estresse e aproveitar o descanso. Contudo, a solução real envolve ajustar metas à capacidade atual, avaliando se os objetivos são razoáveis diante dos recursos emocionais e mentais do momento. No caso de Pascale, isso significou afastar-se da cozinha, iniciar terapia e compreender que elementos tóxicos de sua necessidade de impressionar  tinham raízes na infância em lares adotivos. Depois disso, passou a estudar psicologia e afirma ter retornado à cozinha de forma mais intencional.


Embora estresse e longas jornadas façam parte da vida profissional, estatísticas apontam aumento no número de trabalhadores à beira do limite. Pesquisas indicam que nove em cada dez profissionais experimentaram níveis altos ou extremos de pressão no último ano. Em 2023, mais de quatrocentas pessoas foram afastadas por burnout no Brasil, maior número da década, segundo dados do INSS. O salto — de mais de cento e setenta casos em 2019 para mais de quatrocentos em 2023 — reflete, em parte, os impactos da pandemia. Sentir-se estressado ou esgotado não equivale ao diagnóstico clínico da síndrome, que exige a presença simultânea de exaustão, distanciamento e queda de desempenho, embora sintomas isolados possam sinalizar risco.


Tupper destaca a importância de reconhecer sucessos e evitar comparações, atitude que ajuda cada um a correr a própria corrida. No entanto, nem todos conseguem impor limites facilmente, especialmente em ambientes corporativos hierarquizados. O psiquiatra Richard Duggins afirma que muitos pacientes sentem não ter margem para se posicionar. Ele os incentiva a conversar com seus superiores, pois a maioria dos empregadores, mesmo os mais rígidos, tende a escutar e a fazer ajustes ao entender que prevenir o burnout beneficia a todos. Segundo Duggins, solicitar apoio, negociar carga de trabalho ou buscar maior flexibilidade pode ajudar; caso o ambiente não ofereça mudanças, o trabalhador precisa, então, tomar medidas para se proteger.


Valorizar as diferentes fases da vida também é essencial. É legítimo reconhecer que alguém que trabalha meio período ou possui responsabilidades familiares talvez não consiga acompanhar o ritmo de um colega mais jovem. Como resume Pascale: ser ambicioso é positivo e até bonito, mas é preciso aprender a dizer não com mais frequência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz94gpqvxg2o.adaptado.

A discussão sobre esgotamento profissional no texto-base evidencia que enfrentar o burnout depende tanto de atitudes individuais quanto de condições institucionais que permitam ajustes e acolhimento.


De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q3790152 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As três palavras que ajudam a impor limites no trabalho

 

Dizer não ao chefe pode parecer impossível. Em qualquer ambiente profissional, muitos preferem causar boa impressão a correr o risco de decepcionar. No entanto, a ambição pode se tornar um terreno escorregadio: quando menos se percebe, o trabalho já ultrapassou as fronteiras do expediente, invadiu a casa, ocupou fins de semana e reduziu o tempo dedicado à família e aos amigos. Especialistas apontam que aprender a impor limites é a forma mais eficaz de conter essa invasão.


Uma mudança simples no uso da linguagem pode reforçar esses limites, afirma Helen Tupper, consultora de carreira. Ela recomenda substituir 'eu não posso' por 'eu não quero'. Para Tupper, a primeira expressão abre espaço para negociação — as pessoas tentam convencer o interlocutor de que ele, na verdade, consegue realizar a tarefa. Já eu não quero produz um efeito mais definitivo e difícil de contestar. Em situações práticas, sugerem-se afirmações como não participo de reuniões após as dezessete horas de quarta-feira, porque busco meus filhos nesse horário.


A modelo e chef de TV Lorraine Pascale relata que a dificuldade de impor limites contribuiu para seu esgotamento. Além da carreira televisiva, abriu uma confeitaria, publicou livros de receitas e conciliou tudo isso com a criação de sua filha. Afirma que não era boa em dizer não e que o perfeccionismo — como a necessidade de aprovar pessoalmente cada receita — agravava o problema. O burnout manifestou-se física e mentalmente, com reações como evitar o contato com bolos, sensação de aperto no peito, autocrítica intensa, culpa e exaustão. Sua experiência evidencia que o esgotamento pode atingir qualquer pessoa, em qualquer nível, ainda que estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres, em parte devido às responsabilidades familiares adicionais. 


A autora Claire Ashley, após vivenciar o problema, observa que manter um horário rígido para encerrar o expediente ajuda o cérebro a completar o ciclo do estresse e aproveitar o descanso. Contudo, a solução real envolve ajustar metas à capacidade atual, avaliando se os objetivos são razoáveis diante dos recursos emocionais e mentais do momento. No caso de Pascale, isso significou afastar-se da cozinha, iniciar terapia e compreender que elementos tóxicos de sua necessidade de impressionar  tinham raízes na infância em lares adotivos. Depois disso, passou a estudar psicologia e afirma ter retornado à cozinha de forma mais intencional.


Embora estresse e longas jornadas façam parte da vida profissional, estatísticas apontam aumento no número de trabalhadores à beira do limite. Pesquisas indicam que nove em cada dez profissionais experimentaram níveis altos ou extremos de pressão no último ano. Em 2023, mais de quatrocentas pessoas foram afastadas por burnout no Brasil, maior número da década, segundo dados do INSS. O salto — de mais de cento e setenta casos em 2019 para mais de quatrocentos em 2023 — reflete, em parte, os impactos da pandemia. Sentir-se estressado ou esgotado não equivale ao diagnóstico clínico da síndrome, que exige a presença simultânea de exaustão, distanciamento e queda de desempenho, embora sintomas isolados possam sinalizar risco.


Tupper destaca a importância de reconhecer sucessos e evitar comparações, atitude que ajuda cada um a correr a própria corrida. No entanto, nem todos conseguem impor limites facilmente, especialmente em ambientes corporativos hierarquizados. O psiquiatra Richard Duggins afirma que muitos pacientes sentem não ter margem para se posicionar. Ele os incentiva a conversar com seus superiores, pois a maioria dos empregadores, mesmo os mais rígidos, tende a escutar e a fazer ajustes ao entender que prevenir o burnout beneficia a todos. Segundo Duggins, solicitar apoio, negociar carga de trabalho ou buscar maior flexibilidade pode ajudar; caso o ambiente não ofereça mudanças, o trabalhador precisa, então, tomar medidas para se proteger.


Valorizar as diferentes fases da vida também é essencial. É legítimo reconhecer que alguém que trabalha meio período ou possui responsabilidades familiares talvez não consiga acompanhar o ritmo de um colega mais jovem. Como resume Pascale: ser ambicioso é positivo e até bonito, mas é preciso aprender a dizer não com mais frequência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz94gpqvxg2o.adaptado.

A forma como as pessoas escolhem as palavras ao se comunicar pode influenciar a maneira como elas se posicionam no trabalho e conseguem proteger seu tempo pessoal.


De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3790151 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As três palavras que ajudam a impor limites no trabalho

 

Dizer não ao chefe pode parecer impossível. Em qualquer ambiente profissional, muitos preferem causar boa impressão a correr o risco de decepcionar. No entanto, a ambição pode se tornar um terreno escorregadio: quando menos se percebe, o trabalho já ultrapassou as fronteiras do expediente, invadiu a casa, ocupou fins de semana e reduziu o tempo dedicado à família e aos amigos. Especialistas apontam que aprender a impor limites é a forma mais eficaz de conter essa invasão.


Uma mudança simples no uso da linguagem pode reforçar esses limites, afirma Helen Tupper, consultora de carreira. Ela recomenda substituir 'eu não posso' por 'eu não quero'. Para Tupper, a primeira expressão abre espaço para negociação — as pessoas tentam convencer o interlocutor de que ele, na verdade, consegue realizar a tarefa. Já eu não quero produz um efeito mais definitivo e difícil de contestar. Em situações práticas, sugerem-se afirmações como não participo de reuniões após as dezessete horas de quarta-feira, porque busco meus filhos nesse horário.


A modelo e chef de TV Lorraine Pascale relata que a dificuldade de impor limites contribuiu para seu esgotamento. Além da carreira televisiva, abriu uma confeitaria, publicou livros de receitas e conciliou tudo isso com a criação de sua filha. Afirma que não era boa em dizer não e que o perfeccionismo — como a necessidade de aprovar pessoalmente cada receita — agravava o problema. O burnout manifestou-se física e mentalmente, com reações como evitar o contato com bolos, sensação de aperto no peito, autocrítica intensa, culpa e exaustão. Sua experiência evidencia que o esgotamento pode atingir qualquer pessoa, em qualquer nível, ainda que estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres, em parte devido às responsabilidades familiares adicionais. 


A autora Claire Ashley, após vivenciar o problema, observa que manter um horário rígido para encerrar o expediente ajuda o cérebro a completar o ciclo do estresse e aproveitar o descanso. Contudo, a solução real envolve ajustar metas à capacidade atual, avaliando se os objetivos são razoáveis diante dos recursos emocionais e mentais do momento. No caso de Pascale, isso significou afastar-se da cozinha, iniciar terapia e compreender que elementos tóxicos de sua necessidade de impressionar  tinham raízes na infância em lares adotivos. Depois disso, passou a estudar psicologia e afirma ter retornado à cozinha de forma mais intencional.


Embora estresse e longas jornadas façam parte da vida profissional, estatísticas apontam aumento no número de trabalhadores à beira do limite. Pesquisas indicam que nove em cada dez profissionais experimentaram níveis altos ou extremos de pressão no último ano. Em 2023, mais de quatrocentas pessoas foram afastadas por burnout no Brasil, maior número da década, segundo dados do INSS. O salto — de mais de cento e setenta casos em 2019 para mais de quatrocentos em 2023 — reflete, em parte, os impactos da pandemia. Sentir-se estressado ou esgotado não equivale ao diagnóstico clínico da síndrome, que exige a presença simultânea de exaustão, distanciamento e queda de desempenho, embora sintomas isolados possam sinalizar risco.


Tupper destaca a importância de reconhecer sucessos e evitar comparações, atitude que ajuda cada um a correr a própria corrida. No entanto, nem todos conseguem impor limites facilmente, especialmente em ambientes corporativos hierarquizados. O psiquiatra Richard Duggins afirma que muitos pacientes sentem não ter margem para se posicionar. Ele os incentiva a conversar com seus superiores, pois a maioria dos empregadores, mesmo os mais rígidos, tende a escutar e a fazer ajustes ao entender que prevenir o burnout beneficia a todos. Segundo Duggins, solicitar apoio, negociar carga de trabalho ou buscar maior flexibilidade pode ajudar; caso o ambiente não ofereça mudanças, o trabalhador precisa, então, tomar medidas para se proteger.


Valorizar as diferentes fases da vida também é essencial. É legítimo reconhecer que alguém que trabalha meio período ou possui responsabilidades familiares talvez não consiga acompanhar o ritmo de um colega mais jovem. Como resume Pascale: ser ambicioso é positivo e até bonito, mas é preciso aprender a dizer não com mais frequência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz94gpqvxg2o.adaptado.

 A experiência de conciliar trabalho, expectativas pessoais e cuidados com a saúde emocional aparece, no texto-base, como desafio recorrente na vida profissional contemporânea.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3790112 Português
A beleza total

    A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

    A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

    O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe.

    Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 18. (adaptado) 
Qual das alternativas a seguir é um sinônimo para o termo “cintilando”, no trecho “O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.”, na última linha do texto?
Alternativas
Q3790111 Português
A beleza total

    A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

    A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

    O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe.

    Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. 1 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 18. (adaptado) 
No conto “A beleza total”, narra-se a situação da personagem Gertrudes, que tinha uma beleza tão extrema que causava algumas consequências. Assinale a alternativa que NÃO é uma consequência da beleza da personagem: 
Alternativas
Q3789922 Português
Uso de dispositivos eletrônicos por crianças de 2 a 6 anos deve ocorrer apenas com a mediação ativa de adultos, diz projeto de lei aprovado na Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê medidas de proteção para a primeira infância (até 6 anos) no ambiente digital. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o Projeto de Lei 1971/25 foi aprovado nesta quarta-feira (15) na forma de um substitutivo da relatora em Plenário, deputada Flávia Morais (PDT-GO).

    O texto aprovado modifica a lei sobre políticas para a primeira infância (Lei 13.257/16) para considerar área prioritária, no âmbito das políticas públicas destinadas a esse público, a proteção no ambiente digital. O objetivo é garantir que o uso das tecnologias digitais seja realizado de forma segura, saudável, consciente e apenas quando estritamente necessário para resguardar o melhor interesse da criança.

    Segundo a relatora, o texto resgata propostas do grupo de trabalho criado pela Câmara para debater a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. "Entre as principais recomendações destacam-se o fortalecimento do sistema de garantias de direitos, a criação de políticas de prevenção baseadas em evidências científi cas, a estruturação de redes de apoio a famílias e escolas, e o combate ao trabalho infantil digital disfarçado de infl uência", disse Flávia Morais.

    A deputada destacou que o projeto também valoriza "as experiências presenciais, as interações humanas, as atividades lúdicas e as brincadeiras reais como eixos centrais do desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social".

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/direitos-humanos/2025/10/1057255-uso-dedispositivos-eletronicos-por-criancas-de-2-a-6-anos-deve-ocorrer-apenas-com-amediacao-ativa-de-adultos-diz-projeto-de-lei-aprovado-na-camara.html. Acesso em 18/10/2025
O trecho “O objetivo é garantir que o uso das tecnologias digitais seja realizado de forma segura, saudável, consciente e apenas quando estritamente necessário para resguardar o melhor interesse da criança” (3º parágrafo) estabelece, no contexto de uso, uma relação de:
Alternativas
Q3789921 Português
Uso de dispositivos eletrônicos por crianças de 2 a 6 anos deve ocorrer apenas com a mediação ativa de adultos, diz projeto de lei aprovado na Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê medidas de proteção para a primeira infância (até 6 anos) no ambiente digital. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o Projeto de Lei 1971/25 foi aprovado nesta quarta-feira (15) na forma de um substitutivo da relatora em Plenário, deputada Flávia Morais (PDT-GO).

    O texto aprovado modifica a lei sobre políticas para a primeira infância (Lei 13.257/16) para considerar área prioritária, no âmbito das políticas públicas destinadas a esse público, a proteção no ambiente digital. O objetivo é garantir que o uso das tecnologias digitais seja realizado de forma segura, saudável, consciente e apenas quando estritamente necessário para resguardar o melhor interesse da criança.

    Segundo a relatora, o texto resgata propostas do grupo de trabalho criado pela Câmara para debater a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. "Entre as principais recomendações destacam-se o fortalecimento do sistema de garantias de direitos, a criação de políticas de prevenção baseadas em evidências científi cas, a estruturação de redes de apoio a famílias e escolas, e o combate ao trabalho infantil digital disfarçado de infl uência", disse Flávia Morais.

    A deputada destacou que o projeto também valoriza "as experiências presenciais, as interações humanas, as atividades lúdicas e as brincadeiras reais como eixos centrais do desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social".

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/direitos-humanos/2025/10/1057255-uso-dedispositivos-eletronicos-por-criancas-de-2-a-6-anos-deve-ocorrer-apenas-com-amediacao-ativa-de-adultos-diz-projeto-de-lei-aprovado-na-camara.html. Acesso em 18/10/2025
O modo de organização discursiva predominante no texto é o:
Alternativas
Q3789919 Português
Uso de dispositivos eletrônicos por crianças de 2 a 6 anos deve ocorrer apenas com a mediação ativa de adultos, diz projeto de lei aprovado na Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê medidas de proteção para a primeira infância (até 6 anos) no ambiente digital. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o Projeto de Lei 1971/25 foi aprovado nesta quarta-feira (15) na forma de um substitutivo da relatora em Plenário, deputada Flávia Morais (PDT-GO).

    O texto aprovado modifica a lei sobre políticas para a primeira infância (Lei 13.257/16) para considerar área prioritária, no âmbito das políticas públicas destinadas a esse público, a proteção no ambiente digital. O objetivo é garantir que o uso das tecnologias digitais seja realizado de forma segura, saudável, consciente e apenas quando estritamente necessário para resguardar o melhor interesse da criança.

    Segundo a relatora, o texto resgata propostas do grupo de trabalho criado pela Câmara para debater a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. "Entre as principais recomendações destacam-se o fortalecimento do sistema de garantias de direitos, a criação de políticas de prevenção baseadas em evidências científi cas, a estruturação de redes de apoio a famílias e escolas, e o combate ao trabalho infantil digital disfarçado de infl uência", disse Flávia Morais.

    A deputada destacou que o projeto também valoriza "as experiências presenciais, as interações humanas, as atividades lúdicas e as brincadeiras reais como eixos centrais do desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social".

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/direitos-humanos/2025/10/1057255-uso-dedispositivos-eletronicos-por-criancas-de-2-a-6-anos-deve-ocorrer-apenas-com-amediacao-ativa-de-adultos-diz-projeto-de-lei-aprovado-na-camara.html. Acesso em 18/10/2025
Segundo o texto, o principal objetivo da modifi cação na Lei 13.257/16 acerca da proteção digital para crianças até 6 anos é: 
Alternativas
Q3789778 Português
Considere o período:
A divulgação precipitada dos dados comprometeu a clareza do relatório, levando o público a interpretações equivocadas.
Assinale a alternativa cuja reescrita preserva integralmente o sentido sem modificar as relações causais e a hierarquia informacional: 
Alternativas
Respostas
7201: D
7202: D
7203: D
7204: A
7205: C
7206: D
7207: C
7208: B
7209: D
7210: A
7211: C
7212: B
7213: A
7214: B
7215: B
7216: E
7217: C
7218: A
7219: B
7220: A