“ Ascende”, dizia o ascensorista. Depois: “ Eleva-se.”
“Para cima.” “Para o alto.” Escalando.” Quando
perguntavam: “Sobe ou desce?”, respondia: “A
primeira alternativa.” Depois dizia “Descende”, “Ruma
para baixo”, “Cai controladamente.” “ A segunda
alternativa.” “ Gosto de improvisar”, justificava-se. Mas
como toda a arte tende para o excesso, chegou ao
preciosismo. Quando perguntavam “Sobe?”, respondia:
“É o que veremos..." Nem todo o mundo compreendia,
mas alguns os instigavam. Quando comentavam que
devia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele
respondia: “Tem seus altos e baixos”, como esperavam.
Respondia, criticamente, que era melhor que trabalhar
em escala, ou que não se importava, embora o seu
sonho fosse um dia, comandar alguma coisa que
andasse para os lados. E quando ele perdeu o emprego,
porque substituíram o elevador antigo do prédio por
um moderno automático, daqueles que têm música
ambiental, disse: “Era só me pedirem – eu também
canto.”
(Luis Fernando Veríssimo – jornal O Globo, 2002)
A crônica de Luís Fernando Veríssimo ironiza a perda
de individualidade e criatividade no mundo moderno.
No desfecho do texto, o ascensorista é substituído por
um elevador automático com música. A sua fala final —
"Era só me pedirem ― eu também canto!" — encerra a
narrativa com uma crítica que ressalta a:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
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Parabéns! Você acertou!
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