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Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 93.692 questões

Q1702462 Português
Leitura, escrita e oralidade


Uma primeira orientação para aprimorar as aulas de Língua Portuguesa tem a ver com a definição de um programa de prioridades, que é, sem dúvida, o desenvolvimento de saberes em relação à leitura e à escrita. Na prática, o desenvolvimento de competências em leitura e escrita deveria vir antes de tudo. O que levaria a escola a promover, todos os dias, e não apenas eventualmente, diferentes atividades de leitura e de escrita.

A atenção do professor de Língua Portuguesa poderia, assim, estar voltada para descobrir, no que acontece na escola e em seu redor, motivações para essa prática de ensino de leitura e escrita, que, assim, seriam contextualmente diversificadas, pois cada dia é um novo dia. O ensino da nomenclatura de certas categorias gramaticais não deveria ocupar os primeiros interesses da criança no ambiente educacional.

Dessa forma, nas primeiras séries do Ensino Fundamental, não caberia o ensino de particularidades gramaticais, como, por exemplo, as diferenças entre ditongo crescente e ditongo decrescente, ou, pior ainda, o reconhecimento de dígrafos nasais, ou a contagem de letras e fonemas de uma palavra. A prioridade deve ser levar os alunos a lerem e escreverem.

Mas… ler e escrever o quê?

Textos, textos, textos. Inclusive os literários. Não frases soltas, inventadas, descontextualizadas, vazias de sentido e de função. Textos de diferentes gêneros (listas, avisos, recomendações, recados, mensagens, notas, poemas, resumos, bilhetes, cartas, provérbios, formulação de perguntas, respostas a questões...). Basta ver o que circula à nossa volta ou que está estampado em outdoors, cartazes, paredes das escolas, dos estabelecimentos públicos, das lojas, das igrejas. Basta estar atento à multiplicidade de textos com os quais a gente convive no dia a dia.

O interesse por encontrar objetos de leitura e de escrita pode ser também um cuidado dos alunos: eles podem passar a enxergar a leitura e a escrita não como coisas restritas ao mundo da escola, mas como coisas do seu dia a dia social, como ações que fazem parte diretamente de sua vida como participantes de grupos, de comunidades, com necessidades que só serão atendidas pelas atividades da linguagem.

Concretamente, em face das novas configurações do mundo virtual, as demandas pela ação da linguagem tornam-se imperiosas e imprescindíveis. Portanto, textos: todos os dias. Lidos, falados, entendidos e escritos. Exercitar a prática de ensino. Sem pressa para a introdução das categorias gramaticais. Não existem textos sem gramática.

Ou seja, a gramática está lá, compondo, com o vocabulário e o contexto, os sentidos que os textos expressam. Sem pressa na explanação de definições, categorias, subcategorias, sobretudo aquelas da morfologia e da sintaxe. Prioridade para a interpretabilidade da linguagem; para os sentidos expressos e para as intenções pretendidas pelos textos.

Uma terceira orientação para enriquecer as aulas de Língua Portuguesa seria conceder espaço também à exploração das atividades que envolvem a oralidade, em contextos mais formais. Por exemplo, que os alunos tenham a oportunidade de participar como debatedores ou como ouvintes de discussões, de debates, defendendo ou refutando pontos de vista, ligados às questões que mais de perto atingem suas vidas. As normas que regulam e disciplinam a vida na escola poderiam ser objeto dessas discussões, favorecendo a participação de todos na promoção do bem comum e da satisfação dos interesses da coletividade.


Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/2FSZO4t.
Leia o texto 'Leitura, escrita e oralidade' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Segundo o texto, os outdoors, os cartazes, as paredes das escolas, os estabelecimentos públicos, as lojas e as igrejas são exemplos de locais onde podem ser encontrados textos que podem ser usados para aprimorar as aulas de língua portuguesa.

II. De acordo com o texto, basta estar atento à multiplicidade de textos com os quais a criança convive no seu dia a dia para perceber que o objetivo das aulas de Língua Portuguesa é consolidar, na perspectiva do aluno, o modelo formal e correto de linguagem, livre das distorções da comunicação cotidiana e informal.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702461 Português
Leitura, escrita e oralidade


Uma primeira orientação para aprimorar as aulas de Língua Portuguesa tem a ver com a definição de um programa de prioridades, que é, sem dúvida, o desenvolvimento de saberes em relação à leitura e à escrita. Na prática, o desenvolvimento de competências em leitura e escrita deveria vir antes de tudo. O que levaria a escola a promover, todos os dias, e não apenas eventualmente, diferentes atividades de leitura e de escrita.

A atenção do professor de Língua Portuguesa poderia, assim, estar voltada para descobrir, no que acontece na escola e em seu redor, motivações para essa prática de ensino de leitura e escrita, que, assim, seriam contextualmente diversificadas, pois cada dia é um novo dia. O ensino da nomenclatura de certas categorias gramaticais não deveria ocupar os primeiros interesses da criança no ambiente educacional.

Dessa forma, nas primeiras séries do Ensino Fundamental, não caberia o ensino de particularidades gramaticais, como, por exemplo, as diferenças entre ditongo crescente e ditongo decrescente, ou, pior ainda, o reconhecimento de dígrafos nasais, ou a contagem de letras e fonemas de uma palavra. A prioridade deve ser levar os alunos a lerem e escreverem.

Mas… ler e escrever o quê?

Textos, textos, textos. Inclusive os literários. Não frases soltas, inventadas, descontextualizadas, vazias de sentido e de função. Textos de diferentes gêneros (listas, avisos, recomendações, recados, mensagens, notas, poemas, resumos, bilhetes, cartas, provérbios, formulação de perguntas, respostas a questões...). Basta ver o que circula à nossa volta ou que está estampado em outdoors, cartazes, paredes das escolas, dos estabelecimentos públicos, das lojas, das igrejas. Basta estar atento à multiplicidade de textos com os quais a gente convive no dia a dia.

O interesse por encontrar objetos de leitura e de escrita pode ser também um cuidado dos alunos: eles podem passar a enxergar a leitura e a escrita não como coisas restritas ao mundo da escola, mas como coisas do seu dia a dia social, como ações que fazem parte diretamente de sua vida como participantes de grupos, de comunidades, com necessidades que só serão atendidas pelas atividades da linguagem.

Concretamente, em face das novas configurações do mundo virtual, as demandas pela ação da linguagem tornam-se imperiosas e imprescindíveis. Portanto, textos: todos os dias. Lidos, falados, entendidos e escritos. Exercitar a prática de ensino. Sem pressa para a introdução das categorias gramaticais. Não existem textos sem gramática.

Ou seja, a gramática está lá, compondo, com o vocabulário e o contexto, os sentidos que os textos expressam. Sem pressa na explanação de definições, categorias, subcategorias, sobretudo aquelas da morfologia e da sintaxe. Prioridade para a interpretabilidade da linguagem; para os sentidos expressos e para as intenções pretendidas pelos textos.

Uma terceira orientação para enriquecer as aulas de Língua Portuguesa seria conceder espaço também à exploração das atividades que envolvem a oralidade, em contextos mais formais. Por exemplo, que os alunos tenham a oportunidade de participar como debatedores ou como ouvintes de discussões, de debates, defendendo ou refutando pontos de vista, ligados às questões que mais de perto atingem suas vidas. As normas que regulam e disciplinam a vida na escola poderiam ser objeto dessas discussões, favorecendo a participação de todos na promoção do bem comum e da satisfação dos interesses da coletividade.


Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/2FSZO4t.
Leia o texto 'Leitura, escrita e oralidade' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O texto afirma que, quando as aulas de Língua Portuguesa priorizam a leitura e a escrita, a gramática também está lá, compondo, com o vocabulário e o contexto, os sentidos que os textos expressam. Assim, não há pressa na explanação de definições, categorias, subcategorias, sobretudo aquelas da morfologia e da sintaxe, de acordo com o texto.

II. Na prática, o desenvolvimento de competências em leitura e na escrita deve vir após a compreensão clara sobre as normas e técnicas da língua, de acordo com o texto.

III. O interesse por encontrar objetos de leitura e de escrita pode ser um cuidado dos alunos, afirma o texto. Assim, eles podem passar a enxergar a leitura e a escrita não como coisas restritas ao mundo da escola, mas como coisas do seu dia a dia social, como ações que fazem parte diretamente de sua vida como participantes de grupos, de comunidades, com necessidades que só serão atendidas pelas atividades da linguagem, de acordo com o texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702459 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. Uma metáfora é um recurso que tem a função de persuadir o leitor, convencendo-o a aceitar uma ideia imposta pelo texto. É bastante presente em manifestos e cartas abertas. Quando também mostra fatos para embasar (justificar) a argumentação, se torna um elemento argumentativo.

II. Costuma-se nomear o mecanismo coesivo referencial de catafórico (ou catáfora) ou anafórico (ou anáfora), conforme o posicionamento que ele ocupa em relação ao referente. Se surgir antes do referente, será catafórico. Se surgir depois, retomando-o, será anafórico.

III. A analogia é utilizada em um texto sempre que se deseja expressar ideias, valores e crenças com o objetivo específico de propor a reflexão ou o debate de ideias. Essa figura de linguagem é denotativa e utilizada apenas em textos formais ou de caráter técnico.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702458 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. É possível elaborar sequências com elementos coesivos que não constituem um texto, por faltar-lhes coerência. Tais como o exemplo a seguir: “O dia está bonito, pois ontem encontrei seu irmão no cinema. Não gosto de ir ao teatro porque lá há muitos filmes divertidos”.

II. A nominalização é o emprego de um verbo que remete a um substantivo enunciado anteriormente. Por exemplo: “Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino”. Nesse exemplo, o advérbio “testemunho” remete o enunciador (“leitor”) para o substantivo “testemunhar”.

III. A hipérbole é uma figura de linguagem usada para se contar um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Ela é usada pelo autor para se referir a objetos do mundo real e costuma estar presente em notícias e textos jornalísticos. A hipérbole também é muito comum e bastante útil em poemas, canções e textos instrucionais.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702457 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. A coesão é uma espécie de costura. Assim, seja interrelacionando orações, períodos, parágrafos ou, ainda, segmentos maiores − como um parágrafo final conclusivo que se articula a todos os parágrafos antecedentes, ou até mesmo a articulação de capítulos entre si – os mecanismos coesivos estabelecem um entrelaçamento na superfície textual.

II. A metonímia trata de análises e interpretações em um texto construído em versos. É sempre escrita no presente, pois o seu valor é atemporal. A metonímia é constituída para introduzir um assunto a ser discutido ou apresentado. Podese dizer que essa figura de linguagem é utilizada em textos argumentativos apenas para expor o ponto de vista do autor.

III. A coesão referencial é o tipo de coesão que se caracteriza por apresentar um componente da superfície do texto fazendo remissão a outros elementos do universo textual numa relação de dependência semântica.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702456 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. A símile é uma figura de linguagem que atribui objetividade e dá ao texto um valor universal ao utilizar uma linguagem pouco formal e termos no plural para descrever características do sujeito de uma oração. Em outras palavras, o objetivo da símile é tornar o texto facilmente compreensível para leitores com menor nível de educação formal.

II. O epíteto é uma comparação quantitativa atribuída a alguém em função de algum feito memorável. Por exemplo: “Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo”. Nesse exemplo, o substantivo “Glauber Rocha” foi substituído pelo qualificativo “cinema brasileiro”.

III. Se bem utilizada, a coesão contribui de forma decisiva para que o tema tratado se mantenha ao mesmo tempo em que progride, acabando por se tornar um dos recursos responsáveis pela coerência textual.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702455 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. Há textos que não possuem elementos coesivos, o que atesta não ser a coesão uma condição necessária para que uma determinada sequência verbal seja tida como texto.

II. A coesão sequencial se caracteriza pela possibilidade de tornar mais clara a progressão do tema do texto.

III. O exemplo seguinte apresenta um texto elaborado com enunciados sem coesão entre si, mas que possui sentido e pode ser interpretado: “Olhar fito no horizonte. Apenas o mar imenso. Nenhum sinal de vida humana. Tentativa desesperada de recordar alguma coisa. Nada”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702454 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. A coesão textual compreende uma série de processos da língua que têm por função principal estabelecer relações linguísticas significativas entre os elementos de um texto.

II. Em um texto, a repetição de nome próprio ou parte dele através da reiteração total ou parcial de um nome próprio (de pessoa, de lugares etc.) torna o texto menos compreensível ao leitor, como pode ser visto no exemplo: “Lígia Fagundes Telles é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade. Lígia é autora de ‘Antes do baile verde’, um dos melhores livros de contos de nossa literatura”.

III. A elipse é a supressão de um elemento linguístico anterior ou posteriormente enunciado. Por exemplo: “tinha uma voz inconfundível e foi apreciada por mais de duas gerações. Elis Regina marcou uma fase da MPB”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702453 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. A sinestesia é a figura de linguagem que permite ao autor fazer um retrato escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o pronome, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, essa figura de linguagem permite ao leitor entender um contesto histórico e, por isso, a sinestesia é um elemento quase obrigatório em textos técnicos e científicos.

II. Em uma dissertação, a perífrase é utilizada para analisar, interpretar, explicar e avaliar dados da realidade. O autor, ao utilizar a perífrase, deve, obrigatoriamente, citar dados ou estatísticas que fundamentam a sua opinião. Ou seja, a perífrase requer um pouco de reflexão, pois as opiniões sobre os fatos e a postura crítica em relação ao que se discute têm grande importância.

III. Em um texto, os numerais podem ser usados para substituírem seus respectivos referentes textuais. Por exemplo: “não se pode dizer que toda a turma esteja mal preparada. Um terço pelo menos parece estar dominando o assunto”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702452 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. A coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja texto. No entanto, o uso de elementos coesivos dá ao texto mais legibilidade, explicitando os tipos de relações estabelecidas entre os elementos linguísticos que o compõem.

II. A metonímia é o processo de substituição de uma palavra por outra, fundamentada numa relação de contiguidade semântica. Ou seja, quando essas palavras não possuem qualquer relação de sentido entre si. Por exemplo: “O governo tem-se preocupado com os índices de inflação. O Planalto diz que não aceita qualquer remarcação de preço”.

III. A pronominalização é a substituição do referente por um pronome (ele, a, isso...) ou por um advérbio (aqui, ali, lá, aí). Por exemplo: “vitaminas fazem bem à saúde. Mas não devemos tomá-las ao acaso”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1702129 Português
É muito comum, na Língua Portuguesa, a produção de sentenças que carregam mais de um significado, aspecto que, em alguns casos, pode gerar problemas de compreensão. Esse fenômeno é exemplificado na tirinha abaixo.
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a alternativa que nomeia o processo linguístico abordado.
Alternativas
Q1702086 Português
Leia atentamente a canção Alucinação, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão.

Alucinação

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais 

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia a dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais 

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans¹ e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais 

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre 

Que canta e requebra
É demais!

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
Play it cool, baby²
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida 

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais 

¹ Blue jeans: calça de tecido jean azul.

² Play it cool, baby: fique tranquilo, querido.



Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – É possível afirmar que o eu lírico nega teorias em favor de uma vivência prática do cotidiano.

II – A figura de linguagem presente em “cravos, espinhas no rosto” é metonímia.

III – Para o eu lírico, o cotidiano é permeado por situações de violência, marginalidade e solidão.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q1702085 Português
Leia atentamente a canção Alucinação, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão.

Alucinação

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais 

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia a dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais 

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans¹ e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais 

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre 

Que canta e requebra
É demais!

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
Play it cool, baby²
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida 

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais 

¹ Blue jeans: calça de tecido jean azul.

² Play it cool, baby: fique tranquilo, querido.



Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – O eu lírico apresenta ao longo do poema um interesse por teorias esotéricas, ligadas ao que é real.

II – As alucinações do eu lírico estão relacionadas a experiências etéreas, como o cotidiano.

III – É possível afirmar que o eu lírico se interessa pela preservação daquilo que ele vivencia e observa.


É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q1702061 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



Pelo contexto narrativo, o segundo atropelamento foi causado por um Apollo, carro produzido nos anos 90 pela montadora Volkswagen. Apolo é também um dos principais deuses da mitologia greco-romana. Essa interessante relação intertextual é explorada pelo autor ao final da crônica. Levando em consideração essas informações e o contexto, assinale a alternativa que contenha a melhor acepção do termo grifado contido na passagem “A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo”:
Alternativas
Q1702060 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



O texto é uma crônica, o que justifica o uso de uma variante linguística mais informal. Se reescrevêssemos a passagem “Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento” pluralizando o termo bebê, considerando apenas a variante formal delimitada pela gramática normativa, teríamos:
Alternativas
Q1702059 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



Em “Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança”, o termo em destaque estabelece, com o período anterior, ideia de:
Alternativas
Q1702058 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



Considerando a passagem “Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida” e o texto como um todo, é correto afirmar que a forma verbal em destaque:
Alternativas
Q1702057 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



A passagem “Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso” é:
Alternativas
Q1701778 Português

(Disponível em: https://exame.com/blog/nosso-olhar/para-criar-uma-geracao-nao-violenta-

precisamos-de-igualdade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego da expressão “já que” (l. 04), analise as assertivas a seguir:
I. Trata-se de conjunção subordinativa causal, pois introduz a causa da ação expressa pela oração anterior. II. Ela poderia ser substituída por “de modo que” sem alteração do sentido do texto. III. Sua substituição pela conjunção “uma vez que” obrigaria a realização de alterações no período a fim de que se mantivesse a correção gramatical.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1701000 Português

TEXTO 1

A CRIAÇÃO DO MUNDO

(Revista e diminuída)


E no princípio era o verbo
depois o advérbio e o composto
veio então a raiz quadrada
povoar de teoremas as águas
do cérebro
como toda ciência – e muita, mas
muita paciência – criou
toda matéria que há
separando a geografia o
mar da terra
lá pela hora do recreio
veio a arte e a história
dar seus palpites
e foi depois da sétima aula
que o Professor descansou
não sem antes passar dois
mil anos de lição de casa
para que todos aprendessem
um pouco de tudo que há no mundo
e não levasse bomba no fim do ano.

(Ulisses Tavares, Viva a poesia, 1997, p. 48).


TEXTO 2

O melhor de Calvin Bill Watterson
Fonte: O Estado de S. Paulo, 6 nov. 2008.
Com base na tipologia textual e tendo em vista a estrutura e a finalidade textual, o Texto 2 classifica-se como, predominantemente,
Alternativas
Respostas
47901: B
47902: C
47903: B
47904: B
47905: C
47906: B
47907: D
47908: C
47909: B
47910: C
47911: A
47912: A
47913: A
47914: B
47915: A
47916: B
47917: B
47918: A
47919: A
47920: C