Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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No pensamento acima, ao associar a “aparência” à ação de dizer e a “poesia” à ação de mostrar, vigora aí a seguinte figura de linguagem:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Amizades definitivas
Amizade vai além do momento.
É comum ser amigo de contextos idênticos e se distanciar com os hábitos diferentes.
Quando você está solteiro, o normal é fazer cumplicidade com quem frequenta festas e não se apega a uma relação. Quando está casado, o normal é criar laços com outros casais e privilegiar jantares e viagens. Quando está com filhos, o normal é sair com quem também está conhecendo as manhas e as longas manhãs dos bebês.
Amizade verdadeira ultrapassa a normalidade e o oportunismo do convívio.
Estas nem são amizades verdadeiras, mas afinidades circunstanciais. São colegas de uma época, de uma fase, de um estilo. Acabam unidos provisoriamente por um gosto, circunscritos a uma vizinhança etária. Desaparecem diante de nossa primeira mudança, de nossa primeira transformação de personalidade.
Permanecem quando há um interesse imediato, um arranjo benéfico do cotidiano, e somem quando não existe mais uma desculpa para se ver e se ouvir. Dependem de um pretexto para se manter próximos.
Os conhecidos da academia ficarão no passado dos halteres assim que cansarmos dos treinos. Os conhecidos da faculdade ficarão na lembrança do quadro negro assim que nos formarmos. Os conhecidos dos cursos de idiomas ficarão nos livros de exercícios assim que dominarmos uma nova língua.
Amigo mesmo é (...) aquele que se separou e não amaldiçoa nossa paixão recente. É aquele que não tem emprego fixo e não inveja o nosso sucesso. É aquele que não tem nenhum problema grave e escuta com paciência e atenção as nossas lamúrias.
Não é o de empatia fácil, feita de experiências semelhantes: só porque atravessa a fossa entende a nossa fossa, só porque transborda de alegria festeja a nossa alegria. Amigo não dá nem para contar nos dedos, pois sempre estará segurando nossa mão.
CARPINEJAR, Fabrício. Amizades definitivas. 4 crônicas
sobre amizade. Disponível em
<https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-sobreamizade-fabricio-carpinejar>.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Amizades definitivas
Amizade vai além do momento.
É comum ser amigo de contextos idênticos e se distanciar com os hábitos diferentes.
Quando você está solteiro, o normal é fazer cumplicidade com quem frequenta festas e não se apega a uma relação. Quando está casado, o normal é criar laços com outros casais e privilegiar jantares e viagens. Quando está com filhos, o normal é sair com quem também está conhecendo as manhas e as longas manhãs dos bebês.
Amizade verdadeira ultrapassa a normalidade e o oportunismo do convívio.
Estas nem são amizades verdadeiras, mas afinidades circunstanciais. São colegas de uma época, de uma fase, de um estilo. Acabam unidos provisoriamente por um gosto, circunscritos a uma vizinhança etária. Desaparecem diante de nossa primeira mudança, de nossa primeira transformação de personalidade.
Permanecem quando há um interesse imediato, um arranjo benéfico do cotidiano, e somem quando não existe mais uma desculpa para se ver e se ouvir. Dependem de um pretexto para se manter próximos.
Os conhecidos da academia ficarão no passado dos halteres assim que cansarmos dos treinos. Os conhecidos da faculdade ficarão na lembrança do quadro negro assim que nos formarmos. Os conhecidos dos cursos de idiomas ficarão nos livros de exercícios assim que dominarmos uma nova língua.
Amigo mesmo é (...) aquele que se separou e não amaldiçoa nossa paixão recente. É aquele que não tem emprego fixo e não inveja o nosso sucesso. É aquele que não tem nenhum problema grave e escuta com paciência e atenção as nossas lamúrias.
Não é o de empatia fácil, feita de experiências semelhantes: só porque atravessa a fossa entende a nossa fossa, só porque transborda de alegria festeja a nossa alegria. Amigo não dá nem para contar nos dedos, pois sempre estará segurando nossa mão.
CARPINEJAR, Fabrício. Amizades definitivas. 4 crônicas
sobre amizade. Disponível em
<https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-sobreamizade-fabricio-carpinejar>.
“Professores são antes de tudo trabalhadores. Pessoas que possuem rotinas, direitos, contas a pagar, seres que sonham em conquistar reconhecimento, respeito e, claro, transformar o mundo, mas sem esperar que isso seja um fardo ou um sonho heroico de cinema. O professor se torna um agente transformador quando reconhece seus limites e os dos outros – é aí que ele opera grandes transformações, por vezes silenciosas e de longa duração.”
Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br (adaptado)
O coesivo “quando” em “O professor se torna um agente transformador quando reconhece seus limites e os dos outros...” poderia ser substituído, sem alteração do sentido original do texto, por:
“Buscar um melhor ordenamento do ambiente urbano primando pela qualidade de vida da população é trabalhar por uma cidade sustentável. Melhorar a mobilidade urbana, a poluição sonora e atmosférica, o descarte de resíduos sólidos, eficiência energética, economia de água, entre outros aspectos, contribuem para tornar uma cidade sustentável.”
Disponível em: https://antigo.mma.gov.br
A última oração do texto acima expressa valor semântico de:
“No mundo da emoção as palavras-chaves são ‘treinamento’ e ‘educação’. Você precisa treinar sua emoção para ser feliz. Você precisa educá-la para superar perdas e as frustrações. Caso contrário, sua emoção nunca será estável e nem capaz de contemplar o belo nos pequenos eventos da rotina diária.”
Augusto Cury
O recurso coesivo “caso contrário” pode ser substituído, sem perda do sentido expresso no texto, por:
“Engraçado é que nós, humanos, não sabemos ao certo nem quem somos de fato, mas temos a petulância de afirmar coisas que ultrapassam o limite da imaginação. Aliás, adoro me basear na lógica...”.
Diego Góes
No texto, acima, a palavra “petulância” equivale semanticamente à:
Rios sem discurso
“Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.”
João Cabral de Melo Neto
Na estrofe acima, além da função poética da linguagem, o poeta através do título, evidencia a relação entre o discurso e a água. Essa função da linguagem é denominada:
“A figura de linguagem _______________ também é conhecida como concordância ideológica. Ela acontece toda vez que uma palavra deixa de concordar gramaticalmente com outras palavras ou expressões presentes na frase e passa a concordar com o sentido ideológico delas.”
Disponível em: https://www.figurasdelinguagem.com
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto acima.
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
Pela construção dos sentidos do trecho “Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo” (antepenúltimo período), é correto concluir que o termo “lhes” remete a “príncipes”.
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No quarto período, a supressão das vírgulas que isolam a oração “que os fez maiores que os outros” prejudicaria a coerência das ideias que sustentam o texto, baseadas na fé católica.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Da leitura do texto, em que predomina a tipologia dissertativo-expositiva, entende-se que os dataístas atribuem ao fluxo de informações um valor supremo, sendo os dados a fonte definitiva de verdade e compreensão do mundo.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Estariam mantidas as relações sintático-semânticas estabelecidas no último período do texto, bem como a coerência de suas ideias, caso se deslocasse, no trecho “E o valor reside não em ter tido experiências”, o vocábulo “não" para imediatamente depois da preposição “em”.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Depreende-se do modo como o autor se posiciona no texto que ele é um crítico do humanismo.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Deduz-se da leitura do texto que a complexidade e a profundidade das experiências humanas ou de outro animal são indiferentes no dataísmo.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Conclui-se da leitura do texto que, de acordo com o dataísmo, a superioridade dos humanos sobre os animais está na possibilidade de os primeiros enriquecerem o sistema global de processamento de dados.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Entende-se da leitura do texto que o dataísmo nega o caráter subjetivo das experiências humanas postulado pelo humanismo.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Das relações coesivas do quarto período do segundo parágrafo conclui-se que a forma pronominal “lo”, em “postá-lo”, retoma não um vocábulo específico, mas a ideia expressa na primeira oração do período, motivo por que “lo” se classifica, na oração em que ocorre, como um pronome demonstrativo.
“Eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva Pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar. Apendi o segredo, o segredo da vida Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar...”
Raul Seixas
Nos versos de Raul Seixas, acima, além da função poética da linguagem, outra função que se percebe é: