Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4001215 Português
TEXTO I

Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo

O plantão estava tranquilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar

Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado

Procura pela autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição

(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- -noticias/2011/08/03/delegado Reinaldo Lobo-faz-relatorio-de- -crime-em-forma-de-poesia-e-é-repeendido-veja-htm. Acesso em 14/11/2022)
Leia as afirmações sobre o texto I:
I. É o relatório de um crime na estrutura de um poema.
II. O autor do texto apresentou versos e estrofes,além de rimas alternadas e emparelhadas em todo o texto.
III. Fica explícito que a principal intenção do autor não foi produzir arte.
IV. Há presença de intergenericidade nesse texto,considerando que ele apresenta uma característica formal, entretanto outro propósito comunicativo.
Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q4001020 Português

Para responder à questão, analise o texto apresentado abaixo.



O filme Meu nome é Gal está previsto para estrear em março de 2023. Ele retratará uma parte da trajetória da cantora, ícone da MPB, que faleceu recentemente aos 77 anos. A obra focará a partir do momento que Gal decide deixar a Bahia, sua terra natal, aos 20 anos, para morar no Rio de Janeiro e, após, São Paulo, no fim dos anos 60 e início da década de 70. Também mostrará como ela tornou-se um símbolo de liberdade para as mulheres brasileiras. O longa-metragem será protagonizado por Sophie Charlotte, que interpretará a cantora. Também terá personagens importantes da vida da artista, como Caetano Veloso, interpretado por Rodrigo Lelis, Gilberto Gil, vivido por Dan Ferreira, e Dandara Ferreira no papel de Maria Bethânia. A produção é de Paris Filmes e a direção é de Dandara Ferreira e Lô Politi. O filme é uma adaptação da série ‘O nome dela é Gal’, exibida pelo HBO Max, e apresenta como a música acompanhou Gal desde a infância.



Adaptado de: https://notaterapia.com.br/2022/11/11/meunome-e-gal-filme-sobre-gal-costa-estreara-em-2023-noscinemas/

Acerca das informações apresentadas no texto, analise as assertivas abaixo.



I. O filme Meu Nome é Gal retratará toda a vida e obra de Gal Costa.


II. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia participarão das filmagens.


III. O filme é uma adaptação de outra série, que também apresenta aspectos da vida da cantora.



Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4000817 Português
TEXTO I

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS RELATÓRIO

Ao Governo do estado de Alagoas

Exmo.Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase, insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O PRINCIPAL, [...] o de que dependiam todos os outros[...] foi estabelecer alguma ordem na administração. Havia em Palmeira dos Índios inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o Comandante do Destacamento, os soldados. [...] Cada pedaço do Município tinha a sua administração particular, com Prefeitos coronéis e Prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses resolviam questões de polícia e advogavam. Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela - dentro - , uma resistência mole; [...] fora, uma campanha carregada de bílis. [...] Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. [...]

CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis. [...] Certos indivíduos [...] imaginam que devem ser consultados;outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. [...] Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1.325, 500 de multas. Não favoreci ninguém. [...] Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. [...] Se minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

(RAMOS, Graciliano. Palmeira dos Índios, 10/01/1929. In: MARCURSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.169-170. Texto adaptado).
Um aspecto da composição estrutural que caracteriza o Relatório de Graciliano Ramos como modalidade da língua é:
Alternativas
Q4000816 Português
TEXTO I

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS RELATÓRIO

Ao Governo do estado de Alagoas

Exmo.Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase, insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O PRINCIPAL, [...] o de que dependiam todos os outros[...] foi estabelecer alguma ordem na administração. Havia em Palmeira dos Índios inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o Comandante do Destacamento, os soldados. [...] Cada pedaço do Município tinha a sua administração particular, com Prefeitos coronéis e Prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses resolviam questões de polícia e advogavam. Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela - dentro - , uma resistência mole; [...] fora, uma campanha carregada de bílis. [...] Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. [...]

CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis. [...] Certos indivíduos [...] imaginam que devem ser consultados;outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. [...] Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1.325, 500 de multas. Não favoreci ninguém. [...] Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. [...] Se minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

(RAMOS, Graciliano. Palmeira dos Índios, 10/01/1929. In: MARCURSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.169-170. Texto adaptado).
Os textos apresentam recursos de coesão que permitem a articulação entre suas partes. Quanto à construção do fragmento, o conector sequenciador destacado que assegura a contiguidade do que ainda aparecerá na progressão textual é: 
Alternativas
Q4000815 Português
TEXTO I

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS RELATÓRIO

Ao Governo do estado de Alagoas

Exmo.Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase, insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O PRINCIPAL, [...] o de que dependiam todos os outros[...] foi estabelecer alguma ordem na administração. Havia em Palmeira dos Índios inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o Comandante do Destacamento, os soldados. [...] Cada pedaço do Município tinha a sua administração particular, com Prefeitos coronéis e Prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses resolviam questões de polícia e advogavam. Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela - dentro - , uma resistência mole; [...] fora, uma campanha carregada de bílis. [...] Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. [...]

CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis. [...] Certos indivíduos [...] imaginam que devem ser consultados;outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. [...] Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1.325, 500 de multas. Não favoreci ninguém. [...] Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. [...] Se minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

(RAMOS, Graciliano. Palmeira dos Índios, 10/01/1929. In: MARCURSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.169-170. Texto adaptado).
Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse texto de Graciliano Ramos, a função de linguagem predominante é:
Alternativas
Q4000814 Português
TEXTO I

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS RELATÓRIO

Ao Governo do estado de Alagoas

Exmo.Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase, insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O PRINCIPAL, [...] o de que dependiam todos os outros[...] foi estabelecer alguma ordem na administração. Havia em Palmeira dos Índios inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o Comandante do Destacamento, os soldados. [...] Cada pedaço do Município tinha a sua administração particular, com Prefeitos coronéis e Prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses resolviam questões de polícia e advogavam. Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela - dentro - , uma resistência mole; [...] fora, uma campanha carregada de bílis. [...] Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. [...]

CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis. [...] Certos indivíduos [...] imaginam que devem ser consultados;outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. [...] Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1.325, 500 de multas. Não favoreci ninguém. [...] Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. [...] Se minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

(RAMOS, Graciliano. Palmeira dos Índios, 10/01/1929. In: MARCURSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.169-170. Texto adaptado).
Leia atentamente o Relatório de Graciliano Ramos e analise as afirmações a seguir:
I. Pode-se afirmar que o texto de Graciliano Ramos migra do campo da literatura para o campo da política, numa mescla de gêneros literários.
II. Pode-se afirmar que o texto apresenta a interfuncionalidade e intergenericidade de dois gêneros textuais se fundindo.
III. Pode-se afirmar que predomina no relatório do Autor o domínio discursivo do texto narrativo.
Marque a alternativa que contém o(s) ítem(ens) correto(s):
Alternativas
Q4000813 Português
TEXTO I

LUZ DO SOL

Luz do sol,
Que a folha traga e traduz
Em verde novo em folha,
Em graça, em vida, em força, em luz...

Céu azul
E vem onde os pés
Tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis...

(VELOSO Caetano.A arte maior de Caetano Veloso.Polygram,1985
Observe atentamente os versos extraídos do texto,em análise: "[...] Em verde novo em folha, / em graça, em vida, em força, em luz..." O Autor, nesses versos, empregou um recursos estilístico, a partir de variações da estrutura sintática das frases.
Marque a alternativa que apresenta a figura presente nos versos:
Alternativas
Q4000812 Português
TEXTO I

LUZ DO SOL

Luz do sol,
Que a folha traga e traduz
Em verde novo em folha,
Em graça, em vida, em força, em luz...

Céu azul
E vem onde os pés
Tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis...

(VELOSO Caetano.A arte maior de Caetano Veloso.Polygram,1985
Dependendo da intenção do produtor da mensagem, os processos de interação comunicativa preveem a presença de múltiplos elementos da comunicação,entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse texto de Caetano Veloso, a função de linguagem predominante é:
Alternativas
Q4000796 Português
Você trabalha como recepcionista (R) em uma central de atendimento de um órgão da prefeitura e há um grande afluxo de usuários ao mesmo tempo. Enquanto mais pessoas vão chegando, você está atendendo a um cidadão (C) e trava o seguinte diálogo:
R: Olá, como vai? C: Vou bem, e você? R: O secretário costuma chegar mais tarde, você quer esperar? C: Claro, sem problemas R: Você pode esperar lá fora, quando ele chegar te chamo. C: Ok. R: Pode usar o bebedouro no corredor.
Marque a alternativa que substitui de forma correta as falas da recepcionista.
Alternativas
Q4000701 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
A linguagem desempenha determinada função, de acordo com a ênfase que se dá a cada um dos elementos do processo de comunicação (emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto). Marque a alternativa que apresenta a função de linguagem predominante no texto:
Alternativas
Q4000700 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
O texto propõe uma forma aparentemente estranha de se escrever uma crônica. Marque a alternativa que justifica essa proposta:
Alternativas
Q3998287 Português

A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela. 


O rei da brincadeira – ê, José

O rei da confusão – ê, João

Um trabalhava na feira – ê, José

Outro na construção – ê, João


A semana passada, no fim da semana,

João resolveu não brigar.

No domingo de tarde saiu apressado

E não foi pra Ribeira jogar

Capoeira.

Não foi pra lá, pra Ribeira,

Foi namorar.

O José, como sempre, no fim da semana

Guardou a barraca e sumiu.

Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,

Lá perto da Boca do Rio.

Foi no parque que ele avistou Juliana,

Foi que ele viu Foi que ele viu Juliana na roda com João,

Uma rosa e um sorvete na mão.

Juliana, seu sonho, uma ilusão,

Juliana e o amigo João.


O espinho da rosa feriu Zé

E o sorvete gelou seu coração.

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi dançando no peito – ê José

Do José brincalhão – ê, José

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi girando na mente – ê José

Do José brincalhão – ê José


Juliana girando – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

O amigo João – oi João

O sorvete é morango – é vermelho

Oi girando e a rosa – é vermelha

Oi girando, girando – é vermelha

Oi girando, girando – olha a faca

Olha o sangue na mão – ê José

Juliana no chão – ê José

Outro corpo caído – ê José

Seu amigo João – ê José

Amanhã não tem feira – ê José

Não tem mais construção – ê, João

Não tem mais brincadeira – ê José

Não tem mais confusão – ê, João



Alternativas
Q3998286 Português
Leia um trecho de um poema do poeta João de Jesus Paes Loureiro (2002, p. 9, 10) para marcar a opção correta em relação a ele.


(Fragmento)


Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba,

por que só tu quem trabalha,

por que teu filho não estuda?

Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba?


Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.

O sol que te cresta a pele

doura a praia do Senhor.

Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.


Tuas mãos acendem esperanças

de um certo verde esplendor.

E um verde mar que propagas,

um doce mar, Plantador.

Tuas mãos acendem doçuras

de um certo verde esplendor.


Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta

o lucro de teu patrão

para teu lar que não janta?

Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta?

(...)

Alternativas
Q3998282 Português

Leia o poema “Pai João”, de Bruno de Menezes (1993, p. 223, 224), para fazer a questão que se segue.



Pai João sonolento e bambo na pachorra da idade

cisma no tempo de ontem.

De olhos vendo o passado recorda o veterano

a vida brasileira que êle viu e gosou e viveu!


Mãe Maria contou que o pai dele era escravo...


Moleque sagica e teso, destro e afoito num rôlo,

Pai João teve fama da capoeira e navalhista.


Êita!... Era o pé comendo,

quando a banda marcial saía à rua,

com tanto soldado de calça encarnada.


E rabo-de-arraia, cabeçada na polícia,

xadrez, desordens, furdunço no cortiço

e o ronco e o retumbo do zonzo som molengo do carimbó:


“Juvená

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!”


De amores... uma anagua de renda engomada,

um cabeção pulando nos bicos duns peitos,

umas sandalias brancas bem na pontinha dum pé.


E o rebolo bolinante dos quartos roliços da Chica Cheirosa...

E a guerra do Paraguai! Recrutamento!

Gurjão! Osório! Duque de Caxias!

Itororó! Tuiutí! Laguna!


E não sabia nem o que era monarquia!


... Agora, sonolento e bambo,

tendo em capuchos a trunfa,

Pai João ao recordar a vida brasileira,

que êle viu e gosou e viveu,

diz do Brasil de ontem:


Ah! Meu tempo!...



O texto de Bruno de Menezes faz alguns recortes da vida de Pai João, que também é título do poema pertencente à obra Batuque, publicada a primeira vez em 1931 e cuja grafia está de acordo com a edição de 1993, conforme o original. Observe o verso 21: “E não sabia nem o que era monarquia!”, o qual marca uma mudança no tom ameno do poema. Levandose em conta a importância desse verso, o que se pode afirmar acerca do poema como um todo é que: 

Alternativas
Q3998279 Português

Leia o poema “Igreja”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.



Tijolo

areia

andaime

água

tijolo.

O canto dos homens trabalhando trabalhando

mais perto do céu

cada vez mais perto

mais

— a torre.


E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.

O padre que fala do inferno

sem nunca ter ido lá.

Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.

Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.

A manhã pintou-se de azul.

No adro ficou o ateu,

no alto fica Deus.

Domingo...

Bem bão! Bem bão!

Os serafins, no meio, entoam quii ieleisão.



Após ler o poema modernista de Carlos Drummond de Andrade, observe que o poeta empregou um arcaísmo – “geolhos” – no quarto verso da segunda estrofe, o qual resultaria hoje na palavra joelhos. Identifique o processo de mudança ocorrida nesse vocábulo, marcando a opção que considera correta:

Alternativas
Q3998277 Português
É possível perceber nos estudos atuais de Linguística Aplicada (no campo do ensinoaprendizagem de língua materna, principalmente) a relação profícua entre os estudos dos gêneros textuais e as práticas de letramento. A alternativa correta que apresenta procedimentos metodológicos de uma aula de Língua Portuguesa em que se exploram gênero(s) textual(is) a partir de uma abordagem das práticas de letramento é:
Alternativas
Q3998276 Português
No capítulo “Os gêneros do discurso”, Bakhtin (2011) faz a seguinte afirmação:
“Ora, a língua passa a integrar a vida através de enunciados concretos (que a realizam); é igualmente através de enunciados concretos que a vida entra na língua. O enunciado é um núcleo problemático de importância excepcional”. (BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011, p. 265.)
Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta corretamente o conceito de enunciado, de acordo com a perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2011):
Alternativas
Q3998275 Português
“A sociedade do século XXI é ditada pelo acender e o apagar das luzes, pelo virtual representado nas telas dos computadores, de conexões hipertextuais, pelas características da sociedade tecidas nos ambientes digitais on-line; trata-se de uma sociedade assinalada por transformações intensas num novo contexto em que os gêneros do discurso assumem a configuração dos gêneros midiáticos. Esses gêneros ganharam os espaços não lineares e céleres da internet”. (Fonte: NOGUEIRA, F. C. Relações entre fazeres e saberes: gêneros midiáticos presentes na internet e contexto escolar. International Congress of Critical Applied Linguistics. Brasília, 19-21 outubro de 2015. Disponível em: https://www.uel.br/projetos/iccal/pages/arquivos/ANAIS/DISCURSO/RELACOES%20ENTR E%20FAZERES%20E%20SABERES.pdf. Acesso em 29 mar. 2022).
Sobre os gêneros midiáticos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3998274 Português
“Acreditamos que atividades (in)formativas sobre essa grande diversidade linguística [no Pará] podem contribuir para a erradicação do preconceito linguístico, enfatizando sua importância nos cursos de licenciatura que formam professores para atuar no ensino fundamental. É importante frisar também que esse conhecimento deve ser levado às comunidades populares, afinal falamos línguas diferentes no Brasil, cada uma com importante carga cultural na formação de nosso povo”. (FERREIRA-SILVA et. al. Diversidade linguística no Pará: mundos de línguas indígenas e de língua portuguesa. Margens. Vol. 8, No 10, 2014, p. 107).
A Base Nacional Comum Curricular de Língua Portuguesa para o Ensino Médio (BRASIL, 2018) define a progressão das aprendizagens e habilidades considerando alguns pontos. O ponto da BNCC que mais se aproxima à temática discutida na citação acima é:
Alternativas
Q3998271 Português
“Proponho que se veja a LT [Linguística Textual], mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerência conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições ao nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e intenções”. (Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 33). 
Para Marcuschi (2012), os fatores de conexão conceitual-cognitiva dos textos podem ser de relações lógicas e de modelos cognitivos globais. Para o autor, as relações lógicas são construídas por meio de: 
Alternativas
Respostas
36001: D
36002: A
36003: D
36004: C
36005: B
36006: D
36007: C
36008: C
36009: C
36010: B
36011: A
36012: D
36013: B
36014: E
36015: D
36016: A
36017: E
36018: B
36019: D
36020: E