O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem
bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista
escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo,
ou “Menina”.
Escreveria essa palavra bem no meio da página,
com espaço em branco para todos os lados, como um
campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma
meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada.
Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem
se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de
poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois
bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar,
cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético
leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para
tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua
fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje,
a palavra “Ventania”. Serve?
(QUINTANA, Mário. Porta Giratória.
São Paulo, Globo, 1988. p. 83).
A linguagem desempenha determinada função, de
acordo com a ênfase que se dá a cada um dos elementos
do processo de comunicação (emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto). Marque a alternativa que
apresenta a função de linguagem predominante no texto:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
teste
Parabéns! Você acertou!
Está mandando bem! Treine mais em um simulado completo. Criar simulado