Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3060514 Português
Leia o texto para responder à questão.

Favela

Barracos
montam sentinela
na noite
Balas de sangue
derretem corpos
no ar.
Becos bêbados
sinuosos labirínticos
vela o tempo escasso
de viver.

Fonte: EVARISTO, Conceição. Favela. In: Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.
Qual é a crítica social implícita na temática do poema?
Alternativas
Q3060513 Português
Leia o texto para responder à questão.

Favela

Barracos
montam sentinela
na noite
Balas de sangue
derretem corpos
no ar.
Becos bêbados
sinuosos labirínticos
vela o tempo escasso
de viver.

Fonte: EVARISTO, Conceição. Favela. In: Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.
A figura de linguagem constante nos versos “Barracos / montam sentinela / na noite”, do poema de Conceição Evaristo, é:
Alternativas
Q3060511 Português
Leia a seguinte campanha publicitária e assinale a alternativa correta quanto à função da linguagem presente nessa campanha:

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: FUNDACENTRO. Setembro Amarelo é o mês dedicado a campanha de conscientização sobre a prevenção so suicídio. Disponível em: https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/2023/setembro/setembro-amarelo-e-o-mes-dedicado-a-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-prevencao-do-suicidio. Acesso em 27 ago. 2024.


Alternativas
Q3060367 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As pessoas que se voluntariam para serem infectadas por doenças

Era um voluntariado incomum. Mas ali estavam eles: um grupo de jovens adultos, aguardando para serem atacados por mosquitos portadores de um parasita que mata mais de 600 mil pessoas todos os anos.

O grupo havia concordado em fazer parte de um estudo médico do Instituto Jenner da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Era o teste de uma nova vacina contra a malária.

Conhecida como "R21", a vacina foi recebida com grande entusiasmo pelos cientistas, desde os primeiros anúncios.

O teste ocorreu em 2017, mas o instituto vinha realizando experimentos similares com mosquitos desde 2001.

Cada voluntário foi levado para um laboratório. Ali, sobre uma mesa, havia um pequeno recipiente, do tamanho de uma xícara de café, coberto por uma gaze.

Dentro, havia cinco mosquitos barulhentos, importados da América do Norte e infectados com o parasita da malária. O voluntário colocaria seu braço contra o topo do recipiente, para que os mosquitos pudessem trabalhar, picando a pele do voluntário através da cobertura.

À medida que os insetos sugavam o sangue da vítima voluntária, a saliva dos mosquitos, usada para evitar que sua refeição se coagule, poderia levar o parasita da malária para dentro da ferida. A esperança era que a vacina oferecesse aos voluntários proteção suficiente para que eles não desenvolvessem a doença.

Este é um exemplo clássico do que é conhecido como estudo de infecção humana controlada. Neste tipo de experimento, os voluntários são deliberadamente expostos a uma doença.

Pode parecer perigoso, talvez até imprudente, expor conscientemente uma pessoa a uma infecção que poderá deixá-la seriamente doente. Mas esta técnica se tornou popular nas últimas décadas, no setor de pesquisas médicas, e tem gerado resultados, com algumas conquistas médicas importantes.

Os cientistas comprovaram que a vacina R21 apresenta eficácia de até 80% na prevenção da malária. Ela se tornou a segunda vacina contra a doença a ser recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Recentemente, as primeiras doses da vacina foram administradas a bebês na Costa do Marfim e no Sudão do Sul − dois países que perdem milhares de pessoas todos os anos em decorrência da doença.

E, segundo os cientistas, tudo isso foi possível, em parte, porque os voluntários se dispuseram a expor seus braços àquelas xícaras repletas de mosquitos.

"Ao longo dos últimos 20 anos, houve um notável renascimento dos estudos de infecção humana", afirma o professor de vacinologia Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner. "Modelos de infecção têm sido usados para tudo, desde gripe até covid-19. É realmente muito importante."

Agora, os cientistas tentam infectar voluntários deliberadamente com cada vez mais doenças, na esperança de desenvolver vacinas e tratamentos cada vez mais eficazes.

Patógenos como zika, febre tifoide e cólera já foram usados em estudos de infecção humana controlada. E outros vírus estão entre os futuros candidatos, como o da hepatite C.

Não existe um registro central de estudos de infecção humana controlada. Mas Hill estima que eles tenham contribuído com pelo menos 12 vacinas nas últimas duas décadas.

Uma análise sistemática encontrou 308 estudos de infecção humana entre 1980 e 2021, que expuseram os participantes a patógenos vivos. Seus proponentes acreditam que os benefícios destes estudos superam amplamente os riscos, se forem corretamente conduzidos.

Mas alguns testes recentes questionaram as fronteiras da ética médica, fazendo com que alguns cientistas importantes passassem a se sentir desconfortáveis com a velocidade de condução desses experimentos, que eram um tabu até pouco tempo atrás.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw31gyewx3o
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3060303 Português
A língua portuguesa, às vezes, dificulta a compreensão do leitor. Por isso, a interpretação é crucial para que um texto seja compreendido e ambiguidades sejam evitadas. Qual das frases abaixo apresenta ambiguidade?
Alternativas
Q3060299 Português
Canhotismo

   O dia 13 de agosto marca o Dia Internacional do Canhoto, uma data que serve para reconhecer as pessoas que usam principalmente a mão esquerda como dominante. Uma pesquisa publicada em 2020 mostrou que a esmagadora maioria das pessoas no mundo é destra — tem o lado direito como dominante. Porém, embora seja comum muitas pessoas tentarem mudar a prevalência do canhotismo, a realidade é que ser canhoto é uma característica que se desenvolve antes do nascimento, mas pouco se sabe sobre sua base biológica. É provável que a preferência por uma mão surja como parte do processo de desenvolvimento que diferencia os lados direito e esquerdo do corpo. Mas, além disso, é provável que outros fatores, como o ambiente pré-natal e as influências culturais, também contribuam para a destreza.

    A peculiaridade de ser canhoto está sendo estudada. Pensava-se que apenas um gene controlava a destreza mas estudos mais recentes sugerem que vários genes contribuem para essa característica. Os estudos reconhecem que pelo menos alguns desses genes ajudam a determinar a assimetria direita-esquerda geral do corpo desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Outro ponto é que essa habilidade não tem um padrão simples de herança, embora filhos de pais canhotos tenham maior probabilidade de serem canhotos do que filhos de pais destros. Além disso, gêmeos idênticos têm maior probabilidade de serem destros ou canhotos do que gêmeos não idênticos.

   Se a história serve de referência, não é de surpreender que tão poucas pessoas no mundo usem a mão esquerda para realizar suas atividades. Durante vários anos, esse grupo de pessoas foi perseguido. Existe até um nome para o medo de ser canhoto: "sinistrofobia". Um artigo publicado em 2011 lembra que muitos educadores e médicos no início do século XX forçavam as crianças a escrever com a mão direita, e os métodos usados para isso eram muitas vezes torturantes. Entretanto, vários educadores começaram a questionar a prática de reeducar os canhotos, suspeitando que essa prática teria consequências negativas para toda a vida.

    Com o passar do tempo, a compreensão da questão cresceu e agora se sabe que não há nada de errado com os canhotos. De fato, os especialistas enfatizam a importância de permitir que as crianças (e, é claro, os adultos) realizem suas atividades com a mão que preferirem e não forçá-las a usar a mão direita.


Redação National Geographic Brasil – Adaptado
De acordo com as ideias apresentadas no texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A herança genética é simples e bem determinada. ( ) Sinistrofobia significa ter medo de canhotos. ( ) Hoje em dia compreende-se que não há nada de errado com os canhotos.
Alternativas
Q3060297 Português
Canhotismo

   O dia 13 de agosto marca o Dia Internacional do Canhoto, uma data que serve para reconhecer as pessoas que usam principalmente a mão esquerda como dominante. Uma pesquisa publicada em 2020 mostrou que a esmagadora maioria das pessoas no mundo é destra — tem o lado direito como dominante. Porém, embora seja comum muitas pessoas tentarem mudar a prevalência do canhotismo, a realidade é que ser canhoto é uma característica que se desenvolve antes do nascimento, mas pouco se sabe sobre sua base biológica. É provável que a preferência por uma mão surja como parte do processo de desenvolvimento que diferencia os lados direito e esquerdo do corpo. Mas, além disso, é provável que outros fatores, como o ambiente pré-natal e as influências culturais, também contribuam para a destreza.

    A peculiaridade de ser canhoto está sendo estudada. Pensava-se que apenas um gene controlava a destreza mas estudos mais recentes sugerem que vários genes contribuem para essa característica. Os estudos reconhecem que pelo menos alguns desses genes ajudam a determinar a assimetria direita-esquerda geral do corpo desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Outro ponto é que essa habilidade não tem um padrão simples de herança, embora filhos de pais canhotos tenham maior probabilidade de serem canhotos do que filhos de pais destros. Além disso, gêmeos idênticos têm maior probabilidade de serem destros ou canhotos do que gêmeos não idênticos.

   Se a história serve de referência, não é de surpreender que tão poucas pessoas no mundo usem a mão esquerda para realizar suas atividades. Durante vários anos, esse grupo de pessoas foi perseguido. Existe até um nome para o medo de ser canhoto: "sinistrofobia". Um artigo publicado em 2011 lembra que muitos educadores e médicos no início do século XX forçavam as crianças a escrever com a mão direita, e os métodos usados para isso eram muitas vezes torturantes. Entretanto, vários educadores começaram a questionar a prática de reeducar os canhotos, suspeitando que essa prática teria consequências negativas para toda a vida.

    Com o passar do tempo, a compreensão da questão cresceu e agora se sabe que não há nada de errado com os canhotos. De fato, os especialistas enfatizam a importância de permitir que as crianças (e, é claro, os adultos) realizem suas atividades com a mão que preferirem e não forçá-las a usar a mão direita.


Redação National Geographic Brasil – Adaptado
Considerando-se os seus contextos, os termos sublinhados (2º e 3º parágrafos) poderiam ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q3060296 Português
Canhotismo

   O dia 13 de agosto marca o Dia Internacional do Canhoto, uma data que serve para reconhecer as pessoas que usam principalmente a mão esquerda como dominante. Uma pesquisa publicada em 2020 mostrou que a esmagadora maioria das pessoas no mundo é destra — tem o lado direito como dominante. Porém, embora seja comum muitas pessoas tentarem mudar a prevalência do canhotismo, a realidade é que ser canhoto é uma característica que se desenvolve antes do nascimento, mas pouco se sabe sobre sua base biológica. É provável que a preferência por uma mão surja como parte do processo de desenvolvimento que diferencia os lados direito e esquerdo do corpo. Mas, além disso, é provável que outros fatores, como o ambiente pré-natal e as influências culturais, também contribuam para a destreza.

    A peculiaridade de ser canhoto está sendo estudada. Pensava-se que apenas um gene controlava a destreza mas estudos mais recentes sugerem que vários genes contribuem para essa característica. Os estudos reconhecem que pelo menos alguns desses genes ajudam a determinar a assimetria direita-esquerda geral do corpo desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Outro ponto é que essa habilidade não tem um padrão simples de herança, embora filhos de pais canhotos tenham maior probabilidade de serem canhotos do que filhos de pais destros. Além disso, gêmeos idênticos têm maior probabilidade de serem destros ou canhotos do que gêmeos não idênticos.

   Se a história serve de referência, não é de surpreender que tão poucas pessoas no mundo usem a mão esquerda para realizar suas atividades. Durante vários anos, esse grupo de pessoas foi perseguido. Existe até um nome para o medo de ser canhoto: "sinistrofobia". Um artigo publicado em 2011 lembra que muitos educadores e médicos no início do século XX forçavam as crianças a escrever com a mão direita, e os métodos usados para isso eram muitas vezes torturantes. Entretanto, vários educadores começaram a questionar a prática de reeducar os canhotos, suspeitando que essa prática teria consequências negativas para toda a vida.

    Com o passar do tempo, a compreensão da questão cresceu e agora se sabe que não há nada de errado com os canhotos. De fato, os especialistas enfatizam a importância de permitir que as crianças (e, é claro, os adultos) realizem suas atividades com a mão que preferirem e não forçá-las a usar a mão direita.


Redação National Geographic Brasil – Adaptado
Com base nas informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3059930 Português
 Texto para o item.


Internet: <www.repositorio.ufsc.br> (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.


O sentido do texto seria mantido com a substituição da palavra “excludente” (linha 38) pela palavra exclusivo. 

Alternativas
Q3059923 Português
 Texto para o item.


Internet: <www.repositorio.ufsc.br> (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.


A expressão “frente à” (linha 1) poderia ser substituída por devido à, sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto. 

Alternativas
Q3059777 Português
A falta que ela me faz


     Como bom patrão, resolvi, num momento de insensatez, dar um mês de férias à empregada. No princípio achei até bom ficar completamente sozinho dentro de casa o dia inteiro.

      Aos poucos, porém, passei a desejar ardentemente essa volta. O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado. A geladeira começou a fazer gelo por todos os lados – só não tinha água gelada, pois não me lembrara de encher as garrafas [...].

       A um canto do quarto um monte de roupas crescia.

     Eu poderia enfrentar tudo [...]. Até que um dia, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua. Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar.

      Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam.

      Mudei-me no mesmo dia para um hotel.



(Fernando Sabino. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: agosto de 2024. Fragmento.)

Considere o contexto em que a palavra “lúgubre” foi empregada – “O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado.” (2º§) A palavra “lúgubre” tem o significado de:

Alternativas
Q3059776 Português
A falta que ela me faz


     Como bom patrão, resolvi, num momento de insensatez, dar um mês de férias à empregada. No princípio achei até bom ficar completamente sozinho dentro de casa o dia inteiro.

      Aos poucos, porém, passei a desejar ardentemente essa volta. O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado. A geladeira começou a fazer gelo por todos os lados – só não tinha água gelada, pois não me lembrara de encher as garrafas [...].

       A um canto do quarto um monte de roupas crescia.

     Eu poderia enfrentar tudo [...]. Até que um dia, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua. Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar.

      Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam.

      Mudei-me no mesmo dia para um hotel.



(Fernando Sabino. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: agosto de 2024. Fragmento.)
O texto lido é uma crônica, gênero textual curto que relata acontecimentos do cotidiano. A partir dessa consideração, analise as afirmativas a seguir.


I. As impressões percebíveis na leitura do texto são de uma pessoa que não sabe absolutamente nada sobre o serviço doméstico.
II. Apesar de tratar de um fato corriqueiro, o autor emprega uma linguagem formal, isto é, ausência de uma linguagem coloquial.
III. Ainda que a crônica apresente características humorísticas, o autor reflete sobre as limitações encontradas por muitas pessoas que não conseguem resolver os problemas de casa.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3059772 Português
Saúde mental no trabalho: afastamentos aumentaram em 2023; como se cuidar melhor?



      Saúde mental já é um tema central na rotina dos brasileiros, pois equilibrar a vida pessoal com a profissional não é algo simples. Para muitos, aliás, otimizar as 168h semanais é uma necessidade, porém nem sempre é possível usá-las da forma que se deseja, já que 23% delas – ou até mais – são dedicadas exclusivamente ao trabalho. Assim garantir o bem-estar no ambiente corporativo é indispensável.

     Muito além da ausência de doenças, bem-estar é um estado de harmonia e equilíbrio mental, emocional e físico, por isso, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para alcançá-lo três pilares são fundamentais:

      Saúde física: relacionada à capacidade de realizar tarefas com eficiência e que requer alimentação saudável, exercícios físicos, entre outros.

      Saúde mental: requer lidar consigo mesmo, com os outros e com o ambiente ao redor, ou seja, equilíbrio emocional, psicológico e social ligados à condição física, e vice-versa.

   Saúde social: refere-se à capacidade de se relacionar de forma saudável com amigos, familiares e membros da comunidade. Como seres sociais, que aprendem uns com os outros, humanos dependem da interação não simplesmente para o próprio desenvolvimento intelectual e emocional, como para o avanço da sociedade e, claro, como um elemento para a boa saúde geral.

       Várias razões justificam abordar saúde mental no trabalho, pois, além de ser um desejo comum entre as pessoas, impacta diretamente a sociedade. Apesar da crescente necessidade de diálogos, a desinformação sobre o assunto colabora para a perpetuação de estimas: hoje, falar sobre saúde mental é alertar sobre ações essenciais de prevenção.

       No ano de 2023, o Brasil ocupava a segunda posição no ranking de países que mais sofriam com burnout, enfermidade que, em 2022, passou a integrar a lista de doenças ocupacionais: levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) já chegou a apontar que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome.

     Ainda, no ano de 2023, dados do Ministério da Previdência Social indicaram que os afastamentos do trabalho em decorrência dos transtornos associados à saúde mental aumentaram 38%, um cenário preocupante. E, ao voltar no tempo, outro estudo, dessa vez da USP, chegou a informar que 1 a cada 4 brasileiros sofria de burnout.

    Tanto a vida profissional quanto o espectro pessoal precisam estar bem delimitados, contudo, é impossível desconectá-los, afinal, um está diretamente ligado ao outro. Para garantir o equilíbrio e a manutenção da saúde geral é crucial adotar boas práticas.

      Os colaboradores são, sem dúvida, o principal ativo de uma empresa, assim, estudar formas para cuidar deles está além de atrair e reter talentos, diz respeito a oferecer algo que já é pré-requisito dos profissionais na hora de escolher oportunidades: equilíbrio e qualidade de vida. 




(Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude-mental/saude-mental-no-trabalho-. Acesso em: agosto de 2024. Adaptado.)

A coesão textual garante a harmonia e a conexão lógica entre as ideias, contribuindo, assim, para a compreensão do texto. Considerando os tipos de coesão e o termo sublinhado, assinale a alternativa que apresenta coesão sequencial. 
Alternativas
Q3059771 Português
Saúde mental no trabalho: afastamentos aumentaram em 2023; como se cuidar melhor?



      Saúde mental já é um tema central na rotina dos brasileiros, pois equilibrar a vida pessoal com a profissional não é algo simples. Para muitos, aliás, otimizar as 168h semanais é uma necessidade, porém nem sempre é possível usá-las da forma que se deseja, já que 23% delas – ou até mais – são dedicadas exclusivamente ao trabalho. Assim garantir o bem-estar no ambiente corporativo é indispensável.

     Muito além da ausência de doenças, bem-estar é um estado de harmonia e equilíbrio mental, emocional e físico, por isso, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para alcançá-lo três pilares são fundamentais:

      Saúde física: relacionada à capacidade de realizar tarefas com eficiência e que requer alimentação saudável, exercícios físicos, entre outros.

      Saúde mental: requer lidar consigo mesmo, com os outros e com o ambiente ao redor, ou seja, equilíbrio emocional, psicológico e social ligados à condição física, e vice-versa.

   Saúde social: refere-se à capacidade de se relacionar de forma saudável com amigos, familiares e membros da comunidade. Como seres sociais, que aprendem uns com os outros, humanos dependem da interação não simplesmente para o próprio desenvolvimento intelectual e emocional, como para o avanço da sociedade e, claro, como um elemento para a boa saúde geral.

       Várias razões justificam abordar saúde mental no trabalho, pois, além de ser um desejo comum entre as pessoas, impacta diretamente a sociedade. Apesar da crescente necessidade de diálogos, a desinformação sobre o assunto colabora para a perpetuação de estimas: hoje, falar sobre saúde mental é alertar sobre ações essenciais de prevenção.

       No ano de 2023, o Brasil ocupava a segunda posição no ranking de países que mais sofriam com burnout, enfermidade que, em 2022, passou a integrar a lista de doenças ocupacionais: levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) já chegou a apontar que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome.

     Ainda, no ano de 2023, dados do Ministério da Previdência Social indicaram que os afastamentos do trabalho em decorrência dos transtornos associados à saúde mental aumentaram 38%, um cenário preocupante. E, ao voltar no tempo, outro estudo, dessa vez da USP, chegou a informar que 1 a cada 4 brasileiros sofria de burnout.

    Tanto a vida profissional quanto o espectro pessoal precisam estar bem delimitados, contudo, é impossível desconectá-los, afinal, um está diretamente ligado ao outro. Para garantir o equilíbrio e a manutenção da saúde geral é crucial adotar boas práticas.

      Os colaboradores são, sem dúvida, o principal ativo de uma empresa, assim, estudar formas para cuidar deles está além de atrair e reter talentos, diz respeito a oferecer algo que já é pré-requisito dos profissionais na hora de escolher oportunidades: equilíbrio e qualidade de vida. 




(Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude-mental/saude-mental-no-trabalho-. Acesso em: agosto de 2024. Adaptado.)

De acordo com as informações expressas no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3059770 Português
Saúde mental no trabalho: afastamentos aumentaram em 2023; como se cuidar melhor?



      Saúde mental já é um tema central na rotina dos brasileiros, pois equilibrar a vida pessoal com a profissional não é algo simples. Para muitos, aliás, otimizar as 168h semanais é uma necessidade, porém nem sempre é possível usá-las da forma que se deseja, já que 23% delas – ou até mais – são dedicadas exclusivamente ao trabalho. Assim garantir o bem-estar no ambiente corporativo é indispensável.

     Muito além da ausência de doenças, bem-estar é um estado de harmonia e equilíbrio mental, emocional e físico, por isso, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para alcançá-lo três pilares são fundamentais:

      Saúde física: relacionada à capacidade de realizar tarefas com eficiência e que requer alimentação saudável, exercícios físicos, entre outros.

      Saúde mental: requer lidar consigo mesmo, com os outros e com o ambiente ao redor, ou seja, equilíbrio emocional, psicológico e social ligados à condição física, e vice-versa.

   Saúde social: refere-se à capacidade de se relacionar de forma saudável com amigos, familiares e membros da comunidade. Como seres sociais, que aprendem uns com os outros, humanos dependem da interação não simplesmente para o próprio desenvolvimento intelectual e emocional, como para o avanço da sociedade e, claro, como um elemento para a boa saúde geral.

       Várias razões justificam abordar saúde mental no trabalho, pois, além de ser um desejo comum entre as pessoas, impacta diretamente a sociedade. Apesar da crescente necessidade de diálogos, a desinformação sobre o assunto colabora para a perpetuação de estimas: hoje, falar sobre saúde mental é alertar sobre ações essenciais de prevenção.

       No ano de 2023, o Brasil ocupava a segunda posição no ranking de países que mais sofriam com burnout, enfermidade que, em 2022, passou a integrar a lista de doenças ocupacionais: levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) já chegou a apontar que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome.

     Ainda, no ano de 2023, dados do Ministério da Previdência Social indicaram que os afastamentos do trabalho em decorrência dos transtornos associados à saúde mental aumentaram 38%, um cenário preocupante. E, ao voltar no tempo, outro estudo, dessa vez da USP, chegou a informar que 1 a cada 4 brasileiros sofria de burnout.

    Tanto a vida profissional quanto o espectro pessoal precisam estar bem delimitados, contudo, é impossível desconectá-los, afinal, um está diretamente ligado ao outro. Para garantir o equilíbrio e a manutenção da saúde geral é crucial adotar boas práticas.

      Os colaboradores são, sem dúvida, o principal ativo de uma empresa, assim, estudar formas para cuidar deles está além de atrair e reter talentos, diz respeito a oferecer algo que já é pré-requisito dos profissionais na hora de escolher oportunidades: equilíbrio e qualidade de vida. 




(Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude-mental/saude-mental-no-trabalho-. Acesso em: agosto de 2024. Adaptado.)

“Tanto a vida profissional quanto o espectro pessoal precisam estar bem delimitados, contudo, é impossível desconectá-los, [...]” (9º§) Assinale a alternativa em que o termo grafado apresenta o mesmo valor significativo que “contudo”.
Alternativas
Q3059740 Português
O texto narrativo é um tipo de texto que esboça as ações de personagens num determinado tempo e espaço.
Entre os textos narrativos, um se caracteriza por ser escrito em prosa e ter uma extensão intermediária em comparação com outros gêneros. Como qualquer narrativa, possui narrador, personagens, enredo, tempo e espaço. O enredo geralmente gira em torno de um conflito central, mas pode incluir subtemas e complexidades adicionais. Trata-se de uma narrativa ficcional que apresenta uma história complexa e envolvente, com personagens bem desenvolvidos e uma trama cheia de reviravoltas.
As características descritas acima referem-se ao texto narrativo denominado:
Alternativas
Q3059701 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As pessoas que se voluntariam para serem infectadas por doenças

Era um voluntariado incomum. Mas ali estavam eles: um grupo de jovens adultos, aguardando para serem atacados por mosquitos portadores de um parasita que mata mais de 600 mil pessoas todos os anos.

O grupo havia concordado em fazer parte de um estudo médico do Instituto Jenner da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Era o teste de uma nova vacina contra a malária.

Conhecida como "R21", a vacina foi recebida com grande entusiasmo pelos cientistas, desde os primeiros anúncios.

O teste ocorreu em 2017, mas o instituto vinha realizando experimentos similares com mosquitos desde 2001.

Cada voluntário foi levado para um laboratório. Ali, sobre uma mesa, havia um pequeno recipiente, do tamanho de uma xícara de café, coberto por uma gaze.

Dentro, havia cinco mosquitos barulhentos, importados da América do Norte e infectados com o parasita da malária. O voluntário colocaria seu braço contra o topo do recipiente, para que os mosquitos pudessem trabalhar, picando a pele do voluntário através da cobertura.

À medida que os insetos sugavam o sangue da vítima voluntária, a saliva dos mosquitos, usada para evitar que sua refeição se coagule, poderia levar o parasita da malária para dentro da ferida. A esperança era que a vacina oferecesse aos voluntários proteção suficiente para que eles não desenvolvessem a doença.

Este é um exemplo clássico do que é conhecido como estudo de infecção humana controlada. Neste tipo de experimento, os voluntários são deliberadamente expostos a uma doença.

Pode parecer perigoso, talvez até imprudente, expor conscientemente uma pessoa a uma infecção que poderá deixá-la seriamente doente. Mas esta técnica se tornou popular nas últimas décadas, no setor de pesquisas médicas, e tem gerado resultados, com algumas conquistas médicas importantes.

Os cientistas comprovaram que a vacina R21 apresenta eficácia de até 80% na prevenção da malária. Ela se tornou a segunda vacina contra a doença a ser recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Recentemente, as primeiras doses da vacina foram administradas a bebês na Costa do Marfim e no Sudão do Sul − dois países que perdem milhares de pessoas todos os anos em decorrência da doença.

E, segundo os cientistas, tudo isso foi possível, em parte, porque os voluntários se dispuseram a expor seus braços àquelas xícaras repletas de mosquitos.

"Ao longo dos últimos 20 anos, houve um notável renascimento dos estudos de infecção humana", afirma o professor de vacinologia Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner. "Modelos de infecção têm sido usados para tudo, desde gripe até covid-19. É realmente muito importante."

Agora, os cientistas tentam infectar voluntários deliberadamente com cada vez mais doenças, na esperança de desenvolver vacinas e tratamentos cada vez mais eficazes.

Patógenos como zika, febre tifoide e cólera já foram usados em estudos de infecção humana controlada. E outros vírus estão entre os futuros candidatos, como o da hepatite C.

Não existe um registro central de estudos de infecção humana controlada. Mas Hill estima que eles tenham contribuído com pelo menos 12 vacinas nas últimas duas décadas.

Uma análise sistemática encontrou 308 estudos de infecção humana entre 1980 e 2021, que expuseram os participantes a patógenos vivos. Seus proponentes acreditam que os benefícios destes estudos superam amplamente os riscos, se forem corretamente conduzidos.

Mas alguns testes recentes questionaram as fronteiras da ética médica, fazendo com que alguns cientistas importantes passassem a se sentir desconfortáveis com a velocidade de condução desses experimentos, que eram um tabu até pouco tempo atrás.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjw31gyewx3o


"Uma análise sistemática encontrou 308 estudos de infecção humana entre 1980 e 2021, que expuseram os participantes a patógenos vivos."
"Mas esta técnica se tornou popular nas últimas décadas, no setor de pesquisas médicas, e tem gerado resultados, com algumas conquistas médicas importantes."
Em relação ao emprego dos recursos coesivos nos trechos acima, analise as assertivas a seguir:
I. O pronome "que" tem como referente "estudos".
II. A conjunção adversativa "mas" pode ser substituída por "contudo" sem perder o sentido do enunciado.
III. A expressão "tem gerado" tem como referente "resultados".
IV. A forma verbal "expuseram" pode ser substituída por "submeteram" sem prejuízo de sentido.

Estão corretas:
Alternativas
Q3059525 Português
Três pessoas morreram em um acidente envolvendo três carros e uma carreta na BR-101, na noite desta segunda-feira (9), em Sooretama, no Norte do Espírito Santo. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do Uno tentou ultrapassar a carreta em local proibido e bateu de frente com outros dois veículos, um Palio e um Cronos. Outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.
(https://g1.globo.com/es/espirito-santo/nortenoroeste-es/noticia/2024/09/10/) Em relação aos tipos textuais, o texto é predominante:
Em relação aos tipos textuais, o texto é predominante:
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Q3059523 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que a geração Z e os millennials não atendem mais o telefone

"Olá, esta é a caixa postal de Yasmin Rufo. Por favor, não deixe mensagem, pois não vou ouvir, nem ligar de volta."

Infelizmente, esta não é a mensagem da minha caixa postal. Mas eu certamente gostaria que fosse, bem como a maior parte dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e dos millennials (nascidos entre 1981 e 1995).

Uma pesquisa recente concluiu que 25% das pessoas com 18 a 34 anos de idade nunca atendem o telefone. Os participantes responderam que ignoram o toque, respondem por mensagens de texto ou pesquisam o número online se for desconhecido.

A pesquisa do site Uswitch envolveu 2 mil pessoas. Ela também concluiu que cerca de 70% das pessoas com 18 a 34 anos preferem mensagens de texto a chamadas telefônicas.

Para as gerações mais velhas, falar ao telefone é normal. Meus pais passaram a adolescência brigando com seus irmãos pelo telefone fixo no corredor, o que só fazia com que toda a família ouvisse as suas conversas.

Já a minha adolescência foi passada em mensagens de texto. Fiquei obcecada por elas desde o momento em que ganhei meu Nokia cor-de-rosa de presente de aniversário, com 13 anos de idade.

Eu passava todas as noites depois da escola redigindo textos de 160 caracteres para os meus amigos.

Eu retirava todas as vogais e espaços desnecessários, até que a mensagem parecesse um grupo de consoantes aleatórias que os próprios serviços de inteligência teriam dificuldade de decifrar. Afinal, eu nunca iria pagar a mais para escrever 161 caracteres.

E, em 2009, as ligações telefônicas do meu celular custavam uma fortuna. "Nós não demos este telefone para você fofocar com suas amigas a noite inteira", relembravam meus pais sempre que recebiam minha conta telefônica, todos os meses.

Foi assim que surgiu uma geração de pessoas que só se comunicam por texto. As ligações por telefone celular eram para emergências e o telefone fixo era usado raramente para falar com os avós.

A psicóloga Elena Touroni explica que, como os jovens não desenvolveram o hábito de falar ao telefone, "agora parece estranho, pois não é o normal".

Por isso, os jovens podem esperar o pior quando o telefone começa a tocar − ou se iluminar em silêncio, já que ninguém com menos de 35 anos de idade tem o toque configurado no seu telefone.

Mais da metade dos jovens que responderam à pesquisa do Uswitch reconheceram acreditar que uma ligação inesperada significa más notícias.

A psicoterapeuta Eloise Skinner explica que a ansiedade em torno das ligações vem de "uma associação com algo de ruim − uma sensação de pavor ou mau presságio".

"À medida que as nossas vidas ficam mais atribuladas e os cronogramas de trabalho mais imprevisíveis, temos menos tempo para ligar para um amigo, simplesmente para saber como ele está", explica ela. "Por isso, as ligações telefônicas ficam reservadas para as notícias importantes das nossas vidas, que, muitas vezes, podem ser difíceis."

Para Jack Longley, de 26 anos, "é exatamente isso". Ele nunca atende ligações de números desconhecidos, pois "ou é golpe, ou é marketing. É mais fácil simplesmente ignorar as ligações, em vez de procurar saber quais delas são verdadeiras." 

Nick e Charlie, da série 'Heartstopper', fazem parte da geração das mensagens de texto

Mas não falar ao telefone não significa que os jovens não mantenham contato com seus amigos. Nossos grupos de bate-papo se movimentam o dia inteiro, com uma série de mensagens corriqueiras, memes, fofocas e, mais recentemente, mensagens de voz.

Muitas dessas conversas, agora, acontecem nas redes sociais, particularmente no Instagram e no Snapchat, onde é mais fácil enviar imagens e memes ao lado dos textos. E, mesmo com o consenso de que as ligações telefônicas são indesejadas, o uso de mensagens de voz divide as gerações mais jovens.

Na pesquisa do Uswitch, 37% das pessoas com 18 a 34 anos de idade declarou que as mensagens de voz são sua forma preferida de comunicação. Por outro lado, apenas 1% dos participantes com 35 a 54 anos preferem mensagens de voz em vez de ligações telefônicas.

"A mensagem de voz é como falar ao telefone, só que melhor", afirma a estudante Susie Jones, de 19 anos. "Você tem o benefício de ouvir a voz dos seus amigos, mas sem pressões. Por isso, é uma forma mais educada de comunicação."

Mas, para mim, é difícil ouvir mensagens de voz de cinco minutos de uma amiga contando as novidades sobre a vida dela. Elas devaneiam, as mensagens ficam repletas de palavras como "tipo" e "ahn" − e toda a história poderia ser contada em duas mensagens de texto.

As mensagens de texto e de voz permitem que os jovens participem das conversas no seu próprio ritmo. E eles podem responder de forma mais atenciosa e ponderada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyw96x064eo

"Olá, esta é a caixa postal de Yasmin Rufo. Por favor, não deixe mensagem, pois não vou ouvir, nem ligar de volta."
Infelizmente, esta não é a mensagem da minha caixa postal. Mas eu certamente gostaria que fosse, bem como a maior parte dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e dos millennials (nascidos entre 1981 e 1995).
Tendo como referência o trecho fornecido e o contexto geral do texto, é CORRETO afirmar que o autor:
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Q3059522 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que a geração Z e os millennials não atendem mais o telefone

"Olá, esta é a caixa postal de Yasmin Rufo. Por favor, não deixe mensagem, pois não vou ouvir, nem ligar de volta."

Infelizmente, esta não é a mensagem da minha caixa postal. Mas eu certamente gostaria que fosse, bem como a maior parte dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e dos millennials (nascidos entre 1981 e 1995).

Uma pesquisa recente concluiu que 25% das pessoas com 18 a 34 anos de idade nunca atendem o telefone. Os participantes responderam que ignoram o toque, respondem por mensagens de texto ou pesquisam o número online se for desconhecido.

A pesquisa do site Uswitch envolveu 2 mil pessoas. Ela também concluiu que cerca de 70% das pessoas com 18 a 34 anos preferem mensagens de texto a chamadas telefônicas.

Para as gerações mais velhas, falar ao telefone é normal. Meus pais passaram a adolescência brigando com seus irmãos pelo telefone fixo no corredor, o que só fazia com que toda a família ouvisse as suas conversas.

Já a minha adolescência foi passada em mensagens de texto. Fiquei obcecada por elas desde o momento em que ganhei meu Nokia cor-de-rosa de presente de aniversário, com 13 anos de idade.

Eu passava todas as noites depois da escola redigindo textos de 160 caracteres para os meus amigos.

Eu retirava todas as vogais e espaços desnecessários, até que a mensagem parecesse um grupo de consoantes aleatórias que os próprios serviços de inteligência teriam dificuldade de decifrar. Afinal, eu nunca iria pagar a mais para escrever 161 caracteres.

E, em 2009, as ligações telefônicas do meu celular custavam uma fortuna. "Nós não demos este telefone para você fofocar com suas amigas a noite inteira", relembravam meus pais sempre que recebiam minha conta telefônica, todos os meses.

Foi assim que surgiu uma geração de pessoas que só se comunicam por texto. As ligações por telefone celular eram para emergências e o telefone fixo era usado raramente para falar com os avós.

A psicóloga Elena Touroni explica que, como os jovens não desenvolveram o hábito de falar ao telefone, "agora parece estranho, pois não é o normal".

Por isso, os jovens podem esperar o pior quando o telefone começa a tocar − ou se iluminar em silêncio, já que ninguém com menos de 35 anos de idade tem o toque configurado no seu telefone.

Mais da metade dos jovens que responderam à pesquisa do Uswitch reconheceram acreditar que uma ligação inesperada significa más notícias.

A psicoterapeuta Eloise Skinner explica que a ansiedade em torno das ligações vem de "uma associação com algo de ruim − uma sensação de pavor ou mau presságio".

"À medida que as nossas vidas ficam mais atribuladas e os cronogramas de trabalho mais imprevisíveis, temos menos tempo para ligar para um amigo, simplesmente para saber como ele está", explica ela. "Por isso, as ligações telefônicas ficam reservadas para as notícias importantes das nossas vidas, que, muitas vezes, podem ser difíceis."

Para Jack Longley, de 26 anos, "é exatamente isso". Ele nunca atende ligações de números desconhecidos, pois "ou é golpe, ou é marketing. É mais fácil simplesmente ignorar as ligações, em vez de procurar saber quais delas são verdadeiras." 

Nick e Charlie, da série 'Heartstopper', fazem parte da geração das mensagens de texto

Mas não falar ao telefone não significa que os jovens não mantenham contato com seus amigos. Nossos grupos de bate-papo se movimentam o dia inteiro, com uma série de mensagens corriqueiras, memes, fofocas e, mais recentemente, mensagens de voz.

Muitas dessas conversas, agora, acontecem nas redes sociais, particularmente no Instagram e no Snapchat, onde é mais fácil enviar imagens e memes ao lado dos textos. E, mesmo com o consenso de que as ligações telefônicas são indesejadas, o uso de mensagens de voz divide as gerações mais jovens.

Na pesquisa do Uswitch, 37% das pessoas com 18 a 34 anos de idade declarou que as mensagens de voz são sua forma preferida de comunicação. Por outro lado, apenas 1% dos participantes com 35 a 54 anos preferem mensagens de voz em vez de ligações telefônicas.

"A mensagem de voz é como falar ao telefone, só que melhor", afirma a estudante Susie Jones, de 19 anos. "Você tem o benefício de ouvir a voz dos seus amigos, mas sem pressões. Por isso, é uma forma mais educada de comunicação."

Mas, para mim, é difícil ouvir mensagens de voz de cinco minutos de uma amiga contando as novidades sobre a vida dela. Elas devaneiam, as mensagens ficam repletas de palavras como "tipo" e "ahn" − e toda a história poderia ser contada em duas mensagens de texto.

As mensagens de texto e de voz permitem que os jovens participem das conversas no seu próprio ritmo. E eles podem responder de forma mais atenciosa e ponderada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyw96x064eo

"À medida que as nossas vidas ficam mais atribuladas e os cronogramas de trabalho mais imprevisíveis , temos menos tempo para ligar para um amigo, simplesmente para saber como ele está, explica ela."
Em relação à coerência e à coesão, identifique a opção que substitui CORRETAMENTE as expressões destacadas no trecho, mantendo o sentido:
Alternativas
Respostas
20401: A
20402: B
20403: C
20404: B
20405: B
20406: D
20407: A
20408: A
20409: C
20410: E
20411: D
20412: D
20413: B
20414: C
20415: B
20416: D
20417: C
20418: B
20419: D
20420: D