Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

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Q2493083 Português
Texto para responder à questão.

Qual romance você está lendo?

    Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um psicoterapeuta? Mesma sugestão.
    E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para mim é ler especificamente literatura – ficção literária.
    Você dirá que estou apenas exigindo dos outros que eles sejam parecidos comigo. E eu teria que concordar, salvo que acabo de aprender que minha confiança nos leitores de ficção literária é justificada.
    Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science (migre.me/gkK9J), Reading Literary Fiction Improves Theory of Mind (ler ficção literária melhora a teoria da mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.
    Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”, “teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.
    A teoria da mente emocional é a capacidade de reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e, portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais. Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma condição para ter uma vida social ativa e interessante.
 (Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 17/10/2013.)
O texto “Qual romance você está lendo?” destaca a importância da literatura na formação da teoria da mente e como reflexo da cultura. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que melhor aborda as especificidades do discurso literário, a relação entre gêneros literários clássicos e modernos e os processos de canonização na tradição literária. 
Alternativas
Q2493079 Português
Texto para responder à questão.

Sequência didática e ensino de gêneros textuais 

O que são sequências didáticas?


    As sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvematividades de aprendizagem e de avaliação.

As sequências didáticas são usadas somente para o ensino de Língua Portuguesa?

    Não. Podem e devem ser usadas em qualquer disciplina ou conteúdo, pois auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual, partindo de níveis de conhecimento que os alunos já dominam para chegar aos níveis que eles precisam dominar. Aliás, o professor certamente já faz isso, talvez sem dar esse nome.

Por que usar sequências didáticas ao ensinar Língua Portuguesa?  

    Para ensinar os alunos a dominarem um gênero de texto de forma gradual, passo a passo. Ao organizar uma sequência didática, o professor pode planejar etapas do trabalho com os alunos, de modo a explorar diversos exemplares desse gênero, estudar as suas características próprias e praticar aspectos de sua escrita antes de propor uma produção escrita final.
    Outra vantagem desse tipo de trabalho é que leitura, escrita, oralidade e aspectos gramaticais são trabalhados em conjunto, o que faz mais sentido para quem aprende.

O que é preciso para realizar sequências didáticas para os diferentes gêneros textuais? 

    É preciso ter alguns conhecimentos sobre o gênero que se quer ensinar e conhecer bem o grau de aprendizagem que os alunos já têm desse gênero. Isso é necessário para que a sequência didática seja organizada de tal maneira que não fique nem muito fácil, o que desestimulará os alunos porque não encontrarão desafios, nem muito difícil, o que poderá desestimulá-los a iniciar o trabalho e envolver-se com as atividades.
    Outra necessidade desse tipo de trabalho é a realização de atividades em duplas e grupos, para que os alunos possam trocar conhecimentos e auxiliar uns aos outros.

Quais as etapas de realização e aplicação de uma sequência didática de gêneros textuais? 

Para organizar o trabalho com um gênero textual em sala de aula, sugerimos a seguinte sequência didática: 

1. Apresentação da proposta.
2. Partir do conhecimento prévio dos alunos.
3. Contato inicial com o gênero textual em estudo.
4. Produção do texto inicial.
5. Ampliação do repertório sobre o gênero em estudo, por meio de leituras e análise de textos do gênero.
6. Organização e sistematização do conhecimento sobre o gênero: estudo detalhado de sua situação de produção e circulação; estudo de elementos próprios da composição do gênero e de características da linguagem nele utilizada.
7. Produção coletiva.
8. Produção individual.
9. Revisão e reescrita.

(AMARAL, Heloísa. Sequência didática e ensino de gêneros textuais. Em: janeiro de 2024.)
Com base nas informações sobre sequência didática e utilizando a teoria de Roman Jakobson sobre as funções da linguagem, considere o seguinte cenário hipotético: o professor Antônio planeja utilizar uma sequência didática para ensinar sobre as funções da linguagem, baseando-se na teoria de Jakobson. Ele também quer integrar aspectos avaliativos relevantes. Qual das seguintes atividades propostas por ele alinha-se melhor com a teoria de Jakobson e com a avaliação eficaz no ensino de Língua Portuguesa? 
Alternativas
Q2493078 Português
Texto para responder à questão.

Sequência didática e ensino de gêneros textuais 

O que são sequências didáticas?


    As sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvematividades de aprendizagem e de avaliação.

As sequências didáticas são usadas somente para o ensino de Língua Portuguesa?

    Não. Podem e devem ser usadas em qualquer disciplina ou conteúdo, pois auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual, partindo de níveis de conhecimento que os alunos já dominam para chegar aos níveis que eles precisam dominar. Aliás, o professor certamente já faz isso, talvez sem dar esse nome.

Por que usar sequências didáticas ao ensinar Língua Portuguesa?  

    Para ensinar os alunos a dominarem um gênero de texto de forma gradual, passo a passo. Ao organizar uma sequência didática, o professor pode planejar etapas do trabalho com os alunos, de modo a explorar diversos exemplares desse gênero, estudar as suas características próprias e praticar aspectos de sua escrita antes de propor uma produção escrita final.
    Outra vantagem desse tipo de trabalho é que leitura, escrita, oralidade e aspectos gramaticais são trabalhados em conjunto, o que faz mais sentido para quem aprende.

O que é preciso para realizar sequências didáticas para os diferentes gêneros textuais? 

    É preciso ter alguns conhecimentos sobre o gênero que se quer ensinar e conhecer bem o grau de aprendizagem que os alunos já têm desse gênero. Isso é necessário para que a sequência didática seja organizada de tal maneira que não fique nem muito fácil, o que desestimulará os alunos porque não encontrarão desafios, nem muito difícil, o que poderá desestimulá-los a iniciar o trabalho e envolver-se com as atividades.
    Outra necessidade desse tipo de trabalho é a realização de atividades em duplas e grupos, para que os alunos possam trocar conhecimentos e auxiliar uns aos outros.

Quais as etapas de realização e aplicação de uma sequência didática de gêneros textuais? 

Para organizar o trabalho com um gênero textual em sala de aula, sugerimos a seguinte sequência didática: 

1. Apresentação da proposta.
2. Partir do conhecimento prévio dos alunos.
3. Contato inicial com o gênero textual em estudo.
4. Produção do texto inicial.
5. Ampliação do repertório sobre o gênero em estudo, por meio de leituras e análise de textos do gênero.
6. Organização e sistematização do conhecimento sobre o gênero: estudo detalhado de sua situação de produção e circulação; estudo de elementos próprios da composição do gênero e de características da linguagem nele utilizada.
7. Produção coletiva.
8. Produção individual.
9. Revisão e reescrita.

(AMARAL, Heloísa. Sequência didática e ensino de gêneros textuais. Em: janeiro de 2024.)
Tendo em vista as informações do texto, avalie o seguinte caso hipotético: a professora Marina, ensinando língua portuguesa em uma escola secundária, decide utilizar sequências didáticas para abordar gêneros discursivos não literários. Ela planeja uma série de atividades centradas em um gênero específico. Assinale a afirmativa cuja proposta de gênero discursivo não literário seria mais apropriada para desenvolver a compreensão dos alunos sobre as práticas histórico-sociais e domínios discursivos. 
Alternativas
Q2492394 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2




Disponível em: <https://intervox.nce.ufrj.br/~jerry/emergencia.htm>. Acesso em: 07 mar. 2024.

O texto lido pertence ao gênero 
Alternativas
Q2492349 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3



Disponível em: <https://contobrasileiro.com.br/o-melhor-amigo-cronica-defernando-sabino/>. Acesso em: 06 mar. 2024.


A crônica lida classifica-se como
Alternativas
Q2491973 Português

Julgue o item subsequente.


O gênero descritivo consiste na apresentação de traços ou características de uma pessoa, objeto, ambiente, cena etc. Os textos mais comuns desse gênero são os perfis jornalísticos de alguma celebridade ou instituição.

Alternativas
Q2491793 Português

Julgue o item a seguir.


O gênero descritivo consiste na apresentação de traços ou características de uma pessoa, objeto, ambiente, cena etc. Os textos mais comuns desse gênero são os perfis jornalísticos de alguma celebridade ou instituição.

Alternativas
Q2488894 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


O texto abaixo (TEXTO 3) é trecho de uma entrevista de Luiz Felipe Pondé para o site Fronteiras.


TEXTO 3


Ser solteiro ou, como diz o termo vigente, ser single está na moda? Por quê?


    Toda hora inventam uma modinha para dar um nome a um comportamento. Por exemplo, à dificuldade de partilhar a vida com uma pessoa, agora se dá o nome de single; não é mais solteiro ou sozinho, é single. E tem tanta gente single no mundo hoje porque as pessoas estão exigentes demais, insatisfeitas, e porque a vida sozinho é mais possível, mais barata.

    Para viver com uma pessoa, você tem de fazer concessões, precisa ser corajoso, tem de investir na pessoa com todos os riscos que o "investimento" traz. A vida single está na moda porque há um ônus enorme na vida partilhada. [...]


Então viver sozinho é um caminho sem volta?


    Quando alguém fica sozinho, não precisa se submeter às vontades, taras, desejos e dificuldades do outro. À medida que você vai ficando sozinho porque está bom, uma hora tenta ficar com alguém e não consegue. Está acostumado.


Mas há quem queira encontrar alguém e não consegue.


    Não consegue porque ninguém quer mais saber de ninguém. Os jovens estão cada vez mais narcisistas. Quando uma pessoa fala que quer alguém, ela quer alguém pra preencher o vazio que sente. Mas esse alguém não é real, que vem com os problemas de alguém real.

    E mais: as pessoas estão cansadas do cotidiano. Elas têm de trabalhar muito, têm que investir muito na carreira. Às vezes, é mais seguro investir na carreira e na grana do que numa parceria. Os mais jovens têm cada vez mais medo da vida, e ficam cada vez mais cansados. Porque viver com medo cansa.

Em relação às tipologias e gêneros textuais, assinale a alternativa correta sobre o texto 3:
Alternativas
Q2488801 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO 1


As lições do país rico que reduziu pela metade suas emissões de carbono

Com estratégia multifacetada, o Reino Unido reduziu drasticamente a poluição industrial entre 1990 e 2022



    O Reino Unido tornou-se a primeira grande economia do planeta a reduzir para metade as suas emissões de dióxido de carbono, o principal gás responsável pelo aquecimento do globo.


    Segundo dados divulgados pelo governo, as emissões caíram 50% entre 1990 e 2022, ao mesmo tempo que aumentou a sua economia em 79%.


    Segundo a secretária de Segurança Energética, Claire Coutinho, isso coloca o país europeu na rota da emissão zero até 2050.


    O sucesso do Reino Unido em cortar o dióxido de carbono se deve a uma estratégia multifacetada.


    O primeiro pilar se deve à mudança da matriz energética.


    Desde o início dos anos 2000, o Reino Unido começou a substituir o carvão como combustível de suas centrais elétricas.


    Em 2012, por exemplo, esse combustível altamente poluente fornecia 40% da eletricidade consumida pelos britânicos.


    Mas em 2024, este valor cairá a zero.


  No lugar do carvão, o governo britânico passou a investir pesado na produção elétrica baseada em energias renováveis.


 Hoje, centrais eólicas, solares e hidrelétricas geram 40% da eletricidade nacional. Percentual expressivamente superior ao de 2010, quando a energia limpa supria apenas 7% das necessidades.


Fonte:https://veja.abril.com.br/agenda-verde/as-licoes-do-pais-rico-que-reduziu-pela-metade-suas-emissoes-de-carbono/

(adapatado)

A qual gênero textual pertence o texto acima?
Alternativas
Q2485457 Português

Leia a sinopse a seguir e responda à questão.


O Alquimista


O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Sinopse:



O alquimista segue a jornada de um pastor andaluz chamado Santiago. Acreditando em um sonho recorrente de ser profético, ele decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro nas pirâmides no Egito.


No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua "Lenda Pessoal". Ele acrescenta que "quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo". Este é o tema central do livro.


Ao longo do caminho, o menino encontra um inglês que veio em busca de um Alquimista e continua suas viagens com ele. Eles viajam pelo Saara e durante sua viagem, Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã perto de um oásis. Ele pede a Fátima para se casar com ele, mas ela diz que só vai casar com ele depois que ele completar sua jornada e encontrar seus tesouros. Ele fica perplexo com isso, mas depois descobre que o verdadeiro amor não vai parar nem implorar para sacrificar a sua Lenda Pessoal, e se isso acontecer, não é amor verdadeiro.


O menino então encontra um alquimista que também o ensina sobre Lendas Pessoais. Ele diz que as pessoas querem encontrar apenas o tesouro de suas Lendas Pessoais, mas não a própria Lenda Pessoal. O menino se sente inseguro sobre si mesmo enquanto escuta os ensinamentos do alquimista. O alquimista afirma: "Aqueles que não entenderem suas Lendas Pessoais não conseguirão compreender seus ensinamentos". É também afirmado que o tesouro é mais digno do que o ouro. O tema principal recorre através do romance, "Quando uma pessoa realmente deseja alguma coisa, todo o universo conspira para ajudar essa pessoa a realizar seu sonho".


https://pt.wikipedia.org/wiki/O Alquimista

Tendo como base a sinopse acima, é correto afirmar que esse gênero textual apresenta muitas semelhanças com 
Alternativas
Q2481272 Português

Julgue o item que se segue. 


O gênero descritivo consiste na apresentação de traços ou características de uma pessoa, objeto, ambiente, cena etc. Os textos mais comuns desse gênero são os perfis jornalísticos de alguma celebridade ou instituição.

Alternativas
Q2480059 Português

Texto I

Leia o texto a seguir:

Autorias marginalizadas e a costura do domínio público

Por MARIA HELENA JAPIASSU MARINHO DE MACEDO

Os direitos autorais são espécies de direitos de propriedade intelectual, que conferem retribuição financeira e reconhecimento a criadores de determinados bens artísticos, científicos e culturais. Não é de amplo conhecimento, no entanto, a relação dos direitos autorais com os direitos humanos, sobretudo no que concerne à valorização da dignidade humana e da diversidade cultural.

É importante recapitular um pouco a história dos direitos autorais que se relaciona intrinsecamente ao pensamento iluminista de valorização do indivíduo e de suas potencialidades. Quanto aos artistas e às suas criações, os direitos autorais acompanham a história da arte no Ocidente, fundamentando-se na valorização da expressão do espírito humano e na originalidade da obra de arte, vista em sua singularidade.

Este embasamento teórico vem sendo contestado à medida que a diversidade no mundo das artes e da cultura é reconhecida. A abertura dos espaços artísticos para a diversidade traz desafios, pois as manifestações culturais humanas são plurais. Assim, artes coletivas, tradicionais e mesmo aquelas que se utilizam de inteligência artificial questionam a legislação individualista dos direitos autorais.

Ao pensar os direitos autorais e a sua relação com os direitos humanos, faz-se necessário evidenciar autorias que estiveram à margem da história da arte ocidental e que, por muito tempo, não foram considerados sujeitos de direito perante as suas criações. Mulheres que tiveram a sua representação mediada por seus pais ou maridos, a quem se atribuía a autoria ou a “paternidade” da obra. Negros, que tiveram o seu tempo de criatividade limitado ao trabalho forçado e cujas expressões artísticas registraram-se, sobretudo, na memória, no corpo e na oralidade. Indígenas, cuja capacidade civil plena, no Brasil, foi alcançada apenas com a Constituição de 1988.

Estes são exemplos de autorias marginais à história da arte, reconhecidas tardiamente na história geral, como sujeitos de direito e capazes de reivindicar a condição de artista. A arte hoje é plural, não é apenas uma arte — acadêmica ou ocidental —, mas um conceito aberto, de reivindicação e ativismo político por expressões criativas, aberta à possibilidade da concretização da dignidade humana e da valorização da diversidade cultural. 

No Direito, obras de arte sem autoria conhecida pertencem ao domínio público. Com que palavras descrever autores, culturas e gramáticas que foram negligenciados na inscrição da história e do direito ocidental? O neologismo “invisibilizado” e o constante uso do termo “ancestralidade” são exemplos de expressões inseridas em um discurso de direitos humanos, que tardiamente são escutados numa sociedade organizada sob pressupostos democráticos e de valorização da diversidade étnica e cultural.

As obras de arte e o patrimônio cultural de sujeitos invisibilizados ou ocultados perante os discursos normativos hegemônicos são hoje reivindicados não apenas a partir da reclamação pela restituição de um bem intelectual, mas também na elaboração de novos discursos estéticos que buscam resgatar a memória ancestral e cerzir as feridas provocadas pela supressão da possibilidade de suas expressões.

Para ilustrar essa costura de um domínio público marcado pela violência aos direitos humanos de autorias marginalizadas pela história, vale mencionar as obras dos artistas plásticos Bruna Alcântara (ver “Pise”), Rosana Paulino (ver série “Bastidores”) e Gustavo Caboco (de etnia Wapichana, ver “encontros di-fuso”), que, por meio da linha e da agulha, buscam costurar cicatrizes abertas, expressando seus lugares de fala e identidades, resgatando suas memórias e ancestralidades.

Que a história do futuro da arte seja erigida neste diálogo, sob as bases de um direito cultural democrático, participativo e mais humano.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2024/02/1048773-autorias-marginalizadas-e-a-costura-do-dominio-publico.html. Acesso em 12/03/2024. Texto adaptado. 

Com relação aos gêneros do discurso, o texto I caracterizase como um/uma
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Q2479586 Português

Analise o seguinte fragmento de texto:


“Eu considerei a glória de um pavão, ostentando o esplendor, de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas”.

(O Pavão, Rubem Braga, extraído de lituraterre.com)


Ao se avaliar o último período do fragmento acima - "O pavão é um arco-íris de plumas." e levando em conta o que nos ensina Cegalla a respeito de figuras de linguagem, podemos afirmar que se trata de um(a): 

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Q2479583 Português
Conforme descreve Marcuschi, qual dos itens a seguir não é um gênero textual?
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Q2478946 Português
NÃO EXISTE DIA RUIM


        Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife à milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

         Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É a possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças. A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.

         Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.

         Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.



(CARPINEJAR, F. Disponível em: www.refletirpararefletir.com.br/3-incriveis-cronicas-do-fabricio-carpinejar-sobre-viver. Acesso em: 27/12/2023.)
O gênero a que pertence esse texto é crônica, pois 
Alternativas
Q2478906 Português
Praia, Maldita Praia


         Odiava praia. E como não odiar?, costumava perguntar. Se os elementos que integram uma praia fossem friamente analisados, não haveria como não nutrir sentimentos de repulsa por este ambiente agressivo à saúde e ao bem-estar. Malditos grãos de areia que sempre insistem em entrar onde não devem, pinicando todo o corpo, um sol infeliz torrando a pele e multiplicando melanomas e não melanomas, além de uma água imunda e fétida, proliferando bactérias que fazem a festa no corpo dos ingênuos que ali se divertem.


         Por esta razão, ao chegar aos 60 anos, Antenor nunca reservara um dia sequer de suas férias para adentrar praias entupidas de pessoas com suas micoses purulentas, como costumava dizer. Os amigos e familiares, claro, sempre se incomodaram. As férias dele sempre se limitaram a viagens para o interior, fuga do caos urbano para o tédio de alguns poucos monumentos e turismo de aventura.


       Mas quando Antenor completou os 60 anos, a família decidiu mudar esta história. Sem seu conhecimento, compraram um pacote turístico para uma badalada praia do Nordeste. Tudo incluso: passagem, estadia, alimentação e até transporte local. E, obviamente, tudo mantido sob rigoroso segredo. Para o Antenor, diziam que as férias seriam no interior, para uma daquelas cidades cuja atração se limita apenas às comidas e bebidas típicas. Só depois que enfiaram o velho dentro do avião, devidamente afivelado, comunicaram que o destino seria uma praia.


       Houve um princípio de escândalo. Me tira daqui eu não quero pegar câncer, eu não quero micose pútrida leprosa em minha pele, e por aí afora. Mas com alguma conversa, inclusive ameaça de divórcio da dona Arlete, botaram o velho de volta ao bom juízo e ele manteve a boca fechada a viagem toda. Mas ainda dava para ver em seus olhos a ira diante da traição de todos aqueles que um dia ele jurara amar.


      Ao chegarem à praia, a família esperou pelo pior: um escândalo mais ostentoso do que o dado no avião. Mas ao contrário, o semblante de búfalo mal-humorado do velho Antenor cedeu diante da visão arrebatadora, do frescor sem igual, da agradável intensidade que o casamento entre sol, areia e mar proporciona.


      Durante aquele dia, a família concordara em uníssono: nunca tinham visto um Antenor tão feliz quanto naquela tarde ensolarada. Ele até trocou algumas palavras amistosas com outros que se estiravam na areia, nas proximidades.


      Na semana seguinte, na viagem de volta de avião, Antenor garantiu a todos que não aguentaria esperar as próximas férias. Nas semanas seguintes, no máximo em alguns poucos meses, daria um jeito de voltar para a praia.

 
    Isso, lógico, após ele tratar e curar a micose crural, a pitiríase versicolor e a onicomicose subungueal distal e lateral. 



(MARTINZ, J. Disponível em: www.corrosiva.com.br/cronicas engracadas. Acesso em: 26/12/23.)
Assinale a afirmativa que NÃO apresenta característica da crônica narrativa, gênero textual a que pertence o texto.
Alternativas
Q2477457 Português

Leia o Texto 5 para responder à questão.


Texto 5

Furto de flor

Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80. Disponível em: <https://www.contioutra.com/?s=furto+de+flor> . Acesso em: 05 mar. 2024.

Os gêneros textuais são construídos por características e funcionalidades específicas. O texto acima, por sua forma, estilo e conteúdo, constitui
Alternativas
Q2475395 Português

Leia o texto a seguir.

O sonho

Clarice Lispector

Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade. Sonhei que aquele dia era Ano-Novo. E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano-Novo! Não entendo de sonhos. Mas este me parece um profundo desejo de mudança de vida. Não precisa ser feliz sequer. Basta ano novo. E é tão difícil mudar. Às vezes escorre sangue.


Disponível em: <https://claricelispectorumjeitodiferentedeser.blogspot.com/2015/02/umsonho.html>. Acesso em: 05 abr. 2024.

Tendo em conta as características do texto acima, quanto ao conteúdo temático, ao estilo e à forma composicional, trata-se de um exemplo do gênero textual denominado de
Alternativas
Q2475343 Português
A importância da educação e conscientização no combate à violência feminina


       No contexto atual, é alarmante constatar que muitas mulheres ainda desconheçam os diferentes tipos de violência feminina perpetrados contra elas. Essa falta de conhecimento não apenas contribui para a perpetuação do ciclo de abuso, mas também as impede de buscar ajuda e se proteger adequadamente. Dentro dessa realidade preocupante, destacam-se diversos tipos de violência feminina, cada um com suas características e impactos específicos.

     A violência física, por exemplo, manifesta-se através de agressões diretas como socos, chutes e empurrões, deixando marcas visíveis e emocionais profundas. Já a violência psicológica, talvez menos evidente, é igualmente devastadora, minando a autoestima e o bem-estar emocional da vítima por meio de humilhações, xingamentos e ameaças constantes.

       A violência sexual é outra forma de agressão que merece atenção especial. Ela engloba qualquer tipo de abuso, coerção ou intimidação sexual não consentida, deixando cicatrizes emocionais que muitas vezes perduram por toda a vida. Enquanto isso, a violência patrimonial é uma realidade cruel na qual a vítima é submetida ao controle abusivo de seus bens e recursos financeiros, limitando sua independência e liberdade.

    Por fim, a violência moral, muitas vezes subestimada, também causa danos significativos ao expor a intimidade da mulher, difamando-a publicamente e comprometendo sua dignidade e reputação.

        Para combater essa falta de conhecimento e conscientizar as mulheres sobre seus direitos e formas de se protegerem, é fundamental implementar programas educacionais desde cedo, principalmente nas escolas. Educar crianças e adolescentes sobre respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência é essencial para criar uma sociedade mais justa e igualitária.

      As escolas desempenham um papel fundamental nesse processo, pois são espaços privilegiados para a disseminação de conhecimento e valores. Ao incluir em suas grades curriculares conteúdos relacionados à violência de gênero, as escolas contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e engajados na luta contra a violência feminina. Além disso, é importante que as instituições de ensino ofereçam espaços seguros e acolhedores onde os alunos possam discutir abertamente questões relacionadas à violência de gênero, esclarecer dúvidas e buscar apoio em casos de violência.

       Além disso, é crucial que o papel da mulher como mãe seja valorizado e discutido dentro das famílias. Conversas abertas sobre questões relacionadas à violência de gênero e o ensino aos filhos sobre o respeito e a valorização das mulheres desde cedo são eficazes na promoção de mudanças culturais e comportamentais.

       Outra medida importante é a adoção de políticas mais rigorosas pelas plataformas digitais, que devem coibir publicações agressivas ou que promovam a violência contra as mulheres. A fiscalização rigorosa nessas plataformas pode ajudar a prevenir a disseminação de discursos de ódio e a proteger as mulheres do assédio online.

       As plataformas digitais têm uma visibilidade ampla e a capacidade de disseminar informações rapidamente. Portanto, é essencial que utilizemos essas ferramentas de forma responsável e ética, promovendo a conscientização e o combate à violência feminina em todas as esferas da sociedade.

     É essencial que a sociedade se una para garantir que essas leis sejam implementadas efetivamente e que as mulheres tenham acesso à informação, justiça e proteção necessárias para viverem livres de violência.


(Advogado Paulo Meira Passos, Diretor-Chefe da Meira Passos Advogados e Advogado da Comissão da OAB-MG. Disponível em: <https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
De acordo com as características do gênero textual apresentado a seguir, pode-se afirmar que: 



Imagem associada para resolução da questão




(Charge do Moises Cartuns. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/laranjal-e-feminicidio-mostram-um-brasil-que-naorespeita-suas-mulheres/.)
Alternativas
Q2474352 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

A charge a seguir retrata um político conduzindo um eleitor caracterizado como burro e amarrado por um cabresto, para depositar seu voto na urna. A charge, intitulada "As Próximas Eleições... de Cabresto", é de autoria de Alfredo Storni e foi publicada na revista Careta em 1927. Ela se tornou famosa por ilustrar a falta de liberdade no processo eleitoral da Primeira República brasileira, onde o eleitorado era coagido a votar nos candidatos governistas. A imagem da charge foi reproduzida em diversos livros didáticos e é frequentemente utilizada em vestibulares para discutir a manipulação política durante aquele período.




JUNIOR, Boulos. 2016, p. 52.
Na análise da charge "As Próximas Eleições... de Cabresto", quais elementos caracterizam o gênero textual utilizado?
Alternativas
Respostas
601: B
602: C
603: D
604: A
605: D
606: C
607: C
608: C
609: D
610: C
611: C
612: D
613: B
614: A
615: C
616: A
617: C
618: C
619: B
620: A