Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

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Q3153982 Português
Observe a interrogação inicial de um texto:

Existe alguma forma de reduzirem-se os prejuízos causados pelas queimadas no Norte do Brasil? O único caminho viável é o da educação ambiental, que pode ser lento e demorado, não os evitando de imediato.

Sobre essa interrogação no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3153277 Português
O texto literário e o não-literário

O texto literário e o não-literário, embora ambos sejam formas de comunicação e expressão, diferem significativamente em suas intenções, estruturas e funções. O texto literário busca principalmente a expressão estética, emocional e subjetiva, utilizando recursos como metáforas, figuras de linguagem e narrativas que exploram a imaginação e o simbolismo. Ele é marcado pela liberdade criativa, pela busca por emoções intensas e pela reflexão sobre a condição humana. Exemplos clássicos incluem romances, poesias  e peças teatrais, onde o foco está mais no processo de criação e na experiência sensorial e intelectual do leitor.
Por outro lado, o texto não-literário tem uma função mais direta e informativa. Seu principal objetivo é transmitir informações objetivas, analisar situações, argumentar ou explicar, com base em uma linguagem clara e precisa. Textos como artigos jornalísticos, manuais, relatórios, ensaios acadêmicos e textos técnicos se encaixam nessa categoria, pois visam comunicar ideias de maneira lógica, sem a preocupação com a estética ou o prazer literário.
A principal diferença entre os dois tipos de texto está na forma e na finalidade: enquanto o literário apela à imaginação e ao sentimento, o não-literário é voltado para a clareza, objetividade e a transmissão de conhecimento. Ambos, no entanto, são essenciais na comunicação humana, cada um em seu próprio domínio e com suas peculiaridades (SANT'ANNA, 2023).

Com base nas distinções entre o texto literário e o não-literário, pode-se afirmar que o:
Alternativas
Q3153274 Português
Era uma tarde de inverno, e o silêncio dominava a pequena vila escondida entre as montanhas. Clara, uma menina de oito anos, caminhava lentamente pela trilha coberta de folhas secas, segurando um cesto vazio. Seus olhos brilhavam ao fitar o céu tingido de cinza, enquanto o vento frio fazia suas tranças balançarem.
Ela havia prometido à avó colher algumas amoras para o chá da noite, mas, ao chegar perto do bosque, algo incomum chamou sua atenção. Um pássaro de plumagem azul vibrante, diferente de qualquer outro que já tivesse visto, estava pousado no galho baixo de uma árvore. Clara parou, encantada. O pássaro, por sua vez, a olhou com curiosidade, inclinando levemente a cabeça.
Sem pensar, Clara deixou o cesto cair e estendeu a mão em direção à ave, que, para sua surpresa, não fugiu. Em vez disso, soltou um leve trinado, quase como se estivesse chamando-a para segui-lo. Hesitante, mas tomada por um estranho impulso, Clara deu o primeiro passo, adentrando o bosque como se estivesse entrando em um mundo novo (FERREIRA, 2024).

O gênero literário predominante no texto é:
Alternativas
Q3151889 Português
Leia o texto:

Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo, período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. 
Atualmente, PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. Renato Coelho. Jornal da UNESP, 3/10/2023 (com adaptações)

Identifique o gênero textual presente no texto acima:
Alternativas
Q3148960 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão,


A fila do mineiro



Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.


O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.


Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.


De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.


A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.


Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.


Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.


 É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.


É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.


Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro

O texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, apresenta características específicas de organização textual e se insere em determinado gênero textual. Considerando a tipologia textual predominante no texto e os elementos que definem o gênero textual ao qual pertence, analise as afirmativas a seguir e identifique a alternativa correta:
Alternativas
Q3148420 Português
    O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”.

    Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos.


Leoné Astride Barzotto. Deslocamento e memória em “La mano em la tierra”, de Josefina Plá. In: Elena Palmero González e Stelamaris Coser (orgs.). Entre traços e rasuras: intervenções da memória na escrita das Américas. Rio de Janeiro: 7Letras; FAPERJ, 2013, p. 52 (com adaptações). 

Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item seguinte.  



No texto, que se classifica, quanto ao gênero, como acadêmico, a autora defende o estilo híbrido por ser ele capaz de gerar encontros entre culturas, não havendo que se falar em pontos negativos trazidos por esses contatos.

Alternativas
Q3148414 Português
    A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.

     Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. 

    Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022.

     Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório.

     A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida.


Letícia Mori. A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE. Internet: (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.



O texto configura-se como texto jornalístico no qual a autora argumenta a favor da implementação de políticas públicas que melhorem o desempenho dos alunos brasileiros em matemática.  

Alternativas
Q3147830 Português
        Nas últimas semanas, comecei a estranhar a incidência de palavras como sofrência, refrescância e picância no vocabulário das pessoas. Referiam-se respectivamente a sofrimento, refresco e picante. Não que estivessem erradas.
         O fato é que palavras antes nunca usadas estão entrando no nosso dia a dia como se não pudéssemos mais passar sem elas. Quem terá sido o primeiro a falar esta ou aquela? Como elas se propagaram? Ninguém estranhou ao ouvi-las? Ou fez de conta que sabia do que se tratava? Eis algumas: bichectomia, cleptocracia, criptoassalto, despolarização, ecocídio, economocrata, hipergamia, hipomania, homoeomorfo, jogoteca, labioplastia, ludopatia, microagulhamento, microfocagem, nepobaby, ninfoplastia, pornotortura, probiótico, reflexologia, reformômetro, subótimo, supramáximo, tiktokização, tocofobia...
         Colhi todas essas palavras nos jornais dos últimos 30 dias, em textos que não se deram ao trabalho de defini-las. Note bem, todas são plausíveis, têm formação perfeita, e basta conhecer seus componentes para captar seu significado. Mas que são esdrúxulas, são.
         Confesso que boiei em algumas palavras e, ao ir ao dicionário, me surpreendi. Aliás, é o que lhe acontecerá se você for buscar o significado de, digamos, bichectomia, homoeomorfo ou ninfoplastia. Mas quero ver se algum deles nos dirá a definição de aruspicatório, carboxiterapia, criolipólise, fotoblastia, incretinomimético, mastócito, melasmítico, microbiota, lipocavitação, orofacial, picossegundo, tecarterapia e tranexâmico.

Ruy Castro. Bichectomia, homoeomorfo e ninfoplastia.
Internet: <folha.uol.com.br>  (com adaptações). FimDoTexto

De acordo com as ideias veiculadas no texto precedente e considerando suas características linguístico-discursivas, julgue o item a seguir.


Considerando a função sociocomunicativa e o canal de circulação do texto, além de suas características discursivas, é possível concluir que o texto se configura como um exemplar do gênero textual crônica.

Alternativas
Q3147807 Português

Internet:<instagram.com/folhadespaulo> 

A partir da leitura do texto precedente, julgue o item seguinte, relacionado a semiótica, multiletramento e multimodalidade.  


Os textos multimodais produzem efeitos de sentido por diferentes modos de representação, ou seja, a informação é transmitida por diferentes modos semióticos.

Alternativas
Q3147806 Português

Internet:<instagram.com/folhadespaulo> 

A partir da leitura do texto precedente, julgue o item seguinte, relacionado a semiótica, multiletramento e multimodalidade.  


O texto apresentado classifica-se como multimodal, já que nele a linguagem não verbal e a verbal se complementam na produção de sentido.

Alternativas
Q3147796 Português
        Dominar o sistema de escrita do português do Brasil não é uma tarefa tão simples: trata-se de um processo de construção de habilidades e capacidades de análise e de transcodificação linguística. Um dos fatos que frequentemente se esquece é que estamos tratando de uma nova forma ou modo (gráfico) de representar o português do Brasil, ou seja, estamos tratando de uma língua com suas variedades de fala regionais, sociais, com seus alofones, e não de fonemas neutralizados e despidos de sua vida na língua falada local. De certa maneira, é o alfabeto que neutraliza essas variações na escrita.

Brasil. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 

Julgue o item que se segue, referente ao texto precedente e ao ensino da escrita nos anos iniciais do ensino fundamental.  


Gêneros orais são indissociáveis da informalidade, ao passo que gêneros escritos são caracterizados pelos contextos formais em que circulam.

Alternativas
Q3147789 Português
        Na Escola Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo, a professora Débora Corrêa ensina poesia para turmas de 4.º ano do ensino fundamental desde 2002. O projeto Poesia também se aprende tem por objetivo permitir que as crianças brinquem com as palavras e percebam as diferenças entre ritmos e sonoridades, cantar e recitar, falar e recitar. Após cinco anos de trabalho, ela diz que a garotada aprende a reconhecer, compreender e dar significado às palavras. “Sem falar que o vocabulário enriquece, pois todos aprendem novas expressões no contexto em que elas devem ser usadas”, afirma. “A poesia estimula o raciocínio ao brincar com as palavras. E os menores, que ainda têm dificuldade para se expressar, aproveitam muito essas oportunidades de troca, até porque os textos sempre representam situações reais”, explica.

Internet:<novaescola.org.br>  (com adaptações)

Considerando aspectos linguísticos do texto anterior e a leitura nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o próximo item.  


O texto enquadra-se no gênero reportagem devido ao emprego de sequências narrativas e à interlocução direta com o leitor.

Alternativas
Q3147788 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


A enumeração contida nos versos “bolo de chocolate, biscoito de nata, / sonhos embrulhados / em açúcar e canela”, na primeira estrofe, caracteriza uma relação anafórica com o referente “Tudo”, no primeiro verso da mesma estrofe.

Alternativas
Q3147787 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


O poema baseia-se na expressividade de imagens relacionadas à avó, as quais são evocadas nas duas estrofes sem se recorrer a rimas.

Alternativas
Q3147785 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


O trabalho pedagógico com textos da oralidade compreende tanto aqueles de gêneros primários, que o estudante já produz, quanto os de gêneros secundários, que ele deve aprender no contexto escolar.

Alternativas
Q3147784 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


Embora retrate o processo de produção de alimentos, o poema de Murray se afasta do gênero receita porque, entre outras razões, não contém sequências injuntivas.

Alternativas
Q3147783 Português
DESEJO DO CHEIRO DA CASA DA AVÓ:

Tudo o que a avó fabrica
em sua cozinha encantada
tem cheiro bom:
bolo de chocolate, biscoito de nata,
sonhos embrulhados
em açúcar e canela,
que são como nuvens
no céu da boca e expulsam
qualquer pesadelo.
As mãos da avó,
cheias de farinha
e tempo acumulado,
acariciam, tocam na superfície
dos pães e da pele da gente
com tanto amor
que curam qualquer defeito
do lado esquerdo ou direito.

Na casa da avó
o ar é perfumado
e parece um abraço
e até o final dos tempos
o cheiro da casa da avó
fica grudado em nosso
pensamento.
Roseana Murray. Poço dos desejos. São Paulo: Moderna, 2014. 

Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.


No poema, a dupla função das mãos da avó — de produzir alimento e afeto — está definida nos trechos “cheias de farinha” e “tocam na superfície / dos pães”.

Alternativas
Q3147782 Português
O navio negreiro

Castro Alves

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar
(...)

E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
(...)

Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
(...)

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...

A partir da leitura dos excertos precedentes do poema O navio negreiro, de Castro Alves, julgue o item a seguir. 


No poema descreve-se, entre outras cenas, a retirada do navio de um cadáver que é jogado no oceano.

Alternativas
Q3146495 Português
        Manu, S. Paulo, 6-VIII-33

        Estou fazendo week-end..., dando um balanço geral em tudo quanto tenho que responder, livros a agradecer, papelada pra distribuir nos lugares, etc., etc. Seus comentários sobre o meu “O desespera” quase que me desesperaram. Não é justo você dizer que pra mim é atual falar numa coisa, como se eu não me rendesse a razões plausíveis. Me rendo sim senhor. Confesso com lealdade que jamais refleti seriamente sobre isso, isto é, seriamente, refleti, sim, mas não refleti longamente. Mas a seriedade está nisto: emprego flexões pronominais iniciando a frase, coisa que literariamente é erro. Me parece etc. Devo empregar também literariamente “O desespera” porque o caso é absolutamente o mesmo. Se trata de uma ilação, é verdade, mas ilação absolutamente lógica sobre o ponto de vista filosófico, e tirada da índole brasileira de falar, o que a torna, além de filosoficamente certa, psicologicamente admissível. Diz você que não se trata dum fato de linguagem brasileira. Poderei estar de acordo. Mas isso se dá simplesmente porque o povo, pelo menos o povo rural que é a grande e pura fonte, ignora o pronominal, e diz, por exemplo, “fazer isso” e “dizer isso” “desespera ele” por fazê-lo e dizê-lo. Você tem o argumento dos alfabetizados da cidade. Sim, mas estes, desde que ponham um reparo na fala, já não dizem “me parece” também, porque o professor da escola primária proibia. Mas se dizem, sem querer, “me parece” por que, então, não dizem “o desespera”?

         Ciao, com abraço.

Mário de Andrade. Cartas a Manuel Bandeira, 2001, p. 222-3 (com adaptações).

Julgue o próximo item, acerca das ideias e de aspectos textuais e gramaticais do texto precedente.


Em cartas pessoais, como as escritas por Mário de Andrade a Manuel Bandeira (“Manu”), o emprego de sinal de pontuação após o vocativo é facultativo.

Alternativas
Q3146490 Português
        Paris, fim do inverno, 1979.

        Apesar do frio, abri um pouco a janela, o cheiro no estúdio é insuportável. Tento fazer uma versão francesa de Tecendo a manhã, meu aluno de Neuilly-sur-Seine se interessou pela poesia brasileira, pinçou esse poema belíssimo e cabeludo do João Cabral de Melo Neto, e ainda me pediu um comentário, promessa de uma ótima gorjeta. É o aluno mais antigo, e o mais empenhado em aprender a língua portuguesa. A gente se conheceu no Café des Arts, onde eu distribuía folhetos anunciando aulas de português (Brasil). É um diletante solitário, entusiasmado com a arte e a literatura da América Latina e da África. Nas primeiras aulas, depois dos meus comentários sobre a situação política na América do Sul, ele disse que as atrocidades só mudam de tempo e lugar. Ele se interessou pela poesia do João Cabral quando lhe mostrei Estudos para uma bailadora andaluza; quis ler outros, e assim chegamos ao Tecendo a manhã. “Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos.” Comecei a escrever uma versão francesa do poema, mas empaquei nestes versos: “e de outros galos / que com muitos outros galos se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos”. Nesta solidão e com esse frio, sem fios de sol e gritos de galo, será difícil tecer a manhã em Paris.

Milton Hatoum. Pontos de fuga.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 59-60 (com adaptações).  

Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.


No trecho “A gente se conheceu no Café des Arts, onde eu distribuía folhetos anunciando aulas de português” (quarto período), o vocábulo “folhetos”, nesse caso, remete ao gênero textual do tipo informativo.

Alternativas
Respostas
261: D
262: A
263: C
264: B
265: D
266: E
267: E
268: C
269: C
270: C
271: E
272: E
273: E
274: E
275: C
276: C
277: E
278: C
279: C
280: C