Questões de Concurso
Sobre gêneros textuais em português
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Existe alguma forma de reduzirem-se os prejuízos causados pelas queimadas no Norte do Brasil? O único caminho viável é o da educação ambiental, que pode ser lento e demorado, não os evitando de imediato.
Sobre essa interrogação no texto, é correto afirmar que
O texto literário e o não-literário, embora ambos sejam formas de comunicação e expressão, diferem significativamente em suas intenções, estruturas e funções. O texto literário busca principalmente a expressão estética, emocional e subjetiva, utilizando recursos como metáforas, figuras de linguagem e narrativas que exploram a imaginação e o simbolismo. Ele é marcado pela liberdade criativa, pela busca por emoções intensas e pela reflexão sobre a condição humana. Exemplos clássicos incluem romances, poesias e peças teatrais, onde o foco está mais no processo de criação e na experiência sensorial e intelectual do leitor.
Por outro lado, o texto não-literário tem uma função mais direta e informativa. Seu principal objetivo é transmitir informações objetivas, analisar situações, argumentar ou explicar, com base em uma linguagem clara e precisa. Textos como artigos jornalísticos, manuais, relatórios, ensaios acadêmicos e textos técnicos se encaixam nessa categoria, pois visam comunicar ideias de maneira lógica, sem a preocupação com a estética ou o prazer literário.
A principal diferença entre os dois tipos de texto está na forma e na finalidade: enquanto o literário apela à imaginação e ao sentimento, o não-literário é voltado para a clareza, objetividade e a transmissão de conhecimento. Ambos, no entanto, são essenciais na comunicação humana, cada um em seu próprio domínio e com suas peculiaridades (SANT'ANNA, 2023).
Com base nas distinções entre o texto literário e o não-literário, pode-se afirmar que o:
Ela havia prometido à avó colher algumas amoras para o chá da noite, mas, ao chegar perto do bosque, algo incomum chamou sua atenção. Um pássaro de plumagem azul vibrante, diferente de qualquer outro que já tivesse visto, estava pousado no galho baixo de uma árvore. Clara parou, encantada. O pássaro, por sua vez, a olhou com curiosidade, inclinando levemente a cabeça.
Sem pensar, Clara deixou o cesto cair e estendeu a mão em direção à ave, que, para sua surpresa, não fugiu. Em vez disso, soltou um leve trinado, quase como se estivesse chamando-a para segui-lo. Hesitante, mas tomada por um estranho impulso, Clara deu o primeiro passo, adentrando o bosque como se estivesse entrando em um mundo novo (FERREIRA, 2024).
O gênero literário predominante no texto é:
Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo, período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal.
Atualmente, PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. Renato Coelho. Jornal da UNESP, 3/10/2023 (com adaptações)
Identifique o gênero textual presente no texto acima:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,
A fila do mineiro
Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.
O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.
Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.
De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.
A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.
Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.
Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.
É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.
É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.
Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.
Fabrício Carpinejar
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro
Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item seguinte.
No texto, que se classifica, quanto ao gênero, como acadêmico, a autora defende o estilo híbrido por ser ele capaz de gerar encontros entre culturas, não havendo que se falar em pontos negativos trazidos por esses contatos.
Julgue o item que se segue, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
O texto configura-se como texto jornalístico no qual a autora argumenta a favor da implementação de políticas públicas que melhorem o desempenho dos alunos brasileiros em matemática.
De acordo com as ideias veiculadas no texto precedente e considerando suas características linguístico-discursivas, julgue o item a seguir.
Considerando a função sociocomunicativa e o canal de circulação do texto, além de suas características discursivas, é possível concluir que o texto se configura como um exemplar do gênero textual crônica.

Internet:<instagram.com/folhadespaulo>
A partir da leitura do texto precedente, julgue o item seguinte, relacionado a semiótica, multiletramento e multimodalidade.
Os textos multimodais produzem efeitos de sentido por diferentes modos de representação, ou seja, a informação é transmitida por diferentes modos semióticos.

Internet:<instagram.com/folhadespaulo>
A partir da leitura do texto precedente, julgue o item seguinte, relacionado a semiótica, multiletramento e multimodalidade.
O texto apresentado classifica-se como multimodal, já que nele a linguagem não verbal e a verbal se complementam na produção de sentido.
Julgue o item que se segue, referente ao texto precedente e ao ensino da escrita nos anos iniciais do ensino fundamental.
Gêneros orais são indissociáveis da informalidade, ao passo que gêneros escritos são caracterizados pelos contextos formais em que circulam.
Considerando aspectos linguísticos do texto anterior e a leitura nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o próximo item.
O texto enquadra-se no gênero reportagem devido ao emprego de sequências narrativas e à interlocução direta com o leitor.
Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.
A enumeração contida nos versos “bolo de chocolate, biscoito de nata, / sonhos embrulhados / em açúcar e canela”, na primeira estrofe, caracteriza uma relação anafórica com o referente “Tudo”, no primeiro verso da mesma estrofe.
Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.
O poema baseia-se na expressividade de imagens relacionadas à avó, as quais são evocadas nas duas estrofes sem se recorrer a rimas.
Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.
O trabalho pedagógico com textos da oralidade compreende tanto aqueles de gêneros primários, que o estudante já produz, quanto os de gêneros secundários, que ele deve aprender no contexto escolar.
Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.
Embora retrate o processo de produção de alimentos, o poema de Murray se afasta do gênero receita porque, entre outras razões, não contém sequências injuntivas.
Em relação ao poema precedente e à prática de produção de textos orais e escritos nos anos iniciais do ensino fundamental, julgue o item a seguir.
No poema, a dupla função das mãos da avó — de produzir alimento e afeto — está definida nos trechos “cheias de farinha” e “tocam na superfície / dos pães”.
A partir da leitura dos excertos precedentes do poema O navio negreiro, de Castro Alves, julgue o item a seguir.
No poema descreve-se, entre outras cenas, a retirada do navio de um cadáver que é jogado no oceano.
Julgue o próximo item, acerca das ideias e de aspectos textuais e gramaticais do texto precedente.
Em cartas pessoais, como as escritas por Mário de Andrade a Manuel Bandeira (“Manu”), o emprego de sinal de pontuação após o vocativo é facultativo.
Julgue o próximo item, relativo a aspectos linguísticos do texto precedente.
No trecho “A gente se conheceu no Café des Arts, onde eu distribuía folhetos anunciando aulas de português” (quarto período), o vocábulo “folhetos”, nesse caso, remete ao gênero textual do tipo informativo.