Questões de Concurso Sobre gêneros textuais em português

Foram encontradas 2.576 questões

Q1322161 Português

A carta de amor 


No momento em que Malvina ia por a frigideira no fogo, entrou a cozinheira com um envelope na mão. Isso bastou para que ela se tornasse nervosa. Seu coração pôs-se a bater precipitadamente e seu rosto se afogueou. Abriu-o com gesto decisivo e extraiu um papel verde-mar, sobre o qual se liam, em caracteres enérgicos, masculinos, estas palavras: “Você será amada…”. 

Malvina empalideceu, apesar de já conhecer o conteúdo dessa carta verde-mar, que recebia todos os dias, havia já uma semana. Malvina estava apaixonada por um ente invisível, por um papel verde-mar, por três palavras e três pontos de reticências. “Você será amada…”. Há uma semana que vivia como ébria. 

Olhava para a rua, e qualquer olhar de homem que se cruzasse com o seu, lhe fazia palpitar tumultuosamente o coração. Se o telefone tilintava, seu pensamento corria célere: talvez fosse “ele”. Se não conhecesse a causa desse transtorno, por certo Malvina já teria ido consultar um médico de doenças nervosas. Mandara examinar por um grafólogo a letra dessa carta. Fora em todas as papelarias à procura desse papel verde-mar e, inconscientemente, fora até ao correio ver se descobria o remetente no ato de atirar o envelope na caixa. 

Tudo em vão. Quem escrevia, conseguia manter-se incógnito. Malvina teria feito tudo quanto ele quisesse. Nenhum empecilho para com o desconhecido. Mas para que ela pudesse realizar o seu sonho, era preciso que ele se tornasse homem de carne e osso. Malvina imaginava-o alto, moreno, com grandes olhos negros, forte e espadaúdo! 

O seu cérebro trabalhava: seria ele casado? Não, não o era. Seria pobre? Não podia ser. Seria um grande industrial? Quem sabe?

As cartas de amor, verde-mar, haviam surgido na vida de Malvina como o dilúvio, transtornandolhe o cérebro.

Afinal, no décimo dia, chegou a explicação do enigma. Foi uma coisa tão dramática, tão original, tão crível, que Malvina não teve nem um ataque de histerismo, nem uma crise de cólera. Ficou apenas petrificada.

“Você será amada… se usar, pela manhã, o creme de beleza Lua Cheia. O creme Lua Cheia é vendido em todas as farmácias e drogarias. Ninguém resistirá a você, se usar o creme Lua Cheia.”

Era o que continha o papel verde-mar, escrito em enérgicos caracteres masculinos.

Ao voltar a si, Malvina arrastou-se até ao telefone:  

– Alô! É Jorge quem está falando? Já pensei e resolvi casar-me com você. Sim, Jorge, amo-o! Ora, que pergunta! Pode vir. 

A voz de Jorge estava rouca de felicidade!

E nunca soube a que devia tanta sorte! 

A resolução do conflito da narrativa apresentada ocorre por meio
Alternativas
Q1319910 Português

TEXTO 1


Escravidão remunerada

É do que se trata a reforma da Previdência e o projeto de terceirização ampla e irrestrita

Por Djamila Ribeiro — publicado 03/04/2017



[1] Vivemos inegavelmente tempos difíceis no que diz respeito aos direitos conquistados. A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que terceiriza todas as atividades de uma empresa, não somente a atividade meio, como vigorava até então, precariza a vida do trabalhador e da trabalhadora e é um grande retrocesso e uma saída regressiva.

[2] A reforma da Previdência, que caminha no Congresso sob a forma da Proposta de Emenda Constitucional nº 287, também é um acinte, pois aumenta o tempo de contribuição para 25 anos e a idade mínima para 65 anos para as mulheres.

[3] Essa medida não leva em consideração a divisão sexual do trabalho imposta em nossa sociedade. Mulheres ainda são aquelas moldadas para ser responsáveis pela criação dos filhos e pelos trabalhos domésticos. Não se vê que as mulheres partem de pontos diferentes, sobretudo desiguais. Para além dessa constatação, é necessário fazer algumas observações.

[4] Que as duas medidas são configuradas pelo retrocesso, sabemos, porém, questiono: quais os grupos mais afetados e por que existe uma maior comoção a partir do momento em que aqueles mais privilegiados correm o risco de ser atingidos?

[5] Explico: de modo geral, mulheres negras não conseguiam se aposentar antes de a PEC 287 ser proposta. Por conta da informalidade, de uma relação descontínua no mercado de trabalho e da dificuldade das empregadas domésticas terem seus direitos garantidos, esse grupo historicamente sempre se viu à margem. E isso se dá por conta da relação direta entre escravismo e trabalho doméstico.

[6] No processo de industrialização do Brasil, com o incentivo à imigração de trabalhadores europeus, a população negra saiu da condição de escravizada para aquela de “precarizada” ou desempregada. Mulheres negras empreendiam por necessidade ou trabalhavam como domésticas nas casas dos ex-senhores. Essa relação de desigualdade leva esse grupo a uma condição de maior vulnerabilidade.

[7] Para se ter uma ideia, de 2003 a 2014, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o contingente de domésticas sem carteira assinada que contribuíam para o INSS aumentou de 8% para 23% no período.

[8] Ainda assim, a categoria tem dificuldade de se aposentar por tempo de contribuição, pois o setor é marcado por grande informalidade. No último trimestre do ano passado, 68,1% das trabalhadoras domésticas não tinham carteira assinada. O mesmo raciocínio se aplica em relação ao trabalho terceirizado para atividades meio.

[9] Existe um grande contingente de negras nessa relação de trabalho, sobretudo em funções de limpeza. Essas medidas vão dificultar ainda mais a vida dessas trabalhadoras, que já viviam em uma realidade precária. Antes essa condição não gerava muita comoção, justamente por se tratar de grupos historicamente “invisibilizados”.

[10] Por conta desses atentados, propagou-se a ideia de que viveríamos uma relação de escravidão moderna, o que, a meu ver, é equivocado.

[11] A escravidão moderna refere-se à comercialização de seres humanos que legitimou a dominação europeia. Ela fez parte da história de muitos povos. Quem perdia a guerra tornava-se propriedade do outro e existem vários exemplos de como esse processo se dava.

[12] O que entendemos por escravidão moderna foi, porém, a mercantilização de indivíduos, corpos negros como mercadoria a atravessar o Oceano Atlântico e para enriquecer os senhores na base do chicote nos países para os quais foram sequestrados.

[13] Entendo o uso do termo escravidão moderna quando se mencionam os quase 46 milhões de seres humanos a viver em um sistema análogo à escravidão pelo mundo. Nesse caso, falamos de tráfico humano, trabalho forçado, escravidão por endividamento, casamento forçado ou servil e exploração sexual comercial.

[14] Em relação à redução das leis trabalhistas, diria que viveremos uma espécie de “escravidão remunerada”.

[15] Em um país que ainda nega a terrível herança dos mais de 300 anos de escravidão e as violências históricas contra a população negra, apesar do reconhecimento de que a escravidão foi um crime contra a humanidade, como consta no documento final da Conferência de Durban, em 2001, é necessário fazer a historicidade do conceito. Nenhum conceito é “a-histórico”.

[16] Acredito que devemos lutar contra todas as formas de injustiças sociais e não somente contra aquelas que passam a nos atingir. É um dever moral exibir a realidade dos grupos categorizados “como vidas que não importam”, para citar Judith Butler. Dessa forma, poderemos realmente denunciar de maneira mais ampla todas as violências e reivindicar a humanidade verdadeira.


Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/revista/946/escravidao-remunerada Acesso em: 04/05/2017. (Adaptado)

Todos os recursos linguísticos, que normalmente caracterizam o gênero “artigo de opinião”, foram usados por Djamila Ribeiro, EXCETO:
Alternativas
Q1319079 Português
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: http://www.jornaldototonho.com.br/page/241. Acesso em: 30/09/17.
Com base no modo como o Texto 3 se organiza e no conteúdo que veicula, é CORRETO afirmar que ele está apoiado, prioritariamente, no discurso

Alternativas
Q1316633 Português

DIGNIDADE


Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

— Como te chamas?

— Chamo-me Juan, senhor.

— Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais!

– gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado.

Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém, ninguém falou nada.

— Agora sim! – e perguntou o professor – para que servem as leis?…

Seguíamos assustados, porém, pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:

— Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

— Não! – respondia o professor.

— Para cumpri-las.

— Não!

— Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

— Não!!

— Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

— Para que haja justiça – falou timidamente uma garota. — Até que enfim! É isso… para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começavam a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:

— Para salvaguardar os direitos humanos…

— Bem, que mais? – perguntava o professor.

— Para diferençar o certo do errado…

— Para premiar a quem faz o bem…

— Ok, não está mal, porém… respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?…

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

— Quero uma resposta decidida e unânime!

— Não!! – respondemos todos a uma só voz.

— Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

— Sim!!!

— E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?

— Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos! Não voltem a ficar calados, nunca mais!

— Vá buscar o Juan – disse, olhando-me fixamente. Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.


Martin Luther King

Autor Desconhecido

http://www.refletirpararefletir.com.br/3-textos-inteligentese-impactantes-que-nos-fazem-pensar 

De acordo com a estrutura do texto é CORRETO:
Alternativas
Q1316630 Português

O gordo é o novo fumante


Nunca houve tanta gente acima do peso – nem tanto preconceito contra gordos.

De um lado, o que há por trás é uma positiva discussão sobre saúde. Por outro, algo de podre: o nascimento de uma nova eugenia.


(Adaptado de: Super Interessante. Editora Abril. 306.ed. jul. 2012. p.21.)

De acordo com o texto é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q1316624 Português

PERDIDO NA CIDADE (Autor desc.)

Um caipira veio pra cidade grande e ficou completamente perdido.

Então perguntou pra um sujeito que estava sentado na praça, fumando.

— Dia, moço... O sinhô sabe onde é que fica o terminal de Ônibus da Praça da Arve?

— Praça da Árvore? — corrigiu o sujeito.

— Isso, exatamente... Praça da Arve!

— Fica ali, ó! Na primeira rua à esquerda. Qualquer idiota sabe!

— Mais é por isso mesmo qui eu perguntei pro sinhô, uai!

http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/2012/05/t extos-engracados.html

As alternativas a seguir apresentam as características da narrativa, assinale a CORRETA a respeito do texto. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2017 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316446 Português

TEXTO 9

“Lá vou eu, num ônibus, pensando as minhas coisas. No morro da Viúva, o cobrador dá aqueles gritos que chateiam todo mundo: “Vamos chegando para a frente! Tem lugar na frente! Não acumula aqui atrás! ” [...]

OLIVEIRA, José Carlos. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1981. v. 7. p.61

Considerando que os textos apresentam um conjunto de características que os permitem ser classificados em diferentes gêneros, marque a alternativa que apresenta a correta classificação do texto acima, com base na composição estrutural e nos elementos constituintes desse texto.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2017 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316440 Português
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse príncipe

(Canção Construção, de Chico Buarque)
O trecho de Construção, canção de Chico Buarque, apresentada como Texto 7, possui características semelhantes à de um poema, uma vez que está:
Alternativas
Q1315502 Português

Imagem associada para resolução da questão


Com base no modo como o Texto se organiza e no conteúdo que veicula, é CORRETO afirmar que ele está apoiado, prioritariamente, no discurso

Alternativas
Q1314253 Português
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem. Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’ água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando. Naquela manhã de sábado ele tomava se gim-tônico no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto. Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina. De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão. Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda acena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.
Fernando Sabino. A Mulher do vizinho. 17 ed. Rio de Janeiro: Record, 1997.

O texto do autor Fernando Sabino escrito em 1977, pode ser classificado um texto do gênero:
Alternativas
Q1314246 Português
[...] Atualmente, os países que mais desmatam são os de economias emergentes, pois, embora tentem controlar esse problema, o desmatamento de suas florestas avança à medida que seus sistemas econômicos evoluem. Até bem pouco tempo atrás, o campeão mundial de desmatamento era o Brasil, principalmente em razão do crescimento da fronteira agrícola sobre as áreas da Floresta Amazônica. No entanto, recentemente, o país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma ampla área verde, mas que vem desflorestando duas vezes mais do que é desmatado anualmente no território brasileiro. Segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares por ano. Isso significa a perda não tão somente de vegetações, mas também de várias espécies animais, pois o seu habitat encontra-se cada vez mais diminuto. Com isso, o equilíbrio ecológico pode tornar-se ameaçado. [...]
PENA, Rodolfo F. Alves. "Desmatamento"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-desmatamento.htm>. Acesso em 27 de novembro de 2017.
O trecho retirado do site Brasil escola, de Rodolfo F. Alves Pena pode ser denominado do gênero:
Alternativas
Q1314161 Português
“O bêbado atravessa a rua com o farol fechado, um carro parra por ele e buzina: “BIBI...” O bêbado então olha para o carro e diz: EU TAMBEM BIBI, E MUITO! ”
Através de suas características podemos classificar esse texto como uma:
Alternativas
Q1314160 Português
Indique a alternativa correta a respeito das charges e tirinhas:
Alternativas
Q1314158 Português

Leia o texto para a questão.

Fragmento sobre o filme “O Xingu”, por Rodrigo Ferreira.


Ao sair da sala de cinema, a primeira coisa que me veio à mente foi: "Realmente é uma história que precisava ser contada". Mais um pouco foi acrescentado na minha autovisão como brasileiro e no meu entendimento de como a história se desdobrou, de fato, fora dos livros escolares.

Como todo filme deve ser, fui levado para uma breve viagem que nos apresenta os irmãos Villas-Bôas: Cláudio, Orlando e Leonardo. O desejo de ação e aventura ao entrarem para a expedição de exploração do interior do país acabou por levá-los a uma dura vida, emaranhada por intrigas políticas e abnegação em favor dos índios, mas que acabou por culminar em uma vitória irrevogável: a criação do Parque Nacional do Xingu. [...]

A produção como um todo agrada. E muito. As locações, fotografia, trilha.... Tudo parece cooperar para que a bela história seja contada. Nesse sentido é preciso reconhecer o belo trabalho do trio Anna Muylaert, Cao Hamburger e Elena Soárez com o roteiro. Muitas armadilhas foram evitadas, e uma história que se estende por anos foi contada com uma concisão ímpar.

Enfim, é um filme que vale a pena ser conferido. Grande produção, competente e de muito talento. Mais um belo filme para a ainda pequena, porém interessante filmografia de Cao Hamburguer.

Podemos classificar esse texto como:
Alternativas
Q1311063 Português

Leia os enunciados a seguir.


I. O sonho do autor era seguir carreira política e tornar-se um homem direito.

II. O autor evoca um Brasil que ele conheceu antes e que ainda está muito vivo em sua memória.

III. Na contrapartida do sonho do autor está também seu desejo de tornar-se senador federal do Brasil.

IV. No início do texto, Rubem Braga dá a entender que não tem mais esperança de um dia realizar seus sonhos.


As afirmações que contêm interpretações permitidas pelo texto são

Alternativas
Q1310102 Português
Os infinitos arredores
Não pergunte quem eu sou, que não sou uno. Sou várias respostas, primo e par, sou múltiplo e infinito, sou átomo. O universo interior e o cosmo lá fora. Útero e esperma, concepção e abortos. Natividade e morte, plasma de todas as geratrizes. O divino e o satânico, o anjo e o demônio, a flor e o espinho, a semente e a terra, a perdição e o louvor. A minha resposta é múltipla porque não me sei. E a sua indagação se perde no meu vário, ovário.
Se eu me defino, castro-me, pois identifico-me parte. A gradação de uma escala não executa a escala. É uma sugestão de grandeza que se pode diluir na profundeza de uma síncope ou no abissal de uma explosão. Na verdade, às vezes, me busco lá fora, na multidão das gentes e das coisas. Então me disperso em passos e voos, cada vez menos identificáveis. Às vezes, me busco por dentro e maior a multidão e mais me espalho, pulverizo na refração do ser.
Sem dúvida, sou a procura do todo, a agonia do homem. O primeiro passo, como a primeira palavra e o primeiro gesto, é a perdição do eu, a danação do indivíduo, cosmopolita de sensações. Nem o rastro, nem o eco respondem mais pela unidade do passo e da palavra [...].
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 223.
O texto pode ser considerado
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Formoso do Araguaia - TO
Q1225081 Português
Leia o trecho da canção de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e A. Lindsay: 
Seja eu, seja eu  Deixa que eu seja eu  E aceita o que seja seu  Então deixa e aceita eu  Deixa que eu seja o céu  E receba o que seja seu  Anoiteça, amanheça eu  Beija eu, beija eu, beija eu  Me beija  Deixa o que seja seu  Então beba e receba  Meu corpo, no seu corpo  (...)   Analise as afirmações abaixo: 
I- traz poesia e linguagem subjetiva, não se preocupando com a norma culta, seguindo os padrões poéticos. 
II- apresenta a linguagem na norma culta, usada nos variados gêneros, inclusive na poesia. 
III- a linguagem utilizada reflete traços da oralidade, muitas vezes comum ao gênero em que se insere. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Gurjão - PB
Q1208151 Português
Segundo a crônica, o adolescente tornou-se independente por que: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Gurjão - PB
Q1198978 Português
Das afirmações seguintes com relação ao “artigo de opinião”: 
I. A tese é a ideia principal do texto, a ser defendida pelo autor. 
II. Os argumentos, expostos no desenvolvimento do artigo, devem fundamentar a tese levantada, de forma a manter a coerência do texto. 
III. A introdução de um artigo de opinião pode predispor o leitor a prosseguir a leitura ou abandoná-la, a assumir uma postura receptiva em relação aos argumentos que surgirão no desenvolvimento ou se indispor previamente em relação a eles.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC
Q1188605 Português
Concepções de linguagem alteram modo de ensinar
(…) Na década de 1970, uma nova transformação conceitual mudou as práticas escolares. A linguagem deixou de ser entendida apenas como a expressão do pensamento para ser vista também como um instrumento de comunicação, envolvendo um interlocutor e uma mensagem que precisa ser compreendida. Todos os gêneros passaram a ser vistos como importantes instrumentos de transmissão de mensagens: o aluno precisaria aprender as características de cada um deles para reproduzi-los na escrita e também para identificá-los nos textos lidos. Ainda era essencial seguir um padrão preestabelecido, e qualquer anormalidade seria um ruído. Para contemplar a perspectiva, o acervo de obras estudadas acabou ampliado, já que o formato dos textos clássicos não servia de subsídio para a escrita de cartas, por exemplo. Em pouco tempo, no entanto, as correntes acadêmicas avançaram mais. Mikhail Bakhtin (1895-1975) apresentou uma nova concepção de linguagem, a enunciativo-discursiva, que considera o discurso uma prática social e uma forma de interação - tese que vigora até hoje. A relação interpessoal, o contexto de produção dos textos, as diferentes situações de comunicação, os gêneros, a interpretação e a intenção de quem o produz passaram a ser peças-chave. A expressão não era mais vista como uma representação da realidade, mas o resultado das intenções de quem a produziu e o impacto que terá no receptor. O aluno passou a ser visto como sujeito ativo, e não um reprodutor de modelos, e atuante - em vez de ser passivo no momento de ler e escutar. (…)
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
2081: C
2082: B
2083: B
2084: A
2085: D
2086: B
2087: A
2088: A
2089: B
2090: C
2091: B
2092: A
2093: A
2094: B
2095: B
2096: B
2097: C
2098: D
2099: C
2100: B