Questões de Concurso
Sobre gêneros textuais em português
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Sobre a estrutura, a linguagem e o conteúdo do texto, considere as seguintes afirmações.
I - A expressão um belo perrengue (l. 18) representa o uso coloquial da linguagem.
II - O conteúdo está organizado do geral para o particular.
III - A expressão ou melhor (l. 09) estabelece uma relação de retificação entre o último período do primeiro parágrafo (l. 07-08) e o primeiro do segundo parágrafo (l. 09-11).
IV - O texto mescla narração e exposição.
Quais estão corretas?
Considerando as diferenças e semelhanças entre conteúdo e objetivos dos dois textos, julgue os itens a seguir:
I. Embora os dois textos tenham viés jornalístico, o Texto 2 tem caráter mais noticioso, enquanto o Texto 1 se apresenta de maneira opinativa e crítica.
II. Em virtude dos objetivos diferentes dos dois textos, não há como afirmar que o texto 1 tenha compromisso com a verdade, já que se trata de uma crônica jornalística, enquanto o Texto 2 é, efetivamente, uma notícia calcada em acontecimentos reais.
III. Tanto o Texto 1 quanto o Texto 2 recorrem a falas de envolvidos ou espectadores dos acontecimentos, entretanto, enquanto o Texto 2 as utiliza em grande quantidade para fornecer informações que ajudem a descrever e reconstituir os fatos relacionados à tragédia, o Texto 1 traz falas pontuais que mostram um ponto de vista mais subjetivo e emocional sobre os fatos.
IV. Enquanto o texto 2 pode ser descrito como um texto de tipologia predominantemente narrativa, por seu caráter de notícia, o texto 1 é predominantemente descritivo, com pequenas passagens narrativas e opinativas.

Os Textos I e II, embora diferentes quanto ao gênero e à abordagem, relacionam-se em aspectos
temáticos. Comparando os dois, pode-se afirmar que o Texto I
SOLIDARIEDADE
O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer.
O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.
Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.
Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa.
Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.
Uma hora a mais em casa não para se trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo − se estamos perdidos no nosso cotidiano?
Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?
Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.
Depois de sermos gente, podemos − e devemos − sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, tão precisado.
LUFT Lya
Direito sem fronteiras
Desde a Lei de 11 de Agosto de 1827, que criou os primeiros cursos de Direito no Brasil e estipulou um currículo obrigatório, dividido em nove cadeiras ao longo de cinco anos de estudo, muito se alterou na estrutura do ensino jurídico no país.
O engessado currículo dos primeiros cursos, adaptados da tradição universitária portuguesa, atualmente abre espaço para graduações moldadas às particularidades regionais e vocacionadas ao contexto em que estão inseridas. No Recife, uma capital que conta com representações diplomáticas das maiores economias do mundo, além de diversas empresas com atuação global, possui competência para a resolução de questões que envolvam sistemas jurídicos estrangeiros é, por exemplo, uma demanda local que não pode ser desconsiderada.
O intercâmbio internacional de pessoas, bens e serviços implica a necessidade de formação de Bacharéis em Direito aptos a buscar soluções que tragam segurança jurídica àqueles que almejam realizar negócios no exterior, e que também saibam compreender e superar as dificuldades que os estrangeiros encontram no Brasil, ao se depararem com exigências legais estranhas à realidade de seus países de origem […]
É necessário superar a tradicional e limitada visão de que o egresso do curso de Direito somente pode utilizar no seu país de origem as competências na graduação. A globalização da advocacia e os novos nichos de atuação do Bacharel em Direito são assuntos que devem estar na pauta do Ensino Superior que visem atender às novas exigências do mercado: graduados que invistam na trabalhabilidade, atentos às mudanças que um mundo cada vez mais interligado apresenta.
Francisco Muniz. Jornal do Commercio. Recife, 06/01/2018
Ciao
(...) Nasceu (...), na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.
Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.
(...) Procurou extrair de cada coisa não uma lição, mas um traço que comovesse ou distraísse o leitor, fazendo-o sorrir, se não do acontecimento, pelo menos do próprio cronista, que às vezes se torna cronista do seu umbigo, ironizando-se a si mesmo antes que outros o façam.
Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó--e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. (...) O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.
(...) Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. (...) Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional. (...) A duas grandes casas do jornalismo brasileiro ele se orgulha de ter pertencido ― o extinto Correio da Manhã (...) e o Jornal do Brasil (...). Quinze anos de atividade no primeiro e mais 15, atuais, no segundo, alimentarão as melhores lembranças do velho jornalista. E é por admitir esta noção de velho, consciente e alegremente, que ele hoje se despede da crônica (...) Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Ciao. Jornal do Brasil, São Paulo, 29 set. 1984.

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Acerca dos aspectos linguísticos do texto e das ideias nele expressas, julgue o próximo item.
No primeiro quadrinho, no balão em que se apresenta a fala do Bugio, a organização da fala em frases nominais torna a
compreensão mais direta e clara – trata-se de características comuns da linguagem dos textos em quadrinhos: é direta, clara
e simples.
Avalie as afirmações sobre o texto a seguir.

I. Quanto ao gênero textual, trata-se de um miniconto.
II. Pela economia de palavras, não há uma história sendo contada.
III. A concisão indica incapacidade criativa do autor.
IV. O estilo não compromete a qualidade da narrativa.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Admirável gado novo
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado, ê!
Povo feliz!
Fonte: Zé Ramalho. CD 20 anos - Antologia acústica. Acamã Produtora / Geração Produtora, 1997.
Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto quanto à versificação da música acima.
Depois da segunda estrofe há um _______________ que reforça a ideia defendida pelo sujeito lírico a respeito do povo que, apesar de "marcado", é feliz. Quanto à metrificação da estrofe, os versos são __________________. As rimas são ____________, correspondentes ao esquema A-B-C-D-E-D-E-D.
Leia o que propõe o texto publicitário.

Este texto publicitário tem objetivo didático, pois chama a atenção do leitor para um novo olhar que é preciso ter sobre o meio ambiente. Nesse sentido, além do foco no interlocutor, que caracteriza a função apelativa ou conativa da linguagem, representada, por exemplo, pelo verbo no imperativo, predomina nele a função referencial, cujo objetivo, em relação ao receptor, é o de

A tirinha é um gênero textual muito utilizado em veículos de comunicação para exercer críticas à sociedade. Na tirinha acima, observamos a encenação da produção de outro gênero textual, possível de ser apreendido pelo leitor em função da presença do vocativo “Querido leitor” e da imagem do personagem escrevendo o texto em uma máquina de datilografar. Que gênero textual é esse?




