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Questões de Concurso Comentadas sobre gêneros textuais em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.036 questões

Q3136941 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente o tipo textual predominante no gênero diário.
Alternativas
Q3136116 Português

Os gêneros textuais são fluidos e mutáveis, sempre se adequando às novas necessidades sociais, entretanto, todos eles obedecem às regras de natureza linguística e textual que se apresentam em todos os gêneros, ou seja, os tipos textuais são aplicados na construção e modificação dos gêneros textuais. Por meio dessa relação, é possível estabelecer-se combinações entre tipos e gêneros textuais. 


Sobre os principais tipos textuais e as possíveis relações entre os tipos e gêneros textuais, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 

Alternativas
Q3133796 Português
Os gêneros textuais são indispensáveis para o funcionamento eficiente da comunicação, pois ajudam a organizar o conteúdo de acordo com a finalidade e o contexto em que a linguagem é usada.
Nesse sentido, gêneros textuais podem ser descritos como:
Alternativas
Q3133151 Português
"Gêneros textuais estão relacionados às diversas formas de comunicação. Eles são usados em nossas práticas sociais diárias e possuem estruturas e objetivos específicos."
Analise:
"É um texto curto, com acontecimentos reais ou fictícios. Possui caráter narrativo ou argumentativo. Apresenta temática social, política ou cultural relacionada ao tempo da escrita, além de elementos do cotidiano, com base em uma perspectiva subjetiva."
(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm).

A característica apresentada acima, refere-se ao gênero textual denominado: 
Alternativas
Q3132251 Português

TEXTO I

Emoção em família: mãe e filha se formam juntas na faculdade


     As britânicas Vicki Lawlor e sua filha Hannah conquistaram seus diplomas na Universidade de Stirling, na Escócia As britânicas Vicki Lawlor, de 43 anos, e sua filha Hannah, de 21, se formaram juntas na Universidade de Stirling, na Escócia, nessa semana (06/2021). A emoção de receber o diploma ao mesmo tempo levou mãe e filha a planejar uma festa no jardim de sua casa para comemorar a dupla conquista.

     Em entrevista ao Daily Mail, Vicki disse: “É uma coincidência estarmos nos formando juntas. Levei um pouco mais de tempo do que Hannah para concluir meu curso e não foi uma jornada fácil, mas tê-la ao meu lado e compartilhar experiências semelhantes de cumprimento de prazos e conclusão de tarefas foi muito gratificante”.

    Vicki concluiu o bacharelado em Ciências, enquanto Hannah se formou como bacharel em Artes.

Disponível em: https://cutt.ly/nmeU6oV. Acesso em: 26 jun. 2021 (adaptado).


Leia atentamente o texto, e responda à questão.

Esse texto é:
Alternativas
Q3128871 Português
Texto para responder à questão.

Lágrimas e testosterona

    Ele vivia furioso com a mulher. Por, achava ele, boas razões. Ela era relaxada com a casa, deixava faltar comida na geladeira, não cuidava bem das crianças, gastava demais. Cada vez, porém, que queria repreendê-la por uma dessas coisas, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente perdia o ânimo, derretia. Acabava desistindo da briga, o que o deixava furioso: afinal, se ele não chamasse a mulher à razão, quem o faria? Mais que isso, não entendia o seu próprio comportamento. Considerava-se um cara durão, detestava gente chorona.
    Por que o pranto da mulher o comovia tanto? E comovia-o à distância, inclusive. Muitas vezes ela se trancava no quarto para chorar sozinha, longe dele. E mesmo assim ele se comovia de uma maneira absurda.
   Foi então que leu sobre a relação entre lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação. Finalmente tinha uma explicação lógica, científica, sobre o que estava acontecendo. As lágrimas diminuíam a testosterona em seu organismo, privando-o da natural agressividade do sexo masculino, transformando-o num cordeirinho. Uma ideia lhe ocorreu: e se tomasse injeções de testosterona? Era o que o seu irmão mais velho fazia, mas por carência do hormônio.
    Com ele conseguiu duas ampolas do hormônio. Seu plano era muito simples: fazer a injeção, esperar alguns dias para que o nível da substância aumentasse em seu organismo e então chamar a esposa à razão.
   Decidido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona, mentindo que depois traria a receita. Enquanto isso era feito, ele, de repente, caiu no choro, um choro tão convulso que o homem se assustou: alguma coisa estava acontecendo?
   É que eu tenho medo de injeção, ele disse, entre soluços. Pediu desculpas e saiu precipitadamente. Estava voltando para casa. Para a esposa e suas lágrimas.

(SCLIAR, Moacyr. Folha de S. Paulo, São Paulo. Em fevereiro de 2011. Cotidiano, C2. Fragmento.)
Em relação à estrutura composicional, pode-se afirmar quanto ao texto apresentado que:

I. Exemplifica um gênero da narrativa.
II. Pertence a um dos maiores gêneros da literatura.
III. Apresenta narrativa fictícia que demonstra reflexos de saberes populares e folclóricos.
IV. Seu conteúdo ficcional tem como principal objetivo proporcionar aprendizagem relacionada à moralidade.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3128868 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
A partir do título atribuído ao texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3128861 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
Considerando o gênero textual apresentado, indique, a seguir, a alternativa que apresenta características a ele relacionadas.
Alternativas
Q3128533 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


"Sou mineira, filha dessa cidade, meu registro informa que nasci no dia 29 de novembro de 1946. Essa informação deve ter sido dada por minha mãe, Joana Josefina Evaristo, na hora de me registrar, por isso acredito ser verdadeira. Mãe, hoje com os seus 85 anos, nunca foi mulher de mentir. Deduzo ainda que ela tenha ido sozinha fazer o meu registro, portando algum documento da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra.


Quanto a ela ir sozinha, ou melhor, solitária para o cartório me registrar é uma dedução minha tirada de alguns fatos relativos à vida de meu pai. Aliás, de meu pai conheço pouco, pouquíssimo.


Em compensação, sei um pouco mais, daquele que considero como sendo meu pai. Dele sei o nome todo. Aníbal Vitorino e a profissão, pedreiro. Meu padrasto Aníbal, quando chegou a nossa casa, minha mãe cuidava de suas quatro filhas sozinha. Maria Inês Evaristo, Maria Angélica Evaristo, Maria da Conceição Evaristo e Maria de Lourdes Evaristo. Bons tempos, o de nós meninas. Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era a sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não. Tem uma velhice mais tranquila. Meu padrasto completou 86 anos e vive ao lado dela. [...]"



(EVARISTO, Conceição. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo. Acesso em 31 out. 2024. Adaptado.) 

O texto desta questão pertence ao gênero textual Autobiografia. Esse gênero tem como função:
Alternativas
Q3128475 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

Por que é importante incluir os direitos humanos no debate sobre as mudanças climáticas e outros contextos de emergência?

Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental

Andressa Caldas, Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de outubro de
2024


A América Latina enfrenta hoje um grande desafio. Além de ser a região mais desigual do planeta, nos últimos tempos também temos assistido a eventos que tensionam os Estados e suas possibilidades de intervenção e resposta, como as diferentes crises provocadas por fenômenos até então desconhecidos ou que já conhecíamos, mas que estão adquirindo novas formas.

Basta observar as recentes inundações no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais na Amazônia, as históricas secas ou as doenças epidêmicas (como dengue, chikungunya, cólera e o vírus Zika) e pandemias que não cessam, para perceber essas consequências. Esses eventos aprofundam as desigualdades já existentes e prejudicam certos grupos populacionais, especialmente vulneráveis, em detrimento de outros.

São fatos que podemos chamar de contextos críticos e de emergência, e que ocorrem em um mundo cada vez mais afetado por crises interconectadas que envolvem crises ambientais (que podem provocar migrações forçadas), insegurança alimentar e pandemias com novas doenças.

Embora muitos Estados da região tenham feito esforços para mitigar os efeitos das crises, esses esforços muitas vezes se mostraram fragmentários e insuficientes. Da mesma forma, as coordenações regionais para gerenciar as ameaças e responder aos contextos críticos e de emergência, incluindo a pandemia de covid-19 e seus impactos posteriores, tiveram algumas limitações.

Nesse cenário, o papel da sociedade civil, redes, movimentos e organizações sociais que atuam em conjunto com a comunidade tem sido fundamental para enfrentar os desafios impostos por esses novos cenários em toda a região. Além disso, a necessidade de proteção, assistência humanitária e afirmação dos direitos humanos se tornou um tema cada vez mais relevante. 

É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas. A América Latina tem um papel estratégico em relação aos contextos críticos e de emergência. Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.

A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência.

Valorizar o papel e protagonismo dos diversos movimentos, redes e organizações sociais que estão nos territórios e trabalham articulados com as comunidades afetadas é imprescindível para alcançar uma gestão e planejamento eficazes das políticas públicas. Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental para enfrentar esses novos riscos e desafios.

(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/21/por-que-e-importante-incluir -os-direitos-humanos-no-debate-sobre-as-mudancas-climaticas-e-outro s-contextos-de-emergencia. Acesso em 03 nov. 2024. Adaptado.)
Em termos de gênero textual, o texto em análise trata-se de um Artigo de Opinião. A respeito desse gênero textual, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3128443 Português
Em uma aula de língua portuguesa, a professora está explicando conceitos relacionados à tipologia e gêneros textuais. Durante a explicação, ela destaca alguns conceitos e elementos importantes. Qual dos itens abaixo representa CORRETAMENTE um conceito relacionado aos estudos de tipologia e de gêneros da língua?
Alternativas
Q3126105 Português
Os gêneros discursivos como os contos folclóricos, desempenham um papel crucial na formação e na transmissão da cultura de um povo. Esses contos, que frequentemente reúnem elementos de tradição oral, refletem valores, crenças e identidades culturais, além de ensinar lições de moral e sabedoria popular. Considerando a importância dos contos folclóricos, analise o caso abaixo e complemente a afirmativa.
Durante uma aula sobre contos folclóricos, a professora pede que os alunos identifiquem os elementos culturais presentes na narrativa. Essa atividade é importante porque:
Alternativas
Q3126086 Português
Conforme os exemplos abaixo em relação aos tipos de gêneros discursivos primários e secundários, assinale a alternativa correta quanto aos comentários:
1- Poesia; 2- Blog; 3- Romance; 4- Bilhete.
Alternativas
Q3122178 Português

Como as competências socioemocionais podem apoiar os professores no dia a dia da profissão?

Desenvolver essas competências nos docentes é uma das maneiras de proteção à síndrome de burnout, sem contar que ao melhorar o engajamento profissional, se atinge também a aprendizagem dos estudantes 10/10/24 | Por Karen Cristine Teixeira, gerente de pesquisas e membra do eduLab21 do Instituto Ayrton Senna



    Muito tem se discutido sobre as competências socioemocionais no contexto escolar, reflexo da evolução do conceito de educação e docência, que destaca o desenvolvimento pleno e integral dos estudantes como um direito fundamental. Esse avanço contrapõe o paradigma da pedagogia tradicional, em que o estudante era visto como passivo, e o docente, como transmissor de conhecimentos.

    Atualmente há muito conteúdo disponível sobre o assunto, e é sempre importante considerar o que as evidências científicas nos dizem sobre o tema, ________ está em constante evolução. [...]


O que são as competências socioemocionais? Qual a diferença entre as de estudantes e professores?


    Elas são características individuais que se expressam na forma como pensamos, sentimos e nos comportamos. Tais competências surgem da interação entre predisposições biológicas e fatores ambientais, o que quer dizer que questões genéticas e de ancestralidade influenciam, mas não determinam nossa capacidade de mobilizá-las.

    Elas também são influenciadas pela história de vida, experiências, condição econômica e sociocultural, relações interpessoais, entre outros fatores. [...]

    As socioemocionais podem ser aprendidas e desenvolvidas via situações informais, como a observação e interação social, e formas de aprendizagem, como práticas pedagógicas intencionais. O conceito é o mesmo para estudantes e professores. A diferença é que as competências docentes, que podem ser desenvolvidas em formação inicial e em serviço, focam em aspectos relevantes e específicos da profissão.


O que o professor ganha ao desenvolvê-las?


O estresse e a síndrome de burnout são causas frequentes de afastamento entre docentes[,]1 resultantes das intensas demandas relacionais da profissão e da elevada carga de trabalho. Esses fatores impactam negativamente a satisfação profissional[,]2 o bem-estar e a saúde mental dos professores[,]3 elementos para os quais o desenvolvimento socioemocional é um importante fator de proteção[,]4 contribuindo para a autoeficácia docente[,]5 o engajamento no trabalho e a criação de relações interpessoais saudáveis. Essas competências também fortalecem a capacidade do professor de facilitar o aprendizado dos estudantes. 

    Evidências mostram que as socioemocionais docentes estão relacionadas à participação, à satisfação, à saúde mental, à autoeficácia e ao desempenho acadêmico dos estudantes, além de menores taxas de evasão. Programas de desenvolvimento socioemocional implementados por professores mostram eficácia 40% maior do que quando realizados por outros profissionais da escola e sem formação específica.


Cada dia parece que inventam uma competência nova. Como desenvolver todas?


    Existem diversos modelos de socioemocionais para professores e estudantes, cada um adaptado às demandas de contextos específicos. Por exemplo, em locais com altos índices de violência escolar, competências como amabilidade e interação social podem ser priorizadas. Já em locais com foco na melhoria do desempenho acadêmico, competências como autogestão e abertura ao novo são destacadas. Isso não quer dizer que há umas mais importantes que outras, apenas que podem estar mais alinhadas aos desafios daquela comunidade escolar específica.

    Outro ponto que pode dar a impressão de que há muitas competências socioemocionais é o que chamamos de “falácia jingle-jangle”. Isso acontece quando atribuímos nomes iguais a competências diferentes (jingle) ou nomes diferentes a competências iguais (jangle). Essa confusão dificulta a criação de um letramento socioemocional comum e a reunião de evidências científicas sobre cada competência.

    Além disso, não é porque existem diversas competências que você precisa trabalhar todas. Faça um exercício de autorreflexão, olhando para si e entendendo quais são suas maiores dificuldades/desafios e suas fortalezas: esse é o início do desenvolvimento socioemocional. 

    Faça perguntas, por exemplo: sinto dificuldade para lidar com o estresse em sala de aula? Sinto-me só e gostaria de compartilhar experiências com outros profissionais? Como me sinto quando meu planejamento de aula é interrompido? Tenho dificuldade para incluir práticas criativas nas aulas?

    A partir do mapeamento das necessidades que você identifica, priorize o desenvolvimento de uma a duas competências por vez. Não há como trabalhar diversas competências ao mesmo tempo, pois precisam de intencionalidade para serem desenvolvidas. Da mesma forma que qualquer aprendizado, as socioemocionais são desenvolvidas passo a passo, de forma constante e progressiva. E lembre-se: o apoio da gestão escolar é imprescindível.


TEIXEIRA, Karen Cristine. Como as competências socioemocionais podem apoiar os professores no dia a dia da profissão? Revista Educação, 10 de outubro de 2024.

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2024/10/10/competenciassocioemocionais-professores/. Acesso em: 16 nov. 2024. Adaptado. 

Analisando-se suas características, pode-se afirmar que o texto representa o gênero textual
Alternativas
Q3121116 Português

Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: @desenhosdonando. Acesso em 08 dez.2024.) 


A respeito da charge, marque V, para verdadeiras, e F, para falsas: 


( ) O humor e a crítica são construídas a partir da relação intertextual entre a especulação imobiliária instigada pela PEC da privatização da praias com um clássico personagem da TV, implacável em cobrar aluguel. 


( ) É uma crítica à PEC de privatização das praias e, para compreendê-la, é necessário que o leitor mobilize seus conhecimentos a respeito da atualidade. 


( ) O tema central da charge é a interação entre diferentes gerações, proporcionada pelo conhecimento partilhado entre elas, no caso, a possibilidade de as praias brasileiras serem privatizadas. 


( ) A charge é um gênero textual composto por desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, geralmente veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, que comporta crítica e focaliza, por meio de caricatura, uma ou mais personagens envolvidas. 


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 


Alternativas
Q3120079 Português
    Chegando uma Raposa a uma parreira, viu-a carregada de uvas maduras e formosas e cobiçou-as. Começou a fazer tentativas para subir; porém, como as uvas estavam altas e a subida era íngreme, por muito que tentasse não as conseguiu alcançar. Então disse:
    - Estas uvas estão muito azedas, e podem manchar-me os dentes; não quero colhê-las verdes, pois não gosto delas assim.
    E, dito isto, foi-se embora.
Disponível em: https://www.culturagenial.com/a-raposa-e-as-uvas/. Acesso em: 23 out. 2024.

Considerando-se a finalidade e as características do gênero textual em questão, dadas as afirmativas,

I. Essa versão de texto apresenta a personagem personificada que desdenha daquilo que não se alcança, assemelhando-se àqueles que, na vida, desprezam ou desvalorizam o que não podem conseguir. 
II. O autor da fábula se utiliza do exemplo da raposa para generalizar os comportamentos dos homens e chamar a atenção para a reação que temos diante de uma decepção.
III. O autor do texto aproxima a história de eventos que podem acontecer no nosso dia a dia, já que muitos de nós nos comportamos como a raposa.

verifica-se que está/ão correta/s
Alternativas
Q3119783 Português
Existe na sociedade uma vasta quantidade de textos circulando diariamente. São produções orais, escritas, sinalizadas (para o caso da Libras no contexto brasileiro), cuja função precípua é a comunicação. Cada texto se apresenta com uma estrutura linguística própria e uma finalidade que lhe é inerente.  

Para viver um grande amor
Vinícius de Morais. 
[...]

Para viver um grande amor direito Não basta apenas ser um bom sujeito É preciso também ter muito peito Peito de remador É sempre necessário ter em vista Um crédito de rosas no florista Muito mais, muito mais que na modista Para viver um grande amor Conta ponto saber fazer coisinhas Ovos mexidos, camarões, sopinhas Molhos, filés com fritas, comidinhas Para depois do amor E o que há de melhor que ir pra cozinha E preparar com amor uma galinha Com uma rica e gostosa farofinha Para o seu grande amor?

[...]   Disponível em: https://www.letras.mus.br/vinicius-de-moraes/86815/.Acesso em: 19 nov.2024.

Após a análise do texto, assinale a alternativa correta quanto ao tipo e ao gênero, respectivamente, do fragmento do texto Para viver um grande amor.
Alternativas
Q3118218 Português
A forma de linguagem e a apresentação da informação são algumas das principais diferenças entre o texto literário e o não literário. O texto literário utiliza uma linguagem pessoal, carregada de emoção, lirismo e reflete os valores do autor ou do ser (ou objeto) retratado. Por outro lado, o texto não literário se caracteriza pela linguagem referencial.
As alternativas a seguir apresentam características marcantes relacionadas ao texto literário, EXCETO na:
Alternativas
Q3117116 Português

 O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru



Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será o maior porto comercial da América do Sul.


O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões). 


 A infraestrutura deve contar com quinze embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.


Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.


Sua construção não ficou livre de polêmicas e seus efeitos serão sentidos muito além do Peru.


O porto representa um passo importante na expansão da presença chinesa na América Latina.


Ele foi concebido como parte da Nova Rota da Seda, iniciativa estratégica que há anos vem sendo implementada e tem entre os objetivos aumentar a presença e a influência chinesa no mundo.


Com o complexo portuário, a China aumenta sua capacidade de desembarque de mercadorias na América do Sul e de transporte dos produtos importados da região, principalmente minérios, como lítio e cobre, e produtos agrícolas, como a soja.


O ministro das Comunicações e Transportes do Peru, Raúl Pérez Reyes, declarou que o megaporto permitirá ao seu país posicionar-se "como centro logístico de toda a América Latina".


O governo peruano calcula que o novo terminal irá gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos − número que críticos veem com ceticismo, argumentando que, em outros projetos na América Latina, os investimentos chineses empregaram mais trabalhadores levados da China do que a mão de obra local.


Também há expectativa de que o megaporto traga redução no tempo de transporte de mercadorias e, consequentemente, nos custos de frete, que o tornaria atrativo para operadores logísticos.


A estimativa do governo peruano é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de quarenta para vinte e oito dias. A principal razão é a localização escolhida para o porto.


"Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados à China", explica à BBC News Mundo Robert Evan Ellis, do Instituto de Estudos Estratégicos do Exército dos Estados Unidos.


"Com Chancay, abre-se uma rota direta e mais rápida", destaca ele. "É como uma linha de ônibus que, antes, fazia todas as paradas e, agora, segue direto até chegar ao destino."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro.adaptado. 

Gênero textual refere-se à categoria que define a função social do texto (como reportagem, crônica, conto). Tipologia textual diz respeito à forma de organização do conteúdo (narrativa, descritiva, dissertativa, expositiva, argumentativa).

Sobre o gênero e a tipologia textual do texto base apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3116774 Português
Os gêneros textuais são categorias definidas por suas características comuns, que moldam a estrutura e o estilo do texto conforme seu propósito e contexto social. Eles variam amplamente, desde narrativas e poesias até artigos científicos e anúncios publicitários, cada um atendendo a diferentes objetivos de comunicação. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):

(__) Lendas são gêneros textuais do tipo textual narrativo.
(__) Cardápios de restaurantes são gêneros textuais do tipo textual narrativo.
(__) Reportagens são gêneros textuais do tipo textual expositivo.

Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
Alternativas
Respostas
281: A
282: D
283: B
284: B
285: D
286: B
287: A
288: A
289: A
290: D
291: E
292: B
293: B
294: B
295: A
296: E
297: A
298: D
299: A
300: D